segunda-feira, 28 de março de 2011

COTAÇÕES

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 28/03/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 25/03/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,54R$ 6,52
KG VivoR$ 3,27R$ 3,26
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,22R$ 6,17
KG VivoR$ 2,96R$ 2,94
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Carne bovina: RS redefine normas para a entrada da carne com osso

Portaria foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (28)


Reconhecido internacionalmente como estado livre de febre aftosa com vacinação, o Rio Grande do Sul passou a permitir a entrada sem restrição de carne com osso, em meados de dezembro de 2010. O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, em defesa da sanidade animal, para prevenir qualquer contaminação do rebanho gaúcho, assinou portaria contrária, restringindo a entrada de carne bovina e bubalina com osso, provenientes de outros estados brasileiros.

A norma regulamenta o ingresso no Rio Grande do Sul de animais susceptíveis da doença, permitindo também a entrada de produtos e subprodutos, desde que atendidas as disposições das Instruções Normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com relação à carne com osso, entretanto, outros controles devem ser atendidos, tais como pedido de autorização prévio do estabelecimento que vai adquirir a carne, endereçado à Gerência de Defesa Animal, da Seapa e, caso seja concedida a autorização, a mesma deve acompanhar a carga desde a origem até o destino. Também o produto deve estar embalado, identificado e com etiqueta de lacre de segurança tipo exportação (de metal).

Mainardi entendeu a necessidade de medidas restritivas à entrada de carne com osso no Rio Grande do Sul. Para a edição da norma - que valeu antes de dezembro último - foi considerado o surgimento de focos da doença em algumas regiões brasileiras há cerca de quatro anos, além da solicitação dos pecuaristas preocupados com o status sanitário do estado. As informações são da SAA/RS

FONTE: DBO

EXCLUSIVO: Baixa demanda enfraquece mercado do boi gordo; preços podem reagir no início do mês

Boi: chuvas diminuem em várias regiões produtoras mas ainda é cedo para confirmar um aumento na oferta de animais. Mercado pode reagir nos próximos dias com a demanda de início do mês

O mercado do boi gordo segue enfraquecido neste início de semana com a diminiução da demanda por carnes no mercado atacadista. Em São Paulo, as negociações giram em torno de R$ 102,00 a R$ 103,00/@, à vista.


Mesmo com a diminuição das chuvas em algumas regiões produtoras, o consultor da Icap, Élio Micheloni Jr. diz que ainda não é possível saber se houve um aumento da oferta de animais. "Nós temos que ter agora, obrigatoriamente, um pouco mais de oferta. Se essa oferta não aparecer, o indicativo é de que realmente o volume disponível de boi é abaixo da necessidade do mercado", afirma.


Para Élio, os preços podem reagir no início do mês de abril com o aumento da demanda. "Isso novamente daria um novo fôlego para o mercado, voltando a ficar firme nos preços máximos que a gente observou no começo do mês", acredita.

Para esta semana, a expectativa é de que o mercado se mantenha firme. "Se a oferta não superar a demanda, os preços da arroba podem voltar aos patamares do início do mês, na faixa dos R$ 104,00 a R$ 105,00, à vista", conclui.

Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

Boa troca mantém o mercado firme para o bezerro

Reajustes positivos para o bezerro em São Paulo, Goiás, Bahia, Paraná, Tocantins e Rio Grande do Sul esta semana.

A demanda pela categoria está aquecida, em virtude do aumento, ainda que sutil, no volume de vendas de boi gordo em relação ao início do ano - o que impulsiona as negociações de troca (recria), e da melhoria na situação das pastagens.

Aparentemente o produtor está confiante e procura se aproveitar do momento favorável para as relações de troca.

Em São Paulo, por exemplo, a atual relação de troca entre o boi gordo (16,5@) e o bezerro de doze meses (7@) é de 2,18.

Tal relação é 8,3% maior do que a média dos últimos treze meses e 4,1% superior à média desde 1997

Fonte:SCOT CONSULTORIA

Boi Gordo: Pressão de baixa aumentou e o preço referência caiu em diversas praças

A pressão de baixa aumentou e o preço referência para o boi gordo caiu em diversas praças.

Houve recuo em 12 praças pecuárias, dentre as 31 pesquisadas pela Scot Consultoria.

Dentre elas estão Barretos, Araçatuba, Triângulo Mineiro, Belo Horizonte, Sul de MG, Sul de Goiás e Goiânia.

A pressão baixista está ligada ao mercado frouxo para a carne. Nas últimas duas semanas, o boi casado (traseiro + dianteiro + ponta de agulha) passou de R$6,80/kg para R$6,20/kg em São Paulo. Queda de 8,8%.

O fato que limitou a queda de preço do boi gordo foi a oferta de animais, que, apesar de ter apresentado melhora, ainda pode ser considerada curta. A escala de abate média em São Paulo é de 3 dias.

O mercado atacadista de carne com osso está estável nesta segunda-feira. Fica a expectativa pelo comportamento do consumo de carne para os próximos dias, especialmente após a virada de mês.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Boi gordo: indicador registra forte retração

Na última sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 104,52/@, com forte variação negativa de R$ 1,83. O indicador a prazo registrou retração de R$ 1,73, sendo cotado a R$ 105,79/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 25/03/11



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para março/11



Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)

FONTE: BEEFPOINT

domingo, 27 de março de 2011

Brasil exporta 27 mil bois vivos ao Líbano

Os libaneses importaram 27.170 bovinos vivos do Brasil entre janeiro e fevereiro deste ano. A maior parte saiu do país via Porto de Barcarena, no estado do Pará.

Isaura Danielisaura.daniel@anba.com.br
São Paulo – O Brasil exportou, apenas nos dois primeiros meses deste ano, 27.170 bovinos vivos para o Líbano. De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações de gado vivo brasileiro para o país renderam US$ 21,2 milhões no período e cada unidade foi comercializada por uma média de US$ 781.

Houve aumento de 273% em receita sobre o mesmo período de 2010 e de 352% em número de bois. Entre janeiro e fevereiro de 2010, a venda de gado em pé para o Líbano rendeu ao Brasil US$ 5,6 milhões. Foram enviados seis mil animais. O peso dos envios do primeiro bimestre deste ano foi de 9,8 mil toneladas e do ano passado 3,1 mil toneladas.

O secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, explica que a compra de bovinos vivos é para gerar empregos no país comprador. "Quando você compra o bovino vivo, você transfere para o comprador o abate e a distribuição”, afirma. Apesar disso, o Brasil também envia carnes para o país árabe.

Sobre os dois primeiros meses do ano passado, houve uma queda no valor médio dos bovinos exportados do Brasil para o Líbano. Em janeiro e fevereiro de 2010, o preço era US$ 946. Ou seja, a queda foi de 17%, já que neste ano o valor foi de US$ 781. O Líbano foi o único país árabe que comprou gado vivo do Brasil.

O grande aumento ocorreu nos envios do estado do Pará, do Norte brasileiro. Do total, 23.346 cabeças foram exportadas via Porto de Vila do Conde, de Barcarena. No mesmo período de 2010, haviam saído do porto apenas seis mil bois. Do Porto de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, foram enviadas 3.824 unidades em janeiro e fevereiro deste ano. No mesmo período de 2010, não houve exportações do estado.
FONTE: ANBA (AGENCIA DE NOTICIAS BRASIL-ARABE)

    sexta-feira, 25 de março de 2011

    Boi gordo à vista e bezerro atingem recordes em 2011

    Nesta semana, penúltima do mês, o atacado recuou - com o equivalente físico registrando uma variação negativa de 2,84%. Sem essa sustentação os compradores tentaram pagar menos pela arroba do boi gordo, mas os negócios caminharam a passos lentos.

    Mesmo já estando quase no final de março, a oferta de bois gordos para o abate continua restrita e a maioria dos pecuaristas diz que não pretende vender nos preços que foram ofertados. Um bom exemplo disso é o comentário enviado pelo leitor Maurício Menegotto de Almeida. "A procura em Jardim/MS continua intensa, vendi 160 novilhas, que embarcaram na quarta-feira, com média de 13@, onde me pagaram o preço de R$ 90,00 à vista. Tenho boi gordo no pasto aguardando um preço no minimo com 3 três dígitos, e não entrego por menos. A maioria das fazendas está com sobra de pasto e para o pecuarista segurar o seu boi não existe empecilho nenhum. Portanto, ou o frigorifico paga o valor justo na arroba do boi ou não terá a sua matéria prima".

    Assim o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista atingiu sua cotação mais alta em 2011, subindo R$ 0,56 nesta quinta-feira e sendo cotado a R$ 106,35/@. ao avaliarmos o gráfico podemos entender que o mercado se mantém firme nestes primeiros meses de 2011.

    Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa à vista



    Como Menegotto de Almeida a maioria dos pecuaristas ainda está otimista em relação aos preços, mas alguns agentes, avaliando o enfraquecimento do atacado, ressaltam que o mercado não está tão firme assim e pontuam que no próximo mês pode haver uma oferta maior de animais terminados a pasto sendo ofertados. Mesmo assim acreditam que é difícil esperar oscilações muito grandes nos preços arroba para os próximos dias.

    Os preços de animais de reposição também subiram e o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista também registrou sua máxima em 2011 nesta quinta-feira. Na verdade, o valor de R$ 771,85/cabeça apurado nesta quinta-feira é o mais alto da série histórica do Cepea, que tem início no ano 2000. Com isso a relação de troca e a margem bruta recuaram.

    Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista



    Gráfico 3. Relação de troca na reposição (bezerros por boi gordo de 16,5@)



    Gráfico 4. Margem bruta na reposição (resultado da operação de venda de um boi gordo de 16,5@ e compra de um bezerro para reposição)


    FONTE: BEEFPOINT

    Morte de pastagem em MT causa prejuízo de 3 bilhões

    A conta a ser paga pelos pecuaristas de Mato Grosso pela morte de pastagem é salgada e chega à cifra de R$ 3,09 bilhões. Isso representa 62% do VBP - Valor Bruto de Produção de 2010, que é o preço médio da arroba multiplicado pelo abate que foi de 4,33 milhões de cabeças (macho e fêmea) que gerou uma receita de R$ 4,95 bilhões. “O impacto dessa conta esta totalmente fora das possibilidades dos pecuaristas, que não têm condições de arcar com este prejuízo sozinho”, foi taxativo o superintendente da Acrimat – Associação dos Criadores de Mato Grosso, Luciano Vacari. Ele lembra que o setor saiu de uma crise mundial e amarga ainda um rombo de mais de R$ 300 milhões causado pelos frigoríficos que entraram em recuperação judicial. “Esse impacto vai direto para a mesa do consumidor que vai pagar mais caro por um alimento que já está restrito e essa preocupação tem que levar o poder público a encontrar uma solução emergencial”, analisa.

    O levantamento foi solicitado pela Acrimat ao Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, que mapeou a real situação do setor pecuário quanto a situação dos 26 milhões de hectares de pastagem de Mato Grosso, que alimenta 28,7 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho do Brasil. Durante o mês de fevereiro foram entrevistados 495 produtores de todas as regiões do estado e 57% afirmaram que estam com problemas com a morte de pastagem. A região mais afetada é a Nordeste, onde 68% dos pecuaristas entrevistados disseram que estão com pasto degradado e a região Norte vem em seguida com 63%.

    Os números são grandes e mostram que 2,23 milhões de hectares de pastagem morreram o que representam 8,6% de toda área de pasto de Mato Grosso. Em volume de pastagem a região mais afetada é a Sudeste com 15% de sua área com 672.695 mil hectares, seguida da Nordeste com 10,3% com 705.023 mil hectares, e a Noroeste com 9,1%, sendo 268.783 mil hectares.

    Os pecuaristas foram perguntados sobre o que fariam para reverter a situação, e 61% responderam que farão o replantio, 32% vão manter no pousio (descanso que se dá a uma terra cultivada, interrompendo-lhe a cultura por um ou mais anos) e 7% vão apenas gradear. A execução dessas decisões vai custar R$ 3,09 bilhões, para fazer o replantio de 1,4 milhões de hectares e para gradear 549.438 mil hectares.

    As causas das mortes das pastagens segundo os pecuaristas são seca, pragas e excesso de água. A estiagem de 2010 foi responsável por 53% das mortes, castigando sobremaneira a região Nordeste com 83% da degradação das pastagens, seguindo pelo Sudeste, com 69% e 67% no Médio Norte. Os ataques das pragas como cigarrinha e lagartas, são apontados como a segunda causa, registrando 43% em média, atingido 84% da região Norte, 60% da Noroeste e 49% do Centro Sul. A água foi apontada como principal causa da morte em 4% da área de pastagem, sendo a região Oeste mais afetada com 14%, o Norte com 8% e a Noroeste com 5%.

    O superintendente do Imea, Otávio Celidonio, disse que “o levantamento feito junto aos pecuaristas confirmou o que já tinha sido detectado pelo mercado, relativo ao grande impacto da morte de pastagem e este custo estimado é elevado e atrapalha o planejamento de compra e venda de animais em 2011”. O representante da Acrimat, Luciano Vacari reforça que “a restrição de oferta de boi gordo vai continuar até 2014 e com esse novo impacto na morte das pastagens, a situação vai ficar ainda mais delicada, um alerta para que medidas emergenciais sejam tomadas pelo poder público.”

    Fonte: Agrolink

    Boi-XP: frigoríficos conseguem aumentar um pouco a escala de abates

    A safra já se faz presente, ainda que de forma modesta, uma vez que os frigoríficos conseguiram aumentar as escalas de abate. Entretanto, há um fato que ajudou algumas indústrias em determinadas praças além de um aumento natural da oferta. A paralisação de um grande frigorífico fez diminuir um pouco a competição pelo boi gordo em Minas Gerais, no Mato Grosso do Sul e Goiás, especialmente. As escalas nessas praças se alongaram um pouco e facilitaram a atuação de outras indústrias.

    O consumo segue impedindo maiores reações dos preços pecuários. O varejo ainda está travado e há expectativa de que ocorra melhora apenas no início de abril, período em que o consumidor recebe os salários e vai às compras do mês. Dianteiro, ponta de agulha e traseiro seguem com liquidez dificultada. A vaca casada também está ofertada e sem demanda.

    O mercado futuro perdeu toda a sua volatilidade frente a um mercado físico extremamente parado. O gráfico contínuo do BGIH11 (mar/11) continua testando a resistência dia após dia, mas ainda sem sucesso para rompê-la. A triangulação continua desenvolvendo um padrão de continuação, que poderá falhar caso o mercado não consiga ultrapassar os 105,75.

    O BGIV11 (out/11) permanece com um spread positivo em relação ao contrato mais curto (BGIH11), mas segurou-se forte nos 104.

    Confira a análise completa: BoiXP

    Fonte: Xp Investimentos

    Técnicos auditam MT

    Visita é de rotina e tem como foco revalidar os procedimentos homologados. UE quer mais garantias

    MARCONDES MACIEL
    Da Reportagem

    Duas equipes de técnicos da União Europeia (UE) estão em Mato Grosso desde ontem para auditar plantas frigoríficas e propriedades rurais enquadradas no Sisbov (Sistema de Rastreabilidade Bovina) e que já fazem parte da lista para exportar carne in natura aos países do bloco europeu. As equipes são formadas por cinco integrantes da UE, além de técnicos da Superintendência Federal da Agricultura, em Mato Grosso, e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As visitas começaram ontem pela manhã e o objetivo é verificar em in loco se as propriedades rurais e os frigoríficos continuam atendendo os padrões exigidos pela União Européia, visando à manutenção da habilitação.

    De acordo com o fiscal agropecuário Guilherme Reis Coda Dias, do Serviço de Saúde Animal da SFA/MT, o trabalho de auditagem está sendo realizado simultaneamente nas propriedades rurais e indústrias. A equipe que está auditando as propriedades é composta por três técnicos europeus e outros cinco da SFA, que controla o Sisbov em Mato Grosso, e dois do Departamento de Saúde Animal do Mapa. A visita no Estado começou ontem pelo município de São José do Rio Claro (315 quilômetros ao norte de Cuiabá) e, hoje, a equipe estará auditando mais uma propriedade no município de Campo Novo dos Pareci (396 quilômetros ao noroeste de Cuiabá). Entre os representantes de Mato Grosso na comitiva européia que visita as fazendas estão o chefe do Serviço de Saúde Animal da SFA, Ênio Arruda Martins, Isana Souza Silva, gestora estadual do Sisbov, e Alzira Catunda, diretora da Divisão de Defesa Agropecuária.

    “A finalidade da missão é conhecer a qualidade da carne que a União Européia está comprando de Mato Grosso, desde a produção agropecuária, conhecendo a sanidade do rebanho, até ao final da cadeia, que é o abate dos animais e, em alguns casos, a industrialização do produto”, explica Guilherme Dias.

    FRIGORÍFICOS – Já os frigoríficos a serem visitados pela missão européia são a Sadia, de Várzea Grande, e o BRF Foods (antigo Perdigão), em Mirassol D’Oeste (300 quilômetros ao oeste de Cuiabá). Dois auditores da UE, acompanhados de um técnico de Brasília e outro de Mato Grosso - Sérgio Lobo, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal da SFA – realizam a auditagem das plantas. “Os técnicos vêm para validar o trabalho que já está sendo feito no Estado e renovar a habilitação das exportações para a Europa”, frisa a fiscal agropecuária federal Giovana Almeida.

    As duas equipes ficam em Mato Grosso até domingo. Antes de retornar a Brasília, eles se reúnem no sábado para fazer uma avaliação prévia das visitas realizadas no Estado.

    FAZENDAS HABILITADAS – Guilherme Dias informou que além das 439 propriedades mato-grossenses credenciadas a exportar carne para a UE dentro das normas da rastreabilidade, outras 130 fazendas com certificação válida aguardam auditagem dos técnicos do Mapa para serem incluídas na lista européia. Em Mato Grosso, 11 frigoríficos estão credenciados a exportar carne in natura para a União Européia, entre eles as redes Marfrig, BR Foods, Frialto, Sadia e JBS/Friboi. Mato Grosso possui cerca de 100 mil propriedades rurais voltadas para a criação de gado.

    A auditagem passa pela avaliação da comissão estadual do Sisbov e, em seguida, encaminhada ao Mapa, em Brasília. Lá é feita uma nova avaliação para posterior envio da documentação a uma comissão veterinária de Bruxelas, que emite o parecer final sobre a liberação. A avaliação dos técnicos leva em conta o controle de rastreabilidade das fazendas, levantamento do número de animais e a identificação do rebanho, confrontando as informações com o banco de dados do Sisbov, bem como a entrada e saída, nascimento e morte de animais.

    FONTE: DIÁRIO DE CUIABÁ

    quinta-feira, 24 de março de 2011

    Apesar da oferta ainda restrita, atacado enfraquece e começa a tirar sustentação dos preços

    O mercado do boi gordo ainda apresenta oferta restrita, mesmo assim nesta semana seguiu pressionado. Com o mercado da carne bovina enfraquecido e os preços recuando, os compradores reduziram os preços ofertados pelo boi gordo, alegando que não podem pagar mais pela matéria-prima.

    Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio

    O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 105,79/@ na última quarta-feira, registrando variação positiva de 0,04% na semana. Já o indicador acumulou retração de 1,09%, sendo cotado a R$ 106,62/@. Repare no gráfico abaixo como os preços da arroba para pagamento com 30 dias estão praticamente estáveis nos últimos meses, reflexo da oferta enxuta.

    Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo a prazo

    Rodrigo Belintani Swain, informou através do formulário de cotações do BeefPoint que em Guaraniaçu/PR, arroba do boi gordo está valendo R$ 98,00, à vista. "Se for conhecido pelo frigorífico e tiver animais de qualidade é possível conseguir até R$ 100,00/@".

    Segundo Isaias Paulo Tomazinho, em Presidente Epitácio/SP, a arroba está sendo negociada a R$ 98,00/@, "mas existem ofertando somente R$ 93,00/@ de animal inteiro, mesmo confinado. Desagradável notícia".

    O leitor do BeefPoint, Rubens Cunha, comentou que o preço do boi gordo em Araguaina/TO, está em R$ 91,00/@, com 30 dias de prazo para pagamento.

    Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

    Enquanto isso, no atacado o valor do equivalente físico recuou 3,69% na semana, sendo calculado em R$ 97,17/@. O spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente subiu para R$ 8,62/@.

    Tabela 2. Atacado da carne bovina

    Segundo o Boletim Intercarnes, divulgado nesta quinta-feira, a procura por carne bovina no atacado segue literalmente calma acontecendo apenas especulações devido as sobras constantes que ocorreram nos entrepostos de mercadorias essa semana. As ofertas de carne com osso permanecem estáveis e mais regulares, com os preços não sustentando o mercado. A tendência para a carne bovina continua indefinida, já que na última semana do mês não existe expectativa na melhora no consumo.

    Vendedores de carne comentavam que no início da semana ainda tinham cargas de carne bovina que não conseguiram escoar na semana passada e precisariam reduzir os preços para conseguir girar o estoque. Nessa situação diziam ser difícil continuar comprando nos preços pretendidos pelos pecuaristas.

    No mercado futuro, com exceção dos contratos para março/11, que será liquidado na próxima semana, todos os vencimentos de boi gordo acumularam desvalorização durante a última semana. Outubro fechou o último pregão valendo R$ 104,65/@, com variação negativa de R$ 1,20 no período analisado. Vale ressaltar novamente que este valor (dos contratos considerados pico de entressafra) está abaixo dos preços praticados atualmente no mercado físico.


    Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 16/03/11 e 23/03/11

    FONTE: BEEFPOINT

    URUGUAY - Aumentos en el precio del ganado

    A diferencia de otras sequías, en esta ocasión los precios de la reposición, en vez de bajar, subieron.

    El hecho de que algunos productores no sufrieron prácticamente la sequía ha mantenido activo un cierto nivel de demanda de ganados para el campo.

    La oferta ha sido siempre insuficiente en relación a los pedidos, salvo unos pocos días de diciembre -cuando coincidieron las etapas más agudas y peligrosas de la sequía con una baja en el precio de los ganados de embarque y la inoportuna medida oficial de suspender las ventas a Turquía-.

    Esta coyuntura se revirtió totalmente: la sequía se moderó, la industria viene subiendo los precios y se restablecieron los embarques a Turquía.

    No es sólo un tema de la coyuntura: las expectativas de que continúen los buenos precios de la carne en

    el exterior –independientemente de quién sea el comprador, si la industria o los barcos- alienta un mercado firme y en alza para las categorías para el campo.

    La firmeza del precio de exportación de la carne se traslada al mercado de haciendas y refuerza la demanda por reposición. Así es que la relación flaco–gordo mostró en estos primeros meses de 2011 un nivel inusualmente alto, en torno a 1,4, pero si se consideran los costos de transacción la relación supera holgadamente a 1,6.

    Un precio de U$S 2,50 por kilo de ternero en pie, comprado en la pantalla, con 8% de "gastos" de remate, más el flete al campo del comprador, termina costando alrededor de U$S 2,75 el kilo.

    Si el lote es de terneros livianos, de menos de 150 kilos, el precio total puede superar los U$S 3.

    Por la otra punta, un novillo gordo en frigorífico se paga alrededor de U$S 1,80 el kilo en pie a mediados de febrero, pero hay que descontar gastos, impuestos y comisiones de intermediación, en su caso más frecuente, lo que lo deja en torno a U$S 1,70 el kilo.

    Como muestra la gráfica, en dos años el precio en dólares de los terneros se triplicó, mientras los novillos aumentaron 70%.

    Con esta relación de reposición no es de extrañar que los invernadores se muestren reticentes a desprenderse de sus ganados gordos si no están bien completos.

    Las restricciones en la oferta de ganado para faena también se originan en los problemas climáticos, y en el desentendimiento entre los productores y los frigoríficos, cuando éstos bajaron los precios en los meses de noviembre y diciembre, en circunstancias en las que los problemas se agudizaban por la sequía, al mismo tiempo que los valores de la carne en el exterior alcanzaban los niveles máximos desde 2008.

    En los últimos dos meses, desde los precios más bajos de diciembre hasta el cierre de esta nota, los novillos gordos subieron 10% y siguen subiendo, en busca de un nuevo equilibrio.

    FONTE: EL PAIS

    Nova composição de classes socias no Brasil entre 2005 e 2010. O que muda no seu negócio?

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    FONTE: TWITTER - OTAVIO JULIATO

    Aberto período de inscrições de animais para a Feira de Terneiros do Sindicato Rural

    Em reunião, realizada na quinta-feira, 17 de março, com produtores que pretendem vender seus animais na 7ª Feira de Terneiros, agendada para o dia 6 de maio no Parque de Exposições, o Sindicato rural definiu o período de inscrições, entre outras decisões.

    Conforme o presidente da entidade, José Roberto Pires Weber, em relação a questões sanitárias exigidas para a feira, as fêmeas inscritas deverão apresentar exame de tuberculose e atestado de vacinação da Brucelose ao entrar no parque. Todos os animais deverão ter antecipada a vacina contra a febre aftosa, cuja etapa vacinação no estado ocorre somente no mês de maio. - A inspetoria local estará liberando a autorização para que estes animais sejam vacinados em tempo hábil de participar da feira, disse Weber.

    O presidente comentou ainda, os aspectos positivos da feira, que nas edições anteriores, atraíram compradores de várias regiões, conseguindo uma das mais altas médias do estado pela destacada qualidade genética ofertada – O diferencial de nossa feira está em oferecer animais padronizados, brincados, através de um evento organizado, com crédito oficial e juros subsidiados, disse Weber, salientando que a Feira de Terneiros de Dom Pedrito, consta no calendário oficial de feiras de outono do RS e tem financiamento garantido, por bancos oficiais e privados.
    As inscrições dos animais para a feira já podem ser realizadas diretamente no setor de atendimento do Sindicato Rural impreterivelmente até o dia 20 de abril. – Cabe salientar ainda, que o Sindicato Rural novamente estará oferecendo o frete dos animais, gratuito aos vendedores, da propriedade até o Parque de Exposições, finalizou Weber.

    FONTE :SINDICATO RURAL DE DOM PEDRITO

    Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos

    Boi: demanda fraca por carne faz frigoríficos reduzirem cotações da arroba. Preços recuam até R$2,00 e devem permanecer pressionados por mais 10 dias.


    FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

    Frente fria avança pelo RS e traz chuva à região

    A frente fria trouxe áreas de instabilidade a partir da tarde de ontem (23) e gerou pancadas de chuva, sobretudo, nas áreas do extremo sul gaúcho. Houve registro de grandes acumulados na região de Jaguarão, Rio Grande e arredores, segundo medições das estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nas demais áreas, a chuva teve uma distribuição muito irregular, o que é típico desta época do ano, e ainda mais sob influência do fenômeno climático La Niña, segundo explica a meteorologista Estael Sias.

    De acordo com a Central RBS de Meteorologia, Pelotas registrou 27,8 mm em 13 horas (das 15h de ontem até as 4h da madrugada de hoje), o que corresponde a 21% da média histórica do mês de março.

    Veja outros acumulados mais interessantes:

    Jaguarão registrou 100 mm de chuva , o que corresponde a 78% da média histórica;

    Rio Grande registrou 113 mm, o que corresponde a 88% da média histórica;

    Bagé registrou 34 mm, o que corresponde a 30% da média histórica;

    Canguçu registrou 15 mm, o que corresponde a 11% da média histórica;

    São Luiz Gonzaga registrou 22 mm, o que corresponde a 15% da média histórica;

    Santana do Livramento registrou 10 mm, o que corresponde a 8% da média histórica;

    Cruz Alta registrou 12 mm, o que corresponde a 9% da média histórica.



    Previsão para hoje e amanhã:

    Hoje, a frente fria que atua na altura do Estado desde cedo deixa o tempo instável em todas as regiões. Há risco de pancadas de chuva a qualquer hora e não se descarta a ocorrência de chuva forte em áreas isoladas. A presença das nuvens, da chuva e dos ventos que passam a soprar do quadrante sul provocam queda na temperatura máxima. Em algumas áreas, a tarde ficará até 10°C mais fria em relação à quarta-feira. A previsão é de máximas em torno de 22 a 26°C pelo Estado.

    Na sexta-feira a frente fria ainda vai influenciar as condições do tempo no Estado e mantém a presença das nuvens e das pancadas de chuva ao longo do dia. Alguns prognósticos indicam a possibilidade de volumes mais expressivos na Zona Sul e na campanha, o que não reverte a estiagem mas ameniza os efeitos da falta de chuva na região.

    Veja informações detalhadas aqui, e confira informações do clima em Pelotas em tempo real no site das Estações Meteorológicas.
    FONTE: clicRBS

    Carnes mais baratas

    As vendas de carnes perdem ritmo e os preços pagos aos produtores começam a recuar. Além de fatores internos, a crise árabe impulsiona essa queda.
    "Estamos vivendo o sobressalto da crise árabe", diz Antonio Camardelli, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).
    Um dos exemplos é o da Líbia, diz ele. As exportações de carne bovina estão suspensas para aquele mercado, que recebia 350 toneladas do Brasil, semanalmente.
    Os exportadores de carne suína, embora não dependam do mercado árabe, também sentem um ritmo menor nas vendas, que vinham melhorando nos últimos meses, segundo Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína).
    O setor de avicultura ainda avalia o cenário atual, mas as alterações não são significativas. "Existe um clima de tensão, mas não se acendeu nenhuma luz vermelha no setor", diz Francisco Turra, presidente executivo da Ubabef (entidade do setor).
    Do lado interno, há perda de ritmo nas vendas, segundo José Vicente Ferraz, da Informa Economics, o que permite a queda dos preços.
    Há uma normalização da oferta, principalmente na pecuária -cujas entregas estavam afetadas pelas chuvas. Além disso, esse é um período de menor poder aquisitivo do assalariado, diz ele.
    Demanda menor derruba os preços pagos aos produtores. A arroba de boi, que era negociada a R$ 105 na semana passada, esteve ontem a R$ 103 em São Paulo.
    O quilo do frango vivo caiu para R$ 1,95, após ter sido negociado a R$ 2,10 também na semana passada. A carne suína parou de subir. A arroba custa R$ 52, em média.

    FONTE: Folha de São Paulo

    Pior entressafra do plano real


    Para você ver como são as coisas nesse mundo da pecuária. Dando uma olhada na bolsa e olhando os preços dos contratos de maio e outubro, a gente tem uma idéia do que o mercado está esperando para o piso da safra e o pico da entressafra, certo?

    Pois bem, jogando isso em um gráfico e comparando o resultado com a história do plano real, você está sentado? Que bom, pois vai se assustar com a notícia.

    Essa pode, até agora, ser considerada a pior entressafra dos últimos 17 anos.

    Não acredita? Observe o gráfico abaixo.

    O mercado está esperando uma alta de apenas 4% entre o valor de maio e outubro. Colocando isso em perspectiva, isso é abaixo do que o mercado subiu na aftosa em 2005 e na crise de crédito em 2009.

    O mercado subiu 63% ano passado nessa mesma comparação.

    Agora, se você é um sujeito sacudido e animado e acha que abaixo dos preços atuais da arroba, ou seja, abaixo dos 106 reais o mercado não vai cair na safra, o cenário é ainda pior. Observe e chore.

    Como disse nos textos da Carta Pecuária há umas semanas atrás, ou o mercado está esperando um aumento de oferta de animais, literalmente um mar de bois na entressafra, sejam esses animais confinados, semi-confinados, dos pastos, caindo do céu, não sei, ou o mercado espera que o consumo caia drasticamente daqui até lá para justificar um cenário desses.

    Em outro plano, tem mais outra coisa. O povo poderia estar otimista demais com a safra ao redor de 100 reais? Será? Tudo é possivel em mercado. Se for isso mesmo, se maio cair abaixo de 100 reais, por exemplo, uma arroba ao redor de 95 reais na safra (e o outubro permanecendo ao redor de 105 reais) já corrige essa diferença de preços e anularia essa distorção.


    Distorção? Se não for uma dessas três hipóteses, o mercado, a meu ver, está distorcido.

    Fonte: Carta Pecuária

    Mercado do boi segue com pouca volatilidade; oferta dá sinais de reação

    Boi: oferta dá sinais de recuperação e frigoríficos podem voltar a pressionar negativamente as cotações nos próximos dias. Boi casado recua e mostra que consumidor está evitando carne bovina.



    O mercado do boi gordo segue lateral, com volatilidade diminuída. De um modo geral, os preços referência trabalham estáveis, baseados nos patamares verificados nas últimas semanas. Em São Paulo, por exemplo, o preço da arroba gira em torno de R$ 104,00, à vista. A oferta continua escassa e o consumo ainda segue tímido.

    Os preços do boi casado no atacado tiveram a segunda queda consecutiva na semana, com negociações na faixa dos R$ 6,30, o que mostra o reflexo de um mercado varejista bastante travado. De acordo com a analista da XP Investimentos, Lygia Pimentel, isso mostra que o consumidor está evitando a carne bovina nesta época de final de mês.

    Lygia diz que já há relatos de alongamento das escalas e que a oferta já deu alguns sinais leves de recuperação. Isso pode influenciar negativamente os preços no curto prazo. "Isso impossibilita os frigoríficas a pagarem um valor mais alto pela arroba. Como o consumo está tímido, o mercado fica bem lateralizado. Só que como a oferta não aumentou consideravelmente, então, não vamos conseguir observar uma queda ainda", afirma.


    "Hoje, nós temos pouca oferta de boi em plena safra e, a não ser que o consumo lá na frente reduza muito ou o volume de animais confinados seja grande o suficiente para fazer o preço cair, o que não me parece por enquanto o caso, a gente vai ter preços mais altos do que vemos hoje", acredita.

    FONTE: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

    BOI/CEPEA: Arroba segue negociada em torno de R$ 105,00

    Desde o início de março, o boi gordo vem sendo negociado em torno dos R$ 105,00 no mercado paulista. Entre 16 e 23 de março, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de SP) ficou praticamente estável, a R$ 105,79 nessa quarta, 24 – à vista e para descontar o Funrural. De modo geral, este é o período do ano em que pecuaristas do Centro-Sul do Brasil começam a fazer o planejamento sobre o volume de animais a serem confinados para o semestre seguinte. Conforme levantamentos do Cepea, muitos ainda não tomaram a decisão; por ora, não é possível nem mesmo identificar qual é a tendência da maioria.
    Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

    ENTREVISTA: Confira a entrevista com Péricles Salazar - Pres. Associação Brasileira Frigoríficos

    STF confirma a decisão de inconstitucionalidade da cobrança do Funrural. Medida tira do pecuarista a bitributação, suspendendo o imposto e dá direito sobre a devolução do que foi indevidamente cobrado nos últimos 5 anos.





    FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

    Exportações de gado em pé: recuo para Venezuela e aumento para o Líbano

    As exportações brasileiras de gado em pé para engorda e abate nos dois primeiros meses de 2011, de 73,9 mil cabeças, foram 12% menores na comparação com o mesmo período de 2010.

    A queda foi puxada pela redução das exportações para a Venezuela, o principal cliente deste mercado.

    Na soma de janeiro e fevereiro de 2011, o país importou 46,7 mil cabeças, frente compra de 77,6 mil cabeças neste período do ano passado, uma redução de 40%.

    Diante deste quadro, o Líbano assumiu papel como importante parceiro comercial, mesmo comprando menos que a Venezuela.

    As importações do país apresentaram crescimento anual de 353% neste primeiro bimestre, com a compra de 27,1 mil cabeças.

    FONTE: SCOT CONSULTORIA

    Região de fronteira de MS liberada para exportação de carne bovina

    A partir de agora, os pecuaristas da região denominada zona livre de febre aftosa com vacinação, poderão comercializar carne bovina com outros países. A medida foi publicada nesta terça-feira (22), no Diário Oficial da União, pelo Mapa. A instrução normativa oficializa o reconhecimento de zona livre de aftosa com vacinação publicado pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) no dia 4 de fevereiro. A região continuará sendo monitorada pela vigilância sanitária para evitar o surgimento da doença.
    Segundo o médico veterinário da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Horácio Tinoco, com a alteração das normas de vigilância veterinária na fronteira de MS os pecuaristas dessa região terão mais agilidade nos processos de comercialização do rebanho. “A quarentena dificultava muito a venda dos animais, a expectativa é que esse procedimento não seja mais necessário, o que irá facilitar a comercialização”, assinala.
    Outro ponto positivo destacado por Tinoco é que com o status de zona livre da aftosa, o mercado bovino na região poderá voltar a tornar-se competitivo. “O preço pago pelos animais não terá mais o deságio que tinha com a existência da ZAV. Com isso, os pecuaristas poderão competir de igual para igual, o que irá aquecer o mercado”, explica Horácio ressaltando que a área está liberada para vender os animais a mercados que exigem procedência de áreas livres da febre aftosa.
    O controle intensivo do trânsito e a inspeção da vigilância sanitária continuarão ocorrendo. De acordo com a normativa, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS) deverá estabelecer plano específico de monitoramento e vigilância veterinária para a região. Os pontos fixos de fiscalização deverão ser mantidos em rodovias dos municípios de Amambai, Antônio João, Bela Vista, Bonito, Caracol, Japorã, Mundo Novo, Eldorado, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sete Quedas e Corumbá.
    De acordo com a instrução normativa, os limites da zona reconhecida permanecem inalterados, compreendendo a faixa territorial de aproximadamente 15 km de largura, abrangendo os municípios de Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã, Mundo Novo, Corumbá e Ladário.
    Em 2001, MS já havia alcançado o status de livre de febre aftosa com vacinação, porém com o surgimento de um foco da doença, em 2005, o organismo internacional decidiu suspender esse reconhecimento.
    FONTE: Graziela Reis
    Sato Comunicação
    (67) 3320-9728
    graziela@satocomunicacao.com.br

    quarta-feira, 23 de março de 2011

    Rentabilidade para o pecuarista deve continuar favorável


    Relação de troca entre uma arroba e sacas de milho deve se manter na média dos últimos cinco anos


    Mesmo com a entrada de boi gordo no mercado com o início da safra, a rentabilidade para o pecuarista deve continuar favorável. A relação de troca entre uma arroba e sacas de milho não é a maior da história, mas deve se manter na média dos últimos cinco anos.

    Com uma arroba, o produtor consegue comprar mais de três sacas de milho. Nem mesmo a maior oferta prevista para os próximos meses com a safrinha de verão deve mudar esta média.

    O Brasil deve produzir este ano 55 milhões de toneladas de milho, segundo a Conab. Do total, 2,5 milhões serão destinados à pecuária. Além da oferta e da demanda, o preço nesta safra vai ser influenciado por outra cultura: a soja.

    O analista de mercado Sebastião Gulla, que é representante da Câmara Setorial do Milho, explica o que acontece. Boa parte dos produtores de milho, diz ele, cultivam também a soja. Com a cotação em alta, quem planta está capitalizando e, com isso, pode forçar a estabilidade do preço do milho na época de maior oferta nos próximos meses. Outro fator de influencia nos preços é a exportação do produto.

    – Se houver queda agora, neste momento de colheita, não é nada que vá alterar significativamente esta relação de troca de arroba por saca de milho. Você tem o mercado internacional, que vem balizando bons preços para o milho da safrinha – disse o analista.

    O milho é um dos componentes da ração no sistema de confinamento de gado. O uso dele é essencial para a finalização do animal para o abate. O comportamento do mercado fez a relação entre o preço do milho e da arroba do boi oscilar muito nos últimos cinco anos.

    Em um comparativo com base no levantamento de preços do Cepea, considerando a praça de São Paulo, em janeiro de 2007, a relação foi de pouco mais de duas sacas por uma arroba de boi. Foi quando o preço da arroba esteve na casa dos R$ 55 e a da saca de milho em R$ 25.

    Não era um bom negócio para o pecuarista usar milho na ração nesta época. Bom mesmo foi em julho do ano passado, quando o pico da relação foi de mais de quatro sacas por arroba.

    FONTE: CANAL RURAL

    Frigorífico Mataboi suspende compras de gado em quatro unidades

    Motivo seria endividamento da empresa e a dificuldade de pagar os pecuaristas


    Desde a última segunda, dia 21, o frigorifico Mataboi suspendeu as compras de gado em quatro unidades. São abatedouros nas cidades de Araguari (MG), Rondonópolis (MT), Santa Fé (GO) e Três Lagoas (MS). O motivo seria o alto endividamento do frigorifico e a dificuldade de pagar os pecuaristas.

    Produtores informam que vinham vendendo bois para a empresa com prazo de trinta dias, já que o frigorifico informava não ter condições de pagar a vista. A direção do Mataboi disse que até a próxima sexta, dia 25, deve se pronunciar oficialmente sobre o assunto.

    De acordo com o analista de mercado Alex Lopes, da Scot Consultoria, o fato ainda não refletiu nos preços do boi gordo.

    FONTE:CANAL RURAL

    Importações de carne do Japão deverão se manter firmes


    Apesar das especulações de redução das exportações de carne para o Japão, após os incidentes provocados pelos terremotos, o resultado inicial foi que a grande maioria da população não foi afetada pelo desastre.

    Segundo informações da Federação Norte-Americana dos Exportadores de Carne (USMEF, sigla em inglês), a região atingida pelas catástrofes naturais representa 2% da população do Japão, mas abrange 16% da produção de carne suína, 12% da produção de carne bovina e 15% da produção de frango.

    Portanto, temos um quadro de demanda praticamente inalterado, ao passo que a produção de carne sofreu sensível redução. Com relação à estrutura portuária, a região de principal acesso de carne, no sul do país, não foi atingida.

    A USMEF está mantendo suas projeções de exportação para o Japão em 2011, com a possibilidade de revisões para cima ao longo do ano, resultado dos fatores citados.

    FONTE: SCOT CONSULTORIA

    Boi Europa: confira o diferencial pago em diversas regiões


    No final da semana passada, publicamos uma rápida enquete perguntando se os frigoríficos estão pagando algum prêmio por animais rastreados. Este artigo teve um número interessante de comentários, confira abaixo um pouco do que foi informado pelos leitores do BeefPoint:

    Luciano Abrão Fagundes, de Corumbaíba/GO, nos enviou um comentário informando que conseguiu vender bois rastreados com um diferencial de R$ 4,00. "Segundo informações do frigorífico Mataboi, teremos pela frente uma crise de bois rastreados, ou seja, não terá essa mercadoria daqui alguns dias, sem falar da falta do próprio boi comum. Então acredito que quem tem essa mercadoria nas mãos pode esperar que vão pagar mais por ela", completou Fagundes.

    De acordo com as informações de Fábio Henrique Ferreira, de Goianira/GO, "em Goiás está padrozinado em R$4,00 a R$5,00".

    Segundo Germano Romao Borges de Queiroz, de Patos de Minas/MG, "na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaiba estão pagando um diferencial por volta de R$3,00 a R$4,00 por @".

    José Ricardo Skowronek Rezende informou que em Rondonópolis/MT, "os frigoríficos estão pagando entre R$ 4,00 e R$ 5,00/@". "Na região de Cuiabá/MT a diferença gira em torno de R$ 3,00. É muito pouco, mal cobre os custos direto e indireto", informou Claudecir Mathias Scarmagnani.

    "Consegui R$ 3,00 em Várzea Grande/MT, mas levei um grande susto. Boi gordo deu rendimento de 49%. Que decepção", comentou Jucelito Dal Santo, de Nova Mutum/MT.

    Segundo Paulo Cesar Barbosa Vieira, de Dourados, "no MS raramente tem diferencial, eu mesmo já enviei animais para frigoríficos de mercado interno pois não havia diferença".

    Clóvis Borborema Santana Filho informou que conseguiu R$ 1,00/@, em Campo Grande/MS. "Porém o rendimento da boiada foi péssimo não compensando. Antes eu tivesse vendido R$ 1,00 mais barato em outro frigorífico".

    Aqui em Garça/SP, o máximo alcançado nestes últimos anos foi R$ 2,00, chegando a pagar até menos ou nada, informou Roberto Quartim Barbosa. Ele completou comentando: "definitivamente não compensa, temos que fazer igual ao que estamos fazendo com o boi hoje, quem manda no preço somos nós, ou paga ou fica sem boi. Desisti após um grande trabalho perdido".

    Hugo Turchetto Filho, de Bebedouro/SP, comentou que "no norte de São Paulo, os frigoríficos não incentivaram em momento algum os produtores. Há alguns que desistiram da certificação, e outros com forte tendência a sair do processo, já que os frigorificos alegam que não podem pagar o diferencial nos animais confinados, pois a oferta é muito grande na safra. Na nossa região os ERAS vão acabar".

    "Tema polêmico, mas se me permite comentar alguma coisa sobre isso, sempre acompanhei de perto essa questão de rastreabilidade e também o comércio da carne. A verdade é que a maioria dos pecuaristas estão um tanto quanto desacreditados. Nesse aspecto temos diferentes pontos de vistas e conflitos: 1- o pecuarista descontente com o frigorífico porque não paga diferencial, 2- o frigorífico administrando muito mal esse problema e a cada vez piorando a relação entre fornecedor e indústria, 3- realidade de mercado, pois as coisas não são tao maravilhosas como parecem, vender carne para Europa é muito bonito de se falar, mas é um mercado que além das milhões de exigências sofre altos e baixos como qualquer outro. Vender carne no mercado interno hoje talvez seja a melhor opção para a indústria", avaliou Luiz Gustavo Borba, de Campo Grande/MS.

    Como sempre o assunto chama a atenção de todos da cadeia e merece ser discutido, para tentarmos chegar a um consenso e buscar melhoras. Assim outros temas relativos à rastreabilidade foram também abordados pelos leitores e merecem nossa atenção.

    Um ponto abordado por José Ricardo Skowronek Rezende são os motivos para o pagamento ou não de diferencial. "Creio que a lista de propriedades habilitadas não está aumentando de forma massiva, pois devemos ter chegado em um ponto de equilíbrio entre demanda por animais rasteados e oferta dos mesmos. Se a oferta aumenta o diferencial de preços cai. Regulação natural ao meu ver. Ainda mais agora que MS, GO e MT já permitem aos pecuaristas decidir se querem ou não fornecer a rastreabilidade de seus animais aos frigoríficos".

    Luciano Abrão Fagundes acredita que o sistema se estabilizou e não adianta querer simplificar muito. "Trabalho com Sisbov desde que começou e graças a Deus a coisa está se mantendo desde o início de 2008, e nós técnicos, produtores, frigoríficos e MAPA estamos aprendemos a atender e respeitar as normas com bom senso. E o momento agora é de quem acreditou, sofreu, persistiu, e pagou por isso. Não foi, não é e nunca será um mar de rosas trabalhar com essa imensidão de números de 15 dígitos somado a animais que não ficam em prateleiras e a mão de obra sem treinamento. O que está acontecendo agora é: nada mais, nada menos que um reconhecimento pelo trabalho".

    Humberto de Freitas Tavares, que já deixou claro várias vezes que não brinca mais, analisou que quem ficar na lista pode ter lucro agora nas águas. "A renda nominal vai ficar melhor ainda para estes abnegados, pois segundo depoimento do Rodrigo Albuquerque no Twitter a lista está diminuindo. Na seca, como se sabe, o diferencial cai a zero, já que quase todos os confinamentos são ERAS. Lei da oferta e da procura".

    FONTE: BEEFPOINT

    Em Brasília, criadores de gado discutem mais recursos para o setor

    Valor da linha de crédito foi tema de reunião. Proposta do setor será encaminhada ao Ministério da Agricultura para plano agrícola e pecuário.


    O Banco do Brasil e o governo de Mato Grosso do Sul estão disponibilizando uma linha de crédito para aquisição de bovinos, para tentar diminuir as perdas com o gado da região pantaneira.

    O valor dessa linha de crédito foi tema de uma reunião, na segunda-feira, 21, em Brasília. Os criadores querem mais recursos para o setor.

    Boa parte da reunião foi dedicada a discussão sobre crédito para o setor. De acordo com o Ministério da Agricultura, em 2010 foram destinados R$ 10.700 bilhões para custeio e investimento.

    Ainda este mês, uma proposta do setor será encaminhada ao Ministério da Agricultura para integrar o próximo plano agrícola e pecuário.

    Os pecuaristas querem a criação de uma linha de crédito específica para financiar a retenção de matrizes. A Câmara Setorial da Carne Bovina também deve encaminhar ao Ministro da Agricultura uma proposta de aumento no limite de crédito para custeio e investimento no setor.

    Antenor Nogueira, presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, reclama que os custos de produção aumentaram muito. Segundo ele, o limite que cada produtor pode pegar no banco para financiar o investimento, que hoje é R$ 400 mil, é insuficiente. “Uma matriz regular varia de R$ 1.800 a R$ 2 mil, o produtor teria condição de adquirir com este valor somente 200 matrizes e isso é muito pouco para que o produtor tenha renda suficiente. Se a gente levar em consideração a média de parição brasileira, que é em torno de 70%, nascem machos e fêmeas, então se fizer a conta não dá para pagar o financiamento no prazo estabelecido pelo próprio banco”.

    As entidades que representam o setor, em cada estado, devem elaborar propostas para encaminhar ao Ministério da Agricultura já na próxima semana.
    Fonte: Globo Rural

    Câmara da carne debate política de crédito

    As políticas de crédito para a pecuária de corte estavam na pauta da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina, que foi realizada nesta segunda-feira (21), às 9h30, em Brasília. No encontro, foi definida a agenda estratégica do setor para 2015. Também foram apresentados os programas de promoção e marketing do produto no mercado externo.
    A Câmara Setorial é um fórum consultivo ligado ao Ministério da Agricultura, que reúne representantes dos setores público e privado.
    Fonte: Mapa
    (61) 3218-2203
    imprensa@agricultura.gov.br

    segunda-feira, 21 de março de 2011

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    Boi gordo desde o início do plano real

    Reprodução permitida desde que citada a fonte
    Enxergo o mercado de três maneiras, ou você poderia dizer em três “tempos” diferentes, caro leitor. Temos o curto-prazo, que cobre o equivalente a, vai, um mês dos preços. Temos o médio-prazo, que vislumbra seis meses de mercado, e temos o longo-prazo, que busca interpretar as coisas de seis meses adiante... Bem mais de seis meses adiante, na prática. Algo próximo de um ano adiante.

    Esta divisão ocorre desse jeito, pois cada cenário tem coisas que influenciam mais um tempo que o outro. Pegue por exemplo a escala de abate. Ela informa a programação de abate dos bois já comprados pelos frigoríficos. Isso é, no meu entendimento, uma informação de curto-prazo, pois impacta o mercado para cima ou para baixo com mais força no desenrolar dos dias seguintes à sua divulgação.

    Daí você pega a taxa de reposição, que considero um instrumento de médio-prazo. É difícil ver a taxa de reposição boa ou ruim por mais de seis meses seguidos, daí isso ser um importante balizador do mercado, principalmente da arroba do boi no primeiro e segundo semestre.

    Abate de fêmeas, outro instrumento de medição é, a meu ver, uma ferramenta de longo-prazo. Liga-se aos fundamentos da pecuária — oferta e demanda e o ciclo pecuário— e juntos dão o tom implícito dos preços, despercebido pela maioria das pessoas no dia-a-dia da precificação da arroba.

    O mercado futuro na bolsa? O mercado futuro é flexível, serve tanto como instrumento de curto-prazo quanto de médio-prazo, dependendo de qual contrato você esteja olhando. Se você analisa março, abril e maio, por exemplo, pode-se dizer que você já está analisando o curto-prazo. Agora, se o seu olhar cai sobre os contratos de setembro, outubro ou novembro, aí o entendimento que tenho é um mercado de médio-prazo. Se já estivéssemos agora com os contratos de maio/12 e outubro/12 abertos, eles seriam uma ferramenta de longo-prazo.

    Escrevo três textos para cobrir isso daí. O primeiro é este texto que você está lendo, a Carta Pecuária normal, texto semanal, com a pretensão de tentar de cobrir os movimentos de médio-prazo da arroba. É claro que beliscamos aqui e ali o curto-prazo também. Em seguida, de três em três meses temos o texto chamado Carta Pecuária de Longo-Prazo. É esse é o nome. Cobre um mercado mais distante no horizonte, por assim dizer acima de seis meses e lida com os fundamentos da pecuária. Sua publicação ocorre em janeiro, abril, julho e outubro.

    O terceiro texto é uma criança ainda, começou um ano e pouco atrás e é disponibilizado no site da Carta Pecuária, na página chamada “Gráficos”. Esse canal é aberto: escrevo sobre todos os tempos de mercado, sempre algo que considero útil e que não dará tempo ou ficará fora, naquele momento, do assunto que abordarei nos outros textos.

    Mas vamos ao assunto de hoje. Hoje acordei às 3 da manhã. Perdi o sono. Outro motivo é que tinha ido dormir na noite anterior obcecado por uma idéia que me consumiu boa parte dessa semana — a idéia que a valorização do boi, pelo menos desde o início do plano real, está em um viés altista. Será?

    Por viés altista aqui, que fique bem claro, estou falando somente da arroba do boi. Ela simples, sem inflação, sem ciclo pecuário, abate de fêmeas, taxa de reposição e rentabilidade. É o preço da arroba do boi, pura, desde o início do plano real, sem nenhum tipo de correção, plotada no gráfico em escala logarítmica.

    O que é a escala logarítmica? Segundo o Wikipédia “a escala logarítmica pode ser útil quando os dados cobrem uma grande gama de valores – o logaritmo reduz a representação a uma escala mais fácil de ser visualizada e manejada. Alguns de nossos sentidos operam de maneira logarítmica (...), o que torna o uso de escalas logarítmicas para essas grandezas extremamente apropriado.”

    É muito fácil de entender isso em um exemplo prático. Quando a arroba valia 20 reais, uma alta de 20% nos preços levaria a arroba a 24 reais. Veja bem, 4 reais de alta. Hoje, uma arroba valendo 100 reais os mesmos 20% de alta levaria a arroba a 120 reais. Ou seja, 4 reais de alta em uma arroba de 20 reais lá atrás é igual em valorização a 20 reais de alta em uma arroba a 100 reais hoje. A gente altera a escala do gráfico e usamos ao invés do preço da arroba em si, um percentual de alta sobre a arroba (essa fator é o tal logaritmo), assim igualando a alta de 20% do passado com os 20% de hoje.

    Com o passar do tempo e o crescimento dos valores da arroba um gráfico em escala normal hoje em dia não é mais o que se poderia chamar de mais fiel ao real movimento dos preços. Daí é a razão de usar o gráfico em escala logarítmica.

    Deixe-me colocar os dois aqui abaixo para melhor compreensão.


    Reparem que os dois são exatamente os mesmos gráficos, somente as escalas são diferentes. Observe como o comportamento dos preços se modifica (gráfico logarítmico) quando se iguala os percentuais do passado com os de hoje.

    Ainda neste gráfico, observe também como a alta de 2006 para cá perde a importância, ou melhor, fica mais igual com a alta precedente desde 1994. Parece uma continuação, e não um rompimento, como deixa transparecer a mesma oscilação dos preços no gráfico normal. É exatamente essa diferença na oscilação dos preços, essa diferença crucial, que reside a minha idéia fixa na última semana e queria ter a oportunidade de compartilhar com você.

    Vou repetir novamente o gráfico em escala logarítmica, agora maior, com o impressionante e revelador canal de alta desde o início do plano Real. Nunca vi esse gráfico dessa forma em nenhum lugar, caro leitor, e você está vendo aqui ele em primeira mão.

    Fascinante, não? Até que minha idéia não era tão maluca assim. Repare. Toda a oscilação da arroba nos últimos dezessete anos se resume a um longuíssimo, gigantesco e poderoso canal de alta nos preços. Se a gente não soubesse do que é esse gráfico e um sujeito nos diz que é um gráfico dos preços do tatú-galinha, eu diria que o tatú-galinha está em alta há quase vinte anos.

    Gosto demais desse gráfico. Mas gosto mais ainda do que está implícito no raciocínio, salientado por essas duas retas em vermelho extrapoladas até o ano de 2016. Se as condições forem adequadas é possível ver o mercado oscilando entre essas duas bandas até lá.

    Uau Rogério! Então é só alegria? Calma lá. Não é bem assim. Lembram do que disse lá em cima? Esse é o preço sem levarmos em conta a inflação. A inflação faz uma coisinha que não é nada agradável para quem trabalha com commodity — ela corrói o poder de compra do produtor. Falamos sobre isso duas semanas atrás. Ela gera também a fase de baixa do ciclo pecuário, que veremos daqui a uns anos.

    Então, pode ser que a arroba lá na frente venha a valer 120 reais, mas será que esse valor representará a mesma rentabilidade que os 105 de hoje? Não é possível, agora, falar isso com certeza. Tudo dependerá da evolução do quadro inflacionário no Brasil, e pelo andar da carruagem a coisa está tomando velocidade.

    Em se tratando de mercado futuro, por outro lado, essa é mais uma evidência que o mercado está precificando... Bom, sei lá o que o mercado está precificando para frente. Outubro a 105 reais? Peraí é isso é para outubro ou é para a arroba de hoje? É para outubro, senhor. Para hoje está mais próximo de 106 reais.

    É arriscadíssimo vender entressafra nesses níveis, exatamente porque esse mercado está invertido no momento. Digo invertido, pois nesses 105,25 reais o contrato de outubro está sendo negociado abaixo dos 105,96 reais do mercado à vista atual. Isso é o que se chama de backwardation no mercado financeiro, onde o preço à vista é maior que os contratos com vencimentos mais longos. Isso é, segundo analistas, um sinal de alta (sim, de alta, não escrevi errado) na estrutura dos preços da commodity em questão.

    O que é backwardation? Em palavras mais lúcidas que as minhas estão as do Dennis Gartman, do famoso The Gartman Letter, escreveu em 2008:

    “Sendo criado no mercado de algodão desde o início dos anos 70, fomos ensinados que a curva dos futuros nos diz muito sobre os preços. Fomos ensinados... E propriamente ensinados, diria... Que as grandes altas de mercado são “backwardated” (invertidas), pois elas são puxadas pela demanda, e uma forte demanda sempre coloca os preços à vista acima dos valores futuros, e os contratos futuros vão a uma escala de baixa a partir daí.”

    Abaixo coloco a curva atual dos contratos futuros do boi. Observe na prática como a coisa está invertida.

    Não sei quanto estará valendo a entressafra, obviamente. Só sei que hoje, por menos de 105 reais à vista compra-se boi gordo com dificuldade.

    Será que nos mesmos 105 reais, bois gordos serão comprados na entressafra com facilidade?

    Quem souber a resposta ganha uma balinha de menta de presente.

    FONTE:SCOT CONSULTORIA
    AUTOR: ROGERIO GOULART

    PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


    REGIÃO DE PELOTAS
    *PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 21.03.2011

    BOI: R$ 6,60 a R$ 6,75
    VACA: R$ 6,20 a R$ 6,35

    PRAZO: 30 DIAS

    FONTE: PESQUISA REALIZADA
    POR http://www.lundnegocios.com.br/

    PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

    EM 21.03.2011
    REGIÃO DE PELOTAS

    KG VIVO:
    BOI GORDO: R$ 3,30 A R$ 3,35
    VACA GORDA: R$ 2,80 A R$ 2,95

    FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

    PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO



    EM 21.03.2011
    REGIÃO DE PELOTAS

    TERNEIROS R$ 3,00 A R$ 3,20
    TERNEIRAS R$ 2,80 A R$ 3,00
    NOVILHOS R$ 2,80 A R$ 3,00
    BOI MAGRO R$ 2,80 A R$ 2,90
    VACA DE INVERNAR R$ 2,30 A R$ 2,50

    *GADO PESADO NA FAZENDA

    FONTE: PESQUISA REALIZADA
    POR http://www.lundnegocios.com.br

    COTAÇÕES


    FONTE: CORREIO DO POVO

    RS adquire 210,7 mil doses de sêmen Angus

    A raça Angus comercializou 1.792.496 doses de sêmen em 2010. O resultado dá ao Angus a liderança entre todas as raças de origem europeia (com expressivos 83,52% do mercado) e a segunda colocação entre todas as raças de corte. Somente o Rio Grande do Sul, maior pólo de seleção genética do Angus no País, foi o destino de 210.695 doses (55% do total).

    O resultado total da raça representa crescimento de 23,38% em relação a 2009, quando foram vendidas 1.452.813 doses de sêmen Angus. Os dados são da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e foram divulgados sexta-feira, 18.03, em São Paulo.

    “O Angus é a raça preferida dos pecuaristas que focam o seu trabalho na fertilidade, precocidade sexual e de terminação, musculosidade e rápido ganho de peso”, informa Paulo de Castro Marques, amparando-se no resultado de venda de sêmen Angus, que cresceu bem acima da média do mercado.

    “O crescimento da procura por genética Angus nos últimos cinco anos, segundo os dados da Asbia, é de expressivos 292%. Ou seja, a comercialização triplicou desde 2006. Nenhuma outra raça bovina de corte tem esse desempenho e isso atesta sua viabilidade para a produção de bezerros de alta qualidade genética, o que contribui para multiplicar a oferta de carne de padrão superior. Atualmente, quatro em cada cinco bezerros nascidos de cruzamento industrial são Angus”, ressalta o dirigente.

    Por conta desse espetacular aumento da demanda de sêmen Angus, a raça já representa 29,75% de todo o sêmen de raças de corte comercializado no Brasil (6.025.214).

    As informações são da assessoria de imprensa.