segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mercado do Boi: A dificuldade de manter a vaca no pasto


Vocês têm acompanhado pela televisão os leilões de gado? Têm reparado na quantidade de fêmeas ofertadas e arrematadas Brasil a fora? Eu tenho, não é pouca coisa, não. Bom, como sempre gosto de colocar números acima dos “achismos”, vamos acompanhar o que tem acontecido com o abate de fêmeas nos últimos meses:

Observem o que aconteceu com o primeiro trimestre de 2012. Normalmente, os primeiros trimestres do ano refletem naturalmente uma taxa alta de fêmeas abatidas, resultado do descarte das fêmeas que repetiram o cio após a estação de monta.

Entretanto, os últimos meses têm sido um pouco diferentes. Vamos colocar uma lente de aumento nisso, basta observarmos juntos a tabela 1. 

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Notem que tanto em fases de baixa de ciclo pecuário como em fases de alta, temos uma alta taxa de fêmeas abatidas no primeiro trimestre do ano. Como eu disse anteriormente, é um movimento natural. 

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Mas observem mais atentamente o que tem acontecido ao longo de 2011 e agora, em 2012. Na tabela, dei destaque ao fundo do poço do último ciclo pecuário, ou seja, 2006. Naquele período os preços estavam ruins há bastante tempo e na tentativa de fazer caixa, o pessoal saiu liquidando o plantel, inclusive as fêmeas.

É o que ocorre hoje? Não. É claro que as margens estão mais apertadas. Do ano passado pra cá, a arroba já recuou 5%. Faço a comparação ano-a-ano para analisarmos períodos semelhantes. Se eu usar janeiro contra junho, seria natural esperar queda de preços, pois é o movimento normal que a safra traz. Agora, estamos indo para o mesmo caminho, basta acompanhar os números da tabela! Mas mesmo com esse cenário mais difícil, ainda não é liquidação. Pelo menos não é o que nosso indicador de custos indica.

Seria por causa do clima? Acho que o clima certamente teve uma forte influência, pois piora a qualidade das pastagens e diminui a taxa de concepção nas propriedades. Mas acho que tem mais alguma coisa escondida nessa conta.

Vejam no gráfico 2 como o diferencial do preço pago pela vaca e pelo boi gordo tem diminuído nos últimos tempos. Usei a praça de Cuiabá-MT por ser uma boa referência de diferentes sistemas de pecuária: ciclo completo, cria, recria e engorda. Lá tem de tudo.

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Observem a linha verde. Hoje a diferença está em -8%, enquanto a média dos últimos 10 anos gira em torno de -11% e já chegou abaixo de -20%. Isso significa que o custo de oportunidade de manter a vaca no pasto está alto!

Ouvi há alguns dias que, de acordo com o movimento PIB (produto interno bruto) do setor
de insumos para a pecuária, os investimentos na pecuária continuam, e que por isso o ciclo ainda
não virou. Mas pessoal, pensem bem, o fundo do ciclo anterior ocorreu há 6 anos! Além disso,
paramos de investir a partir do momento em que aplicamos capital na atividade e não somos
remunerados por isso. 

Portanto, considerando o comportamento atual dos preços pecuários, podemos dizer que se
continuar assim, certamente os investimentos deixarão de acontecer. Mas aí já terá sido tarde
demais praqueles que só então decidem encarar que o ciclo pecuário atingiu sua fase de baixa. Aí é
tarde demais pra virar o leme do navio.

A notícia boa é que apesar de aparentemente já estarmos inseridos na fase de baixa do ciclo pecuário desde o ano passado, o clima e a proximidade do preço da vaca com o do boi poderão encurtar a fase de baixa, pois esses fatores exacerbaram o movimento antes da hora. Outra boa notícia é que, como já comentamos aqui, ainda temos seca e chuvas, safra e entressafra. Então não é o fim do mundo, ainda teremos oportunidade de fazer bons negócios.

Bom, por último, gostaria de avisar os amigos de Minas Gerais que estarei em Ponte Nova 
na próxima quinta-feira para falar sobre o mercado de carnes. Espero encontrar mais alguns amigos que puderem comparecer. Abraços!
Fonte: Agrifatto

Controle sanitário é fundamental no confinamento




Controle sanitário é fundamental no confinamento

A produção de carne bovina a partir dos confinamentos tem crescido significativamente no Brasil, a expectativa é que este ano se atinja uma marca em torno de 4,5 milhões de bovinos engordados e terminados. Segundo balanço apresentado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) o Estado está em uma posição privilegiada em termos de crescimento de animais confinados. Já que em 2011 houve um aumento de 29% com relação a 2010, com o crescimento do rebanho confinado nos últimos 6 anos de 548%. Segundo este balanço, o número de animais criados sob engorda intensiva saiu de 117.879 cabeças em 2005 para 763.947 bovinos em 2011, os dados são do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea).

Desta forma os cuidados relativos ao controle sanitário e bem estar dos rebanhos são premissas de grande importância para os pecuaristas. O ritmo intensivo da operação confere ao confinamento um caráter de produção em escala industrial, onde nutrição e sanidade são fundamentais na garantia do sucesso do negócio. De acordo com o médico veterinário Marcos Malacco, a alimentação corresponde ao segundo item de maior importância nos custos do confinamento, só perdendo para os valores pagos na aquisição dos animais. Com relação às principais verminoses, em geral, os bovinos terminados sob confinamento são afetados por doenças subclínicas, que podem afetar a conversão alimentar, daí a necessidade de cuidados com a prevenção.

Na região Oeste de Mato Grosso e, principalmente, na Médio-Norte, grandes produtoras de grãos, houve uma maior participação de machos confinados de 91,0% e 94,2%, respectivamente. Na avaliação do superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, muitas vezes, em função da falta de pasto o pecuarista tem que buscar alternativas para engordar o gado, encontrando saídas no confinamento, suplementação alimentar e no semiconfinamento, considerado por ele uma das grandes alternativas de ganho para os pecuaristas. A Acrimat observa ainda que o confinamento avançou em 2011, apesar de a variação do preço da arroba do boi gordo, entre julho e novembro, ter sido de 7,2%, bem inferior à valorização de 37,2% registrada em igual período de 2010.

Estava previsto pelos especialistas que este ano os animais começariam a ser confinados no final do mês de abril em Mato Grosso, contudo o grande volume de chuvas retardou um pouco estas expectativas. O pecuarista Guilherme Nolasco, que tem propriedade em Chapada dos Guimarães, disse que normalmente nessa época do ano já havia confinado boa parte do seu rebanho. “O que se vê este ano é algo diferente, pois terminamos o mês de junho e ainda temos bons pastos em praticamente todas as regiões do Estado, ainda não vejo a necessidade de prender o meu gado”.

Qual impacto é mais relevante sobre os preços das Commodities? Produção ou Demanda?

Por: Alberto Pessina


Hoje pretendo fazer uma breve revisão de um trabalho muito interessante que tive a oportunidade de estudar. Este trabalho, apresentado pela equipe do FMI (Fundo Monetário Internacional), mostra o efeito dos movimentos dos preços das commodities sobre os países que são importantes exportadores destas.
Através deste estudo, o FMI mostra que os efeitos de choques de demanda são mais relevantes para o crescimento dos países exportadores, do que os choques de produção.
O primeiro ponto interessante, demonstrado na Figura 1, é a participação das exportações de commodities nas exportações totais do país. Nela podemos observar a importância das commodities para os países emergentes e, começarmos a nos perguntar: Qual seria a importância das oscilações dos preços das mesmas para o crescimento destes países?
Figura 1 – Participação das exportações de Commodities nas Exportações Totais. 
Alguns destes países têm mais de 50% das suas receitas de exportações provenientes das commodities. O Brasil possui entre 20 e 30% das suas receitas de exportações, relacionadas às commodities.
O segundo ponto interessante desse trabalho, é que os alimentos são muito menos voláteis que as commodities energéticas e metálicas. A Figura 2 nos mostra que a oscilação de preço destas últimas, é muito maior que a de alimentos e matérias primas.
Outro ponto, é que de 1980 a 2000, as commodities mundiais sofreram reduções de preços e, a partir de 2000, houve uma mudança nesta tendência, sendo muito mais relevante para as commodities energéticas e metálicas.
Figura 2 – Preços das commodities do mundo, 1970-2011
No último Gráfico, Figura 3, os autores focam em algumas commodities para representar os seus grupos: petróleo (energia), cobre (metais), café (alimentos) e algodão (matéria prima). A partir destas, eles demonstram os efeitos de choques de produção e de demanda, sobre o crescimento dos países que possuem suas matrizes de exportações focadas em cada uma destas commodities. Com isso, observa-se que os choques de demanda, provocaram efeitos maiores de crescimento para todas as commodities. Já os choques de produção apresentaram efeitos diferentes sobre as commodities estudadas.
Figura 3. Efeito dos choques nos mercados de commodities sobre o Produto Real dos países Exportadores.
O lado interessante deste trabalho e que vem de encontro com os que tenho defendido neste blog, é que no Brasil, damos muita ênfase ao lado da oferta (ciclos pecuários, oferta de confinamentos, etc..) e temos poucos trabalhos avaliando a demanda de carnes. Nos últimos anos (desde 2009), temos enfrentado crises mundiais, e mesmo com oferta reduzida em relação aos anos de 2002 a 2007, as reações de preços não foram tão significativas como nos anos de forte demanda global (2007, 2008 e 2010).
O Trabalho vem de encontro com algumas das minhas publicações neste blog e com o que temos apresentado em nossos seminários, vide os trabalhos abaixo:
A mudança no foco das análises, a melhor interpretação desse complexo sistema de oferta/demanda e a antecipação destes movimentos de mercado, permite aos elos das cadeias estruturem melhor suas estratégias de produção e de comercialização.
Aqui encerro este artigo e aproveito para convidá-los para o Seminário do Mercado do Boi Gordo em 2012 no Dia 17 de Julho. Nele iremos debater e revisar os principais fundamentos que estão afetando e irão afetar o Mercado do Boi Gordo em 2012 e poderemos abordar mais detalhes deste trabalho.
Vamos discutir questões como:
• Qual a importância do mercado interno no nosso consumo hoje e como a demanda está reagindo em relação a 2011?
• O que podemos esperar dos preços da entressafra 2012?
• Qual a importância da atividade global e da produção para os países exportadores de commodities?
FONTE: BEEFPOINT

Mês termina com margem melhor para a indústria



O mercado atacadista de carne bovina com osso terminou junho em queda.

O boi casado (48% de traseiro, 39% de dianteiro e 13% de ponta de agulha) de animais castrados ficou cotado, na última sexta-feira, dia 29/6, em R$5,89/kg em São Paulo. Foi o menor valor registrado naquele mês.


O preço é 2,1% menor comparado há um ano. Porém, em junho de 2012, esta peça foi vendida, em média, por R$6,01, enquanto em 2011, no mesmo período, ficou em R$5,95/kg.

Considerando a margem de venda da carne com osso (Equivalente Físico) e o preço de compra do boi gordo, em junho de 2012 foi verificado o melhor resultado. No último mês esta diferença ficou em -4,08%, enquanto em 2011 foi de -7,78%, ou seja, uma melhora de 3,7 pontos percentuais na margem do frigorífico.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Rio Grande do Sul é o único estado que o preço do boi gordo não recou no primeiro semestre


por Rafael Ribeiro de Lima Filho


Segundo levantamento da Scot Consultoria, o único estado que não sofreu queda nos preços pagos pelo boi gordo no primeiro semestre de 2012 foi o Rio Grande do Sul.

Houve alta de 6,3% na região oeste e 7,9% na região de Pelotas.

A valorização no final de junho, em relação ao início do mesmo mês, foi de 4,6% no preço pago pelo boi gordo nas duas praças.

Fatores climáticos, como a estiagem que atingiu o estado este ano e as geadas, prejudicaram a disponibilidade de alimento nas pastagens e colaboraram para que a os preços se mantivessem firmes durante o primeiro semestre de 2012.

Há também a exportação de gado em pé, que nas últimas semanas tem colaborado para o aumento dos preços.

Colaborou Renato Bittencourt.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

URUGUAY - El MGAP firmó un nuevo permiso para la exportación de ganado en pie


El Ministerio de Ganadería Agricultura y Pesca firmó una nueva autorización para la exportación de 10.800 cabezas de ganado con destino a Turquía. Así lo confirmó este jueves el  director de Sanidad Animal del MGAP, Federico Fernández, al programa Tiempo de Cambio de Radio Rural.
Según indicó Fernández, el permiso fue otorgado a la empresa Olkani. A partir de este jueves los animales entraron en cuarentena, y desde el MGAP se estima que en 15 días aproximadamente estaría saliendo el embarque.
Se trata del segundo envío hacia ese país en 2012. El primero se concretó la semana pasada, en el que salieron 7.488 reses, tras algunas dificultades sanitarias de otros países, como México, que complicaron el ingreso general de animales a Turquía.
Luego de la visita de autoridades sanitarias turcas a nuestro país se concretó la salida del primer embarque y por el momento los procesos se realizan con normalidad.
FONTE: BLASINA Y ASOCIADOS

domingo, 1 de julho de 2012

Recursos para pecuária estimulam investimentos



Recursos para pecuária estimulam investimentos
As taxas de juros das linhas de crédito para aquisição de matrizes e reprodutores bovinos e bubalinos do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 foram reduzidas de 6,75% para 5,5%. O valor da contratação por criador, contudo, foi mantido em R$ 750 mil. O limite de custeio foi ampliado de R$ 650 mil para R$ 800 mil por produtor.
“A pecuária finalmente foi atendida. As medidas anunciadas pelo governo federal devem ajudar o produtor a investir no rebanho”, afirmou Antenor Nogueira, presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).  Na segunda-feira, 25, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, Nogueira reforçou a necessidade de uma linha de crédito para aquisição de animais que permitisse o aumento da lotação em áreas de pastagens recuperadas.
O aumento de recursos para custear a produção pecuária permitirá, entre outras coisas, o aumento da aquisição de suplementação para o gado.  Além disso, o incremento de quase 8% no montante destinado aoPrograma Agricultura de Baixo Carbono (ABC), incluídos no PAP, estimula a recuperação do pasto degradado. “Com esses recursos podemos investir no confinamento do gado e contribuir para a mitigação dos gases de  CO2”, explicou Nogueira.
No ciclo 2012/2013, os recursos destinados ao Programa ABC atingiram R$ 3,4 bilhões. Além do acréscimo no volume de recursos, o produtor gastará menos na contratação do financiamento, por conta da redução na taxa de juros, de 5,5% para 5% ao ano.
As linhas de crédito irão financiar a recuperação de áreas e de pastagens degradadas, implantação e ampliação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, correção e adubação de solos, plantio e manutenção de florestas comerciais, adoção da agricultura orgânica, agricultura de precisão, recomposição de áreas de preservação permanente ou de reserva legal.
“O aumento dos recursos para a recuperação dos pastos ou para a Integração -Lavoura-Pecuária-Floresta aumenta a disponibilidade de alimento para o gado, o que acelera o processo de engorda e reduz a idade de abate dos animais”, explica Elvison Nunes Ramos, coordenador de manejo sustentável da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (Mapa).
“A liberação de recursos é positiva, mas o governo precisa capacitar agentes para atender o produtor rural”, avalia Luciano Vacari, superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).
Vacari, que participou do evento, lembrou que, apesar do aumento do montante de recursos, questões como a operacionalização dos recursos, estruturação das agências, treinamento dos funcionários e assistência técnica precisam vir juntos. Uma das reivindicações da Acrimat é que os recursos federais possam ser operacionalizados por outras instituições financeiras.
Preço mínimo do boi gordo
Uma demanda do setor que não atendida foi a criação de um preço mínimo para o boi gordo. De acordo com Rui Prado, presidente da  Federação da Agricultura e pecuária de Mato Grosso (Famato), a demanda visa aumentar a segurança do pecuarista nas negociações. “A Famato entende ser interessante a criação de uma política para proteção da pecuária de corte no momento da comercialização. E um dos mecanismos para isso seria a garantia do preço mínimo da arroba do boi gordo”, diz Prado.
Apesar de não ter sido incluída no PAP 2012/2013, Prado garante que a Famato continuará insistindo na ideia
FONTE: RURAL CENTRO

sábado, 30 de junho de 2012

Ministério da Agricultura estuda lançar Plano Nacional da Pecuária



Fernanda Fell
Foto: Fernanda Fell
Segmento pode ter regras específicas e medidas de estímulo à produção

Segundo secretário de Política Agrícola do órgão, medidas têm como objetivo atender demandas específicas do setor



O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, disse que a pasta estuda a criação de um Plano Nacional da Pecuária, para atender demandas específicas do setor.
– É preciso uma política independente da de grão, para atender demandas de sanidade, retenção de matrizes e até alimentação de menor custo – disse Rocha.
A proposta, que ainda não tem data para sair do papel, deve ajudar o ministério a solucionar os embargos à exportação da carne brasileira, com o não cumprimento das normas sanitárias de países específicos. Sobre as dificuldades da entrada da carne suína na Rússia, o ministro Mendes Ribeiro disse esperar para julho uma nova visita de comitiva daquele país para a liberação dos embarques da carne brasileira. Mendes destacou a reunião realizada com toda a cadeia de suínos para detalhar as exigências dos russos para a exportação, com a expectativa de que os produtores brasileiros se adaptem às exigências de sanidade do governo russo e o mercado seja reaberto.
Agência Estadofff

Mapa das Plantas Frigoríficas - MARFRIG

 Busca pelo estabelecimento MARFRIG 





 Plantas por Estado:
Goiás (4)
Mato Grosso do Sul (3)
Mato Grosso (2)
Paraná (1)
Rondônia (3)
Rio Grande do Sul (6)
São Paulo (1)
Total de Plantas: 20
Total de Estados: 7
 Sistema de Inspeção Federal (SIF)
 Plantas por Estado e Município
EstadoMunicípioEstabelecimentoSIF
GOGOIANIRAMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.2156
GOMINEIROSMARFRIG ALIMENTOS S/A3047
GOPIRENÓPOLISFRIGORIFICO MERCOSUL S/A - MARFRIG116
GORIO VERDEMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.3062
MSBATAGUASSUMARFRIG ALIMENTOS S/A4238
MSPARANAÍBAMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.2863
MSPORTO MURTINHOMARFRIG ALIMENTOS S/A1101
MTPARANATINGAMARFRIG ALIMENTOS S/A2500
MTTANGARÁ DA SERRAMARFRIG ALIMENTOS S/A1751
PRNOVA LONDRINAMARFRIG ALIMENTOS S/A4365
ROARIQUEMESMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.455
ROCHUPINGUAIAMARFRIG ALIMENTOS S/A3250
ROROLIM DE MOURAMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.4334
RSALEGRETEMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.2007
RSBAGÉMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.232
RSCAPÃO DO LEÃOMARFRIG ALIMENTOS S/A1651
RSCAPÃO DO LEÃOMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.1926
RSMATO LEITÃOMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.4101
RSSÃO GABRIELMARFRIG ALIMENTOS S/A847
SPPROMISSÃOMARFRIG ALIMENTOS S/A3712
 FONTE: ABIEC 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Principais indicadores do mercado do boi – 29-06-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,15% nessa quinta-feira (28) sendo cotado a R$ 92,82/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 93,91.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização de 0,08% e é cotado a R$ 714,60/cabeça nesta quinta-feira (28). A margem bruta na reposição foi de R$ 816,93 e teve desvalorização de 0,21%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na quinta-feira (28), o dólar foi cotado em R$ 2,09 com valorização de 0,67%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,81% sendo cotado a US$44,42. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 28/06/12
O contrato futuro do boi gordo para Jul/12 foi negociado a R$ 94,49 e sua variação teve alta de R$ 0,39.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permanece estável nos ultimos quatro dias e é cotado a R$ 89,01. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 3,81 e sua variação teve baixa de R$ 0,14% no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

FNP: Brasil deverá voltar à primeira posição no ranking dos maiores exportadores de carne bovina





O Brasil deverá voltar à primeira posição no ranking dos maiores exportadores de carne bovina no mundo este ano, graças ao câmbio que melhora a competitividade do país e às restrições enfrentadas por seus concorrentes para ampliar a oferta, disse o diretor-técnico da Informa Economics FNP.
Pela estimativa da consultoria, o Brasil poderá chegar à primeira posição com um embarque de 1,465 milhão de toneladas equivalente carcaça, à frente da Austrália (1,38 milhão de toneladas) e dos Estados Unidos (1,25 milhão de toneladas). No ano passado, o Brasil ficou em segundo lugar, com 1,322 milhão de toneladas embarcados, atrás da Austrália (1,35 milhão de toneladas), mas ainda um pouco à frente dos Estados Unidos (1,24 milhão de toneladas).
O levantamento leva em conta os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Ferraz observa ainda que os principais concorrentes terão dificuldades para ampliar a oferta nesta ano. Os Estados Unidos devem ter baixa disponibilidade, depois do grande abate de animais que reduziu o rebanho ao menor nível em mais de 50 anos, e da manutenção do consumo no país. Já a Austrália, diz ele, teria custos elevados se optasse por expandir sua produção por causa de uma seca endêmica que afeta o país, o que a faria perder competitividade no mercado externo.
O cenário interno também apresenta uma expectativa positiva, com o consumo aumentando mesmo diante da desaceleração econômica do Brasil vista neste primeiro semestre, por causa de uma mudança estrutural neste mercado. A Informa aponta um crescimento de 2,3 por cento no consumo de carnes no Brasil em 2012, para 97,5 kg por pessoa no ano, sendo puxada pela carne de frango (mais 4 %), por de bovino (mais 3 %). A demanda interna por carne suína é prevista com alta de 2 %
O diretor-técnico da Informa ressalta que não se trata de movimento pontual, mas é fruto de mudanças de hábitos de consumo, culturais, de incremento da renda, da demografia, entre outros. Segundo ele, estas mudanças geram um dilema para a cadeia produtiva, que tradicionalmente já vive impasse entre pecuaristas e a indústria frigorífica, que brigam para conseguirem os melhores valores para os seus negócios.
Este cenário, diz ele, torna necessária uma aproximação destes elos da cadeia. “O que antes parecia uma utopia, agora virou necessidade: integrar a cadeia”, avaliou. Grandes frigoríficos, JBS, Minerva e Marfrig, começaram a criar divisões de relacionamento com pecuaristas, com intuito de estreitar os vínculos com seus fornecedores.
Sobre a perspectiva da indústria frigorífica de início de um ciclo de baixa no boi gordo, por conta da maior disponibilidade para abates, Ferraz levanta dúvidas sobre a extensão deste recuo. ”Temos visto muitos pecuaristas saindo ou transferindo expressivas parcelas (de suas propriedades) para a agricultura”. Ele pondera que a rentabilidade do setor está boa, com a arroba acima de 90 reais base São Paulo, valor acima da média histórica em torno de 75 reais para o período.
Neste cenário, a tendência era de que o pecuarista elevasse o investimento, mas a opção pela agricultura – por sua rentabilidade ainda maior – pode levar a alguma liquidação do rebanho e interferir no volume de animais para abate e nos preços.
Fonte: Reuters, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Cade fará estudo sobre frigoríficos


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fará um estudo detalhado sobre o setor de frigorífico, que registra volume considerável de fusões e aquisições nos últimos anos. Após reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária, o presidente do Cade, Vinícius Carvalho, disse que o segmento de abate de carnes terá um acompanhamento especial. "Nós também já tínhamos essa preocupação. Sempre que determinado setor apresenta muitas operações de concentração, o Cade fica alerta."

A produção de carne bovina brasileira cresceu 571% nos últimos 50 anos


Tecnologia é saída para equilíbrio de receita do produtor
A produção de carne bovina brasileira cresceu 571% nos últimos 50 anos
Esse aumento não foi proporcional ao retorno financeiro do produtor, já que a rentabilidade caiu 55% da década de 70 para o ano 2000, reduzindo de R$ 795,47 para R$ 353,50 por hectare/ano. Para equilibrar a receita, o produtor teve de dobrar a produtividade na pecuária. A informação é do engenheiro agrônomo e diretor-presidente da Scot Consultoria, Alcides Torres, apresentada na última sexta-feira, 22 de junho, durante o Panorama AgroMS, realizado na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul - FAMASUL.
De acordo com Torres, o aumento do confinamento reflete a expansão do uso de tecnologias para gerar mais receita na pecuarista. "O confinamento cresceu 15% no Brasil em 2012. Hoje, são 3,3 milhões de cabeças em todo o país. Isso prova que produtor tem buscado estratégias para melhorar sua atividade", complementa.
O Panorama AgroMS abordou ainda as medidas emergenciais que o produtor rural precisa adotar para se adequar ao novo Código Florestal. A advogada e consultora jurídica para Assuntos Ambientais da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, Samanta Pineda, explica que a primeira medida é fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR). "Após o governo disponibilizar os mecanismos para elaboração do CAR, o produtor terá um ano para fazer o cadastro. Depois disso, o governo ainda terá mais um ano para, de posse dos cadastros, preparar um Programa de Regularização Ambiental que irá nortear a fiscalização em cada Estado", explica a advogada. O CAR substitui a averbação em cartório que estava sendo exigida aos produtores.
"É preciso fazer um diagnóstico, através de um memorial descritivo, que vai apontar todas as atividades na propriedade. Com isso, o produtor vai ter uma noção do que precisa recuperar", diz Ademar Silva Junior, presidente do Conselho Administrativo do SENAR/MS. Para auxiliar os produtores rurais de Mato Grosso do Sul quanto à nova legislação ambiental, a FAMASUL e o SENAR/MS vão promover um ciclo de palestras no interior. "A informação precisa chegar na ponta para que o produtor rural saia dessa situação de insegurança jurídica e possa produzir com sustentabilidade", finaliza Ademar.
CANAL DO PRODUTOR

Pressão de baixa predomina no mercado do boi gordo



Adriana Franciosi
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Pressão de baixa segue predominando no mercado do boi gordo

Em São Paulo preços não mudaram em 29 dias



A pressão de baixa segue forte no mercado do boi gordo. Segundo a Scot Consultoria, não há força para valorização, mas também as tentativas de compra abaixo da referência não se estabelecem. Os negócios travam nos valores menores. Em São Paulo, em 29 dias de mercado, os preços não mudaram. A referência segue em R$93,00 por arroba, à vista. Apesar disso, existem compradores ofertando até R$ 90,00 por arroba, à vista, porém, sem relatos de compra.

Ao mesmo tempo, outros frigoríficos que vinham tentando comprar em R$1,00 e R$2,00 por arroba abaixo da referência, voltaram a negociar em R$ 93,00 por arroba, à vista, ou até mesmo valores maiores.

A especulação está grande e ocorre em todo o país. A situação é heterogênea também para as escalas de abate. Enquanto existem indústrias com escalas prontas para duas semanas, outras precisam comprar para completar três dias de abate. A oferta de boiadas diminuiu. Mesmo com a queda nos preços da carne, a arroba ficou estável na maioria das praças.

Criação de búfalos deve voltar a crescer no Rio Grande do Sul, prevê entidade


Jean Pimentel
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
Criação de búfalos deve voltar a crescer no RS

Segundo a Cooperbúfalo, produtores têm apresentado cada vez menos fêmeas jovens para o abate



Eles surgiram como alternativa promissora na pecuária pela resistência, rusticidade e características de sua carne. Amainada a onda da criação de búfalos no Rio Grande do Sul, os animais ainda oferecem as mesmas vantagens aos criadores agora mais organizados e se preparando para crescer.

Resistentes, dóceis e adaptáveis a quase todos os tipos de clima, os bubalinos encontraram um lar mais do que adequado no Estado. Ao perceberem que engordavam precocemente mesmo com pastagens de baixa qualidade, os pecuaristas fizeram da criação de búfalos uma moda. No início dos anos 2000, o animal preto de origem asiática era desejado por muitos. A moda passou, o rebanho recuou cerca de 10% na última década e hoje está pronto para voltar a crescer. O rebanho gaúcho é estimado entre 65 mil e 80 mil animais. No Brasil, são cerca de 2,5 milhões de exemplares.

A previsão de crescimento vem da Cooperbúfalo, uma das entidades responsáveis pela organização do setor, que tornou o Estado um modelo de beneficiamento e comercialização copiado em toda a América Latina. Segundo o presidente, Júlio Ketzer, os produtores têm apresentado cada vez menos fêmeas jovens para o abate, o que denota o desejo de expandir a criação. Com 58 cooperados, a Cooperbúfalo trabalha em sistema de terceirização no abate e na produção de laticínios. Dessa forma, garante a compra da produção no campo e organiza a distribuição e comercialização dos derivados.

– Não podemos reclamar da disposição do consumidor com os produtos bubalinos. Se houvesse mais carne e mais queijo, venderíamos mais – ressalta Ketzer.

Com a pecuária como herança de família, o servidor público Celestino Goulart Filho deixou de lado a criação bovina e apostou todas as fichas nos búfalos. A propriedade no interior de Caçapava do Sul serviu, durante seis décadas, à criação de gado bovino. Os constantes prejuízos, no entanto, fizeram Goulart quase desistir da atividade que identificou duas gerações de seus antepassados. Um presente do ex-governador Sinval Guazzelli à família, porém, mudou o rumo dessa história. O pequeno rebanho bubalino recebido foi colocado no fundo do campo. Ao observar a evolução dos animais, o interesse de Goulart Filho cresceu.

– Percebi que tinham menos doenças e ofereciam um manejo bem mais simples que os bovinos. Depois, observei as taxas de mortalidade e natalidade e vi que os búfalos eram a saída para a propriedade – revela.
A partir da minuciosa observação e da coleta completa de dados, tomou a decisão de abandonar a criação de bovinos. Em 1998, substituiu as 700 reses por búfalos. Hoje, a propriedade tem pouco mais de 500 animais.

Além de vender carne por meio da Cooperbúfalo, Goulart Filho montou uma parceria com o produtor Sandro Ferreira e o empresário Nelson de Oliveira para vender carne bubalina com a marca Búfalo do Pampa em um supermercado local.

VANTAGENS
Além da carne magra e um leite com teor de gordura mais concentrado – o que favorece a produção de laticínios –, o manejo relativamente simples dos búfalos tem atraído cada vez mais produtores. Resistente a doenças e manso, o animal também costuma dar menos trabalho e geram menos despesas.

– Estimamos que nos últimos dois anos o rebanho cresceu 7%. Os pecuaristas estão percebendo as vantagens da criação que, combinadas com o bom mercado, tornam o negócio bastante atraente – diz o presidente da Associação Sulina dos Criadores de Búfalos, Sérgio Fernandes.
FONTE: ZERO HORA

Ministério vai propor regulamentação de transporte animal

Grupo de trabalho que discute o tema ainda vai desenvolver material para qualificar envolvidos nesta etapa da produção


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na terça, 26 de junho, aPortaria nº 575, que cria grupo de trabalho (GT) para propor a regulamentação de transporte de animais de produção por meio rodoviário. Outra finalidade é desenvolver material técnico para qualificar os atores desta etapa da cadeia produtiva. O trabalho está dentro das ações da Comissão Técnica Permanente de Bem-estar Animal do Mapa.

Os membros do GT podem convidar especialistas para auxiliar no trabalho, que tem previsão para durar dois anos. “O transporte inadequado pode causar morte, provocar hematomas, traumatismos e perda de peso que comprometem o rendimento e a qualidade da carne e do couro. É de fundamental importância que todos os envolvidos nesta etapa estejam capacitados a partir de normas claras”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Erikson Chandoha.

O grupo é formado por representantes do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (DEPROS) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), que coordena o trabalho; dos departamentos de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) e de Saúde Animal (DSA) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA); Universidade Estadual Paulista; Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) do Ministério das Cidades; Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA); e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


Carne fica quase 120% mais cara em sete anos


Em sete anos o preço do quilo da carne bovina ao consumidor subiu 119% nos supermercados e açougues, enquanto a arroba do boi aumentou 68%. O ano passado, por conta do embargo da Rússia, as exportações caíram cerca de 14% fazendo com que mais carne ficasse no mercado interno. Todavia, o consumidor segue pagando caro pelo quilo. Apesar da possibilidade de redução do rebanho bovino em 2012, a Acrimat descarta que a oferta futura de carne venha a cair, visto os índices de produtividade estar crescente. Segundo a Associação dos Supermercados de Mato Grosso (Asmat), o produto chega mais caro à população devido a vários fatores. O setor supermercadista revela que custo operacional no açougue poe representar 28% do custo total do estabelecimento. “O problema do preço da carne ao consumidor está no varejo, pois nestes mesmos sete anos, em que a arroba aumentou 68%, a margem de lucro dos frigoríficos ampliou 70% e o preço à população 119%. Em 2011 abatemos 12,4% a mais de bovinos ante 2010 e as exportações caíram cerca de 14%. Não tem o porque de pagarmos caro no supermercado e no açougue”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari.

O quilo da carne bovina custa em média R$ 12,79 ao consumidor. A costela bovina é encontrada em média a R$ 8,08 o quilo e o filé mignon R$ 26,52. Ontem, a arroba do boi gordo estava avaliada em média de R$ 83,92 para Mato Grosso.

O presidente da Asmat, Kássio Catena, esclarece que para se chegar ao preço das gôndolas existem vários fatores que o formam. “A arroba é apenas mais um complemento. Estão embutidos o frete, energia, combustível, salário dos trabalhadores.

O custo operacional do açougue, hoje, varia de 25% a 28%, além dos impostos, do gasto total do supermercado e a rentabilidade que traz é de aproximadamente 10%. O salário, por exemplo, há sete anos não chegava nos R$ 300 e hoje está perto dos R$ 700. O ICMS da energia é 45% no Estado. Tudo isso influencia para o preço final”.
Fonte: Folha do Estado

JBS busca soluções para seguir na Argentina


Com faturamento mensal de US$ 40 milhões na Argentina, a JBS afirma estar conseguindo absorver as perdas com o fechamento das unidades

A JBS está em compasso de espera para decidir o futuro de suas operações na Argentina. A companhia, que fechou quatro plantas de abate no país em dois anos, enxugou custos e mudou o foco principal de seu negócio na tentativa de viabilizar a continuidade das suas atividades.
Com faturamento mensal de US$ 40 milhões na Argentina, a JBS afirma estar conseguindo absorver até o momento as perdas com o fechamento das unidades. No total, as quatro plantas de abate de animais demandam US$ 160 mil por mês em manutenção. “Não é nosso objetivo sair da Argentina nem perder dinheiro. Estamos enxugando para manter o suficiente para cobrir os custos”, afirmou o presidente da JBS no Mercosul, José Augusto de Carvalho Jr.
Para tanto, a JBS também desativou parcialmente um quinto frigorífico em Pontevedra, próximo a Buenos Aires, destinando parte da planta ao segmento de graxaria – produção de sebo e ração a partir de carcaças e restos de animais. Também alugou 75% do espaço do centro de distribuição que mantém no país.
De acordo com o executivo, o destino da empresa dependerá das ações futuras do governo. Carvalho Jr. disse que a expectativa é que “a Argentina vire a página”, acrescentando que a popularidade da presidente Cristina Kirchner está em queda, o que pode reverter as medidas protecionistas adotadas por seu governo.
Os problemas da JBS no país vizinho começaram com a elevação dos impostos de exportação. A iniciativa, que abrangeu outras commodities e irritou produtores e a indústria, foi uma tentativa da presidente manter as matérias-primas no país o e segurar os preços no mercado doméstico.
Segundo Artemio Listoni, presidente da JBS Argentina, desde então o abate de animais recuou de 5 mil cabeças por dia para 1,2 mil cabeças diárias, na única fábrica em operação, em Rosário. Conforme o executivo, que foi enviado ao país em 2010 para dar início ao processo de fechamento das plantas e desligamento de funcionários, o que está em jogo é a política tributária e não a diminuição do rebanho bovino.

Fonte: BeefPoint

Dilma quer criar agência para reativar extensão rural


"Este talvez seja um dos maiores desafios do meu governo, democratizar o conhecimento com o repasse da tecnologia aos produtores, por meio dos extensionistas", disse a presidente


Por Janete Lima, da Agência Safras

A
 presidente da República, Dilma Roussef, anunciou a criação de uma agência reguladora para "ressucitar" a extensão rural no país, hoje (28) no lançamento do plano safra 2012/13, no Palácio do Planalto.

"Este talvez seja um dos maiores desafios do meu governo, democratizar o conhecimento com o repasse da tecnologia aos produtores, por meio dos extensionistas", disse Dilma.

Segundo ela, o objetivo é suprir a fragilidade do país na área e disseminar boas práticas agrícolas. Ao discursar no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, Dilma disse também que o governo trabalha em um Plano Nacional de Armazenagem.

“Temos uma certa fragilidade na área de assistência técnica e extensão rural. O governo está construindo uma política para essas áreas e estamos pensando na criação de uma agência capaz de providenciar e de disseminar as melhores práticas a partir de protocolos e pacotes tecnológicos, criando e especializando um grupo de agentes públicos que terá ligação com os órgãos de extensão estaduais e cooperativas. Esse talvez seja um dos maiores desafios do meu governo”, disse ela na cerimônia.

Ao falar sobre a criação da agência, após a solenidade, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, lembrou que o país dispõe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para fazer estudos na área. Segundo ele, o ramo da assistência técnica também precisa de um órgão específico. A ideia é que as duas agências trabalhem de forma articulada.

A extensão rural foi desativada - pelo ex-presidente Fernando Collor - com a extinção da Embrater no início dos anos 1990. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Mendes Ribeiro, o desenho da agência está pronto, mas o funcionamento ainda deve demorar.

FONTE: SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA

Gado crioulo lageano ganha espaço no mercado nacional



Gado crioulo lageano ganha espaço no mercado nacional
Correio Lageano
Por Eduarda Demeneck
Pelagem curta e couro grosso o tornam mais resistente a carrapatos, bernes e moscas
Presentes em campos de todo o Brasil, o gado crioulo lageano esteve ameaçado de extinção, mas nos últimos nove anos veem ressurgindo com força graças ao trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Criadores da Raça Crioula Lageana.

O gado, que têm grandes chifres, parece bravo, mas basta chegar perto para perceber que apesar do porte avantajado, são animais dóceis. Os chamados crioulos lageanos são frutos do cruzamento de rebanhos trazidos por portugueses e espanhóis. A raça já esteve ameaçada de extinção, mas com o trabalho da Associação Brasileira de Criadores os animais vêm ganhando cada vez mais o mercado bovino.

O rebanho hoje é estimado em três mil cabeças, espalhadas por estados como Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Pará. 80% do rebanho se encontra no planalto catarinense.

São várias partes do Brasil com climas diferentes, o que mostra que o gado, criado com temperaturas baixas, está se adaptando bem em climas tropicais. De pelagem curta e couro grosso, condições que o tornam mais resistente a carrapatos, bernes e moscas, o gado crioulo lageano perde pouco peso no inverno. Apesar de suas principais características não serem leiteiras, as vacas produzem em média oito litros de leite por dia. Além disso, estudos mostram que a carne da raça é ideal para o consumo.

O manejo do animal é o mesmo que o de outras raças, ele se alimenta basicamente de pasto. Edson Martins, Secretário Executivo da Associação Brasileira de Criadores da Raça Crioula Lageana, afirma que a raça tem características predominantes.

Boa parte dos produtores está investindo em genética e conservando sêmens em vitro, para perpetuação das espécies. De acordo com a Associação, por monta natural, realizada no verão, um único touro consegue reproduzir com até 40 fêmeas. Por inseminação artificial, este número multiplica-se várias vezes, dando mais retorno ao criador. É o caso de Jairo Duarte, que largou a vida de cidade grande em Joinville e há dois anos está morando em Painel, onde cria a raça crioula lageana.

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FONTE: Tardáguila Agromercados