quinta-feira, 17 de junho de 2010

MERCADOS FUTUROS - 16.06.2010


Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados
Jun/1082,22-0,031.989337
Jul/1083,37-0,032.387232
Ago/1083,66-0,1279920
Set/1084,00-0,107589
Out/1084,790,0218.1081.018
Nov/1085,00-0,122041
Dez/1085,09-0,12250
Jan/1184,02-0,1200






Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F - Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F - Estado de MS
DataA vista R$/@A prazo R$/@DataA vista R$/cabeçaA prazo R$/cabeça
08/06/1081,3982,2008/06/10727,55728,93
09/06/1081,4482,2909/06/10729,31730,50
10/06/1081,1682,1410/06/10726,77727,79
11/06/1081,2882,1111/06/10730,08732,62
14/06/1081,5782,2514/06/10729,23734,03
15/06/1081,5582,4315/06/10738,28742,35
16/06/1081,6982,4416/06/10740,23742,35

FONTE : BEEFPOINT

Brasil importa mais sêmen em maio

O preço pago pelo quilo também esteve mais elevado

Em maio, o Brasil importou 432 quilos de sêmen bovino, aumento de 2,9% em relação a abril. A receita gasta e o preço pago também apresentaram uma elevação de 3,6% e 6,5%, respectivamente, em relação ao mês anterior. Na comparação com abril de 2009, foi observada uma elevação de 27,33% no preço e uma queda de 23,4% no volume e de 2,5% na receita.

Ainda de acordo com dados do MDIC, 57,8% das importações brasileiras realizadas nestes cinco primeiros meses são originárias dos Estados Unidos, seguidas de 23,8% do Canadá, 8% da Espanha, 2,7% da Holanda e 2% França. Os outros 5,6% vieram do Uruguai, Argentina, Itália, Alemanha, República Tcheca, Austrália, Reino Unido e Suíça.

O gráfico abaixo mostra o comparativo das receitas gastas para aquisição de sêmen bovino nos anos de 2009 e 2010.

Para saber mais, acesse o Informativo Mensal do Centro de Inteligência em Genética Bovina.


Fonte: Centro de Inteligência em Genética Bovina

Custo de produção de bovino cresce e frango ganha espaço

Cenários: É o que prevê relatório da FAO e da OCDE para próximos 10 anos
Assis Moreira, de Genebra
Exigências ambientais e padrões sanitários mais rígidos vão elevar os custos da produção de carne bovina, principalmente, e desacelerar a expansão dessa proteína nos próximos dez anos. Ao mesmo tempo, crescerá a preferência do consumidor por frango em detrimento de outras carnes.
A projeção é da Agência de Agricultura e Alimentação da Organização das Nações Unidas (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório sobre as perspectivas agrícolas para os próximos dez anos, ao qual o Valor teve acesso e que será divulgado hoje. O documento confirma a predominância do Brasil na produção das mais diversas commodities.
Recentemente, a FAO causou controvérsias ao apontar a pecuária como responsável por 18% das emissões totais de gases de efeito estufa (considerando todos os segmentos), mais do que o setor automotivo, e sugerindo dietas vegetarianas.
Agora, o novo relatório calcula que a pecuária é responsável por 80% de todas as emissões do setor agrícola em decorrência de desmatamento, uso de combustíveis em queimadas, fermentação intestinal e gestão de esterco.
A FAO e a OCDE calculam que as emissões devem aumentar substancialmente no futuro, já que a alta da renda deve elevar o consumo de carnes, lácteos e outros produtos de maior valor agregado.
Projetam maior alta nas emissões agrícolas na América Latina, Ásia e África. O custo das emissões da pecuária pode resultar em mudanças na produção, consumo e comércio do setor, diz o relatório, favorecendo a demanda por carne associada a um menor volume de emissões, como frango.
O consumo mundial de carnes continuará a ter uma das maiores taxas de crescimento entre os produtos agrícolas. Virtualmente toda a alta da demanda virá de países em desenvolvimento, sobretudo para carne de frango que poderá crescer 2,8% ao ano, e carne suína, com 2,3%. Já a demanda por carne bovina deve aumentar 2%.
"Parece haver uma preferência universal por frango em comparação com outras carnes", diz o estudo. Mesmo nos países da OCDE, onde o crescimento per capita do consumo de carnes é marginal, o frango cresce em detrimento de outros produtos. "Essa tendência deve continuar nessa década ao redor do mundo".
Em termos de produção, a de carne bovina só aumentará 1,9% na próxima década - ante 2,1% até agora - , por causa de maior custo e disponibilidade de recursos naturais. Países emergentes serão responsáveis por 89% da produção adicional, com domínio do Brasil e China - o primeiro com maior ganho de produtividade do trabalho e o segundo com mais ganho de produtividade da terra.
Quanto ao comércio, as exportações podem aumentar 22% em comparação ao período 2007-09. A projeção aponta o Brasil como responsável por 63% das vendas de toda a carne exportada a partir de países não membros da OCDE, e por um terço da exportação total.
Os Estados Unidos perderão sua liderança nas importações de carne até 2019 para a Europa. Os europeus vão importar 2,9 milhões de toneladas por ano, os EUA, 2,2 milhões e o Japão, 2,1 milhões de toneladas. Japão, México e Coreia continuarão sendo importadores líquidos. A Rússia, até recentemente o maior importador líquido de carnes, pode reduzir suas compras em até 1 milhão de toneladas, se conseguir o objetivo de elevar a produção doméstica.
A expectativa é de que os mercados de carnes vão se recuperar rapidamente nos primeiros anos da projeção 2010-2019. Nos últimos dois anos, os preços não acompanharam o desenvolvimento "excepcional" das outras commodities.
Em termos de preços, a projeção é de alta nominal para carnes bovina e suína de 22% até 2019, enquanto o preço do frango subiria 34% e o da carne de cordeiro, até 68%.
A FAO e OCDE preveem também um ritmo mais acelerado na consolidação e globalização da produção. Exemplo é a união entre Perdigão e Sadia, que criou a BRF Brasil Foods, uma das maiores do setor de carnes no mundo em valor de mercado. A exigência de crescente economia de escala, no rastro da crise econômica, deve abrir "oportunidades globais" de consolidação no setor.

FONTE: Valor Econômico

Código Florestal: Lula quer adiar decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se opõe à votação de mudanças no Código Florestal neste ano, relatou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Não é matéria para ser votada em ano de eleição", disse a ministra, após conversar sobre o assunto com o presidente.
Izabella Teixeira avalia que as mudanças em debate na Câmara inviabilizam o cumprimento das metas de redução das emissões de gases de efeito estufa propostas pelo governo no final do ano passado e transformadas em lei pelo Congresso. A principal meta trata da redução do desmatamento. O maior obstáculo ao cumprimento das metas de cortar as emissões de carbono, na avaliação de Izabella, é a dispensa de áreas de proteção ambiental nas propriedades de até 4 módulos fiscais. Isso desobrigaria 90% dos proprietários de terra a manter ou recuperar a vegetação nativa em uma parcela de seus imóveis.
A ministra conclui nos próximos dias estudo sobre o impacto das mudanças propostas por relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) na semana passada. Uma nova tentativa de votação da proposta na comissão especial da Câmara está marcada para a próxima segunda-feira.
Segundo Izabella, antigas plantações de café não podem receber o mesmo tratamento de áreas desmatadas até julho de 2008, como permite a proposta. Decreto de Lula adiou até junho de 2011 as punições aos desmatadores

FONTE: O Estado de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Rigor trabalhista para a Expointer

Representantes da Secretaria da Agricultura (Seappa) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) definiram, ontem(16), regras para proteger os direitos trabalhistas de funcionários terceirizados ligados a empresas contratadas pelo Estado para serviços de limpeza, conservação e vigilância na Expointer. O governo deverá requerer, na assinatura do contrato, a lista de trabalhadores que atuarão na mostra. O MPT receberá cópia dos contratos entre Estado e empresas, e a Delegacia Regional do Trabalho controlará o cumprimento das regras. A medida deve dar segurança a 300 trabalhadores.
Conforme o secretário da Agricultura, Gilmar Tietböhl, a Pasta já pede a lista, e as exigências poderão ser feitas mesmo sem estarem em editais. Segundo Gilson de Azevedo, procurador do Trabalho, a intenção é evitar casos como o de 2008, quando a vencedora da licitação não pagou os encargos. Os trabalhadores entraram com ação, e o poder público deve ser responsabilizado.

FONTE: Correio do Povo

RS cobra garantia a florestamento

O setor florestal do Rio Grande do Sul reivindica garantias para sustentabilidade da cadeia produtiva. O presidente do Sindicato da Madeira (Sindimadeira), Serafim Quissini, pediu, ontem em audiência pública na Assembleia, o engajamento dos deputados na definição de marco legal para facilitar o plantio, dentro de regras claras. "Micro e pequenos proprietários não sabem mais se podem e onde devem plantar. Estamos preocupados e temos dificuldades com a burocracia que está impedindo o crescimento das propriedades menores." Na reunião da Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável, os empresários também manifestaram preocupação com a retomada dos investimentos nos polos de reflorestamento, interrompidos pela crise mundial.
O representante da Secretaria de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai) Carlos Andrade disse que o Estado está atuando para que os investimentos anunciados sejam executados, da mesma forma que trabalha para atrair novos projetos. Ele destacou que a secretaria realiza um estudo de viabilidade e diagnóstico florestal do RS para saber o que pode ser melhorado. O gerente Florestal da CMPC Celulose do Brasil, Renato Rostirolla, reiterou o projeto da empresa de retomar investimentos retraídos pela crise mundial. "Fomos surpreendidos e tivemos que vender ativos. Mas estamos nos recuperando."

FONTE: Correio do Povo

Marfrig aposta em aumento da parceria com McDonald"s

Da Agência Estado (Ribeirão Preto) - Executivos da Marfrig Alimentos exaltaram, durante teleconferência para analistas de mercado e acionistas, que a aquisição da norte-americana Keystone Foods proporcionará a ampliação da parceria com a maior rede de fast food do mundo, o McDonald"s, que ocorre há 40 anos. A companhia priorizará ainda o crescimento na China, mercado considerado prioritário nos planos de expansão global da Marfrig e para o qual estão previstas a ampliação e até construção de novas unidades de processamento.
Na China, inclusive, a Keystone - agora Marfrig - é dona de 80% do McDonald"s. No Brasil, a Marfrig é fornecedora exclusiva da cadeia de lanchonetes. Segundo o presidente da Marfrig Alimentos, Marcos Antonio Molina dos Santos, o próprio McDonald"s intermediou a venda da Keystone para a companhia. "A Keystone foi uma oportunidade para fecharmos essa cadeia de aquisições e, por pertencer a um fundo que estava encerrando e colocaria a empresa à venda, fomos procurados por sermos um comprador estratégico e por indicação do Mc Donald"s", disse o executivo.
Indagado por um analista se uma possível busca do McDonald"s por outros fornecedores poderia abalar a companhia, o diretor de Relações com Investidores da Marfrig Alimentos, Ricardo Florence, afastou essa possibilidade e considerou como "consolidada e sem chance de ser desfeita" a parceria entre as duas empresas. Santos completou e disse que a operação "irá fortalecer o mercado global", com a rede de fast food.
Com vendas de US$ 6,5 bilhões anuais a Keystone é a maior empresa de distribuição de proteínas animais para restaurantes no mundo, de onde vêm 60% da receita, e também grande processadora de proteínas. Do total faturado, 40% vem dos Estados Unidos, 40% Europa e 20% da Ásia, mercado no qual a Marfrig aposta no crescimento.
MÉDIO PRAZO - O presidente da Marfrig afirma que a compra da Keystone Foods "põe um ponto final em aquisições" da companhia ao menos nos próximos cinco anos. Esse é o período que a companhia brasileira terá para captar recursos para saldar a emissão de R$ 2,5 bilhões (US$ 1,3 bilhão) em debêntures mandatórias com prazo em cinco anos.
O empresário brincou ao responder a questão, já que tinha feito promessa semelhante quando a Marfrig comprou a Seara, no ano passado. "Agora vou ter de fazer um documento público para não comprar mais nada; mas com essa aquisição vou "diluir ainda mais" e nos próximos cinco anos não podemos fazer nada", disse Santos. "Vou trabalhar os próximos cinco anos para ter o melhor retorno possível para performance da Marfrig e consolidar a companhia", completou.

FONTE: Diário de Cuiabá

Autoridades debatem estratégias para erradicar febre aftosa

Doença foi assunto de um painel realizado nesta quarta durante a Feicorte 2010

Mais investimentos e maior integração entre os Estados. Estas foram algumas das necessidades para o combate à febre aftosa apontadas por especialistas reunidos em São Paulo. A erradicação da doença foi assunto de um painel realizado nesta quarta, dia 16, durante a 16ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte 2010).
O painel debateu as estratégias de autoridades sanitárias e de entidades de classe sobre as próximas etapas do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa. O secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, João Sampaio, defendeu maior integração dos Estados brasileiros no combate à doença. Segundo ele, SP tem confiança nas medidas adotadas pelos Estados vizinhos.
Desde julho de 2008, 15 Estados e o Distrito Federal estão livres de febre aftosa com vacinação. Só o programa de erradicação da doença em São Paulo, por exemplo, contou em novembro do ano passado, com a vacinação de mais de 10 milhões de cabeças de gado, de 150 mil propriedades.
São Paulo é classificada como área livre com vacinação desde o ano 2000. Para o coordenador de Defesa Agropecuária do Estado, Cláudio Alvarenga, é preciso mais ação nas regiões de fronteira para evitar a entrada da doença no país.
O presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, acredita que são necessários investimentos neste setor.
Para o presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte, Sebastião Guedes, o Brasil deve conseguir o status de zona livre de aftosa. Porém, é preciso uma boa estrutura de defesa sanitária e vigilância.

FONTE: CANAL RURAL

Gilmar Tietböhl Rodrigues assume como novo secretário da Agricultura do RS

Servidor aposentado, já ocupava pasta interinamente
Gilmar Tietböhl Rodrigues assumiu na noite de quarta, dia 16, como titular da Secretaria da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul.
Natural de Porto Alegre, ele vinha ocupando interinamente a pasta, desde a saída do ex-secretário João Carlos Machado, em 1º de abril. Rodrigues é servidor aposentado do Banco do Brasil, onde ocupou os cargos de coordenador estadual do Crédito Rural e superintendente estadual adjunto.

FONTE: ZERO HORA

Análise de mercado do boi gordo

Em função do jogo do Brasil, o mercado praticamente não se movimentou no período da tarde de ontem.

O impacto da falta de negócios foi a redução das escalas de abate na maior parte das praças pesquisadas. Mas as vendas de carne também foram lentas, o que tirou a sustentação dos preços. O boi casado caiu 1,85% de ontem para hoje.

Em São Paulo, em função das escalas mais curtas (a maioria com 2 ou 3 dias de programação), começa a aumentar o volume de negócios a R$80,00/@, à vista, ou R$81,00/@, a prazo, ambos livres de funrural.

Já no Mato Grosso do Sul, o frio tem favorecido os negócios e alguns lotes em Campo Grande e Dourados foram fechados por R$76,00/@, à vista, livre do imposto. Mas a maioria das negociações sai por R$1,00/@ a mais.

Existem ofertas de compras mais baixas que o preço de referência também no Sudeste do Mato Grosso, mas sem negócios.

Já no Tocantins, em função de um ligeiro aumento na oferta de animais terminados, os preços caíram.

Clique aqui e veja as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

PREÇOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*


EM 17.06.2010
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,50 A R$ 2,70
TERNEIRAS R$ 2,20 A R$ 2,40
NOVILHOS R$ 2,40 A R$ 2,55
BOI MAGRO R$ 2,25 A R$ 2,40
VACA DE INVERNAR R$ 1,95 A R$ 2,05
.
*GADO PESADO NA FAZENDA
.
FONTE: PESQUISA REALIZADA POR http://www.lundnegocios.blogspot.com/

Carne bovina: MPF aperta o cerco

Visando apertar o cerco contra a circulação da carne ilegal nas estradas paraenses, o Ministério Público Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e a Polícia Rodoviária Federal assinaram, na tarde de ontem, um Termo de Cooperação Técnica que prevê a maior fiscalização sobre o trânsito de bois e mercadorias de origem bovina. A partir de agora, todas as barreiras de fiscalização da PRF no Estado deverão exigir toda a documentação como notas fiscais e Guias de Trânsito Animal - GTA e mais o Cadastro Ambiental Rural (CAR), exigido por todos os frigoríficos, curtumes e pecuaristas que assinaram o acordo pela pecuária sustentável com o MPF. Caso contrário, o produto deve ser apreendido. Já o IBAMA deve ser auxiliar nas operações garantindo pessoal técnico e repassando informações sobre multas aplicadas, áreas embargadas e demais sanções ambientais aplicadas às propriedades rurais que atuam no ramo da pecuária.Segundo Ubiratan Cazetta, Procurador da República, cada órgão atuará nas suas atribuições e potencializará a troca de informações. “Estamos apenas fazendo as atribuições diárias de cada um, que é fazer a fiscalização correta da atividade ilegal”, garantiu. Além de Cazetta, assinaram o documento a Superintendente Substituta do IBAMA, Irene Costa e o Superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Isnard Ferreira. Pelo acordo da pecuária sustentável, o prazo para que as propriedades rurais aderissem ao CAR terminou em janeiro de 2010. Até agora, 22,5 mil fazendas estão cadastradas. Agora, com as barreiras policiais verificando a documentação, caminhão que transporta produto bovino e não apresentar o Cadastro pode ter a mercadoria apreendida ou ter que voltar para a origem. Para Carlos Xavier, Presidente da Federação de Agricultura do Pará (Faepa), a fiscalização é bem vinda, mas não pode criminalizar o setor produtivo “Qualquer ação para combater a ilegalidade, temos que defender”, garantiu. “Mas acho que a fiscalização deveria ser estendida para outros, como quem transporta drogas e quem invade propriedades”. Mas Cazetta diz que não é essa a intenção. “A campanha não veio para perseguir ninguém”, garante ele.

FONTE: (Diário do Pará...)

O novo foco da Marfrig

O presidente da Marfrig Alimentos, Marcos Molina, não escondia a euforia na segunda-feira à noite, pouco depois de a empresa divulgar a aquisição da americana Keystone Foods. "Matar boi, a gente mata amanhã. Já desenvolver um produto é muito diferente", disse, rindo, em conversa telefônica com o Valor

LEIA MAIS: http://www.aviculturaindustrial.com.br/PortalGessulli/WebSite/Noticias/o-novo-foco-da-marfrig,20100616104602_Z_141,20081118093856_J_374.aspx

FONTE: AVICULTURA INDUSTRIAL.

Venda de boi na bolsa atinge R$ 600 mil

Animais estão sendo negociados na Bolsa Brasileira de Mercadorias e é novidade para pecuarista
Criada em abril deste ano, a comercialização de carne bovina na Bolsa Brasileira de Mercadorias, braço da BM&FBovespa, já movimentou cerca de R$ 600 mil em negociações.
Considerando o tamanho da pecuária brasileira, o número pode até parecer pequeno. Para dirigentes de corretoras e da bolsa, porém, ele é significativo, já que a negociação física de bois na bolsa de valores é algo totalmente novo para pecuaristas e frigoríficos. De acordo com o assessor de Novos Negócios da Bolsa Brasileira de Mercadorias, Edilson Alcântara, em abril, mês em que a modalidade de negociação foi lançada, foram negociados 32 animais, a um valor total de R$ 31 mil.
No mês seguinte esse número se multiplicou. Em maio, 624 animais ou R$ 440 mil foram comercializados. Só nas primeiras semanas de junho dois lotes totalizaram 800 cabeças. "O potencial de negociações é grande, podendo chegar a R$ 1 milhão por semana. Mas isso não será instantâneo. É preciso de tempo para que os pecuaristas de acostumem a operar na bolsa", diz Alcântara.
O diretor da corretora Ativacon, Carlos Dupas, que na última semana intermediou a oferta de 25 bois de um pecuarista, vê boas perspectivas à medida que houver a acomodação à ferramenta. Segundo os especialistas, a vantagem para o produtor é a segurança. "A partir do momento em que faz uma venda, o produtor espera em média 30 dias para receber."
Segundo ele, por meio da bolsa, o pagamento é quase à vista, pois quem compra tem que depositar no ato da assinatura do contrato 90% do valor total, e tem 10 dias úteis para depositar o resto. "Essa segurança é algo vital, pois nos últimos anos muitos frigoríficos grandes, como o Independência, causaram prejuízo para pecuaristas."
Do outro lado, a vantagem estará no fim da irregularidade da oferta, que gera problemas de escala para os frigoríficos. "Em média, um frigorífico tem um funcionário para cada boi abatido/dia. Imagine uma planta com mil funcionários com problemas de ociosidade", diz Alcântara.
PARA ENTENDER
Como funciona a negociação
O diretor da corretora Ativacon, Carlos Dupas, explica que há duas formas de vender bois na Bolsa Brasileira de Mercadorias. "A primeira é a negociação de balcão, que se assemelha muito com o procedimento tradicional, no qual pecuarista e frigorífico negociam diretamente. A diferença é que ele registra essa operação na bolsa e o frigorífico tem que fazer o depósito de 90% do valor na bolsa de garantias." A segunda modalidade, segundo Dupas, é o pregão, no qual o pecuarista oferta o lote e define um preço mínimo. A partir daí, o boi é disputado pelos frigoríficos. "Aí há três possibilidades: ou o criador vende pelo preço mais alto atingido no pregão; pelo preço mínimo ou por um preço abaixo do mínimo. Neste caso, com a anuência do ofertante".

FONTE : Estadão
Autor: Leandro Costa

País deve confinar menos

Criadores estão cautelosos para definir o volume de gado a confinar este ano. Pesquisa da Assocon, que ouviu 50 confinadores em 9 Estados, indica queda de 5,89% no rebanho confinado em relação a 2009. A preocupação dos criadores é com o movimento dos frigoríficos para ampliar suas estruturas de confinamento e preencher as escalas na entressafra.

FONTE: Estadão

Gado, pasto e floresta dá lucro triplo

Sistema que reúne os três elementos no mesmo ambiente aumenta produtividade do gado e dá renda extra
Sombra e água fresca para o rebanho têm tido bons e comprovados resultados. Não em relação ao lucro, mas na fertilidade do solo e na produtividade dos animais. Em relação aos bovinos, já estão comprovados o aumento da libido do touro e a interferência positiva no cio das fêmeas e até mesmo no peso dos bezerros, além de ganho de carcaça em torno de 20%, se comparado às engordas em sistemas a pasto aberto ou sistemas de confinamento.
Conhecido como sistema silvipastoril, o modelo de produção inclui, numa mesma área, a produção de madeira e de carne, explica o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Valdemir Antônio Laura. "Na sombra, o pasto não perde altas taxas de valor nutritivo, inclusive na entressafra, e o gado reduz sensivelmente o estresse, o que garante maior produtividade de carne e leite."

A espécie vegetal fica a critério do produtor. "Iniciamos o projeto com eucalipto, que chega à idade de corte com sete anos e, no sistema silvipastoril, com um ano de plantio das mudas, já se pode colocar o rebanho na área. Podem ser plantadas de 200 a 300 árvores/hectare e a área pode receber a mesma carga de bovinos de um pasto aberto."
O eucalipto, diz o pesquisador, recicla o ambiente e é adubado até o segundo ano de plantio. "Teoricamente, a matéria orgânica produzida é melhor do que a produzida por gramíneas. São árvores sustentáveis e se o produtor cortá-las em idade adulta automaticamente conseguirá empreender a ciclagem dos nutrientes. Esse processo é equilibrado e não retira matéria nenhuma do solo."

Atualmente, 1 hectare de floresta pura de eucalipto custa R$ 2.500 num espaço com 1.300 árvores. Caso sejam 400, o custo aproximado cai para cerca de R$ 1.200.
Benefícios. O pecuarista Francisco Maia, do Rancho Cayman, em Campo Grande (MS), separou uma área de 500 hectares há três anos e plantou eucaliptos. Há um ano e meio colocou o gado no local e notou os benefícios do sistema exatamente como descrito pela Embrapa. "É uma iniciativa sustentável e acrescenta lucros variados na produção. A madeira eu vou vender para produzir eletricidade, móveis e também às siderúrgicas", planeja Maia.

Em Ribas do Rio Pardo (MS), a Agropecuária Mutum adotou o sistema há quatro anos. "Manter o gado com outra fonte de renda é mais lucrativo, mesmo que seja a longo prazo", diz o diretor da empresa, Geraldo Mateus Campos, que plantou eucalipto em 1.400 hectares.
A empresa Tropical Flora Reflorestadora, de Garça (SP), consorcia 2 mil hectares de guanandi com bovinos. "É uma madeira com as mesmas características do mogno e tem aceitação total no exterior. A idade para o corte é entre 18 e 20 anos, mas o investimento compensa, porque esse produto está ficando raro", diz o diretor comercial Rodrigo Ciriello.

Segundo o pesquisador da Embrapa, depois de seis anos de experiências constatou-se que uma das melhores saídas dos pecuaristas para a melhora da pastagem e da produtividade dos bovinos é o sistema silvipastoril. "Serão exigidos dos sistemas de produção da pecuária bem-estar animal, qualidade do produto e do ambiente de produção. Neste contexto, o sistema silvipastoril é também uma oportunidade de marketing para o produtor socialmente justo, ambientalmente sustentável e viável do ponto de vista econômico."

Mais informações
EMBRAPA GADO DE CORTE,
TEL. (067) 3368-2000
DICAS

AS ÁRVORES PROMOVEM A BIODIVERSIDADE E EVITAM A EROSÃO
1 Espécies
Leguminosas e arbustos permitem a entrada de luz e o crescimento das forrageiras.
2 Mais forragem
Para elevar a produtividade do pasto, pode-se consorciar gramínea e leguminosa rasteira.
3 Menos ração
O plantio de leguminosas eleva a proteína para os animais e reduz o consumo de ração.
4 Outras finalidades
As árvores no pasto funcionam como quebra-vento e fixam nitrogênio no solo.

FONTE: Estadão
Autor: João Naves de Oliveira

Carne bovina rastreada chega às gôndolas

Produto do Pão de Açúcar tem selo 2D pelo qual consumidor acompanha o "caminho" do boi
Os primeiros lotes de carne bovina rastreada chegam hoje(16) às prateleiras de alguns supermercados do país. O produto, lançado pelo Grupo Pão de Açúcar, contará com um selo 2D, pelo qual o consumidor poderá acompanhar o processo da cadeia produtiva da carne - do nascimento e engorda até o abate e a desossa dos animais.
Com investimentos de R$ 500 mil, o projeto de rastreabilidade teve início há três anos e abrange atualmente 40 fazendas. A carne rastreada é exclusiva para a linha Taeq, a marca própria do grupo.
Em entrevista ao Valor, Vagner Giomo, gerente de carnes do Pão de Açúcar, disse que o programa é bom para as três partes envolvidas - o produtor, o consumidor e a rede varejista. "O produtor tem garantia de compra, o varejista garantia de entrega e o consumidor ganha com a transparência", afirmou o executivo.
A etiqueta com código alfanumérico estará nas embalagens de terneiro (bezerro) e novilho, carnes macias e com menor quantidade de gordura. As informações funcionam a partir de um aplicativo para smartphones com leitor 2D ou pela internet, com a inserção do código do produto.
Neste primeiro momento, disse Giomo, o consumidor poderá acessar as informações básicas de procedência da carne - é possível visualizar até a propriedade rural de onde o animal saiu. Mas a ideia é avançar com as informações, incluindo dados como Reserva Legal da fazenda e água.
Segundo o executivo, a iniciativa é parte da política de sustentabilidade do grupo. Ele acrescentou, porém, que a pressão do mercado influenciou. "O consumidor vai saber de onde vem a carne que ele está comendo".
A pressão existe. Após uma ação do Ministério Público Federal do Pará e acusações do Greenpeace, os grandes varejistas concordaram a não comprar produtos oriundos de zonas desmatadas na Amazônia - o projeto de rastreabilidade do Pão de Açúcar extrapola para outros biomas.
Para o produtor Marcelo Pimenta, proprietário da Fazenda Santa Vitória, localizada em Bela Vista de Goiás, no Cerrado, a experiência é boa para o ambiente e para o seu bolso. Ele tem 750 vacas inseminadas, cujos bezerros e novilhos serão fornecidos com exclusividade ao grupo. Pelo contrato, ele receberá do frigorífero o preço máximo do dia cotado pela Esalq - na segunda, isso significou R$ 78 por arroba.
"A garantia de venda pelo preço máximo fez o negócio crescer. Comecei entregando 100 cabeças ao Pão de Açúcar em 2006, e terei 900 na próxima estação".
Assim como os demais pecuaristas que aderiram ao programa, Pimenta diz ter a totalidade da Reserva Legal, exigida por lei, averbada em cartório.
Ao todo, o programa tem 40 mil vacas inseminadas para produção. A carne Taeq tem toda cadeia produtiva controlada - do processo de seleção genética, alimentação, vacinação até o abate.
A linha busca o mercado de ponta e não chega a 5% do volume total de carne bovina comercializado pelo grupo. O selo está disponível em oito lojas em São Paulo, Rio, Fortaleza e Brasília.

FONTE: Valor Econômico
Autor: Bettina Barros

ASSISTA O VÍDEO SOBRE BIOMA PAMPA

CLIQUE AQUI: http://www.youtube.com/watch?v=cE4NqKjenpk

Bioma Pampa pode receber aporte extra

O programa RS Biodiversidade, voltado para a preservação do Bioma Pampa, poderá ter uma segunda etapa com aporte adicional de recursos do Banco Mundial. A primeira terá repasse de 5 milhões de dólares, cuja parcela inicial de 1 milhão de dólares virá em julho. A contrapartida do Estado será de 6,1 milhões de dólares. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Giancarlo Tusi Pinto, o avanço dependerá da execução da primeira etapa, que terá acompanhamento para garantir a continuidade. A expectativa é que, com a verba inicial, sejam atendidos de 500 a 600 produtores. "Algumas propriedades têm boas práticas e precisam só de detalhes, e em outras será preciso mais."
Dois representantes do Banco Mundial participaram nesta terça-feira (15) e encerram nesta quarta-feira (16) uma série de reuniões, na Sema, para avaliação do programa. "Está no prazo. A ideia é que todos os quatro comitês estejam formados até 1 de julho", assegurou.

FONTE: Correio do Povo

Preços do boi gordo seguem resistindo

Mesmo com o frio mais acentuado em várias regiões, fator que desencadeia uma maior oferta de animais, os preços não cedem e demonstram que os produtores também estão fortes na expectativa de manter os preços firmes. Muitos já demonstram que os preços nestes níveis, não estão remunerando o que deveria, ficando até empatados com os custos. Em Goiás a média desta segunda-feira (14), permaneceu na casa dos R$ 77 à vista (preços brutos) para o boi gordo e R$ 71,79 para a arroba da vaca gorda.

O indicador de preço disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F/BOVESPA - Estado de São Paulo resultou no valor de R$ 81,57 por arroba, permanecendo com reação positiva de 0,36%. O bezerro em MS ficou cotado em R$ 729,23 por cabeça, menos R$ 0,85/cab ou seja, praticamente estável.

O mercado futuro também refletiu o mercado físico e ajustou para cima todos os meses futuros. O valor de mês de junho segue muito próximo ao preço do indicador. Negócios para junho de 2010 foram realizados e o mês de outubro de 2010 ainda persiste na casa dos oitenta e quatro, registrando R$ 84,45/@ e mostrando a resistência dos negócios com valores menores.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a média das exportações da segunda semana chegou a US$ 753,4 milhões, 29,4% inferior à média de US$ 1.067,3 bilhão da primeira semana. Em razão da retração das vendas das três categorias de produtos: básicos (-45,9%, de US$ 564,3 milhões para US$ 305,2 milhões, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, soja em grão, carnes de frango, bovina e suína, farelo de soja e fumo em folhas), manufaturados (-10,7%, de US$ 343,3 milhões para US$ 306,7 milhões, e semimanufaturados (-9,1%, de US$ 132,5 milhões para US$ 120,4 milhões).

MERCADO FUTURO BM&F/BOVESPA – 14/06/10

Vencimentos

Preço de Fechamento (R$/@)

Variação (%)

Diária

Preços para Goiás*

Junho/10

81,78

0,31

77,78

Julho/10

83,00

0,46

79,00

Agosto/10

83,58

0,60

79,58

Setembro/10

83,77

0,20

79,77

Outubro/10

84,45

0,37

80,45

Novembro/10

84,80

0,40

80,80

Dezembro/10

84,89

0,40

80,89

Janeiro/11

83,82

0,40

79,82

Junho/11

83,70

-

79,70

Outubro/11

84,79

0,41

80,79

* Considera-se os preços de Goiás a partir de uma diferença de preços histórica de R$ 4,00/@, com o preço médio de São Paulo. Esta diferença pode em alguns momentos variar a mais ou a menos e, não equivaler ao preço de mercado atual, que sofre várias influências de mercado.


A análise de Pecuária de Corte é produzida semanalmente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Autor do artigo e responsável técnico: Christiane de Paula Rossi


FONTE: FAEG - Federação da Agricultura do Estado de Goiás

Maiores e menores altas do boi e da vaca em 2010

O preço do boi gordo em São Paulo está 5,6% maior que no início do ano, a vaca está 6,6% mais cara.
Dentre as 31 praças pesquisadas diariamente pela Scot Consultoria, a maior variação de preços do boi gordo ocorreu no Sudoeste do Mato Grosso, com alta de 14,4% desde o início de 2010.
No Sul de Minas, o preço do boi gordo registrou a menor valorização, alta de 1% em relação ao início do ano.
Para os preços da vaca gorda, a região de Cuiabá teve a maior valorização. Hoje, o animal vale 12,75% mais que no começo do ano.
Já no Espírito Santo o preço da fêmea está no mesmo patamar do início de janeiro.
Em todas as praças pesquisadas os preços estão acima dos encontrados no início de 2010, tanto para o boi como para a vaca para abate.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Correlação de preços do boi

É nítida a correlação dos preços do boi existente entre São Paulo e as demais praças pecuárias.
Em virtude disso, a Scot Consultoria calculou a correlação dos preços do boi gordo entre São Paulo e as demais praças pecuárias pesquisadas, desde 2003.
Isso foi feito comparando o comportamento de preços de diferentes praças ao longo deste período. O resultado nos informa, com base nos dados do período analisado, qual a probabilidade dos preços das diferentes praças variarem em função da alteração do preço em São Paulo.
O resultado para as seguintes praças, por exemplo, foram: Sul de Goiás (98,99%), Campo Grande – MS (99,02%), Cuiabá – MT (98,74%), Belo Horizonte (97,88%), Norte do Tocantins (98,35%) e Paragominas – PA (97,39%).
Como podemos ver as praças vizinhas a São Paulo sofrem maior influência dos preços deste estado, tendo apresentando maiores correlações desde 2003.
Ou seja, teoricamente, essas praças acompanham ou sofrem alterações mais rapidamente em resposta a modificações do preço em São Paulo.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Pecuária: abates de fêmas caem em Mato Grosso e de machos aumentam

Os abates bovinos em Mato Grosso referentes ao mês de abril ficaram em 377 mil cabeças, registrando queda de 4% em relação ao mês de março. Este recuo no total do Estado é justificado pela queda de 15%, ocorrida no mesmo período,
no abate de fêmeas, que apresentou um volume de 137 mil cabeças. Com isso, a porcentagem de fêmeas abatida no mês ficou em 36%. A constatação é do IMEA - Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária-.
Apesar da queda observada no abate de fêmeas, o abate de macho foi de 240 mil cabeças, obtendo alta de 4%.
No acumulado do ano o abate total já atingiu a marca de 1,48 milhões de cabeças ao mesmo período do ano passado, demonstrando uma recuperação de 12% frente ao mesmo período do ano passado, quando se tinha abatido 1,33 milhões de cabeças
Este ritmo de abate nos 4 primeiros meses retrata a recuperação do setor em comparação ao ano passado, principalmente por parte dos machos que já registram incremento de 18% em relação ao abate de janeiro e abril em 2009 e 11% no mesmo período em 2008.

Cotação
Ainda no levantamento feito pelo IMEA, a região Norte terminou a semana com a arroba do boi gordo à vista a R$ 69,88, registrando queda de R$ 0,96 sobre a semana passada. Houve negociações com o preço no prazo de R$ 72,00 no município de Nova Canaã, no dia 11, e à vista de R$ 71,00 em Alta Floresta.

FONTE: AGRONOTÍCIAS

JBS, maior do mundo em carne bovina, quer emprestar R$ 450 milhões até 2012

Maior frigorífico do mundo, o grupo JBS atua há dois anos como banco. Diante da necessidade de aliviar os gargalos financeiros que reduziam a produtividade de seus fornecedores, passou a oferecer os serviços financeiros. O Banco JBS é tido como conservador. Todos os recursos que capta são aplicados em títulos do governo. O presidente do Banco JBS, Emerson Loureiro, falou ao Correio sobre a crise na Europa, os embargos de Rússia e Estados Unidos à carne brasileira e revelou os projetos de investimentos. Até 2011, ele pretende levar a instituição de 17 para 50 praças. Em dois anos, a expectativa é de dobrar a carteira de empréstimos. “Estamos crescendo de forma agressiva, mas muito segura”, declarou. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.


De frigorífico a banco
A JBS só financia a própria cadeia produtiva?
Os pecuaristas que estamos dispostos a financiar são os que estão dispostos a abater nos frigoríficos do grupo JBS. Hoje são 50 plantas. De maneira geral, a negociação varia em função do histórico do produtor com a gente, do nível do endividamento dele e da quantidade de garantias que pode oferecer. É uma série de fatores que determinam as condições que o tomador de crédito terá para quitar a dívida.


Qual o tamanho da carteira de crédito do banco?
Hoje, temos R$ 230 milhões. O objetivo é manter essa carteira até o fim do ano. Uma vez que a pecuária é sazonal, passaremos a ter um crescimento no primeiro semestre de 2011, quando chegaremos aos R$ 350 milhões. Em 2012, chegaremos aos R$ 450 milhões. Quando se é muito pequeno, é mais fácil crescer. Do ponto de vista do frigorífico, a atividade do banco é muito reduzida. O frigorífico do JBS compra 600 mil cabeças por mês, o que dá por volta de 7 milhões de cabeças por ano ou R$ 7 bilhões gastos com a compra de animais. Dado que estamos dispostos a financiar isso, se eu financiar 100% da minha cadeia produtiva, em vez dos R$ 230 milhões, eu poderia ter R$ 8 bilhões. Se atingirmos 15% dos nossos fornecedores, estamos falando de R$ 1 bilhão.


A crise na Europa e as commodities em queda preocupam?
Preocupam sim. Mas a verdade é que Brasil é uma economia bastante fechada, e o mercado pecuário mais ainda, por conta de barreiras comerciais e sanitárias. Não posso pegar o boi aqui e vender nos Estados Unidos. Tenho uma série de restrições. O boi como ativo financeiro tem vida própria. Os componentes que determinam seu preço têm pouca influência externa. Não sendo uma crise ao estilo da que ocorreu há dois anos, os mercados vão navegar com tranquilidade. Se pegarmos as cotações futuras, o boi vai manter a estabilidade de preços no ano. Não acreditamos em grande oscilação.


O embargo da Rússia e dos EUA tiveram impacto forte no Brasil?
Na verdade, não. Mas é um canal de distribuição que é cortado. Em tese, diminui a necessidade de compra dos frigoríficos. Mas o fato é que se não vendemos para a Europa ou para outros países, colocamos a carne em outro lugar. O mercado interno brasileiro é muito maior do que o volume de exportação. O grande foco de consumo é o Brasil. O preço pode cair se o país for mal na Copa do Mundo. O campeonato mundial tem mais influência no mercado do que esses embargos. A gente exporta 20% da produção, não é nada. O Brasil está bem blindado.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

MELHORAMENTO DE CAMPO NATIVO COM FORRAGEIRAS DE INVERNO

Clique aqui : http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=120424&channel=99

Naõ deixe de assistir, vale a pena.

FONTE: CANAL RURAL

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cotações

Histórico de Cotações Preço médio do kg vivo no RS

AnoMêsPreço MédioMédia Nacional
201062,502,50
201052,462,46
201042,432,43
201032,482,48
201022,462,46
201012,382,38
2009122,312,31
2009112,322,32
2009102,422,42
200992,592,59
200982,682,68
200972,652,65
200962,492,49
200952,432,43
200942,492,49
200932,582,58
200922,622,62
200912,582,58
2008122,602,60
2008112,672,67
2008102,732,73
200892,842,84
200882,922,92
200872,832,83
200862,512,51
200852,392,39
200842,362,36
200832,322,32
200822,302,30
200812,332,33

FONTE : AGROLINK

Primeiro comitê do Bioma Pampa

A governadora Yeda Crusius anunciou ontem, em Santana da Boa Vista, a criação do primeiro de quatro comitês das microrregiões do Estado que integram o Programa RS Biodiversidade de preservação do Bioma Pampa. Com a medida, a comunidade poderá participar das decisões do projeto. Outras etapas do convênio, firmado com o Banco Mundial e que tem previsão de aporte de 5 milhões de dólares, serão discutidas hoje e amanhã na Capital.

Fonte: Correio do Povo

Yeda deve sancionar código sanitário

O Código de Defesa Sanitária Animal deve ser sancionado hoje, às 10h, pela governadora Yeda Crusius, no Centro Administrativo. Depois de quatro anos de elaboração e quase um mês após ser aprovado pela Assembleia Legislativa (AL), o texto entrará em vigor dando base legal para ações como fiscalização de cargas, empresas e propriedades e para programas estaduais e federais de controle sanitário.
O deputado Jerônimo Goergen, que coordenou a elaboração do projeto, avalia que o Estado precisava atualizar e modernizar as regras de sanidade para manter e conquistar mercados. "Com a sanção, abrimos uma nova era para a defesa sanitária no RS." Segundo Goergen, a expectativa é que a lei auxilie na elaboração de agenda de ações para suspender a vacinação contra a aftosa no rebanho gaúcho. O tema será alvo da reunião da Comissão de Agricultura da AL na quinta-feira.

Fonte: Correio do Povo

Prazo para refinanciamento

Foi publicada ontem, no Diário Oficial, a lei 12.249, que reabre o prazo para adesão ao refinanciamento dos débitos incluídos em Dívida Ativa da União (DAU). O pagamento integral ou o parcelamento pode ser feito até 30 de novembro. A norma inclui dívidas inscritas até um mês antes.

Câmara da Carne debate programa de boas práticas na pecuária

O Programa de Boas Práticas Agropecuárias de Bovinos de Corte será apresentado, nesta quarta-feira (16), às 9 horas, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), durante a 23ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina. No encontro, técnico da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura abordará os pré-requisitos para o fortalecimento dos planos de Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle (APPCC). A reunião será em São Paulo.
Serviço
23ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina
Data: 16.6.2010 (quarta-feira)
Hora: das 9 às 12 horas
Local: Centro de Exposições Imigrantes - Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo/SP

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Área com cultivo de eucalipto em SP deve crescer ao menos 5% neste ano

As estatísticas sobre a atividade florestal em São Paulo não são das mais precisas, mas dão uma dimensão do quanto expande-se o cultivo de eucalipto. Eram 764 mil hectares em 2008, superaram os 800 mil hectares em 2009 - apesar da crise do ano passado. Para 2010, a previsão é de que a área avance, pelo menos, 5%, na avaliação de Eduardo Pires Castanho Filho, pesquisador científico do Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo. "Observamos que a procura por mudas vem sendo muito grande, o que nos ajuda a identificar a percepção do investidor", afirma o pesquisador.
A ocupação com a cultura - que após ser cortada, brota por mais duas vezes, em um ciclo que dura 15 anos - vem ocorrendo, sobretudo, nas áreas de pastagens degradadas. A pouca exigência por solos férteis é mais um atrativo do eucalipto que, passa, portanto, a disputar terras menos produtivas e concorridas por outras culturas mais exigentes de adubação.
Além disso, a baixa rentabilidade da pecuária vem reforçando o estímulo a essa substituição. Segundo dados do IEA, a rentabilidade anual da criação de gado em São Paulo nos últimos cinco anos foi de R$ 150 por hectare. A do eucalipto no mesmo período foi de de R$ 1 mil por hectare, superando, em alguns momentos, a da cana-de-açúcar que vem oscilando entre R$ 800 e R$ 1 mil.
"Não há outra cultura com a rentabilidade do eucalipto no Estado. Mas é claro que é preciso considerar que a partir do cultivo da árvore, é preciso esperar os primeiros seis a sete anos para se fazer o primeiro corte", diz Castanho. As fazendas que cultivam eucalipto representam 14% do total de propriedades rurais de São Paulo. (FB)

FONTE: Valor Econômico

CNA e Cepea fazem levantamento de custo de produção no RS

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Aplicados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) realizam nesta semana mais uma série de levantamentos de custo de produção, voltado para a pecuária de corte. O estado contemplado desta vez é o Rio Grande do Sul. A iniciativa faz parte do projeto Campo Futuro, que tem por objetivo a formação de uma rede atualizada de dados sobre o desembolso dos produtores rurais nas principais atividades agropecuárias.
Os painéis no Rio Grande do Sul começam por Alegrete, nesta segunda-feira (14/6). Nesta terça-feira (15/6), técnicos da CNA e do Cepea apuram os custos de produção da pecuária de corte em Santa Maria, e na quarta-feira (16/6) haverá dois levantamentos, em Bagé e Lavras do Sul.

FONTE: CNA

Confira os vídeos da Exposição Nacional das Raças Hereford e Braford


FONTE: ASSOCIAÇÃO RURAL DE PELOTAS

Fazenda São José presente na 16ª Feicorte


A Fazenda São José, de Turuçu, levará dois de seus produtos a leilão no Parceiros da Senepol, durante a 16ª Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne), de 15 a 18 de junho, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo(SP), considerada o maior evento indoor da cadeia pecuária de corte do mundo, se destacando como principal vitrine do setor, referência em qualidade, pesquisa, tecnologia, equipamentos, produtos e serviços.
O Leilão Parceiros do Senepol 2010 será realizado dia 18 de junho, às 20hs, promovido pela Fazenda da Grama, de Pirajuí (SP), e seus parceiros: Genetropic Agropecuária, Fazenda Santa Helena, Estância Goudard, Fazenda São José, Ita Senepol, Condomínio Senepol Boa Fé, Condomínio Nova Esperança, Fazenda Coroados, Fazenda Soledade, Fazenda Tufubarina, Sacramento Farms e Agropecuária Nova Vida.
A Fazenda São José é a única no Rio Grande do Sul a criar a Senepol como raça pura, “somos criadores específicos”, diz o empresário Pedro Gomes, ao falar da presença dela para cruzamento nas demais fazendas de gado de corte.
Este ano, a programação da Feicorte é voltada para sustentabilidade, uma das principais exigências dos consumidores, desafio para a pecuária brasileira. Atitudes sustentáveis e conscientes são diferenciais cada vez mais apreciados pelo mercado interno e externo.
FONTE: ASSOCIAÇÃO RURAL DE PELOTAS

O comportamento do mercado do boi gordo


O mercado do boi gordo começou a semana calmo, mas os preços estão firmes
A oferta se mantém ajustada e por mais que existam tentativas de recuos em algumas indústrias, os negócios custam a evoluir.
Em São Paulo aos poucos aumenta o volume de negócios em R$80,00/@, à vista, livre do funrural. As escalas atendem de 2 a 4 dias, supridas em boa parte por animais do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (Triângulo Mineiro) e Sul de Goiás.
O gado destas praças é negociado por R$77,00/@, à vista, livre do funrural pelos frigoríficos de São Paulo, mas existem ofertas de compras mais baixas por frigoríficos locais, sem sucesso nos negócios.
Alguns compradores paulistas também estão agressivos na compra de fêmeas. O preço no estado é R$75,00/@, à vista, livre do funrural, mas foram fechados negócios em até R$78,00/@, nas mesmas condições.
Os preços do boi gordo subiram no Sudeste do Mato Grosso e no Paraná, dada a dificuldade nos negócios.
No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis.

FONTE: AgroCIM

Produção e exportação de carne bovina argentina voltam a cair

Segundo informações do MLA (Meat and Livestock Australia), a produção de carne bovina argentina em abril caiu 12% em relação a março. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda é ainda maior, 31%.
Segundo o MLA, a produção em abril atingiu 198 mil toneladas equivalente carcaça (tec), a menor produção desde março de 2008, quando houve uma greve do setor agropecuário da Argentina.
A baixa disponibilidade de animais para abate é resultado da forte seca durante os anos de 2008 e 2009, combinados com o controle dos preços pelo governo desde 2005.
Isso resultou em uma liquidação do rebanho, com grande volume de abate de fêmeas, além da saída de produtores da atividade.
Com relação às exportações, em abril houve uma queda de 60% em relação a março, totalizando 6,4 mil tec de carne bovina embarcadas no mês.
Com o controle de emissões de certificados para exportação, está cada vez mais difícil exportar animais na Argentina, pois o governo está forçando a indústria a fornecer carne barata no mercado interno em troca da compensação de poder exportar.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi gordo começa a semana em alta

A arroba do boi começou a semana em alta. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 81,57/@, com valorização de R$ 0,29. O indicador a prazo registrou alta de R$ 0,14, sendo cotado a R$ 82,25/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa fechou em alta, com valorização em todos os vencimentos. Junho/10, que será liquidado no final do mês, teve variação positiva de R$ 0,25 fechando a R$ 81,78/@. Os contratos que vencem em outubro/10 fecharam a R$ 84,45/@, com valorização de R$ 0,31.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 14/06/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/10



Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,30 (-R$ 0,10), o dianteiro a R$ 4,40 e a ponta de agulha a R$ 3,90. O equivalente físico recuou -0,91%, sendo calculado em R$ 78,71/@. Assim o spread (diferença) entre indicador e equivalente subiu para R$ 2,87.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 729,23/cabeça, com desvalorização de R$ 0,85. A relação de troca está em 1:1,85.

FONTE : André Camargo, Equipe BeefPoint

Unanimidade na expectativa para a arroba

Reprodução permitida desde que citada a fonte
Começamos a acompanhar o mercado de boi aos 19 anos de idade. Imagine só, dezenove anos... Um menino. Ainda era barriga verde na coisa toda. Veja você, imagine o quanto a gente era atrapalhado. Fomos pegar o jeito mesmo da coisa quando trabalhamos em corretora de mercado futuro em São Paulo. Ali, sim... ali a ficha caiu.

Entre as coisas que aprendi, aprendi uma coisa simples, mas poderosa, nessa época. Fixou em minha cabeça que nem cola. Imagine que você está em uma operação ou está querendo entrar em uma operação de mercado. Está em dúvida se entra ou sai dela?

Simples. A jogada de mercado no momento é fácil de ser executada? É? Então não faça. Normalmente indica ou indicará problemas. Indica que a operação está errada ou se tornou muito popular. “Popular” é uma forma de dizer que a operação está próxima da morte por inanição. Se todo mundo está “nela”, quem está fazendo a contraparte?

Qual a jogada de mercado que está fácil hoje? O que é popular hoje?

Não sei o que você acha, mas para mim é esse mercado sem reservas baixista... e está vindo baixista a algumas semanas.

Sabemos que em toda polarização há ausência de sabedoria. Vamos colocar um “porém”, alguns “mas” nessa coisa? Vamos jogar um feixe de luz e espalhar dúvida em toda essa certeza? Vamos embaralhar as cartas da jogada baixista do mercado?

Seja cético. Sempre desconfie do mercado, caro leitor. A gente não nasce com essa desconfiança — você aprende a suspeitar do mercado com o passar do tempo. A verdade é simples, elegante, quase óbvia. Se a tendência primária dos preços (alta ou baixa) fosse fácil de ser identificada, todo mundo já estava rico operando boi na bolsa. Ou em qualquer outro mercado.

Obviamente existe mais gente que perdeu dinheiro, do que ganhou na bolsa, então acho que na prática a coisa é mais difícil que parece. Não teria razão de nós escrevermos esses textos semanais se o mercado fosse fácil de ser lido e compreendido corretamente.

Lembre-se que a idéia aqui é olhar o mercado com os olhos bem abertos. Não estou insinuando nada, nem direção de preços. Vamos fazer de conta que é a primeira vez que olhamos para o mercado do boi, ok?

Mas como observar o mercado corretamente? Bom, para isso a gente começa com uma pergunta bastante pertinente. Existe uma sensação de baixa. Essa sensação de baixa tem razão de ser? Quero dizer, os fatos do mercado estão baixistas para corroborar um sentimento tão espalhado e polarizado nessa direção? É uma baixa movida a vento ou é uma baixa real?

Vamos tentar responder essa pergunta fazendo outras. Vamos para a 1ª pergunta. A arroba está caindo ou subindo de preço?

A arroba está subindo de preço em 2010. Você parou para reparar? Esse ano, ou melhor, desde dez/09, a arroba está subindo, como podemos ver abaixo. Saímos de R$72,00/@ ano passado para R$82,00/@ hoje.



A arroba está subindo em meio a um discurso baixista muito forte, vindo principalmente dos produtores e de especuladores de bolsa. Não tenho escutado essa conversa baixista dos frigoríficos, por exemplo. Ultimamente eles estão ausentes nessa conversa. Isso dá o que pensar.

Em segundo lugar a alta da arroba está acontecendo ao mesmo tempo em que as escalas de abate estão se estreitando.

O que é a escala de abate? Um frigorífico não compra boi para abater amanhã, caro leitor. Ele não pode se dar ao luxo disso. Ele precisa se organizar com certa antecedência ao abate, além do que ele precisa de certa previsão de animais comprados para atender suas vendas. Imagine um frigorífico que abate 1.000 animais por dia. Ele começa a comprar hoje. Comprou 2.000 animais. Se ele abate mil por dia, já tem fechado dois dias de abate. Amanhã ele abaterá mil dessas cabeças compradas, certo? Então só terá sobrando 1 dia de escala, porque só tem mais mil cabeças sobrando. Se ele comprar daí mais três mil, terá quatro mil cabeças compradas, a de amanhã e mais três dias para frente, ou 4 dias de escala de abate.



Hoje as escalas de abate em São Paulo estão girando ao redor de 5 dias. Já foram bem maiores há uns meses e estão iguais a junho de 2009.

Ampliando um pouco mais a perspectiva e olhando para estes dois gráficos semanais, vemos que “a baixa” ou o movimento de baixa iniciado em 2008 já atingiu seu objetivo. Observe na figura abaixo como batemos lá embaixo e agora estamos retornando ao movimento de alta iniciado em 2006.



Já coloquei esse estudo aqui antes, mas é bom repetir. A arroba completou a queda quando atingiu essa região dentro desse quadrado vermelho.

Isso já aconteceu antes? Sim, entre 1996~2001, entre 2002~2005 e está acontecendo agora entre 2006~2010.

Lá atrás a arroba subiu, depois de completar seu objetivo de baixa. O mesmo que estamos vendo agora.



Obviamente, nem tudo são flores. Apesar de estarmos em alta no que tange a análise de longo prazo, no curto-prazo realmente a arroba atingiu um topo quando bateu nos R$83,00/@. Observe no gráfico a marcação do retângulo vermelho.



Resta saber agora se esse foi o topo do ano ou se foi apenas um topo intermediário. No longo prazo estamos confiantes em dizer que esse foi um topo intermediário, mas no curto prazo não saberíamos dizer.

Só para resumir, porque pode ficar confuso isso tudo que falamos. A arroba está subindo no longo prazo. Nesse campo nada mudou e estamos em linha com o que aconteceu no passado, na história do preço da arroba. No curto prazo, porém, a arroba atingiu um topo importante ao redor de R$83,00/@.

Agora estamos nisso aí. Estamos oscilando entre R$80,00/@ e R$83,00/@.

Isso nos leva à segunda pergunta. Para onde a arroba vai? Bom, isto depende do que você enxerga para o futuro da pecuária. Depende do peso que você dá para a relação entre oferta e demanda, entre a capacidade de consumo da população no mercado interno e a capacidade de exportação de nossa indústria. Depende também do que você está enxergando da oferta de animais para os próximos meses.

Existe, dizem, um vácuo de oferta entre agora e a entrada dos bois confinados. Se você reparar no gráfico das escalas de abate verá uma brusca diminuição da escala entre junho e agosto do ano passado. Mas isso, no ano passado, não fez a arroba subir. Pelo contrário, a arroba caiu.

Ocorre que 2010 não é 2009. A começar pelo número propriamente dito. Dois mil e dez é maior que 2009. Milha filha nasceu no finalzinho de 2008 e ela não se parece em nada com uma recém nascida agora em 2010. Ano passado não tínhamos copa do mundo. Este ano temos.

Na pecuária também um ano faz muita diferença. As exportações voltaram a aumentar esse ano, a economia brasileira está crescendo forte em 2010, contra um desempenho pífio em 2009. Há uma nítida falta de animais de reposição. Ano passado não tínhamos esse mesmo problema.

Mas esse negócio da oferta é meio místico. Por exemplo, 46 milhões de bezerros/bezerras nasceram por ano no Brasil nesses últimos sete anos, segundo o AnualPec 2010. Entre 2006, 2007 e 2008, nasceram, em média, 44 milhões. Se esses números estão corretos, hoje temos dois milhões de animais a menos para o mercado comprar, entre boi gordo, boi magro, vacas e novilhas. Não é pouca coisa.

Então, veja você como são as coisas. Os preços estão reagindo em alta, tardiamente, ao desequilíbrio da oferta de animais. É claro que estão reagindo tardiamente!
Tivemos no meio do caminho a maior crise de crédito da história desde a crise de 1929. Você esperaria outra coisa? O pessoal joga para baixo a importância da crise na evolução da arroba, mas para mim os seus impactos estão sendo sentidos até hoje. A crise tirou uns R$10,00 da arroba.

Então os preços estão em linha com os fundamentos. Há uma escassez de oferta e uma demanda razoável. Se há falta de animais, a forma de medirmos isso é através dos preços em alta. “Hei”, não é isso que está ocorrendo? Mas tudo bem, talvez a equação agora não esteja pendendo para uma alta forte. Temos a questão do frango barato, também.

Mas também a equação não está sugerindo uma baixa forte.

Então de onde, diacho, está vindo esse discurso tão baixista para a arroba?

Não sei o que poderá ocorrer no curto prazo. Também não sei ao certo se o discurso baixista está correto. Não sinto essa baixa como correta. Nem os preços estão demonstrando isso, nem os fundamentos.

Veja você que aqui não dei minha opinião. Só listei o que está acontecendo nos gráficos. Só disse o que é factual na evolução dos preços. É intrigante, mesmo com tantas evidências, o povo estar baixista.

Ou o povo sabe de algo que não sei, ou o povo está equivocado, ou o povo não está refletindo direito o que está acontecendo na pecuária em 2010.

Existe um ditado de mercado que encaixa no espírito do texto de hoje.

“Quando todo mundo está pensando o mesmo, ninguém está pensando.”

Fonte: Scot Consultoria

Alinhamento de preços nos fornecedores de São Paulo

De maneira geral, os preços do boi gordo, na maioria das praças, seguem a movimentação do mercado paulista.

Isto ocorre devido à importância de São Paulo como centro consumidor, via de escoamento da produção. O fato de ser o preço referência para o mercado futuro também gera influência sobre as demais praças.

Os estados vizinhos a São Paulo, no entanto, são também afetados diretamente, através da compra de animais pelos frigoríficos paulistas, que competem pela matéria prima e valorizam os bois gordos de tais regiões.




Em maio, houve maior resistência quanto aos preços menores no Mato Grosso do Sul, com isso o preço em Dourados se afastou da praça mineira e goiana.

Então os frigoríficos aumentaram as compras em Minas e Goiás, devido aos preços mais interessantes. Houve aumento na demanda nestas praças e os preços se igualaram novamente nas três praças.

O preço referência está em R$78,00/@, a prazo, livre de imposto, nas três regiões. Outros fatores também influenciam estes mercados, como disponibilidade de pastagens e demanda local, mas a demanda paulista tem peso.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Exportação de boi vivo cresceu 50% entre 2009 e 2010

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), analisados pela Scot Consultoria, as exportações de bovinos vivos (exceto para reprodução) alcançaram quase 49 mil cabeças em maio, com um faturamento de US$45,2 milhões.
Nos primeiros cinco meses de 2010 as exportações somam 246 mil cabeças e um faturamento de US$224,5 milhões. Em relação ao mesmo período de 2009, houve um aumento de 30% no número de cabeças exportadas e 50% no faturamento.
O destaque de maio foi a exportação de quase 10 mil animais para o Egito. O Egito não é um grande comprador do gado vivo brasileiro e, dentro desta categoria de animais, este foi o primeiro embarque de 2010.
Nesses cinco primeiros meses de 2010, a Venezuela permanece como o maior comprador (210 mil cabeças aproximadamente) e o Líbano em segundo lugar, com a compra de 26,4 mil animais.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Vantagens da exportação de bovinos vivos no Brasil

A exportação de bovinos vivos já é um importante canal de escoamento da produção pecuária no Brasil. É importante para a pecuária brasileira em geral e para os produtores rurais, pecuaristas, em particular.
O rebanho bovino brasileiro é suficientemente grande e bem distribuído para atender a essa demanda, sem prejudicar os negócios com carne resfriada ou congelada ou mesmo interferir no setor coureiro. A pecuária brasileira permite posicionar o Brasil em primeiro lugar no comércio mundial de carne bovina e em quarto lugar na exportação de bovinos vivos (por via marítima só perde para a Austrália).
Esse mercado, que agrega valor diretamente para o homem do campo, beneficia o conjunto da sociedade brasileira.
A riqueza não fica restrita ao dono da carne, mas ao dono do boi, seus empregados, fornecedores, aos que prestam serviços e à comunidade aonde aquele animal foi criado, produzido. O repasse é direto.
Qualquer interferência alienígena a esse mercado que se desenvolveu naturalmente, sem ajuda, estímulos oficiais ou qualquer outro tipo de fomento, causará um grande custo social para os brasileiros.

A Scot Consultoria elaborou um trabalho em defesa da exportação de bovinos vivos. Para tê-lo completo clique nas conexões (links) abaixo.
Versão digital (instruções de uso)
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FONTE: SCOT CONSULTORIA