sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Emplacamento de veículos agrícolas é adiado por 1 ano

Emplacamento de veículos agrícolas é adiado por 1 ano
Foi adiado por um ano a entrada em vigor da normativa que prevê o emplacamento de veículos agrícolas no Brasil. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (11.12) pelo Ministério das Cidades, ao qual é subordinado o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

A informação foi divulgada pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), que esteve reunido com o ministro das Cidades Gilberto Occhi. “Eu vinha alertando o ministro que o movimento dos agricultores seria negativo. Já temos tantos problemas no setor primário. Ter que pagar para cruzar uma estrada não tem cabimento”, lamentou o parlamentar.

“O ministro nos chamou e negociamos. Convidei alguns parlamentares para me acompanharem. Lá tivemos a notícia de ele está encaminhando formalmente para o Contran a prorrogação por um ano dessa medida. Nesse período vamos negociar para que não tenha risco de voltar”, comentou Goergen.


Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Escassez de boi pressiona margens dos frigoríficos

Companhias do setor terão de se ancorar na demanda externa. Vendas no mercado internacional tendem a se manter aquecidas
Demanda externa será puxada por China e Oriente Médio (Foto: reprodução)
Pressionados pela cotação elevada do boi gordo em um contexto de estagnação do consumo interno, os frigoríficos brasileiros de carne bovina não devem ter vida fácil em 2015, e analistas já consideram a possibilidade de que haja fechamento de unidades como forma de reduzir a capacidade instalada.
Diante das perspectivas de margens mais baixas, as companhias do setor terão de se ancorar na demanda externa, que tende a se manter aquecida no próximo ano, puxada por China e Oriente Médio, e apesar da crise geopolítica e econômica que fez a demanda russa despencar.
Para a analista do Bradesco BBI, Gabriel Lima, 2015 será “desafiador” para as empresas que produzem carne bovina no Brasil devido ao preço do boi gordo, que responde por cerca de 80% do custo de produção do segmento. “Os frigoríficos vão enfrentar um período desafiador por conta das dificuldades para repassar o aumento desse custo no mercado interno”, afirma o analista. Ele destaca a expectativa de que a economia brasileira tenha mais um ano de baixo crescimento, o que traz impactos ao consumo doméstico.
Conforme o analista do Bradesco, esse cenário mais difícil para os frigoríficos de carne bovina já foi visto, ao menos em parte, no segundo semestre deste ano. Do lado da matéria-prima, houve forte aumento dos preços do boi gordo – de julho até o fim de novembro, a cotação no Estado de São Paulo subiu 20,16%, para R$ 145,01 por arroba, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa.
Como essa alta não foi totalmente repassada aos preços da carne vendida no atacado – no acumulado de julho até novembro, a alta foi de 17% na Grande São Paulo -, as margens dos frigoríficos do país foram pressionadas. De acordo com o analista, a diferença (spread) entre o preço da carne bovina e o do boi gordo é a menor em três anos para os frigoríficos.
No balanço do terceiro trimestre de 2014, isso ficou claro para JBS e Minerva. No primeiro caso, a margem Ebitda da divisão JBS Mercosu (São Paulo/SP) (que reúne os negócios de bovinos na América do Sul) caiu de 11,6% no terceiro trimestre de 2013 para 8,6% no mesmo período de 2014. Em igual comparação, a margem da Minerva caiu de 10,9% para 9,8%. A Marfrig (São Paulo/SP) conseguiu elevar a margem – de 9% para 10,2% -, mas às custas de um programa de redução de despesas, fechamento de unidades e beneficiada pelo bom desempenho das operações no Uruguai.
Concentrado no Rio Grande do Sul no caso da Marfrig, o fechamento de unidades pode ser uma das saídas da indústria para “racionalizar” a capacidade instalada e desfazer parte da expansão deflagrada em 2012 por meio de arrendamentos e reaberturas de plantas, avalia o operador da Mesa de Futuros do BESI Brasil, Leandro Bovo.
“Com plantas menos eficientes sendo deixadas de lado, serão menos frigoríficos brigando pelos animais disponíveis”, diz ele. Mas caminhar para uma redução de capacidade mais significativa não é uma decisão fácil. “Qual indústria vai dar o primeiro passo?”, indaga. O fato é que o primeiro a fechar unidades acabaria ‘ajudando’ o concorrente.
Enquanto não há uma decisão nesse sentido, a única notícia favorável vem do exterior, apesar das dificuldades na Rússia, segundo maior importador da carne do Brasil. “Para os frigoríficos que exportam, vemos um alívio porque a escassez da oferta global de carne bovina é grande”, diz o sócio da MB Agro (São Paulo/SP) José Carlos Hausknecht, citando a menor oferta de animais para abate nos EUA e na Austrália, competidores do Brasil na exportação de carne bovina.
Além disso, a demanda chinesa deve seguir avançando, o que pode diluir até mesmo os efeitos adversos da crise na Rússia, que já fez com que as exportações dos frigoríficos brasileiros em novembro caíssem 60% ante outubro. “Mesmo com a situação da Rússia, o mercado chinês é muito promissor e está só começando”, avalia Lygia Pimentel, da consultoria Agrifatto.
Ela salienta, ainda, que a valorização do dólar ante o real também beneficia os exportadores brasileiros. Na prática, reforça a consultora, os frigoríficos que exportam contam com uma espécie de proteção contra dificuldades do mercado doméstico e a alta do boi gordo, que tende a subir mais de 8% em 2015, estima ela.
Nesse cenário, a analista acredita que a Minerva Foods (Barretos/SP) está melhor posicionada que seus pares no Brasil, já que obtém 65% de sua receita nas exportações. No caso da JBS – considerando-se apenas a operação de carne bovina no Brasil -, a relevância do mercado interno é maior, o que pode colocar ainda mais pressão sobre as margens da JBS Mercosul.
Fonte: Valor Econômico (Por Luiz Henrique Mendes), adaptado pela equipe feed&food.

ANZ alerta para impacto no comércio de carne com risco Rússia

Estima-se que150 mil toneladas de carne congelada do Brasil e do Paraguai terão que ser escoadas para outros mercados


boi_carne_churrasco (Foto: Roberto Seba/Ed. Globo)
A recessão russa deve ter um grande impacto no comércio global de carne bovina em 2015, de acordo com o banco ANZ. A Rússia é o maior importador de carne bovina do mundo. Na semana passada, o ministro da Economia do país, Alexei Ulyukayev, alertou que a Rússia deve entrar em recessão no ano que vem e que o rublo deve permanecer fraco em virtude da queda dos preços do petróleo e das sanções de países ocidentais. O economista sênior do ANZ, Paul Deanne, prevê que as importações russas de carne bovina em 2015 devem cair ao menor nível em 15 anos. 
Assim, cerca de 150 mil toneladas de carne congelada do Brasil e do Paraguai, previamente destinadas à Rússia, terão que ser escoadas para outros mercados. Além disso, de acordo com previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Brasil e Paraguai devem aumentar as exportações de carne bovina em 2015 em 220 mil toneladas, um cenário que deve reduzir os preços do produto. Segundo Deanne, dois mercados importantes para o Brasil, possivelmente capazes de absorver maiores volumes de carne, são China e Oriente Médio, que apresentaram rápida expansão da demanda pelo produto da Austrália nos últimos anos.
fonte: Globo Rural

sábado, 6 de dezembro de 2014

Valorização no final do ano só perde para a de 2013


Alta nos preços dos cortes. Em uma semana, a valorização foi de 0,6%.

Apesar do cenário macroeconômico ruim, desde o final do outubro, a cotação média da carne sem osso acumulou alta de 7,6% no atacado. 

Em sete anos, a evolução do período só perde para a registrada em 2013. Mesmo em 2008, quando a economia nacional crescia a taxas superiores a 5,0%, os preços dos cortes no último bimestre subiram 4,5%.

Sem contar que os cortes de traseiro, de maior valor agregado, subiram 14,8%, frente a 11,9% para as carnes de dianteiro em doze meses, comportamento típico de momentos em que a população está mais capitalizada.

Ou seja, os frigoríficos têm conseguido impor preços maiores aos cortes.

Porém, a margem não evolui. As indústrias que fazem a desossa têm obtido receita média 15,5% superior ao valor pago pela arroba do boi gordo, queda de dez pontos percentuais em um ano.

Com a pouca oferta de gado, que levou à valorização significativa da arroba, não há outra alternativa para a indústria a não ser reduzir suas margens, condição que se tornou básica para operar em 2014.

A alta da matéria prima tem sido repassada até o ponto em que o varejista, e depois o consumidor, conseguem absorver.



Varejo

Preços sobem e margem melhora

Valorização de 1,8% nos preços dos cortes em São Paulo.

O início do mês e o incremento de renda que o final de ano gera animam os varejistas, que, em uma semana, chegaram a impor alta de até 7,0% para cortes como a alcatra.

A margem dos açougues e supermercados voltou a subir, depois das quedas sucessivas desde o final de outubro.

Atualmente está em 53,8% e, ainda assim, está cinco pontos percentuais abaixo do valor registrado no mesmo período de 2013.
As cotações subiram 11,0% em um ano. No atacado a valorização foi de 15,9%.

A alta mais expressiva ocorreu no Rio de Janeiro, de 2,0%. No Paraná, valorização média foi de 0,5% e em Minas Gerais de 0,2%.



fonte: Scot Consultoria

Mapa publica IN que regula Certificação Zootécnica

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), publicou na quinta-feira (4/11), a Instrução Normativa Nº 1, no Diário Oficial da União (DOU).

A normativa estabelece a metodologia de avaliação dos processos de certificação zootécnica para importação de bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e seus materiais de multiplicação.

Segundo Romero Teixeira, do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (DEPROS/SDC/Mapa), a norma representa um avanço, possibilitando a rápida atualização dos índices de desempenho a serem utilizados como referência para avaliação de importação de Material de Multiplicação Animal (MMA) de ruminantes, "deixando o Brasil na vanguarda da seleção de material genético a ser incorporado aos rebanhos nacionais através da importação", afirma.

A partir da publicação da norma, todo material genético ou importado, seja ele animal vivo ou seus materiais multiplicação deverá comprovar, por meio de tipagem de DNA a qualificação de parentesco com seus genitores e também demonstrar o seu mérito genético para obter a certificação zootécnica e ser autorizado a ingressar no Brasil.

Para o secretário Caio Rocha, da SDC, "esta instrução normativa dará aos produtores maior garantia na aquisição de material genético, qualificando seu rebanho", afirma.

Fonte: MAPA

CNA cria aplicativo para gestão de risco no agronegócio


A partir de janeiro de 2015, produtores rurais poderão usar seus celulares para comunicar à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) casos de invasões de propriedade, eventos climáticos, problemas de infraestrutura e assuntos relacionados à defesa agropecuária.
As informações inseridas no Aplicativo CNA BRASIL vão fortalecer o Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo, do Instituto CNA.
O aplicativo CNA Brasil foi apresentado oficialmente nesta terça-feira (02/12), em Brasília, pelo presidente do Instituto CNA, Roberto Brant. O aplicativo está disponível para iOS e Android.
CNA app
Também estarão disponíveis no aplicativo outros serviços como notícias e alertas do Canal do Produtor, endereços e telefones das Federações e Sindicatos Rurais.
O produtor rural terá também acesso a indicadores econômicos e ainda ao site do Agrosustenta, que oferece modelos de projetos sustentáveis para as propriedades rurais (www.agrosustenta.com.br).
Fonte: CNA

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Leilão Certificado nº 5 fecha o ano com 64% dos lotes comercializados



O primeiro ciclo de Leilões Certificados Lance Rural se encerrou na tarde de quarta-feira, dia 03 de dezembro. Após cinco leilões ao longo de sete meses, o projeto despede-se de 2014 com uma oferta 776 animais e a participação de três leiloeiras gaúchas: Coxilha Remates, Lund Negócios e Fleck Negócios Rurais, que integrou o time Lance Rural pela primeira vez.
Foram 22 lotes ofertados – entre terneiros, novilhos, vacas prenhes e com cria ao pé. A Coxilha Remates, responsável por oito lotes ofertados, trouxe animais de Santana do Livramento, Quaraí, Uruguaiana e Caçapava do Sul. A Lund Negócios apresentou nove lotes, sendo eles de Canguçu, Rio Grande, Arambaré e Herval.  Com cinco lotes em oferta, a Fleck Negócios Rurais trouxe animais de Santa Margarida do Sul e São Gabriel.
O último remate de 2014 do Lance Rural teve um faturamento de R$ 717,161 mil e liquidez total nas vendas de animais jovens e fêmeas. Dos 776 bovinos ofertados, 452 animais foram vendidos, representando um percentual de 64% dos lotes e 58% de animais vendidos. Abaixo, o balanço completo, por categoria, do Leilão Certificado Nº 5:


Confira a tabela completa de resultados, por categoria de animais



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onte: LANCE RURAL

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ABEBB- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE BOVINOS E BUBALINOS

 
É com muita honra que recebo o convite de fazer parte da ABEBB- Associação Brasileira de Exportadores de Bovinos e Bubalinos para o cargo de Diretor de Intercâmbio.
 
                                             OBJETIVOS DA ABEBB

a) Reunir todos os que se dedicam a atividade de exportação de bovinos e bubalinos no 

território brasileiro.

b) Articular os elementos da classe na defesa de seus direitos e interesses.

c) Sustentar e defender perante os poderes públicos constituídos, sindicatos, associações, 

federações, imprensa e opinião pública além de entidades públicas e privadas, as posições da 

classe em relação aos problemas e anseios que a envolvem.

d) Estimular a economia exportadora mediante o desenvolvimento de gestões frente aos 

produtores e autoridades públicas, fornecendo estudos e subsídios referentes aos problemas 

da classe.

e) Representar a classe exportadora de bovinos e bubalinos do Brasil onde se fizer mister.

f) Acompanhar a política econômica e social, visando resguardar os interesses da exportação.

g) Promover cursos, estudos, seminários, debates, palestras e outros eventos afins para prover 

a classe de maiores ensinamentos e atualização.

h) Efetuar estudos jurídicos, sociais, econômicos, políticos e estatísticos de interesse da 

classe.

i) Promover entendimentos e trocas de informações com os governos federais, estaduais e 

municipais, para manter intercâmbio técnico, econômico e social com associações congêneres.

j) Desenvolver programas de garantia para bovinos e bubalinos exportados visando o bem-

estar animal durante o transporte marítimo e terrestre, garantindo a qualidade, ofertado ao 

mercado internacional.

k) Atuar na defesa de todo e qualquer direito difuso, coletivo ou individual homogêneo 

relacionado com as atividades dos membros associados.

fonte: ABEBB

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Swift Black - A carne no ponto da perfeição

Preço do churrasco avança próximo das festas

Frigoríficos e varejo alegam menor oferta de carne e maior procura por produto para elevação que chega a 10%
Patrícia Comunello
O churrasco já está mais caro e ainda falta quase um mês para as festas de final de ano. Depois de um curto período de estabilidade, os preços da carne vermelha voltaram a subir na semana passada, mostrou a pesquisa semanal do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), ligado à Ufrgs. O Nespro identificou até 6,5% de aumento na carcaça vendida por frigoríficos ao varejo em uma semana, maior alta registrada em unidades de abate na Região Metropolitana. Desde 22 de outubro, a correção acumulada ultrapassa 10%. 
As regiões Centro (uma das zonas com maior rebanho) e Sudeste (onde a lavoura de soja toma espaço da pecuária) do Estado apresentaram elevações de 3,4% e 3,2%, respectivamente, em apenas sete dias. O núcleo também monitora o comportamento de preços em supermercados e açougues, com atualizações quinzenais. Esta semana, quando ocorrerão as coletas de dados em estabelecimentos em Porto Alegre, será possível medir o impacto da conta repassada pela indústria ao varejo. 
A indústria confirma a escalada, que deve se manter até a janela do Natal e Ano-Novo, quando o consumo dispara, e atribui as correções de tabelas a menor oferta de bois, fato que valoriza a matéria-prima. “Está uma confusão, a indústria está sem referência de preço, pois a escassez de boi começou em novembro e o produtor nessa hora retém a produção”, retrata o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicardergs), Ronei Lauxen. Para a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), há ainda o fator exportação. 
Pesquisa da Agas mostrou que, no final do ano, os consumidores não vão trocar de ingrediente na ceia, mesmo que a conta fique mais salgada, 10,7% a mais que o valor praticado no fim de 2013. Carne é o produto que não pode faltar, o que embala projeção de alta de quase 10% nas vendas. “O aumento em cortes mais nobres, como picanha e maminha, chega a 20%, e carne sem osso, entre 5% e 10%”, atesta o presidente da associação de supermercadistas, Antonio Cesa Longo. Para o dirigente, o comportamento dos preços não destoa de anos anteriores, desde que a carne bovina engrenou maior valorização. “E vai aumentar mais até o Natal. Falam até em desabastecimento”, adianta Longo.
Um artifício das redes para aliviar o custo de cortes mais requisitados, como picanha e costela, vinha sendo trazer produto do Centro-Oeste do Brasil, onde está o maior rebanho. “Isso funcionou por um tempo, quando se conseguia carne mais barata, mas, hoje, a distribuição está nas mãos de três grupos, e não há mais diferença”, justifica Longo. Se não tem alternativa no abastecimento, consumidores como a promotora de vendas Débora da Rosa Klauth, assadora oficial dos amigos, busca substituir cortes mais valorizados por outros mais em conta sem comprometer o sabor e a tradição do churrasco.
Débora prefere comprar em açougue que sabe da qualidade do produto e onde encontra normalmente preços mais baixos. “Antes de comprar, sempre comparo, e costuma ser mais em conta”, diz Débora. O Nespro aponta que os preços variam muito entre os tipos de estabelecimento, mas que as casas de carnes costumam oferecer condições mais apetitosas. “Também sou bem chata na hora de escolher e pechincho. Sempre consigo um descontinho”, comemora a assadora, que gastou R$ 140,00 na última fatura para cozinhar para 26 pessoas.
O dono de um açougue no Mercado Público Valdir Sauer aponta que a carne de primeira subiu 10% a 15% na última semana. “E vai subir mais, nesta época é normal. Durante o ano, baixou e subiu várias vezes”, previne Sauer. Mesmo o quilo da picanha, que poderá chegar a 
R$ 40,00, não deve afugentar cliente, aposta o açougueiro. “Antes, comprar três a quatro quilos era muito, hoje, se colocar mais na balança, ninguém arrepia”, contrasta Sauer. “Cliente sabe que aqui tem o melhor gado, quer só Angus e Hereford.”
Mercado projeta entressafra em janeiro e fevereiro e limite para repasse de preço

Se em dezembro a indústria reclama de menor oferta de bois, que eleva a cotação da carcaça, em janeiro e fevereiro a entressafra se amplia. Um dos fatores que ajudou a demarcar ainda mais esse período é a ocupação de terras, antes destinadas a engordar bois, para grãos, como a soja. Na Metade Sul, onde está o maior rebanho, a transferência se firma e cresce a cada ano. O que poderia ajudar na programação de oferta de matéria-prima, adverte o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, seria maior integração entre o setor primário e a indústria e mesmo o varejo.
“Se tivéssemos os dados de oferta de animais poderíamos fazer previsão para o abastecimento”, explica Lauxen. Do lado do produtor, a escolha do período de venda dependerá da estratégia de cada um, e a pecuária tem ciclo longo, dois a quarto anos. O rebanho gaúcho também se mantém estável, com 13,4 milhões de cabeças (um terço situado na região Sudoeste), e os abates em pouco mais de dois milhões ao ano. Outra crença do mercado é que o consumidor não aceita repasse de preço com facilidade e migra para cortes e espécies, como frango, para gastar menos.
Um dos responsáveis pela pesquisa sobre boi gordo do Nespro, o médico veterinário Eduardo Dias ressalta que a iniciativa de monitorar os preços nos principais redutos de abates e de consumo busca formar melhor panorama das informações. “A falta de dados é o grande problema da cadeia da carne bovina, o que gera desconfiança entre os agentes”, associa. O pesquisador cita que o varejo é o elo com maior possibilidade de calibrar a aceitação de preços em meio à valorização do produto. “O consumidor está muito segmentado, entre o que busca preço e o que quer qualidade e marca, e paga por isso”, define o integrante do núcleo da Ufrgs. Hoje, segundo Dias, 93% da carne de animais abatidos é vendida no Estado, e sete frigoríficos respondem por quase 40% da oferta.

fonte: Jornal do Comercio
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Inflação agropecuária sobe 2,98% no atacado em novembro, diz IBGE

A inflação do setor agropecuário acelerou no atacado no mês de novembro, no âmbito do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços subiram 2,98% ante alta de 0,90% em outubro. A inflação industrial atacadista também ganhou força, registrando alta de 0,62% na leitura divulgada hoje, ante redução de 0,01% no mês passado. O IGP-M de novembro registrou alta de 0,98% em novembro, ante avanço de 0,28% em outubro.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,69% neste mês, em comparação ao avanço de 0,52% no índice de outubro.

Os preços dos bens intermediários apresentaram alta de 1,21%, após subirem 0,04% em igual tipo de comparação. Já os preços das matérias-primas brutas avançaram 2,01% em novembro, contra aumento de 0,12% um mês antes. 

Fonte: Estadão Conteúdo

Genética Angus é a base da carne de alta qualidade produzida pelo Programa Marfrig+



Objetivo da empresa é produzir animais superiores de desempenho 
A qualidade da genética e da carne Angus são os destaques do Programa Marfrig+, da Marfrig Global Foods (São Paulo/SP), que objetiva produzir animais com características superiores de desempenho, tanto em termos de quantidade quanto de qualidade da carne produzida. Na primeira etapa, 20 mil vacas estão prenhas de embriões sexados de machos de reprodutores Angus. Para o próximo ano, a expectativa é elevar o volume para 300 mil prenhezes, chegando a 1.000.000 em 2017.
“O mundo tem fome e o Brasil é a resposta para produzir mais carne bovina. E com muita qualidade, atributo indiscutível do Angus. A raça participa do Programa Marfrig+, dando sua contribuição em termos de ganho de peso rápido, precocidade de acabamento, rendimento de carcaça e qualidade de carne”, assinala o presidente da Associação Brasileira de Angus (ABA, Porto Alegre/RS), Paulo de Castro Marques.
A proposta do Programa Marfrig+ é utilizar embriões sexados de alta qualidade genética, até então usados no Brasil em pequena escala, para a produção de gado de elite e reprodutores.
O programa já está em andamento. Cerca de 1.000 vacas de alta qualidade genética foram coletadas e os oócitos viáveis receberam sêmen sexado de touros top da raça Angus, por meio de fertilização in vitro (FIV). Os embriões gerados têm alto potencial genético para desempenho, precocidade, conversão alimentar, acabamento e qualidade da carne. A técnica possibilita a evolução genética acelerada do rebanho, já que os produtos são gerados a partir de mães e pais de excelência, em larga escala.
Com a genética Angus, os bezerros do programa são desmamados com peso 20% superior, chegando ao ponto de abate com a média de 16 meses, beneficiando toda a cadeia produtiva.
O Programa Marfrig+ contará com um comitê técnico formado pela Marfrig, pesquisadores renomados, clientes nacionais e internacionais, criadores e terminadores de gado e associações de criadores, como a Angus.
A Marfrig é parceira da raça Angus desde 2007, quando ingressou no Programa Carne Angus Certificada.
Fonte: AI, adaptado pela equipe feed&food.

Especial: os 5 maiores desafios da carne brasileira



Diante da crescente demanda global por proteína animal, a Revista Nacional da Carne consultou especialistas da cadeia cárnea do Brasil para saber: afinal, o País tem capacidade de se tornar o porto seguro da carne? Na segunda reportagem dessa série especial, identificamos os cinco principais desafios do setor para evitar o enfraquecimento da cadeia e para garantir que o Brasil possa atender às demandas com volume e qualidade.
1) Sanidade animal
Preocupação unânime e número 1 dos especialistas, a sanidade animal é chave para acessar novos mercados e manter a confiança dos mercados já consolidados. Para Fernando Sampaio, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o Brasil tem evoluído neste ponto e está prestes a livrar-se completamente da febre aftosa, por exempo, “que é a principal barreira comercial de carne bovina.
Já André Ribeiro Bartocci, pecuarista e diretor da Associação dos Criadores de Nelore (ACNB), pressiona por uma postura mais contundente nessa questão. “Precisamos neste momento de estratégias agressivas de prevenção em nossa grande fronteira seca”, acentua.
2) Baixa oferta de bezerro
alerta para o comprometimento da taxa de natalidade de bezerros para 2015, notificado há alguns meses pela Revista Nacional da Carne, segue vigente. A avaliação é de Sérgio de Zen, pesquisador responsável pela área de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e professor da Esalq/USP. Para ele, a oferta restrita é consequência da seca prolongada e do abate de fêmeas. O resultado é um aumento contínuo dos preços do bezerro.
3) Migração de pecuaristas para a agricultura
“No próximo ano, a indústria tem que buscar uma situação em que o produtor se mantenha na atividade, para ter uma oferta mais estável”, aconselha Zen, do Cepea.
A conversão de terras para a agricultura tem provocado a diminuição do efetivo bovino de 0,7% a 1,4% ao ano nas regiões Sul, Nordeste e Sudeste nos últimos 40 anos, aproximadamente. A informação é de Guilherme Cunha Malafaia, pesquisador do setor de Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Para Malafaia, os sistemas integrados Lavoura-Pecuária têm se consolidado como uma alternativa para tornar a atividade mais atrativa.
Péricles Pessoa Salazar,presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), acredita que muitos pecuaristas já estão reconsiderando a migração, uma vez que “os preços pecuários estão em um patamar bastante razoável”.
“É preciso estancar a migração de pecuaristas e ter incentivos ao desenvolvimento do plantel bovino brasileiro para suprir a demanda internacional e satisfazer a demanda interna, mas não apenas em aumento numérico mas principalmente de produtividade das fazendas”, declara Salazar.
4) Um novo olhar sobre logística
“Os principais estados exportadores de carne – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – são servidos por portos que têm melhorado seus serviços nos últimos anos”, salienta Jonas Irineu dos Santos Filho, da área de Economia da Embrapa.
Para ele, a questão da logística deve ser revista sob uma perspectiva mais prática, que considere a realidade brasileira atual. “Vejo os problemas de logística como um impeditivo para lucros maiores e não como fator que impedirá o país de vender mais, caso se confirme a expectativa de comercialização maior com o exterior.”
5) Qualidade da carne
O Brasil ainda tem muita oportunidade de crescer no segmento de carnes com valor agregado. “Estima-se que entre 40 milhões de cabeças abatidas por ano, 800 mil são de programas de qualidade”, destaca Malafaia daEmbrapa Gado de Corte. “Ou seja, o mercado atual é de 2% do volume total. Uma parcela muito pequena.”
Para ele, a tendência é focar mais no sabor, origem e história. Ele explica que é preciso mudar o paradigma de pensar mais no boi do que na carne, prática comum no Brasil. Como exemplos da nova tendência, ele aponta restaurantes com festivais de carne de uma raça específica e açougues que lançam linhas especiais com volume limitado.
Confira a reportagem completa na edição de novembro da Revista Nacional da Carne.
(Crédito da arte: Adriano Cantero)
fonte: Revista Nacional da Carne

La exportación en pie hizo crecer la facturación de la ganadería

La ganadería está cerrando un buen año en Uruguay, con un crecimiento de la extracción y de la facturación gracias al aumento en la cantidad de animales faenados y al fuerte crecimiento de la exportación de ganado en pie, variables que más que compensaron la caída en el valor medio de venta de la hacienda a frigorífico. La facturación por las ventas del sector crecerá cerca de US$ 50 millones en 2014.
A pocos días de ingresar en el último mes del año ya se pueden empezar a sacar números globales sobre el comportamiento del sector. Es un hecho que habrá un crecimiento de la faena y un gran salto en la cantidad de animales exportados en pie comparado con el año anterior. También es un hecho que el valor medio al que se comercializaron las distintas categorías para faena será en 2014 inferior al de 2013.



En los grandes números, sumando la faena y la exportación en pie, la extracción será de unos 2,23 millones de vacunos, por los que ingresarán US$ 1.840 millones. En 2013 el sector vendió 2,02 millones de animales que generaron US$ 1.782 millones. Por lo tanto, la facturación de la ganadería en 2014 (de los animales que el sector vende, sin tener en cuenta las ventas de categorías de cría ni de reposición, que son compradas por otros productores), tendrá un crecimiento del entorno de US$ 50 millones respecto al año anterior.
En realidad, los dólares generados por los animales que se envían a faena cayeron. Por más que habrá un aumento de unos 100 mil vacunos en la faena de 2014, que determina un crecimiento de la producción de carne del entorno de las 25 mil toneladas (+5,1% anual), el valor medio de venta baja. Los frigoríficos habrán pagado un promedio de US$ 816 por animal faenado (ponderando todas las categorías), una caída de 7,6% respecto a los US$ 884 de 2013. Esto determina un pago de los frigoríficos a los productores ganaderos de poco más de US$ 1.700 millones este año, algo menos de US$ 50 millones por debajo de los US$ 1.750 millones de 2013. La diferencia es de 2,6%.
Pero la exportación de ganado en pie, aunque es una proporción menor dentro del total, más que compensa esta caída. En lo que va de 2014, de acuerdo a números de Aduanas, Uruguay exportó en pie 143 mil vacunos por US$ 133 millones. Más de 100 mil animales por encima de los 41 mil de 2013, que habían significado una facturación en el puerto de US$ 30 millones. Hay que hacer una salvedad para los números de la exportación en pie, y es que incluyen los costos y la ganancia del exportador. De todas maneras, es un hecho que se compensa con holgura la merma de los ingresos por la faena y que, al sumar ingresos por faena más exportación en pie, estará quedando un saldo positivo de dólares en el sector ganadero en la comparación anual.

facturacion

fonte: Tardaguila Agromercados

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Boi Gordo para as próximas semanas



O valor pago ao pecuarista, pelo boi gordo no RS, ainda possui fôlego para altas de preços nas próximas semanas.
Baixa oferta de gado pronto, escalas bem curtas, a chegada do fim do ano com o consumidor com mais dinheiro no bolso e as festas de Natal  e Fim de Ano, além das perspectivas do aumento das exportações brasileiras de carne bovina in natura para países como China, Russia  e Egito entre outras praças, nos deixam bem a vontade para certeza desta afirmação, cenário este, diga-se de passagem, que não é nenhuma novidade em relação ao mercado nos últimos meses. Lembrem-se que nem a baixa esperada de preços no boi gordo na época de saída de gado das pastagens, para entrega de áreas para o começo de plantio da safra de verão se confirmou.

Na opinião da maioria dos pecuaristas, isto já é uma realidade sem retorno, e trabalham hoje com a expectativa de R$ 5,00 o kg vivo do boi gordo para venda aos frigoríficos, nas próximas semanas.

Isto fortalece também os preços pagos pela reposição, que também estão firmes e em elevação. O que se tiver de gado ofertado dentro de preços de mercado, é vendido rapidamente, alem de que as chuvas que estão ocorrendo dentro da normalidade é um prenuncio de bastante pasto no verão, com mais capacidade de pastoreio e engorda.

O único cenário que poderá vir a alterar esta situação atual, é o de que ocorra uma retração forte no consumo interno e o repasse do preço pago pela industria (em situação delicada) aos pecuaristas, não tenha espaço no varejo, seja pelo aumento de preços ou diminuição das suas margens, varejo este, que atualmente são os que tem abocanhado a maior parte do lucro da cadeia da carne.

por Eduardo Lund / Lund Negócios

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Farsul recebe governador eleito para conversa sobre agropecuária


O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, recebeu o governador eleito, José Ivo Sartori (Foto:Gerson Raugust/Divulgação Sistema Farsul)
O governador eleito do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, visitou a sede da Farsul no início da tarde desta segunda-feira (24) para conhecer as reivindicações do setor.

“Por ter sua origem no interior do Estado, temos certeza que contaremos com uma sensibilidade muito grande para tomar as decisões que envolvem o agronegócio e valorizar o que cada região tem de melhor”, afirmou o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto.

A Federação passou para o futuro governador pontos que preocupam o setor e que travam o avanço da atividade. “Queremos governar para todos os setores da sociedade e o agronegócio sustenta tanto o PIB do Brasil quanto do Estado.

Vamos formar um grupo de trabalho para avaliar estas solicitações e temos a convicção de que se o poder público não pode incentivar, não tem condições financeiras de ajudar, no mínimo ele não pode atrapalhar”, disse Sartori durante a última Assembleia do Conselho de Representantes da Federação no ano.

Entre os pontos levantados pela Farsul, estão o cumprimento às decisões judiciais de reintegração de posse, revisão do Fundoleite, fortalecimento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, melhora no sistema de telecomunicações no campo, revitalização das estações da Fepagro, revisão da cessão das áreas do Parque de Exposições Assis Brasil e retorno das características técnicas de gestão do Irga.

Sartori acredita que há um desafio muito grande pela frente, mas que é preciso buscar sempre o diálogo, com respeito e transparência nas ações. “Se não olharmos para o meio rural de forma diferenciada vamos continuar com a migração do campo para as cidades. Não podemos ter o desenvolvimento localizado em algumas regiões, pois isso obriga as pessoas a se descolarem de suas cidades”, destacou o futuro governador, que ainda afirmou que é preciso trabalhar em cima das vocações econômicas de cada localidade.

Em relação a irrigação, Sartori foi enfático ao dizer que ela é muito importante para o agronegócio, mas que é preciso igualmente cuidar da água. A questão ambiental também é uma preocupação do futuro governador, que acredita que existe muita burocracia envolvendo licenciamentos. “O produtor não pode esperar quatro anos para escutar um não”, assegurou. A armazenagem também foi citada por Sartori como uma questão que deve ser conversada entre as partes envolvidas.

Também estiveram presentes o vice-governador eleito, José Paulo Cairoli, e os assessores Carlos
Burigo e Ademir Baretta.

CARNES:MP 653 não melhora inspeção de produtos de origem animal - Abrafrigo


CARNES:MP 653 não melhora inspeção de produtos de origem animal - Abrafrigo
CARNES:MP 653 não melhora inspeção de produtos de origem animal - Abrafrigo

A proposta de concentração da inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal na esfera federal (SIF), conforme prevê, entre outras coisas, a Medida Provisória 653, que tem seu prazo de validade a expirar em 8 de dezembro próximo, não é a melhor saída para se resolver efetivamente o acompanhamento da qualidade dos lácteos e das carnes produzidas no país. A conclusão é da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO). 

Para a entidade, "a intenção do governo de melhorar a fiscalização dos produtos de origem animal e as questões de saúde pública que isso envolve, está no caminho certo, mas isso não pode ser feito através de uma MP". 

Segundo Péricles Salazar, Presidente Executivo da ABRAFRIGO, "em primeiro lugar este conteúdo é inconstitucional porque já existe a Lei 7889 de 1989, que estabeleceu a divisão da fiscalização em três esferas: federal,estadual e municipal. Em segundo lugar é um sonho imaginar que o Ministério da Agricultura poderia absorver todas estas funções porque não possui pessoal para isso", diz. "O Brasil já testou o sistema de federalização no passado e não funcionou, e não vai ser agora, com as dificuldades orçamentárias e de recursos humanos que o MAPA tem, que vai funcionar", complementa.

O dirigente também se diz perplexo com a atitude do MAPA, de embutir na MP 653 um assunto de tamanha repercussão sem que tenha havido uma Audiência Pública para discuti-lo. O dirigente pergunta o que aconteceu sem que ninguém saiba, para que o Ministro Neri Geller tenha aceitado esta proposição de alguém, sem ouvir o corpo técnico do MAPA e as entidades representativas dos elos das diversas cadeias produtivas, nas áreas animal e vegetal.

Para o dirigente, o melhor caminho para se resolver esta situação seria estabelecer um controle efetivo e um rigor muito maior sobre a fiscalização que é feita pelos estados e municípios, que nem sempre funciona, principalmente no caso dos municípios, onde o abate é realizado com muita precariedade do sistema de fiscalização. "É preciso realizar uma ampla e profunda auditoria nos serviços de inspeção sanitárias estaduais e municipais de todo o país para acompanhar melhor seu desempenho e também é necessário criar isonomia na fiscalização baseada no SIF", explica 
Péricles Salazar. Além disso, afirma que é necessário também despolitizar o debate sobre o tema, impondo a técnica como o pressuposto maior para a solução dos problemas que envolvem a saúde pública e causam enormes prejuízos à população e ao sistema público de saúde. Com informações da assessora de imprensa da ABRAFRIGO.
fonte: Agencia Safras