segunda-feira, 15 de julho de 2013
Oferta restrita de boi para abate sustenta arroba no Brasil, dizem especialistas
SÃO PAULO, 15 Jul (Reuters) - Uma oferta restrita de animais para abate, demanda interna sustentada e melhora das vendas externas têm fortalecido os preços da arroba bovina no Brasil, que deve subir mais nos próximos meses, apontaram especialistas nesta segunda-feira.
A expectativa de firmeza da demanda interna e externa, com um dólar favorecendo os embarques do Brasil, também deve tornar mais aguda a alta da arroba num período do ano em que os preços normalmente registram ganhos.
"Para exportação, está muito bem. Há tempos que não se via um cenário tão positivo... É um momento favorável para os frigoríficos", disse a consultora da FCStone Lygia Pimentel.
Beneficiado por um dólar mais forte, que torna o produto brasileiro mais competitivo no mercado global, as vendas externas de carne bovina encerraram o semestre com crescimento de 21 por cento em volume e de 13 por cento em receita, em recorde de 3 bilhões de dólares.
"O volume exportado foi maior e melhor remunerado, isso acelerou os abates... Por isso, vemos uma arroba firme em plena safra", disse a consultora.
A entressafra do setor ocorre entre julho e novembro, quando a oferta de boi gordo para abate é menor, por conta do período mais seco do ano que compromete o potencial de nutrição das pastagens.
O dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que os abates de bovinos no primeiro trimestre cresceram quase 13 por cento ante o mesmo período de 2012, somando 8,13 milhões de cabeças.
O valor da arroba superou 100 reais no final de junho, e vem mantendo trajetória de alta desde então, tendo atingido 102,48 reais por arroba na última sexta-feira no mercado paulista (referência), contra 92,35 reais na mesma data do ano passado, mostrou o indicador Esalq/BM&FBovespa elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
CONFINAMENTO
A consultora da FCStone lembra ainda que a oferta de animais prontos para abate também ficou comprometida pelo cenário de preços elevados do insumo, especialmente do milho, utilizado para a engorda dos animais no período de menor disponibilidade do pasto, através do sistema de confinamento.
"Isso afetou o primeiro giro (etapa) do confinamento, porque o pecuarista estava esperando o preço do milho recuar, mas isso demorou para ocorrer", disse Lygia.
O confinamento dura cerca de 90 dias, em média, podendo ser feito em duas ou três etapas, com a primeira começando entre maio e junho.
No Brasil, o confinamento representa o equivalente a cerca de 10 por cento do abate total do país, de cerca de 31 milhões de cabeças.
O sócio e coordenador de pecuária da Agroconsult, Maurício Nogueira, lembra que os custos elevados de grãos fizeram alguns pecuaristas limitarem a primeira etapa do confinamento, justamente no período em que a demanda por animais prontos para abate cresceu.
Agora, disse ele, a tendência é de elevar o confinamento, em meio à melhora dos preços no mercado à vista e dos valores futuros na BM&F/Bovespa.
Tradicionalmente, a demanda por carnes é mais forte no segundo semestre em meio às compras que antecedem as festas de final de ano.
PICO NO ÚLTIMO TRIMESTRE
O diretor da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, disse que os preços estão mais firmes que o esperado, porque a oferta de animais está estreita, enquanto a demanda interna segue sustentada e a externa também vai bem.
"Entre outubro e novembro, estes preços devem atingir o pico, a tendência é de firmeza grande... Pode até superar os 110 reais vistos no passado", avaliou.
Contudo, Ferraz pondera que será preciso observar o comportamento do mercado interno.
"As exportações estão indo bem. A dúvida que poderia surgir é quanto ao mercado interno, se o panorama macroeconômico pode ter impacto no emprego e consumo", disse.
(Reportagem Fabíola Gomes)
Fonte: Reuters Brasil
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15 DE JULHO - HOMENAGEM AO DIA DO PECUARISTA
PARABÉNS A TODOS AQUELES QUE TRABALHAM "DIOTURNAMENTE" PARA TRAZEREM A TODOS NÓS, UMA PROTEÍNA DE QUALIDADE A NOSSA ALIMENTAÇÃO DO DIA A DIA!
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“Uruguay tiene mercado para los 3 millones de terneros que se van a producir”
Uruguay tiene mercados y capacidad industrial para procesar los tres millones de terneros que se estima nacerán en la próxima primavera. La afirmación fue formulada por el presidente de Plazarural, José De Freitas, al referirse al rápido reacondicionamiento del mercado luego de la inestabilidad que se presentó a comienzos del invierno. En aquel momento, se planteó que la caída de los precios respondía a factores externos, en particular los conflictos que impidieron una actividad industrial normal. La inmediata estabilidad de los precios, tanto de la hacienda gorda como de las principales categorías de reposición —como sucedió con los terneros en los últimos remates que concentran la mayor oferta en el país— confirman tal razonamiento, indicó el presidente del consorcio de rematadores.
De Freitas recordó que no hace mucho tiempo atrás “mirábamos hacia Argentina donde los terneros valían US$ 1 mientras aquí se vendían a US$ 0,50” y ahora también estamos poniéndole “peros” al hecho de que estamos ante la posibilidad de producir 3 millones de terneros. En su concepto, este es un hecho muy positivo para el sector ganadero que ha realizado una importante inversión, respondiendo al reconocimiento de la producción cárnica uruguaya a nivel internacional, donde ha logrado abrir más de un centenar de mercados.
Para el operador de negocios ganaderos ya se han superado las épocas en las que cuando había pocos terneros éstos tenían buen precio y que cuando aumentaban los nacimientos, bajaba su valor. En última instancia, si en el país no hubiera capacidad para procesar tal volumen de producción, se dispone de la herramienta de la exportación en pie, recordó.
fonte: Tardáguila Agromercados
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Mercado projeta segundo semestre positivo
Gerentes estimam crescimento do preço da arroba, da quantidade de animais confinados e de toneladas exportadas
A demanda aquecida deve manter a cotação da arroba em alta e é motivo de previsões otimistas para o segundo semestre. Victor Walzberg, gerente de marketing da Agroceres, estima que a arroba do boi gordo deve atingir R$ 115 em novembro, em São Paulo.
"A gente vem acompanhando que a oferta nunca chegou a ser grande que permitisse a queda da arroba. Mais do que isso, chegamos em maio, mês que tradicionalmente o produtor vende o boi que está em seu peso máximo e mesmo nesta época teve um pequeno declínio e imediatamente o preço voltou ao normal. A demanda está superando a oferta com tranquilidade"
Walzberg considera que a pecuária nacional passa por uma transformação, com redução da idade média dos animais abatidos, o que credencia o País à atender o mercado externo, carente por problemas pontuais nos principais concorrentes, como Argentina, EUA e Austrália.
Acompanhe entrevista com Walzberg:
Já José Leonardo Ribeiro, gerente de ruminantes do Grupo Guabi, prevê elevação no confinamento para 2013, e mantém a projeção a longo prazo. Segundo Ribeiro, com a elevação de produtividade da pecuária, o confinamento será cada vez mais utilizado como ferramenta de manejo estratégico de pastagem.
"Nossa expectativa é de crescimento porque a previsão do crescimento da arroba é bastante otimista. Aqueles pecuaristas que conseguiram realizar a compra dos ingredientes em um momento em que o preço estava inferior ao de 2012 farão uma dieta mais eficiente e mais barata, o que vai se traduzir em uma maior lucratividade, uma vez que arroba mais alta e dieta mais barata anima os produtores a confinar"
Acompanhe entrevista com Ribeiro:
Fonte: Portal DBO
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Estudo avalia razões para adesão ao Sisbov
Incerteza sobre remuneração inibe participação, que é maior entre fazendas de produção intensiva
O número de propriedades habilitadas a exportar carne bovina para União Europeia caiu 5,8% em 2013 e passou de 1.823 fazendas para 1.717, segundo lista atualizada nesta quarta-feira, 10, pelo Ministério da Agricultura. A pasta tem 15 mil propriedades cadastradas.
Para exportar ao bloco econômico, as propriedades precisam integrar o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) e passar pela certificação do Ministério da agricultura, que permitirá que elas integrem a lista de propriedades habilitadas.
Desde que foi criado, porém, o sistema encontra resistência do produtor, pela necessidade de investimento na identificação dos animais para a rastreabilidade diante da incerteza em relação ao pagamento diferenciado pelo animal com destino aos europeus.
“(o resultado) É muito variável e não há garantia de recebimento de valor diferenciado pelo gado rastreado e certificado”, observa Marcela Vinholis, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) que realizou estudo sobre as motivações do pecuarista para aderir ou deixar de participar do sistema.
O estudo considerou uma amostra de 32 propriedades certificadas e 52 não certificadas no Estado de São Paulo, no ano de 2011. Em fevereiro de 2010, São Paulo contava com apenas 137 fazendas inscritas no Sisbov, diante de um universo de 25.638 propriedades.
“No ano avaliado existiam aquelas propriedades que não receberam prêmio em nenhuma venda, as que receberam o prêmio Europa em algumas negociações e outras que receberam o prêmio no rebanho todo. Parte destas últimas possuía o valor previamente acordado com o comprador.”
Os resultados do estudo mostram que as propriedades que já trabalham com sistema intensivo de produção animal tendem a buscar a certificação. Enquanto 87,5% das propriedades certificadas consultadas no estudo usam o sistema intensivo, nas fazendas não certificadas esse índice cai para 42,3%.
“Sistemas de produção altamente intensivos no uso de insumos e capital são caracterizados por maior complexidade de gestão e maior risco do negócio. Esta condição implica na adoção de um conjunto de novas práticas de gestão como controles de inventário e de indicadores zootécnicos, planilhas de custos de produção, capacitação de mão de obra e mecanismos de gestão do risco preço. A obtenção da certificação Sisbov, por sua vez, requer o controle preciso de inventário e da movimentação do gado e a capacitação de mão de obra para a implantação e manutenção do sistema.”
Outras características que diferenciam as propriedades certificadas das não certificadas são o tamanho do rebanho e da propriedade. Quanto maior o rebanho e o tamanho da fazenda, maior a adesão à certificação. As propriedades certificadas possuíam em média 9.260 cabeças e 4.300 hectares, contra 971 cabeças e 1.065 hectares das não certificadas.
A pesquisadora aponta como fator fundamental para a adesão, independente do tamanho da propriedade, a necessidade de capacitar a mão de obra das fazendas. “A regulamentação é bastante clara e detalhada e algumas certificadoras fornecem um ‘passo a passo’ para a adequação da propriedade. No entanto, a rotina de controles e trâmites de documentos, bem como o processo de auditoria não é a realidade de muitas propriedades rurais, o que requer a autoaprendizagem e treinamento.”
No âmbito das políticas públicas, a pesquisadora sugere fomentar o associativismo na pecuária, a adoção de instrumentos de gestão de risco, além de reduzir os custos de implantação e manutenção do sistema. O estudo, porém, não avaliou o gasto médio para a adesão e manutenção do Sisbov.
Fonte: Portal DBO
O número de propriedades habilitadas a exportar carne bovina para União Europeia caiu 5,8% em 2013 e passou de 1.823 fazendas para 1.717, segundo lista atualizada nesta quarta-feira, 10, pelo Ministério da Agricultura. A pasta tem 15 mil propriedades cadastradas.
Para exportar ao bloco econômico, as propriedades precisam integrar o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) e passar pela certificação do Ministério da agricultura, que permitirá que elas integrem a lista de propriedades habilitadas.
Desde que foi criado, porém, o sistema encontra resistência do produtor, pela necessidade de investimento na identificação dos animais para a rastreabilidade diante da incerteza em relação ao pagamento diferenciado pelo animal com destino aos europeus.
“(o resultado) É muito variável e não há garantia de recebimento de valor diferenciado pelo gado rastreado e certificado”, observa Marcela Vinholis, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) que realizou estudo sobre as motivações do pecuarista para aderir ou deixar de participar do sistema.
O estudo considerou uma amostra de 32 propriedades certificadas e 52 não certificadas no Estado de São Paulo, no ano de 2011. Em fevereiro de 2010, São Paulo contava com apenas 137 fazendas inscritas no Sisbov, diante de um universo de 25.638 propriedades.
“No ano avaliado existiam aquelas propriedades que não receberam prêmio em nenhuma venda, as que receberam o prêmio Europa em algumas negociações e outras que receberam o prêmio no rebanho todo. Parte destas últimas possuía o valor previamente acordado com o comprador.”
Os resultados do estudo mostram que as propriedades que já trabalham com sistema intensivo de produção animal tendem a buscar a certificação. Enquanto 87,5% das propriedades certificadas consultadas no estudo usam o sistema intensivo, nas fazendas não certificadas esse índice cai para 42,3%.
“Sistemas de produção altamente intensivos no uso de insumos e capital são caracterizados por maior complexidade de gestão e maior risco do negócio. Esta condição implica na adoção de um conjunto de novas práticas de gestão como controles de inventário e de indicadores zootécnicos, planilhas de custos de produção, capacitação de mão de obra e mecanismos de gestão do risco preço. A obtenção da certificação Sisbov, por sua vez, requer o controle preciso de inventário e da movimentação do gado e a capacitação de mão de obra para a implantação e manutenção do sistema.”
Outras características que diferenciam as propriedades certificadas das não certificadas são o tamanho do rebanho e da propriedade. Quanto maior o rebanho e o tamanho da fazenda, maior a adesão à certificação. As propriedades certificadas possuíam em média 9.260 cabeças e 4.300 hectares, contra 971 cabeças e 1.065 hectares das não certificadas.
A pesquisadora aponta como fator fundamental para a adesão, independente do tamanho da propriedade, a necessidade de capacitar a mão de obra das fazendas. “A regulamentação é bastante clara e detalhada e algumas certificadoras fornecem um ‘passo a passo’ para a adequação da propriedade. No entanto, a rotina de controles e trâmites de documentos, bem como o processo de auditoria não é a realidade de muitas propriedades rurais, o que requer a autoaprendizagem e treinamento.”
No âmbito das políticas públicas, a pesquisadora sugere fomentar o associativismo na pecuária, a adoção de instrumentos de gestão de risco, além de reduzir os custos de implantação e manutenção do sistema. O estudo, porém, não avaliou o gasto médio para a adesão e manutenção do Sisbov.
Fonte: Portal DBO
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CABANHA TRES MARIAS recebe criadores brasileiros de Angus na Argentina
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domingo, 14 de julho de 2013
JBS deixa Abrafrigo
Frigorífico pediu desligamento da entidade após ser publicamente criticado por campanha publicitária
A JBS Friboi deixou de fazer parte da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) no final de junho. A decisão foi tomada após a entidade emitir nota em que criticava a segunda fase da campanha publicitária da empresa, veiculada em rede nacional. A propaganda mostra o ator Tony Ramos instruindo o consumidor a adquirir apenas o produto da marca no supermercado, por ser o único vendido no local a ter qualidade comprovada.
“A campanha desmerece o trabalho realizado pelo SIF (Selo de Inspeção Municipal, Estadual e Federal) nos mais de 200 frigoríficos de todo o Brasil”, argumenta o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar. Segundo ele, dois dias após a emissão da nota, em 19 e junho, o JBS entrou em contato para solicitar o desligamento da entidade.
Em nota divulgada nesta quinta-feira,11, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, reforça a critica feira pela Abrafrigo a campanha do frigorífico. “A pretensão do JBS, utilizando-se de recursos públicos e financiamentos com juros de pai para filho, que as demais empresas não têm, é destruir a concorrência e formar seu sonhado monopólio”, afirma a senadora.
A presidente da CNA disse, ainda, que a campanha “representa uma ameaça ao equilíbrio do mercado de carne bovina no Brasil ao divulgar que sua marca é a única com atributos de qualidade.”
A Abrafrigo solicitou informações ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), para barrar a continuidade da campanha. Em paralelo, a entidade estuda implantar um selo de qualidade até o final do ano (Leia reportagem completa aqui) para reforçar junto ao consumidor a garantia de sanidade dos produtos de indústrias com SIF.
Fonte: Portal DBO
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sexta-feira, 12 de julho de 2013
Recuperação do campo nativo
Promover a conservação e a recuperação da biodiversidade para usar de forma sustentável os recursos naturais do pampa gaúcho. Esse é um dos objetivos do RS Biodiversidade, que foi implantado em Sant’Ana do Livramento e em outros nove municípios, na região da Campanha, e já está garantindo bons resultados para os produtores. O projeto é direcionado aos pecuaristas familiares, que trabalham com campo nativo.
O Rio Grande do Sul tem dois tipos de biomas: a Mata Atlântica e o Pampa, formados por diversos ecossistemas e com uma biodiversidade abundante, incluindo animais e vegetação. E essas diferentes características ambientais possibilitam a utilização diversificada dos espaços. Mas para que haja o manejo adequado dessas áreas, é preciso que os produtores rurais saibam da importância de integrar o uso dos recursos naturais com o desenvolvimento da propriedade.
O projeto começou a ser implantado em Sant’ana do Livramento no ano passado. A propriedade do pecuarista Jorge Antônio Torres Acosta foi a primeira a se tornar uma unidade de referência no manejo de pastagem. Entre as vantagens que o produtor já constatou, está o aumento no volume de forrageira para o gado e a recuperação da vegetação no campo nativo.
Preocupado em preservar os 150 hectares de campo nativo, o produtor, que investe no gado de cria da raça Braford, não pensou duas vezes e resolveu apostar na ideia. Nos 50 hectares, reservados para a alimentação do gado, ele conseguiu dobrar a capacidade de animais por hectare. O pecuarista está contente com os resultados positivos e aponta as vantagens de fazer o manejo de pastagem. “No campo normal, se colocava uma cabeça por hectare e agora coloco de 3 a 4 cabeças por hectare. Já dá para notar a diferença do campo nativo, tem mais pastagem. É possível aumentar a produção, porque se aproveita melhor a pastagem e ainda se preserva o campo nativo”, constata ele.
O pecuarista diz que ainda está se adaptando ao novo sistema e que é preciso ter mais tempo para avaliar essa experiência na propriedade. Mas ele já consegue identificar algumas diferenças realizando esse tipo de manejo de pastagem. “Exige mais atenção com os animais, o cuidado é diário, por exemplo. Se não há água no campo onde eles estão, se o pasto está em condições, quanto tempo o campo resiste à permanência do gado e etc.. Em média, os animais ficam de dois a quatro dias no espaço que foi reservado para o manejo e depois se faz a transferência deles para outro novo espaço, que já foi previamente reservado”, explicou o pecuarista.
O filho do produtor, Gabriel Acosta, que também é responsável pela administração da propriedade, conta que através da implantação do projeto já foi possível diminuir o plantio de pastagens em 50%. Em anos anteriores, se plantava o dobro. “Dividindo o espaço para uma certa quantia de animais, dá para aumentar a produção, porque se aproveita melhor a pastagem. Isso também vai aumentar a nossa renda e ainda preservar o meio ambiente”, argumentou ele.
Mais três produtores do município foram aprovados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural para receber os recursos e realizar o manejo de pastagens. De acordo com o coordenador regional do Projeto RS Biodiversidade, Fábio Eduardo Schlick, outros dez pecuaristas familiares de Sant’Ana do Livramento já foram selecionados e deverão apresentar, ainda nesse ano, um projeto sobre a necessidade de preservação do campo nativo nas propriedades. Um dos critérios para a seleção é que o produtor tenha até 300 hectares. Depois, começam a ser oferecidas as palestras sobre o que é o projeto e como ele vai ser colocado em prática.
Ainda segundo Fábio Schlick, os produtores recebem R$ 5 mil em materiais, como cercas elétricas, madeira, arame e isoladores. “E já é possível falar das vantagens, que além de mudar a vegetação desses espaços, o produtor ainda cuida do campo nativo. A área também é favorecida devido ao período que ela tem de descanso, e isso permite a recuperação da vegetação”, ressaltou ele.
Também estão previstas ações para recuperar as áreas que foram danificadas. O Projeto RS Biodiversidade é executado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
O que é o Projeto?
O RS Biodiversidade busca conservar a biodiversidade como fator de contribuição ao desenvolvimento do Estado. É uma das políticas do Governo para a proteção e a conservação dos recursos naturais e procura promover a incorporação do tema biodiversidade nas instituições e comunidades envolvidas.
Os recursos para a execução do Projeto são de uma doação de US$ 5 milhões do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF), cerca de R$ 10 milhões, por meio do Banco Mundial, com contrapartida de US$ 6,1 milhões por parte do Governo do Estado, em torno de R$ 12 milhões.
Para a execução do Projeto, foi criada a Unidade de Gerenciamento do Projeto (UGP), lotada na Secretaria do Meio Ambiente e composta também por coordenadores técnicos pelos órgãos co-executores, como a FEPAM e a EMATER.
Os recursos para a execução do Projeto são de uma doação de US$ 5 milhões do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF), cerca de R$ 10 milhões, por meio do Banco Mundial, com contrapartida de US$ 6,1 milhões por parte do Governo do Estado, em torno de R$ 12 milhões.
Para a execução do Projeto, foi criada a Unidade de Gerenciamento do Projeto (UGP), lotada na Secretaria do Meio Ambiente e composta também por coordenadores técnicos pelos órgãos co-executores, como a FEPAM e a EMATER.
Justificativa e objetivos
O Rio Grande do Sul é uma região de transição entre biomas e zonas biogeográficas distintas, que apresenta paisagens e ecossistemas diversificados.
O Estado contém dois tipos de biomas: a Mata Atlântica e o Pampa, formados por diversos ecossistemas e, portanto, com uma biodiversidade abundante, incluindo-se muitas espécies de grande importância mundial.
As distintas características ambientais do Estado possibilitam a utilização diversificada dos espaços. O manejo inadequado, aliado a fatores climáticos e geológicos, vem causando graves impactos ambientais com repercussão socioeconômica e cultural.
São fundamentais as ações de conservação para garantir a riqueza de espécies e ecossistemas e reduzir as ameaças existentes sobre a biodiversidade.
O Estado contém dois tipos de biomas: a Mata Atlântica e o Pampa, formados por diversos ecossistemas e, portanto, com uma biodiversidade abundante, incluindo-se muitas espécies de grande importância mundial.
As distintas características ambientais do Estado possibilitam a utilização diversificada dos espaços. O manejo inadequado, aliado a fatores climáticos e geológicos, vem causando graves impactos ambientais com repercussão socioeconômica e cultural.
São fundamentais as ações de conservação para garantir a riqueza de espécies e ecossistemas e reduzir as ameaças existentes sobre a biodiversidade.
Objetivo Geral
Promover a conservação e recuperação da biodiversidade, mediante o gerenciamento integrado dos ecossistemas e a criação de oportunidades para o uso sustentável dos recursos naturais, com vista ao desenvolvimento regional.
Objetivos Específicos
a) Conservar a biodiversidade através de adoção de políticas públicas que promovam o desenvolvimento de sistemas de gestão e práticas de produção, fortalecendo as áreas protegidas em unidades de conservação.
b) Promover ações de recuperação em áreas importantes para a conservação da biodiversidade, onde se verifica fragilidade e agressão à biodiversidade do RS.
b) Promover ações de recuperação em áreas importantes para a conservação da biodiversidade, onde se verifica fragilidade e agressão à biodiversidade do RS.
c) Elaborar avaliações técnicas das áreas de alta importância biológica, em especial, no bioma Pampa.
d) Garantir a função, a dinâmica e a evolução dos ecossistemas e das espécies ameaçadas de extinção no RS.
e) Fomentar a conscientização e a percepção públicas sobre a biodiversidade junto aos diversos setores da sociedade, integrando o tema às perspectivas produtivas, educando e capacitando nos diversos níveis.
f) Desenvolver instrumentos de gestão integrada, necessários para que se atinja o manejo eficiente e sustentável da biodiversidade e dos recursos naturais, inclusive dos recursos hídricos, que lhe dão suporte.
d) Garantir a função, a dinâmica e a evolução dos ecossistemas e das espécies ameaçadas de extinção no RS.
e) Fomentar a conscientização e a percepção públicas sobre a biodiversidade junto aos diversos setores da sociedade, integrando o tema às perspectivas produtivas, educando e capacitando nos diversos níveis.
f) Desenvolver instrumentos de gestão integrada, necessários para que se atinja o manejo eficiente e sustentável da biodiversidade e dos recursos naturais, inclusive dos recursos hídricos, que lhe dão suporte.
Estratégia
Fábio Schlick, coordenador regional do Projeto RS Biodiversidade: pecuaristas recebem todas as informações para depois aplicar o projeto nas propriedades
Dada uma realidade localizada, reconhecidamente frágil e significativamente rica na sua biodiversidade, busca-se interferir no curso do processo de sua evolução, por atuação direta, principalmente, dos próprios ocupantes e gestores daquele território, com apoio do setor público, incorporando, de forma qualificada, a biodiversidade nas atividades produtivas, aprimorando-as e recebendo benefícios para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.
Para isso, é preciso: apoiar os envolvidos nos distintos processos econômicos; conhecer mais sobre o tema; produzir instrumentos para aprimorar a gestão; reduzir riscos e ameaças à biodiversidade; capacitar as comunidades locais; divulgar o tema; operacionalizar todas essas ações em conjunto, de forma ordenada, em sintonia com um cronograma único, que seja referência para todos os envolvidos, até o morador das distintas comunidades locais nas áreas prioritárias.
Para isso, é preciso: apoiar os envolvidos nos distintos processos econômicos; conhecer mais sobre o tema; produzir instrumentos para aprimorar a gestão; reduzir riscos e ameaças à biodiversidade; capacitar as comunidades locais; divulgar o tema; operacionalizar todas essas ações em conjunto, de forma ordenada, em sintonia com um cronograma único, que seja referência para todos os envolvidos, até o morador das distintas comunidades locais nas áreas prioritárias.
ESPECIAL JANDIRA VANIN
fonte: JORNAL A PLATÈIA Online
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Preço do boi gordo em São Paulo subiu 2,5% em julho
Em julho, os preços do boi gordo em São Paulo, em Goiânia-GO e em Campo Grande-MS subiram 2,5%, 2,2% e 5,3%, respectivamente.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta quinta-feira (11/7), a referência para o animal terminado em Barretos-SP fechou em R$103,00/@, à vista, e R$104,50/@, a prazo.
As programações de abates estão curtas e atendem, em média, entre dois e três dias no estado.
No atacado com osso, a redução dos abates implicou em estoques mais enxutos de carne.
A movimentação típica de início de mês associada ao feriado paulista gerou valorizações. O boi casado de animais terminados, que está cotado em R$6,52/kg, subiu 2,0% no acumulado de julho.
Com a disponibilidade curta de boiadas, novas valorizações no mercado do boi gordo não estão descartadas.
por Douglas Coelho
fonte: Scot Consultoria
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Panorama semanal: acompanhe as variações do preço do boi gordo, bezerro e margem dos frigoríficos na semana de 10-jul
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou valorização de 1,24% em relação à semana passada, sendo cotado a R$102,47/@ na quarta-feira (10). O indicador a prazo foi cotado a R$102,99/@.
O indicador bezerro à vista teve valorização de 4,18% e 4,79% na semana e em trinta dias, respectivamente, sendo cotado a R$812,19/cabeça nessa quarta-feira (10).
A margem bruta na reposição ficou em R$878,57 com desvalorização de 1,33% e valorização de 2,74% na semana e em trinta dias, respectivamente, quando estava calculada em R$855,14 em 07/junho. Observe no gráfico abaixo.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
O contrato futuro da arroba do boi gordo para ago/13 foi negociado a R$103,51 nessa quarta-feira (10) com alta de R$0,65 em relação ao dia anterior.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e contratos futuros para ago/13
Comparando-se o indicador do boi gordo à vista em 10/jul com o vencimento do contrato futuro do boi gordo para ago/13, observa-se alta de 1% no valor da arroba negociada, de R$102,47 para R$103,51 em ago/13.
Entre os contratos futuros negociados para jul/13 e ago/13 observa-se leve alta de 0,25%, de R$103,25 para R$103,51.
Gráfico 3. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e preço negociado dos contratos futuros da arroba do boi gordo de jul/13 a dez/13
O dólar comercial fechou a R$2,27 (PTAX compra) nessa quarta-feira (10), com valorização de 0,28% em uma semana. Em 30 dias, teve valorização de 6,20%, fechado a R$2,14. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares teve alta de 0,96% na semana, sendo calculado em US$45,16/@ na última quarta-feira (10).
Gráfico 4. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
No atacado paulista, o equivalente físico foi calculado em R$ 98,10/@ na última quarta-feira (10). O spread (diferença) entre o equivalente físico e indicador do boi gordo foi de -R$4,37/@, com altas de R$1,26 e R$2,37 na semana e em 30 dias, respectivamente.
Tabela 2. Atacado da carne bovina
Gráfico 5. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e equivalente físico
fonte: Beefpoint
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Índice Big Mac mostra que real segue sobrevalorizado
No Brasil, o preço do lanche está sobrevalorizado em 16,0%, segundo cálculo da revista Economist
Spencer Platt/Getty Images

No índice ajustado por PIB per capita, o Brasil tem o Big Mac mais caro, sobrevalorizado em 71,6%
São Paulo* – Mesmo com a recente desvalorização do real, a moeda segue sobrevalorizada. Pelo menos, é isso que mostra o índice Big Mac, divulgado semestralmente pela revista Economist. O cálculo da Economist considerou o câmbio brasileiro em 2,27.
No Brasil, o preço do lanche é de 5,28 dólares (cerca de 12 reais), enquanto nos Estados Unidos, o mesmo lanche custa 4,56 dólares. O preço no Brasil está sobrevalorizado em 16,0%. No índice divulgado em janeiro pela revista, o preço do lanche no Brasil era 29,2% mais caro que nos Estados Unidos.
O Brasil tem o quinto lanche mais caro, atrás de Noruega (primeira colocada), Venezuela, Suíça e Suécia. O índice analisa o preço do Big Mac em 57 países e é baseado na teoria da paridade do poder de compra, segundo a qual as taxas de câmbio deveriam realizar um ajuste que faria o preço de uma cesta de produtos ser o mesmo em diferentes países. A revista utiliza o Big Mac para avaliar a taxa de câmbio pelo mundo, considerando que o McDonald's tenta produzir sanduíches idênticos em diferentes países, com os mesmos ingredientes e métodos.
No índice ajustado por PIB per capita, o Brasil tem o Big Mac mais caro, sobrevalorizado em 71,6%.A taxa de câmbio implícita (preço local dividido pelo preço em dólares) é de 2,63. O índice ajustado aborda a crítica de que o preço médio do lanche deveria ser menor em países pobres já que os gastos com a mão de obra são menores que nos países ricos. Esse índice sinaliza onde a taxa de câmbio deveria seguir no longo prazo mas diz pouco sobre a taxa de equilíbrio atual, segundo a Economist. Para a revista, a relação entre o PIB per capita e os preços pode ser um guia melhor do valor justo corrente de uma moeda.
Veja os 10 países que tem o Big Mac mais caro:
| País | Preço em dólar | Sobrevalorização | |
|---|---|---|---|
| 1 | Noruega | 7,51 | 64,7% |
| 2 | Venezuela | 7,15 | 57,0% |
| 3 | Suíça | 6,72 | 47,5% |
| 4 | Suécia | 6,16 | 35,1% |
| 5 | Brasil | 5,28 | 16,0% |
| 6 | Canadá | 5,26 | 15,4% |
| 7 | Uruguai | 4,98 | 9,3% |
| 8 | Dinamarca | 4,91 | 7,8% |
| 9 | Israel | 4,80 | 5,3% |
| 10 | Zona do Euro | 4,66 | 2,3% |
fonte: Exame.com
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Renda maior faz crescer apetite por carnes nobres
Consumidores estão dispostos a pagar mais pela garantia de maciez, sabor e origem

Picanha de raças bovinas britânicas é uma das carnes mais consumidas
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Joana Colussi
joana.colussi@zerohora.com.br
Dispostos a pagar mais pela garantia de maciez, sabor e origem da carne, os consumidores sofisticaram seus cardápios e passaram a ficar mais atentos a rastreabilidade, marcas e rótulos de cortes nobres. Ao comprovar a relação direta entre renda pessoal e consumo de proteína animal, os brasileiros fazem crescer o mercado de carne premium – puxado especialmente por raças bovinas britânicas, carré de cordeiro e picanha suína.
Considerando todas as carnes, o consumo médio per capita no Brasil neste ano deve ser de 94 quilos, conforme a consultoria em agronegócios Informa Economics FNP. O volume consumido é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 103 quilos. À medida que mais pessoas ascenderam economicamente no país, as condições de acesso a esses alimentos também cresceu.
– Quanto maior a renda, maior o consumo de carnes e de produtos mais caros, como os cortes de primeira – ressalta o zootecnista Alex Lopes, consultor da Scot Consultoria.
Para Lopes, a tendência de vender a carne não apenas pelo peso, mas pela classificação do produto, deve se consolidar nos próximos anos:
– A carne deixará de ser uma commodity para ser classificada conforme a carcaça, índice de marmoreio, idade do animal e marca do produto.
Perguntas antes da compra e do consumo
– As pessoas não se importam em pagar mais, desde que não haja risco de erro – diz Marcelo Conceição, especialista em cortes e proprietário da Casa de Carnes Bolinha, em Porto Alegre.
Na churrrascaria Nabrasa Steak, os garçons estão acostumados a responder a questionamentos sobre a origem da carne, servida com requinte.
– A exigência está maior, e o público vem se renovando, com pessoas que ascenderam socialmente – diz Lemir Magnani, sócio da Nabrasa Steak.
Quando se fala em cortes nobres, o preço do quilo da carne bovina pode passar de R$ 50 (veja no quadro acima). Na Casa Garcia, no bairro Menino Deus, os cortes mais procurados são picanha, carré de cordeiro, prime rib, bife de chorizo e costela em tiras.
– Os consumidores buscam cortes diferenciados e novidades – aponta o gerente Norberto Sbeghen, que calcula aumento de 15% nos negócios em 2012 na comparação com 2011.
Fonte: ZERO HORA
Picanha de raças bovinas britânicas é uma das carnes mais consumidas
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Joana Colussi
joana.colussi@zerohora.com.br
Dispostos a pagar mais pela garantia de maciez, sabor e origem da carne, os consumidores sofisticaram seus cardápios e passaram a ficar mais atentos a rastreabilidade, marcas e rótulos de cortes nobres. Ao comprovar a relação direta entre renda pessoal e consumo de proteína animal, os brasileiros fazem crescer o mercado de carne premium – puxado especialmente por raças bovinas britânicas, carré de cordeiro e picanha suína.
Considerando todas as carnes, o consumo médio per capita no Brasil neste ano deve ser de 94 quilos, conforme a consultoria em agronegócios Informa Economics FNP. O volume consumido é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 103 quilos. À medida que mais pessoas ascenderam economicamente no país, as condições de acesso a esses alimentos também cresceu.
– Quanto maior a renda, maior o consumo de carnes e de produtos mais caros, como os cortes de primeira – ressalta o zootecnista Alex Lopes, consultor da Scot Consultoria.
Para Lopes, a tendência de vender a carne não apenas pelo peso, mas pela classificação do produto, deve se consolidar nos próximos anos:
– A carne deixará de ser uma commodity para ser classificada conforme a carcaça, índice de marmoreio, idade do animal e marca do produto.
Em vídeo: Saiba como aproveitar cortes nobre de carnes
Perguntas antes da compra e do consumo
O hábito do consumidor de buscar carnes premium é constatado em casas especializadas em carnes: eles questionam a procedência do produto, a qualidade e a maciez.
– As pessoas não se importam em pagar mais, desde que não haja risco de erro – diz Marcelo Conceição, especialista em cortes e proprietário da Casa de Carnes Bolinha, em Porto Alegre.
Na churrrascaria Nabrasa Steak, os garçons estão acostumados a responder a questionamentos sobre a origem da carne, servida com requinte.
– A exigência está maior, e o público vem se renovando, com pessoas que ascenderam socialmente – diz Lemir Magnani, sócio da Nabrasa Steak.
Quando se fala em cortes nobres, o preço do quilo da carne bovina pode passar de R$ 50 (veja no quadro acima). Na Casa Garcia, no bairro Menino Deus, os cortes mais procurados são picanha, carré de cordeiro, prime rib, bife de chorizo e costela em tiras.
– Os consumidores buscam cortes diferenciados e novidades – aponta o gerente Norberto Sbeghen, que calcula aumento de 15% nos negócios em 2012 na comparação com 2011.
Fonte: ZERO HORA
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EVENTO FARSUL
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Frio chega ao Sul do Brasil na próxima semana, alerta Somar Meteorologia
Veja a previsão para todas as regiões do país nos próximos dias
Foto: Porthus Junior/ Agência RBS
Nova massa de ar frio vai derrubar temperaturas a partir do dia 16 de julho
O mês de julho começou com cara de inverno no Sul do país e os termômetros ficaram próximos de zero grau nos primeiros dias no mês, mas logo as temperaturas subiram e, neste momento, estão acima da média para a época do ano.
A população, porém, deve preparar os casacos para a semana que vem. Segundo previsão da Somar Meteorologia, entre os dias 16 e 23 de julho, a chegada de uma nova massa de ar polar vai derrubar as temperaturas para algo próximo de 0°C na Campanha e Serra do Rio Grande do Sul e Serra de Santa Catarina, com máximas que não passam dos 18°C nos três Estados.
– Além disso, essa onda de frio promete ser mais persistente que a última que atingiu o Estado – diz o meteorologista Celso Oliveira.
No Sudeste, a quinta-feira começou com frio de 3,1°C em Monte Verde (MG) e 3,7°C em Campos do Jordão (SP), na Serra da Mantiqueira, e de 5°C no Pico do Couto, na serra fluminense. Até o domingo, a expectativa é de madrugadas frias e tardes com calor em todo o Sudeste. Já entre segunda e terça-feira, uma frente fria diminui a amplitude térmica no sul e leste de São Paulo.
No Centro-Oeste, o frio da madrugada se expande nesta sexta e a mínima varia entre 12°C e 15°C em Goiás, Distrito Federal, centro, leste e sul de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso. À tarde, faz calor na maior parte da região, com exceção do sudeste de Goiás e extremo sul de Mato Grosso do Sul. Segundo os meteorologistas da Somar, até o dia 23 de julho as noites e madrugadas seguem frias na região, com tardes com calor.
No Nordeste, a quinta começou com temperatura baixa no oeste e sudoeste da Bahia, com valores entre 12°C e 15°C. E a tarde segue fria no Planalto da Conquista, onde a máxima não passa dos 21°C. Já no centro e norte do Nordeste, o calor predomina tanto na madrugada como durante a tarde. Nos próximos dias, os termômetros entram em elevação no sul da Bahia e chegam aos 24°C.
Na região Norte, a tendência é de calor em todos os Estados. De uma forma geral, os termômetros oscilam entre 18°C e 21°C nas madrugadas e passam dos 33°C durante as tardes pelos próximos 15 dias.
A população, porém, deve preparar os casacos para a semana que vem. Segundo previsão da Somar Meteorologia, entre os dias 16 e 23 de julho, a chegada de uma nova massa de ar polar vai derrubar as temperaturas para algo próximo de 0°C na Campanha e Serra do Rio Grande do Sul e Serra de Santa Catarina, com máximas que não passam dos 18°C nos três Estados.
– Além disso, essa onda de frio promete ser mais persistente que a última que atingiu o Estado – diz o meteorologista Celso Oliveira.
No Sudeste, a quinta-feira começou com frio de 3,1°C em Monte Verde (MG) e 3,7°C em Campos do Jordão (SP), na Serra da Mantiqueira, e de 5°C no Pico do Couto, na serra fluminense. Até o domingo, a expectativa é de madrugadas frias e tardes com calor em todo o Sudeste. Já entre segunda e terça-feira, uma frente fria diminui a amplitude térmica no sul e leste de São Paulo.
No Centro-Oeste, o frio da madrugada se expande nesta sexta e a mínima varia entre 12°C e 15°C em Goiás, Distrito Federal, centro, leste e sul de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso. À tarde, faz calor na maior parte da região, com exceção do sudeste de Goiás e extremo sul de Mato Grosso do Sul. Segundo os meteorologistas da Somar, até o dia 23 de julho as noites e madrugadas seguem frias na região, com tardes com calor.
No Nordeste, a quinta começou com temperatura baixa no oeste e sudoeste da Bahia, com valores entre 12°C e 15°C. E a tarde segue fria no Planalto da Conquista, onde a máxima não passa dos 21°C. Já no centro e norte do Nordeste, o calor predomina tanto na madrugada como durante a tarde. Nos próximos dias, os termômetros entram em elevação no sul da Bahia e chegam aos 24°C.
Na região Norte, a tendência é de calor em todos os Estados. De uma forma geral, os termômetros oscilam entre 18°C e 21°C nas madrugadas e passam dos 33°C durante as tardes pelos próximos 15 dias.
SOMAR METEOROLOGI
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Brasil exporta mais de US$ 3 bi em carne bovina no primeiro semestre
Frigoríficos brasileiros faturaram 13,6% e exportaram 21% a mais do que no mesmo período do ano passadoO Brasil manteve os números recordes de exportação de carne bovina no primeiro semestre de 2013, ultrapassando a marca de US$ 3 bilhões em faturamento, número 13,6% superior ao de 2012 (US$ 2,641 bilhões). Em volume, os resultados também foram bastante positivos, registrando um crescimento de 21%, subindo de 557,3 mil toneladas nos seis primeiros meses do ano passado para 674,7 mil toneladas em 2013.
“Estes números apontam que estamos no caminho certo para fechar o ano com um faturamento superior a US$ 6 bilhões na exportação de carne bovina”, analisa o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli. Segundo ele, os frigoríficos brasileiros têm conseguido compensar a queda na variação do preço médio da carne com a conquista de novos mercados e a ampliação da quantidade de carne exportada. “Neste sentido, temos trabalhado para ampliar nossa fatia de negócios em regiões importantes, como a Europa, a Ásia e o Oriente Médio”, afirma.
A ampliação das exportações para Hong Kong – líder do ranking de compradores internacionais da carne bovina brasileira - é um exemplo dos esforços que têm sido feitos pela ABIEC e seus associados. As exportações para a região cresceram 67,7%, subindo de 103 mil toneladas no primeiro semestre de 2012 para 172,8 mil toneladas nos primeiros seis meses deste ano. Irã, com 98,4% de crescimento, e Argélia (60,7%) também representaram importantes conquistas de mercado para o setor.
| Posição | País | Faturamento US$ (em milhões) | Volume (toneladas) |
| 1 | Hong Kong | 679.056.715,51 | 172.823,29 |
| 2 | Rússia | 615.758.841,94 | 154.791,42 |
| 3 | União Europeia | 388.839.503,82 | 59.949,26 |
| 4 | Venezuela | 325.551.868,37 | 60.808,03 |
| 5 | Chile | 197.091.790,15 | 36.437,49 |
| 6 | Egito | 182.288.936,17 | 53.888,66 |
| 7 | Estados Unidos | 104.857.891,78 | 11.567,86 |
| 8 | Irã | 79.047.095,05 | 17.068,42 |
| 9 | Israel | 48.574.045,23 | 9.797,32 |
| 10 | Argélia | 41.649.196,89 | 9.149,29 |
| Posição | Categoria | Faturamento US$ (em milhões) | Volume (toneladas) |
| 1 | In natura | 2.378.926.437,03 | 523.698,99 |
| 2 | Industrializada | 296.965.937,70 | 50.034,91 |
| 3 | Miúdos | 247.512.509,77 | 85.061,12 |
| 4 | Tripas | 68.813.398,14 | 14.238,83 |
| 5 | Salgadas | 9.617.009,00 | 1.759,19 |
Agrolink com informações de assessoria
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URUGUAY - Promedios del 75° remate de Lote 21
Los precios generales máximo, mínimo y promedio fueron:
Terneros hasta 140 kg: US$ 2,80, US$ 2,47 y US$ 2,56.
Terneros de más de 140 kg: US$ 2,66, US$ 2,12 y US$ 2,36.
Todos los terneros: US$ 2,80, US$ 2,12 y US$ 2,39.
Novillos de 1 a 2 años: US$ 2,20, US$ 1,88 y US$ 2,05.
Novillos de 2 a 3 años: US$ 1,75, US$ 1,70 y US$ 1,73.
Terneros Holando: US$ 1,71, US$ 1,52 y US$ 1,63.
Novillos Holando de 1 a 2 años: US$ 1,47 (precio único).
Vacas de invernada: US$ 1,58, US$ 1,37 y US$ 1,47.
Terneras US$ 2,11, US$ 1,85 y US$ 2,01.
Terneros y terneras: US$ 2,15, US$ 1,92 y US$ 2,05.
Vaquillonas de 1 a 2 años: US$ 2,02, US$ 1,65 y US$ 1,84.
Vaquillonas sin servicio US$ 1,71, US$ 1,70 y US$ 1,71.
Vaquillonas preñadas US$ 660 (precio único).
Vacas preñadas: US$ 750, US$ 560 y US$ 639.
Piezas de cría US$ 400, US$ 340 y US$ 366,50.
fonte: Nuevo Agro Negocios Rurales
Terneros hasta 140 kg: US$ 2,80, US$ 2,47 y US$ 2,56.
Terneros de más de 140 kg: US$ 2,66, US$ 2,12 y US$ 2,36.
Todos los terneros: US$ 2,80, US$ 2,12 y US$ 2,39.
Novillos de 1 a 2 años: US$ 2,20, US$ 1,88 y US$ 2,05.
Novillos de 2 a 3 años: US$ 1,75, US$ 1,70 y US$ 1,73.
Terneros Holando: US$ 1,71, US$ 1,52 y US$ 1,63.
Novillos Holando de 1 a 2 años: US$ 1,47 (precio único).
Vacas de invernada: US$ 1,58, US$ 1,37 y US$ 1,47.
Terneras US$ 2,11, US$ 1,85 y US$ 2,01.
Terneros y terneras: US$ 2,15, US$ 1,92 y US$ 2,05.
Vaquillonas de 1 a 2 años: US$ 2,02, US$ 1,65 y US$ 1,84.
Vaquillonas sin servicio US$ 1,71, US$ 1,70 y US$ 1,71.
Vaquillonas preñadas US$ 660 (precio único).
Vacas preñadas: US$ 750, US$ 560 y US$ 639.
Piezas de cría US$ 400, US$ 340 y US$ 366,50.
fonte: Nuevo Agro Negocios Rurales
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