segunda-feira, 13 de junho de 2011
Oferta será decisiva para o mercado do boi gordo durante essa semana
RS: criadores investem em tecnologia visando ganho de produtividade e maior rentabilidade
A demanda crescente pela carne de qualidade é o principal motivo para que os produtores procurem criar animais com genética privilegiada. Com um preço maior pago pelos invernistas, e posterior revenda com garantia de bônus ao frigorífico, os criadores passaram a investir em novas tecnologias como a Inseminação Artificial com Tempo Fixo (IATF), no qual é feita em larga escala, no mesmo período.
"Com essa técnica, o terneiro será mais pesado e com genética melhor. Como os partos serão mais concentrados, o lote será mais homogêneo", explica o médico-veterinário da Área de Melhoramento e Genética Animal da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.
Os investimentos na busca de resultados a médio e longo prazo são uma prática que não deve ser abandonada, defende o professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Júlio Barcellos. Já a receita apresentada pelo professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Lobato, é definir um sistema de produção para avançar nos resultados. Para tanto, é preciso estabelecer três eixos, redução de idade de abate dos novilhos para dois ou 2,5 anos, redução da idade de primeiro serviço nas novilhas em cria para dois anos e meta de 80% de desmame do gado adulto. "Com esse sistema, podemos chegar a uma taxa de desfrute de 28%, considerada ideal. Atualmente, o índice no Estado é de 22%", salientou.
Lobato também destaca que a especialização dos produtores também é uma tendência cada vez mais forte.
FONTE: Zero Hora
BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
Feicorte estimula consumo de carne

Boi gordo apresentou leve aumento durante a semana no RS
domingo, 12 de junho de 2011
Congresso da Carne fortalece os elos da cadeia produtiva

A estratégia agora é investir no marketing

A carta na manga, desta vez, será mostrar no exterior a história da pecuária nacional
Enviada especial a Campo Grande*
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vai reforçar as ações em prol do marketing da carne brasileira no mercado internacional. A carta na manga desta vez é mostrar a história da pecuária nacional, seus personagens e o sucesso de uma atividade que só no Pantanal tem mais de 250 anos de existência. A nova propaganda da carne bovina, dentro do programa que já existe, o `Brazilian Beef`, vai além da máxima da qualidade para vender a imagem da produção sustentável.
Esse realinhamento estratégico nasce com a missão de derrubar o que a entidade classifica de "esteriótipo do pecuarista devastador", aquele que derruba tudo para produzir. "Essa história está sendo contada por pessoas com interesses em ferir a competitividade nacional, são ONGs e concorrentes. Não é uma história que é contada por brasileiros", argumenta o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio.
Como explica, nesta primeira década do século XXI, o Brasil surgiu no mercado internacional e logo tomou a dianteira na preferência dos consumidores "e é claro que isso despertou à atenção do mundo e então passaram a associar a imagem da carne bovina brasileira à devastação. Hoje, não existe isso. A abertura de áreas para pastagens foi um movimento iniciado há mais de 40 anos e incentivado pelo Estado brasileiro. Assim como os norte-americanos, nós temos de ter orgulho do segmento e por isso temos de contar a nossa história agora". O diretor executivo afirma ainda que a ocupação da Amazônia reflete um problema de ausência de Estado e não da produção de carne.
A Abiec quer mostrar que a pecuária foi responsável pela evolução do país e vice e versa. "O que precisa ficar claro é que a pecuária é indutora de mobilidade social, como também de integração nacional. Chegou a vez do markting da pecuária e não apenas da carne".
Com este novo posicionamento frente ao mercado internacional e em parceria com o Itamaraty, a Abiec foca a conquista de consumidores mais rentáveis, ou seja, àqueles que podem pagar a mais pelo quilo da carne bovina. Entre os mercados com negociações em andamento e que podem pagar mais, estão a Turquia, México e Indonésia, como também, a reconquista do Chile - mercado rentável - que deixou de importar a carne brasileira após casos de febre aftosa em 2005. De lá para cá, o Paraguai passou a abastecer o consumo chileno de forma bastante agressiva. Para 2011 a previsão da Abiec é de atingir receita de US$ 5 bilhões com a exportações de carnes bovinas, cifras que se confirmadas estarão cerca de 10% acima do resultado obtido no ano passado.
A pressa em se romper o esteriótipo pode ser entendida diante das perspectivas traçadas ao consumo da carne bovina, por exemplo, nos próximos dez anos o mundo demandará 3,6 milhões de toneladas e o Brasil, como reforça Sampaio, somente o Brasil terá condições de dar essa resposta e "de forma sustentável".
A oportunidade à carne nacional está na expansão dos mercados consumidores e na diversidade da produção. Como aponta Sampaio, além de tirar o rótulo, é necessário ratificar os diferenciais da carne, já que o mercado está cada vez mais equilibrado.
"Lá atrás a carne brasileira vendia porque era boa e barata. No entanto, os preços estão balizados em nível mundial e chegou o momento de vender diferenciais, nichos, como a carne orgânica, de confinamento, precoce, fazendo propaganda de tudo aquilo que é feito nas fazendas. A pergunta é: o que o mercado quer. Temos de inverter a cadeia de produção".
DESAFIOS
Sampaio lembra que o Brasil precisa se readaptar a nova ordem do mercado. O período de boi barato e abundante se foi, os preços estão balizados, o câmbio corrói as exportações e tudo isso está mimando a competitividade do produto brasileiro chamado carne. "E o desafio interno nacional para assegurar o potencial de abastecer a demanda mundial requer a missão de aprender a lidar com o câmbio atual - que não vai mudar no curto e no médio prazo -, criar formas de reduzir o abate de fêmeas - que restringe a oferta do boi e encare preços do gado de reposição - e eliminar o seu esteriótipo. Teremos de ser competitivos com todos esses novos problemas".
EMBARGO
Sampaio avalia que o veto russo à importação de carnes brasileiras está relacionado às questões político-econômicas da Rússia e que as carnes bovinas acabaram sendo impedidas à reboque da suína e de aves. "A medida é protecionista porque o país quer ampliar a produção doméstica de aves e suínos. A restrição não tem fundo sanitário, porque quando isso ocorre se fecham as importações de um estado, neste caso foram somente plantas frigoríficas embargadas. O boi entrou de gaiato na história e mesmo assim, das 85 plantas, 24 são de bovinos nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e apenas 41 continuam aptas ao consumo russo". Indagado, Sampaio frisa que as 41 podem tranquilamente suprir os embarques. (MP)
Para produtor norte-americano a comunicação é um grande aliado da Defesa
MÉXICO - Exportación ganado México a EEUU, estable en 2011/12

sábado, 11 de junho de 2011
URUGUAY - La mitad de los productores se resiste a vender a los precios actuales de la industria
URUGUAY - Un abrupto inicio de la pos zafra
Culminada la operativa para el Hilton 2010/11, la industria frigorífica frenó en seco el ritmo de actividad y la faena a partir de la semana pasada —culminada el 4 de junio— se derrumbó en algo más de 20%, unas 9 mil menos que el ritmo en el que venía operando las tres semanas anteriores, del orden de las 42-43 mil cabezas.
Los frigoríficos aducen que con el novillo cotizando por encima de los US$ 4 perdían cerca de US$ 100 por animal faenado. Con una carcasa de 230 kilos, implicaría un “rojo” de US$ 0,43 por kilo carcasa. La reducción de la actividad, por lo tanto, responde a esta lógica. “Cuanto más trabajás, más perdés”, comentó a Negocios Ganaderos un industrial frigorífico.
Sin embargo, los industriales aseguran que los números están en un rojo intenso. Plantas cerradas, envío de personal al seguro de paro, reducción del ritmo de actividad de faena, son todas consecuencias de este mal momento por el que atraviesa el sector. Para empeorar algo más la situación, el presidente auguró que “algún frigorífico va a caer”, quizás para poder luego, de concretarse esa eventualidad, hacer la del comentarista deportivo y afirmar, con orgullo: “lo dijimos”.Las condiciones del mercado internacional parecen estar empezando a mejorar, aunque todavía de forma muy paulatina. El enfriado en Europa logra cotizaciones por encima de las que se alcanzaban un par de semanas atrás, en tanto que en Rusia parece haberse encontrado un piso.
La forma lógica de reducir la presión alcista sobre los precios es atenuar la demanda, y eso es lo que hicieron los frigoríficos en estas dos últimas semanas. Se asegura que hay elevados volúmenes de carne en las cámaras a la espera de mejoras en las condiciones del mercado internacional.
Las expectativas, por lo tanto, son que la faena siga baja por varias semanas y que si eventualmente los fríos elevan en algo la oferta, la industria optará por estirar las entradas a planta y mantener la presión a la baja sobre los precios. Si la pérdida es de US$ 0,43 por kilo, el precio para los industriales debería ubicarse entre US$ 3,55 y US$ 3,60 para los novillos. Sin embargo, en las actuales condiciones de baja oferta de hacienda —condición que no cambiará por 2011 y 2012— no parece probable que los frigoríficos logren este objetivo.
Indicadores ganaderos | ||||
Referencia | Semana anterior | Año anterior | Variación anual | |
Reposición |
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Terneros hasta 140 kg | 2,66 | 2,66 | 1,70 | 56% |
Terneros generales hasta 200 kg | 2,55 | 2,55 | 1,65 | 55% |
Terneros Holando | 1,50 | 1,50 | 1,05 | 43% |
Terneras hasta 200 kg | 2,05 | 2,05 | 1,26 | 63% |
Novillos 1-2 años - 201 a 260 kg | 2,12 | 2,12 | 1,42 | 49% |
Novillos 2-3 años 261 a 360 kg | 1,93 | 1,93 | 1,35 | 43% |
Novillos más 3 años - más de 360 kg | 1,97 | 1,95 | 1,30 | 52% |
Vaquillonas 1-2 años 201 a 260 kg | 1,90 | 1,95 | 1,18 | 61% |
Vaquillonas más 2 años más de 260 kg | 1,85 | 1,85 | 1,16 | 59% |
Vientres preñados | 750 | 750 | 400 | 88% |
Vientres entorados | 600 | 600 | 380 | 58% |
Vacas de invernada | 1,65 | 1,65 | 1,01 | 63% |
Piezas de cría | 380 | 380 | 260 | 46% |
Referencias ganado gordo |
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Novillo especial (US$/k 2ª bal.) | 3,95 | 4,00 | 2,67 | 48% |
Vaca pesada (US$/k 2ª bal.) | 3,70 | 3,70 | 2,42 | 53% |
Ovinos |
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Ovejas de cría | 90 | 90 | 62 | 45% |
Borregos/as dl | 95 | 95 | 60 | 58% |
Capones | 100 | 100 | 68 | 47% |
Corderos/as | 85 | 85 | 65 | 31% |
Corderos para invernar | 50 | 55 | 40 | 25% |
Referencias ovinos gordos |
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Cordero pesado (US$/k 2ª) | 5,61 | 5,58 | 3,90 | 44% |
Capón (US$/k 2ª bal.) | 5,47 | 5,45 | 3,55 | 54% |
Oveja (US$/k 2ª bal.) | 5,32 | 5,34 | 3,50 | 52% |
Fuente: TARDÁGUILA AGROMERCADOS | ||||
FONTE: Rafael Tardáguila
Preços das carnes fecham mais uma semana sem reação
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Mercado da carne no mundo foi destaque no Congresso Internacional

Campanhas publicitárias desmistificam idéia de que comer carne faz mal
Os desafios para mudar a imagem do setor de carne
Rabobank: maiores custos de produção no Brasil mantêm preços altos da carne
Cade x Brasil Foods
Brasil vai atender exigências da Rússia sobre carnes
Desafios na exportação de gado em pé
O presidente da Abeg-Associação Brasileira dos Exportadores de Gado, Daniel Freire, comenta os desafios da exportação de gado em pé, um mercado que em 2010 movimentou US$ 659 milhões.
A exportação brasileira de carne fresca ou gado vivo Antes de quaisquer considerações a respeito da exportação de gado vivo é preciso entender como funciona a atividade. Trata-se de um nicho de mercado que depende de uma série de fatores, entre os quais, a proximidade geográfica, competitividade de preços, qualidade dos animais e exigências dos países importadores.
Na realidade, o que se exporta é carne fresca, ou seja, uma iguaria, não trata-se de exportação de gado vivo para abate e sim para abate e comercialização imediatos, porquanto, não faz nenhum sentido a importação de animais vivos para resfriar e congelar a carne, uma vez que, ficaria muito mais barato importar a carne resfriada ou congelada.
A logística é sofisticada e cara, envolve o cumprimento da Instrução Normativa n° 13, que normatizou e organizou a atividade, que exige, entre outras coisas a criação dos estabelecimentos de Pré-Embarque - EPE, onde o gado deve permanecer no mínimo 24 horas para exame dos Fiscais Veterinários Federais, cuja localização deve estar a uma distancia máxima de 4 horas do porto.
Hoje os exportadores utilizam o que há de mais moderno em logística, a logística denominada pelos americanos de: - "just in time". A preparação dos animais é cuidadosa, o transporte e confinamento nas EPEs envolve caminhões com carrocerias que obedeçam as normas legais, currais preparados e pessoal treinado de forma a cumprir as exigências internacionais de "boas práticas animais".
Os fretes, por sua vez, não são baratos, porquanto, os navios utilizados são construídos para carga viva e possuem sistema de aeração especial, currais, sistemas de distribuição de agua e alimentos, além de depósitos especiais de alimentos e pessoal treinado. Acresce, ainda, o preço do seguro, os animais exportados são segurados e a mortalidade hoje é zero ou bem próximo de zero.
Com o dólar em queda livre e a alta do preço do boi, o Brasil perdeu a competitividade na exportação de gado vivo, o Oriente Médio está sendo suprido hoje por países da África Oriental (Sudão, Somália e Etiópia), com boi até 40% mais barato que o nosso e pela França com seu gado preto e branco, com preço até 30% mais barato que o brasileiro. O maior cliente do Brasil em matéria de gado vivo é a Venezuela, que chegou a ser destino de 96% das nossas exportações de animais vivos para abate.
Até 31 de dezembro de 2010, a Venezuela praticava dois câmbios para a conversão do dólar - 2,60 bolívares por dólar para a importação de alimentos e 4,30 para os demais produtos, todavia, nessa data o cambio foi unificado para 4,30, sem qualquer alteração no preço da carne fresca venezuelana. O impacto nas importações venezuelanas foi imediato, o importador perdeu poder de compra e as exportações brasileiras reduziram-se dramaticamente, após o cumprimento dos contratos anteriormente celebrados.
A exportação de gado vivo sempre foi uma atividade de risco, por se tratar de um nicho de mercado, um negócio de oportunidade, por ser uma iguaria e não um produto de primeira necessidade. Para que voltemos a exportar, pelo menos no volume de 2010, dependemos da estabilização do dólar, redução do frete, preço competitivo do boi brasileiro, e reajuste do preço da carne na Venezuela, ou seja, de fatores que independem da vontade do exportador de gado vivo.
Apesar de todas as dificuldades, os exportadores continuam trabalhando para a abertura de novos mercados com o objetivo de criar novas novas vias de comercialização e dar mais regularidade às exportações a longo prazo.
Daniel Freire é Presidente Nacional da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado
FONTE: DBO