quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Margem do varejo cresceu nos últimos anos

A diferença entre o preço da carne bovina no atacado e no varejo tem crescido ao longo dos anos, segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria. Figura 1.



Atualmente, considerando todos os cortes de traseiro bovino, o varejo impõe uma margem de comercialização média de 75% sobre os preços praticados no atacado sem osso.

Se considerarmos os estabelecimentos que compram a carne com osso e fazem a desossa, o sobre-preço é ainda maior, chegando aos 85%.

Entre janeiro e julho de 2010, houve alta de 9% nos preços do varejo, em média, enquanto no atacado a valorização foi de 4%.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Ativos da pecuária de corte: animais de reposição puxam altas nos custos


Os custos de produção da pecuária de corte brasileira tiveram alta nos cinco primeiros meses de 2010, pressionando para baixo a renda dos criadores. Na média dos dez Estados pesquisados (GO, MG, MS, MT, PA, PR, RO, RS, SP e TO), o Custo Operacional Efetivo (COE) aumentou 7% de janeiro a maio deste ano. Já o Custo Operacional Total (COT) subiu 5,6% no mesmo período nos dez Estados analisados. Esses dados integram o boletim “Ativos da pecuária de corte”, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). A íntegra da publicação está disponível no Canal do Produtor (www.canaldoprodutor.com.br). Para acessar é só clicar clicar aqui.
A análise da CNA e do Cepea mostra que em maio, o principal fator que pressionou a inflação da pecuária de corte foi a mão-de-obra, com alta de 1,54% no mês, acumulando 10,4% no ano. Outros itens que registraram altas em maio foram sementes e suplementação, em cerca de 1% no mês. A mais forte elevação nos custos operacionais foi registrada no Paraná, Estado que apresenta maior exposição às baixas temperaturas durante o inverno.
Além da elevação dos custos de produção, a pecuária de corte enfrentou também alta nos preços dos animais de reposição: bezerro e boi magro. De janeiro a maio, houve aumento de 12,79% nos preços desses animais. Os animais de reposição representaram nada menos que 14% do total dos gastos dos criadores em maio. As mais intensas elevações de preços ocorreram em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. A boa notícia foi que também foi registrado aumento dos valores pagos pelo preço da arroba do boi gordo no período.
O boletim “Ativos da pecuária de corte” traz também uma análise do potencial brasileiro de oferta de carne , considerando mercados interno e externo. A análise da CNA e do Cepea mostra que há necessidade de que sejam estabelecidas taxas crescentes de produção para que o Brasil ganhe mais espaço no mercado mundial. O Brasil teria potencial para abastecer 59% do mercado mundial de carne caso a produção crescesse 4,4% ao ano até 2015. Com crescimento da produção ao ritmo de 10% ao ano, o Brasil conquistaria 67% do mercado mundial de carne em 2015, indica o boletim.
A composição da alimentação em confinamentos de gado em Goiás, Mato Grosso e São Paulo é outro tema que ganhou destaque nesta mais recente edição do boletim “Ativos da pecuária de corte”. A publicação indica que a atividade de confinamento se fortaleceu nos últimos três anos, elevando a quantidade de bois ofertados no segundo semestre (período de baixas temperaturas e clima seco) e, assim, reduzindo a elevação de preços dos animais, tendência que até pouco tempo atrás era tradicional nesse período.
O alerta para o pecuarista envolve cuidados com a administração dos gastos com a alimentação utilizada nos confinamentos. “É importante para o setor o conhecimento da composição da ração do gado confinado em diferentes regiões para a busca de minimização de custos e alternativas À substituição de itens que podem melhorar as margens da atividade”, avisa o boletim da CNA e Cepea.
FONTE: CNA

Argentina: frigoríficos terão cotas de abate

A partir de agora, por decisão do secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, os abates de gado bovino do país estarão sujeitos a cotas para tentar garantir empregos nas plantas frigoríficas.
Segundo Moreno, a determinação de cotas será administrada pelos próprios frigoríficos, com a supervisão da Secretaria de Comércio Interior, cujos agentes realizarão uma checagem diária a semanal do nível de abates de cada planta.
A decisão, anunciada por Moreno como um "acordo" entre os empresários exportadores e consumidores, gerou rechaço unânime dos representantes de açougues, que garantiram que essa metodologia pode disparar o preço da carcaça destinada ao mercado interno. Eles disseram que, no começo dos anos setenta, foi tomada uma decisão similar que fez com que os frigoríficos pedissem maiores valores pelo quilo da carne com o objetivo de garantir o fornecimento da mercadoria.
Embora sejam as próprias empresas que levarão adiante o desenvolvimento das cotas, de maneira que nenhuma empresa fique sem abater nada durante todos os dias, será o próprio Moreno que terá a última palavra quanto às exportações, já que, de acordo com os abates de cada empresa exportadora, o funcionário determinará quando poderá ser exportado por cada planta mensalmente.
Durante o encontro realizado na semana passada, os empresários de frigoríficos se queixaram dizendo que é impossível conseguir animais a baixos valores para cumprir com o fornecimento de meias carcaças a valores da ordem de 10 pesos (US$ 2,54) por quilo no gancho. Diante disso, Moreno cedeu e aceitou que esse esquema deixe de existir a partir dessa semana, quando começa o esquema de cotas de abates nos frigoríficos.
Em 11/08/10:

1 Peso Argentino = US$ 0,25427
3,92602 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE: Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Pressão de baixa para o bezerro no MS perde força

A pressão de baixa sentida para o bezerro no Mato Grosso do Sul perdeu a força.
O clima frio e seco assustou o pecuarista do estado, forçando a venda de animais em um primeiro momento.
Porém, a oferta voltou a encurtar, o que resultou na diminuição da pressão de baixa para a categoria no estado.
O panorama ainda é incerto para o segundo semestre, mas o mercado firme para o boi gordo, somado à expectativa de aumento de demanda por bezerros no fim do ano, devido ao período de safra do boi, trazem possibilidades de novas altas para a reposição.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

RESULTADO DE LEILÃO

Agendat

Quarta
11/08 - 19:00
2212º LEILÃO CORREA DA COSTA


Médias

Fêmeas:

ClassificaçãoIdadePesoValorValor/kg
ANELORADA18 MESES237R$ 620,002,61
NELORE08 A 10 MESES166R$ 444,002,68
NELORE18 MESES234R$ 625,002,67
VACABOIADEIRA349R$ 673,001,93
VACALISA496R$ 1.270,002,56
VACAPARIDA353R$ 936,002,65

Machos:

ClassificaçãoIdadePesoValorValor/kg
CRUZADO15 MESES232R$ 575,002,47
NELORE08 A 10 MESES166R$ 611,003,68
NELORE12 A 15 MESES216R$ 757,003,50
NELORE15 MESES246R$ 802,003,26
ANELORADO24 A 30 MESES304R$ 834,002,74
TOURUNOTOURUNO641R$ 1.345,002,10
FONTE: CORREIA DA COSTA LEILÕES

Custo de produção do confinamento

O custo de produção do confinamento segue em patamares favoráveis ao pecuarista.

De acordo com o índice Scot, que considera a variação de preços dos principais insumos utilizados, mas não leva em conta a aquisição de boi magro, em julho houve queda de 0,6% em relação ao mês anterior.

Na comparação com o mesmo período de 2009, o custo caiu 7,5%. Veja a figura 1.




O recuo é reflexo da alimentação energética mais barata (cotações do milho, sorgo e polpa cítrica caíram), além de outros componentes como os suplementos minerais.

Os preços dos farelos subiram nos dois últimos meses, mas permanecem em níveis abaixo do verificado no ano passado, quando, por exemplo, o farelo de soja foi vendido acima de R$900,00/tonelada.

Por fim, este ano, o que pesou mesmo na decisão do pecuarista em confinar ou não foi o custo da reposição que segue em alta.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Risco de base no boi

A grande extensão do território brasileiro cria situações diferenciadas de oferta e demanda na pecuária de um Estado para outro, ou mesmo de uma mesorregião para outra. A menor mobilidade do boi gordo impede arbitragens entre essas regiões, com isso o diferencial de base é um fator a ser considerado na análise de cenário para o boi gordo e nas operações de hedge.
Historicamente o diferencial de base entre São Paulo e Goiânia é de 6,4%, ou seja, o preço médio do boi gordo em Goiânia fica 6,4% abaixo do registrado em São Paulo, utilizado como referência no mercado. Em 2009 essa diferença chegou em 10,2%, diante da maior oferta de gado em Goiás, e em 2010 está ao redor de 5,9%. Entretanto, o interessante a observar é o aumento no diferencial de base nos últimos dois meses, que passou de 4,4% em junho para 6,3% em agosto. Outras regiões apresentaram o mesmo movimento, como Triângulo Mineiro (3,5% para 5,6%), Dourados (3,5% para 5,5%) e Cuiabá (6,5% para 9,5%).
O aumento no diferencial de base é um indicativo de distorção do mercado. No período de entressafra, por exemplo, quando a oferta de gado de pasto é reduzida e existe uma concentração da oferta de gado confinado, é normal observar o distanciamento dos preços, sobretudo para Goiás, onde existe o maior número de confinamentos. Nos últimos dias foi possível observar uma leve melhora na oferta de gado confinado, mas não suficiente para causar essa distorção, portanto, o motivo do aumento no diferencial de base sinaliza que a alta registrada no mercado de São Paulo pode ter sido exagerada.
No momento de decisão e operacionalização do hedge (proteção de preços) o conhecimento do diferencial de base é ainda mais importante. O referencial de preços na BM&F é o indicador Esalq, que leva em consideração todos os negócios realizados no Estado de São Paulo. Dessa forma, o pecuarista precisa saber qual a diferença entre o preço de São Paulo e o registrado na sua região e qual a oscilação dessa diferença ao longo do ano, chamada de risco de base.
O motivo de a comparação ser feita sempre com São Paulo, ainda que o Estado seja apenas o 7º maior em rebanho bovino, é a importância do mercado consumidor, representatividade do seu parque industrial, concentração das exportações de carnes, entre outros motivos.

Para analisar a variação histórica dos diferenciais de base, clique aqui.

FONTE: LEONARDO ALENCAR
WWW.AGROBLOG.COM.BR

EXCLUSIVO: Com demanda desaquecida, mercado do boi gordo pode começar a recuar

Boi: preços da arroba podem ter encontrado um teto e sem um avanço na demanda, cotações devem se estabilizar e podem até recuar. Momento é de trava de preços, alerta analista.
Desde o começo do mês são observadas expressivas altas no mercado do boi gordo, reflexo da baixa oferta de animais. Os frigoríficos exportadores apresentam escalas curtas mesmo utilizando os bois a termo e os contratos negociados anteriormente. Com isso, os frigoríficos menores acabam sendo forçados a pagar mais pela matéria prima. Em São Paulo – onde a alta foi mais forte do que nos outros estados, os preços de referência ficam em patamares dos R$89 por arroba.
Entretanto, esse movimento de alta deve se estabilizar nos próximos dias, uma vez que os frigoríficos maiores já não vêem rentabilidade em pagar o que está sendo cobrado pelo boi para vender a carne nos valores com que o mercado trabalha.
Essa oferta reduzida que tem desenhado o cenário do mercado do boi gordo é resultado de uma expectativa menor do que o esperado para o confinamento, abaixo do esperado pelo mercado. Pesquisas apontam que a concentração deve acontecer entre setembro e outubro.
Refletindo essas altas, o mercado de carnes também avança, subindo mais do que o boi. “A diferença entre a arroba do boi gordo e a arroba da carne, que normalmente a carne entre 5 e 6% abaixo do boi gordo, hoje está a 4,5% (...) Houve um repasse da alta do boi gordo para a alta no atacado”, explica o analista de mercado Leonardo Alencar, da XP Agro. No entanto, esse repasse ainda não foi feito do atacado para o varejo.
Ainda segundo o analista, o que reflete mais expressivamente é mesmo a pouca oferta e não uma demanda aquecida por carne bovina. Para os próximos dias, os preços devem se sustentar nos atuais níveis. Porém, o analista diz ainda que essa elevação não é sólida e pode até mesmo recuar no curto prazo.
A orientação de Alencar é de que os pecuaristas possam travar a rentabilidade de seus animais no confinamento, conhecendo o custo de engorda e do preço de venda. “Pela oferta que temos hoje em dia, já é possível realizar essa operação com boa rentabilidade nos próximos meses (...) e garantir seus preços de venda”. Essa negociação teria que ser feita no mercado futuro, fazendo hedge, garantindo uma boa rentabilidade.

VEJA O VÍDEO COM ENTREVISTA: http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=73162

Fonte: Redação NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Boi no dia: oferta segue restrita e com cenário positivo para os preços na maioria das praças brasileiras

A oferta segue restrita e o cenário positivo para os preços do boi gordo na maioria das
praças brasileiras. Após as altas registradas nos dias anteriores, é possível observar apenas alguns ajustes, já que as escalas evoluíram ligeiramente. Hoje elas atendem cerca de 4 dias. Sendo assim, o mercado se mantém praticamente estável em São Paulo.
Em Goiás observa-se leve alongamento das escalas de abate. Esse já pode ser um reflexo do início de chegada dos animais de confinamento, que deve se intensifi car ao longo das próximas semanas.
Isso também poderá infl ienciar os preços em São Paulo, uma vez que os grandes frigorífi cos paulistas costumam comprar animais dos estados vizinhos.
Entretanto, neste momento o panorama é de mercado fi rme e de oferta escassa, o que não deixa espaço para quedas de preço consideráveis nas principais praças pecuárias.

Clique aqui e confira o boletim completo.

Fonte: XP Agro

Pequena oferta de bois faz o preço da carne subir

O atacado de carne bovina com osso está em alta.

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, depois do pequeno recuo de preços no fechamento da última semana, o traseiro 1x1 se recuperou e está cotado em R$6,70/kg, o maior preço do ano.

Além do traseiro casado, o dianteiro 1x1, o traseiro avulso, a ponta de agulha consumo e o boi e vaca casados sofreram reajuste. Veja a tabela 1.



O mercado segue enxuto em função da grande dificuldade em comprar animais.

A oferta de boi de pasto é restrita e os animais de confinamento ainda não saíram em volume expressivo.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Regra da Receita acirra rixa entre frigoríficos


Benefício concedido a exportadores poderá ampliar o fosso entre os grandes e os médios grupos
A Receita Federal criou uma nova regra para ressarcir custos, despesas e encargos pagos por exportadores que deve ampliar o fosso entre grandes e médios frigoríficos. A Instrução Normativa nº 1.060 autorizou a antecipação, em até 30 dias, de 50% dos créditos de PIS-Cofins em espécie. A política é uma forma de incentivar as vendas ao exterior.
Os frigoríficos exportadores estimam ter direito a receber R$ 800 milhões em ressarcimentos de PIS-Cofins, mas as pequenas e médias indústrias dedicadas ao mercado interno protestam contra o que consideram "mais um subsídio" do governo aos grandes empresários do setor.
"É mais um subsídio com outro mecanismo além dos empréstimos do BNDES. Isso deixa o grande ainda maior, mas contempla e alimenta o gigantismo no setor. O pequeno continua a ser esmagado", afirma o presidente da Associação dos Frigoríficos do Estado de Mato Grosso do Sul (Assocarnes), João Alberto Dias. Quem opera no mercado interno também teve benefícios. Após cinco anos de debates, a Receita desonerou essas indústrias do pagamento de PIS-Cofins. "Nós tivemos esse alívio de não pagar, mas eles têm, além disso, um prêmio que não tem a mesma escala em nenhum lugar do mundo", diz.
A Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) defende a medida. "Já tínhamos uma regra, a IN 977, que regulamentou a Lei nº 12.085. Para nós, muda pouca coisa", diz o diretor-executivo Otávio Cançado. "Na verdade, o governo está parcelando sua dívida. Antes, ele creditava 50% em 90 dias, mas não cumpria. Se cumprir agora, está ótimo", diz o executivo da Abiec. Os exportadores afirmam que o antigo crédito presumido do PIS-Cofins sobre faturamento "era lento" e voltado para compensar impostos. Agora, poderão receber em espécie.
Os debates sobre o ressarcimento começaram há cinco anos. Grandes e médios queriam mais benefícios. A solução da Receita foi rearrumar os incentivos dentro da cadeia. Desonerou de PIS-Cofins os frigoríficos de mercado interno e reduziu, de 60% para 50%, o crédito dos exportadores. Para compensar, restringiu a 40% o crédito de PIS-Cofins a distribuidores, supermercados e redes de varejo. Esse rearranjo custou R$ 140 milhões aos cofres do Tesouro Nacional.
Mas os pequenos e médios frigoríficos acusam o governo de fomentar as desigualdades. "Isso fugiu ao propósito que o governo vinha apregoando, tornou tudo conflitante. E só jogou o problema para frente", diz João Alberto Dias.
Para ter direito ao ressarcimento, os frigoríficos, que devem ter 30% de suas receitas atreladas à exportação, terão que atender várias exigências da Receita, a principal delas é não ter registrado indeferimento acima de 15% de seus pedidos anteriores de ressarcimento.
FONTE: Valor Econômico
Autor: Mauro Zanatta

Abate bovino na Argentina cai 22,4% no primeiro semestre

De acordo com informações divulgadas por órgãos da indústria de carne da Argentina, o abate bovino no país em junho foi de aproximadamente 990 mil cabeças.
Este número representa uma queda de 30,7% em relação a junho de 2009.
No primeiro semestre, o volume de gado abatido totalizou pouco mais de 6 milhões de cabeças, queda de 22,4% na comparação com mesmo período do ano passado.
Por fim, a participação de fêmeas nos abates continuou em um patamar alto em junho. As
informações dão conta de uma participação de 46,3% no abate total.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Disponibilidade de boi é menor e preço sobe

Demanda interna e mercado externo estão puxando os preços das carnes. Internamente, o aumento de renda é um dos principais fatores dessa sustentação. A renda cresce principalmente nas classes de menor poder.
A avaliação é do analista José Vicente Ferraz, da AgraFNP. Além da renda, ele atribui motivos específicos para a alta de cada tipo de carne. No caso da bovina, há redução na oferta de gado.
A queda de oferta vem tanto do gado confinado como do de pasto. O clima desfavorável de junho e de julho fez com que os pecuaristas elevassem a desova de animais naqueles meses. O resultado é uma oferta menor agora.
A arroba de boi está em R$ 80 em São Paulo e a tendência é de alta. A própria elevação de preços nas últimas semanas faz com que o pecuarista reduza a oferta, à espera de melhores preços.
O analista não acredita, no entanto, em explosão de preços na carne bovina. "O frango, mais barato, serve de freio para o boi", diz ele.
Já a alta da carne suína é apenas uma recuperação de preços, que estavam deprimidos. O setor aproveita o período de frio, quando o consumo aumenta, para fazer esse ajuste.
O frango mantém um certo equilíbrio na oferta porque é um mercado de ciclo curto e ajustado. Em geral, o setor consegue administrar bem o ritmo de oferta. O fator negativo passa a ser o preço do milho, que, devido a pressões externas, pode encarecer os custos de produção.
Em alta - A participação dos fundos nas negociações de soja aumenta em Chicago e já se aproxima de 40 milhões de toneladas.
Área menor - A área de milho a ser plantada no Brasil no período de verão deverá ser a menor da história, segundo estimativas da Agência Rural, de Curitiba.
Cultivo - A primeira estimativa da AgRural indica área de 7,34 milhões de hectares, 6,% inferior aos 7,85 milhões de igual período anterior, segundo Fernando Muraro.
No Sul - A região, que chegou a semear 5,7 milhões de hectares nos anos 1980, deverá plantar 2,3 milhões de hectares nesta safra 2010/11, segundo levantamento da agência.
Soja - Já a área de soja deverá atingir 24 milhões de hectares.
Açúcar - O Indicador de Preço de Açúcar Cristal do Cepea fechou a R$ 44,75 por saca de 50 quilos, ontem, no Estado de São Paulo.

FONTE: Folha de São Paulo
Autor: Mauro Zafalon e Karla Domingues

Boi Gordo - XP: Boi fechou com forte alta na BM&F (+0,98% o out/10) em pregão com bom volume de negócios

Boi fechou com forte alta na BM&F (+0,98% o out/10) em pregão com bom volume de negócios. A baixa oferta de gado para abate é o principal driver do mercado nas últimas semanas.

Confira a análise completa: boi_100810.pdf

Fonte: XP Agro

Mercado do boi gordo segue com grande pressão de compra

Alex Santos Lopes da Silva
zootecnista
Scot Consultoria

O mercado do boi gordo segue com grande pressão de compra, embora a oferta de gado esteja pequena em quase todas as praças pecuárias.

Em São Paulo não houve alteração nos preços de referência da arroba do boi gordo, mas continua bastante difícil para os frigoríficos paulistas alongarem as escalas somente comprando no estado.

A oferta de boi de pasto está bastante reduzida e os animais de confinamento ainda não saíram em volume expressivo.

A alternativa para as indústrias continua sendo comprar nas praças vizinhas, principalmente no Mato Grosso do Sul, onde os negócios acontecem em R$81,00/@, a prazo, livre de funrural, mas já existem ofertas de compra de até R$82,00/@, a prazo, também livre de imposto.

No Mato Grosso, na região sudeste, a dificuldade na compra fez os preços subirem R$1,00/@. Mesmo comportamento observado no norte do estado, onde a arroba está cotada em R$77,00, à vista, livre de funrural, o maior valor dentre as praças mato-grossenses.

Em Erechim-RS, pelo segundo dia consecutivo houve queda no valor da arroba. Os frigoríficos conseguiram comprar melhor nos últimos dias e já ofertam menos pelo boi gordo.

No mercado atacadista houve alta de preços para todas as peças, com exceção do dianteiro avulso e ponta de agulha para charque, cujos preços se mantiveram.


Clique aqui e veja a cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Boi gordo: arroba começa a semana com recuo

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo a prazo



Nesta segunda-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 87,03/@, com desvalorização de R$ 0,29. O indicador a prazo recuou R$ 0,13, sendo cotado a R$ 88,13/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa segui em alta com valorização em todos os vencimentos. Agosto/10 teve alta de R$ 0,63, fechando a R$ 86,98/@. Os contratos que vencem em outubro/10 fecharam a R$ 87,56/@, com variação positiva de R$ 0,55.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 09/08/10



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/10



No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,60, o dianteiro a R$ 4,70 e a ponta de agulha a R$ 4,30. O equivalente físico apresentou alta de 0,23%, sendo calculado a R$ 83,40/@. O spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 3,63/@.

Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 671,30/cabeça, com valorização de 2,19%. A relação de troca recuou para 1:2,14.

FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

Falta de bois gordos valoriza as fêmeas no MS

Com a escassez de bois gordos para abate na maioria das praças, os frigoríficos aumentam a procura por fêmeas, com o intuito de preencher as escalas.
No Mato Grosso do Sul ocorreu valorização das fêmeas que, além de entrarem nas escalas de frigoríficos locais, são compradas por frigoríficos paulistas.
Com isto, o preço da vaca em todas as praças do MS está em R$76,00/@, a prazo, livre de imposto. As vacas para abate em Campo Grande – MS acumulam alta de 14,4% no ano.
O boi gordo na mesma região está cotado em R$81,00/@, a prazo, livre de imposto, mas existem negócios ocorrendo em R$82,00/@, nas mesmas condições.
A cotação do boi está 15,2% mais alta que no início de 2010.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Austrália tem previsões otimistas para 2011

A previsão para a indústria de carne bovina da Austrália é otimista para 2011, apoiada por uma excelente estação na maioria das regiões produtoras de bovinos e uma forte oferta global e preços, de acordo com as Projeções para a Indústria Pecuária Australiana, divulgada recentemente pelo Meat and Livestock Australia (MLA). Entretanto, a previsão otimista é moderada um pouco pelas contínuas preocupações com a sustentabilidade da recuperação econômica nos Estados Unidos e no Japão, junto com as limitações causadas pelo alto dólar australiano.
Um dos melhores começos para um ano em muitas décadas tem fornecido o ímpeto para preços mais fortes do gado em 2010, com os produtores em todo o país finalmente vendo os benefícios das chuvas. Embora algumas regiões continuem enfrentando condições difíceis, especialmente Western Australia, a estação de 2010 deverá fornecer boas condições para o rebanho nacional e para o crescimento da produção nos próximos anos.
Com a significante melhora nas condições sazonais devendo apoiar a expansão, o rebanho nacional ovino deverá aumentar em 1,5% em 2010-11 e atingir 29,7 milhões de cabeças até 2015, 6% a mais que em 2010.
Embora a demanda por carne bovina australiana nos mercados de exportação devam continuar enfrentando dificuldades na segunda metade de 2010, o mercado doméstico deverá oferecer uma alternativa viável, com um crescimento positivo e uma grande confiança dos consumidores. A participação do mercado doméstico na produção total deverá aumentar de forma significante em 2010, com o consumo total devendo aumentar em 3,4%, para 760.000 toneladas.
Uma das características nos recentes anos, além da recessão que levou à queda na demanda global de consumo, tem sido o declínio nos rebanhos bovinos em importantes países que comercializam carne bovina da América do Norte, América do Sul, Oceania e Europa. Adicionalmente, significantes importadores, como Estados Unidos e Japão, reportaram que os estoques de carne bovina estavam a níveis muito baixos, o que aumentaria a demanda de exportação, uma vez que a demanda de consumo se recuperar. Isso deveria apoiar os preços globais da carne bovina em 2011 e depois disso.
Durante o médio prazo, os melhores retornos dos bovinos influenciarão também a expansão do rebanho, à medida que a demanda por carne bovina se recuperar no Norte da Ásia, América do Norte e Europa, o dólar australiano se desvalorizar dos recentes aumentos e a posição competitiva dos Estados Unidos nos mercados globais se estabilizar.

FONTE: Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Exportações brasileiras de gado em pé crescem em 2010

As exportações brasileiras de gado em pé continuam crescendo em 2010.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em julho, o país exportou 73,8 mil cabeças de bovinos vivos, um crescimento de 62% em relação a junho, quando foram enviados 45,5 mil animais para o mercado externo.
No mesmo período de 2009 foram embarcados 55 mil animais, ou seja, 75% a menos.
Todos os animais exportados no último mês tiveram como destino a Venezuela, tradicional importador de gado brasileiro.
Em faturamento, esse comércio rendeu cerca de US$77,2 milhões ao Brasil.
O Pará se firma cada vez mais como principal exportador nacional de gado em pé. Todas as cabeças exportadas em julho saíram do estado.
Em 2010, foram exportados cerca de 365 mil animais, e desse montante, 94% tiveram como origem o Pará

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Angus terá leilão misto de animais rústicos e de elite

Após 11 edições, foi suspenso um dos mais tradicionais e badalados leilões da Expointer, o Golden Angus. Na exposição deste ano, a Associação Brasileira de Angus (ABA) optou em colocar os bovinos de elite em pista junto com os rústicos. A raça, vice-líder de vendas em Esteio, atrás somente dos cavalos Crioulos, mudou a fórmula para preservar a imagem. Segundo o vice-presidente da ABA, José Pires Weber, a qualidade da oferta no Golden caiu nos últimos tempos, causando efeito negativo nos preços em pista. Ele explica que o recuo é consequência da decisão dos criadores de não se desfazerem dos campeões ou vendê-los em remates particulares após a feira, na temporada de Primavera. O pecuarista acrescenta que o Golden Angus pode ser retomado no futuro, mas isso dependerá da conjuntura. Nesta Expointer, o novo leilão, batizado de Angus Seleção, será no dia 31 de agosto, às 9h, na Pista J, com oferta de 90 touros e ventres rústicos e 20 animais de argola. O leiloeiro Eduardo Knorr aposta que, independente da fusão, será um dos maiores leilões da Expointer deste ano. Em 2009, os dois pregões garantiram à raça o faturamento de R$ 443,16 mil.
FONTE: Correio do Povo

Nada mal

Segundo estimativas da Scot Consultoria, o Brasil possui 171,35 milhões de hectares com pastagens e um rebanho de 197,05 milhões de bovinos. O que gera uma lotação de 1,15 cabeças por hectare. Há como melhorar.

Mas comparando com a pecuária de outras regiões, o Brasil não está mal.
O rebanho mundial, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sigla em inglês), é de 987,98 milhões de bovinos. A FAO estima uma área de pastagem total de 3,38 bilhões de hectares ao redor do globo. Tem-se a média de 0,29 cabeça por hectare para o rebanho global. O Brasil aloja 3,9 vezes mais animais por hectare.

As pastagens brasileiras representam 5,06% das pastagens do mundo. Em cima delas estão 19,95% dos bovinos e é produzida 14,70% da carne bovina do planeta. O abate brasileiro representa 17,22% do abate global.

Para se ter uma idéia do potencial brasileiro, pode-se ainda ressaltar que toda esta produção ocorre em apenas 20,30% da área de terra brasileira.

A eficiência de utilização do rebanho brasileiro é que está aquém dos concorrentes. Na relação da produção de carne com o tamanho do rebanho, o Brasil está abaixo da média mundial, de 57,71kg de carne produzida por cabeça. Este valor é influenciado pela taxa de desfrute, idade ao abate, peso de carcaça, taxa de natalidade, ganho de peso. Com isto, fica claro onde o Brasil pode melhorar. Tabela 1.



Mas, quanto à utilização das terras para pecuária, o Brasil está um passo a frente. Ainda assim, a taxa de lotação atual permite melhorias.

A sociedade e o mercado exigem que a produção se torne eficiente.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Paraná decide adiar suspensão da vacinação

O Paraná recuou no plano anunciado em março e vai manter a vacinação contra a febre aftosa em novembro para todo o rebanho, de cerca de 9,6 milhões de animais. A decisão foi tomada ontem à tarde em reunião de integrantes do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), que reúne instituições públicas e privadas. Um dos pontos que pesaram na análise foi a falta de profissionais para fazer a fiscalização em fronteiras.

O anúncio de que tinha a intenção de deixar de usar vacina contra a doença foi feito depois de o Estado, um ano antes, ter reduzido as doses de duas para uma em animais com mais de 24 meses de idade. Em maio foram vacinados apenas bovinos e bubalinos com menos de dois anos, e a campanha atingiu 96% do rebanho nessa faixa etária, ou 4,1 milhões de animais.

A intenção, com o fim da aplicação a partir de novembro, seria abrir mercados para a carne do Paraná. O primeiro Estado a suspender a vacinação contra a febre aftosa foi Santa Catarina.

O Paraná acumula mais de 40 anos de campanhas de vacinação. O último registro da doença aconteceu em 2005, depois de confirmados casos no vizinho Mato Grosso do Sul. No começo do ano, o então secretário da Agricultura do Estado, Valter Bianchini, dizia acreditar no sucesso do plano de suspensão da aplicação das vacinas. Ele foi substituído por Erikson Chandoha, que explicou que o governo está com dificuldade para contratar veterinários e técnicos agrícolas para reforçar a vigilância sanitária.

Chandoha disse que, por ser ano político, o Estado não pode realizar concurso público, por isso chamou profissionais aprovados em 2006, mas apenas oito veterinários serão nomeados. Será feita uma terceira chamada do mesmo concurso.

O secretário esclareceu que o foco continua na suspensão da vacinação, mas não definiu datas para colocar o plano em prática. Em maio, a previsão de que seria a última campanha resultou em falta de doses no comércio para atender a demanda, e o prazo de vacinação teve de ser prorrogado até 12 de junho.

FONTE: Marli Lima, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Mercado na semana

Aqui temos a escala de abate. Observe o quanto encurtaram as compras de boi nessas últimas duas semanas. Sinal de falta de boi?



Aparentemente sim.

A arroba subiu em função disso. Mesmo o frio no Mato Grosso do Sul não surtiu efeito, até agora, sobre a oferta de animais gordos. Rapaz, esta semana fez 2ºC na fazenda, aqui perto de Dourados. É muito frio.

Paralelamente a essa questão de falta de animais, o bezerro seguiu o comportamento do clima frio e ele também esfriou. Com isso a taxa de reposição subiu — e subiu
forte, diga-se de passagem. Dos 1,8 bezerro/boi que estava dias atrás, hoje você
compra em média 2,2 bezerros com a venda de um boi gordo. Equivale a uma alta
de mais de 20%.



Saíram essa semana notícias falando sobre a queda na quantidade de animais confinados. A Assocon diz que cai. Outras empresas de consultoria também dizem que cai. Bom, vai ver que cai mesmo, né? Essas pesquisas são meio místicas, mas de qualquer forma é um movimento que tem como dar sustentação para a arroba.

Quero dizer, até pelo menos entrar o que sobrou de animais confinados.

Aliás, tenho começado a achar que o preço da arroba do boi não dá a mínima para a quantidade de animais confinados, não dá a mínima para bois a termo, semi-confinamento, variação do dólar, etc... Tenho pensado que são tudo coisas que são utilizadas como desculpas para justificar um determinado movimento daquele ano.

São provas circunstanciais, a meu ver. O mercado pecuário brasileiro é muito grande. Tem hora que se perde essa noção quando se foca muito nos detalhes. Para você ter uma idéia, em 2010 será necessário AUMENTAR em aproximadamente 400.000 bois o que foi abatido o ano passado só para ajustar ao crescimento populacional brasileiro. Isso sem dizer que deveremos exportar 620.000 animais em pé esse ano.

Só esses dois fatores retirarão do mercado um milhão de cabeças. É muita coisa. Isso, de certa forma, põe em perspectiva o tamanho e a grandeza de nosso mercado. Confinamento de 50 mil cabeças? Não dá nem para começar.

Como disse na Carta Pecuária de Longo Prazo, estou animado. Vamos ver no que dá essa história.

ROGÉRIO GOULART


FONTE: SCOT CONSULTORIA

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

MERCADO FUTURO

EM 06.08.2010


Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados
Ago/1086,35-0,053.125299
Set/1086,17-0,232.624340
Out/1087,01-0,1924.2003.976
Nov/1087,25-0,0588379
Dez/1087,180,0019916
Jan/1187,00-0,1200
Fev/1186,59-0,0600
Mar/1186,09-0,0600






Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F - Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F - Estado de MS
DataA vista R$/@A prazo R$/@DataA vista R$/cabeçaA prazo R$/cabeça
29/07/1085,8386,6729/07/10673,05674,61
30/07/1085,9886,7630/07/10668,54668,88
02/08/1086,2286,9702/08/10664,64661,37
03/08/1086,5587,1403/08/10647,84649,51
04/08/1086,2986,8704/08/10646,40649,46
05/08/1086,6087,4505/08/10648,36651,69
06/08/1087,3288,2606/08/10656,93655,77

FONTE: BEEFPOINT

COTAÇÕES

Atacado - 09/08/10


Boi fecha na máxima na BM&F (+0,63%)

Boa volatilidade nos futuros do boi gordo nesta segunda-feira. Após abertura com forte alta, o mercado perdeu ânimo e apenas nos últimos minutos de pregão buscou nova máxima.

O mercado físico segue firme, diante da baixa disponibilidade de gado para abate. A maioria dos frigoríficos não fechou a escala da semana ainda e mesmo os exportadores enfrentam dificuldades.

A preocupação, entretanto, é quanto ao repasse da alta do boi gordo para a carne bovina. Passando o melhor momento para consumo no mês, algumas indústrias planejam paralisar plantas frigoríficas ou pular dias de abate para não forçar novas altas.

O cenário externo, por outro lado, segue positivo para as exportações de carne bovina do Brasil. Além do resultado positivo registrado em julho, a receita dos embarques de carnes (bovina, suína e de frango) na 1a semana de agosto veio 28,9% acima da média de julho e 55,4% acima da média de agosto de 2009.

A tendência é de mercado interno firme, ainda que com menor força na 2a quinzena, e mercado externo positivo. Mas outro fator de preocupação nos últimos dias tem sido a saúde financeira dos frigoríficos.

Contrato futuro de boi gordo (BGIV10 - BM&F)

FONTE: Publicado em Análises, XP Investimentos

PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO

REGIÃO DE PELOTAS
INFORMAÇÃO MARFRIG

*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 09.08.2010

BOI: R$ 5,60
VACA: R$ 5,30

OBS: *LIVRE DE FUNRURAL

PRAZO: 30 DIAS

Compras só a rendimento.

FONTE: Marca Negócios Rurais (comprador Marfrig da região)
FONE: 9981.1203 Humberto Costa.

PREÇOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 09.08.2010
REGIÃO DE PELOTAS


TERNEIROS R$ 2,55 A R$ 2,65
TERNEIRAS R$ 2,20 A R$ 2,40
NOVILHOS R$ 2,45 A R$ 2,55
BOI MAGRO R$ 2,40 A R$ 2,50
VACA DE INVERNAR R$ 2,00 A R$ 2,10

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR http://www.lundnegocios.blogspot.com

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO / KG VIVO

FRIGORÍFICOS REGIONAIS

EM 09.08.2010
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 2,80 A R$ 2,90
VACA GORDA: R$ 2,40 A R$ 2,50

A RENDIMENTO:
BOI GORDO R$ 5,60 A 5,70
VACA GORDA R$ 5,30 A 5,40

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR WWW.LUNDNEGOCIOS.BLOGSPOT.COM

Carne Pampa


PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 09/08/2010
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 06/08/2010 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,80R$ 5,73
KG VivoR$ 2,90R$ 2,87
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,30R$ 5,23
KG VivoR$ 2,52R$ 2,48
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz(4)
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

COTAÇÕES

FONTE: CORREIO DO POVO

Ciclo pecuário e evolução de preços

O abate de fêmeas é um indicador fiel do investimento na pecuária.

Uma participação alta de fêmeas nos abates indica desinvestimento na atividade.

Com preços do boi gordo em alta, e dos animais para reposição também, o fazendeiro retém matrizes para produzir bezerros.

O inverso também ocorre, com desinvestimento e abate de matrizes em épocas de “vacas magras”.

A retenção de matrizes causa, em determinado prazo, aumento da produção de bezerros , que serão bois gordos anos depois. Isto tende a culminar em sobreoferta e, conseqüentemente, em queda de preços.

A este fenômeno dá-se nome de ciclo pecuário, gerado pelos ciclos de oferta de animais para o abate.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a participação de fêmeas nos abates no primeiro trimestre deste ano foi de 37,7%.

Em 2009 a participação de fêmeas no abate do primeiro trimestre foi de 41,1%, mas durante o ano caiu e a participação anual foi de 36,3%.

O abate de fêmeas tende a ser maior no primeiro trimestre do ano, com o descarte das fêmeas que não emprenharam, ao fim da estação de monta.

Evolução da participação dos abates de fêmeas

Vamos comparar os preços nos primeiros semestres, de 2005 a 2010.

Em 2005 os abates de fêmeas representaram 43,8% dos abates totais, em função dos preços deprimidos, influenciados pela fase do ciclo e o foco de aftosa em outubro.

Em 2006, a gripe aviária que eclodiu na Ásia fez com que o consumo mundial de carne de frango caísse, afetando as exportações. Essa carne foi desovada no mercado interno, concorrendo com a carne bovina, e derrubou os preços internamente.

Em junho de 2006, o valor deflacionado da arroba em São Paulo atingiu o menor patamar em mais de 30 anos.

Foi um ano de forte participação de fêmeas nos abates, mesmo patamar de 2005, 43,8%.

As vendas de sêmen, por sua vez, refletem o nível de investimento em reprodução. Segundo a ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), em 2005 e 2006 houve, respectivamente, queda de 6,0% e 4,2% nas vendas de sêmen, em relação aos anos anteriores. A queda do rebanho de matrizes pôde ser observada já em 2007, com o mercado de reposição em alta.

No primeiro semestre de 2007 o bezerro de doze meses no Mato Grosso do Sul subiu 29,4%. O boi gordo em São Paulo subiu 7%.

A participação de fêmeas nos abates em 2007 foi de 40,1%, uma queda de 3,6 pontos percentuais frente a 2006. As vendas de sêmen subiram 11,3% em 2007, indicando uma expansão da base de matrizes e confiança do pecuarista.

No primeiro semestre de 2008, o boi gordo em São Paulo subiu 23% e o bezerro de doze meses no Mato Grosso do Sul, 54,5%. Foi mais um ano de retenção de fêmeas, com 38,6% de participação fêmeas nos abates. Nova queda.

No final de junho a arroba em São Paulo chegou aos R$93,00, a prazo, livre de imposto.

Essa progressão nos preços foi interrompida pela crise global.

O ano de 2009 “viveu” a crise e foi atípico para a pecuária.

Foi um ano chuvoso, com bom índice pluviométrico inclusive na entressafra, permitindo pastagens em boa qualidade na maior parte das praças pecuárias. O preço no segundo semestre foi mais baixo que no primeiro. Uma inversão. As vacas compuseram 36,3% dos abates em 2009 e as vendas de sêmen aumentaram 11,7% em relação às de 2008.

Situação em 2010

No primeiro trimestre de 2010 a participação de fêmeas nos abates foi menor que nos anos anteriores.

Foram seis meses de mercado firme para o boi gordo, que registrou 8,9% de valorização de janeiro a junho em São Paulo.

Os preços dos animais para reposição subiram mais que o boi gordo. O boi magro subiu 17,4% em São Paulo, e o bezerro de ano subiu 21,9% no Mato Grosso do Sul.

Aliás, as valorizações firmes para a reposição, sem trégua, indicam que, apesar de 2010 ser o quarto ano com participação do abate de fêmeas em retração, ainda não é encontrado excesso de oferta das categorias mais novas. Em algum momento a maior quantidade de vacas em reprodução resultará em sobreoferta de bezerros e, posteriormente, bois gordos. Mas ainda não há sinal desta inversão.

Se não há excesso de animais mais novos, é improvável um aumento expressivo na oferta de bois em curto prazo, uma vez que os bois de amanhã são, indubitavelmente, os bezerros e garrotes de hoje.

Outro fator interessante na atual conjuntura é a valorização mais intensa das categorias mais jovens em relação às mais eradas e ao próprio boi gordo.

Tomando por base os preços do Mato Grosso do Sul, devido à representatividade do mercado de reposição no estado, comparou-se algumas variações. No primeiro semestre de 2010 o boi gordo subiu 11,6%.

Os bois magros e garrotes anelorados subiram 12,4% e 12%, respectivamente. Quando a análise é feita com os bezerros, temos valorização de 22% para o de doze meses e 29,4% para a desmama anelorada.

Existe a sazonalidade no ano, com maior oferta de bezerros após a desmama. Maior demanda por bois magros antes dos confinamentos, dentre outras peculiaridades.

Então fez-se a comparação com anos anteriores. Na figura 1 estão as variações dos preços da desmama, do bezerro de doze meses e do boi magro, no primeiro semestre de cada ano.



Pode-se observar que a variação de preços no primeiro semestre foi semelhante à de 2007 e apenas inferior à de 2008.

A variação de 2007 refletiu a menor oferta de animais gerada pelos abates em 2005 e 2006. A pouca oferta, no ano seguinte, causou valorização expressiva de todas as categorias.

A semelhança com 2007 não é promessa de alta semelhante à de 2008, em 2011. De lá para cá foram mais dois anos de retenção de matrizes e a conjuntura da pecuária mudou bastante, incluindo forte concentração dos compradores, devido às fusões e recuperações judiciais, ocorridas desde o início de 2009.

No entanto, a desvalorização de bois tende a ser precedida pela desvalorização das categorias mais jovens.

Quando a relação de troca diminui, cenário recente, é porque a reposição se valorizou mais que os animais terminados, pois faltam bezerros.

Segundo semestre

Esta será a primeira entressafra após a onda de aquisições e fusões pela qual passou o setor frigorífico.

Com oferta enxuta, o foco das atenções quanto à precificação do boi gordo se volta à intensidade de uso das ferramentas de garantia de matéria prima pelos frigoríficos.

A quantidade e distribuição dos confinamentos e animais negociados a termo vão determinar o tamanho da pressão que os frigoríficos imporão sobre as cotações nos próximos meses.

Mas é bom lembrar que boa parte do gado comprado a termo na entressafra vem de confinamento e não dá para somar um ao outro.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi: Acordo de Livre Comércio entre MERCOSUL e o Egito pode ser uma oportunidade para produção de carne no MT

LIVRE COMÉRCIO: Na última segunda-feira, dia 2, foi fechado um acordo de livre comercio entre os países do Mercosul e o Egito, na cidade argentina de San Juan. Este acordo prevê uma eliminação gradual da atual alíquota da taxa de importação de 65% que é incidida sobre os produtos primários enviados pelo bloco entre eles a carna bovina. Esta notícias pode ser uma oportunidade para a produção de carnes de Mato Grosso, tendo em vista que o Estado já envia parte de sua produção para o Egito. neste ano já foram exportadas para lá 11,95 mil toneladas de equivalente carcaça, registrando uma representatividade média no ano de 10% do total exportado. Este volume exportado em 2010 já gerou divisas para MT na cifra de 29,75 milhões de dólares. Portanto, com essa eliminação gradual da alíquota, a relação comercial com o mercado egípcio, que possui cerca de 83 milhões de habitantes segundo o IBGE, tende a trazer benefícios para a bovinocultura do Estado, uma vez que os ganhos em cifras com o embarque de carnes para este país vão ficar mais atrativos.

Clique aqui e veja a análise na íntegra.

Fonte: IMEA

Raça Brangus levará a Esteio animais de quatro estados


Oitenta e três animais da raça Brangus, inscritos para participar da 33ª edição da Expointer, devem chegar no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no dia 23 de agosto. A feira se inicia em 28 de agosto e vai até 5 de setembro. Conforme o Núcleo Sul Riograndense de Brangus, estão inscritos exemplares do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Os animais, de excelente nível zootécnico, irão exemplificar as características da raça. Os interessados em adquirir genética Brangus poderão consultar os expositores que estarão com machos e fêmeas à venda diretamente nos boxes.

O julgamento da raça irá acontecer na segunda-feira, 30 de agosto, na Pista Central, durante todo o dia, e será conduzido por Oscar Campos, especialista em Brangus, vindo diretamente do Paraguai. Em 2009, o argentino Raul Roldan, atribuiu o título de grande campeã Brangus, para "Olhos D´água 5g6673 Jóia Rara", do criador Antonino Dorneles, da Estância Olhos D´Agua, de Alegrete, RS. A fêmea, de pelagem vermelha, já havia conquistado o título máximo em 2008. O grande campeão veio de Martinópolis, SP, o macho "Anamélia FIV B059", exposto pela Agrícola Anamélia Ltda (Brangus HP).


FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Argentina: consumo médio de carne cai para 56,7 kg

O consumo de carne bovina na Argentina no primeiro semestre desse ano foi o mais baixo da última década, como demonstra o relatório mensal da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA), que demonstra uma retração entre janeiro e julho de 16,7% com relação ao mesmo período de 2009.
O consumo médio entre janeiro e julho chegou a 56,7 quilos por habitante por ano e registra queda com relação ao nível mais alto da década registrado no mesmo período do ano anterior, quando foi de 68,1 quilos por pessoa por ano.
O motivo principal da queda foi o aumento de 60% nos preços ao consumidor registrado desde novembro do ano passado devido à queda da oferta de gado, como consequência da política agropecuária.
Segundo dados da CICCRA, essa queda da oferta se refletiu no nível de abates no primeiro semestre desse ano, que caiu em 22,4% com relação a 2009. Assim, foram abatidas 6,054 milhões de cabeças, 1,7 milhão a menos do que no primeiro semestre de 2009. Nesse período foi registrado o nível de atividade setorial mais alto dos últimos 21 anos.
Coincidentemente, também foi registrada uma menor produção de carne, cuja baixa alcançou 20,3%. Comparando-se com o primeiro semestre de 2009, entre janeiro e junho de 2010, foram produzidas 332.300 toneladas a menos. Isso afeta a estabilidade laboral de cerca de seis mil trabalhadores da indústria de carnes, com suspensões, anulação de horas extras e cobrança de subsídios por parte do Estado. O trabalho adverte que o número de trabalhadores em crise poderia chegar a dez mil.
Segundo a CICCRA, as vendas externas se reduziram em 41,9% em volume e em 20,9% em valor. De 274.497 toneladas carcaça com osso que foram exportadas no primeiro semestre do ano passado, passou para 159.366 toneladas. Em valor, enquanto de janeiro a junho de 2009 foram exportadas mais de US$ 732,5 milhões, esse ano, as vendas chegaram a US$ 579 milhões. O relatório destaca que a queda é similar à registrada em 2006, quando o então presidente, Néstor Kirchner, decidiu proibir as exportações de carne em resposta a um aumento dos preços internos ocorrido no final de 2005 e começo de 2006. Em junho, o valor das exportações chegou a US$ 101,7 milhões e foi 27% menor que em junho de 2009.

FONTE: La Opinión de Rafaela, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint

Relação de troca no RS

A relação de troca entre o boi gordo e as categorias para reposição no Rio Grande do
Sul, ao contrário da maioria do país, se comportou de forma crescente em 2010.
Isto porque, desde janeiro, o boi gordo subiu 18,1%, considerando a média do estado que está em R$2,77/kg.
Essa foi a maior alta dentre as praças pesquisadas pela Scot Consultoria.
O mercado de reposição não demonstrou o mesmo vigor do mercado do boi gordo, com os preços das categorias jovens praticamente estáveis.
Já para o boi magro, considerando o mesmo período, houve aumento de 7,1%, em parte por ter seu preço mais influenciado pelo boi gordo.
A atual relação de troca entre o boi gordo de 16,5@ e o boi magro de 12@ está em 1,53.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Uruguai tenta abrir mercados de Malásia e Filipinas

O Ministério da Pecuária do Uruguai está realizando gestões com a Malásia e as Filipinas para habilitar a entrada de carne bovina a ambos os mercados, segundo confirmou o diretor geral de Serviços Pecuários do Ministério, Francisco Muzio.
No caso da Malásia, negocia-se a habilitação de uma maior quantidade de frigoríficos. O Uruguai já tinha uma lista aprovada pelas autoridades sanitárias da Malásia, mas essa ficou desatualizada.
Por outro lado, nas Filipinas, outro mercado a ser trabalhado, os serviços veterinários oficiais estão respondendo a um questionário de informações vitais para que os sérvios filipinos elaborem a análise de risco anterior à abertura do mercado.
Ambos os mercados aplicam abate ritual (método Halal). A carne produzida para esses mercados deve-se ajustar às normas do Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos e nas instruções dos juristas islâmicos.
Em paralelo, seguem as gestões para tentar habilitar a entrada de miúdos via continente e não através de Hong Kong. O Uruguai proporá informação adicional em cada embarque, como faz com a Rússia.

FONTE: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mercado do boi gordo segue firme sem grandes alterações

Mercado firme, sem grandes alterações.
Em São Paulo o preço referência está em R$85,00/@, a prazo, livre de imposto. Existem negócios ocorrendo por R$1,00/@ acima deste valor. Para o pagamento à vista a referência é R$84,00/@, livre de imposto.

As escalas de abate atendem cerca de 3 dias para os frigoríficos que dependem de animais de São Paulo. Frigoríficos que compram animais fora do estado estão com programações um pouco melhores.
No Noroeste do Paraná a oferta é escassa. Com isto, aumenta a demanda por fêmeas para completar as escalas, o que as valoriza. Hoje a vaca gorda para abate é negociada por R$77,00/@, à vista, livre de imposto.
Com o aumento nos preços os frigoríficos no Sudeste do Mato Grosso melhoraram um pouco as compras, mas não há excesso de oferta.
No mercado atacadista com osso houve ligeira melhora na oferta e recuo nos preços do traseiro, mas alta para a ponta de agulha, bem demandada.

Clique aqui e veja as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria