terça-feira, 2 de outubro de 2012

URUGUAY - Mercado del novillo gordo fluido con precios estables


La Asociación de Consignatarios de Ganado (ACG) mantuvo sin cambios el precio de referencia de los novillos en la reunión de esta semana, a la vez que elevó los de vacas y vaquillonas. En su comentario, la ACG dijo que “con mayor nivel de actividad” el mercado está “fluido”. Mantuvo el precio del novillo incambiado en US$ 3,75 el kilo carcasa. Por su parte, elevó 2 centavos la referencia para las vacas gordas y un centavo para las vaquillonas, a US$ 3,55 y US$ 3,65 el kilo carcasa, respectivamente.
En el caso de los ovinos, dijo que el mercado está “firme y fluido”, con la excepción de las carcasas pesadas. La referencia para los corderos la elevaron a US$ 3,62, para los capones quedó inalterada en US$ 3,10 y para las ovejas gordas la subieron 2 centavos, a US$ 2,89.
Por su parte, en el mercado de reposición la gremial dijo que “con mayor oferta, continúa la fluidez del mercado”. La categoría con mejoras más significativas en su valor medio fue la de vacas y vaquillonas preñadas, de 3,5%, a US$ 708 por cabeza.

Semana Nº 39

Sep
23
2012
Sep
29
2012
Imprimir Página

Planilla publicada el Lunes 01 de Octubre de 2012 
Los valores corresponden a la Semana indicada.

Mercado de Haciendas

 

Comentario

VACUNOS

con mayor nivel de actividad mercado fluido.

LANARES

mercado firme y fluido, salvo para las carcazas pesadas.
 

INDICE FLACO / GORDO A.C.G1.3606
-1.18%
* Este valor es la relación entre el precio del novillo gordo y el tenero

SEMANA Nº 39

PERIODO: del 2012-09-23 al 2012-09-29

COTIZ. PROMEDIO A LEVANTAR 
FLETE A CARGO COMPRADOR 
NEGOCIOS A PLAZO

 
 EN PIE A LA CARNE
SEM. ANTACTUAL%SEM. ANTACTUAL%
NOVILLOS GORDOS - Razas Carniceras1.992.01
1.01%
 3.753.75
0.00%
        
VACAS GORDAS - Razas Carniceras1.751.75
0.00%
 3.533.55
0.57%
        
VAQUILLONAS GORDAS1.891.89
0.00%
 3.643.65
0.27%
        
INDUSTRIA
Toros y Novillos1.481.48 2.532.54
0.40%
Vacas Manufactura1.121.11
-0.89%
 2.132.10
-1.41%
Conserva0.900.89
-1.11%
 1.901.85
-2.63%
    
OVINOS GORDOS
Corderos0.000.00 3.603.62
0.56%
Cordero Pesado0.000.00 3.603.62
0.56%
Borregos0.000.00 3.583.58
Capones0.000.00 3.103.10
Ovejas0.000.00 2.872.89
0.70%
 
Nota: 
Los precios en pie contado son USD 0,02 menos que a plazo.
Los precios en Segunda Balanza contado son USD 0,04 menos que a plazo.
 

Mercado de Reposición

Semana Nº 39

Sep
23
2012
Sep
29
2012

Precios promedios para razas carniceras y sus cruzas. 
A levantar del establecimiento con pagos contado hasta 90 días. 
Destare promedio del 5% al 7% s/ condiciones carga estipuladas.

 
 Semana Anterior Semana Actual
MinMáxPromedio MinMáxPromedio 
Terneros *hasta 140 kgUSD / Kg2.753.002.88 2.753.002.86
-0.69%
Terneros *141 a 200 kgUSD / Kg2.452.722.60 2.452.722.61
0.38%
Novillitos201 a 240 kgUSD / Kg2.152.402.25 2.152.402.28
1.33%
Novillos241 a 300 kgUSD / Kg2.002.102.06 2.052.202.12
2.91%
Novillos301 a 360 kgUSD / Kg1.902.051.99 1.902.102.00
0.50%
Novillosmás 360 kgUSD / Kg1.801.951.88 1.802.001.90
1.06%
Ternerashasta 140 kgUSD / Kg2.202.302.26 2.202.352.26
 
Terneras141 a 200 kgUSD / Kg2.052.202.13 2.002.202.13
 
Vaquillonas201 a 240 kgUSD / Kg1.902.051.98 1.902.051.97
-0.51%
Vaquillonasmás 240 kgUSD / Kg1.851.951.89 1.851.951.88
-0.53%
Vaquillonas y Vacas PreñadasUSD / Kg650740684.00 650770708.00
3.51%
Vacas de InvernadaUSD / Kg1.521.681.61 1.501.671.61
 
Piezas de CríaUSD / Kg380430396.00 360410390.00
-1.52%
 

* Los precios de punta de la categoría Terneros, corresponden a los Terneros más livianos destetados, castrados y de razas definidas.

Operaciones realizadas por asociados de la A.C.G.

Comentario

CON MAYOR OFERTA. CONTINUA LA FLUIDEZ DEL MERCADO

 

Mercados al Lunes 01 de Octubre de 2012

 
 
DOLAR
20.67
 
ARG
3.41
 
REAL
10.06
 

Mercado de Liniers - Argentina

Novillos (Esp. a Buenos) + 390 Kg

 

USD / Kg

1.34-1.48

Novillos (Esp. a Buenos) - 390 Kg

 

USD / Kg

1.32-1.62

Vacas Buenas

 

USD / Kg

0.69-1.24

Vaquillonas Especiales

 

USD / Kg

1.14-1.48
Fuente: "Mercado de Liniers" USA - http://www.mercadodeliniers.com.ar
 

Mercado de Chigago - USA

Novillos Gordos

 

USD / Kg

2.69
Fuente: "United States Department of Agriculture" USA - http://www.usda.gov
 

Mercado de San Pablo - Brasil

Novillos Gordos

 

USD / Kg

1.6
Fuente: "informa Economics" - http://www.informaecon-fnp.com/
 

Mercado de Paraguay

Novillos Gordos

 

USD / Kg

1.54
Fuente: "El Corral" Paraguay - http://www.elcorral.com.py
 


Ração cara e redução de oferta sinalizam alta do preço do boi


Disparada dos insumos limita confinamento. Mercado futuro indica valorização de cerca de 5% já em novembro. Cenário remete a 2010, quando houve recorde

O boi gordo tende a chegar ao final de 2012 nas mesmas condições de dois anos antes: com baixo uso de confinamentos, oferta restrita e supervalorização da arroba (em novembro de 2010, cotava-se os quinze quilos da carne bovina a inéditos R$ 114).
Na atual conjuntura, a commodity está custando cerca de R$ 96,05 com base em São Paulo, ante R$ 89 no começo de agosto. A tendência de altaestá ligada à escalada de preços da soja e do milho, que limita a terminação de animais em confinamento.
Para o presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, a carne bovina pode ficar 5% mais cara até o fim do ano. “Acho muito difícil e arriscado que confinem boi nesse momento”, ele diz.
No início deste ano, os pecuaristas mato-grossenses estimavam alta de 14% no uso de confinamento, de modo que com ele terminariam 929,9 mil animais.
Porém, agora, mais vale vender o milho do que utilizá-lo como ração. Vacari acredita que o nível de confinamento de 2011 se repetirá neste ano: aproximadamente 730 mil cabeças.
Normalmente feito em duas etapas, com a primeira em maio e a segunda em julho, o confinamento é adotado como forma de compensar o desgaste do pasto e ofertar boi gordo para abate durante o período de estiagem.
O pecuarista José Renato Gonçalves, de Londrina (PR), confirma que o salto de preços de grãos, depois das quebras de safra de soja no Brasil e milho nos Estados Unidos, pode limitar a quantidade de animais confinados.
Se essa redução se confirmar, especialmente no segundo turno do confinamento, os produtores deixarão o animal no pasto, evitando os altos custos da ração. Dessa forma, parte da oferta de animais será postergada, já que o gado leva mais tempo para ser terminado na pecuária extensiva.
“Todo mundo está inferindo que vai haver oferta maior, mas não estamos vendo isso”, disse Gonçalves. “Muitos que fariam um segundo giro de confinamento podem desistir com a alta dos grãos. E o preço pode subir ainda mais”, acrescentou.
A fazenda de Gonçalves tem 3,6 mil hectares e cinco mil cabeças de bois. O pecuarista reforça que o Paraná tem registrado preços próximos de R$ 99 (a prazo, com 30 dias de carência).
O confinamento responde por cerca de 10% do total de abates, estimado em quase 40 milhões de cabeças neste ano, no Brasil .
Em relatório recente, o Rabobank destacou que a oferta dos confinamentos pode ficar aquém do esperado inicialmente, refletindo o aumento do farelo de soja e do milho e os preços futuros relativamente baixos do gado.
O administrador da Fazenda Klabin, Ossimar Belentani, cujo foco está na oferta de carne de altaqualidade, também tem observado a alta dos preços no estado. Sua fazenda, que fica em Luiziana, no noroeste do Paraná, atende a redes específicas que buscam carnes especiais nos mercados paranaense e paulista.
“Este mercado remunera melhor conforme a qualidade. Vimos uma melhora desde o final de agosto”, contou ele. Segundo Belentani, no final de agosto a arroba negociada no mercado à vista saiu a R$ 94, mas na semana passada superou R$ 98.
Baixa oferta
O diretor da consultoria Bigma,   Maurício Palma Nogueira, lembra que, por causa de baixaoferta, os preços da arroba atingiram níveis recordes em novembro de 2010, superando R$ 114 no indicador Esalq/BM&FBovespa.
 “Muito semelhante ao que se viu em 2010, não estamos vendo, neste ano, uma entrada de boi [gordo para o abate], como se esperava”, afirma o especialista em bovinocultura.
“Não digo que os preços atuais vão atingir os níveis recordes daquele ano, mas devem se manter na alta recente”, acrescenta.
Nogueira lembra que, naquele ano, os preços da carne reagiram e os frigoríficos mantiveram o ritmo de abates. E diz que a alta da arroba neste ano dependerá também das reações do varejo.
Exportações
O diretor da Bigma ressalta ainda que a forte demanda interna e a recuperação das exportações de carne bovina também podem impulsionar os preços da arroba bovina.
“Nós já vimos uma retomada das exportações brasileiras de carne bovina neste começo de semestre”, observou. E acrescentou que internamente o baixo nível de desemprego e a melhora da renda contribuem com o setor.
Em agosto, a exportação de carne bovina do Brasil registrou o melhor desempenho do ano, crescendo 37,5%, com embarques de 90,6 mil toneladas.

Autor: Bruno Cirillo / Agências
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Argentinos recuperam o posto de maiores carnívoros do mundo


BUENOS AIRES - Os argentinos recuperaram o título de maiores carnívoros do planeta ao ostentar um consumo per capita de 63,1 quilos de carne bovina. O anúncio sobre o ressurgimento do costume de ingerir opíparos volumes de sanguinolentos baby-beefs, tomando como referência os dados do mês de julho, foi realizado pela consultoria Abeceb, que indicou que há um ano e meio o consumo estava em "apenas" 52,8 quilos. Esse havia sido o volume mais baixo desde 1914 (nesse ano, quando a medição começou a ser realizada pela Junta Nacional de Carnes, a marca de consumo por habitante foi de 56,1 quilos).
O Uruguai - país rival da Argentina em tangos, futebol e carne - sempre havia ocupado o segundo posto no ranking mundial de consumo de carne bovina. Mas, entre 2009 e 2011 conquistou a pole position. No entanto, neste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Carnes (Inac) do Uruguai, com a marca de 60 quilos em julho os uruguaios voltaram, pelo menos temporariamente, ao segundo lugar do ranking mundial.
A Abeceb afirma que a recuperação do consumo deve-se à conjunção de fatores, entre os quais o aumento do estoque e à queda das exportações, drasticamente limitadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner, que redirecionaram a carne ao mercado interno. Este redirecionamento, nos últimos meses, criou um clima de estabilização dos preços de alguns cortes de carne e até de redução dos custos de outros. Além disso, o aumento do consumo foi propiciado pelo maior abate de gado.
Ao longo deste ano, o consumo de carne de frango, que vinha crescendo, ficou estabilizado.
O mesmo fenômeno ocorreu com a carne suína, produto cujo consumo foi estimulado pela própria presidente Cristina Kirchner, que em julho de 2010 declarou pela TV que esse quitute era "afrodisíaco". Na ocasião - seu marido e ex-presidente Nestor Kirchner ainda estava vivo (ele morreu três meses depois) - Cristina destacou que a ingestão de carne suína havia propiciado um animado fim de semana na companhia de seu cônjuge.
Durante décadas a carne bovina foi elemento sine qua non da mesa dos argentinos, além de ser um símbolo do país no exterior.
O recorde de consumo ocorreu em 1958, ano no qual a ingestão de carne por cada argentino em média foi de 98 quilos. Nas décadas posteriores o consumo caiu por motivos econômicos, por uma ampliação do menu cotidiano dos argentinos, além de maiores cuidados com o colesterol.
No entanto, apesar da recuperação do primeiro lugar no pódio de consumo de carne para os argentinos, a Abeceb considera que será "difícil" voltar ao nível de 70 quilos per capital alcançados em 2007 e 2008.
Galãs açougueiros
Durante décadas as crianças nas escolas primárias do Brasil escreviam a redação "Minhas férias". Na mesma época, os alunos argentinos redigiam "La Vaca" (A Vaca), uma espécie de canto de louvor à essa heroina quadrúpede que propiciava à Argentina riquezas e prestígio mundial por seus baby beefs.
A carne também está na cultura televisiva. Diversas telenovelas argentinas tiveram galãs que protagonizavam viris personagens açougueiros que seduziam as clientes com seu avental manchado de sangue.
Em 2002 o churrasco foi o centro do talk show "Um aplauso para o churrasqueiro", onde o apresentador, Roberto Petinatto, interrogava seus entrevistados enquanto estes devoravam suculentos nacos de carne. O formato foi relançado na semana passada com a apresentadora Flavia Palmiero, que em "Políticos na churrasqueira" entrevista políticos que devem acender o fogo e preparar a carne enquanto são sabatinados.
Frases
"A carne bovina é a única 'droga' que qualquer governo argentino jamais se atreveria a proibir"
(o escritor e ensaísta Alan Pauls)
"Neste país, os vegetarianos são uma raridade"
(Carlos Príncipe, do Mercado del Progreso, no bairro de Caballito, é a terceira geração de açougueiros, já que seus avós foram açougueiros do conde de Romanones, ministro do rei Alfonso XIII da Espanha)
"Os argentinos são carnívoros por excelência"
(declaração oficial Instituto de Estímulo e Divulgação da Carne Bovina)

FONTE: ESTADÃO

Fórum Permanente do Agronegócio discute oferta de terneiros


O Sistema Farsul apresentou nessa quarta-feira, 26/09, a programação do Seminário “De onde virão os terneiros”, que será realizado no dia 30/10, no Park Hotel Morotin, em Santa Maria. A 41ª etapa do Fórum Permanente do Agronegócio avaliará a influência do avanço da soja na metade sul e a competição com as áreas de pecuária. Segundo o presidente Carlos Sperotto, não deve haver problema de abastecimento de carne bovina, porque o país tem um rebanho suficiente para assegurar o consumo, mas a oferta de carne diferenciada, produzida no Rio Grande do Sul, pode ser atingida.
O professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Piva Lobato, um dos coordenadores do seminário, disse que “o foco do evento é aumentar a eficiência reprodutiva do rebanho, emprenhando as fêmeas mais cedo, aos 24 meses, e antecipar a idade de abate dos novilhos”. Para ele, a entrada da soja na metade sul ajuda na antecipação do abate dos novilhos, dentro do conceito de integração lavoura-pecuária, usando a resteva da oleaginosa na alimentação dos bovinos. “Além disso, não será necessário transferir os novilhos para fazer terminação na região do Planalto”, destacou Lobato. Alertou que o risco do avanço da soja nos campos bons é o comprometimento da qualidade dos animais porque o grosso do rebanho ficará nos campos ruins, com pedras. Piva Lobato acrescentou que o produtor precisa estar atendo para atender requisitos báscos como nutrição, manejo, sanidade e genética do rebanho.
O chefe da Divisão Técnica do Senar-RS e um dos coordenadores do seminário, João Augusto Telles, disse que a intenção é criar o conceito de pecuária de precisão nos mesmos moldes da agricultura de precisão. “É necessário trabalhar a qualidade dos terneiros e de todo o processo reprodutivo”, salientou. Segundo ele, o pequeno, o médio e o grande pecuarista precisam ter a mesma eficiência na atividade.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

domingo, 30 de setembro de 2012

Santa Catarina busca erradicar brucelose até 2015


Com a execução do Programa de Erradicação da Brucelose Bovina e Bubalina em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca dá mais um importante passo para a melhoria da qualidade sanitária de seus rebanhos. O Programa foi criado em 2012 e prevê ações no período de 2012 a 2019. A expectativa é de que no final de 2015, Santa Catarina obtenha o certificado de Livre de Brucelose Bovina e Bubalina pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Este ano, a ação prioritária está sendo a realização do inquérito soroepidemiológico, ou seja, um levantamento da ocorrência da enfermidade no Estado, por meio de uma amostragem em 1.653 propriedades rurais. Até setembro, 40% das coletas para diagnóstico já foram realizadas e a previsão é de que em dezembro o levantamento seja finalizado e divulgado os resultados encontrados.

O programa tem como objetivo a detecção de focos em propriedades com produção leiteira e de carne, entre animais que participam de eventos agropecuários e nas propriedades com atividades de turismo rural. Outras ações, como o controle de movimentação de bovinos e bubalinos e o saneamento de todos os focos de brucelose, estão sendo praticadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), com a indenização aos criadores que tiverem animais acometidos pela enfermidade por meio do Fundo Estadual de Sanidade Animal, mantido pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

A atividade viabiliza também a vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas com uma moderna vacina denominada de Amostra RB51 em propriedades com foco de brucelose, naquelas que possuem vínculo com o foco ou que se sentem ameaçadas pela enfermidade e também naquelas que comercializam animais para outros estados ou países. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, lembra que a vacinação somente é realizada após avaliação e aprovação da Cidasc. “Será uma vacinação controlada, com a supervisão técnica da Cidasc”, afirma Rodrigues.

O Programa de Erradicação da Brucelose Bovina e Bubalina prevê, para o final de 2015, a suspensão da vacinação. Dessa forma, viabilizará a obtenção da certificação do Estado de Santa Catarina como Livre de Brucelose Bovina e Bubalina pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária, Roni Barbosa, explica que o Programa dará maior garantia sanitária aos rebanhos, com proteção da saúde dos produtores rurais e também dos consumidores de carne, leite e seus produtos derivados.

A brucelose nos bovinos e bubalinos é causada por uma bactéria que provoca aborto e infecção uterina podendo levar à infertilidade. A enfermidade é transmissível para as pessoas, causando febre alta, comprometimento das articulações e infertilidade. A transmissão entre animais acontece, principalmente, por meio de pastagens contaminadas com restos de placenta de animais contaminados. As pessoas, especialmente do meio rural, podem ser contaminadas por contato com vacas e búfalas com a enfermidade que sofreram abortos ou retenção de placenta. O diretor Roni Barbosa alerta que não existe risco no consumo de carnes, leite e derivados quando inspecionados pelo Serviço de Inspeção Municipal, Estadual ou Federal.

Fonte: Agrolink – a informação é do Governo do Estado de Santa Catarina

Abrafrigo quer abrir mercado da Turquia para carne brasileira



Inflação de dois dígitos e o preço da carne que não para de subir deverá acelerar o processo para facilitar a importação do produto do Brasil




Cleber Gomes
Foto: Cleber Gomes
Turquia importa carcaças completas resfriadas de países fronteiriços, principalmente da Bulgária
Em conjunto com o Ministério da Agricultura, o Departamento Internacional da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), participou de uma missão comercial que visitou a Turquia no início de setembro com finalidade de abrir as portas daquele país para a carne bovina brasileira. Atualmente, a Turquia importa carcaças completas resfriadas de países fronteiriços, principalmente da Bulgária, mas a inflação de dois dígitos e o preço da carne que não para de subir deverá acelerar o processo para facilitar a importação de carne bovina do Brasil.
– Nós solicitamos que o Ministério da Agricultura acelere o exame do texto de CSI - Certificado Sanitário Internacional, que está sendo feito no Dipoa/SDA/Mapa e que deverá ser enviado a Turquia – conta o presidente executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar.
A entidade solicitou especial atenção do Ministério da Agricultura para os prazos de validade do produto brasileiro congelado.
– Os turcos estão acostumados a adquirir carnes frescas e, culturalmente, tem bastante desconfiança de prazos de validade. Temos que negociar um prazo praticável, de 90 a 120 dias, para que possamos colocar o produto naquele mercado – acrescenta o dirigente.
Outro ponto é a introdução do conceito de importar cortes uma vez que este mercado costuma importar e consumir carcaças com osso. Atualmente a Turquia produz 600 mil toneladas por ano de carne bovina, mas não é o suficiente para atender o consumo que está em elevação.
FONTE: RURALBR, COM INFORMAÇÕES DA ABRAFRIGO

Rio Grande do Sul exportou 23,7% mais carne bovina in natura em agosto


O volume e o faturamento obtidos em agosto deste ano foram os maiores dentre os primeiros sete meses do ano

DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO


O estado exportou 9,8 mil toneladas equivalente carcaça (tec) de carne bovina in natura em agosto deste ano, aumento de 23,7% em relação a julho (7,9 mil tec) e 30,7% mais que em agosto do ano passado (7,5 mil tec), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O faturamento em agosto último foi de US$17,7 milhões, 9,1% mais que os US$16,2 milhões recebidos em julho e 19,0% mais que em agosto de 2011, quando a receita ficou em US$14,9 milhões.

O volume e o faturamento obtidos em agosto deste ano foram os maiores dentre os primeiros sete meses do ano.

No acumulado do ano, até agosto, o estado embarcou 64,0 mil tec, queda de 11,0% frente as 72,0 mil tec exportadas no mesmo período de 2011.

O faturamento caiu 20,5% no mesmo período, passando de US$159,7 milhões no ano passado para US$126,9 milhões este ano, até agosto.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

SÓ ANGUS - PELOTAS


No 2º trimestre, cresce o abate bovino e suíno, diminui o de frangos


No 2° trimestre de 2012, foram abatidas 7,6 milhões de cabeças de bovinos, representando aumentos de 5,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 7,9% frente ao mesmo período de 2011. No 2° trimestre de 2012 também foram abatidas 8,8 milhões de cabeças de suínos, aumentos de 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 2,6% frente ao mesmo período de 2011. Já o abate de frangos (1,3 bilhão de cabeças) teve quedas de 5,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 2,8% frente ao mesmo período de 2011. A aquisição de leite pela indústria neste trimestre foi de 5,2 bilhões de litros, um aumento de 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2011. A aquisição de couro pelos curtumes também teve aumento no 2º trimestre em comparação com o mesmo período de 2011 (10,9%). A produção de ovos de galinha foi de 670,5 milhões de dúzias no trimestre, um aumento de 5,8% em relação a 2011. Essas e outras informações estão disponíveis nos resultados do 2º trimestre de 2012 das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais e Produção de Leite, Couro e Ovos. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/producaoagropecuaria/default.shtm
Abate bovino no 2º trimestre tem aumento de 5,6% em relação ao 1º e 7,9% frente ao 2º trimestre de 2011

No 2° trimestre de 2012 foram abatidas 7,6 milhões de cabeças de bovinos, representando aumentos de 5,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 7,9% frente ao mesmo período de 2011. O volume de cabeças abatidas alcançou o mesmo patamar registrado no 3º trimestre de 2007 e do período pré-crise financeira internacional (2º trimestre de 2008).

O peso acumulado de carcaças no 2º trimestre de 2012 foi de 1,8 milhão de toneladas, 6,6% maior que o registrado no 1º trimestre e 8,7% superior ao registrado no 2º trimestre de 2011. O peso médio das carcaças no 2° trimestre de 2012 (235,1 kg/carcaça) foi 2,2 kg maior que no trimestre anterior e 1,6 kg maior do que no 2º trimestre de 2011. Geralmente ocorre esse aumento do peso médio, já que nos segundos trimestres de cada ano há tendência de aumento da participação de bois e redução da participação de vacas. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideraram o ranking dos estados e abateram, juntos, 67,0% dos cerca de 558 mil unidades bovinas abatidas a mais em todo o país.

Abate de frangos tem queda de 5,5% na comparação com o 1º trimestre

No 2° trimestre de 2012 foram abatidas 1,3 bilhão de cabeças de frangos, 36,1 milhões de cabeças a menos em relação ao mesmo período de 2011, representando quedas de 5,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 2,8% frente ao mesmo período de 2011. Esse foi o pior desempenho dos últimos seis trimestres. O peso acumulado das carcaças no 2º trimestre de 2012 (2,9 milhões de toneladas) foi menor em 1,3% e apenas 0,4% superior ao registro do 2° trimestre de 2011. O Paraná é a principal unidade da Federação no ranking nacional de abate de frangos seguido por Santa Catarina e São Paulo. Rio Grande do Sul abateu 23,6% a menos do que no 2° trimestre de 2011 e caiu para a quarta posição.

Aumento no abate de suínos no Centro-Oeste corresponde a 45% do aumento nacional

No 2° trimestre de 2012 foram abatidas 8,8 milhões de cabeças de suínos, representando aumentos de 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 2,6% frente ao mesmo período de 2011. O peso acumulado das carcaças no 2º trimestre de 2012 (874,0 mil toneladas) foi 5,1% maior do que o ocorrido no trimestre imediatamente anterior, assim como 6,0% superior ao registrado no mesmo período de 2011. Todas as Unidades da Federação das Regiões Sul (exceto Santa Catarina), Sudeste e Centro-Oeste apresentaram aumento do número de cabeças abatidas no comparativo dos primeiros trimestres de 2012 e 2011. O crescimento de todos os Estados da Região Centro-Oeste correspondeu a 45,0% do aumento do abate nacional de suínos.

Aquisição de leite é 2,8% maior do que a do 2º trimestre de 2011
A aquisição de leite pela indústria neste trimestre foi de 5,2 bilhões de litros, um aumento de 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2011. Este resultado positivo foi causado pela recuperação da produção leiteira nos estados da Região Sul (14,4%), em especial do Rio Grande do Sul. Minas Gerais, maior produtor nacional, apresentou queda da produção em relação ao mesmo período. Comparando-se com o 1º trimestre de 2012, a queda de 9,7% no volume de leite adquirido neste 2º trimestre deve-se à entressafra, quando normalmente há redução das temperaturas e chuvas, reduzindo a qualidade e disponibilidade de pastagens.

Aquisição de couro bovino cresce 10,9% em relação ao 2º trimestre de 2011

Os curtumes adquiriram 6,7 milhões de unidades de couro cru bovino e receberam 2,2 milhões de unidades de couro de terceiros para serviços de curtimento, de abril a junho de 2012, totalizando 8,9 milhões de unidades, acompanhando a tendência de aumento do abate bovino. O total de couro curtido (couro cru adquirido pelo próprio curtume, couro cru estocado e o couro cru recebido de terceiros) foi de 8,9 milhões de unidades, indicando uso do estoque existente no período.

Em relação ao 2º trimestre de 2011, houve aumento da aquisição de couro pelos curtumes (10,9%) em detrimento da prestação de serviços de curtimento a terceiros (-7,3%), resultando em um aumento de 5,7% no total de couro bovino. Mato Grosso foi o estado que recebeu mais couro cru para curtimento, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul.

Produção de ovos de galinha registra aumento de 5,8% em relação a 2011

A produção de ovos de galinha foi de 670,5 milhões de dúzias no trimestre, um aumento de 5,8% em relação a 2011. São Paulo, principal estado produtor, teve sua produção aumentada em 10,4% nesta comparação, representando 30,0% do total de ovos neste 2º trimestre de 2012. O maior aumento na produção foi observado em Mato Grosso (19,5%), que ultrapassou a produção de Goiás e assumiu a quinta posição entre os maiores produtores. O crescimento da avicultura para atender à agroindústria mato-grossense foi a principal causa deste aumento. Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Espírito Santo também apresentaram crescimento acima de 10,0% neste trimestre em relação ao mesmo período de 2011.

Mais Alimentos abre negociação de picape


Agricultor familiar poderá financiar veículo com juro e preço reduzidos

A partir desta sexta-feira (28), os agricultores familiares poderão comprar picapes leves pelo programa Mais Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O preço será, em média, de R$ 27 mil. Uma reunião entre governo federal e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) selou preços e produtos, que, agora, serão inseridos no sistema, mas ainda não foram detalhados. De acordo com o coordenador nacional do Mais Alimentos, Marco Antônio Leite, a aprovação do crédito dependerá de um projeto técnico formulado por órgãos de assistência e extensão rural, como a Emater. Será obrigatório comprovar 120 dias de uso do veículo/ano vinculado à agropecuária.

A exigência foi criada para garantir que o utilitário será realmente adquirido para modernizar a produção já que, além do preço mais barato do que no mercado, o produtor terá condições facilitadas: 2% de juro ao ano, dez anos para pagar e até três anos de carência, com teto de R$ 200 mil por agricultor. Os modelos serão Saveiro, Strada, Montana e Courier, básicos, em cor sólida e cabine simples. Hoje, o preço sugerido de fábrica para uma picape modelo simples gira em torno de R$ 32 mil.

De acordo com Leite, a picape poderá ser usada no transporte de produtos de agroindústrias ou no deslocamento de insumos, por exemplo, o que melhorará a logística do empreendimento rural.

O assessor de Política Agrícola da Fetag, Airton Hochscheid, prevê demanda no Rio Grande do Sul, mas acredita que parte dela irá esbarrar na regra. "Certamente, teremos interessados, mas parte deles não conseguirá preencher o requisito de uso mínimo. É preciso ter claro que este é um investimento para a melhoria dos resultados da propriedade, não para uso pessoal."

Sperotto assume o Grupo Farm


A Federação de Associações Rurais do Mercosul (Grupo Farm) será presidida no biênio 2012/2013 pelo presidente da Farsul, Carlos Sperotto. O dirigente não pode comparecer à posse que ocorreu em 14 de setembro na ExpoPrado, em Montevidéu. Ontem, ele viajou para Montevidéu onde participa nesta quinta-feira (27) do primeiro evento à frente do Grupo Farm: a reunião do Conselho de Veterinários. Nos dias 29 e 30 de novembro, haverá nova assembleia geral.

MT e MS lideram ranking de abates de bovinos em 2º trimestre


Estados abateram 67% dos 558 mil exemplares abatidos a mais

Mato Grosso ampliou em 18,7% os abates de bovinos no segundo trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2011. O plantel enviado às indústrias frigoríficas avançou de 1 milhão para 1,2 milhão de cabeças, informou nesta quinta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha.

Sozinho, o estado abateu aproximadamente 16% do total brasileiro de 7,6 milhões de exemplares. O peso acumulado de carcaças no segundo trimestre alcançou 297.678 toneladas na unidade federada, resultado 20% superior ao registrado no igual período de 2011, em 248.010 toneladas.

Analista de mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Carlos Ivam Garcia diz que no estado as operações em alta ainda refletem o envio frequente de fêmeas aos frigoríficos, comumemente verificado nos meses iniciais de 2012.

"Falamos em um segundo semestre quando verificamos elevado abate de fêmeas", avaliou o especialista.

Na comparação com o trimestre anterior o estado registrou uma leve expansão no total de abates. Entre janeiro a março foram 1,1 milhão de animais (9% a mais sobre o primeiro trimestre de 2011).

O estado é detentor do maior rebanho bovino do país e concentra a maior parte das operações pela indústria. De acordo com o IBGE, neste segundo trimestre do ano Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideraram o ranking dos estados que mais abateram.

A participação das unidades federadas correspondeu a 67% das 558 mil unidades bovinas abatidas a mais em todo país. Após Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul abateu 994.055 bovinos.

O Brasil também encerrou o trimestre abatendo mais. Foram 7,6 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2012, número 5,6% superior em relação ao trimestre imediatamente anterior de 7,9% na comparação com o igual período de 2011.

A pesquisa apontou que o peso acumulado de carcaças atingiu 1,8 milhão de toneladas, representando 6,6% a mais que o registrado no primeiro trimestre e 8,7% superior ante o segundo trimestre de 2012.

O IBGE informou nesta quinta-feira que "o volume de cabeças abatidas alcançou o mesmo patamar registrado no 3º trimestre de 2007 e do período pré-crise financeira internacional (2º trimestre de 2008)".

"Desde então, o abate nacional passou por recuperação da atividade (2º trimestre de 2010), seguida por período de declínio. E por último, culminou neste trimestre com nova ascensão da produção frente à concorrência de outras carnes", citou em seu relatório o Instituto Brasileiro.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DIA DE CAMPO

Regionalização - Ministério da Agricultura

FONTE: YOUTUBE

Cotação da arroba reage antes do pico da entressafra

Quando já se debatia se o ciclo da pecuária de corte tinha ou não entrado na fase de baixa, o mercado surpreendeu em agosto, com aumento na cotação da arroba tanto no mercado físico como no futuro. A alta ocorre bem antes de outubro, pico da entressafra, e inverte a curva de queda do ciclo, que ocorria de forma suave, mas constante desde o início do ano. Forte alta no preço do farelo de soja e do milho ajuda na recuperação do preço para o pecuarista 
Fernando Yassu

Nos sete primeiros meses de 2012, a arroba recuou 10,45%, com o Indicador Cepea caindo da média de R$ 100,34 no fim de dezembro de 2011 para R$ 89,85 no fim de julho na praça de São Paulo. Apenas em agosto a alta do mesmo indicador - calculada pela média dos últimos cinco dias úteis do mês e que serve de base para as liquidações dos contratos negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F/Bovespa) - foi de 3,3%, saltando de R$ 89,85 para R$ 92,82. No mercado futuro, as ofertas foram mais generosas, com alta, em 30 dias, de mais de 5% para o contrato para liquidação em outubro e novembro e 4% para dezembro. Os reajustes firmes nos dois mercados em agosto já levam à especulação do limite para a alta. Chegará a R$ 115,00, o pico alcançado por alguns dias em 2012? Não há só uma explicação para o reajuste do valor da arroba, mas a principal tem como eixo a forte alta na cotação da soja e do milho, que impactou os custos de produção dos avicultores e suinocultores, que, para não ter prejuízo, elevaram o preço dos seus produtos, grandes concorrentes da carne bovina. A alta no preço da carne de suínos e principalmente a de frango removeu a barreira para os bovinos e também pode ajudar no aumento da demanda, tanto no mercado interno como no externo. 
A subida nas cotações do farelo de soja e do milho afetou também a intenção da engorda confinada. Muitos confinadores decidiram reduzir o número de animais tratados no cocho ou eliminaram a segunda rodada de engorda, criando expectativa no mercado de que a oferta de animais para o fim de ano será apertada. Essa percepção já se refletiu no mercado futuro. Além de menos animais na segunda rodada, teria havido antecipação dos abates em muitas regiões do segundo para o primeiro semestre do ano por causa das chuvas no outono, que garantiram pasto verde e bois gordos no início da entressafra.
 
FONTE: DBO 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Produção de gado de corte no bioma Pampa será tema na Embrapa


Dentro das discussões sobre a estimativa da participação dos sistemas de produção pecuários na dinâmica de Gases de Efeitos Estufa (GEE), a Embrapa Pecuária Sul e a Embrapa Gado de Corte vão promover, na próxima terça-feira (26/09), um painel com o tema “Sistema Modal de Produção de Gado no bioma Pampa”. O evento que faz parte das atividades da Rede Pecus – Pecuária Sustentável, liderada pela Embrapa Gado de Corte, tem como objetivo elaborar uma descrição do sistema típico de produção de ciclo completo de gado de corte no Bioma Pampa.

Irão participar representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Pampa, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade da Região da Campanha, FARSUL, Apropampa, Federacite, Emater, Associação Brasileira de Hereford e Braford, Associação Brasileira de Angus, Marfrig e Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares.
Os participantes vão discutir questões técnicas e econômicas do sistema modal de produção de gado de corte do Bioma Pampa apresentadas pela equipe organizadora do painel. A Rede Pecus tem como objetivo geral contribuir para a competitividade e sustentabilidade da pecuária brasileira, por meio do desenvolvimento e organização de pesquisas que estimem a participação dos sistemas de produção agropecuários na dinâmica de GEE.

Agrolink com informações de assessoria

O agronegócio é o único setor do Brasil que se internacionalizou


A grande oportunidade para o setor ainda está por vir e se dará nos próximos 40 anos

por Luciana Franco
LatinStock
O padrão de comércio internacional mudou. E essa mudança foi baseada no crescimento do consumo dos países emergentes, que cresce a taxas de 21% ao ano, enquanto nos países desenvolvidos cresce em torno de 10% ao ano. “Hoje nosso padrão de comércio mudou. Nos voltamos fortemente para a Ásia”, afirmou Marcos Jank, especialista em temas globais de agronegócio ebioenergia, durante a realização da 18ª edição do Clube da Fibra, em Punta del Leste. O balanço das exportações brasileiras de 2011 mostra isso; enquanto 28% das vendas foram destinados ao mercado asiático (menos a China), 32% seguiram para a União Europeia e Estados Unidos, 19% para a China e 20% para o resto do mundo. “Em termos de commodities o que está acontecendo atualmente na Ásia é o que vai acontecer na África e essa será a grande oportunidade do Brasil”, diz Jank. 

De acordo com ele, nos próximos 40 anos o valor da produção estará nas commodities e não no processamento de produtos. “Processar qualquer um consegue, mas produzir só quem tem terras, técnica e água. E, no Brasil, o agronegócio é o único setor que se internacionalizou”, avalia. Segundo Jank, estamos vivendo uma nova era de preços elevados de commodities aliada ao aumento da demanda dos países emergentes. “Atualmente há um aumento de 79 milhões de pessoas no mundo por ano, o que se traduz num desafio extraordinário para o agronegócio brasileiro nos próximos 40 anos”, diz Jank. 

Mas para que o Brasil consiga aproveitar essa janela de oportunidade é necessário um planejamento de longo prazo. “Estamos muito preocupados com as condições atuais e não pensamos no futuro”, diz Jank. A cultura do algodão é um bom exemplo de uma cadeia carente de planejamento. “Se tivéssemos um mercado futuro consolidado no Brasil, os produtores não teriam perdido tanto dinheiro quando os preços do algodão atingiram a maior cotação da história, mas boa parte da safra brasileira estava vendida a preços bem inferiores”, diz Sérgio de Marco, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

No contexto atual, um dos grandes problemas da cultura é a queda da produtividade. “Precisamos tratar o solo”, diz Marco. Para Ronaldo Pereira, diretor comercial da FMC, nesta safra que se inicia os produtores terão de fazer alguns ajustes nas lavouras para reduzir a suscetibilidade das plantas aos nematoides. “Estamos aguardando a liberação de um produto biológico que vai auxiliar o produtor nesta tarefa”, diz Pereira. Outro avanço da cadeia será o inicio do plantio em escala comercial de variedades transgênicas no Brasil, resistentes a aplicação do roundup ready (RR).
FONTE: REVISTA GLOBO RURAL