quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uruguai livre da febre aftosa e vaca louca

OIE reconheceu o progresso sanitário regional
O Uruguai foi novamente certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa com vacinação, e manteve sua boa avaliação em relação à doença da “vaca louca”, permitindo que ele comercialize produtos de origem bovina com os países mais exigentes.
Até agora, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), agência que dita as regras sanitárias que regem o comércio de animais vivos e subprodutos, reconheceu o Uruguai como um país livre de febre aftosa com vacinação. Ele é o único no mundo com esta condição, pois os outros países ou tem status de livre de febre aftosa sem vacinação para parte do território ou para todo o território, como era o caso do Japão e da Correia, que recentemente perderam seus status.
A notícia foi divulgada na 78ª edição da assembléia o anual da OIE, realizada na capital francesa.
O Uruguai também teve uma boa avaliação em relação à EEB, o que permite a exportação de carne e animais vivos para a Ásia e outros continentes. No grupo de apenas cinco países que não têm a doença, entre os quais está o Uruguai, já aderiram o Peru e a Índia.
Além dessas conquistas, há boas notícias para a região. É que, possivelmente, a partir de setembro, a área de alta vigilância para febre aftosa, que é composta por região que abrange parte dos territórios do Paraguai, Bolívia, Argentina e Brasil, pode recuperar o mesmo status que os países, mas sempre mantendo as medidas preventivas. Esta área foi criada anos atrás, para impedir a progressão da doença na América do Sul.
"Esta área tem um status diferente do resto dos países, e isso resulta em uma punição que acaba sendo desleal aos produtores desta área, já que hoje eles têm melhores condições de controle", disse Correa, presidente da OIE.
Para evitar esses prejuízos aos produtores e incentivar o aparecimento da doença, o Comitê Veterinário Permanente (CVP) negociou com a OIE "a possibilidade de a zona de alta vigilância recuperar o status do resto dos países (deixando de ser área com aftosa)", acrescentou o chefe, que é uruguaio e que durante mais dois anos presidirá a organização internacional.
"Ter o reconhecimento de status sanitário da OIE, é um plus para o comércio", disse Correa. Reconhecimento que apenas 176 países no mundo podem desfrutar. Hoje a OIE avalia apenas a febre aftosa e a vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina), mas já se pensa em incorporar a gripe aviária, a peste suína e outras doenças que afetam os equinos.
A OIE tem por objetivo apoiar e fortalecer os serviços de saúde dos países membros.
As informações partem do El Pais Digital, traduzidas e editadas pela Equipe CIGB.

Fonte: Centro de Inteligência em Genética Bovina

Abrigo para peões durante Expointer cria novo impasse


A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RS) espera que o governo apresente uma solução definitiva para a falta de alojamento dos peões no parque Assis Brasil durante a Expointer. No dia 11, o tema será alvo de reunião com a Secretaria da Agricultura e o Ministério Publico do Trabalho (MPT). O secretário da Agricultura, Gilmar Tietböhl, informa que o governo ainda não tem uma proposta fechada, mas que a tendência é que se opte por um alojamento provisório, como o adotado na feira do ano passado. Ele informa que, devido a baixa procura de 2009, as vagas deverão ser reduzidas pela metade. No ano passado, o alojamento comportava 420 peões.
O chefe da seção de Fiscalização do Trabalho da SRTE/RS, Luiz Felipe Brandão de Mello, frisou que a superintendência defende um espaço permanente. "O estande na edição passada estava bem adequado, mas o fato de todo o ano ter que construir faz com que se corra o risco de faltar verba e o espaço não sair." Mello ponderou que, apesar da cobrança, a SRTE não fixa ao Estado um prazo para construção.
Fonte: Correio do Povo

ALERTA DE MERCADO


Rural Business

ALERTA DE MERCADO – CARNE BOVINA IN NATURA BRASIL
PREÇO SALTA PARA MÉDIA DE US$ 3.970/TON EM MAI/10, O MAIOR NÍVEL DO ANO E O MAIS ALTO P/ O PERÍODO NA HISTÓRIA



Fonte: RURAL BUSINESS

Negócios com boi gordo fluem melhor, com escalas curtas de 3 dias

Os negócios com boi gordo fluíram melhor entre ontem e hoje.

A necessidade dos compradores em preencher as escalas dos próximos dias (visto que hoje é o último dia de compras da semana em função do feriado) fez o mercado ficar mais agressivo.

Em São Paulo foram fechados negócios com o boi gordo em até R$82,00/@, a prazo, livre do funrural, mas a maior parte das compras segue entre R$79,00/@ e R$80,00/@, à vista, livre do imposto. As escalas atendem entre 3 e 4 dias, com grande volume de animais de outros Estados.

Tanto que em função da concorrência com compradores de São Paulo, os preços subiram no Triângulo Mineiro, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Para comprar bois do Mato Grosso do Sul para abater em São Paulo, por exemplo, as indústrias pagam R$77,00/@, à vista, livre do imposto na maior parte dos negócios.

No mercado atacadista de carne bovina os preços subiram novamente. Mais em função da oferta pequena do que pelo aumento da demanda.

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Clique aqui e veja as cotações do boi.

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FONTE: SCOT CONSULTORIA

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FONTE: SCOT CONSULTORIA

Tecnologia pode ajudar setor a acelerar ganhos da década

A pecuária brasileira avançou meio século na última década. Os números comprovam: a idade média para um boi gordo ir para o abate caiu de 48 para 36 meses; a taxa de desfrute (percentual do rebanho abatido por ano) passou de 17% para 25%.
Esses e outros indicadores fizeram a produção de carne passar de 5 milhões de toneladas para quase 10 milhões. Enquanto isso, o rebanho permaneceu estável.
Nos primeiros dez anos do século 21, o Brasil se tornou o maior exportador de carne bovina do mundo, com mais de 3 milhões de toneladas vendidas para 150 países. Além disso, assumiu a segunda posição em produção.
Sem dúvida, são conquistas para comemorar, mas isso não significa que podemos nos acomodar. Muito pelo contrário.
O grande arranque da pecuária nacional nos últimos anos ainda não foi suficiente para alcançar países como os EUA e a Austrália ou a vizinha Argentina. Nesses, a idade de abate é de 24 meses e a taxa de desfrute é de 35%.
A boa notícia é que há tecnologia disponível e com custo bem razoável para ajudar a pecuária a acelerar ainda mais os ganhos fantásticos da última década e vencer os desafios de tornar o Brasil o melhor produtor de carne bovina do planeta.
Por tecnologia não falamos simplesmente em inseminação artificial, técnica utilizada há mais de 50 anos e que proporciona apenas um bezerro por ano por matriz. Transferência de embriões, fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial a tempo fixo (IATF), sêmen sexado e bipartição de embriões são exemplos de novas tecnologias que impulsionam a produtividade.
A FIV pode fazer uma vaca gerar até 50 crias por ano; a IATF concentra todo o acasalamento em determinado período do ano, contribuindo para o aumento da eficiência do projeto pecuário.
Já o sêmen sexado permite escolher, com segurança superior a 90%, o sexo dos bezerros, o que ajuda a acelerar tremendamente a produção de carne ou de leite.
E há novas ferramentas tecnológicas chegando. Eis uma delas: os marcadores moleculares, que prometem, a partir da análise do DNA, identificar os animais mais propensos a ganho de peso, fertilidade, acabamento de carcaça, resistência a doenças, transformação dos nutrientes em carne.
Às portas da segunda década do século 21, no momento em que a FAO divulga que é preciso dobrar a atual produção de carne bovina nas próximas quatro décadas, para atender às necessidades da população mundial, as atenções estão voltadas para o Brasil.
Competência o pecuarista brasileiro tem e há tecnologia disponível para ajudar a vencer mais esse desafio.

PAULO DE CASTRO MARQUES, empresário e pecuarista, é proprietário da Casa Branca Agropastoril, especializada na criação de gado angus, brahman e simental sul-africano.

Fonte: Folha de São Paulo

Devon anuncia parceria para Selo de Qualidade de Carne Devon

Após estudos e detalhamentos técnicos, a Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD) anuncia o início da venda de carne certificada da raça.
O Programa Carne Devon de Qualidade terá como parceiro a Casa de Carnes Moacir (Porto Alegre), uma das mais tradicionais de Porto Alegre, o Frigorífico Coqueiro (São Lourenço do Sul) e cabanhas associadas de diferentes regiões do RS. O produto estará disponível a partir de junho. A identificação da carne Devon será feita a partir de um selo com o logo da raça que irá em todos os cortes com informações como origem, sexo e idade.
“O programa irá coordenar a cadeia produtiva de carne Devon, a fim de garantir que a qualidade de nossos animais possa se refletir em nosso produto final, que é a carne de alta qualidade para o consumidor final”, explica Elizabeth Cirne Lima, presidente da ABCD.
Os animais escolhidos para o abate serão provenientes de rebanhos vistoriados e credenciados pela ABCD para participar de tal programa. Esses exemplares tiveram um acompanhamento durante toda a criação - acasalamento entre animais de alto padrão genético, seleção, desmame, busca dos exemplares-destaque, atendimento de todas as necessidades sanitárias e destinação do rebanho para os melhores pastos. Esses procedimentos visam homogeneizar os lotes na busca de conjuntos de animais que tenham sido submetidos a um manejo, que garanta um produto final de alta qualidade.
Os animais serão abatidos com idade de até 24 meses. O projeto será coordenado pela diretora técnica da Associação, Kátia Ribeiro. Uma cartilha será distribuída pela Associação aos criadores para orientar sobre o manejo, seleção e preparação dos animais para o Programa Carne Devon de Qualidade.
“Estamos com uma expectativa muito positiva com essa parceria. A iniciativa vai ao encontro do perfil de nosso cliente cada vez mais exigente”, afirma Moacir da Fré, proprietário da casa de carnes.
Betty Cirne Lima destaca o reconhecimento e seriedade dos parceiros escolhidos para iniciar a produção de carnes Devon certificadas. “O Frigorífico Coqueiro tem todos os requisitos necessários para a obtenção de selo de qualidade. A Casa de Carnes Moacir é a mais bem conceituada de Porto Alegre e conta com altíssima reputação entre os apreciadores e conhecedores de carne de alta qualidade”.

Fonte: Moglia Comunicação

Alta do preço da arroba eleva preço da carne e trava o consumo


Os preços no atacado de carne bovina sem osso de São Paulo se recuperaram depois de quase um mês trabalhando em queda. No entanto, apesar da alta média de 1,4%, o consumo continua não ajudando o mercado.

Ao longo da semana os compradores de gado de São Paulo têm sido obrigados a ofertar mais pela arroba do boi gordo, já que existe dificuldade em comprar boiadas e completar as escalas de abate.

Com isso, o aumento do custo dos frigoríficos, que em grande parte é representado pela compra do boi, acaba sendo repassado para a carne.
No entanto, a demanda lenta tem limitado novos reajustes nos preços da carne.

O feriado próximo agrava ainda mais a situação, já que reduz em um dia as vendas do atacado.

Segundo as indústrias, existia a expectativa de que as vendas começassem a dar sinais de melhora com a entrada do mês, o que ainda não aconteceu.
FONTE: A CRÍTICA

Comércio Exterior: Receita com exportação de carne bovina cresce 53% em maio.

Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que o avanço foi bastante expressivo na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em maio, a receita com os embarques de carne bovina atingiram US$ 358,8 milhões. No mesmo mês do ano passado, a receita foi de US$ 234,4 milhões . Na comparação com abril, o aumento da receita foi de 19,5%.
O volume embarcado também subiu nas duas comparações, mas com variações menos expressivas, o que demonstra uma recuperação dos preços externos. O Brasil vendeu ao exterior 90,4 mil toneladas de carne bovina em maio, um avanço de 20,4% em relação a maio de 2009 e de 15,3% na comparação com abril.
O preço médio, de US$ 3.969 por tonelada em maio, subiu 27% em comparação com maio do ano anterior e 3,7% sobre abril de 2010.

Fonte: Agência Estado

Mesmo com frango barato, consumo de carne bovina não deve diminuir

Migração de um tipo de carne para outro não deve ser tão intensa, por causa da renda maior do brasileiro
A diferença de preço entre as carnes de frango e de boi é um dos maiores dos últimos seis anos. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o frango congelado no atacado da Grande São Paulo está 55% mais barato do que o preço da carcaça bovina casada, perto da maior diferença entre as duas proteínas já registrada pelo Cepea, de 58% em março de 2006.
Assim, cresce a expectativa de migração de consumo da carne bovina para o frango, mais em conta. Mas a recuperação da renda e mudanças nos hábitos de consumo podem tornar esse movimento mais tímido do que em outros momentos.
Conforme o Cepea, o spread médio entre o frango congelado e a carcaça bovina casada é de 43% desde 2004, quando teve início a série histórica do Cepea. Só neste ano, o quilo do frango congelado caiu 12% no atacado da Grande São Paulo, sendo vendido por R$ 2,45 o quilo na última quarta-feira.
Segundo o pesquisador Matheus Pacheco de Almeida, do Cepea, a lenta retomada da demanda internacional pelo produto explica o comportamento de preços. "As exportações não estão decolando, o que obriga as empresas a vender no mercado interno." A proibição da venda de frango temperado desde abril é outro fator que teria contribuído para a baixa do frango, já que 90% da produção de alguns frigoríficos era de frango temperado. Com o aumento da oferta de frango in natura, os preços baixaram. O Mapa determinou o fim das vendas de frango temperado na tentativa de inibir fraudes em relação à mistura de água ao produto.
Insumos. A queda dos principais insumos utilizados na produção de carne de frango - milho e farelo de soja - também pode ter contribuído para retração no preço da carne. O indicador de preços do milho Esalq/BM&FBovespa acumula queda aproximada de 5% em 2010, enquanto o indicador para a soja cai 8% no ano, considerando as cotações em Paranaguá (PR). "O maior determinante para a formação de preços é a demanda, mas todos os elos da cadeia sabem que o preço dos insumos está baixo e que as margens dos produtores melhoraram", diz.
"A tendência, neste momento, é atrair maior consumo para o frango e inibir a demanda pela carne bovina", diz o economista Fábio Silveira, da RC Consultores. Na sua avaliação, há uma pressão de baixa sobre os preços da carne bovina, também explicada pela perspectiva de manutenção de preços deprimidos dos grãos.
Mas, para o coordenador de Pecuária do Cepea, o pesquisador Sérgio De Zen, uma migração mais significativa e clara do consumidor de uma proteína para outra não deve ser verificada. O aumento do poder de compra do brasileiro, argumenta, faz com que o fator preço tenha um peso menor na decisão do consumidor. "Quando havia restrição muito forte de renda, essa migração era mais iminente. Agora, com um padrão melhor, alguns consumidores vão aceitar (a diferença de preço) um pouco mais."
Já a economista Amarillys Romano, da Tendências, avalia que, apesar do recente aumento, a renda extra do consumidor está comprometida com a compra de bens duráveis e que o aumento do diferencial entre as carnes de frango e bovina pode provocar uma migração temporária de consumo.
É unânime entre os analistas, porém, a percepção de que, no mínimo, o atual patamar de preço das aves deve inibir a recuperação da carne bovina no atacado.

FONTE: O ESTADÃO

terça-feira, 1 de junho de 2010

ATENÇÃO


Frigoríficos desconhecem restrições impostas pela Rússia


País suspendeu compra de carne bovina de 8 frigoríficos brasileiros, entre os quais, um localizado em Maringá. Contudo, empresas ainda desconhecem os motivos.
A Rússia suspendeu temporariamente as importações de carne bovina de oito unidades frigoríficas do Brasil, entre as quais uma pertencente à JBS Friboi e localizada em Maringá, região Noroeste do Paraná. Contudo, nem as indústrias afetadas e nem o Ministério da Agriculturaforam ainda informados sobre os motivos que levaram às restrições. A falta de clareza impede que as empresas corram para fazer as adequações necessárias, o que tem resultado em reclamação por parte de entidades do setor.
De acordo com o Ministério da Agricultura, 29 indústrias brasileiras foram visitadas durante a última missão de fiscalização sanitária, e oito delas foram reprovadas em algum item inspecionado, sendo excluídas da lista de fornecedores para o mercado russo. A preocupação do empresariado é justificada por atingir um mercado em expansão. As exportações de carne bovina brasileira para a Rússia cresceram 15% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao mesmo período do ano anterior. Passaram de US$ 176 milhões para US$ 204 milhões nos três primeiros meses.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina(Abiec), Otávio Cançado, reclamou da falta de clareza por parte do governo russo ao praticar as sanções anunciadas. “Essa falta de transparência nos remete imediatamente a uma medida protecionista sem embasamento sanitário técnico”, disse.
Segundo Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), a medida imposta pela Rússia não deve trazer prejuízos para a indústria paranaense, desde que a restrição seja logo revista. “O Ministério da Agricultura está negociando com eles (russos) e os frigoríficos brasileiros devem logo voltar ao mercado. Pelo que sabemos é que empresas que tiveram problemas, logo depois retomaram o comércio”, disse. Na visão de Salazar, a JBS deverá vender a carne produzida no Paraná por meio de unidades em outros estados.
Mesmo assim, a situação coloca em dúvida o relacionamento com os compradores russos. “O relacionamento comercial com os russos não é muito claro para nós. Adotam certas atitudes que muitas vezes não encontramos explicações. Podem ser mercadológicas, problemas efetivos ou reserva de mercado”, disse.
Além da unidade de Maringá, os outros dois frigoríficos da JBS que integram a lista estão localizados em Andradina (SP) e Pedra Preta (MT). Também foram impostas restrições a unidades da Marfrig em Capão do Leão (RS), Paranatinga (MT) e Promissão (SP). O frigorífico da Rodopa, em Santa Fé do Sul (SP), e do Riosulense, em Rio do Sul (SC) também não venderão mais carne à Rússia. A reportagem é da Gazeta do Povo/Jornal de Maringá.
FONTE: Equipe Fenatracoop

Terça-feira começa com mínimas de até 2°C no Estado

Em Santana do Livramento, houve registro de geada no início da manhã
O mês de junho começou gelado no Rio Grande do Sul. Em São José dos Ausentes, Cambará do Sul, Vacaria e Quaraí os termômetros registraram 2ºC na manhã desta terça-feira, segundo a MetSul Meteorologia.
Bagé teve mínima de 3ºC e Passo Fundo, no Norte do Estado, a temperatura mais baixa foi de 4ºC. De acordo com os meteorologistas, o frio que atingiu esses municípios é fruto da infuência de uma massa de ar polar que atua no Estado. Nos próximos dias, deve permanecer o vento fraco, com ar seco e gelado.
Na quarta-feira pela manhã, a temperatura baixa deve se repetir e não se descarta a formação de geada, a exemplo do que ocorreu hoje em Santana do Livramento. Durante a sexta-feira, a tendência é de elevação da temperatura. Entretanto, no fim de semana, o frio deve retornar, com declínio acentuado das mínimas a partir do domingo.

Fonte: Metsul

Chá com bolachas

A IFA – Associação dos Fazendeiros Irlandeses publicou em seu sítio, nota de seu presidente onde solicita veementemente que a Comissão de Saúde e Proteção dos Consumidores da União Européia proíba por completo a importação de carne bovina brasileira.
O pedido está fundamentado na proibição decretada pelo USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em função da carne brasileira não ter atendido padrões aceitáveis de segurança alimentar, por causa de resíduos de medicamentos veterinários.
A pecuária brasileira, em particular, e o agronegócio como um todo, precisam aprender com esses irlandeses como defender o seu mercado.
Internamente um rosário de códigos que menos normatizam e mais penalizam e confundem, e externamente esse protecionismo escabroso.
No meio desse Deus-nos-acuda, o consumidor vai acabar optando por se alimentar de chá com bolachas. Pois se a coisa for medonha como a gente lê todos os dias, certamente, já morremos e não nos avisaram.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Paraná tenta prorrogar vacinação contra febre aftosa

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná está pleiteando junto ao Ministério da Agricultura a prorrogação da campanha estadual de vacinação contra a febre aftosa para até dia 12 de junho. Segundo explicou o diretor do Defis (Departamento de Fiscalização e Sanidade Agropecuária), Marco Antonio Teixeira Pinto, a medida se faz necessária em função da falta de vacinas no mercado.

Segundo levantamento feito por técnicos da Divisão de Sanidade Animal (DSA), a defasagem é de 200 mil doses, o que corresponde a aproximadamente 5% do rebanho a ser imunizado.

A campanha de vacinação começou no dia 1° de maio e tinha como prazo de encerramento esta segunda-feira (31). Nessa etapa a Secretaria da Agricultura espera imunizar 4,6 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos jovens (animais de zero a 24 meses).

De acordo com o diretor do Defis (Departamento de Fiscalização e Sanidade Agropecuária), Marco Antonio Teixeira Pinto, além do prazo solicitado ao Ministério da Agricultura, os técnicos que atuam no interior também estão contatando os distribuidores para que eles viabilizem as doses necessárias aos produtores nas regiões onde foram constatadas falta de vacina.

"É importante ressaltar que os produtores que ainda não conseguiram adquirir a vacina informem a Secretaria da Agricultura para não correr o risco de ser penalizado mais tarde", explicou o diretor do Defis. Para cada animal não vacinado o produtor poderá ser multado em R$ 90,05, além de ter que vacinar posteriormente seus animais. A dose da vacina custa, em média, R$ 1,50.

FONTE: Agência Estadual de Notícias/PR, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Cancelada a atualização dos índices de produtividade

O Governo Federal desistiu de promover a atualização dos índices de produtividade agropecuária usados como parâmetro nos processos de desapropriação de terras para a reforma agrária. A forte resistência da bancada ruralista no Congresso e a rejeição unânime de parlamentares peemedebistas foram decisivas para o recuo tático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os novos índices obrigariam produtores rurais a elevar a produção rural, mesmo em anos de crise, para cumprir requisitos de utilização da terra (GUT) e de eficiência da exploração (GEE). Se o percentual não fosse atingido, o produtor poderia ter sua propriedade desapropriada para fins de reforma agrária. O que é considerado injusto pelo setor rural.
"O setor primário brasileiro é o único do qual é exigido o índice de produtividade. Então, cancelar essa atualização é um alívio para os produtores. Aqui não temos condições de fazer investimentos para aumentar a produção. É preciso que o Governo nos dê condições e recursos para esse fim", afirma o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha.
Os produtos agrícolas do Brasil são taxados com 19% de impostos, enquanto em outros países a taxa é bastante inferior. Nos Estados Unidos, por exemplo, os impostos sobre os insumos não passam de 5%. E, como se não bastasse, no exterior, todos os riscos ambientais e fitossanitários são financiados pelo governo.
O setor rural responde por 1/3 do PIB e das exportações brasileiras. O país possui cerca de 5 milhões de propriedades rurais, sendo que 80% delas estão nas mãos de pequenos produtores.

FONTE: FAES, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Abstenção de 40% em feira

Provocado pela chuva, o atraso na colheita da soja gerou abstenção de 40% na inscrição de animais para a 7ª Feira de Terneiros de André da Rocha/RS. Com isso, foram comercializados R$ 137,54 mil com 220 exemplares. A média foi de R$ 3,34 kg/vv para terneiros e de R$ 2,72 kg/vv para terneiras.

FONTE: Correio do Povo

Boi gordo na bolsa paulista acumulou valorização

Primeira baixa do ano. Apesar da proximidade da entressafra do boi gordo no mercado doméstico, os preços médios da arroba registrados na BM&FBovespa no mês de maio registraram queda em comparação a abril. Segundo levantamento do Valor Data, o valor médio da arroba no mês passado foi de R$ 81,52, queda de 0,11% em comparação aos R$ 81,61 por arroba, observados em abril de 2010. Essa foi a primeira queda de preços em todo o ano. Dentro desse cenário, os preços médios do boi gordo na bolsa paulista acumulam uma valorização de 10,34% nos cinco primeiros meses do ano, apesar da queda de maio. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, o preço médio de maio registra uma retração de 0,11%. Ontem, o indicador Cepea/Esalq do boi subiu 0,17%, para R$ 81,76 por arroba.

FONTE: Valor Econômico

Formigueiro vende R$ 350 mil

Sobrou apenas um lote na 7ª Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas de Outono de Formigueiro, que rendeu R$ 350 mil. A maioria dos 650 animais foi vendida por pecuaristas familiares que obtiveram média de R$ 2,77 kg/vv pelos machos, de R$ 2,46 pelas fêmeas e de R$ 2,69 pelas novilhas.

FONTE: Correio do Povo

MPF lança hoje a campanha Carne Legal

O Ministério Público Federal lança nesta terça-feira (1/06), logo mais às 14h, em Belém, campanha cidadã pelo consumo consciente de produtos bovinos. A campanha é um alerta sobre as ilegalidades presentes na cadeia da pecuária e também sobre a necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem da carne que compram nos supermercados. A campanha será veiculada em todo o Brasil e começa exatamente um ano depois do início do trabalho contra a ilegalidade na cadeia da pecuária.

Além das peças gráficas, foram produzidos três filmes de 30 segundos para veiculação na televisão e três spots para rádio, nos quais é evidenciada a relação entre carne, fazendas ilegais, desmatamento, trabalho escravo e lavagem de dinheiro. As peças estão disponíveis para download no site www.carnelegal.mpf.gov.br .

Mato Grosso, que é o segundo estado a buscar a formalização de um compromisso dos integrantes da cadeia produtiva da carne com a legislação ambiental, terá como representante no evento a procuradora da República, Marcia Brandão Zollinger, que participou desde o início das negociações com os frigoríficos.

FONTE: Diário de Cuiabá