quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Frigoríficos devem manter as margens no último trimestre do ano


Apesar da menor oferta de animais prontos para o abate, os frigoríficos brasileiros de bovinos, suínos e aves tendem a sustentar boas margens operacionais no último trimestre do ano. No caso da carne bovina, a forte demanda externa é ainda mais favorecida pelo dólar em patamar mais atrativo, enquanto que a carne de frango bate recorde de preço no mercado doméstico.
Mesmo no horizonte das empresas de carne suína, que têm dificuldades para repassar os preços para o consumidor e vêm registrando queda nas exportações, a expectativa é que a demanda cresça com o consumo típico das festas de fim de ano.
No mês de setembro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o boi gordo em São Paulo, principal referência de preço da pecuária brasileira, registrou média de R$ 110 por arroba, valorização de 11,9% ante a média de igual mês de 2012. Do ponto de vista de preços do boi, assim, as margens de JBS, Marfrig e Minerva, que lideram os abates de bovinos no país, estão mais pressionadas.
Mas, a despeito dos preços mais elevados do gado bovino, a demanda pela carne bovina brasileira é "forte", conforme relatório do Bank o America (BofA), divulgado no fim de setembro. Maior exportador global de carne bovina, o Brasil vem batendo recorde nas vendas externas do produto, crescendo 20%. Além disso, o dólar na casa dos R$ 2,20 é benéfico para as exportadoras, uma vez que amplia a rentabilidade dos frigoríficos em moeda brasileira.
Mas há riscos no caminho dos exportadores. Outubro mostrará o real impacto do embargo da Rússia a nove frigoríficos, seis da JBS, dois da Minerva e um da Marfrig. O veto, que teve início no dia 2, pode ter impacto relevante, uma vez que a Rússia é a o segundo principal destino das exportações do país. Os frigoríficos afirmam, porém, que poderão exportar para a Rússia a partir de outras unidades que permanecem aprovadas para exportação aos russos.
Ainda no segmento de carne bovina, as próprias avaliações de que a oferta de boi é restrita podem ser relativizadas, uma vez que os abates da gado no Brasil caminham para bater o recorde em 2013, conforme indicam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mas é importante ressaltar que a atual entressafra da pecuária, que vai de maio a novembro, foi mais difícil do que esperavam os frigoríficos. A razão é que a oferta de gado criado em confinamento, que responde por 10% dos abates no Brasil, deve cair mais de 10% neste ano, segundo projeções da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon).
No que diz respeito à carne de frango, o cenário é de preços elevados devido ao crescimento tímido no alojamento de pintos de corte. Entre janeiro e julho (último dado disponível), o alojamento aumentou 1,82% sobre igual período de 2012, para 3,585 bilhões de cabeças.
Nesse cenário, o preço médio do frango congelado no atacado da Grande São Paulo, foi de R$ 4 por quilo em setembro, valorização de 18,6% ante a cotação média de R$ 3,37 por quilo apurada em setembro do ano passado, conforme o Cepea. Trata-se do maior valor para o ano de 2013, em termos nominais. Além disso, é a maior cotação, inclusive em termos reais, para qualquer mês de setembro desde o início da série histórica do Cepea, em 2004.
Os preços elevados refletem a pisada no freio dada pelos frigoríficos após o recorde de abates registrado no segundo trimestre. Em entrevista ao Valor na semana passada, a analista do Cepea, Camila Ortelan, disse que a redução dos alojamentos de pintos que agora se reflete na escassa oferta de frango é uma consequência do ritmo fraco verificado no início do ano tanto nas exportações brasileiras do produto quanto na demanda interna.
Não bastasse a fraca demanda dos mercados interno e externo no início do ano, a indústria avícola também teve de lidar com uma produção elevada. No segundo trimestre, os abates de frango no Brasil somaram 1,4 bilhão de cabeças, o maior nível da história, de acordo com o IBGE. A estratégia, então, foi reduzir a produção, explicou a analista do Cepea. O problema - ou a boa notícia para os frigoríficos -, é que a demanda ganhou fôlego.
No caso da carne suína, a situação é um pouco mais difícil. Apesar de registrar um cenário parecido com o do frango, com maior produção no primeiro semestre e pisada no freio desde então, há resistência aos preços mais altos para o produto, de acordo com a analista do Cepea.
"O atacado tem resistido um pouco. É preciso ver se o consumidor vai absorver esses aumentos", disse Camila. Além disso, as exportações de carne suína, que esboçaram uma recuperação após o fim do embargo da Ucrânia em junho, voltaram a cair nos últimos dois meses. Em setembro, as exportações de carne suína in natura recuaram 26,8% na comparação anual, para 39,9 mil toneladas.
 
Fonte:  Valor Econômico

A volta do bom senso

Três dos principais projetos do governo do Estado na área da agropecuária – instituição da rastreabilidade obrigatória, reformulação do Parque de Exposições Assis Brasil e modernização da cadeia do leite – estão sendo retirados da Assembleia Legislativa para reestudo, rediscussão e adaptação aos pleitos dos respectivos setores. A informação foi dada, ontem, no lançamento da 80ª Exposição Agropecuária de Dom Pedrito, pelo secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi (PT), admitindo que o governo resolveu aceitar os questionamentos, as propostas e sugestões que estão sendo feitas, inclusive do próprio PT. Quanto à rastreabilidade, o mais polêmico, Manardi admitiu uma discussão com a Farsul e a Fetag, que são contrárias ao projeto assim como foi proposto. O presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito, José Roberto Pires Weber, manifestou seu apoio à rastreabilidade porque, segundo ele, não basta dizer que a carne dos Hereford, Braford, Angus, Brangus e outras raças de origem europeia criadas no Rio Grande do Sul é a melhor do mundo, é preciso provar com qualidade, designação de origem, controle alimentar e sanitário, segurança da genética, “porque as pessoas querem saber o que estão comendo”.

Bom senso II
O vice-presidente da Farsul, Francisco Schardong, disse que pela primeira vez ouvia este tipo de defesa da rastreabilidade. Explicou que o governo, principalmente, vinha defendendo o projeto como forma de acabar com o abigeato, o que não acontecerá, e, por isso, sua entidade é contrária. O secretário Mainardi disse que a volta do assunto ao amplo debate mostra “o bom senso do governo em busca do consenso, porque impor a rastreabilidade na marra não funcionaria, não tem sentido”. Explicou que quer discutir o assunto numa assembleia de produtores, junto com a Farsul e todas as entidades do setor. Agradeceu o apoio do sindicato de Dom Pedrito, município com o maior número de fazendas com rastreabilidade, cerca de 40 das 177 que existem no Estado. Explicou, porém, que se os produtores não adotarem o sistema e, com ele, obterem mais qualidade e preço para sua carne, “vamos perder a batalha contra a soja, que está avançando sobre os campos da pecuária”. Com a boa rentabilidade dos grãos, só sobrarão os pecuaristas que oferecerem qualidade. Este ano, Dom Pedrito plantará 100 mil hectares de soja.

por Danilo Ucha / Painel Econômico
fonte: Jornal do Comércio

A arte de produzir terneiros

          foto ilustrativa

É chegada a primavera e o nascimento dos terneiros está apenas no seu início,
fruto dos acasalamentos do ano anterior. Começamos a ver como andaram as
doses de sêmem escolhidas para inseminação e seus métodos (I.A/IATF) e se
os touros utilizados como repasse estão passando suas características aos
seus descendentes. Preocupamo-nos com as curadas de umbigo, a castração
ou não, o aparte de machos e fêmeas, entre outras tantas atribuições no qual
cada produtor terá dentro da sua propriedade no que se refere a arte de
produzir terneiros com qualidade. Porém ao mesmo tempo em que a roda esta
girando, temos que partir do começo novamente e iniciarmos a safra do
próximo ano, escolhendo sêmem, comprando touros, apartando vacas,
pesando novilhas... É época também de discussões, troca de experiências e
aprendizados em tantos eventos que ocorrem durante as exposições de
primavera. As informações chegam a galope e não mais ao tranco como
antigamente e faz com que o produtor se assuste ou crie coragem para encarar
mais um ciclo que sustenta sua propriedade, seu negócio, sua família. É
assustador vermos as cifras que outras atividades vêm alcançando frente à
pecuária. Antes a invasão das florestas e agora a soja que vem esmagando,
por que não dizer assim, a pecuária. Por outro lado é encorajador vermos o
cenário que nos é mostrado por números em relação ao futuro da população
mundial e o quanto esta demandará de alimento. As exigências por qualidade
também começam a aflorar cada vez mais, tornando uma boa carne vermelha
um artigo de luxo para um futuro nem tão distante assim.
Pelos fatos decorridos, cada produtor chegará a sua conclusão e estabelecerá
por onde navegar neste cenário que nos é proposto, pois temos que entender
que já algum tempo temos que produzir o que o mercado deseja e não mais o
que nos agrada. Por isso não tenho medo de dizer que a base da pecuária, que
é o sistema de cria, sempre foi e sempre será uma arte. Produzir o melhor
terneiro que se possa, como se estivesse produzindo o melhor vinho, elaborar os
cruzamentos como se estivesse escolhendo a melhor tinta para pintar um
quadro, pois tudo que encanta, apaixona e nos traz prazer podemos dizer que
é arte. Neste caso, a arte de produzir terneiros pelo pampa gaucho é algo que
esta no sangue, na retina e na sabedoria do produtor pecuário, que agregada a
novas tecnologias não se compara a nenhum outro negócio e que esta
comparação fique no íntimo de cada um. Por que como diz um poeta:
“Quem não sabe de onde veio, não sabe para onde vai”.

Luiz Mascarenhas Neto, Primavera 2013.
Administrador Rural - Produtor de terneiros
Fazenda Curupira - Pedro Osório

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - KG VIVO NO RS



  REGIÃO DE PELOTAS

 *PREÇO POR KG VIVO
   EM 09.10.2013

   KG VIVO:
   BOI GORDO:    R$ 3,20 A R$ 3,40
   VACA GORDA: R$ 2,80 A R$ 2,90

   PRAZO PARA PAGAMENTO: 30 DIAS

   FONTE: PESQUISA REALIZADA
   POR http://www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE GADO - MERCADO FÍSICO / KG VIVO NO RS


REGIÃO DE PELOTAS
EM 09.10.2013                

TERNEIROS R$ 3,50 A R$ 3,80          
TERNEIRAS R$ 3,20 A R$ 3,50
NOVILHOS   R$ 3,10 A R$ 3,40
NOVILHAS   R$ 3,00 A R$ 3,30
BOI MAGRO R$ 3,00 A R$ 3,10
VACA DE INVERNAR R$ 2,60 A R$ 2,75

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - CARNE A RENDIMENTO NO RS



*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO
 EM 09.10.2013

BOI: R$ 6,30 a R$ 6,50
VAC
A: R$ 6,10 a R$ 6,30

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA

Friboi cria toque de celular com a voz de Tony Ramos


Divulgação
Você pode até não ter visto o anúncio pela TV, mas se é um pouco antenado nas redes sociais já deve ter se deparado com algum tipo de piada ou comentário sobre “Essa carne é Friboi?”. A frigorífico JBS, voltado ao setor de alimentos, conseguiu através da publicidade estrelada por Tony Ramos, transformar a marca Friboi em um verdadeiro meme nas internet. 
No anúncio, o ator aparece de repente e se intromete na lista de compras dos consumidores indicando a marca da carne. A abordagem engraçada caiu no gosto popular e viralizou. Agora, para aproveitar a boa receptividade da campanha, a Friboi criou mais uma iniciativa para o público levar o seu nome para todo o lugar.

O bordão “Essa carne é Friboi?” se transformou em ringtone oficial de celular. A marca até batizou com um nome peculiar para essa ação: “Ringtony”. Algumas combinações de frases foram disponibilizadas para download.

Entre as opções estão ‘Ô amigão”, “Ei, ei”, “Psiu”, complementados por “essa carne aí é da Friboi?”, “essa delícia aqui é padrão Friboi?” ou “essa bela picanha é Friboi”?, entre outros. Existe a possibilidade de baixar osw toques com outros narradores como mulher sensual, velhinha e robô. A ideia foi criada pela agência Lew'Lara\TBWA.

E os frutos parecem está sendo colhidos pela marca. De acordo com dados oficiais da companhia, as vendas do frigorífico JBS subiram 20% no mercado nacional após o início da campanha.
Relembre um dos vídeos da campanha abaixo:

Veja também um dos vídeos que fez sucesso brincando sobre a carne ter que ser Friboi:

Marfrig inicia comercialização de linha de carne bovina


Passados menos de 15 dias da conclusão da venda da Seara à JBS, a empresa de alimentos Marfrig anuncia o início da comercialização - a partir da última quinzena do mês - de sua nova linha de carnes bovinas, que levará o mesmo nome da companhia. Até então, a empresa atuava no varejo com as marcas premium Montana e Bassi, além da principal, Seara.
Segundo a empresa, em nota, a linha Marfrig Cortes Bovinos, produzida pela divisão de carnes bovinas do Grupo, Marfrig Beef, terá como foco o consumidor do varejo (grandes redes de supermercados e açougues), com 33 cortes já porcionados e embalados. Nas embalagens dos produtos, a etiqueta de identificação reproduz um brasão, destacando os atributos de tradição do Grupo. Mais itens com a marca Marfrig serão lançados em breve.
"Quando o consumidor compra uma carne com o nome Marfrig, ele pode ter certeza de que esse é um alimento de qualidade, produzido seguindo altos padrões de respeito animal, social e ambiental. Nossa política de compra só permite aquisição de gado de propriedades legalizadas e que não estejam envolvidas com desmatamento, invasão de terras indígenas ou trabalho escravo", disse o diretor presidente (CEO) da Marfrig Beef Brasil, Andrew Murchie, no comunicado.
Embora não tenha mencionado no comunicado, a nova linha de carne bovina da companhia segue a estratégia de suas principais concorrentes, a Minerva (que possui itens homônimos no varejo) e JBS (que trabalha com a marca Friboi, que já integrou o nome institucional da companhia).
fonte: Estadão

Pecuária gaúcha enfrenta desafio de aumentar rentabilidade ao produtor

Por Andre Sulluchuco 

Os desafios para a modernização da pecuária gaúcha pautaram os discursos de lideranças ruralistas e políticas na abertura da 39ª Expofeira Regional de São Sepé, Formigueiro e Vila Nova do Sul, no último domingo (6) no Parque de Exposições de São Sepé. Há uma preocupação com o avanço da soja em campos tradicionais de exploração pecuária.

O secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, disse que, para conter o avanço da soja, é fundamental aumentar a rentabilidade da pecuária.
"Por isso, temos que aprofundar o debate para definir quais medidas podem, efetivamente, contribuir para levar ao pecuarista mais rentabilidade", disse. 
Na opinião do secretário, o setor precisa atender as exigências dos mercados importadores de carne, para que o produto seja comercializado por melhores preços.

Já o vice-governador Beto Gril relatou o encontro que teve com o maior importador de carne do Reino Unido, há poucos dias.
"Eles querem comprar toda a carne que tivermos para oferecer, pois conhecem a qualidade do nosso produto, mas exigem que os animais estejam rastreados", explicou Gril, para em seguida dizer que o Brasil, por falta da identificação individual dos rebanhos em maior escala não ocupa nem 20% da cota Hilton à disposição da industria frigorífica nacional.
A notícia foi divulgada em nota pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Estudo sobre a demanda de touros para pecuária de corte no Brasil


Introdução
O Brasil é um país com grande extensão territorial, detentor do maior rebanho comercial bovino do mundo e tem sua pecuária caracterizada majoritariamente por sistemas de produção extensivos, com pouca aplicação de tecnologias, o que reflete em baixos índices produtivos e reprodutivos.
Um dos principais gargalos da pecuária nacional é o baixo valor genético de seu rebanho, o que não permite inclusive o máximo aproveitamento de novas tecnologias a disposição dos pecuaristas. O melhoramento genético do rebanho é uma ferramenta que deve ser utilizada com este propósito por selecionar animais que são mais eficientes para estes ambientes, sem precisar alterá-lo. Esta ferramenta consiste em identificar animais com maior eficiência produtiva e reprodutiva e utilizá-los nos acasalamentos para disseminarem seus genes dentro de uma população. Os investimentos em genética geram resultados a médio e longo prazo, porém duradouros, pois quando inseridos genes favoráveis na população, estes genes automaticamente serão transmitidos aos seus descendentes.
Rebanho efetivo
Segundo o IBGE (2010), o Brasil possui o maior rebanho comercial bovino do mundo, superior a 209 milhões de bovinos. Cerca de 80% do rebanho é composto por animais de raças zebuínas (Bos indicus), que são animais de comprovada rusticidade e adaptação ao ambiente predominante no Brasil. Dentre as raças Zebuínas podemos destacar o Nelore, com 90% desta parcela (ABIEC).
Figura 1- Evolução do rebanho bovino brasileiro de 2005 a 2010.
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal 2009-2010.
Tabela 1 – Efetivo de cabeças no Brasil e suas UF.
Fonte: IBGE, 2010.
Segundo números apresentados na Tabela 1, o maior rebanho se encontra na região Centro-Oeste qual se caracteriza por sistemas extensivos, com grandes rebanhos em propriedades com grandes extensões territoriais. Já a região com o menor rebanho bovino do Brasil é a Sul que se caracteriza por sistemas de produção mais intensificados e grande concorrência com várias outras atividades agropecuárias.
Figura 2 – Distribuição percentual do efetivo de bovinos por grandes regiões-2010.
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal 2009-2010.
Inseminação Artificial no Brasil
Apesar do rebanho bovino destinado a atividade de corte ser muito grande, os baixos índices produtivos e reprodutivos geram uma taxa de desfrute muito baixa, subutilizando o potencial da pecuária nacional, e para aumentar estes índices é necessário promover o melhoramento genético do rebanho nacional.
A inseminação artificial (IA) é uma forma de acelerar o processo do melhoramento genético, pois possibilita o acesso a sêmen de animais com alto valor genético e que normalmente não estão disponíveis para uso em monta natural. No Brasil o primeiro relato de utilização da técnica e datado em 1940, porém a técnica só alcançou impulso, comercialmente falando, a partir de 1970, quando surgiram as primeiras empresas especializadas na técnica (ASBIA, 2011). Mas ainda, a técnica era complicada de ser aplicada em rebanhos de corte, devido aos manejos que deviam ser adotados como a observação do cio, muitas vezes inviável em grandes rebanhos. Já com a popularização da técnica de sincronização de cio viabilizou, do ponto de vista de manejo, a maior utilização da técnica de IA em rebanhos de corte.
Segundo Dr. Lino Rodrigues Filho (Presidente da ASBIA e FEA/USP), “prática da IATF atingiu em 2011 cerca de 6,5 milhões de matrizes inseminadas, representando um crescimento de 70 vezes em relação ao ano de 200” (ASBIA, 2012).
Na Tabela 2 estão dispostas as doses comercializadas relacionadas apenas a rebanhos de corte, das raças mais representantes em numero de doses e rebanho total. Destaca-se a grande importância da raça nelore, onde o Nelore padrão mais o Nelore mocho representam quase que 50% de todo o sêmen comercializado.
Tabela 2 – Número de doses comercializadas de diferentes raças de corte no Brasil nos anos de 2009, 2010 e 2011, participação destas raças no total de doses comercializadas (PART %) e a evolução no número de doses comercializadas do ano de 2009 a 2011 (Evol %). 
Fonte: Adaptado ASBIA, 2011.
Deve-se ressaltar que mais de 50% das doses da raça Angus e Red Angus são importadas. Já a importação de doses de sêmen da raça nelore é quase nula (0,04%), e o Nelore sendo a principal raça responsável pela comercialização de sêmen, indica que nos somos os próprios consumidores da genética produzida no Brasil.
Demanda de touros brasileira
Apesar de ter crescido a utilização da técnica da IA, a maioria das propriedades ainda utiliza touros para cobertura a campo e demanda reprodutores geneticamente superiores. Mesmo as propriedades que utilizam a técnica da IA, necessitam de touros melhoradores para realizarem o repasse de suas matrizes que não emprenharam com a inseminação.
Segundo Embrapa (2004) apud Chaves et al., (2007), cerca de 58 milhões de vacas são naturalmente cobertas por dois milhões de touros numa relação touro/vaca de 1: 25. Considerando que a média de permanência do reprodutor num rebanho seja de cinco anos, existe uma demanda anual de 400 mil touros novos/ano para reposição devido a óbito ou descarte por problema clínico, sanitário, andrológico ou comportamental.
Pesa contra esse mercado o fato de a maior parte dos pecuaristas ainda usar animais próprios, sem índices de qualidade comprovada (Teixeira, 2009).Muitos pecuaristas utilizam seus melhores bezerros machos, popularmente conhecidos como “ponta de boiada” para tornarem reprodutores. Isto implica em vários problemas como a utilização de reprodutores sem comprovação nenhuma de superioridade genética e ocasiona o aumento da consanguinidade dentro do rebanho.
Simulação da demanda de touros
O objetivo desta simulação foi estimar o número demandado de touros anualmente pela pecuária nacional. Para a simulação touros utilizou-se as informações do efetivo de rebanho (cabeças) obtidos pela Pesquisa Pecuária Municipal (IBGE, 2010). Já para a estimativa de participação do rebanho de corte e número de matrizes (não disponibilizado no banco de dados citado) para cada grande região, estado e cidade, utilizou-se o percentual observado no censo agropecuário (IBGE, 2006). Na Tabela 3 esta a participação no rebanho de corte das classes dos animais por idade e sexo segundo censo agropecuário (IBGE, 2006).
Tabela 3 – Participação das classes de animais dentro do rebanho de corte nacional.
Fonte: IBGE, 2006.
Como demonstrado na Tabela 3, adotou-se que o rebanho da bovinocultura de corte brasileira é composto por 30,2% de matrizes. Para a estimativa também considerou que 7.000.000 de matrizes foram inseminadas. Este dado foi gerado a partir da informação do numero de doses de sêmen comercializadas em 2011 (ASBIA, 2011), considerando que todas estas foram utilizadas para inseminação e atingindo uma média entre a técnica IA convencional e IATF de 50% de prenhez. Este valor foi adotado propositalmente pouco abaixo ao observado em média com a utilização das duas técnicas, para correção das doses que foram comercializadas, porém não utilizadas. A utilização destas doses foi considerada proporcional ao efetivo do rebanho de cada cidade, estado e grande região.
Foi considerada uma média de permanência dos reprodutores nas propriedades de cinco anos, e uma relação de touro/vaca de 1/30. Na Tabela 4 estão ranqueadas as cinco grandes regiões brasileiras pela demanda de touros.
Tabela 4 – Demanda anual simulada de touros em relação ao numero de matrizes de corte do Brasil e para as cinco grandes regiões brasileiras.

Estimou-se um rebanho nacional com cerca de 51 milhões de matrizes, e uma demanda anual em aproximadamente 317 mil touros. Pode-se observar que a região que mais demanda touros é a região Centro Oeste, demandando quase 40% do total. Já a demanda menos expressiva é na região Nordeste com apenas 12,3% do total.
Tabela 5 – Demanda anual simulada de touros em relação ao numero de matrizes de corte, para os dez estados brasileiros com maior efetivo de rebanho.
Os três estados da região Centro Oeste lideram a lista de estados com maior número de matrizes e consequentemente maior demanda de touros.
Tabela 6 – Demanda anual simulada de touros em relação ao numero de matrizes de corte, para os dez municípios brasileiros com maior efetivo de rebanho.
Ressalta-se a fundamental importância de escolher bons touros para a reprodução visto que apesar de uma presença física de aproximadamente 5% do rebanho, estes são responsáveis por mais de 90% do ganho genético do rebanho (Silva et al., 1993).
Não se pode mais comprar touros confiando apenas no pedigree, é necessário comprar animais que apresentem avaliações genéticas positivas, e de boa procedência, e uma forma de se aliar estes dois quesitos é adquirindo animais com CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), o qual é emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e certifica que este é um animal geneticamente superior (20 a 30% dos melhores animais nascido a cada safra), resultando em lucro na certa para o produtor (Giacomini, 2006).
Conclusão
A bovinocultura de corte no Brasil é uma atividade que apesar de apresentar baixos índices reprodutivos e produtivos, apresenta características peculiares que lhe confere competitividade no mercado internacional.
Uma maneira de elevar estes índices zootécnicos é por meio do melhoramento genético animal, que tem como objetivo identificar os animais mais eficientes para os diferentes sistemas de produção e ambientes encontrados no território nacional, e selecioná-los para que estes dissipem seus genes na população.
Por Daniel Biluca, Zootecnista e Executivo da Conexão Delta G Norte

Indonésia: governo libera importação de 75.000 cabeças de bovinos vindos da Austrália

As exportações de bovinos vivos da Austrália à Indonésia passaram por uma reviravolta notável na demanda após Jacarta ter liberado uma nova rodada significativa de permissões para venda de bovinos. A questão agora é se os produtores na região norte, terão estoque suficiente para capitalizar sobre essa demanda revigorada da Indonésia.
A nova permissão é para 75.000 cabeças de gado a peso de abate a serem fornecidas entre outubro e dezembro. Isso além das permissões existentes para 46.000 cabeças de animais para engorda que continuam válidas para o quarto trimestre do ano sob um sistema anterior de cotas.
A nova permissão foi distribuída pelo Ministério do Comércio da Indonésia, especificamente para ajudar a melhorar as ofertas de carne bovina no país no atual trimestre. Fontes da indústria de importação de carne bovina confirmaram que novas permissões de importação de carne congelada foram emitidas.
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Pelo novo sistema, sempre que o preço da carne aumentar muito, a Indonésia abrirá os portões para as importações até que as ofertas estabilizem e os preços retornem a um nível que é mais acessível aos consumidores.
O problema é que a mesma política de autossuficiência que contribuiu para a escassez de carne bovina na Indonésia também contribuiu para uma escassez na região norte da Austrália, que tem os animais mais pesados que a Indonésia agora precisa para aumentar rapidamente sua oferta de carne.
Nos últimos quatro anos, a Indonésia impôs limites de peso de 350 quilos sobre os bois importados, o que fez com que os produtores do norte ajustassem seus programas de cria para cumprir com os requerimentos da Indonésia por animais mais leves.
Os sinais continuamente negativos de mercado da Indonésia na forma de reduções repetidas nas cotas de importação também desencorajaram quaisquer pensamentos de expansão do rebanho, enquanto um ano seco prejudicou a produção de bois mais pesados no norte.
A nova permissão de 75.000 cabeças é isolada. A Indonésia ainda precisa liberar novas permissões sob seu sistema de fixação de preços de referência, com uma série de questões técnicas entre a Indonésia e a Austrália ainda atrasando sua liberação.
Para cumprir com essa última rodada de permissões, os exportadores agora deverão ser forçados a buscar em estados como Queensland para encontrar bois de mais de 400 quilos que serão requeridos para cumprir com as novas permissões de abate nos próximos três meses.
Fonte: Beef Central, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Nova Aurora & Anjo da Guarda vende R$ 646 mil em Uruguaiana

Foto: Divulgação/Assessoria
Nova Aurorat Tat. 10.586
 
 

Em noite de pista limpa, o Condomínio Nova Aurora & Anjo da Guarda, de Uruguaiana, faturou R$ 646,5 mil com a venda de 65 touros, dos quais 49 Braford e 16 Polled Hereford,
além de 52 ventres Braford. O desempenho representa crescimento de vendas de 89,2% ante os R$ 341,7 mil do ano passado, quando saíram 80 exemplares. 

O valor médio fechou em R$ 5.525,00, uma alta 29,35% ante os R$ 4.271,25 de 2012. O animal mais caro da noite foi o de lote 31 (TAT 10.586), um touro Braford de três anos, que
saiu por R$ 12.750,00. Segundo o administrador do Condomínio Nova Aurora, Frederico Ormazabal Sastre, o ritmo do remate foi ágil. “O interesse na qualidade dos animais foi reponderante”, justificou.

O criador Crescêncio Fabrício da Silva, da Estância Banhero, de Bossoroca, foi o responsável pelo maior lance da noite. Ele vai utilizar o reprodutor para cobrir o seu rebanho de mil
cabeças e espera recuperar o investimento em dois anos com a venda de terneiros. “Eu vim para comprar. Achei que era o melhor touro e não pude deixar passar a oportunidade. Joguei alto.”

Médias
■ Touro Braford 3 anos - R$ 8.257,89
■ Touro Braford de 2 anos - R$ 7.050
■ Touro Polled Hereford - R$ 6.196,88
■ Ventres Braford - R$ 6.225,00
■ Prenhez Braford - R$ 2.778,57

Fonte: Correio do Povo

FEAPEC 2013: eleitos os campeões Angus e remate com pista ágil

Foto: Divulgação/Assessoria
FEAPEC 2013
 
 
 
  
 
  
 

Ocorreram neste sábado, 05 de outubro, as atividades da raça Angus na 63° FEAPEC. A exposição e leilão foram coordenados pelo Núcleo Centro Angus.
O julgamento de classificação dos animais ficou a cargo do Med. Vet. Juliano Leon (Estância Pedra Só, Pedro Osório – RS). Participaram do julgamento 18 trios de machos e 10 trios de fêmeas.

Confira abaixo o resumo das principais premiações:

FÊMEAS PO
Trio Grande Campeão PO – Fazenda São João
Lote 18 – Tats. TE17, TE16, e TE25
Trio Reservado Grande Campeão PO – Rubem César Prates Kury
Lote 21 – Tats. 473, 456 e 470
Terceiro Melhor Trio PO - Fazenda São João
Lote 17 – Tats. TE12, 18 e TE24
Melhor Fêmea PO - Fazenda São João
Tat. TE25 – Capané TE25 Salamanca Júnio TE 200(Tres Marias Junior x Barragem TE 16 Westwind Lider), 385 kgs.

FÊMEAS PC
Trio Grande Campeão PC – Estância Chalé
Lote 26 – Tats. O113, O87, O54


MACHOS PO
Trio Grande Campeão PO – Rubem César Prates Kury
Lote 4 – Tats. 228, 240 e 238
Trio Reservado Grande Campeão PO – Angelo Domingos Zanella
Lote 5 – Tats. P255, P243 e O237
Terceiro Melhor Trio PO - Rubem César Prates Kury
Lote 4 – Tats. 245, 250 e 220
Melhor Touro PO - Rubem César Prates Kury
Tat. 250 – Boca Negra 250 (Boca Negra Fandango 150 x Boca Negra 382), 817 kgs e 44 cm PE

MACHOS PC
Trio Grande Campeão PC –  Luis Henrique Castagnino Sesti
Lote 10 – Tats. 1135, 1138, 1134

Trio Reservado Grande Campeão PO – Luis Henrique Castagnino Sesti
Lote 14 – Tats. 1108,  1103, 1115
Terceiro Melhor Trio PC – Alberto Abreu de Medeiros
Lote 13 – Tats. 689, 687 e 677

Melhor Touro PC - Luis Henrique Castagnino Sesti
Tat. 1103 – Fullback do Seival 1103 (Rito 9FB3 of 5H11 Fullback x Lester do Seival 8014), 882 kgs e 43 cm PE

Fonte: Assessoria Agropecuária
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Leilões alavancam as vendas na Feapec

Remate da raça angus faturou R$ 311,4 mil ao comercializar 50 animais no final de semana
Remate de angus: média de R$ 7,5 mil para os tourosRemate de angus: média de R$ 7,5 mil para os touros

A qualidade genética do gado angus selecionado por cabanhas de Cachoeira do Sul alavancou as vendas da 63ª Feapec, que teve os seus primeiros leilões durante o final de semana, na pista do Parque Ivan Tavares. Na tarde de sábado, 50 das 72 reses ofertadas foram vendidas no 8º Remate Núcleo Centro Angus, que faturou R$ 311,4 mil.

O principal destaque do remate conduzido pelo leiloeiro Enio Dias, do Querência Negócios Rurais, foi uma novilha levada para a pista pela Fazenda São João, dos pecuaristas João Marcos e Dimas Rocha, tradicionais criadores de angus. A fêmea foi vendida por R$ 12 mil para a VPJ Agropecuária, que possui fazendas em Goiás e São Paulo.

SEIVAL DEL TORO - Entre os machos, o destaque foi um touro da Cabanha Seival del Toro, do criador Luís Henrique Castagnino Sesti. O reprodutor foi vendido por R$ 11.550,00 para o pecuarista Ricardo Marques, de São Francisco de Paula. O pecuarista Vinicius Só Porto foi outro criador a aproveitar a Feapec para qualificar o plantel de gado angus na Cabanha Madrugada. Porto arrematou por R$ 10,5 mil um touro rústico da Cabanha Boca Negra, escolhido o melhor reprodutor da raça na Feapec.

AS MÉDIAS DOS ANGUS
. Ventres - R$ 4.323,00
. Touros - R$ 7.500,00

Animais vendidos:
. Ventres - 20
. Touros - 30

Faturamento: R$ 311.460,00

Fonte: Jornal do Povo e Querência Negócios Rurais

Médias sobem na Guatambu

Foto: Divulgação/Assessoria
Guatambu 2013
 
 

Marcado pela antecipação de 20 dias em relação às edições dos anos anteriores, pela valorização dos animais e pela venda pulverizada para 21 municípios do Estado,
o 41˚ Remate Guatambu, Alvorada e Caty faturou R$ 1,304 milhão para 238 dos 245 touros e novilhas Braford e Polled Hereford ofertados, sábado, em Dom Pedrito. Apesar do recuo do faturamento em relação a 2012, quando o remate movimentou R$ 1,47 milhão para 461 exemplares, os preços médios subiram 15%. Com isso, a média dos reprodutores Braford pulou de R$ 7,2 mil para R$ 8.850 nesta edição. Já o valor médio geral do leilão foi de R$ 5.471. De acordo com o pecuarista Valter José Pötter, da Guatambu, a receita inferior deve-se ao enxugamento da oferta de fêmeas, que foram retidas neste ano para o aumento do plantel. 

Adquirido por Eduardo Hoffmann, de São Francisco de Paula, o touro Braford Tat K-413 foi o preço top, arrematado pela cifra de R$ 15 mil. “É o destaque do remate. Todas as DEPs dele são excepcionais e, além disso, sua aparência é espetacular. É um animal realmente superior, tanto assim que foi escolhido por eles para abrir o remate”, comentou o comprador. “É um touro para produzir touros”, acrescentou.

Dentre os 43 compradores do remate, Ingrid Paiva, da estância Itapevi, foi a maior investidora, ao levar 60 animais por R$ 198,68 mil. Três touros apresentados no leilão foram doados e sete não tiveram interessados. Escalado para falar em nome das três famílias que promovem o leilão, Pötter disse que a data do evento foi estrategicamente alterada para evitar o saturamento de mercado durante o mês de outubro e, assim, melhorar as vendas, que também mudaram de local, ocorrendo na
Vinícola Guatambu. “Há 40 anos o remate ocorria no parque do sindicato rural, e esse ano decidimos inovar, antecipando o evento e mudando de local. O resultado foi
excelente, superou minhas expectativas”, completou. Além dos investidores, o leilão, um dos mais tradicionais da Campanha, foi prestigiado pelo secretário do Trabalho, Luis Augusto Lara.

Médias
■ Touros
82 Braford: R$ 8.850,00
31 Polled Hereford: R$ 8.205,00
■ Fêmeas
125 Braford e Polled Hereford
(1 e 2 anos): R$ 2.576,00


Fonte: Correio do Povo

Os remates além das porteiras

Foto: Divulgação/Assessoria
Leilões 2013
 
 

Desde setembro se multiplica o número de remates de gado no Estado, na chamada temporada de primavera. São muitos os milhões de reais envolvidos na compra e na venda de gado. No ano passado, foram R$ 30 milhões apenas com a venda de 4.470 touros, sem contar milhares de vaquilhonas, terneiros e terneiras negociados no período. Neste ano, calcula o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado (Sindiler), Jarbas Knorr, os ganhos devem ser ainda maiores.

– O valor médio dos animais nos primeiros leilões está entre 15% e 20% maior. Estão indo para as pistas animais de melhor qualidade, e os produtores estão capitalizados pela soja e financiando eles mesmos as vendas, o que estimula a compra – avalia Knorr.

De acordo com dados do Sindicato Rural de Uruguaiana, até agora os principais remates da cidade já movimentaram R$ 7 milhões. E cifras milionários são registradas em diferentes regiões. Em Dom Pedrito, no sábado, o 41º Remate Guatambu, Alvorada e Caty faturou R$ 1,3 milhão. Na feira de terneiros de Lavras do Sul, onde foram ofertados, também no sábado, 1,8 mil animais, todos foram vendidos. O preço médio chegou a R$ 807 (alcançado quase R$ 1,5 milhão). Em novembro, haverá novo remate, com igual número de animais, espera o presidente do Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte da cidade, Ângelo Etchichury.

– O leilão movimentou a região como um todo. Tinha criador de São Sepé, Bagé, Dom Pedrito, Caçapava do Sul e outras cidades – comemora Etchichury.

Por mais que se some mesmo cada pequena venda de animais, o valor envolvido diretamente nas pistas ainda não daria a dimensão exata do total de negócios gerado por esses remates. No entorno, há ganhos para os segmentos de transporte, trabalho temporário e hotelaria.

– É visível a circulação de pessoas promovida pelos leilões. Vem muita gente de fora, a partir de setembro, em busca de animais e de genética. Em alguns hotéis, nos dias de remate, os pecuaristas chegam a representar 30% da ocupação – calcula Édson Mainardi, presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Uruguaiana.

Vale lembrar que a temporada está só começando. Até dezembro, ainda haverá muito gado em pista, hotéis ocupados, animais transportados e leiloeiros batendo martelo, sobretudo em cidades da Fronteira Oeste, da Campanha e da Metade Sul.

Fonte: Zero Hora

domingo, 6 de outubro de 2013

Turquía define en pocas semanas si vuelve a importar ganado

En pocas semanas el gobierno de Turquía estará definiendo si vuelve a otorgar certificados para la importación de ganado en pie, aseguró a Informe Tardáguila el encargado de compras de la firma turca Navit, Murat Karaoglu.
La empresa de Turquía está participando de la feria de la alimentación Anuga, en la ciudad de Colonia, Alemania, que se está desarrollando entre el sábado 5 y el miércoles 9 de este mes.
Murat comentó que a mediados de este mes se realiza en el mundo islámico la fiesta denominada del sacrificio, considerada la Pascua musulmana, en la que se sacrifican unos 735 mil vacunos. Pasada esta festividad, el gobierno turco evaluará las condiciones del mercado y decidirá si es necesaria la importación de ganado en pie para cubrir un posible desabastecimiento.
El empresario turco comentó que el kilo de carcasa de un novillo para faena pasó de 13-14 liras turcas a 17 en la actualidad, equivalente a unos US$ 8,50 el kilo carcasa. Es factible que, pasada la festividad en la que el sacrificio de animales es muy grande, se genere un desabastecimiento que tuerza la decisión del gobierno y lo lleve a habilitar nuevos permisos para la importación.
Murat dijo que el gobierno de Turquía ha tomado la decisión de proteger a los productores locales, razón por la cual dejó de emitir permisos de importación. Recordó que en 2014 y 2015 hay elecciones en el país, primero presidenciales y luego parlamentarias, y que el gobierno evaluará el impacto que una medida de este tipo puede tener sobre la decisión de voto del electorado.
Consultado acerca de si Turquía mantendrá el arancel de 15% a la importación de ganado en pie, Murat dijo que todo dependerá de los precios a los que llegue el mercado.
Fonte: Tardáguila Agromercados

Comitiva de alemães realiza expedição pelo Bioma Pampa


Lavras do Sul


Bioma Pampa, ocupando 63% do território gaúcho(Foto:Imprensa FZB)
O potencial turístico e a comercialização de produtos regionais estreitamente ligados à natureza serão algumas das experiências apresentadas entre os dias 7 e 11 de outubro nos municípios de Alegrete, Santana do Livramento, Bagé, Lavras do Sul e Tapes. O poder público destes municípios e entidades da sociedade civil conhecerão a experiência da Reserva de Biosfera de Bliesgau.

Outro objetivo do encontro é abordar a importância da biodiversidade como indutor de desenvolvimento econômico e social, ressaltando as potencialidades e características culturais e da paisagem de cada região.

A expedição é composta por pesquisadores da Universidade de Kaiserslautern e pelo prefeito de Kleinblittersdorf, cidade alemã situada dentro da Reserva de Biosfera. O grupo será acompanhado por membros da Fundação Zoobotânica, Divisão de Unidades de Conservação/ Sema, Secretaria de Relações Internacionais e professores da Unisinos e Feevale.

“Teremos a satisfação de compartilhar uma experiência bem sucedida de desenvolvimento econômico e conservação da biodiversidade, vivenciada na Alemanha, com municípios que estão em um dos biomas mais ameaçados do país", disse Arlete Pasqualetto, presidente da FZB/RS.

O Bioma Pampa, ocupando 63% do território gaúcho, se estende por todo o Uruguai, além de parte da Argentina e Paraguai. Atualmente, 50% dos 100 milhões de hectares do Pampa é constituído por urbanização, agricultura intensiva e silvicultura. Da metade restante, apenas 1,5% é oficialmente reconhecida como área protegida.


Fonte: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul