quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Variações e safras de preços firmes

O que ocorre no momento é muito bom, amigos. Temos visto até agora uma safra de preços firmes, fora da normalidade. Quando falamos em custo de produção, estamos perdendo, mas ajuda um pouco ouvir que a arroba está firme, que as escalas têm dificuldades de andar e que o consumo está acima da média para o período.
Gráfico 1.
Variação da arroba do boi gordo em SP e dos custos de produção com a pecuária de alta tecnologia.
Fonte: Cepea/Bigma Consultoria/AgriFatto
Na onda do consumo em crescimento, dólar firme e custos sustentados, estamos nós, pecuaristas, na corda bamba. Digo na corda bamba, pois os custos de produção foram parar nas alturas no ano passado e, especialmente, neste início de ano. Grãos, dólar (encarecendo produtos importados), combustíveis, salários, entre outros tantos itens que compõem o custo de nossa arroba não deram espaço para respirarmos.
O gráfico não deixa dúvidas. Em amarelo ele representa a variação do valor da arroba nos últimos 24 meses. Em cinza ele representa os custos de produção com a pecuária de alta tecnologia. Portanto, não podemos reclamar de preços em alta, pelo menos nesta safra, onde encontramos firmeza, mas da margem, sim. Ela tem nos castigado nos últimos tempos, sem falar da inflação.
Por isso seria loucura dizer que trabalhamos em um mercado com preços bons e favoráveis ao pecuarista. É o reflexo do ciclo pecuário, que traz maior oferta de animais de maneira sistemática.
Na outra ponta da oferta, está o consumo.
Estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revela que o comprometimento de renda no Brasil para pagar dívidas cresceu rapidamente nos últimos anos e está no nível mais elevado da história.
Com esse aumento, a parcela mensal dos salários das pessoas físicas e da receita das empresas destinada ao pagamento de empréstimos já é comparável à de países como a Itália.
Segundo o BIS, 19,9% da renda no Brasil vai para as dívidas, nos Estados Unidos, essa fatia é de 19,8%. Para o BIS, o elevado nível de endividamento no Brasil e outras economias emergentes pode ser um problema.
Do patamar de 10,8% registrado no fim de 2005, a escalada foi expressiva ao longo dos anos seguintes: 12% no fim de 2006, 14% em 2007, 16% em 2008, 17,5% em 2010 e quase 20% no dado mais recente, confirmando um salto no último ano.
Isso representa um entrave ao estilingamento da demanda, como ocorreu em 2010, mas ela ainda poderá se manter sustentada devido às medidas governamentais para manter a economia aquecida, tais como redução dos juros e intervenções sobre o Dólar. Novamente, algo que nos faz pensar em inflação.
Em breve falaremos mais sobre o comportamento do Dólar.
Mas aqui temos um parêntesis que pode ser positivo para 2013: o péssimo resultado atual do confinamento traz pessimismo entre os pecuaristas, principalmente quando levamos em conta uma expectativa de custos sustentados pelos baixos estoques mundiais de grãos, pela inflação e pelo aumento dos salários. A questão é pensar nos efeitos disso mais adiante.
                Se trouxer pessimismo e a Bolsa não conseguir aliviar, teremos menos confinadores que apostam na atividade e, consequentemente, menos oferta na entressafra. E é aí que poderemos nos surpreender!
Gráfico 2.
Crescimento do confinamento (a.a.) e valorização do boi na entressafra.

Fonte: Cepea/Assocon/Bigma Consultoria/Agroconsult/AgriFatto

Pecuarista retém animal no pasto


Com temporada de chuvas, tendência é que gado ganhe mais peso com boas pastagens 


O mercado brasileiro de carne bovina encerrou a primeira semana de negócios de fevereiro com pouca movimentação. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve um pontual avanço nas escalas de abate, sobretudo por parte dos grandes frigoríficos. 

"Os frigoríficos menores tiveram dificuldade para a formação de escalas de abate mais alongadas e não puderam formar grandes estoques de carne, pois, com a continuidade das chuvas em boa parte do país, o pecuarista procurou manter o gado no campo, aproveitando as boas condições das pastagens", explica. 

No mercado de atacado, Iglesias relata que a carne apresentou leve reação nos cortes de dianteiro, após a queda de preços da semana anterior, o que já era previsto, por conta do repique de demanda gerado pelo recebimento de salários da população. 

Para os próximos dias, o analista projeta que os preços do boi possam cair um pouco, assim que os grandes volumes de chuvas registrados no país cessarem um pouco, o que levará o pecuarista a aumentar a oferta de gado aos frigoríficos. 

No que tange à exportação, o desempenho de janeiro foi considerado razoável, de acordo com Iglesias, embora dentro das expectativas. Segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), os embarques de carne bovina geraram faturamento de US$ 409,243 milhões em janeiro, um crescimento de 35,98% em relação a igual período de 2012. A exportação da proteína animal atingiu 89.454 toneladas, um avanço de 43,31% em relação ao ano anterior. Na comparação com dezembro do ano passado, houve alta de 5,23% nas vendas externas e de 6,89% no volume exportado. 

Destinos - Os principais destinos da carne in natura brasileira foram Rússia, Hong Kong e Venezuela, que, juntos, representaram 64% do volume exportado no mês. De acordo com a entidade, mais de 28 mil toneladas de carne foram vendidas para a Rússia no período, resultando em faturamento de US$ 109,4 milhões, um incremento de 73% no volume e de 52% no faturamento. 

No caso de Hong Kong, foram 15.157 toneladas que somaram US$ 67,816 milhões em vendas, o maior resultado observado para este destino nessa época do ano. A Venezuela comprou 13.822 toneladas, que totalizaram faturamento de US$ 72,5 milhões. 

Devido à descoberta de um príon (proteína) causador da Encefalopatia espongiforme bovina (EEB), doença conhecida como "mal da vaca louca", em um animal que morreu em 2010, as exportações brasileiras encontram restrições para os mercados do Japão, China, Taiwan, África do Sul, Arábia Saudita, Peru e Coréia do Sul. 

A Abiec informou que está trabalhando em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores para que as restrições nesses países compradores sejam revogadas o mais rápido possível. 

A análise de Safras & Mercado mostrou que os preços do dianteiro em São Paulo subiram de R$ 4,40 por quilo para R$ 4,50 por quilo, enquanto os preços do traseiro tiveram queda de R$ 8,20 por quilo para R$ 8,10 por quilo. Já a ponta da agulha, também no mercado paulista, teve desvalorização de dez centavos, caindo de R$ 4,50 por quilo para R$ 4,40. 

No mercado de boi gordo, os preços da arroba, para pagamento a prazo, ficaram entre R$ 95,00 e R$ 99,00 em São Paulo, acima dos valores entre R$ 95,00 e R$ 98,00 registrados na semana passada. Em Minas Gerais a arroba foi cotada entre R$ 90,00 e R$ 91,00, valores estáveis até R$ 1,00 mais altos frente à semana anterior. 

No norte Paraná, a arroba teve preço de R$ 99 por arroba, ante R$ 100,00 da última semana. No Rio Grande do Sul o preço do quilo vivo oscilou entre R$ 3,20 e R$ 3,25, ante valores de R$ 3,13 e R$ 3,15 na última semana. 

Em Goiás a arroba foi cotada a R$ 89, valor estável ante a semana anterior. Em Mato Grosso do Sul a arroba foi cotada entre R$ 90,00 e R$ 92,00 contra valores entre R$ 89,00 e R$ 91,00 na semana anterior. No Mato Grosso, a arroba foi cotada entre R$ 83,00 e R$ 88,00 na semana passada, valor estável até R$ 1,00 mais baixo ante a semana passada. Em Tocantins, o valor médio da arroba não se alterou na semana, permanecendo em R$ 88,00 por arroba. 

No Pará os preços médios da arroba seguiram entre R$ 87 e R$ 89,00, valor estável até R$ 2,00 mais baixo ante a semana passada. Em Rondônia a arroba foi negociada entre R$ 88,00 e R$ 89,00, mesmos valores da semana anterior.
fonte: Diário do Comercio



Para a indústria, embargos de países à carne bovina brasileira cairão nos próximos dias


Manutenção de risco insignificante para doença da vaca louca pela OIE era condição de alguns mercados para retomar importações


A renovação do status de país com risco insignificante para a a vaca louca deve contribuir para um fim mais rápido das barreiras à carne bovina brasileira. Para a indústria, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) prova a qualidade do sistema de defesa animal do Brasil e atesta que houve exagero nos embargos.

Devido à confirmação, em dezembro, de um caso não clássico que ocorreu em 2010 em um animal de do Paraná, 12 países suspenderam importações do Brasil, sendo nove de todo o país e dois apenas da carne do Paraná. No caso do Chile, a barreira atinge apenas a farinha de carne e de ossos. Reunida semana passada em Paris, a OIE considerou que não há risco para o rebanho nem para consumidores dos países importadores.

Em janeiro, o governo federal deu sinais que esperaria até março para negociar o fim dos embargos. Só depois, se necessário, abriria disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC). Para o Ministério da Agricultura, que enviou o diretor de saúde animal Guilherme Marques para prestar os esclarecimentos no encontro em Paris, o anúncio da OIE vai facilitar a queda das restrições.

Conforme o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, os países que suspenderam as importações do Brasil representam cerca de US$ 4 milhões no faturamento mensal do setor. Com a notificação da OIE, o dirigente avalia que os embargos devem começar a cair nos próximos dias:

– O anúncio da OIE determina automaticamente a decisão de alguns países, como a Arábia Saudita, em derrubar a barreira, já que foi uma condição imposta para a retomada das importações. Outros mercados, como a China e o Japão, pela burocracia, talvez necessitem de uma intervenção maior.

Embora as barreiras incomodem, não fizeram estrago nos embarques de carne bovina do país em janeiro. Dados preliminares da Abiec indicam que as remessas in natura cresceram 7% sobre dezembro e 43% na comparação com janeiro de 2012.

ZERO HORA

Os diferenciais da Carne Gaúcha

Colunista: Fernando F. Velloso

A carne gaúcha tem diferenciais importantes, mas infelizmente exploramos pouco esta possível vantagem competitiva em relação ao resto do país. A nossa história, tradição, a figura do gaúcho, do pampa e a relação destes fatores com a pecuária somente ocorrem no nosso estado. O produto especificamente é distinto também, pois somente aqui podemos explorar na plenitude as raças europeias (especialmente as britânicas, Angus e Hereford) e assim oferecer carne com atributos valorizados pelo consumidor: maciez, sabor e suculência.

De lambuja com se diz, podemos explorar as nossas similaridades com o Uruguai e Argentina e assim colher parte dos fortes investimentos em marketing da carne feitos por estes países. Ambos os países têm gado e campos similares aos do RS, mas ostentam renome e posição de produtores de carne de qualidade que nós ainda não conseguimos galgar. O trabalho feito por eles está disponível como benchmark para o RS e basta aproveitar as experiências exitosas. Já temos um bom caminho trilhado para nós.

Como produtores gaúchos de carne, competimos por espaço no mercado internacional, mas também competimos com os demais estados brasileiros e em situação de desvantagem, pois o Centro Oeste e o Norte nos ganham em volume de rebanho (escala de produção), já faz bom tempo. Desta forma, competir com produto similar não é alternativa para o RS.

Os programas de carne de qualidade no RS (Certificação Angus e Hereford) contribuíram muito com a melhoria e padronização do rebanho gaúcho. Hoje nosso gado voltou a ter um tipo mais definido e com raças que favorecem a produção de carne de qualidade. Ponto para nós.

Em função do perfil e qualidade de nosso rebanho exportamos gado vivo para o exterior (de navio) e para outros estados (especialmente SP e PR). Os grandes frigoríficos (principalmente JBS) buscam novilhos no RS para terminação em SP e produção de suas linhas de carne Premium. Toda esta demanda é positiva, pois gera liquidez e valor ao nosso produto, mas deve nos inspirar preocupação, pois gera pouco (ou nenhum) desenvolvimento ao nosso setor de carne.
O resto o Brasil não ficou inerte vendo este processo e os programas de cruzamento cresceram fantasticamente (vide expectativa de venda de aproximadamente 3 milhões de doses de sêmen de Angus em 2012) e também a disseminação das carnes ˝com marca˝ do abate deste gado cruzado muito jovem e bem terminado em confinamentos. Ponto para eles que estão produzindo carne de excelente qualidade e com volume.

Estes temas e outros tantos são discutidos na Câmara Setorial da Carne Bovina (RS) desde a sua reinstalação em 2011. Participo deste grupo e venho defendendo desde o princípio a criação de um Instituto Gaúcho da Carne para virarmos este jogo. Este instituto realizaria um trabalho similar ao de tantos institutos de sucesso de outros países: INAC (Uruguai), AML (Austrália), Beef Board (EUA), etc. Infelizmente estamos identificando muitas resistências até mesmo em discutir o tema, mas este é assunto para minha próxima coluna. Somos pioneiros na pecuária brasileira e creio que não nos agrada a posição de ator coadjuvante.

FONTE: FOLHA DO SUL

Preço do terneiro deverá ser semelhante a 2012

Consultorias projetam boa oferta de gado de reposição, como terneiros, novilhos e vacas de invernar


Por: Roberto Witter
Para Eduardo Lund o valor poderá chegar, até mesmo, a R$ 4,20
Divulgação DP
Faltando cerca de dois meses para o início dos remates de terneiros na região, o preço médio a ser pago para os produtores ainda é incerto. Consultorias apontam um período de mercado aquecido para os gados de reposição, mas titubeiam ao arriscar números exatos. A tendência, entretanto, é de que em abril o valor do quilo vivo esteja próximo dos R$ 4,00.
Atualmente, o quilo vivo do boi, que baliza o preço dos terneiros, está sendo negociado entre R$ 3,30 e R$ 3,40. Tradicionalmente, os animais recém-desmamados são vendidos por um preço entre 15 e 20% superior ao valor pago pelo boi.
A variação deverá depender da raça e do desenvolvimento de cada exemplar, explica o veterinário e consultor Fernando Velloso, da FF Velloso e Dimas Rocha Assessoria Agropecuária, que tem sede em Porto Alegre. Ele afirma que a perspectiva é positiva, tanto para terneiros, quanto para novilhos e vacas de invernar.
“Se a venda ocorresse hoje, o valor estaria ao redor dos R$ 4,00, mas é arriscado fazer uma previsão, pois o preço do terneiro está atrelado ao do boi, e não sabemos como vai estar o mercado do boi gordo em abril”, explica.
Também médico veterinário e consultor, só que atuando em Pelotas, Eduardo Lund arrisca uma opinião mais otimista. Ele utiliza dados observados nos últimos 30 anos para embasar a tese de que o valor poderá chegar, até mesmo, a R$ 4,20.
A valorização da soja, que capitaliza agricultores das regiões norte e noroeste do Estado são uma causa. Os produtores são tradicionais compradores de bovinos da metade Sul, e invernam o gado durante a entressafra da oleaginosa.
“Frigoríficos e empresas que exportam gado também costumam buscar nesta época uma mercadoria abundante aqui (terneiros de qualidade e bem desenvolvidos). Outro fator relevante é que as feiras oficiais oferecerão juros subsidiados, o que aumenta as vendas, e estes remates são balizadores de preço. Por último, o preço do boi gordo tem se mantido estável”, enumera Lund, para justificar a projeção positiva que faz.  
A ausência de seca também será uma vantagem, já que os animais estarão mais pesados este ano, se comparados a 2012, o que deve garantir melhor remuneração ao produtor.
Mercado externo
O mercado externo de carnes ainda não deu mostras claras de comportamento. De acordo com Velloso, a Índia surge com força no cenário mundial e deve aumentar sua produção em 2013.
Uma das tendências é de que eles ampliem as exportações principalmente para países que fazem poucas exigências sanitárias na hora do abate. O crescimento indiano pode significar um mercado externo mais concorrido em relação a outros anos. 
Em contrapartida, a tendência é de que a Rússia mantenha o ritmo crescente de exportações. O país do Leste europeu é o destino de quase 27% da carne que deixa o Brasil e em 2012 comprou 4,3% a mais do que em 2011.
Nenhuma das variáveis, no entanto, traz certezas para o mercado em 2013.
“A questão do Paraná (um caso não clássico do mal da vaca louca foi descoberto no estado, o que causou o embargo à carne brasileira em diversos países) deixou os russos em alerta e eles cogitam renegociar preços. Novo incremento da exportação para a Rússia, sem alteração de preços, poderia melhorar o mercado brasileiro, mas atualmente não temos como prever”, afirma Renato Bittencourt, analista da Scot Consultoria, uma das principais empresas de assessoria agropecuária do país, com sede no interior de São Paulo.
FONTE: DIÁRIO POPULAR

Vila Isabel conquista Carnaval 2013 com homenagem ao agricultor


A Unidos de Vila Isabel é a grande vencedora do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola de samba conquistou o título prestando uma grande homenagem ao agricultor brasileiro, com o enredo “A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo – água no feijão que chegou mais um…”. O desfile celebrou a importância do produtor rural, seu aspecto cultural, sua culinária, religiosidade e até a tecnologia presente no campo. 

Em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink (clique aqui para ler), o historiador Alex Varela, responsável pelo samba-enredo juntamente com a carnavalesca Rosa Magalhães, ressaltou que o Brasil “sempre teve uma vocação agrícola, mesmo após ter se tornado um país urbano e industrial. E para transformar o nosso país num grande celeiro agrícola, papel fundamental teve o agricultor brasileiro, esse homem dedicado”.

O desfile da Vila Isabel foi patrocinado pela Basf, com um investimento de R$ 7 milhões. O tema surgiu a partir do vídeo “Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira”, produzido pela empresa. O vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF, Maurício Russomanno, também falou sobre a iniciativa em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink (clique aqui para ler).


Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

URUGUAY - Mercado de Reposição


Mercado de Reposición

Semana Nº 6

Feb
03
2013
Feb
09
2013

Precios promedios para razas carniceras y sus cruzas. 
A levantar del establecimiento con pagos contado hasta 90 días. 
Destare promedio del 5% al 7% s/ condiciones carga estipuladas.

Semana AnteriorSemana Actual
MinMáxPromedioMinMáxPromedio
Terneros *hasta 140 kgUSD / Kg2.432.802.642.432.802.64
Terneros *141 a 200 kgUSD / Kg2.302.502.422.302.502.42
Novillitos201 a 240 kgUSD / Kg2.152.282.192.152.282.19
Novillos241 a 300 kgUSD / Kg2.052.152.112.052.152.11
Novillos301 a 360 kgUSD / Kg1.902.001.971.902.001.97
Novillosmás 360 kgUSD / Kg1.802.001.911.802.001.91
Ternerashasta 140 kgUSD / Kg2.202.352.272.202.352.27
Terneras141 a 200 kgUSD / Kg2.002.152.082.002.152.08
Vaquillonas201 a 240 kgUSD / Kg1.901.951.931.901.951.93
Vaquillonasmás 240 kgUSD / Kg1.801.901.851.801.901.85
Vaquillonas y Vacas PreñadasUSD / Kg660750722.00660750722.00
Vacas de InvernadaUSD / Kg1.581.651.621.581.651.62
Piezas de CríaUSD / Kg380460424.00380460424.00

* Los precios de punta de la categoría Terneros, corresponden a los Terneros más livianos destetados, castrados y de razas definidas.

Operaciones realizadas por asociados de la A.C.G.

Comentario

MERCADO FIRME. CON POCAS OPERACIONES POR EL PERIODO DE VACUNACIÓN.



Secretaria da Agricultura divulga dados do Levantamento Pecuário 2012 do RS


Fonte: SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA E ESTATÍSTICA
Levantamento Pecuário 2012
Levantamento Pecuário 2012 - Foto: SEE/DDA/SEAPA-RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPA-RS) divulgou através do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) o levantamento populacional animal dos rebanhos do Rio Grande do Sul, relativo ao ano de 2012. Este levantamento toma como base, as informações fornecidas pelos produtores rurais nas Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZ) de todo o Estado, a partir da declaração anual de rebanho.
A consolidação dessas declarações prestadas pelos produtores rurais é realizada pelos fiscais estaduais agropecuários da Secretaria, com o auxilio do Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), programa desenvolvido pela Procergs, que permite que todas as informações relativas aos saldos animais, desde o nascimento e movimentações (de entrada e saída da propriedade) sejam lançadas e controladas de maneira on-line.
Neste ano, as declarações dos cerca de 400 mil produtores rurais do Estado foram lançadas diretamente no SDA, que são posteriormente analisadas de maneira quantitativa pelo Sistema de Análises de Negócios (SAN), também desenvolvido pela PROCERGS.  O DDA/SEAPA-RS planeja que nos próximos anos, os lançamentos das declarações sejam feitas diretamente pelos produtores rurais de maneira eletrônica, através do “produtor on-line” já disponível para acesso pelos produtores rurais pelo site da SEAPA-RS (http://www.agricultura.rs.gov.br/)
De acordo com o fiscal estadual agropecuário Diego Viali dos Santos, do Serviço de Epidemiologia e Estatística (SEE) do DDA/SEAPA-RS “com as informações do levantamento pecuário agropecuário é possível realizar a análise da evolução dos dados lançados nos anos anteriores, das principais espécies existentes no RS, ter o conhecimento da caracterização da produção de cada espécie, além de ter informações por faixa etária e sexo em cada um dos 496 municípios do RS. Ou seja, é possível fazer uma verdadeira radiografia do panorama da população animal no RS”.
O levantamento pecuário 2012 está disponível no site do DDA/SEAPA-RS para consulta e informações mais específicas, quanto aos dados populacionais das espécies no RS, podem ser solicitadas pelo e-mailestatística@agricultura.rs.gov.br.

Reunião de crise na França vai discutir escândalo da carne de cavalo



Embalagem da lasanha da Findus que continha carne de cavalo ao invés de carne bovina.
Embalagem da lasanha da Findus que continha carne de cavalo ao invés de carne bovina.
REUTERS/Chris Helgren

Representantes do governo francês e do setor agroalimentar vão se encontrar nesta segunda-feira em Paris para discutir o escândalo da carne de cavalo em produtos congelados supostamente preparados com carne bovina. Os pratos congelados da marca sueca Findus foram distribuídos na França, Reino Unido e Suécia. A fabricante francesa Cogimel, que produziu os alimentos, fornece também produtos para 16 países europeus.

O ministro do Consumo, Benoît Hamon, marcou uma reunião na segunda à noite com o ministro da Agricultura, Stéphane le Foll, e o ministro do setor agroalimentar, Guillaume Garot. Eles vão discutir o problema do rastreamento das carnes e assegurar o recolhimento de todos os produtos suspeitos, declarou Garot.
Na Grã-Bretanha, onde o consumo de carne bovina é tabu, um parlamentar pediu uma moratória sobre as importações de carne vindas da União Europeia. A rede de supermercados Aldi informou ter descoberto até 100% de carne de cavalo em alguns pratos congelados vendidos no Reino Unido. Na França, grandes redes de supermercados, como Casino e Carrefour, suspenderam produtos anunciados como carne bovina mas suspeitos de terem como ingrediente carne de cavalo, como espaguete bolonhesa, lasanhas e canelonis.
No centro das críticas está a fabricante Cogimel, que distribui produtos em 16 países da Europa. Foi a Cogimel quem preparou os pratos da Findus numa filial de Luxemburgo, com carne importada pelo distribuidor Spanghero, ambos do mesmo grupo francês de alimentação Poujol.
A holding Poujol adquiriu a carne de um distribuidor do Chipre, que terceirizou a encomenda a um distribuidor da Holanda, que comprou a carne de um matadouro na Romênia. O importador Spanghero (francês) afirma que a matéria prima da Romênia foi adquirida como sendo carne de vaca com o selo de qualidade "origem Europa".
Na Romênia, os profissionais do setor da carne se defendem, afirmando que os controles são sistemáticos nos abatedouros. E acusam os importadores franceses. “Se não houve reclamação na entrega, é porque havia cumplicidade com o produtor romeno; ou então os rótulos foram trocados depois”, declarou o presidente dos sindicatos da indústria alimentar da Romênia, Dragos Fromosu.
O estouro do escândalo traz à tona os perigos sobre a falta de rastreabilidade da carne e possibilidade de fraudes, uma vez que a carne de cavalo, ou de porco, é mais barata que a de boi. Foram levantadas suspeitas na Grã-Bretanha sobre a possibilidade de envolvimento de máfias italianas e polonesas no escândalo.
FONTE:http://www.portugues.rfi.fr

OIE mantém status do Brasil de risco insignificante para doença da vaca louca


Organização afirmou que identificação de um caso atípico no Paraná não coloca em risco a saúde animal ou dos consumidores dos parceiros brasileiros


Divulgação/Sxc
Foto: Divulgação/Sxc
OIE anunciou nesta segunda, dia 11, a manutenção do status do Brasil de risco insignificante para a doença da vaca louca
O comitê científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou nesta segunda, dia 11, a manutenção do status do Brasil de risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da vaca louca.
Após uma sabatina com técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na semana passada, em Paris, França, o comitê científico afirmou que a identificação de um caso atípico, em uma fazenda do Paraná, não coloca em risco a saúde animal ou dos consumidores dos parceiros do Brasil. A decisão do comitê científico da OIE deve facilitar a retirada dos embargos de alguns países contra a importação de carne do Brasil.
Para o diretor de Saúde Animal (DSA/Mapa), Guilherme Marques, o principal fator deste processo é o reconhecimento das medidas adotadas pelo Brasil no sistema de prevenção.
– A manutenção do status reafirma a qualidade do sistema de defesa implementado pelo país para prevenir a ocorrência da EEB – apontou Marques.
FONTE:MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Las principales cuotas cárnicas que tiene Uruguay están a tope.


Dato. Estiman que demanda de China podría bajar exportación a EE.UU.
PABLO BESÓN
Salvo años puntuales, Uruguay está cumpliendo casi con la totalidad de las principales cuotas de carne vacuna que tiene asignadas. Si bien es probable que esta situación continúe, la dinámica de los diferentes mercados es la que lo definirá.
En la cuota de Estados Unidos, cuyo cupo es de 20.000 toneladas cada 12 meses - según datos del Instituto Nacional de Carnes (INAC) a los que accedió El País- Uruguay exportó entre los años 2004 y 2009, a gran ritmo, con volúmenes que variaron entre 18.438 y 19.965 toneladas. En los años 2010 y 2011, como consecuencia, entre otros factores, de que Rusia ingresó como un jugador de peso, el volumen vendido hacia allí bajó drásticamente, con 14.089 toneladas exportadas en el primer caso y 10.942 toneladas en el segundo. En el 2012 estas cifras se recuperaron, al venderse 17.303 toneladas.
Si bien se ha solicitado en forma reiterada que las 20.000 toneladas sean ampliadas, con el argumento de que mercados como Australia poseen cupos sensiblemente mayores, el hecho de que en determinados años no se completara la misma, ha sido el argumento de parte de EE.UU. para no incrementar el volumen establecido.
La cuota Hilton, que tiene como destino la Unión Europea (UE) y es una de las más apreciadas desde lo comercial -van los cortes de mayor valor de la res-, ha sido casi completada en todos los años desde 2004.

En el año en que se exportó menos volumen, se vendieron hacia ese destino 6.230 toneladas de las 6.300 que componen dicho cupo. En la segunda mitad del 2012 (a diferencia de la Cuota Estados Unidos que es año calendario, la Hilton es "año agrícola" y por tanto su registro comienza el 1° de julio) se llevan exportadas 3.613 toneladas.
La cuota 481, que al igual que la Hilton es enviada a la UE, representa la mayor novedad. Es para carne de alta calidad, es decir novillos y vaquillonas de hasta 30 meses, que en los últimos 100 días deben ser engordados en base a granos. Esta ha exportado entre julio y diciembre de 2012 -inclusive- 3.346 toneladas.
El director comercial del Grupo Tacuarembó/Marfrig, Marcelo Secco, afirmó a El País que lo primero que hay que entender es que las cuotas que posee el país son una exoneración arancelaria para el comprador y más allá de que existan o no, el cumplimiento de las mismas está atado a lo que ocurra en los distintos mercados. "Hay veces que lo que ofrece la cuota no es suficiente como para superar lo que pagan otros jugadores por la misma mercadería y entonces termina siendo dirigida a estos últimos", explicó.
Secco afirmó que las tres cuotas más importantes que el país posee son la cuota Hilton, la cuota 481 y la cuota Estados Unidos (ver gráfico). En las dos primeras el industrial estimó que el volumen de colocación será bueno para el 2013, pero con características diferentes.
"Creemos que se dará un aumento paulatino en los volúmenes exportados desde Uruguay de cuota 481, tanto durante el 2013, como en los siguientes años. Una de las razones para ello es que en los primeros meses del 2012 no se realizaron ventas de este tipo", afirmó el director de Marfrig Uruguay.
Secco sostuvo, sin embargo, que una de los problemas para que el crecimiento de la 481 en los volúmenes no sea mayor, es que el mercado europeo no se encuentra en un buen momento debido a la crisis económica que está viviendo. "Los importadores, a la hora de negociar las cotizaciones, nos afirman que ese 20% de arancel que no se paga, con relación a la cuota Hilton, casi que no se puede trasladar a los consumidores, ya que debido a los problemas financieros que estos están pasando, prima dentro de ciertos márgenes, el precio por sobre la calidad", expresó.
Otro factor que juega en contra para que el aumento sea paulatino y no "explosivo" es el hecho de que a nivel operativo la 481 es más difícil de colocar que la cuota Hilton. "Mientras que quien importa Hilton tiene nichos específicos con mercados definidos, los pocos importadores de 481 deben comprar todo el animal y colocar una mayor diversidad de productos, lo cual es más complejo y en algunos casos reduce los márgenes de ganancia que puedan tener", afirmó Secco.
Un factor clave para que se confirme el aumento de cuota 481 es la disponibilidad del ganado exigido.
"La relación en los costos internos para quienes trabajan a corral va a ser clave. Se necesita que no se dispare el precio de los granos -por un lado- y que la relación entre ganado flaco y gordo, no supere el 20% a favor de la primera de las dos categorías", indicó el industrial.
"Otro factor fundamental es que Uruguay debe distribuir de forma más homogénea el envío de este tipo de carne y no hacerlo de golpe, como ocurrió en momentos del 2012. Esto complica la comercialización de la misma", agregó.
La cuota Estados Unidos es en la actualidad y a nivel comercial, la más compleja de las principales a las que accede Uruguay, sostuvo.
Los cortes que allí se envían, por sus características, compiten con lo que se le vende a Rusia, principal comprador cárnico nacional en los últimos años.
El dinamismo de los mercados y lo que ambos puedan pagar definió en el pasado y definiría en el futuro qué volúmenes se enviarán. Este panorama se está agudizando con la entrada de un nuevo actor: China. Pasó no sólo a incrementar sus volúmenes desde Uruguay, sino también a llevar carne similar a la que demandan Estados Unidos y Rusia.
El País Digital

Uruguay se pone a la orden de Rusia para resolver negocios por carne de alta calidad


Una delegación del gobierno, encabezada por Tabaré Aguerre, iniciará mañana una visita oficial


Una delegación del gobierno uruguayo encabezada por el ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP), Tabaré Aguerre, llegará hoy a Rusia en una visita oficial que comenzará mañana (y que sucede a la realizada en Berlín, Alemana, en el marco de la Fruit Logística que concluyó el viernes pasado) y en la que Uruguay “se pondrá a disposición para colaborar con el gobierno ruso en su proceso de definición de compra de carne vacuna de alta calidad uruguaya”, informó a El Observador una alta fuente de la comitiva.

La fuente explicó que la negociación comercial entre ambos países por este tipo de carne bovina, que “se pagará a mejor precio y no tendrá el tope de un cupo”, se inició en agosto de 2012, en coincidencia con el ingreso de Rusia a la Organización Mundial de Comercio (OMC).

Agregó que Rusia “dispone de 18 meses para pronunciarse” sobre qué tipo de carne de alta calidad le comprará a Uruguay.

“No se trata ni de la Hilton ni de la nueva Cuota 481 que concedió el año pasado la Unión Europea a Uruguay”, dijo la fuente.

Precisamente, la colaboración que ofrecerá Uruguay durante la visita que comienza hoy “es para que Rusia defina qué tipo de carne de alta calidad comprará”.

Para ello trabajaron en conjunto el MGAP, la Cancillería y el Instituto Nacional de Carnes (INAC).

Por otra parte, en reuniones que tendrá Aguerre durante su estadía en Rusia, que se prolongará hasta el jueves próximo, transmitirá al gobierno ruso “el interés uruguayo en profundizar las relaciones comerciales, interés que se extenderá a los países al sur de Rusia que formaron la ex Unión Soviética”.

Uruguay quiere “posicionarse fuerte en esta zona del mundo” y en Rusia en especial para aprovechar la creciente demanda de alimentos. En 2012, la Federación Rusa fue el principal comprador de carne vacuna y de manteca de Uruguay. En manteca incrementó 300% las compras, en comparación con el año anterior, según estadísticas del Instituto Nacional de la Leche (Inale).

Carne, lácteos y frutas son tres ítems en los que Uruguay ya está bien posicionado en Rusia y pretende incrementar sus colocaciones, en un mercado que crece en el poder adquisitivo de sus habitantes, “se sofisticó en sus gustos y demanda alimentos de calidad”, en coincidencia con los desafíos que planteó Aguerre para “el Uruguay agrointeligente y exportador”.

Además de las expectativas en los cítricos, donde Rusia es el principal comprador mundial de frutas, Uruguay pretende adelantarse a la pérdida del Sistema General de Preferencias (SGP) que tiene con la Unión Europea (UE) y que caerá el 31 de diciembre próximo, porque Uruguay pasó a la categoría de país de renta media alta, según el Banco Mundial, y pierde esas ventajas reservada a países más pobres en desarrollo.

Por otra parte, Uruguay “pretende ofrecer una gama de productos lácteos con valor agregado, como la leche en polvo y los quesos, que también expande sus colocaciones en Azerbaijan”, así como en esta visita oficial buscará aprovechar una chance de exportar a Rusia vino embotellado, cuando ahora coloca a granel.

Por otra parte, habrá también un seminario sobre Uruguay y su oferta exportable y el ministro Aguerre tendrá un desayuno de trabajo con los embajadores de los países al sur de Rusia, donde precisamente se pretende extender los lazos comerciales.

La delegación uruguaya es numerosa porque además del ministro y otros jerarcas del MGAP, viajaron a Rusia empresarios de todos esos rubros más el arroz y el caviar, que participarán de una degustación de vinos, quesos y carne en el stand de INAC en la Fedexpo.

También habrá un stand de Uruguay XXI que compartirá con el Inale y con el Instituto Nacional de Vitivinicultura (Inavi).

Viajaron dos representantes del Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA), que tendrán reuniones con sus pares rusos, en una visita considerada como “histórica” por miembros del gobierno uruguayo y que “sigue la línea de la Cancillería de poner el énfasis en combinar la acción de diferentes reparticiones para potenciar el resultado”.

Apoyo a Rusia

El ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP), Tabaré Aguerre, formalizará “el apoyo uruguayo a la candidatura de Rusia al Consejo General de la FAO”, reveló una fuente de la comitiva que llegará a Moscú. Lo hará en las reuniones que sostendrá con su colega ruso de Agricultura y con el vicecanciller para América Latina. Además, Aguerre se reunirá con el gobernador de San Petersburgo, que visitará Uruguay en marzo próximo.

FONTE: EL OBSERVADOR