segunda-feira, 17 de junho de 2013

RS: resultado da 3ª Prova de Avaliação a Campo de reprodutores Angus é divulgado



Imagens

Fabiana Gomes, sócia-proprietária da Cabanha Catanduvas, recebendo premiação de primeiro lugar da PAC
Foto: Divulgação / Embrapa Pecuária Sul


Bagé/RS
Foram divulgados na última sexta-feira (14), em evento realizado na sede da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), os resultados da 3ª Prova de Avaliação a Campo de Reprodutores da raça Angus. O vencedor da PAC deste ano foi o touro “Catanduva 01750 Verídico 1531 – 1112”, de propriedade da Cabanha Catanduva, de Glorinha (RS). Na segunda colocação ficou o touro “Maya Haragano Hornero Pity”, da Cabanha da Maya, de Bagé, e na terceira colocação o touro “SW 483 Proteção Brigadier Bartolomé Proteção”, da Agropecuária Proteção, de Rio Grande (RS). A PAC é promovida pela Embrapa Pecuária Sul, com apoio da Angus Brasil.

Os animais de 11 propriedades foram avaliados em diferentes quesitos durante um período de 10 meses – de agosto de 2012 a maio de 2013. Entre os índices que são monitorados está o ganho de peso diário, o ganho de peso total, morfologia, área de olho de lombo, gordura subcutânea, entre outros. Segundo o pesquisador da Embrapa, Joal Brazzale Leal, os animais escolhidos para participar da PAC são selecionados pelos produtores e pela associação entre os melhores touros com cerca de um ano de idade.

De acordo com a classificação na PAC, os touros participantes são classificados em três categorias: Elite, Superior e Comercial. A participação dos animais na prova garante ainda maior possibilidade de comercialização de sêmen, uma vez que foram testados e comprovadas a qualidade genética de cada um. Segundo o pesquisador Marcos Yokoo, todos os animais que participaram da prova são excelentes e com grande potencial comercial. “As PACs proporcionam um melhoramento genético constante das raças, propiciando assim rebanhos com maior qualidade e produtividade”, ressaltou o pesquisador.

Ainda de acordo com o pesquisador Marcos Yokoo, o desempenho dos animais participantes da prova foi positivo, pois os tourinhos tiveram um ganho médio diário de 775 g. “Os animais fizeram a primeira pesagem em 28 de setembro do ano passado e estavam com 312 kg. Na última pesagem, feita em 12 de abril, os tourinhos, já com 19 meses, estavam com 465 kg, em média”, conta. O destaque deste ano, segundo o pesquisador, é que este resultado de ganho de peso foi obtido exclusivamente a pasto, sendo que nas duas primeiras edições da PAC foi necessário usar suplementação devido à estiagem e à pouca quantidade e qualidade do campo.

Fonte: Embrapa Pecuária Sul 

domingo, 16 de junho de 2013

Carne Hereford certificada: selo será lançado durante Feicorte 2013

Em 1998 surgiu a ideia do que seria o primeiro passo do Brasil rumo à diferenciação de carne bovina de qualidade nas gôndolas dos supermercados


DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Foi naquele ano que a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) iniciou as tratativas com o antigo frigorífico Mercosul, do Rio Grande do Sul, para somente dois anos depois, em 2000, fazer o primeiro abate experimental dos animais produzidos pelos pecuaristas associados. Nasceu então a Carne Certificada Pampa, fruto do primeiro programa a certificar carcaças no Brasil.

Para ser fornecedor do programa, o pecuarista deve criar animais com no mínimo 50% de sangue britânico, apresentando padrão racial Hereford/Braford “Juntamos a qualidade do Nelore em termos de rendimento de carcaça com a eficiência alimentar e qualidade de carne Hereford”, explicou o superintendente administrativo da ABHB, Alfredo Drissen. As normas para certificação de carcaça permanecem até hoje, mas há uma novidade a ser lançada nos quase 13 anos de programa. Durante a Feicorte 2013, a maior feira indoor da cadeia produtiva da carne, a associação lançará o novo selo de “Carne Certificada Hereford”.

O novo selo substituirá a Carne Certificada Pampa para nacionalizar o programa. Hoje, além de abater animais com sangue britânico na Região Sul do País, a ABHB também abate em plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul, na cidade de Bataguassu, e na cidade paulista de Promissão. Ainda em 2013, a carne advinda do programa deverá ser produzida também no Mato Grosso e Goiás. “No Brasil Central, o cruzamento das raças Hereford e Braford com vacas nelore garante animais adaptados às condições do clima tropical sem perder as características de eficiência de produção e de carne de qualidade”, contextualiza Drissen.

A Associação Brasileira de Hereford e Braford atua com duas indústrias parceiras do programa “Carne Certificada Hereford”, o Frigorífico Silva e o Marfrig. Este último deu sequência à parceria após selar as compras das plantas do Frigorífico Mercosul, primeiro parceiro do programa. Já o Frigorífico Silva entrou no projeto em 2005 e, segundo o superintendente administrativo da ABHB, tem sido um parceiro importante ao levar a carne para mercados que vão além da Região Sul, como São Paulo e Rio de Janeiro. “A nossa carne está presente em mais de três mil pontos de venda do Brasil hoje, aproveitando o enorme potencial do mercado interno, que, cada vez mais, exige produtos capazes de superar suas expectativas", afirma Drissen.

O projeto tem atualmente mais de três mil fornecedores, com uma demanda em expansão, haja visto o crescimento do programa observado de quatro anos para cá. Em 2012, 56 mil animais certificados foram abatidos apenas no Rio Grande do Sul, todos inseridos nos padrões de qualidade, que passam que passam por padrão racial, dentição (J 6 ou J 4, dependendo da exigência do frigorífico parceiro), peso e padrão de acabamento. “A associação se certifica que os animais estão dentro do padrão racial estabelecido e do padrão que a indústria exige para garantir a qualidade por meio da maciez e sabor”, detalha Alfredo Drissen.

A premiação fica não somente por conta do produto diferenciado que o brasileiro leva para a sua casa, fomentando assim o aumento do consumo de carne bovinamas também na bonificação por arroba. Os animais abatidos dentro do programa que ganham o selo de certificação recebem plus de até 10% sobre o preço da arroba da estabelecido pelo Cepea / Esalq-USP para a região no dia do abate.

LANÇAMENTO

O novo selo “Carne Certificada Hereford” e uma série de eventos serão as atrações do estande da Associação Brasileira de Hereford e Braford na 19ª Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne. O evento acontecerá no dia 18 de junho, terça-feira, às 11h30min.

Inspeção em frigoríficos esbarra na falta de fiscais agropecuários




Inspeção em frigoríficos esbarra na falta de fiscais agropecuários
 
São 117 médicos-veterinários para vistoriar 324 estabelecimentos no Rio Grande do Sul 

A defasagem de fiscais agropecuários sobrecarrega a categoria e prejudica o serviço no Estado. Atualmente, 117 médicos-veterinários se revezam na inspeção de 324 estabelecimentos, e a maioria também exerce outras atividades. Nem mesmo anúncio de concurso para a contratação de 100 novos profissionais para atuar especificamente na função ameniza a preocupação do setor pecuário e de autoridades. Visando solucionar esse cenário, 44 municípios firmaram convênios com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, assumindo o custo pela contratação de mão de obra especializada.

Uma das explicações para o problema é o fato de se tratar de uma atividade extenuante, com carga horária que chega a 12 horas por dia, e baixa remuneração (salário básico de R$ 3 mil). Isso faz com que muitos exerçam a carreira por pouco tempo. A situação é mais grave nos abatedouros, onde normalmente o fiscal acompanha todo o processo, desde a chegada do lote de animais até a análise da carne. Os técnicos também inspecionam indústrias de laticínios, de embutidos e de produção de ovos e, com frequência, vistoriam mais de um local por dia. Não raro, viajam para cidades vizinhas a sua região de atuação.

O assunto, tema de audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, preocupa o deputado Giovani Feltes (PMDB), que preside a comissão. "A situação está complicada e, se não houver uma reversão, a tendência é piorar", avalia Feltes. O maior temor é com o crescimento dos abates irregulares. O vice-presidente do Sindicato dos Técnicos Científicos do Estado (Sintergs) representante da categoria, Margarete Maria Iesbich, para uma correta inspeção sanitária seria necessária a presença de um fiscal por indústria. Isso garantiria inspeções mais minuciosas e beneficiaria os consumidores gaúchos. "O salário é muito baixo, e as condições de trabalho penosas. A maioria trabalha mais de oito horas por dia. O fiscal é o responsável pela qualidade do alimento que chega à mesa das pessoas", analisa. Margarete é um exemplo dessa dificuldade: foi fiscal agropecuária mas desistiu do cargo.

O diretor do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA), Eraldo Marques, admite a defasagem de pessoal na área, inclusive, avalia a qualidade do serviço como abaixo da expectativa em função disso. Porém, garante que não há estabelecimentos de portas fechadas por esse motivo. "Os que estão fechados, e são poucos, não cumpriram algumas normas", afirma. Marques acredita em um cenário mais positivo após a nomeação dos 100 profissionais via concurso público. "Não vai resolver tudo. Mas vai dar uma guinada muito positiva", projeta.

sábado, 15 de junho de 2013

Preço da arroba do boi, menor custo e exportações favorecem confinamento

Volume de animais engordados nesse sistema intensivo vai aumentar ante 2012

por Estadão Conteúdo

Divulgação/Alta Genetics
Crise econômica mundial e aumento dos custos de produção em grandes produtores mundiais favorece confinamento no Brasil
Os preços mais baixos do milho, a expectativa de cotação firme da arroba do boi gordo e as exportações de carne em alta devem estimular o confinamento neste ano, avalia o gerente de mercado da Agroceres Multimix, Victor Walzberg. Ele não cita porcentual, mas com base nos fundamentos diz, em nota, que o volume de animais engordados nesse sistema intensivo vai aumentar ante 2012. 

Para o especialista, que participará da Feicorte 2013 na próxima semana, apesar de um volume maior de confinados, o período tradicional de entressafra sustentará os preços da arroba no segundo semestre do ano. "O valor da arroba pode subir até 10%, chegando até R$ 110. Hoje os frigoríficos já estão com baixa escala, o que favorece o produtor na negociação." Outro ponto que chama a atenção é que não houve alojamento no primeiro ciclo de confinamento deste ano, resultando na atual falta de gado para abate, explica Walzberg. 

Exportações
Walzberg ainda disse que a combinação da crise econômica mundial com aumento dos custos de produção em grandes produtores mundiais, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Argentina, levou a uma perda de competitividade da pecuária naqueles países. O movimento se traduziu em uma redução dramática dos seus rebanhos. 

"A demanda mundial por carne bovina continua firme enquanto a oferta está reduzida em função da queda de disponibilidade de animais em países importantes e o Brasil é um dos poucos países do mundo em condições de atender a esta demanda, o que pode contribuir para aumento das exportações brasileiras e até abertura de novos mercados", ressalta o executivo. 

JORNAL ANGUS @ NEWS - TERNEIRO DE QUALIDADE É RETORNO GARANTIDO

por Alexandre Gruszynski

Produzir com apurada seleção genética, com campos nativos melhorados ou com pastagens, aliado a correto manejo e sanidade, só pode ter como resultado o aumento da velocidade do giro da propriedade e, óbvio, maior lucratividade, permitindo receita e novos investimentos.

Ganhar mais peso, mais qualidade, maior valor agregado, no mesmo campo, no mesmo tempo e com o mesmo número de vacas.
Estas são as vantagens básicas ou benefícios da produção de terneiros de qualidade, de genética superior, comparativamente a terneiros comuns.
A opinião é do médico veterinário e analista de mercados, Eduardo Lund. Proprietário da Lund Negócios, em Pelotas, RS, com amplo conhecimento no campo de análises da produção pecuária e no mercado de carne.
Lund faz uma indagação aos criadores. “Por que não produzir terneiros de qualidade, quando as vantagens são tantas e os resultados compensam plenamente os custos de investimento?”.
À medida que se barateiam os custos da inseminação, a produção de um bom terneiro libera a vaca mais cedo para se recuperar e estar pronta para outra gestação, lembra o analista. “Também se reduz o tempo de ocupação da área de campo com bons terneiros. Eles ganham peso mais rapidamente e se aprontam antes, obtendo maior valor agregado por que saem da propriedade mais cedo e tem mercado garantido no segmento do novilho jovem, aumentando o giro do negócio”, aponta. Menos qualidade: mais tempo, menor lucro.
 Comparativamente, observa Lund, o terneiro sem qualidade demora mais para chegar num peso ideal ou será vendido com um peso mais baixo em relação ao de boa qualidade. “Tanto o terneiro de qualidade quanto o comum usam a mesma vaca e o mesmo campo, mas os resultados são diferentes” afirma. Ele faz a análise considerando os nove meses de gestação e mais seis a oito meses para a venda. O terneiro de qualidade terá entre 160 a 200 kg, e será vendido possivelmente acima dos R$ 4,00 o quilo. Já o sem qualidade terá um máximo de 150 kg e na venda poderá até obter cotação similar, mas valerá menos por ser mais leve.Esta é a principal diferença. O produtor de terneiros tem que fazer esta avaliação, porque a agropecuária é um negócio que tem que gerar lucro, e o terneiro de qualidade é um investimento com lucro certo”, afirma o analista ...

leia a reportagem completa: http://www.vitrinebage.com.br/601/pdf/213.pdf


 .

quinta-feira, 13 de junho de 2013

13 de JUNHO - DIA DE SANTO ANTÔNIO


As lições do Mercado de Liniers – o que podemos aprender com a Argentina na comercialização para abate

por Fernando Furtado Velloso
Das boas lições em pecuária que se traz da Argentina é o Mercado de Liniers, o centro mais importante de negócios com gado no país. Neste centro de leilões de gado gordo (para mercado doméstico e exportação), os produtores argentinos vendem boa parte de sua produção há mais de 110 anos, no bairro de Mataderos, Buenos Aires. Tive a oportunidade de voltar a este mercado na semana passada e compartilho, aqui, algumas informações.
Alguns números deste centro de vendas são dignos de divulgação: capacidade física para recebimento de mais de 30 mil animais em 2,2 mil mangas, 33 balanças para pesagem de lotes de animais, comercialização de aproximadamente 110 mil bovinos por mês, 55 firmas consignatárias (leiloeiras) instaladas, 34 mil usuários cadastrados na internet e fonte de trabalho para 2,5 mil famílias. Num passado não muito distante, Liniers comercializava mais de 25% de todo gado gordo do país e, hoje, vende 10% do total do abate nacional, correspondendo a 1,3 milhões de bovinos em 2010.
Mercado de Liniers (Arg)

Em plena era de tecnologia, internet e negócios virtuais, pode parecer anacrônico falar em um centro para concentração de animais com todas as implicações e custos de transporte e possíveis perdas. Porém, existem lições nesta forma de comercialização:
a) garantia de pagamento: em Liniers existe 100% de garantia de pagamento pelos consignatários e esta é uma norma do centro (até no caso de animais caídos e mortes de transporte ocorre o pagamento ao vendedor);
b) venda por kilograma: todos os negócios ocorrem na base de peso por quilo e o lote é pesado imediatamente após a compra e, assim, gera-se transparência e confiança no comprador;
c) venda do pequeno produtor: o produtor de menor porte pode levar um lote de cinco animais e alcançar preços top (se a qualidade do gado for elevada, independente da quantidade);
d) sistema de informações: o mercado tabula e disponibiliza diariamente as cotações (mínimas, médias e máximas) para todas as categorias comercializadas e, assim, contribui muito com informações a todos os pecuaristas do país. Vale à pena conhecer em www.mercadodeliniers.com.ar.
Mercado de Liniers (Arg)
Nestes mais de 110 anos, Liniers não foi somente um bom local para compra e venda de gado, mas, sim, um meio de transformação da pecuária e carne argentina. A venda diária de gado gordo e a total transparência nos negócios levaram a uma maior compreensão do pecuarista em relação ao tipo de produto mais valorizado pelo mercado (raça, cruzamento, idade, peso, grau de terminação, etc). Esta compreensão levou à padronização do rebanho argentino e à conquista do ótimo conceito internacional da carne argentina.
Não trago estas informações pensando que um centro para venda de gado no RS seja uma alternativa, mas sim para demonstrar que formas mais elaboradas de comercialização e a produção e disponibilização de informações de mercado são ferramentas transformadoras da pecuária.
FONTE:  Jornal Folha do Sul

Setor de carnes brasileiro comemora alta do dólar frente o real




Setor de carnes brasileiro comemora alta do dólar frente o real
A valorização do dólar frente o real atingida nas últimas semanas no mercado cambial brasileiro tem sido favorável para o setor de carnes. De acordo com analista da MB Agro, Cesar de Castro Alves, a receita com as exportações vem crescendo.

No entanto, o receio dos pecuaristas passa agora a ser em relação ao preço do farelo de soja, item muito importante da alimentação animal. Com o estímulo à exportação, o mercado brasileiro pode sofrer com a falta do produto no mercado interno.

Para o diretor técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, os produtores devem estar atentos para as políticas econômicas do Brasil, para que os investimentos continuem vindo para o país.

“A política econômica fracassou nos dois pontos que tentava melhorar: no crescimento, que não se desenvolve, e no controle da inflação”, afirmou o executivo.

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, também concordou que o câmbio até R$ 2,20 é benéfico e adequado ao setor exportador de proteínas animais. Turra também ponderou, no entanto, que é necessária uma atenção especial ao impacto do câmbio no endividamento em dólar das companhias.

“O câmbio livre é uma conquista. O setor se beneficia em termos de volume e receita, pois impulsiona as exportações de proteínas. Entretanto, há empresas do setor que estão com endividamento alto e aí precisa haver uma atenção e um equilíbrio”, declarou.

Ele comentou que o segmento produtor de aves no Brasil está conseguindo, somente agora, compensar o alto custo dos grãos observado no segundo semestre do ano passado. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Reunião debate rastreabilidade do rebanho gaúcho

Câmara Setorial da Carne reúne-se hoje em Porto Alegre
Câmara Setorial da Carne reúne-se hoje em Porto Alegre
Crédito: Vilmar da Rosa/Seapa
por Marcelo Pimenta e Silva

Hoje, em Porto Alegre, na Secretaria da Agricultura, ocorre reunião da Câmara Setorial da Carne. Na pauta do encontro, o debate sobre o Sistema de Identificação que será implantando no Estado. O sistema servirá como uma ferramenta para rastreabilidade, cujo principal objetivo, segundo a Secretaria da Agricultura, é a melhoria do controle sanitário, visando o combate à clandestinidade, sonegação e abigeato. “Pensamos que esta é uma medida muito importante para diferenciação da pecuária no RS e, sem dúvida, um sistema voltado à inocuidade dos alimentos e segurança alimentar da população”, comenta a coordenadora da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñé.
 
Instituto Gaúcho da Carne
A coordenadora da Câmara informa que também serão debatidas as atuais ações do programa de valorização da carne gaúcha, que é baseado em dois projetos de Lei: um que institui o Sistema de Identificação e outro que cria um fundo para o desenvolvimento da cadeia produtiva. Anna Suñé ressalta que o papel do Estado, neste programa, está na instituição de um fundo setorial que garantirá a continuidade e dará suporte para o Instituto Gaúcho da Carne, organismo a ser criado de formatação privada, e que será responsável pela consolidação de informações de toda cadeia produtiva, gestão de um projeto setorial de assistência técnica dirigida para o aumento da natalidade e redução da idade de abate no RS. “Ele também será responsável pela promoção comercial da carne gaúcha, a partir das garantias sanitárias do Estado e das condições diferenciais da carne aqui produzida, pela qualidade genética e do ambiente único e sustentável”, destaca a coordenadora da Câmara Setorial da Carne, ao informar que, no atual momento, os projetos de lei já estão redigidos. “Pretendemos na reunião da Câmara discutir ajustes finais para encaminhar à Assembleia Legislativa”, complementa.
fonte: Folha do Sul

Mercado do boi gordo com oferta enxuta em São Paulo

Em São Paulo, houve desvalorização na referência a prazo para o boi gordo, atualmente em R$100,50/@. Porém, isto não reflete uma tendência do mercado no estado, uma vez que o cenário é de oferta curta.

As empresas que compram animais em outras praças mantêm as ofertas de balcão em valores menores. Já os frigoríficos que compram exclusivamente dentro do estado estão com valores maiores.

As escalas atendem entre dois e três dias e há empresas pulando dias de abate.

No mercado atacadista, os preços estão estáveis. Os estoques estão abastecidos, apesar da oferta modesta de animais para abate, o que demonstra que a demanda não tem colaborado.
fonte: Scot Consultoria

Marca de carnes especiais Swift Black, da JBS, conquista prêmio internacional de qualidade

A JBS obteve a nota máxima do Superior Taste Award, único selo de qualidade em sabor concedido por líderes de opinião da Europa e emitido pelo International Taste & Quality Institute (iTQi). O Bife de Chorizo Swift Black foi a única carne bovina in natura do Brasil a receber a nota máxima do juri do iTQi em toda existência do prêmio, conquistando três estrelas.
A avaliação foi feita por juri composto de membros de 15 países, representando as mais prestigiadas associações de culinária da Europa. Os selos estão classificados em uma, duas ou três estrelas douradas, de acordo com a conformidade e importância dos itens analisados, como primeira impressão, aspecto visual, aroma, textura e sabor. Os produtos também são submetidos à degustação cega, obedecendo a rigoroso processo de análise sensorial.
Armando Celso, diretor executivo do JBS, na premiação
Fonte: Informativo da JBS, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Câmara dos Deputados aprova Medida Provisória que desonera cesta básica

Desoneração inclui carnes bovina, suína, de aves, de peixes, ovinos e caprinos, além de café, óleos vegetais, entre outros

Renato Bairros
Foto: Renato Bairros / Agencia RBS
Desoneração da cesta básica inclui carnes
O Plenário da Câmara aprovou nessa terça, dia 11, a Medida Provisória 609/13, que isenta os itens da cesta básica do PIS/Pasep e da Cofins, com impacto previsto de R$ 5,1 bilhões na renúncia de tributos em 2013. Também foi incluído na MP 609 o conteúdo aprovado pela Câmara para a MP 605/13 para garantir a redução na conta de luz. A matéria seguirá para o Senado.
A desoneração da cesta básica inclui carnes (bovina, suína, aves, peixes, ovinos e caprinos), café, óleos vegetais, manteiga, margarina, açúcar, papel higiênico, pasta de dente e sabonete. Sem contar os itens acrescentados no relatório, as renúncias fiscais previstas para 2014 e 2015 são estimadas em R$ 7,5 bilhões e R$ 8,3 bilhões, respectivamente.
O texto aprovado pela Câmara é o relatório do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), apresentado na comissão mista que analisou a matéria. O relatório amplia a lista de produtos correlatos aos da cesta básica, isentando também o sal, o pão de forma, biscoitos, sucos, molho de tomate, vinagre, polvilho, escova de dentes, absorventes higiênicos, fraldas e gás de cozinha.
Adicionalmente, outros produtos são isentos de PIS e Cofins, como água sanitária, sabão em barra, desinfetantes, camarão, rações animais, material escolar, cimento, tijolos e telhas onduladas, e produtos para alimentação enteral (pela veia).
Para Edinho Araújo, a votação da MP é importante porque o item cesta básica incide muito no custo de vida do trabalhador.
– Isso vai gerar emprego e combater a inflação – disse.
O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que é preciso garantir que as desonerações sejam repassadas para o consumidor na forma do barateamento dos produtos.
– Há um temor de que as desonerações beneficiam quem produz, mas não quem vai comprar o produto – declarou.
Óleos vegetais
Outro destaque aprovado pelo Plenário, do PTB, retomou o texto original da MP para permitir a isenção do PIS/Pasep e da Cofins para os óleos vegetais brutos, favorecendo o pequeno produtor.
Em complemento a essa iniciativa, destaque do PSC aprovado excluiu os óleos brutos dentre os produtos que podem gerar crédito presumido do PIS/Pasep e da Cofins na compra de insumos para sua produção, já que esses óleos serão isentos desses tributos.
Fim do crédito
Com a isenção do PIS/Pasep e da Cofins, as empresas e cooperativas não contarão mais com o crédito presumido de 35%, 50% ou 60% incidentes sobre a compra de bens e serviços usados como insumo, inclusive combustíveis e lubrificantes, quando da produção de manteiga, margarina, óleos vegetais, açúcar e criação de peixes, e nas carnes de ovinos e caprinos.
Para a comercialização de ovinos e caprinos vivos, a MP permite o uso do saldo do crédito presumido existente até a data de sua edição para compensar outros tributos ou para ressarcimento, contanto que eles tenham sido apurados quanto a despesas e custos vinculados à exportação.
Café de exportação
Situação semelhante quanto aos créditos é imposta ao café não torrado, cujo crédito presumido somente poderá ser apurado na sua compra se o produto for usado na fabricação de café torrado ou de preparados de café destinados à exportação.
Antes, o crédito podia ser aproveitado independentemente de o produto final ser ou não exportado. A regra, entretanto, não se aplica à empresa comercial exportadora, que apenas compra para revender ao exterior.
Equipamentos agrícolas
Da MP 601/12, que também perdeu a vigência por não ter sido votada no Senado, Edinho Araújo incorporou a ampliação dos equipamentos agrícolas que contam com redução da base de cálculo para o pagamento do PIS/Pasep e da Cofins na sua produção ou importação.
Alguns tipos de equipamentos já estão contemplados pela legislação (ceifadeiras e colheitadeiras de feno, por exemplo), mas a lista é ampliada, incluindo até ordenhadeiras, prensas e reservatórios refrigerados e outros sem autopropulsão.
AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS

terça-feira, 11 de junho de 2013

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - CARNE A RENDIMENTO NO RS





*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO
 EM 11.06.2013

BOI: R$ 6,80 a R$ 7,20
VAC
A: R$ 6,40 a R$ 6,60

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - KG VIVO NO RS






  REGIÃO DE PELOTAS

 *PREÇO POR KG VIVO
   EM 11.06.2013

   KG VIVO:
   BOI GORDO: R$ 3,40 A R$ 3,60
   VACA GORDA: R$ 2,90 A R$ 3,10



   FONTE: PESQUISA REALIZADA
   POR http://www.lundnegocios.com.br


PREÇOS MÉDIOS DE GADO - MERCADO FÍSICO / KG VIVO NO RS



REGIÃO DE PELOTAS    
EM 11.06.2013                      

TERNEIROS R$ 3,90 A R$ 4,10                
TERNEIRAS R$ 3,40 A R$ 3,60
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,20 A R$ 3,40
BOI MAGRO R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA DE INVERNAR R$ 2,70 A R$ 2,80

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR 
http://www.lundnegocios.com.br

Venda de carne para países muçulmanos é nicho promissor




Venda de carne para países muçulmanos é nicho promissor
Exportação de carne bovina para mercados com população muçulmana cresceu 76% em dez anos. Vendas atingiram US$ 1,5 bilhão em 2012, totalizando mais de 367 mil toneladas

O Brasil vem batendo uma série de recordes de exportação de carne bovina nos últimos anos, resultado da abertura de novos mercados e crescimento da demanda global pelo produto. Uma região que tem ganhado cada vez mais importância para os frigoríficos brasileiros é o dos países muçulmanos, que inclui o Oriente Médio, sudeste asiático e norte da África.

Para debater sobre as oportunidades de desenvolvimento deste mercado, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), em parceria com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), realiza hoje o Workshop halal Brasil em Brasília (DF).

O evento conta com a presença do presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli, do presidente da FAMBRAS, Mohamed Hussein El Zoghbi, do presidente da Apex Brasil, Maurício Borges, além de representantes e convidados de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e outros países muçulmanos e debaterá os procedimentos para abate halal, que definem quais alimentos são permitidos para o consumo, seguindo os preceitos e normas ditadas pelo Alcorão – livro sagrado da religião islâmica.

“Com aproximadamente 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo, o mercado de carne Halal tem um potencial muito grande de crescimento, tendo em vista que, nos últimos dez anos, registrou um crescimento de 447% em faturamento e 76% em volume”, afirma Camardelli.

“O Workshop pretende alinhar, da melhor forma possível, os procedimentos exigidos para emissão do certificado Halal, e assim facilitar o comércio com os países que fazem este tipo de exigência para importação de carne bovina. Atualmente o Brasil já exporta aproximadamente US$ 1,5 bilhão ao ano para os países de maioria muçulmana do Oriente Médio, Ásia e Norte da África, e a realização do Workshop na Apex-Brasil dá força e credibilidade ao setor para realizar essas negociações”, explica o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.

Em 2012 a exportação brasileira de carne bovina para países de maioria muçulmana totalizou mais de 367 mil toneladas. “Cerca de um terço de toda a carne bovina exportada pelo Brasil em 2012 foi destinada para os mais de 38 países de maioria muçulmana”, explica o presidente da ABIEC.

Confira abaixo a lista dos países que mais importaram carne Halal brasileira:
 
PAISESFaturamento US$(2012)Toneladas exportadas (2012)
Egito551.655.366,57139.724,59
Irã320.339.349,6767.017,80
Arábia Saudita166.718.747,1236.374,68
Líbano82.788.877,2115.251,22
Líbia78.745.318,8018.833,94
Angola73.066.812,7019.073,70
Emirados Árabes Unidos70.499.424,0912.254,30
Jordânia62.887.536,4213.989,34
Argélia60.193.760,3012.154,83
Kuwait29.075.105,976.819,56

“O objetivo deste evento é propormos regras claras e definidas para que o procedimento Halal seja unificado, dentro das corretas determinações do Alcorão Sagrado e da Jurisprudência Islâmica. Esta definição trará, cada vez mais, credibilidade e aceitação plena em todo o mercado islâmico mundial” explica o presidente da Fambras.

O que é abate halal?
No alcorão, o termo halal exprime valor lícito a alguma coisa. No caso dos alimentos, a adoção deste procedimento para abate determina se uma comida é autorizada pelas leis muçulmanas. Um abate halal cumpre as seguintes condições:
·                    Para serem abatidos, os animais devem estar saudáveis e aprovados pelas autoridades sanitárias competentes;
·                    O abate será executado somente por muçulmano mentalmente sadio e que entenda totalmente o fundamento das regras e condições relacionadas com o abate de animais no Islã;
·                    A frase “Em nome de Deus, Deus é maior!” (Bismillah Allahu Akbar) tem de ser invocada imediatamente antes do abate;
·                    Os equipamentos e utensílios utilizados são exclusivos para o tipo de degola;
·                    A faca do abate deverá ser afiada;
·                    A sangria deverá ser feita apenas uma vez. A ação cortante do abate é permitida já que as facas não são descoladas do animal, procurando reduzir o sofrimento infringido;
·                    O ato do abate cortará a traqueia, o esôfago e ambas as artérias e a veia jugular para apressar o sangramento e a morte do animal;
·                    O esgotamento do sangue deverá ser espontâneo e completo;
·                    Inspetor muçulmano treinado será indicado e responsabilizado para checar se os animais são abatidos corretamente de acordo com as leis Shariah (código moral e religioso do Islã).

fonte: Agrolink com informações de assessoria

Com vazio de oferta, carne bovina atingirá preços recordes

Com demanda crescente e redução de estoque, o mercado pecuário tende a entrar no próximo mês em um vácuo na oferta de boi gordo 

O resultado será a disparada de preços da carne bovina. O cenário se relaciona ao avanço das exportações e do volume de abates, à quantidade reduzida de gado confinado e, por outro lado, à procura internacional intensificada pela desvalorização do real frente ao dólar.

A quantidade de gado no mercado vem caindo com o aumento dos abates de matrizes e com elevação da demanda. De acordo a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o Estado exportou, no primeiro quadrimestre deste ano, 39,3 mil toneladas de carne bovina, resultando em receita de US$ 188 milhões. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as altas foram, respectivamente, de 28% e 20,4%. No período, a quantidade de animais abatidos cresceu 16%.

FONTE: REVISTA SINDIRURAL

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Principais indicadores do mercado do boi – 11-06-2013

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,16%, nessa segunda-feira (10) sendo cotado a R$98,64/@. O indicador a prazo foi cotado em R$99,40.
A partir de 2/jan/12 o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro registrou valorização 0,14%, cotado a R$776,13/cabeça nessa segunda-feira (10). A margem bruta na reposição foi de R$851,43 e teve desvalorização de 0,43%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (10), o dólar valorizou 0,63% e foi cotado em R$2,15. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,78% sendo cotado a US$45,88. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 10/06/13
O contrato futuro do boi gordo para Jul/13 teve desvalorização de R$0,08 e foi negociado a R$100,17.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/13
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$96,80. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo foi de -R$1,85 e sua variação teve baixa de R$0,16 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Boi gordo: oferta enxuta mantém preços firmes




Boi gordo: oferta enxuta mantém preços firmes
Cotações firmes no início da semana.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta segunda-feira (10/6), em São Paulo, a referência para o boi gordo fechou em R$99,00/@, à vista, e R$101,00/@, a prazo. Nos últimos dias houve negócios em até R$1,00/@ acima destes valores.

A oferta de animais terminados no estado continua enxuta. As compras nos estados vizinhos, principalmente em Goiás e Minas Gerais, deram determinado fôlego para as programações.

Na maioria dos casos, os frigoríficos buscam animais para o final desta semana e início da próxima. Cenário menos apertado na comparação com a semana passada.

A boa movimentação do mercado atacadista com osso colaborou para os negócios a preços mais altos.

O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$6,36/kg, alta de 2,2% em relação ao início de junho.