segunda-feira, 13 de junho de 2011

Oferta será decisiva para o mercado do boi gordo durante essa semana


O mercado do boi gordo terminou a semana em ritmo lento, com vários frigoríficos fora das compras.

Para os que permaneceram no mercado, não houve mudança significativa de preços.

Em São Paulo, a referência seguiu em R$97,50/@ a prazo, livre de imposto. A oferta de gado está restrita e a escala média de abate atendia 3 dias.

A compra de animais em praças vizinhas seguiu completando grande parte da programação dos frigoríficos paulistas.

No mercado atacadista de carne com osso queda de preços para todas as peças.

Com isso, o boi casado de animais castrados terminou cotado em R$5,93/kg.

Diante deste quadro de redução de demanda, demonstrado pela queda nos preços da carne, a oferta de animais será decisiva para o rumo das cotações nos próximos dias.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

RS: criadores investem em tecnologia visando ganho de produtividade e maior rentabilidade

Os preços em alta e a busca constante pela certificação são o retrato atual da produção de terneiros no Rio Grande do Sul. Devido ao aumento do preço pago pelos frigoríficos pelos exemplares certificados, os produtores estão investindo em melhoria da qualidade do rebanho e buscando alternativas e novas tecnologias para encurtar o ciclo produtivo e garantir resultados ainda melhores nas feiras de terneiros e nos frigoríficos.

A demanda crescente pela carne de qualidade é o principal motivo para que os produtores procurem criar animais com genética privilegiada. Com um preço maior pago pelos invernistas, e posterior revenda com garantia de bônus ao frigorífico, os criadores passaram a investir em novas tecnologias como a Inseminação Artificial com Tempo Fixo (IATF), no qual é feita em larga escala, no mesmo período.

"Com essa técnica, o terneiro será mais pesado e com genética melhor. Como os partos serão mais concentrados, o lote será mais homogêneo", explica o médico-veterinário da Área de Melhoramento e Genética Animal da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.

Os investimentos na busca de resultados a médio e longo prazo são uma prática que não deve ser abandonada, defende o professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Júlio Barcellos. Já a receita apresentada pelo professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Lobato, é definir um sistema de produção para avançar nos resultados. Para tanto, é preciso estabelecer três eixos, redução de idade de abate dos novilhos para dois ou 2,5 anos, redução da idade de primeiro serviço nas novilhas em cria para dois anos e meta de 80% de desmame do gado adulto. "Com esse sistema, podemos chegar a uma taxa de desfrute de 28%, considerada ideal. Atualmente, o índice no Estado é de 22%", salientou.

Lobato também destaca que a especialização dos produtores também é uma tendência cada vez mais forte.

FONTE: Zero Hora

BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora

Boi: vendas de carne durante o final de semana ficam abaixo da expectativa para a primeira quinzena do mês. Oferta de animais continua sendo suficiente para manter escalas de 5 dias. Tendência é de pouca variação nos preços até o final de junho.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Feicorte estimula consumo de carne


Elevação de consumo, sustentabilidade e qualidade da carne terão destaque na 17 Feicorte, que começa nesta segunda-feira (13), no Centro de Exposições Imigrantes (SP). O evento, que espera reunir quatro mil animais de 20 raças até sexta-feira, terá a estreia do "Espaço Carne". Segundo a gerente do Agrocentro, Carla Tuccino, a feira amplia o leque ao reunir a cadeia produtiva. "Pecuaristas que vêm à feira estão cada vez mais focados em negócios." Apesar do perfil, não há projeção de receita, diz, porque muitos preferem iniciar o relacionamento e fechar negócio após conhecer o criatório. O "Espaço Carne" dá continuidade do projeto "Pecuária Sustentável - Sim É Possível", lançado na edição de 2010. Aproveitando a oportunidade, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) apresentará o Programa Carne Certificada Pampa. O presidente da ABHB, Fernando Lopa, explica que o programa bateu recorde de produção de 85 toneladas certificadas em abril. Com 25 animais na feira, a ABHB terá estande de divulgação do Brazilian Hereford e Braford, que exporta genética brasileira. Representada por 21 expositores do Estado, de São Paulo e Minas Gerais, a Associação Brasileira de Angus apresentará seu programa de carne certificada no estande diariamente, diz o subgerente do programa Carne Angus, Fábio Medeiros.

FONTE: Correio do Povo

Boi gordo apresentou leve aumento durante a semana no RS

O preço do gado gordo apresentou um leve aumento durante a semana. Após a realização das tradicionais feiras de terneiros, quando o preço máximo alcançou R$ 4,50/kg/vivo, no entanto, os preços praticados em algumas propriedades na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre oscilaram entre R$ 3,60 a R$ 3,80/kg/vivo, para esta categoria animal.

Devido à menor luminosidade e a queda nas temperaturas, o desenvolvimento do campo nativo é lento, apresentando forrageiras com baixo valor nutricional, reduzindo, assim, a produtividade do rebanho. A engorda e a manutenção dos animais está sendo retomada com o suprimento de pastagens cultivadas, especialmente as gramíneas anuais como aveia e azevém. De maneira geral, o estado nutricional sanitário do rebanho de bovinos de corte do Estado é normal, considerando esta época do ano.

As informações são da assessoria de imprensa da Emater/RS-Ascar.

FONTE: Agrolink

domingo, 12 de junho de 2011

Congresso da Carne fortalece os elos da cadeia produtiva


O fortalecimento da cadeia produtiva da carne está relacionado ao investimento de todos os elos na difusão de conceitos como o de que o produto é a mais completa fonte de proteína da alimentação humana e que pode chegar à mesa do consumidor com o selo da sustentabilidade. O mercado está cada vez mais aberto para a carne brasileira e a variedade e qualidade da pecuária nacional a torna apta a atender às variações exigidas pelo mercado.

Esses foram alguns dos temas que deram o tom do debate durante o Congresso Internacional da Carne, realizado pela Federação da Agriculutura e Pecuária de MS (Famasul) nesta quarta e quinta-feira em Campo Grande, MS. O evento teve seis painéis abordando os temas mais atuais do setor no momento, compostos por 32 palestras e mesas-redondas, sendo que 11 delas ministradas por palestrantes de outros países. O congresso teve 1,4 mil participantes de 19 estados e de 11 países.

As discussões valorizaram o trabalho de pesquisa, em especial no Brasil e da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), responsáveis pelos bons índices da pecuária nacional. Com elevado nível técnico, as palestras trouxeram perspectivas como o desenvolvimento de animais mais robustos, com carcaças mais aprimoradas, o que aumentaria a produtividade e conseqüente oferta de carne sem comprometer a sustentabilidade.

Além da carne bovina, o evento trouxe também debates sobre o rebanho suíno e ovino. “O futuro da suinocultura brasileira já começou”, afirmou o diretor da Associação Brasileira de Criadores de Suíno (ABCS), Fabiano Coser. O especialista fez uma exposição baseada em dados econômicos avaliando o crescimento e as boas perspectivas para o setor suíno nos próximos anos. “Até 2025 o brasileiro vai aumentar 20 kg por ano/per capita de consumo de carnes. E a suinocultura também quer um pedaço dessa fatia”, analisou.

Os dois dias de evento reuniram especialistas de todas as áreas da cadeia da carne, desde produtores, setor de insumo, indústria e setor público. Entre eles, o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pratini de Moraes. O ex-ministro foi contundente ao defender a legislação ambiental que está sendo analisada no Congresso Nacional. “Não podemos deixar quem é de fora colocar regras no nosso País”, disse, qualificando como exagero algumas conotações que vem sendo dadas à nova legislação.

Sobre o novo Código Florestal, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, destacou que o Brasil tem sim lições a dar ao mundo, porque mantém 62% de sua cobertura vegetal preservada. “O novo Código Florestal também não prevê novos desmatamentos e não anistia produtores como se tem dito, mas respeita o processo histórico de consolidação das atividades agropecuárias em nosso País”.

Durante sua palestra, a senadora Kátia Abreu apresentou dados atualizados referentes ao cenário do agronegócio. “O agronegócio representa 23% do PIB nacional e quase 40% da exportação brasileira. Se não fosse o agronegócio, 40% da balança comercial estaria negativa” afirmou.

O congresso trouxe ainda o especialista em carnes, Marcelo ‘Bolinha’, que deixou a todos os participantes impressionados com sua demonstração prática de que “não existe carne de segunda”. Com uma habilidade impressionante, Bolinha deu um show na vitrine da carne, desossando animais em frente ao público, transformando as peças em espetos de primeira.

O Congresso Internacional da Carne é uma realização do International Meat Secretariat (IMS/Opic) em conjunto com a Famasul. O evento tem o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS (Senar/MS), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de MS (Sebrae), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural – FUNAR, Fórum Permanente da Pecuária de Corte da CNA e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), conta com o patrocínio da John Deere, Marfrig, AllFlex, Safe Trace, Valefert e Banco do Brasil e o apoio do Convention Visitor Bureau.
As informações são da Sato Comunicação

FONTE: Agrolink

A estratégia agora é investir no marketing


A carta na manga, desta vez, será mostrar no exterior a história da pecuária nacional



MARIANNA PERES
Enviada especial a Campo Grande*

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vai reforçar as ações em prol do marketing da carne brasileira no mercado internacional. A carta na manga desta vez é mostrar a história da pecuária nacional, seus personagens e o sucesso de uma atividade que só no Pantanal tem mais de 250 anos de existência. A nova propaganda da carne bovina, dentro do programa que já existe, o `Brazilian Beef`, vai além da máxima da qualidade para vender a imagem da produção sustentável.

Esse realinhamento estratégico nasce com a missão de derrubar o que a entidade classifica de "esteriótipo do pecuarista devastador", aquele que derruba tudo para produzir. "Essa história está sendo contada por pessoas com interesses em ferir a competitividade nacional, são ONGs e concorrentes. Não é uma história que é contada por brasileiros", argumenta o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio.

Como explica, nesta primeira década do século XXI, o Brasil surgiu no mercado internacional e logo tomou a dianteira na preferência dos consumidores "e é claro que isso despertou à atenção do mundo e então passaram a associar a imagem da carne bovina brasileira à devastação. Hoje, não existe isso. A abertura de áreas para pastagens foi um movimento iniciado há mais de 40 anos e incentivado pelo Estado brasileiro. Assim como os norte-americanos, nós temos de ter orgulho do segmento e por isso temos de contar a nossa história agora". O diretor executivo afirma ainda que a ocupação da Amazônia reflete um problema de ausência de Estado e não da produção de carne.

A Abiec quer mostrar que a pecuária foi responsável pela evolução do país e vice e versa. "O que precisa ficar claro é que a pecuária é indutora de mobilidade social, como também de integração nacional. Chegou a vez do markting da pecuária e não apenas da carne".

Com este novo posicionamento frente ao mercado internacional e em parceria com o Itamaraty, a Abiec foca a conquista de consumidores mais rentáveis, ou seja, àqueles que podem pagar a mais pelo quilo da carne bovina. Entre os mercados com negociações em andamento e que podem pagar mais, estão a Turquia, México e Indonésia, como também, a reconquista do Chile - mercado rentável - que deixou de importar a carne brasileira após casos de febre aftosa em 2005. De lá para cá, o Paraguai passou a abastecer o consumo chileno de forma bastante agressiva. Para 2011 a previsão da Abiec é de atingir receita de US$ 5 bilhões com a exportações de carnes bovinas, cifras que se confirmadas estarão cerca de 10% acima do resultado obtido no ano passado.

A pressa em se romper o esteriótipo pode ser entendida diante das perspectivas traçadas ao consumo da carne bovina, por exemplo, nos próximos dez anos o mundo demandará 3,6 milhões de toneladas e o Brasil, como reforça Sampaio, somente o Brasil terá condições de dar essa resposta e "de forma sustentável".

A oportunidade à carne nacional está na expansão dos mercados consumidores e na diversidade da produção. Como aponta Sampaio, além de tirar o rótulo, é necessário ratificar os diferenciais da carne, já que o mercado está cada vez mais equilibrado.

"Lá atrás a carne brasileira vendia porque era boa e barata. No entanto, os preços estão balizados em nível mundial e chegou o momento de vender diferenciais, nichos, como a carne orgânica, de confinamento, precoce, fazendo propaganda de tudo aquilo que é feito nas fazendas. A pergunta é: o que o mercado quer. Temos de inverter a cadeia de produção".

DESAFIOS

Sampaio lembra que o Brasil precisa se readaptar a nova ordem do mercado. O período de boi barato e abundante se foi, os preços estão balizados, o câmbio corrói as exportações e tudo isso está mimando a competitividade do produto brasileiro chamado carne. "E o desafio interno nacional para assegurar o potencial de abastecer a demanda mundial requer a missão de aprender a lidar com o câmbio atual - que não vai mudar no curto e no médio prazo -, criar formas de reduzir o abate de fêmeas - que restringe a oferta do boi e encare preços do gado de reposição - e eliminar o seu esteriótipo. Teremos de ser competitivos com todos esses novos problemas".

EMBARGO

Sampaio avalia que o veto russo à importação de carnes brasileiras está relacionado às questões político-econômicas da Rússia e que as carnes bovinas acabaram sendo impedidas à reboque da suína e de aves. "A medida é protecionista porque o país quer ampliar a produção doméstica de aves e suínos. A restrição não tem fundo sanitário, porque quando isso ocorre se fecham as importações de um estado, neste caso foram somente plantas frigoríficas embargadas. O boi entrou de gaiato na história e mesmo assim, das 85 plantas, 24 são de bovinos nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e apenas 41 continuam aptas ao consumo russo". Indagado, Sampaio frisa que as 41 podem tranquilamente suprir os embarques. (MP)

FONTE: DIARIO DE CUIABA

Para produtor norte-americano a comunicação é um grande aliado da Defesa

Dilemas e desafios não faltam para a cadeia produtiva da carne. Entre tendências de mercado, análises econômicas, modelos de produção sustentável, nesta manhã do segundo dia do Congresso Internacional da Carne, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Phillip Bradshaw, produtor norte-americano ligado a vários conselhos de pecuária dos Estados Unidos, trouxe uma questão singular ao debate: o problema da imagem do setor na opinião pública.

A empreitada de Bradshaw começou quando ele percebeu que o consumo de carne nos EUA caiu do início da década de 90 pra cá. Essa mudança no comportamento, segundo Bradshaw, se deu por conta de uma forte campanha contra o consumo de carne vermelha. “Vários grupos estão recebendo milhões de dólares para contar a histórias deles, onde a agricultura e a pecuária são duas grandes inimigas do meio ambiente.” explicou.

No entendimento de Bradshaw a cadeia precisa agir como um todo para desmanchar os poder corrosivo da divulgação de mitos e inverdades. “Chegou a hora de contar a nossa história. A produção de carne é segura e boa”, enfatizou. Para ele é fundamental que haja um empenho sério para educar e treinar os produtores rurais na defesa da produção agropecuária contemporânea, pautada exclusivamente pela ciência.

“Estamos fazendo um trabalho fraco na comunicação. Precisamos divulgar o valor da carne e mostrar que estamos produzindo o alimento do futuro. Devemos combater o medo do desconhecido com informação e com verdade. Não nos baseamos no que achamos sobre tal coisa, mas em dados científicos que colhemos”, comentou Bradshaw.

Contudo, lembra produtor que todos os esforços devem ser amparados no princípio da transparência. Como exemplo, ele comenta um caso curioso nos Estados Unidos. “A empresa Cargill convidou a famosa apresentadora de televisão Oprah Winfrey para conhecer um de seus frigoríficos. A visita foi acompanha pela imprensa e rendeu uma boa imagem. Um importante crítico da cadeia produtiva da carne no EUA acabou escrevendo coisas boas sobre o processamento de carne. A transparência vale a pena. Precisamos expor mais nosso trabalho, essa é a nossa defesa”, concluiu Bradshaw
Fonte: RIT

MÉXICO - Exportación ganado México a EEUU, estable en 2011/12


Las exportaciones de ganado de México hacia Estados Unidos, que crecieron a inicios del año por una sequía que golpeó Texas, se mantendrán elevadas por los atractivos precios en ese país.

La exportación de ganado en pie a Estados Unidos se dispararon un 38 por ciento de enero a abril, comparado contra el mismo lapso del año pasado.

El Gobierno mexicano espera que la exportación de ganado en pie en el 2011/12 sea de entre 1.1 y 1.2 millones de cabezas, cantidad en línea con los 1.14 millones del ciclo actual, dijo a Reuters Hugo Fragoso, director general de salud animal de la Secretaría de Agricultura.

"Es muy probable que se comporte igual, porque la demanda es muy buena, el precio es muy bueno en los Estados Unidos, entonces esto atrae a los productores", dijo Fragoso en su oficina en la Ciudad de México.

Además los elevados precios de los granos están encareciendo la alimentación de los animales, lo que también impulsa las exportaciones, dijo el funcionario.

Los precios de la carne también se han elevado en México por los mayores costos de alimentación del ganado, pero es poco probable que suban más, explicó.

"El precio no puede subir más porque la gente dejaría de comprarlo", dijo.

En el 2005/06, México exportó 1.26 millones de cabeza de ganado a Estados Unidos, pero en 2008/09 bajaron hasta 810,000 cabezas ante una caída de los precios en el mercado estadounidense, recordó.

El grueso del ganado es exportado desde los norteños estados de Sonora y Chihuahua.

México exporta ganado Estados Unidos, pero después importa carne procesada para cubrir la demanda nacional.

México se ubicó el año pasado como el segundo mayor destino de las exportaciones de carne de Estados Unidos por volumen, escoltando a Canadá, según cifras del Departamento de Agricultura estadounidense.

(Reporte de Mica Rosenberg)

FONTE: Agromeat

sábado, 11 de junho de 2011

URUGUAY - La mitad de los productores se resiste a vender a los precios actuales de la industria

José Aicardi de MEGAAGRO

De cuatro camiones ofrecidos, la mitad se resiste a vender a los precios que pasa la industria, indicó el operador José Aicardi, de la firma MEGAAGRO, al referirse a la reacción de los productores cuando se le pasan los valores que está ofreciendo la industria. Situó los valores al final de la semana entre US$ 3,85 y 3,90 para los buenos novillos, aunque hay plantas que insisten en cotizar a 3,80 en segunda balanza. La baja en esta categoría fue muy fuerte y ello genera esa reacción del invernador, que prefiere seguir metiéndole más kilos a su ganado. Aicardi consideró que luego de continuas bajas muy abruptas del precio del novillo esa tendencia deberá atenuarse. “No queda más para bajar”, consideró.

Menos fuerte fue el impacto en el precio de las vacas que cotizan entre US$ 3,70 y 3,75, aunque también se pasan valores de hasta 3,60 y ello podría determinar que se faenaran más vacas, aunque no hay una oferta abultada.

Los embarques se mantienen más allá de una semana, en general se marcan fechas a 10/12 días de la concreción de las compras.
FONTE: Rafael Tardáguila

URUGUAY - Un abrupto inicio de la pos zafra

Culminada la operativa para el Hilton 2010/11, la industria frigorífica frenó en seco el ritmo de actividad y la faena a partir de la semana pasada —culminada el 4 de junio— se derrumbó en algo más de 20%, unas 9 mil menos que el ritmo en el que venía operando las tres semanas anteriores, del orden de las 42-43 mil cabezas.

Los frigoríficos aducen que con el novillo cotizando por encima de los US$ 4 perdían cerca de US$ 100 por animal faenado. Con una carcasa de 230 kilos, implicaría un “rojo” de US$ 0,43 por kilo carcasa. La reducción de la actividad, por lo tanto, responde a esta lógica. “Cuanto más trabajás, más perdés”, comentó a Negocios Ganaderos un industrial frigorífico.

Sin embargo, los industriales aseguran que los números están en un rojo intenso. Plantas cerradas, envío de personal al seguro de paro, reducción del ritmo de actividad de faena, son todas consecuencias de este mal momento por el que atraviesa el sector. Para empeorar algo más la situación, el presidente auguró que “algún frigorífico va a caer”, quizás para poder luego, de concretarse esa eventualidad, hacer la del comentarista deportivo y afirmar, con orgullo: “lo dijimos”.Las condiciones del mercado internacional parecen estar empezando a mejorar, aunque todavía de forma muy paulatina. El enfriado en Europa logra cotizaciones por encima de las que se alcanzaban un par de semanas atrás, en tanto que en Rusia parece haberse encontrado un piso.

La forma lógica de reducir la presión alcista sobre los precios es atenuar la demanda, y eso es lo que hicieron los frigoríficos en estas dos últimas semanas. Se asegura que hay elevados volúmenes de carne en las cámaras a la espera de mejoras en las condiciones del mercado internacional.

Las expectativas, por lo tanto, son que la faena siga baja por varias semanas y que si eventualmente los fríos elevan en algo la oferta, la industria optará por estirar las entradas a planta y mantener la presión a la baja sobre los precios. Si la pérdida es de US$ 0,43 por kilo, el precio para los industriales debería ubicarse entre US$ 3,55 y US$ 3,60 para los novillos. Sin embargo, en las actuales condiciones de baja oferta de hacienda —condición que no cambiará por 2011 y 2012— no parece probable que los frigoríficos logren este objetivo.

Indicadores ganaderos

Referencia

Semana anterior

Año anterior

Variación anual

Reposición

Terneros hasta 140 kg

2,66

2,66

1,70

56%

Terneros generales hasta 200 kg

2,55

2,55

1,65

55%

Terneros Holando

1,50

1,50

1,05

43%

Terneras hasta 200 kg

2,05

2,05

1,26

63%

Novillos 1-2 años - 201 a 260 kg

2,12

2,12

1,42

49%

Novillos 2-3 años 261 a 360 kg

1,93

1,93

1,35

43%

Novillos más 3 años - más de 360 kg

1,97

1,95

1,30

52%

Vaquillonas 1-2 años 201 a 260 kg

1,90

1,95

1,18

61%

Vaquillonas más 2 años más de 260 kg

1,85

1,85

1,16

59%

Vientres preñados

750

750

400

88%

Vientres entorados

600

600

380

58%

Vacas de invernada

1,65

1,65

1,01

63%

Piezas de cría

380

380

260

46%

Referencias ganado gordo

Novillo especial (US$/k 2ª bal.)

3,95

4,00

2,67

48%

Vaca pesada (US$/k 2ª bal.)

3,70

3,70

2,42

53%

Ovinos

Ovejas de cría

90

90

62

45%

Borregos/as dl

95

95

60

58%

Capones

100

100

68

47%

Corderos/as

85

85

65

31%

Corderos para invernar

50

55

40

25%

Referencias ovinos gordos

Cordero pesado (US$/k 2ª)

5,61

5,58

3,90

44%

Capón (US$/k 2ª bal.)

5,47

5,45

3,55

54%

Oveja (US$/k 2ª bal.)

5,32

5,34

3,50

52%

Fuente: TARDÁGUILA AGROMERCADOS
Negocios Ganaderos. Precios en US$/kg o US$/cabeza

FONTE: Rafael Tardáguila

Preços das carnes fecham mais uma semana sem reação

Ofertas continuam altas e demanda segue estagnada
A intensificação do frio ainda e o pagamento dos salários de junho não recuperaram os preços das carnes como era esperado pelos produtores. A semana fecha com baixa nos valores de bovinos e manutenção das cotações de frangos e suínos, de acordo com dados do Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepea).

A arroba do boi registrou queda de 0,47% no acumulado do mês. A cotação está avaliada em R$ 98,21. Para o analista Alex Lopes da Silva, da Scot Consultoria, o recuo é reflexo das vendas de animais retidos durante a safra. “Ainda tem produtor colocando produto no mercado antes do início da entressafra, o que aumenta a oferta."

A demora na reação dos bovinos continua impactando os preços dos frangos. As cotações dos tipos resfriado e congelado não tiveram alteração na semana – permaneceram R$ 2,32/kg e R$ 2,44/kg respectivamente. Segundo o Cepea, outro complicador é o aumento dos custos de insumos (milho e farelo de soja) registrado no início do mês.

Mas o suinocultor enfrenta a pior situação. A cotação do quilo do animal vivo estacionou em R$ 2,02 – quase R$ 0,70 abaixo do valor considerado ideal pelos produtores. O aumento de custos também atrapalha. O milho teve aumento de 15% nos cinco primeiros meses de 2011 em comparação com o mesmo período do ano passado. “O consumo está lento. A suspensão das compras de carne de três estados por parte da Rússia aumenta ainda mais a disponibilidade interna”, afirma Silva.

FONTE: EPTV

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mercado da carne no mundo foi destaque no Congresso Internacional


As imposições do mercado internacional foram debatidas no primeiro dia do Congresso Internacional da Carne

O assunto predominante do Congresso Internacional da Carne, que acontece em Campo Grande (MS) de 07 a 09 de junho, foi o mercado da carne que o Brasil conquistou nos últimos anos e as consequências de representar 33% de toda carne exportada no mundo. “Nós estamos incomodamos”, resumiu o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat - Luciano Vacari. Hoje o Brasil é o primeiro exportador e o segundo produtor de carne do planeta.

Um claro sinal de que o crescimento incomoda o mercado externo é o tom de ameaça que a Rússia adotou nos últimos dias de embargo a 85 estabelecimentos alegando razões sanitárias, sem aviso prévio ao governo brasileiro. “O governo tem que tomar posições firmes para evitar que isso aconteça e todos os esforços são necessários”, pontuou o presidente da Acrimat, José João Bernardes. Para a Acrimat, o governo precisa interferir de forma incisiva nessa questão para que a imagem de produção de carne no Brasil não sofre prejuízo.

Segundo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, “até o final deste mês de junho a situação deverá ser resolvida”. Ele ressaltou que “uma missão deve ir à Rússia nos próximos dias, com documentos de análises de laboratórios para atender as exigências fitossanitárias do governo russo”.

Participam do Congresso Internacional da Carne a diretoria da Acrimat, os representantes da associação de oito regiões de Mato Grosso e lideranças do setor produtivo. “Assuntos relevantes estão sendo discutidos aqui no evento e os rumos do setor para os próximos anos são pontuados por especialistas do mundo inteiro e essas informações são estratégicas para o nosso negocio”, disse o presidente da Acrimat. O evento promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) em conjunto com o International Meat Secretariat (IMS), conta com a participação de 19 estados e 11 países.

FONTE: assessoria de imprensa da Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat.

Campanhas publicitárias desmistificam idéia de que comer carne faz mal

Os benefícios da carne vermelha na alimentação humana devem ser fortemente ressaltados, da mesma forma que os equívocos de que a carne provoca doenças devem ser desmistificados através de campanhas publicitárias. O tema foi defendido por especialistas, na manhã desta quinta-feira (09), no Congresso Internacional da Carne 2011. “Muita gente acredita que a carne é feita na bandeja de supermercado, assim como o leite na caixinha. É preciso desmistificar essa imagem que o consumidor urbano tem da carne”, defendeu o diretor do Instituto de Estudos Econômicos, da Sociedade Rural Argentina, Juan José Grigera Naón.

Com o tema “Construindo confiança na agropecuária de hoje”, o especialista dos Estados Unidos, Philip Bradshaw, falou sobre os mitos e campanhas publicitárias relacionados ao consumo do carne. “Tem grupos que relacionam a carne a doenças como obesidade e morte precoce. Mas não são eles que produzem alimento. São campanhas inverídicas, contra o consumo de carne. Por causa dessas propagandas, o consumo nos EUA diminuiu. Precisamos derrubar esses mitos e inverdades”, enfatizou Bradshaw. Para ele, os consumidores precisam ouvir o outro lado da história e conhecer melhor os processos de produção da carne. “As pessoas precisam saber que carne é segura e não causa problema nenhum”, ressaltou.

O especialista que veio falar da experiência australiana no marketing da carne, John Cox, também compartilha da mesma opinião de que a publicidade deve ser usada em benefício da promoção da carne. “Precisamos entender melhor os hábitos dos consumidores e fazer campanhas sobre a importância nutricional da carne na alimentação humana”, citou. Segundo ele, a nutrição deve ser o principal foco do marketing da carne.

No período da manhã, no painel sobre marketing e organização setorial foram apresentadas ainda as palestras “Colômbia: País de Oportunidades”, com José Félix Lafaurie Rivera e a palestra “Marketing da carne brasileira: perspectivas e desafios”, do representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio.

Congresso da Carne 2012

O Congresso desse ano ainda nem terminou, mas os franceses já estão adiantados na organização do evento para o próximo ano, que acontecerá em Paris no dia 4 de junho. “Como seria o mundo sem carne¿” Essa será uma das principais abordagens que será apresentada no evento do ano que vem, de acordo com o chefe da Organização do Congresso Mundial da Carne 2012, Jean Louis Bignon. Segundo ele, o evento espera a participação de mil pessoas de todo o mundo. O Congresso irá abordar ainda temas como tecnologia, políticas internacionais, bem estar animal, demanda de carne no mundo, dieta saudável, entre outros.

O Congresso Internacional da Carne é uma realização do International Meat Secretariat (IMS/Opic) em conjunto com a Famasul. O evento tem o apoio do Ministério da Agriculturra, Pecuária e Abastecimento, da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural – FUNAR e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS – Senar/MS, do Fórum Permanente da Pecuária de Corte da CNA, do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Convention Visitors Bureau, e é patrocinado por John Deere, Marfrig, Seara, AllFlex, JBS, Safe Trace, Valefert, Serrana Nutrição Animal, Fecomércio, Sindan, Sebrae, Fiems e Banco do Brasil.
FONTE: Sato Comunicação

Os desafios para mudar a imagem do setor de carne


Como mostrar que a proteína vermelha é produzida com sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental foi o ponto alto das discussões no Congresso Internacional da Carne

É indiscutível a importância da carne vermelha no mundo para a saúde do homem e para a econômica, mas é indiscutível também que a sociedade aponta o dedo para o produtor como responsável pela destruição ambiental. Uma responsabilidade computada apenas ao setor produtivo, sem mesurar o seu trabalho em produzir alimento para o mundo e preserva o meio ambiente através de reservas que chegam a 80% de sua propriedade, como a lei determina no bioma amazônico por exemplo. “O problema da Amazônia não é problema da pecuária, mas da ausência do estado”, apontou o representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat – representante da pecuária mato-grossense, responsável pelo maior rebanho do Brasil com quase 30 milhões e cabeças, trabalho junto aos seus associados nesse rumo. “Por enquanto estamos vendo a porteira à nossa frente e a o caminho para toda essa mudança efetivamente acontece depois dela”, disse o presidente da Acrimat, José João Bernardes. Ele ressaltou que a associação vem fazendo um trabalho preliminar que é o de conscientização do produtor de que “toda mudança passa por ele, tanto no que se refere aos recursos para mover uma campanha pesada de marketing, como de se engajar em mudanças de conceitos e de produção”.

O dirigente da Acrimat explica que diversas ações estão sendo desenvolvidas pelo setor no Brasil e no mundo para quebrar o preconceito com o setor produtivo “mas temos que fazer isso sem olhar para o passado, pois as regras mudaram e não podemos falar de passivos ambientais em um país que tem 62% de seu território preservado, isso é prova incontestável que temo ativos e não passivos”. Bernardes lembra que a Europa e os Estados Unidos não podem dizer o mesmo, pois só possuem passivo ambiental, e mesmo assim promovem discussão sem mencionar o que fizeram no passado. “Mato Grosso é campeão em produtividade no agronegócio e 64% das nossas terras estão intactas, por isso podemos afirmar que somos credores ambientais do mundo e o produtor tem que se preparar para explicar isso aos consumidores, com orgulho de produzir proteína vermelha com sustentabilidade”, ponderou.

Diante dessa urgência em preparar o produtor para esse novo mercado está participando do Congresso Internacional da Carne uma comitiva de 40 pessoas do setor da pecuária de Mato Grosso. São dirigentes, representantes da associação de oito regiões de Mato Grosso, lideranças do setor produtivo e jornalistas. O evento foi promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) em conjunto com o International Meat Secretariat (IMS), conta com a participação de 19 estados e 11 países.
Congresso da Carne 2012

O Congresso desse ano ainda nem terminou e os franceses já estão adiantados na organização do evento para o próximo ano, que acontecerá em Paris no dia 4 de junho. “Como seria o mundo sem carne?” Essa será uma das principais abordagens do evento do ano que vem, de acordo com o chefe da Organização do Congresso Mundial da Carne 2012, Jean Louis Bignon. A França espera a participação de mil pessoas de todo o mundo no Congresso, que vai ainda abordar temas como tecnologia, políticas internacionais, bem estar animal, demanda de carne no mundo, dieta saudável, entre outros.

FONTE:assessoria de imprensa da Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat.

Rabobank: maiores custos de produção no Brasil mantêm preços altos da carne

Os preços mundiais da carne bovina deverão se manter altos em longo prazo considerando os maiores custos para criação de gado no Brasil e a falta de um sucessor óbvio como produtor mundial de baixo custo.

O impacto nos custos de produção de fatores como competição pela terra com produtores de grãos e açúcar, e a valorização da moeda brasileira, tem reduzido as vantagens de custos, que levou o país ao topo do ranking de exportadores de carne bovina mundialmente, disse o Rabobank.

"Os aumentos nos preços do gado brasileiro impactaram em sua competitividade no mercado mundial de carne bovina", disse a analista do Rabobank, Wendy Voss, dizendo que uma "onda" desde 2008 tem levado os preços acima dos preços da Austrália em termos de dólares norte-americanos. "Isso seria impensável há cinco anos".

"As regiões do norte tendem a ser mais distantes dos consumidroes e dos portos de envio de exportação", disse Voss, notando que Rondônia fica a 2.500 quilômetros, em grande parte em estradas em más condições, de Santos, onde fica o principal porto do Brasil para a carne bovina, bem como para muitas outras commodities. "Os custos de desenvolvimento da terra tendem a ser maiores", requerendo aplicações de cal, minerais e fertilizantes, custando cerca de US$ 600 por acre.

Mesmo assim, o rebanho bovino no norte do Brasil, incluindo Rondônia, mais que triplicou para 35 milhões de cabeças desde 1985, excedendo a população na região Sudeste, incluindo estados como São Paulo, onde o número de animais tem declinado. Os aumentos significam que "os dias de carne bovina barata e amplamente disponível do Brasil parecem ter acabado", disse Voss. "Os preços do gado brasileiro provavelmente permanecerão acima de níveis históricos".

Embora os maiores custos de produção do país estejam direcionando parte da demanda por carne bovina para rivais como Nova Zelândia e Uruguai, além de gigantes históricos como Austrália e Estados Unidos, "parece não haver um sucessor óbvio para a coroa brasileira".

"Assim, à medida que a demanda por carnes nos mercados em desenvolvimento continua aumentando e a demanda nos mercados desenvolvidos se recupera, o mundo precisará pagar preços maiores pela carne bovina para estimular a oferta global de carne".

A demanda no Brasil, que ainda consome cerca de 80% de sua produção doméstica de carne bovina, está sendo estimulada junto com o crescimento populacional por um crescente gosto por carnes, com o consumo per capita aumentando de 34 quilos em 2004 para 37 quilos em 2009.

FONTE:Agrimoney, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Cade x Brasil Foods

Num dos votos mais duros da história do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o relator do caso Sadia-Perdigão, Carlos Ragazzo, reprovou a fusão entre as empresas, que criou a Brasil Foods. O julgamento foi suspenso pelo pedido de vista do conselheiro Ricardo Ruiz e deve ser retomado na próxima quarta-feira. Ainda faltam quatro conselheiros para votar. As ações da BRF caíram 8,14%, incluindo as operações feitas logo após o fim do pregão.

O caso vem sendo analisado há dois anos e um mês. O negócio já passou pelo Ministério da Fazenda e pela procuradoria do Cade, que o aprovaram com sérias restrições. O voto de Ragazzo é de longe o mais rígido. Ele não só rechaçou a venda apenas de marcas de "combate" (as mais populares), como também disse que é insuficiente se desfazer da Sadia - o pior cenário com que a BRF trabalhava até agora.

"A fusão poderia provocar danos severos aos consumidores, gerando aumento de preço e inflação que compromete a renda", disse Ragazzo. "Não estamos falando de artigos de luxo, mas de comida, principalmente para as classes C e D." As concentrações de mercado chegam a mais de 50% em todos os produtos, podendo atingir 90%, segundo o Cade.

O relator tentou desconstruir os argumentos da BRF. Ele descartou que a fusão gere eficiências suficientes, rebateu que a operação é necessária para criar um gigante exportador e questionou o argumento de que o negócio foi a salvação da Sadia, que estava afundada em dívidas com as perdas provocadas pelo uso de instrumentos financeiros.

Após sete horas de leitura do voto do relator, com mais de 500 páginas, o julgamento foi adiado por uma polêmica intervenção do conselheiro Ruiz. Ele chegou a sinalizar um voto a favor da reprovação, argumentando que o acordo sugerido pela BRF era uma "coordenação de cartel", mas pediu vista do processo por uma semana.

De acordo com o vice-presidente de assuntos corporativos da Brasil Foods, Wilson Mello Neto, esse tempo será aproveitado para conversar com conselheiros que ainda não votaram. No último mês, a empresa vinha intensificando essa articulação. "Continuamos a trabalhar numa solução negociada. Estamos otimistas de que ainda faltam quatro votos, para que não haja solução radical, como a reprovação da fusão", disse o executivo da BRF.

Para BRF, a fusão é pró-competitiva e não trará prejuízos

"A BRF discorda do posicionamento do relator. A companhia considera o pedido de vistas positivo, por entender que o caso é complexo e agora, com o pedido de vistas, os demais quatro conselheiros terão mais tempo para avaliar a questão", anunciou a companhia.

"A aprovação da fusão é pró-competitiva e não trará prejuízo aos milhões de consumidores atendidos por suas marcas, que se beneficiarão das eficiências geradas pelo negócio, em especial com relação à efetiva queda de preços", afirma a BRF em comunicado.

Para exemplificar, a empresa diz que, no ano de 2010, os preços da BRF tiveram aumento médio de 3,6%, índice bem abaixo da inflação.

FONTE: O Estado de São Paulo e Brasil Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Brasil vai atender exigências da Rússia sobre carnes


Governo quer evitar início do embargo à carne, no dia 15

Apesar de considerar exageradas as exigências da Rússia que levaram à suspensão da compra de carne brasileira, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse ontem que o Brasil vai se preparar para atender esse tipo de demanda e, assim, evitar crises de exportação no setor. O processo de adaptação envolve a realização das vistorias prometidas ao governo russo nas plantas produtivas, tarefa que deve ter início na próxima semana, e o reforço da estrutura de laboratórios.

Por enquanto, para evitar que o bloqueio seja efetivamente aplicado, Rossi destaca que a estratégia será a de negociação. Segundo ele, o vice-presidente, Michel Temer, enviou uma carta ao primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, pedindo que não seja aplicado de imediato o embargo às compras de carnes brasileiras, previsto para se iniciar em 15 de junho.

Segundo Rossi, o ideal seria o cumprimento do cronograma de atividades firmado com autoridades russas em meados de maio, quando Temer esteve em Moscou, em missão realizada para ampliar o comércio entre os dois países. Na ocasião, o Ministério da Agricultura garantiu ao serviço veterinário russo que faria novas auditorias em todas as indústrias de carnes bovina, suína e de aves habilitadas a exportar para a Rússia. "Essa programação está mantida e as vistorias devem começar na próxima semana", disse Rossi. Na impossibilidade de que seja mantido o cronograma acertado anteriormente, a meta é que seja aplicado um "waiver" (perdão), prorrogando por 15 dias o início da vigência do embargo pela Rússia.

"Parece que há certo descompasso entre os órgãos do governo russo", declarou Rossi, lembrando do acerto que havia sido firmado em meados de maio. A crise que envolve a venda de carnes para a Rússia está sendo monitorada continuamente pela equipe dos ministérios da Agricultura, Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Além disso, as discussões envolvem também os dirigentes das principais instituições que representam o setor produtivo de carnes, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) e a União Brasileira de Avicultura (Ubabef). A primeira reunião com o setor produtivo, destacou o ministro, "não foi uma reunião de flores, mas de responsabilidades".

O ministro da Agricultura lembrou que o Brasil deveria estar preparado para atender as exigências russas, embora ressalvando que os critérios solicitados não são os mesmos usualmente exigidos por outros mercados. "Não adianta criticar o nosso cliente. Antes de discutir sobre a necessidade dos exames solicitados, temos de fazer a lição de casa. Mesmo que sejam pedidos absurdos, são pedidos do nosso cliente", constatou Rossi.

Para garantir que todos os exames solicitados em relação às carnes brasileiras sejam rapidamente realizados, Rossi admitiu que é preciso investir na rede de laboratórios. "Vou levar à presidente Dilma um pedido especial para que tenhamos um processo de atualização e que nossos laboratórios alcancem um patamar novo." O ministro ressaltou que 17% das exportações do agronegócio envolvem o setor de carnes, ao justificar a importância dos investimentos no setor.
FONTE:JORNAL DO COMERCIO

Desafios na exportação de gado em pé


O presidente da Abeg-Associação Brasileira dos Exportadores de Gado, Daniel Freire, comenta os desafios da exportação de gado em pé, um mercado que em 2010 movimentou US$ 659 milhões.



A exportação brasileira de carne fresca ou gado vivo Antes de quaisquer considerações a respeito da exportação de gado vivo é preciso entender como funciona a atividade. Trata-se de um nicho de mercado que depende de uma série de fatores, entre os quais, a proximidade geográfica, competitividade de preços, qualidade dos animais e exigências dos países importadores.

Na realidade, o que se exporta é carne fresca, ou seja, uma iguaria, não trata-se de exportação de gado vivo para abate e sim para abate e comercialização imediatos, porquanto, não faz nenhum sentido a importação de animais vivos para resfriar e congelar a carne, uma vez que, ficaria muito mais barato importar a carne resfriada ou congelada.

A logística é sofisticada e cara, envolve o cumprimento da Instrução Normativa n° 13, que normatizou e organizou a atividade, que exige, entre outras coisas a criação dos estabelecimentos de Pré-Embarque - EPE, onde o gado deve permanecer no mínimo 24 horas para exame dos Fiscais Veterinários Federais, cuja localização deve estar a uma distancia máxima de 4 horas do porto.

Hoje os exportadores utilizam o que há de mais moderno em logística, a logística denominada pelos americanos de: - "just in time". A preparação dos animais é cuidadosa, o transporte e confinamento nas EPEs envolve caminhões com carrocerias que obedeçam as normas legais, currais preparados e pessoal treinado de forma a cumprir as exigências internacionais de "boas práticas animais".

Os fretes, por sua vez, não são baratos, porquanto, os navios utilizados são construídos para carga viva e possuem sistema de aeração especial, currais, sistemas de distribuição de agua e alimentos, além de depósitos especiais de alimentos e pessoal treinado. Acresce, ainda, o preço do seguro, os animais exportados são segurados e a mortalidade hoje é zero ou bem próximo de zero.

Com o dólar em queda livre e a alta do preço do boi, o Brasil perdeu a competitividade na exportação de gado vivo, o Oriente Médio está sendo suprido hoje por países da África Oriental (Sudão, Somália e Etiópia), com boi até 40% mais barato que o nosso e pela França com seu gado preto e branco, com preço até 30% mais barato que o brasileiro. O maior cliente do Brasil em matéria de gado vivo é a Venezuela, que chegou a ser destino de 96% das nossas exportações de animais vivos para abate.

Até 31 de dezembro de 2010, a Venezuela praticava dois câmbios para a conversão do dólar - 2,60 bolívares por dólar para a importação de alimentos e 4,30 para os demais produtos, todavia, nessa data o cambio foi unificado para 4,30, sem qualquer alteração no preço da carne fresca venezuelana. O impacto nas importações venezuelanas foi imediato, o importador perdeu poder de compra e as exportações brasileiras reduziram-se dramaticamente, após o cumprimento dos contratos anteriormente celebrados.

A exportação de gado vivo sempre foi uma atividade de risco, por se tratar de um nicho de mercado, um negócio de oportunidade, por ser uma iguaria e não um produto de primeira necessidade. Para que voltemos a exportar, pelo menos no volume de 2010, dependemos da estabilização do dólar, redução do frete, preço competitivo do boi brasileiro, e reajuste do preço da carne na Venezuela, ou seja, de fatores que independem da vontade do exportador de gado vivo.

Apesar de todas as dificuldades, os exportadores continuam trabalhando para a abertura de novos mercados com o objetivo de criar novas novas vias de comercialização e dar mais regularidade às exportações a longo prazo.

Daniel Freire é Presidente Nacional da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado

FONTE: DBO

Malásia certifica frigoríficos brasileiros para exportação

São Paulo - Enquanto o setor produtivo de carnes e o governo brasileiro se desdobram para resolver os embates comerciais e políticos com a Rússia, que pode adiar a decisão de embargar as importações de proteínas do País, definida para o dia 15 deste mês, a abertura das negociações com a Malásia já está bastante avançada. Prova disso é a aprovação sanitária e religiosa para dois frigoríficos bovinos, Marfrig de São Paulo, e Mataboi de Goiás, que devem receber a carta verde para suas negociações em julho deste ano.

Após a Rússia anunciar que a partir do dia 15 deste mês, irá barrar a entrada de carne brasileira no País, diversas lideranças do setor se reuniram com o ministro da Agricultura Wagner Rossi na última segunda-feira, para pedir atitudes em relação a retaliação. Em resposta o próprio ministro afirmou que vice-presidente da República, Michel Temer, encaminhou no dia 7 de junho uma carta ao primeiro-ministro Vladimir Putin pedindo que o cronograma estabelecido entre os dois países seja obedecido. "Parece que há um certo descompasso entre os órgãos de lá. Nosso vice-presidente pede que seja feita a suspensão do embargo temporário até que sejam esclarecidas as questões", anunciou Rossi.

Segundo fonte ligada ao setor, os dois países teriam uma reunião um dia antes da data definida para o embargo começar, onde seriam tratadas as condições para os russos entrarem na Organização Mundial do Comércio (OMC), que seria a real razão para a retaliação. Entretanto, para ganhar tempo e pressionar os russos em relação ao adiamento do embargo, integrantes do Itamaraty estavam conversando para adiar essa reunião, disse a fonte.

Na carta enviada a Putin, Temer solicitou uma reunião no começo da segunda quinzena deste mês para debater os motivos alegados para o embargo. "Nós pedimos para que o vice-presidente Michel Temer intervenha no assunto, para melhorar a hierarquia física nesse caso. Na carta que enviamos pedimos para os russos agendarem uma data na segunda quinzena deste mês. Além disso, pedimos para eles prorrogarem o prazo", contou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto.

Enquanto a situação com o maior mercado importador das carnes brasileiras não é resolvida, a Malásia já está pronta para abrir suas portas. Após uma missão ao Brasil em fevereiro, o diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Otávio Cançado esteve no país para dar andamento nas negociações. O resultado disso foi a habilitação de dois frigoríficos de bovinos. "Fui para a Malásia negociar a abertura do mercado para a carne bovina e de aves. Eles vieram em fevereiro para cá, e inspecionaram 22 frigoríficos, sendo vinte de aves.

Os 22 foram aprovados no ponto de vista sanitário. Entretanto somente os bovinos foram aprovados do ponto de vista do abate halal, que é uma exigência religiosa deles. Portanto, assim que recebermos o relatório final, que já saiu da analise técnica e está agora com o ministro deles, as duas plantas estarão habilitadas para negociar", afirmou.

O executivo não confirmou quais eram as plantas, entretanto, fonte ligada ao setor pecuário garantiu a planta da Mafrig, de São Paulo, e Mataboi de Goiás. "Não sabemos ainda quais são as plantas, mas no segundo semestre eles voltarão ao Brasil e podemos habilitar outros frigoríficos de carne bovina", disse.

As 20 plantas de aves não foram aprovadas em relação ao modo de abate halal instalado no País, segundo Cançado, a Malásia, possui regras mais severas em relação a isso. Muitos frigoríficos brasileiros que já adotaram o método, usam a eletricidade para abater suas aves, enquanto a Malásia pede que os frangos recebam o choque para minimizar a dor do animal, que ainda passará pela degola e pela sangria. "Os frigoríficos de aves não foram aprovados do ponto de vista halal, por uma questão muito simples: As empresas precisam se adequar à forma de abate, conforme as especificações religiosas deles, mas se os bovinos conseguem, as aves também podem fazer isso".

Segundo ele, no segundo semestre deste ano, a Malásia mandará uma missão ao Brasil, para treinar as certificadoras quanto ao método adequado para os abates. Na ocasião eles irão novamente visitar as unidades brasileiras, para somente então habilitar as plantas para exportação. "Na Malásia, que é o centro ortodoxo das questões halais, a exigência é maior. Acertei durante a visita, que os técnicos dos dois ministérios, o da agricultura deles, e o ministério da fé religiosa deles virão ao Brasil para dar um curso para as nossas certificadoras a respeito do abate halal."
FONTE:DCI