quarta-feira, 13 de julho de 2011

Qual a importância da tipificação de carcaças?

O Professor da Unicamp, Pedro Eduardo de Felício, iniciou sua palestra no Congresso Internacional da Carne, realizado em junho passado em Campo Grande/MS, explicando que devemos pensar na tipificação de carcaças porque na pecuária de modo geral existe muita diversificação, "existem bovinos de todo jeito". No seu ponto de vista esse tipo de prática ajudaria a garantir a qualidade exigida pelo consumidor.

Ele comentou que é sempre importante classificar o produto agrícola. "Já é uma tradição em muitos países classificar a matéria-prima e no Brasil esse tipo de prática já existiu, no passado o país já classificou sua carne para exportar para a Inglaterra. Seria muito importante, para padronizar um pouco mais. Nós estamos em uma fase que a gente já produz muito e agora a gente tem que começar a melhorar a qualidade do nosso produto".

A primeira publicação sobre tipificação de carcaças nos EUA foi feita em 1910, já determinando classes e tipos de animal, lembrou de Felício, que é um dos maiores especialistas em carne de qualidade do Brasil. Segundo ele, esse sistema foi oficializado em 1926.



O documento descrevia o sistema da seguinte maneira: "As classes da carcaça bovina são, Steers (novilhos), Heifers (novilhas), Cows (vacas) e Bulls (touros). Esta classificação é baseada não apenas nas diferenças de sexo, mas também sobre os usos gerais a que estão adaptadas,. Dentro das quatro classes, a carcaça é classificada como Prime, Choice, Good, Medium, Common e Canners". Após esta classificação existe uma tabela de preços de acordo com tipo de carcaça que está sendo entregue ao frigorífico. Segundo o professor, este sistema foi muito utilizado durante a 1ª Guerra Mundial pelo exército americano para comprar carne.

"Estamos só 100 anos atrasados em relação a eles, mas acredito que podemos adotar este tipo de sistema".

Essas avaliações são feitas nas carcaças frias, após o rigor mortis e visam uma classificação para a venda de carne que acaba se refletindo também na compra do gado. Um dos problemas é que a adoção de sistema de tipificação de carcaças exigente a determinação de bonificações e penalidades, que podem causar certo desconforto na relação em frigoríficos e produtores, mas que podem ser resolvidos com a implantação de programa bem definidos.

"Hoje os EUA utilizam tipificação eletrônica, com equipamentos que conseguem fazer diversas análises na carcaça fria. Já no Brasil nenhum frigorífico faz esse tipo de análise", frisou o palestrante.



Pedro de Felício citou ainda diversos sistemas que estão sendo usados em outros países produtores de carne bovina. "Na Argentina os frigoríficos fazem a tipificação, mas não pagam diferenciais de acordo com esta análise e preço é tratado no momento da compra do gado, de acordo com a sua qualidade".



"No Uruguai os frigoríficos levam a sério a tipificação de carcaças, mas também não pagam a mais por isso. Eles pagam apenas por marmoreio quando estão exportando para os EUA".



"Em 1971, o Dr. Miguel Cione Pardi propôs um sistema de tipificação de carcaça baseado nos parâmetros exigidos na União Europeia (UE), pois ele acreditava que venderíamos nossa produção para a UE e tínhamos que trabalhar como eles". Esse sistema pregava uma Classificação pura e simples das carcaças que facilitaria o comércio com o mercado europeu. Resumidamente seriam identificadas raça, sexo, conformação da carcaça, gordura, cor e peso. "Nesse sistema quem diferencia preços é mercado, ele só classifica as carcaças sem determinar o que é melhor ou pior".

Felício avaliou que critérios utilizados por outros países não deve ser copiado na íntegra, mas deve ser avaliado e adotado o que é melhor para o nosso sistema.

No Brasil, o Sistema nacional de tipificação de carcaças bovinas foi oficializado pela Portaria nº 612, que foi publicada no Diário Oficial de 10/10/1989. "Essa portaria foi criada para tender a Cota Hilton e depois o Programa do Novilho Precoce [que hoje está ativo no Mato Grosso do Sul e paga bonificações às carcaças que se enquadrem na exigências], mas ainda faz uma análise muito heterogênea".

Segundo ele, outro ganho que a tipificação de carcaças pode trazer para a cadeia é que com ela podemos saber como anda nosso rebanho e como está o desenvolvimento da qualidade das nossas carcaças.

Pedro de Felício ressaltou ainda que não podemos colocar critérios relacionados a raça nos sistemas de tipificação de carcaças, principalmente se essas exigências discriminarem a maioria do gado de abate do país. "Isso é para marcas de carne".

Segundo ele esses critérios não devem ser adotados até mesmo porque ainda não conhecemos todo o potencial do gado Nelore. De maneira geral "conhecemos um gado branco". Como exemplo deste potencial ele citou um abate realizado pelo Fazenda 3R, de Figueirão/MS, onde animais de 10 meses apresentaram um peso de carcaça quente de 203kg.





O palestrante ressaltou que hoje no Brasil já podemos encontrar diversas marcas de carne e citou exemplos como o Nelore Natural, o Programa Seara Angus do Marfrig e o Programa Swift Black do JBS, que estão buscando produzir carnes de qualidade para atender os anseios do consumidor.







Pedro de Felício finalizou sua apresentação lembrando que nos EUA a carne para ser considerada boa tem que ser gorda e isso é uma característica intrínseca do sistema de produção adotado por eles, já que grande parte dos pecuaristas norte americanos alimentam seu gado com milho. "Temos que estudar se queremos seguir por este caminho. Mas está claro que os frigoríficos tem que participar junto com pecuaristas e pesquisadores desta discussão e então investir em pesquisas para desenvolver uma tecnologia nossa de avaliação e depois capacitar a mão-de-obra".

FONTE: BEEFPOINT POR ANDRÉ CAMARGO

ARG: Governo irá condicionar Cota Hilton à venda de carne a preços populares no mercado interno

O secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, disse a empresários do setor de carnes que no ciclo comercial de 2011/12 não serão outorgadas adiantamentos da cota Hilton a frigoríficos que não comercializem carne a preços populares no mercado interno. Os valores das meias-carcaças que Moreno pretende que os frigoríficos e consórcios exportadores vendam no mercado interno oscilam entre 11 e 14 pesos (US$ 2,67 a US$ 3,40) por quilo no gancho (dependendo da qualidade).

A questão é que, atualmente, as meias-carcaças de animais leves de boa qualidade têm um custo de 19,50 a 21,50 pesos (US$ 4,74 a US$ 5,23) por quilo na cidade de Buenos Aires. Na última sexta-feira, Moreno disse que os frigoríficos e consórcios exportadores devem entregar pelo menos 2 a 3 toneladas de cortes por mês a valores reduzidos para serem beneficiados com a nova cota de cortes especiais com destino à União Europeia (UE) que, em 2011/12, passaria a ser de 30.000 toneladas contra 28.000 no exercício anterior.

Ele disse que até o fim do mês realizaria um adiantamento de pelo menos 10% dessa nova cota. Também garantiu que, diferentemente dos outros anos, a totalidade da cota dessa vez será repartida no mês de agosto.

A cota Hilton 2010/11, que começou a funcionar em 1 de julho de 2010, foi distribuída pelo Governo argentino no começo de setembro. Esse atraso acabou fazendo com que, mais uma vez, a Argentina não conseguisse cumprir com a cota outorgada pela UE à Argentina.

Em 12/07/11:
1 Peso Argentino = US$ 0,24327
4,10253 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE:Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint

6º CONCURSO DE CARCAÇAS ANGUS - MARFRIG

A Associação Brasileira de Angus (ABA) e a Marfrig Alimentos promovem a 6ª edição do Concurso de Carcaças Angus, que tem por objetivo demonstrar o potencial da genética Angus para produção de carne de qualidade.


Em sua 6ª edição, o Concurso de Carcaças Angus avaliará as características economicamente relevantes de carcaça bovina, como idade, grau de acabamento, conformação, peso e até a sanidade do lote. Podem participar os criadores de Angus e Cruza Angus do Rio Grande do Sul. O abate técnico será feito na unidade de Alegrete da Marfrig, em 23 de setembro de 2011, sendo realizado em categorias de animais definidos e cruzados em separado.

“O produtor pode participar com um ou mais lotes. São aceitos machos e fêmeas com idade de até 4 dentes que atendem ao padrão da racial do Programa Carne Angus Certificada, isto é Angus e Cruzas Angus com no mínimo 50% de sangue Angus no cruzamento com raças taurinas e mínimo de 5/8 de sangue Angus no cruzamento com raças zebuínas e sintéticas”, explica Fabio Medeiros, subgerente da ABA e coordenador do Programa Carne Angus da entidade.


“O Concurso de Carcaças Angus tem por objetivo o estímulo à produção de animais de qualidade e o direcionamento da produção aos padrões de qualidade demandados pela indústria. Os criadores não podem esquecer que é preciso produzir segundo o padrão exigido pelos frigoríficos porque é o que os consumidores desejam”, ressalta Paulo de Castro Marques, presidente da ABA.

O produtor de Angus entendeu a proposta do Concurso de Carcaças no ano passado, quando foram abatidos 500 animais. “Estamos lançando um desafio aos criadores de Angus para superar o resultado de 2010 em volume e qualidade, mostrando ao mercado a força da raça e o seu foco claro na produção de animais de alta qualidade e carcaça como demonstrado nas edições anteriores do concurso”, assinala o presidente da ABA.


“O Concurso de Carcaça é uma oportunidade ímpar para os pecuaristas apresentarem a excelência de sua produção de novilhos para abate e para os selecionadores mostrarem o que sua genética é capaz de produzir”, complementa Fábio Medeiros.


As inscrições para o 6º Concurso de Carcaças Angus 2011 já estão abertas e devem ser feitas diretamente na Associação Brasileira de Angus até o dia 09 de setembro. Importante: o concurso está aberto a todos os pecuaristas do Rio Grande do Sul, sejam ou não associados da ABA. O regulamento estará disponível nos próximos dias no site http://www.carneangus.org.br. Os campeões do concurso recebem premiações especiais.


Além do abate das carcaças, a ABA está preparando atividade técnica com palestras e dias de campo. Mais informações serão fornecidas nos próximos dias.


Fonte: o Assessoria de Comunicações (11) 2198-1852/Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291)

Após conflitos, Egito retoma importações de carne bovina


Em fevereiro, compras somaram 1,6 mil toneladas e em junho, montante foi de 16,6 mil toneladas
por Viviane Taguchi

Um dos cinco principais mercados compradores de carne bovina brasileira, o Egito está retomando as importações do produto em larga escala neste primeiro semestre de 2011. Em fevereiro, mês em que o ditador Hosni Mubarak, ex-presidente do país, renunciou ao cargo que ocupava havia três décadas, as compras de carne somaram apenas 1,6 mil toneladas. Quatro meses após o fim dos conflitos, o volume voltou a crescer e o Egito registrou a compra de 16,6 mil toneladas de carne bovina. "É uma recuperação surpreendente, em um espaço de tempo muito curto", analisa Antonio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec).

De acordo com o presidente da Abiec, o setor viu um de seus principais mercados praticamente zerar as importações no período, mas com o fim do clima de tensão e a retomada do turismo na região, os embarques de carne bovina foram normalizados. "Nas duas primeiras semanas deste mês de julho, já foram registrados embarques de quatro mil toneladas para o Egito. É um mercado em recuperação e, digamos, uma recuperação a jato", diz Camardelli.

O executivo apresentou nesta terça-feira (12/07) um balanço geral das exportações de carne bovina brasileira. Apesar dos conflitos no Oriente Médio (o que inclui, além do Egito, os conflitos na Líbia) e o embargo da Rússia a carnes provenientes de pelo menos 25 plantas frigoríficas brasileiras, as vendas externas aumentaram 7,71% no semestre, em relação ao mesmo período do ano de 2010. "No caso da Rússia, a situação foi bem controlada e não houve prejuízo porque o setor frigorífico possui capilaridade. Foi possível atender a demanda russa devido às outras 41 indústrias aptas às exportações", afirmou.

Para a Rússia, foram exportadas 146,5 mil toneladas de carne bovina nos seis primeiros meses de 2011. "Este é um mercado que não podemos descuidar. São clientes que compram toda semana, que pagam toda semana. É responsabilidade nossa resolver o problema".

Segundo dados do Secex, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), os frigoríficos brasileiros venderam ao exterior, entre janeiro e junho deste ano, US$ 2,5 bilhões. No total, foram exportadas 543.822 toneladas de carne, um volume 16,04% menor que o primeiro semestre do ano passado. O crescimento em receita, de acordo com a Abiec, é consequência de um aumento de 28,28% no preço médio da carne exportada em relação à primeira metade de 2010.

Os principais compradores da carne bovina brasileira neste primeiro semestre de 2011 foram: Rússia, responsável por 27% do faturamento total, Irã (16%), Hong Kong (8%), Egito (6%), Venezuela (6%) e Reino Unido (4%). Os Estados Unidos comparam 2,9 mil toneladas, um reflexo direto da proibição das importações brasileiras no ano passado, em função da detecção de resíduos de ivermectina. "Mesmo suspendendo as compras do Brasil, em 2010 os Estados Unidos compraram cerca de 60 mil toneladas de vários mercados. Em 2009, eles compraram 93 mil toneladas. Ficou claro que nenhum outro mercado consegue suprir esta demanda", diz Camardelli.

FONTE : GLOBO RURAL

Melhores carnes de MS vão para exportação

No mercado interno de MS, mais de 90% da carne que é vendida nos açougues vem de fêmeas, devido ao alto rendimento comercial da carne do macho.

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Foto: Álvaro Rezende

Mato Grosso do Sul possui um dos quatro maiores rebanho bovino do Brasil, totalmente destinado ao corte. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, só no ano de 2010 foram abatidas no estado mais de três milhões de cabeças e mesmo assim o consumidor paga caro por uma carne de pior qualidade.

No mercado interno de Mato Grosso do Sul, mais de 90% da carne que é vendida nos açougues vem de fêmeas, devido ao alto rendimento comercial da carne do macho.

Segundo o especialista em qualidade da carne, Gelson Feijó, o consumidor não vê a diferença, mas a carne do macho é mais atrativa visualmente então ela é encaminhada aos melhores mercados, que são churrascarias, restaurantes e, principalmente ao mercado exterior.

Para o representante de uma rede de frigoríficos do Brasil, Airton Dias, as vacas que chegam geralmente são o descarte do produtor. “A função da vaca na fazenda é dar leite e reproduzir, então quando ele resolve vender é porque ela está velha” afirma ele.

Apesar da arroba da vaca ser mais barata, da qualidade da carne ser inferior, o consumidor continua reclamando dos altos preços. “Eu achava que era por causa da seca, mas depois choveu e o preço continua alto, e isso porque somos um estado produtor” comenta a consumidora Damaris Nascimento.

A explicação para o elevado preço da carne vem da técnica da Famasul (Federação dos Agricultores de Mato Grosso do Sul, Adriana Mascarenhas, que conta que hoje o mercado paga por um erro cometido nos anos de 2008 e 2009, quando a seca prejudicou a engorda dos rebanhos. Como os produtores precisavam de dinheiro, selecionaram para a venda as fêmeas do rebanho, que criam gordura mais rápido que o macho.

Esse alto comércio das matrizes tem consequência até hoje, já que os produtores precisavam fazer a reposição de seu rebanho e tiveram que pagar um preço elevado por isso. Pouca oferta, muita procura, sobe a arroba e consequentemente sobe o preço nos açougues.

Além disso, Airton afirma que os frigoríficos compram em estoque. “Se a arroba cai hoje, esse preço só reflete no açougue na semana que vem, porque nós pagamos o preço atual e vendemos com base nele”, diz o representante.

FONTE: informações do Portal Beef World/SP

terça-feira, 12 de julho de 2011

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 12.07.2011

BOI: R$ 6,30 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,00 a R$ 6,20

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 12.07.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,35
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,95

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 12.07.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Caem as exportações de gado em pé. 35% no primeiro semestre

Com recuo para 190 mil animais as exportações de gado vivo pelo Brasil recuaram 35%. Em valores o recuo é de 27% com números absolutos atingindo os U$ 198 milhões segundo dados da Ministério do Desenvolvimento.
Este volume menor se deveu principalmente a queda nas exportações para a Venezuela que reduziu suas compras de 256 mil para 152 mil animais vivos.
Já as importações do Líbano, o segundo maior mercado brasileiro, mantiveram evolução neste ano. As empresas brasileiras colocaram 39 mil animais no país de janeiro a junho, com aumento de 47% em relação a igual período do ano anterior. As receitas com as compras libanesas subiram de US$ 17,4 milhões no primeiro semestre do ano passado para US$ 32 milhões neste ano.
Segundo Gastão Carvalho Filho da Boi Branco esta situação deve se inverter em breve pois a Venezuela deverá voltar a comprar, até por uma questão de abastecimento.
Além da queda nas importações da Venezuela, o Brasil enfrentou a concorrência esporádica de exportações do Uruguai, da Colômbia e da Austrália, afirma o dono da Boi Branco, empresa líder nas vendas para o Líbano.
Fonte: Mauro Zafalon, publicada na Folha de S.Paulo

Programa Carne Angus Certificada da ABA renova acreditação internacional de qualidade

O Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus (ABA), foi aprovado mais uma vez na auditoria realizada pela certificadora internacional AUSQUAL. Os auditores Guilherme Beil Amado e Samira Baldin, da subsidiária Brasil Certificação, visitaram no final de junho e primeira semana de julho as unidades dos frigoríficos parceiros no Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás, aprovando o programa em todos os quesitos avaliados.

O Programa Carne Angus Certificada é o único da área de carnes do Brasil a contar com certificação internacional. Desde 2007, a iniciativa conta com reconhecimento conferido pela AUSQUAL. As auditorias são periódicas e os especialistas da Brasil Certificação verificam todos os processos e registros do programa da ABA, atestando sua confiabilidade.

“Para atingir o atual status de certificação internacional, a ABA iniciou em 2005 a padronização dos processos envolvidos, capacitou inspetores e instalou sistema de gestão pela qualidade que normatiza os procedimentos de todas as etapas do programa: das questões internas de certificação da carne até as relacionadas à satisfação dos pecuaristas e dos consumidores finais”, informa Fabio Medeiros, subgerente da ABA e coordenador dos programas de carne da entidade.

“Ter o aval de uma certificadora internacional, como a AUSQUAL, é fundamental para o Programa Carne Angus Certificada, pois evidencia a credibilidade e a idoneidade do selo fornecido pela Associação Brasileira de Angus apenas para os frigoríficos parceiros”, ressalta Paulo de Castro Marques, presidente da ABA.

Para mais informações acesse http://www.angus.org.br/.

Baixa oferta e fim do embargo russo à carne brasileira sustentam preços do boi gordo

Boi: mercado futuro reage positivamente ao anúncio de fim do embargo russo, mas elevação fica abaixo das expectativas iniciais. No físico, escalas em São Paulo atendem de 3 a 4 dias, mas as dificuldades para encontrar animais terminados já são visíveis.




Mercado do boi gordo já sente o reflexo da notícia de cancelamento dos embargos da carne brasileira por parte da Rússia. Os preços futuros do boi na BM&F reagem positivamente ao anúncio e mantém a tendência de alta, porém tal elevação ainda fica abaixo das expectativas iniciais. "Estão especulando que essa volta da Rússia para as compras da carne brasileira não vai ser com tanto ímpeto que foi no começo do ano... o valor da arroba a R$ 105,50 para outubro é um bom preço, mas a expectativa do mercado é de que os preços podem melhorar ainda mais", comenta o gerente de mesa de futuros da X4 Investimentos, Gustavo Pondian.

No mercado físico, os primeiros sinais de queda no consumo de carne bovina, comportamento normal para o período do mês, não tiram a sustentação dos preços, já que a oferta de carne é reduzida. As escalas em São Paulo atendem de 3 a 4 dias com a dificuldade para encontrar animais terminados. Muitos frigoríficos estão voltando gradativamente às compras porém, o volume de negócios ainda é baixo.

Gustavo alerta que o produtor esteja atento ao volume de compras e ao tamanho das escalas nos próximos dias. "Se houver uma mudança muito brusca nas escalas aí é bom a gente se preocupar e tomar alguma medida de venda", conclui.
Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

Hedge: Garanta os custos, deixe apenas o lucro no risco

Rogério Goulart, administrador de empresas e editor da Carta Pecuária
cartapecuaria@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte
Deixe-me começar essa edição te falando uma coisa sobre os mercados futuros e de opções.

Atualmente temos abertos 14.666 contratos futuros de boi gordo. Cada contrato vale aproximadamente 20 cabeças, então em aberto temos algo como 300 mil cabeças estocadas na bolsa. Por dia são negociados algo entre três mil contratos por dia, em média. Isso significa uma negociação de algo como 60.000 cabeças por dia.

Considerando que o abate brasileiro gira ao redor de 150.000 cabeças por dia, então a bolsa negocia o equivalente a 40% do abate diário brasileiro.

O mercado de opções sobre futuros de boi gordo possui em aberto, hoje, 23.020 contratos. Repare que ele de uns tempos para cá está bem maior que o próprio mercado futuro. As opções negociam algo ao redor de 500 contratos por dia, em média.

Aonde são negociados os contratos futuros e opções? Na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, mais conhecida como “BM&FBovespa”. A turma de mercado chama de somente “Bolsa” ou “BM&F” quando se refere aos mercados futuros ou “Bovespa” para os mercados de ações.

A Bolsa fica em São Paulo, bem no centro da cidade na Praça Antônio Prado. É um local muito bonito da cidade, para quem não conhece. Para quem for para São Paulo e tiver uma manhã livre, sugiro ir até lá e conhecer o local. Sentir o ar paulistano do corre-corre dos negócios. Depois desça a Av. São João até a esquina com o Vale do Anhangabaú e almoce no Guanabara. Peça um “inventado”. Você vai adorar.

Porque estou dizendo essas coisas? A bolsa não são só números, mas também pessoas fazendo negócios, caro leitor. Atualmente o destaque está sendo o mercado de opções. As empresas estão utilizando esse mercado. A DOW Agrosciences tem o programa BeefTrade que atrela os produtos que eles vendem ao mercado pecuário. Isso é uma mão-na-roda para o produtor. Além disso, os produtores estão fazendo a
sua proteção de custos de produção, de verdade mesmo, sem as preocupações do mercado futuro.

Para quem ainda evita olhar a bolsa como uma ferramenta, assim como a cerca elétrica, a balança individual de pesagem de gado, o sal proteinado ou o confinamento são ferramentas, sugiro encarar os mercados futuros tal como são, uma ferramenta importante para ajudar no dia-a-dia o pecuarista colocar mais dinheiro no bolso, no longo-prazo. Simples assim. Funciona? Por nossa experiência desses quase vinte anos negociando em bolsa para nossas fazendas, funciona sim.
Fale com o seu corretor e peça a ele te mostrar o que tem sendo negociado em opções.

Coloque suas ofertas na tela para o mercado ver. Fique atento, pois tem corretor que nem acompanha opções e diz que “ah, isso daí não sai negócio.” Isso, hoje em dia, não é mais verdade e esse corretor é preguiçoso. Mude de corretor.

Numa análise gráfica, é interessante o longo-prazo do relacionamento entre frango e boi. Quando a gente sobrepõe o frango na escala do boi, de tempos em tempos o frango escorrega e encosta no boi. Quando isso ocorre, o que é raro, sempre tem uma surpresa logo depois — o boi sobe.
Isso ocorrerá novamente esse ano? Não sei, caro leitor.

Com relação à produção de pintos de corte no Brasil, os dados até fevereiro mostram uma redução da colocação de pintos, o que é positivo, pois reduz oferta futura. Esses são os frangos que entrariam em engorda logo depois.

Quem solta essa estatística de propósito não solta ela atualizada para não gerar especulação no mercado. Então para tomada de decisão no curto-prazo ela não ajuda.
Temos que esperar essa informação ser mais atualizada para tirarmos conclusões melhores.

Seguindo em frente, temos a relação entre a arroba do boi e a carne bovina. Assim como no frango ou até mais que ele, a relação entre a carne bovina e a arroba são como dois irmãos, brigam, mas não vivem separados.

Onde um vai, o outro vai atrás.

Recentemente houve uma sensível recuperação nos preços da carcaça casada e do traseiro. A arroba ainda não se moveu da mesma forma. Como disse essa semana,
desde o piso por esses dias, o frango já subiu 5%, a carcaça, 4% e a arroba apenas 2%.

Qual a razão da morosidade da arroba? É que o mercado tem que sinalizar mais alta no atacado, principalmente, e para o frango, em um segundo momento, para a coisa engatar uma segunda marcha. A gente chegará lá? Acredito que sim.

Então, essa é uma semana de espera, a meu ver. O mercado futuro tentou antecipar esse movimento do frango e do atacado descrito acima, porém andou demais, rápido demais. O pessoal se animou antes da hora.

Já há muita conversa para se aproveitar os preços atuais dos contratos de entressafra para travar operações de confinamento, por exemplo. Principalmente, usando contratos futuros como forma de travar essas operações de confinamento. Quem tem dinheiro para bancar ajustes negativos na bolsa se o mercado subir, e bota dinheiro nisso, tudo bem.

Mas... e em relação ao timming? Do jeito que enxergo as coisas e também por esse início de movimento, ainda tímido, de alta, mostrados aqui nos gráficos do frango e da carne nos dizem que é um bom momento de ter cautela. Esperar.

Além disso, a história me ensinou a não menosprezar o poder da entressafra do boi. Assim como não menosprezar a safra, tal qual essa que acabamos de passar. O boi, mesmo em condições altistas, cai na safra, como caiu esse ano, ano passado e nos anos anteriores.

Da mesma forma, mesmo em condições baixistas, tal qual o mercado vê 2011 ainda, a arroba poderia perfeitamente subir na entressafra. Subir muito? Não sei. Lembre-se que 104 reais era o preço da arroba em abril desse ano, caro leitor. Não perca isso de sua perspectiva de preços.

Agora, usando os contratos de opções, especialmente as opções de venda, aí sim, aí é uma excelente ideia. Não para travar o lucro do confinamento. Não, não. Travar os CUSTOS DE PRODUÇÃO. Essa é a ideia.

Quanto sua arroba irá custar, incluindo o boi magro, nessa entressafra, no confinamento? 80, 90, 100 reais?

Para qualquer um desses preços dá para fazer negócio, e sugiro aproveitar isso.
Faça um seguro de 80, 90 100 reais na bolsa.

Deixe o lucro para a “Divina Providência” e para o que eventualmente irá ocorrer na entressafra... mas use sua competência em proteger seus interesses através de segurar os seus custos de produção.

No longo-prazo, não perder dinheiro com boi em nenhuma ocasião, seja confinamento ou não é um feito que poucas pessoas podem dizer que fizeram.

Fonte: Carta Pecuária

Nota da Bigma Consultoria: O texto de Rogério Goulart, da Carta Pecuária, publicado nesse espaço, foi resumido e os gráficos suprimidos. Acesse a análise completa e com os gráficos no site da Carta Pecuária

Todos os dados apresentados no texto são reforçados com gráficos pelo autor na versão completa.
FONTE: CARTA PECUÁRIA - BIGMA CONSULTORIA

Bovinocultura de Corte: Apesar do sensível aumento do número de abate, a utilização da capacidade egue ainda abaixo de 40%

CAPACIDADE FRIGORÍFICA: A utilização da capacidade industrial instalada, isto é, a relação dos abates com a capacidade autorizada das plantas com certificação do SIF construídas no Estado, operando ou não, apesar do sensível aumento do número de abate, segue ainda abaixo de 40%. A utilização da capacidade de abate, que estava em 33,2% em 2010, está em 36,0% neste ano. A continuidade da oferta restrita de animais e o excesso de plantas frigoríficas em Mato Grosso explicam essa utilização de capacidade abaixo de 50% desde 2008.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.
Fonte: Imea

Boi Gordo: Negócios com preços acima da referência já começam a ocorrer


Aos poucos os negócios com preços acima da referência começam a ocorrer. Existe pouca oferta de animais terminados, apesar das boiadas de cocho estarem começando a chegar ao mercado.

Em São Paulo os preços seguem em R$96,00/@, à vista, e R$97,00/@, a prazo, ambos livres de funrural, mas com negócios realizados por até R$2,00/@ acima.

A especulação é grande.

Os primeiros sinais de queda no consumo de carne bovina, comportamento normal para o período do mês, não tiram a sustentação do mercado, já que a oferta de carne é reduzida.

Alguns frigoríficos começam a trabalhar com boiadas de parceiros, já programadas para o segundo semestre, a fim de reduzir a pressão de compra.

No Mato Grosso do Sul a alta nos preços da arroba em São Paulo faz aumentarem as negociações dos compradores de paulistas no estado, mas a arroba se mantém em R$90,00/@, à vista, livre de funrural.

O Rio Grande do Sul é outo estado onde a especulação também é grande. Na região de Pelotas existem ofertas de compra por até R$3,40/kg.

Clique aqui e confira as cotações do boi.
Fonte: Scot Consultoria

Exportação de carne para a China deve aumentar com mais sete unidades autorizadas

Mais sete unidades exportadoras de carne – frigoríficos no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul – deverão ser autorizadas a enviar seus produtos para a China. A declaração veio do presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Antonio Jorge Camardelli. "Hoje, em maioria, a China compra do Brasil mais miúdos, mas estamos crescendo em carnes industrializadas. Precisamos identificar melhor esse mercado para ampliarmos mais nossa presença", diz.

De acordo com Camardelli, até fevereiro deste ano, somente cinco unidades vendiam para os chineses. Em março, esse número subiu para nove. O faturamento das exportações neste primeiro semestre foi US$ 2,9 milhões, 278% a mais que o mesmo período em 2010. Em valores brutos, foram 701 toneladas de carne bovina enviadas à China, 159% superior ao ano passado. No mês de junho foram 333,8 mil toneladas, equivalente à US$ 1,508 milhão.

A projeção da Abiec para este ano é superar os US$ 5 bilhões de receita cambial de 2010. "Pelos números do primeiro semestre, com certeza conseguiremos alcançar o esperado", disse o presidente executivo da Abiec, Fernando Sampaio.

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Cruz

Uruguai registrará estabelecimentos de engorda para exportar à UE

A partir desse mês, o Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai deverá inspecionar os estabelecimentos de engorda de gado existentes no país, registrá-los e habilitá-los oficialmente. A operação pretende revisar 50 empresas.

O Governo uruguaio vem negociando com as autoridades da União Europeia (UE) o acesso da carne bovina uruguaia a um contingente especial de cortes de alta qualidade, procedentes de gados que nos últimos 100 dias tenham tido uma dieta à base de grãos (carne de animais confinados). A cota tem tarifa zero, o que a torna mais favorável que a cota Hilton (de 6.300 toneladas para o Uruguai concedida pelos europeus onde vão cortes de maior valor), mas tem exigências concretas que precisam ser cumpridas. Em contrapartida, a carne produzida sob esse protocolo exigido contará com valores diferenciais no mercado que fazem com que seja bastante atrativo seu cumprimento.

O Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC) será o certificador dessa carne de alta qualidade e o grosso do volume será fornecido por 40 a 50 confinamentos com maior volume de gado, que já estão funcionando no país.

Até agora, o MGAP, com o apoio da Associação Uruguaia de Produção de Carne Intensiva Natural (Aupcin) já apresentou o formulário de registro às empresas e, agora, executará nesse mês as primeiras inspeções para começar a registrar os estabelecimentos. "Vamos visitá-los, apresentar a eles as exigências e começar a habilitar as empresas que cumpram com as normas. A ideia é ir armando uma lista de estabelecimentos habilitados, para adiantar ante as gestões da cota de carne de alta qualidade que se negocia com a UE", explicou o titular da Divisão de Sanidade Animal do MGAP, Federico Fernández.

Fernández disse que, nessa primeira etapa, "seriam entre 40 - 50 os estabelecimentos de engorda a serem visitados, que eram os que o MGAP já tinha notificado". Até agora, não há mudanças nas exigências para ter acesso ao registro oficial. "Há exigências de instalações, sanitárias e ambientais". Precisamente, as exigências sanitárias são controladas pela Direção Nacional de Meio-Ambiente (Dinama). Os currais de engorda não podem estar localizados em centros povoados, próximo a cursos d'água ou contaminar o solo.

"A ideia é visitar os estabelecimentos, entregar os formulários e instruir as empresas sobre a norma. Posteriormente, o MGAP dará um tempo para ver se tem algum tipo de adaptação em seu sistema produtivo", disse Fernández. A pecuária uruguaia começou a entrar no sistema de confinamento na década de 90 e hoje, o uso de currais de engorda está muito arraigado.

FONTE: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Exportação de carne bovina sobe 7,7% no primeiro semestre


Segundo dados dos exportadores de carne, as vendas externas até junho somaram US$ 2,595 bilhões; por outro lado, volume caiu 16%

As exportações do setor de carne bovina encerraram o primeiro semestre do ano com uma receita cambial de US$ 2,595 bilhões. O resultado significa uma alta de 7,7% ante US$ 2,490 bilhões no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na tarde desta terça-feira, em São Paulo, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Em volume, entretanto, houve queda de 16,04%, passando de 647.770 mil toneladas para 534.883 mil toneladas. De acordo com a Abiec, o aumento de receita foi impulsionado pelo incremento de 28,28% no preço médio da carne exportada em relação à primeira metade de 2010.

Já a queda em volume é consequência, segundo a entidade, dos conflitos no Oriente Médio no começo do ano, em especial no Egito, um dos cinco principais mercados para carne bovina brasileira. "Em virtude do clima de tensão que se instalou na região no início do ano, as exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram a quase zero. Com a retomada do turismo no país, porém, os embarques foram normalizados", explica a Abiec. No consolidado do primeiro semestre de 2011, a queda em volume ficou em 5,5% no Oriente Médio.
FONTE: AGENCIA ESTADO

URUGUAY - Reunión clave con ministro Aguerre por ganado en pie

Exportacion en pie
Pablo Antúnez / El País | El ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca, Tabaré Aguerre, convocó a las cuatro principales gremiales agropecuarias para analizar la exportación de ganado en pie y otros temas. Las empresas esperan que se agiliten los permisos.

Semanas atrás, las firmas dedicadas a la exportación de ganado en pie enviaron una carta al ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca, Tabaré Aguerre, con el cometido de solicitarle “reglas claras” para poder desarrollar su trabajo “sin incertidumbres”.

En los hechos, hasta ahora, el contacto no se concretó. Por esto, las cuatro mayores gremiales agropecuarias -Asociación Rural del Uruguay, Federación Rural, Cooperativas Agrarias Federadas y Comisión Nacional de Fomento Rural- se reunieron ayer para unificar criterios y tramitar un encuentro con el jerarca, pero éste se les adelantó y las convocó para el jueves a la mañana. Entre los temas a tratar, no solo está la exportación de ganado en pie, sino que hay otros que no fueron adelantados a los ruralistas.

El presidente de la Federación Rural, Miguel Sanguinetti, dijo ayer a El País que tras la paralización en la emisión de nuevos permisos para exportar en pie, “hay una nueva realidad de precios en el mercado” que nada tiene que ver con la que existía hace dos o tres meses, cuando la entrega de permisos era mucho más fluida. “Ya no es el mismo precio del ternero ni la misma demanda de terneros que había cuando funcionaba la exportación. Lo mismo pasa con el novillito de 1 a 2 años (el que estaban comprando los exportadores para embarcar a Turquía). Son negocios totalmente distintos a los que eran, esa es la gran realidad”.

Para Sanguinetti, hoy es mucho más lenta la comercialización de esas categorías y también son otros los precios.

“La idea es tratar de aclarar el problema y, de alguna manera, tratar de llegar a un acuerdo para que un instrumento que creemos es fundamental, funcione con mayor fluidez que la actual y con más certezas. Lo que no hay en este momento es certeza. No se sabe si será dentro de un mes o dentro de los próximos 10 días que saldrá un barco con ganado uruguayo”.

Traba. Mientras tanto, las empresas exportadoras se movilizan por las suyas. Ya acudieron al Parlamento y plantearon la problemática ante diputados y senadores, pero no lograron avances. Los exportadores no sólo se quejan por las demoras. Critican que el MGAP esté cobrando por adelantado la tasa por animal exportado, para luego demorar varios meses la emisión de nuevos permisos.

Como prueba de las demoras, las empresas recuerdan que hay una firma que tiene, desde hace ya más de dos meses, un barco en el Puerto de Montevideo esperando el permiso para cargar 24.000 bovinos y 6.000 toneladas de ración con destino a Turquía; algunas extranjeras, amenazan con dejar de operar en Uruguay.

“Estamos convencidos de las bondades de la exportación de ganado en pie, pero el Ejecutivo es el que manda. Si ellos deciden que no le hace bien al país que la cierren y, si no lo hacen, las empresas queremos saber bajo qué condiciones podemos trabajar”, explicó Diego Crosta, de la empresa Gindar a El País.

“Estamos esperando que se nos brinde una explicación oficial acerca del cambio de criterios y no sabemos cómo está incidiendo la demora en los mercados”, agregó.

El problema es que hay ganado comprado y fletes comprometidos.

Creció la demanda

Hay cerca de 10 permisos de exportación presentados ante el MGAP para exportar ganado bovino en pie hacia Turquía y Siria. La exportación de vacunos en pie creció 85% en el ejercicio julio-junio de 2010/2011, principalmente de la mano del mercado turco. Las empresas están formando una gremial.
FONTE: TODOELCAMPO.COM.UY

Preços das carnes têm subido na esteira do mercado de grãos

No Congresso Internacional da Carne deste ano, que foi realizado em Campo Grande/MS, o Engenheiro Agrônomo, professor de Economia Agrícola da Fundação Getúlio Vargas e Sócio-Consultor da MBAgro, Alexandre Mendonça de Barros, apresentou a palestra "Conjuntura: mercados nacional e internacional de carnes".

Ele iniciou sua palestra apresentando um gráfico que mostra a evolução dos preços de algumas commodities agrícolas, chamando a atenção para a forte valorização que ocorreu nos últimos anos.



O palestrante comentou que um dos motivos para o aumento dos preços em 2010 foi a desvalorização do Dólar, essa variação cambial estimulou os especuladores a iniciar um intenso movimento de compra de commodities.

Mendonça de Barros também citou a importância da China e da Índia para a economia mundial. O crescimento destes países impulsionou a economia de outros países, principalmente produtores de petróleo. Isso gera aumento da renda da população e altera a dinâmica de consumo de todos os países.

"No Brasil temos acompanhado uma grande incorporação de pessoas na classe média. O consumo de frango saiu de 39 quilos per capita e chegou a 43 quilos. Isso é muito crescimento para apenas um ano". Segundo ele, este aumento na demanda por alimento está mudando a economia do mundo emergente e já se estima que 50% da renda global esteja nos emergentes.

Outro fator que tem influenciado o cenário da economia mundial e principalmente do setor de carnes é a produção de etanol de milho, "pois quase 15% do milho produzido no mundo não está mais sendo usado como ração (alimento), mas queimado em motores", frisou. Alexandre Mendonça de Barros lembrou que no Brasil o programa de biodiesel (produzido a partir da soja) também criou uma demanda que não existia que acaba influenciando na alta das commodities. Assim além do aumento da população e do consumo mundial, nos últimos anos tivemos o aparecimento de novos usos para os grãos que acabaram por fazer a demanda crescer mais do que o volume produzido e exercendo pressões altistas no mercado de commodities agrícolas.

O palestrante afirmou que a maior parte da proteína animal produzida no mundo hoje é carne de frango e suína e o grosso dessa produção vem dos grãos. "Então este mercado é influenciado pelos grãos e se o grão está em alta não tem como a carne recuar".

"Em 2008 tivemos um estímulo muito grande à produção de grãos devido a alta rentabilidade. Isso se somou à crise financeira e os preços despencaram, mas logo voltaram a subir já que com os prejuízos da crise em 2009 a safra foi menor. Em 2010 se plantou uma safra relativamente boa, mas observamos quebras de safra em vários lugares. Além disso o mundo voltou a crescer e a demanda também aumentou. Assim os preços tendem a subir".

Como falado anteriormente, as carnes subiram na esteira do mercado de grãos e hoje temos os preços mais altos dos últimos anos, como podemos ver no gráfico abaixo.



Assim no mercado de carnes o cenário atual é de preços altos para carne bovina, custos também aumentando, demanda aquecida e retenção de fêmeas nos principais rebanhos do mundo. "O mundo passa por um ciclo de retenção de matrizes, a exceção só acontece nos EUA. Assim, no momento, temos uma oferta ainda mais restrita de carne no mundo todo, com criadores estimulados a reter matrizes, pois os preços do bezerro estão em patamares elevados nos principais produtores de carne bovina". Segundo Mendonça de Barros, o Brasil já está retendo fêmeas a 4 - 5 anos, num movimento de expansão do rebanho.



"Hoje a única pecuária importante que está abatendo fêmeas é a dos EUA. Isso acontece porque os preços dos grãos no mercado norte americano estão tão altos que a produção de bovinos não compensa e eles registraram o menor número de fêmeas desde a década de 70". Assim quando os pecuaristas norte americanos começarem a reter fêmeas, fato que deve ocorrer nos próximos anos, o mercado irá sentir fortes influências, pois os EUA não conseguirão atender os seus clientes na totalidade.



Apesar do mercado interno dos EUA estar bastante aquecido, como é possível observar no gráfico abaixo, as exportações também estão crescendo em função da crise e abate de matrizes - que num primeiro momento está causando aumento da oferta -, mas o país ainda está importando muito.



Mendonça de Barros apresentou também dados de exportação dos principais produtores, e de acordo com os gráficos apresentados em países como Brasil, Argentina, Austrália, Uruguai e Nova Zelândia as exportações estão recuando nos últimos anos. "A Índia é quem tem aumentado a sua produção e compete diretamente com o Brasil".

Segundo o palestrante, os preços da carne no mundo todo estão convergindo e devem se manter em patamares muito mais altos que os que estão sendo praticados atualmente, consequencia da oferta reduzida e da demanda aquecida.

Alexandre Mendonça de Barros afirmou que neste ano e no próximo o mundo estará testando os limites do consumidor, principalmente os consumidores dos países emergentes, ou seja, até quanto a população aceita pagar pela carne bovina. Segundo ele nesse movimento a substituição por outras proteínas é um fator importante que precisa ser avaliado. "Nós estamos testando os árabes, por exemplo, e eles estão buscando novas fontes e aumentando o volume importado da Índia".

"Precisamos ter uma visão estratégica, visando mercados mais exigentes, sólidos e que pagam mais como Coreia, Japão", finalizou.

FONTE: CONGRESSO INTERNACIONAL DA CARNE / BEEFPOINT

Sindicato pressiona por compra de gado do Paraguai e fala em 600 demissões

Angela Kempfer
O início do período de entresafra da pecuária preocupa o sindicato dos trabalhadores em frigoríficos, que prevê a demissão de 600 trabalhadores em Mato Grosso do Sul.
A dificuldade de conseguir animais para abate já ameaça os empregos em Campo Grande, segundo a entidade.
A previsão é de que as demissões comecem já nas próximas semanas se a situação não se reverter, mas o sindicato não informa qual seria a empresa a demitir. A pressão é para que o governo estadual libere a importação de gado em pé do Paraguai, onde muitos fazendeiros brasileiros criam e engordam gado.
“O governo poderia estabelecer uma cota limitada de importação. Só mesmo para suprir a demanda nesse período”, defende o sindicato.
A entidade já procurou apoio na Assembléia e enviou ofício também aos senadores e deputados federais da bancada de Mato Grosso do Sul pela liberação da compra, mas com controle.
Fonte: Campo Grande News – Rural

segunda-feira, 11 de julho de 2011

COLOMBIA - Ampliado cupo para la exportación de ganado en pie

La Federación Nacional de Ganaderos, Fedegán, ha dado a conocer en el día de ayer mediante comunicado de prensa que el Ministro de Agricultura, Juan Camilo Restrepo, anunció la ampliación del contingente de las exportaciones de ganado en pie de 14.000 a 60.000 animales por año.
Además, Restrepo aclaró que la Federación no tuvo injerencia alguna en la imposición o ampliación de éstas restricciones, saldando la polémica generada por el gerente de la empresa Subastar de Montería, William Botero.


“El Decreto 2000 no surgió por iniciativa de Fedegán sino que es una política del Gobierno. La exportación desordenada a Venezuela generó una subida de precios de la carne, ya que se desabasteció el mercado interno y se produjo un desbalance en el hato y no quedó nada de valor agregado. Es por ello que también es importante consolidar las exportaciones de carne en canal", manifestó el Ministro.
El jefe de la cartera de agricultura añadió además que lo que se está haciendo es una prueba y si se necesita ampliar ese contingente se hará.
“No se trata de ponerles la soga al cuello a los ganaderos como se ha dicho, sino que se exporte de manera ordenada”, afirmó el Ministro.
Restrepo también confirmó lo dicho por el presidente ejecutivo de Fedegán, José Félix Lafaurie, cuando el dirigente gremial interpretó el sentido del Decreto 2000 que restringió en su momento las exportaciones a 14 mil animales: “Lo que no quiere el Gobierno, -dijo Restrepo-, es que suceda lo que pasó hace dos o tres años con el mercado venezolano, que se exportaba lo que fuese, simplemente para verse beneficiado de una molienda de tasa de cambio.

“Hace dos o tres años, –añadió el Ministro-, se presentó un tropel de exportaciones de ganado en pie desordenada hacia Venezuela. Fue tal el desorden que actualmente el balance demográfico del hato colombiano está en cierta manera alterado por la extracción desmesurada de hembras que se enviaron al vecino país”.

Bogotá

FONTE: ELHERALDO.CO

COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 11/07/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 08/07/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,60R$ 6,51
KG VivoR$ 3,30R$ 3,26
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,20R$ 6,13
KG VivoR$ 2,95R$ 2,91
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Mercado do boi gordo segue firme com baixa oferta de animais

O mercado do boi gordo começou a semana firme.

Houve reajuste no preço referência à vista em São Paulo. Hoje os animais são negociados por R$96,00/@, livre de imposto.

Para as negociações a prazo a referência se manteve em R$97,00/@, livre de funrural, embora ocorram negócios acima deste valor.

As escalas não estão confortáveis e atendem cerca de dois dias, na maioria dos casos. Há casos de escalas maiores, mas não são regra.

Além das praças paulistas, o preço do boi gordo subiu em mais sete regiões.

Houve altas no Triângulo Mineiro, Belo Horizonte-MG, Goiânia-GO, Sudeste do Mato Grosso, Oeste de Santa Catarina, Oeste do Maranhão e Sudeste de Rondônia.

No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços estão estáveis.

Clique aqui e confira as cotações do boi.
Fonte: Scot Consultoria

Com baixa oferta, mercado do boi gordo inicia a semana com preços firmes

Boi: semana começa com baixa oferta de animais e preços firmes para a arroba. Tendência é de mercado positivo até entrada de maior volume de animais confinados.





Mercado do boi gordo inicia a semana com preços firmes, com poucos negócios realizados. Muitos frigoríficos continuam com dificuldade nas compra de animais em função da oferta diminuída. O preço referência em São Paulo é de R$ 96,00/@, à vista e de R$ 97,00 a R$ 98,00/@, a prazo. As escalas não se alongam e atendem em média 2 dias.

De acordo com o analista da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, a oferta de animal de pasto está cada vez mais rara, o que confirma a entrada do período de entressafra. Há ofertas pontuais de boi confinamento entrando no mercado, porém o volume ainda não é significativo para romper com a pressão altista.

Para esta semana a expectativa é de leve retração no consumo, com a entrada da segunda quinzena do mês. "O tamanho da oferta é que vai ditar o mercado", diz. Para o longo prazo, a tendência é de cenário positivo, com a dificuldade na compra de boi até que haja entrada de maior volume de animais confinados no mercado.
Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

Boi gordo: indicador termina a semana valendo R$ 99,14/@

sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista permaneceu estável, sendo cotado a R$ 97,56/@. O indicador a prazo registrou alta de R$ 0,23, sendo cotado a R$ 99,14/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 08/07/11



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/11



Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)


FONTE: BEEFPOINT

Mercado do boi em 2011: um análise até abril

O mercado do boi no Brasil teve um início de ano muito melhor do que em 2010. Todos os preços aumentaram, recuperando margens do criador e também do invernista. Algumas grandes tendências seguem influenciando o mercado de forma positiva, do lado da demanda e também da oferta.

A demanda mundial (em especial países emergentes) e a brasileira seguem em crescimento. A renda per capita, da população e índice de pessoas que moram em cidades no mundo aumentam, impulsionando consumo de proteínas mais nobres, como carnes e lácteos. O consumo de carne bovina no mundo também vai crescrer nesses próximos 10 anos, mas em ritmo mais lento que frango e suíno. O foco vai ser cada vez mais a qualidade, o sabor e a diferenciação.

Nesse cenário, apenas Brasil e também Índia (com carne de búfalo) vão crescer sua produção. A importância do Brasil no mercado mundial vai crescer nos próximos anos. E aqui no Brasil o crescimento se dará apenas por aumento de eficiência e produtividade. Com o crescimento da agricultura e uma dificuldade muito maior em converter novas áreas de florestas em pastagens, a pecuária vai avançar pelo aumento da eficiência daqui em diante e não pelo aumento da área. Nos últimos 15 anos crescemos por produtividade e também aumento de área. Logo, o aumento da oferta daqui em diante será mais restrito e isso é mais um fator que dá firmeza de preços.

O ciclo pecuário ainda não dá certeza de mudança. De 2002 a 2007 tivemos um longo período de aumento do abate de fêmeas, natural do ciclo e fortalecido por outros fatores como aftosa em 2005 e aumento do uso de tecnologia. De 2008 em diante, estamos retendo mais fêmeas e investindo na produtividade da cria. Por outro lado, com maior uso de tecnologias como confinamento, semi-confinamento e suplementação, a demanda por bezerros cresce mais que a oferta, fortalecendo os preços do bezerro. Não há previsão de que teremos bezerros baratos no curto prazo. A cria é uma atividade cara, difícil e demorada.

Análise 2011: janeiro a abril

Os primeiros quatro meses mostram um mercado muito firme para a pecuária de corte. Os preços do boi gordo passam grande parte da safra muito estáveis, quando tradicionalmente há queda de preço. Em relação ao ano passado, o patamar do indicador Cepea/Esalq está na casa dos R$103-105/@, muito acima dos valores de jan-abr de 2010 - R$75-82/@. O boi subiu até novembro-2010 e se manteve em outro patamar de preços desde então. Uma demonstração de firmeza de preços.

Gráfico 1. Indicador do preço do boi gordo em SP, R$/@ a vista


Fonte: Cepea/Esalq, elaboração BeefPoint.

O mercado de bezerros também está firme. Subiu menos que o boi. Ou seja, a relação de troca e margem bruta na reposição (quanto sobra ao vender um boi gordo e comprar um bezerro) estão melhores para o invernista e confinador. Mas não há sinais de que teremos preços muito baratos do bezerro. O custo de produção de uma arroba de bezerro é alto e o prazo longo, com isso, mantemos nosso cenário de preços firmes para o bezerro.

Gráfico 2. Indicador do preço do bezerro em MS, R$/@ a vista


Fonte: Cepea/Esalq, elaboração BeefPoint

No mercado interno, os preços da carne no atacado e no varejo também subiram, mas menos que o boi gordo. Isso indica que a margem do varejo diminuiu de um ano para cá (depois ter passado alguns anos subindo) e que a margem do frigorífico na carne também diminuiu (não analisamos couro e sebo a fundo, mas os preços subiram contrabalanceando um pouco essa queda de margem).

A diferença entre o preço da carne e do boi gordo (margem dos frigoríficos) de janeiro a outubro do ano passado foi excelente, muito acima das médias históricas. Hoje não está tão boa, o que é um freio para grandes valorizações da arroba.

Gráfico 3. Diferença (Spread) entre indicador do boi gordo e equivalente físico, R$/@


Fonte: Cepea/Esalq e Intercarnes, elaboração BeefPoint

Nas exportações, o grande problema é o dólar, que segue se desvalorizando. Entre abril de 2010 e 2011, caiu 9%. Com isso, o boi gordo em dólar se valorizou 40% em um ano. As exportações estão subindo em valor, mas caindo em volume. E o grande aumento do preço médio da tonelada exportada (32%) é menor que o aumento do boi em dólares, diminuindo a rentabilidade na exportação.

Ou seja, os preços estão firmes e há alguns fatores que vão pressionar o preço do boi nos próximos 2-3 meses (aumento da oferta com a safra, talvez acelerado pelo frio nesse início de maio) e também pela menor margem dos frigoríficos com a carne no mercado interno e exportações.

E o segundo semestre?

No segundo semestre, a grande pergunta é o volume de animais confinados. Em relação ao ano passado a avaliação no geral é mais positiva (preço boi magro, preço dos insumos e preço futuro do boi gordo), mas nada muito estimulador. As pesquisas que estamos fazendo no BeefPoint indicam confinamentos de frigoríficos bem maiores (desde que consigam comprar boi magro no volume desejado), e entre produtores confinamento crescendo por volta de 10%.

No entanto, esse crescimento parece estar mais concentrado nos estados de Goiás e Mato Grosso, o que ativa o alerta para produtores desses estados em relação a quando irão abater seus animais. Com frigoríficos operando confinamentos e maior volume de animais confinados é arriscado concentrar muito o abate no mês de maior saída do cocho, podendo ocasionar preços bem mais baixos nessas regiões em pequenos espaços de tempo. Ou seja, o volume não será muito maior, mas em determinados locais e momentos, o preço pode sofrer grandes pressões.

Avaliando os preços futuros para a setembro, outubro e novembro, avaliados em 4 de maio (data que finalizo esse artigo), a diferença projetada da entressafra para a safra (preços de hoje) é muito pequena, indicando que teremos o pior diferencial de preços safra-entressafra em muito anos. É possível que isso se confirme? Sim, mas possível sim que o preço se recupere um pouco mais na entressafra do que os valores indicados no mercado futuro hoje.

Conclusão

O cenário de médio-longo para a pecuária brasileira é muito promissor. Demanda crescente e poucos países aptos a atender essa demanda. No curto prazo, a perspectiva também é boa, mas vale reforçar a necessidade de se atentar a uma nova realidade de custos e preços mais altos, onde a diferença de rentabilidade do produtor eficiente para o ineficiente é muito grande. Se torna cada vez mais importante o profissionalismo, gestão, produtividade e saber vender e comprar bem.

Entrevista com Caio Junqueira

Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos sobre o mercado do Boi Gordo



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Rússia deve retirar embargo à carne brasileira ainda este mês

Um mês após anunciar o embargo à importação de carnes de frigoríficos de três Estados do Brasil, os russos concordaram em reabrir seu mercado ao produto nacional. Até o fim de julho, a Rússia deve formalizar sua decisão em uma teleconferência.

Uma missão técnica negociou, na semana passada, em Moscou, a reabilitação. Durante dois dias, o grupo brasileiro tentou convencer o Serviço Veterinário da Rússia a derrubar o embargo, iniciado em 15 de junho. Das 236 plantas auditadas, 143 serão habilitadas a exportar novamente. Outras 93 seguirão com "restrições temporárias" até o cumprimento das normas e padrões russos. O Brasil enviará nova lista de estabelecimentos aprovados. Os russos pediram garantia de abastecimento mesmo com a redução do número de fornecedores. E exigiram o combate a embarques não autorizados ou contrabandeados de carne para Rússia e Ucrânia.

O governo avalia que indústrias e importadores "têm fôlego" para aguardar até o fim de julho. Houve grande volume de embarques até 15 de junho. Em 15 dias, segundo o Ministério da Agricultura, foram exportados o equivalente a dois meses de vendas. "Por isso, a grita diminuiu", diz uma fonte oficial.

Pesou para a decisão da Rússia o anunciado investimento de R$ 50 milhões na rede nacional de laboratórios. Para liberar as importações, os russos impuseram um "curso de treinamento" dos profissionais dos laboratórios, em instalações russas, para atender às exigências de controle, padronização e certificação.

O secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, disse que estava "muito preocupado" com os resultados negativos da inspeção russa ocorrida em abril. Foram criados dois grupos de trabalho para avaliar métodos de inspeção e segurança laboratorial.

O czar russo da sanidade, Sergei Dankvert, participou das negociações e avalizou pessoalmente a reabertura. Dankvert virá ao Brasil em breve. Nova missão deve vir ao Brasil para uma "inspeção adicional" em "três ou quatro" Estados.

Os russos gostaram das explicações técnicas da missão brasileira. Mas, por uma questão de sinalização, decidiram aguardar alguns dias para oficializar a reabertura. "Se fosse para dizer não, teriam dito na hora. Mas para dizer sim, eles demoram um pouco mais. É parte da cultura russa, do estilo durão deles", diz uma fonte do governo.

Os russos fizeram, porém, algumas ressalvas ao trabalho brasileiro, apontando uma "condescendência" com as chamadas não conformidades. Questionaram o porquê de sua missão técnica, de abril, ter desabilitado 30% das plantas visitadas e a fiscalização do Ministério da Agricultura ter deixado de fora apenas 10% das plantas auditadas. Esse "ruído inicial" ocorreu segunda-feira passada, primeiro dia da reunião. Os brasileiros aproveitaram o intervalo da terça-feira para reunir argumentos.

Na quarta-feira, segundo dia do encontro, explicaram que a diferença percentual decorria da desabilitação prévia feita pelo Brasil antes de enviar uma nova lista de estabelecimentos em condições de exportar à Rússia. Até o embargo, havia 209 plantas habilitadas. Depois, ficaram 125 unidades. A defesa convenceu os russos.

Dessa vez, os russos elogiaram a rapidez do Brasil, à semelhança da Dinamarca, em responder novos questionamentos. Informaram que levariam "alguns dias", mas divulgariam uma nota pública sobre a reunião para "tranquilizar" o mercado internacional.

A matéria é de Mauro Zanatta, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

China autorizou entrada de carne bovina argentina

A partir da última quarta-feira, ficou plenamente operacional o Protocolo Sanitário para a exportação de carne argentina à China, segundo informou a Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ) aos membros do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina.

Neste mês, o ministro da Agricultura, Julián Domínguez, viajará pela terceira vez ao país asiático "com o intuito de firmar novos acordos sanitários com o AQSIQ e impulsionar a agenda de cooperação com o Ministério de Agricultura e Administração Estatal de Grãos da China". Durante essa visita, será feita também a II Reunião do Grupo de Trabalho sobre Biotecnologia Agrícola.

No segundo semestre do ano está prevista a visita à Argentina do titular da AQSIQ, Zhi Shuping, "assim como também a realização de diversas atividades na China e na Argentina, como a promoção de nossa genética bovina, tecnologia e experiência em matéria de luta e erradicação da febre aftosa".

FONTE: Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

URUGUAY - Gremiales del agro se reúnen el lunes por exportación en pie

La paralización en las actividades de exportación de ganado en pie de razas carniceras que se arrastra desde hace tres meses, colmó la paciencia de las principales gremiales agropecuarias del país, que se reunirán en la mañana del próximo lunes para tratar en profundidad este tema.

Las fuentes consultadas indicaron a El Observador que las reglas no han cambiado, que solo se han producido demoras por trámites administrativos del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP), pero en la práctica la exportación está suspendida desde el 14 de abril pasado. Se entiende que esta situación provoca pérdidas a los operadores de este negocio y afecta las estrategias comerciales que se vienen impulsando desde Uruguay.

El presidente de la Federación Rural (FR), Miguel Sanguinetti, destacó a El Observador que el próximo lunes esa institución se reunirá con la dirigencia de la Asociación Rural del Uruguay (ARU), las Cooperativas Agrarias Federadas (CAF) y la Comisión Nacional de Fomento Rural (CNFR), para considerar qué tipo de medidas se van a plantear ante esta situación.

El dirigente recordó que la CNFR había sido excluida de la acción de las gremiales contra la política que impulsa el gobierno para gravar con mayores tributos a la tierra en virtud de haberse declarado a favor de esa iniciativa, pero en la actual situación es diferente porque representa a muchos miles de pequeños ganaderos. "Tienen muchas vacas y terneros y precisamente los precios de los terneros han bajado muchísimo desde que se trancó la exportación de ganado en pie", dijo.

Sanguinetti afirmó que a nivel mundial -con excepción de Brasil- se está produciendo una escasez de ganado, frente al avance de la agricultura que le ha quitado espacios de tierras a la ganadería, "lo que motiva el interés" por los ganados uruguayos.

Según datos oficiales, en junio se exportaron desde Uruguay hacia Turquía 12.192 vacunos. Esta comercialización se realizó con permisos otorgados por el MGAP antes del 14 de abril. En el mes de marzo, antes que se enlenteciera la operativa ministerial para este trámite, la venta de ganados hacia Turquía había sido de 38.555 animales.

En lo que va de 2011 se exportaron a ese destino 137.150 reses de razas carniceras, para engorde. Esta cifra es superior a la exportada durante todo 2010 a Turquía: 124.306 animales.

La molestia de las empresas exportadoras con el MGAP sigue en aumento con el pasar de los días. Diego Crosta, operador del sector, afirmó: "Le enviamos una carta al ministro (Tabaré Aguerre) solicitándole una reunión y seguimos sin respuesta".

El Parlamento tampoco está ajeno al tema. Según indicó Crosta, el diputado Alberto Casas le realizó un pedido de informe sobre el asunto al ministro Tabaré Aguerre hace un mes y tampoco tuvo respuesta. Por otra parte, señaló que el senador Juan Chiruchi planteará el tema en la cámara alta la próxima semana.

El antecedente de traba de exportación en pie que se conoce es el realizado por Australia a Indonesia por razones vinculadas al bienestar animal. La medida fue instrumentada luego de difundirse un video que mostraba malos tratos a los animales en los mataderos indonesios.

El gobierno australiano anunció ayer que se restablecerá la exportación de ganado a Indonesia lo antes posible, luego de un compromiso del presidente indonesio de investigar el asunto. Las exportaciones de Australia a Indonesia superan las 500 mil reses anuales, lo que equivale a unos US$ 350 millones.
Fuente: El Observador

MÉXICO - Aumenta exportación de ganado en pie

Morelia Michoacán. Ganaderos de 16 entidades encabezadas por Chihuahua y Sonora, exportaron más de un millón 200 mil cabezas de ganado bovino.

De septiembre de 2010 a junio de 2011 se han exportado un millón 206 mil 506 cabezas de ganado bovino, lo que significa un incremento en la comercialización de vaquillas y becerros en pie, pues en el mismo periodo del año anterior se vendieron 798 mil 169.

Durante el ciclo de exportación que concluye el 30 de agosto del presente año, los ganaderos han vendido a Estados Unidos un millón 24 mil 232 becerros y 182 mil 274 vaquillas, informó el Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria (Senasica).

El ganado comercializado proviene de 16 entidades del país, encabeza la lista el estado de Chihuahua, cuyos ganaderos comercializaron hasta el momento 429 mil 636 animales en pie.

Sonora es el segundo estado exportador de este tipo de ganado, con 269 mil 496 cabezas, Tamaulipas con 127 mil 724 y Durango con 114 mil 770 cabezas de ganado comercializadas.

Destacan también como exportadores de ganado en pie a EU las entidades de Nuevo León, Zacatecas, Veracruz, Sinaloa, Coahuila, Yucatán, Nayarit, Colima, Jalisco, Guanajuato, Tlaxcala y Puebla.

El organismo de la Secretaría de Agricultura, Ganadería, Desarrollo Rural, Pesca y Alimentación (Sagarpa) hizo hincapié que el estatus zoosanitario de México y el esfuerzo de ganaderos y exportadores por cumplir estrictamente los requisitos sanitarios que solicita el país de destino, hacen posible la exportación de ganado de engorda.

Cabe recordar que 83.11 por ciento del territorio nacional está en fase de erradicación de la tuberculosis bovina y que este indicador es indispensable para la exportación de ganado en pie.

Una de las acciones que la Sagarpa ha emprendido para hacer más competitivo el campo mexicano y facilitar la comercialización de productos agroalimentarios, se encuentra en la automatización de procesos, entre los que destaca la expedición de constancias de hato libre de tuberculosis y brucelosis.

Con el fin de reducir el tiempo de gestión y atención a los productores que solicitan estas constancias de hato libre, el Senasica desarrolló un sistema en el cuál a través de Internet las delegaciones estatales de la Sagarpa registran los datos para emitir dicho trámite.

Con ello, un trámite que antes requería entre tres y seis meses, ahora se lleva a cabo en un solo día, si es que el expediente y la solicitud cumplen con los requisitos normativos para su obtención.

Bajo esta modalidad, durante 2010, se expidieron 14 mil 267 constancias de hato libre, que ampararon a un millón 888 mil 966 bovinos, ovinos y caprinos.

FONTE: MASNEGOCIOS.COM.MX