segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A alta dos grãos vai influenciar o confinamento?

Estamos assistido à constante elevação dos preços do milho e da soja tanto no mercado brasileiro quanto no mercado internacional. Essa alta tem preocupado autoridades no mundo inteiro e não deve parar por ai. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas estimativas para os estoques finais de milho do país e no mundo nesta safra 2010/11, informação que deu fôlego extra às cotações internacionais nos últimos dias. Assim com oferta menor e demanda aquecida os preços devem continuar em patamares altos durante esse ano.
Gráfico 1. Evolução dos preços da soja e do milho




Essa alta pode influenciar também os preços, e principalmente os custos da carne bovina, já que os grãos são importantes componentes das dietas utilizadas nos confinamentos.
Apesar da possível alta nos custos, Roberto Barcellos acredita que ela não deve ter grande impacto no número de animais confinados. "Com os preços atuais, o custo da arroba produzida em SP e GO está em torno de R$80,00 e no MT em torno de R$75,00", comentou.
Gustavo Figueiredo, avaliou que "mantendo os preços do boi gordo acima destes patamares de hoje, em SP, não irá influenciar. Os outros estados como GO, além do grão tem outro fator que é o valor da reposição (gado magro), que atualmente está mais caro em relação ao valor da arroba do boi gordo (hoje). Somente os preços dos grãos não irão influenciar maior ou menor número de animais confinados".
"Em 2010 a arroba engordada deu muito resultado e todo mundo teve coragem para comprar o magro. Em 2011 vai ser mais calminho", opinou Fábio Dias.
Para Caio Junqueira Neto, este fator também deve ter pouca influência. "Ao meu ver os principais fatores de influência são o mercado futuro e principalmente os preços do boi magro", completou.
"No patamar atual dos grãos a conta fecha. E pelo que mostram os números, a safra brasileira será boa, principalmente a safrinha", ressaltou Fabiano Tito Rosa.

FONTE: BEEF POINT

Mercado de reposição firme

Mercado de reposição em bom ritmo. Negócios começam a ganhar maior volume.
A procura tem sido boa, tanto para bezerro como para o boi magro, com destaque para este último.
Considerando a média de todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria, a cotação do boi magro de 12@ subiu 1,1% na semana passada.
Em São Paulo esta categoria está cotada em R$1,25 mil/cabeça.
Desde o início do ano, também em São Paulo, a referência para o boi gordo ficou praticamente estável, ao passo que o boi magro subiu 4,2%.
As expectativas de mercado firme para o boi gordo aumentam a procura por animais de reposição, principalmente aqueles próximos à terminação.
Resta saber como se comportará a oferta de animais frente à boa demanda ao longo do ano.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Pesagem de boi: Quilogramas ou arrobas

Indicador arraigado no Brasil, a medida em arroba costuma trazer algumas confusões para os menos habituados ao conceito.
Por isso, vez ou outra, nos deparamos com opiniões questionando a eficácia em manter a arroba como indicador de peso bovino. Por que não usar diretamente o peso vivo, em quilos? – argumentam. A argumentação é validade, haja vista as confusões que acabam sendo geradas em seu uso. Vamos entender.
A arroba é uma medida antiga de massa. É de origem árabe, mas acabou sendo adotada pelos espanhóis e portugueses. Provavelmente pela relação entre os povos ibéricos com os árabes, seja pelo tempo em que parte da Espanha esteve sob julgo muçulmano, ou pela própria troca de conhecimentos de navegação.
Pois bem, originalmente, uma arroba equivale à quarta parte do quintal, outra medida de massa. E essa medida varia de acordo com a cultura ou com o povo que a utiliza.
Sendo assim, pesquisando quanto vale uma arroba, e transformando a sua medida em quilogramas, encontramos diversos valores:
- 11,3398 quilogramas, original árabe.
- 16,3293 quilogramas, usado em algumas regiões na Espanha.
- 14,688 quilogramas, arredondado para 15 kg (o que utilizamos), usada aqui no Brasil e em Portugal.
As medidas regionais acabaram perdendo força, ou caindo em desuso, com a introdução e padronização do sistema métrico de unidades. Mas nem todos os mercados aderiram, como é o caso da medida de massa (peso) de bovinos, algodão, suínos e outros produtos, no Brasil.
No Brasil, o valor da arroba é 15 kg, arredondado de 14,688 kg conforme comentado anteriormente. Mas, apesar de consolidado os 15 kg por arroba, fica ainda uma confusão no mercado. Essa confusão deriva da diferença entre peso vivo e peso de carcaça.
O que chamamos de peso deveria, corretamente, ser chamado de massa. Mas para não criar confusão será mantido o termo usual.
O peso vivo de um bovino é o total pesado em balança. Como o nome diz, é o peso total do animal, vivo.
Quando se fala em arrobas, se faz referência ao peso da carcaça, ou seja, o peso da carne com o osso. Desconta-se então o total pesado pelo sebo, couro, patas, cabeça e entranhas.
A carcaça – carne e osso - representa algo em torno de 50% do peso vivo do boi. Os outros 50% são couro, sebo, sangue e a soma de todos os outros miúdos e do material ruminal.
Por representar cerca de 50% do peso do animal, normalmente acaba-se calculando diretamente a quantidade de arrobas dividindo o peso vivo por 30. Este número já consideraria a quantidade da arroba (15 kg) e o rendimento da carcaça, que é em torno de 50%.
Apesar de chegar a um resultado próximo ao correto, este cálculo pode induzir a erros grosseiros pela própria confusão de quanto vale uma arroba.
Também não são raros os textos considerando peso de animais ou de carcaça totalmente fora da realidade. Por exemplo, um macho terminado abatido com 275 kg de peso vivo; ou uma carcaça de 550 kg para um boi comercial.
Geralmente, pessoas não acostumadas ao conceito do uso da arroba e do rendimento de carcaça, acabam provocando tais confusões.
A confusão, portanto, não está na transformação de quilos para arroba. O problema reside no fato de que o peso vivo em quilogramas é usado para o animal vivo, enquanto a arroba é usada para o total da carcaça, mesmo que se esteja falando em animais ainda vivos.
Por exemplo, um boi de 300 kg de peso vivo é um boi de 10@. No entanto, 300 kg divididos por 15 é igual a 20 e não 10.
Mesmo com o animal ainda vivo, quando falamos em arrobas estamos considerando o peso que será obtido com a carcaça. Por isso que o peso do boi do exemplo é igual a 10@. São 300 kg de peso vivo, dos quais apenas 150 kg (50%) são carne mais osso, ou carcaça propriamente dita. O peso de 150 kg divido por 15 é igual a 10@.
Embora pareça confuso, o raciocínio é automático para quem está acostumado. Quem não convive com tal terminologia, comum na pecuária, pode desenvolver o raciocínio fazendo o seguinte cálculo:



No exemplo do texto, o peso vivo é 300 kg que multiplicado por 50% (rendimento de carcaça) chega a 150 kg da carcaça. Divide-se o peso da carcaça por 15 e chega-se às 10@.
Também é comum usar o termo peso morto no lugar de carcaça.
A confusão aumenta quando se inclui os diferentes rendimentos de carcaça dos animais que serão, ou foram, abatidos. Tal rendimento pode ser 48%, 54% ou qualquer outra porcentagem ao redor disso.
O rendimento depende da condição corporal, cobertura de gordura, sexo, raças, nutrição e peso vivo no momento do abate.
Por isso é preciso cautela quando se compara simplesmente a medida em quilogramas com as arrobas. É preciso lembrar que estamos comparando duas situações diferentes.
Na prática, no dia a dia das fazendas, ambas as informações são usadas para se calcular o rendimento da carcaça. O pecuarista pesa o animal em sua propriedade, obtendo assim o peso vivo do animal instantes antes do embarque. O frigorífico, que fará o pagamento do boi abatido, passa ao produtor o peso da carcaça que foi obtido após o abate.
Esse peso geralmente é repassado em quilogramas e não em arrobas. Mesmo assim, de imediato, ou o próprio frigorífico ou o pecuarista já o transforma em arrobas, dividindo o total por 15.
Com ambas as informações, o pecuarista compara a pesagem do frigorífico (carcaça) com a pesagem feita na fazenda (peso vivo) e chega ao rendimento de carcaça:



Outro exemplo. Imagine que um animal tenha sido pesado em 520 kg na fazenda, antes do embarque. Depois de abatido, o frigorífico informa que o peso da carcaça foi de 275 kg ou 18,33@.
O peso da carcaça (275kg) divido pelo peso vivo na fazenda (520 kg) é igual a 0,5288. Multiplicando por 100, para transformar em porcentagem, chega-se ao valor de 52,88% de rendimento de carcaça.
Claro que o ideal seria que todas as unidades fossem padronizadas pelo sistema métrico. No entanto, alguns casos envolvem toda uma mudança cultural e um esforço superior ao benefício que seria obtido. Por isso é mais importante que sempre se tenha consciência de que medida se está falando e para qual situação: peso do animal vivo ou peso da carcaça.
Só por aí já é suficiente para evitar quaisquer confusões que possam decorrer do uso de ambas as medidas.

FONTE: BIGMA CONSULTORIA

BOLETIM BOI GORDO - 14.02.2011

Indicador positivo e prazo de pagamento diminuindo, quando isso ocorre é porque a situação
não esta nada boa para os frigoríficos.
Terminamos a semana com frigoríficos pagando mais pela arroba e o boi que já era difícil de
encontrar acabou ficando escasso de uma vez. O pecuarista faz este movimento natural de
reter seus animais no momento que nota que o mercado esta aquecendo, assim faz a
mercadoria diminuir mais ainda e os preços sobem.
Sinceramente não da para saber qual o peso de cada um, mais acredito que a falta do
produto esta pesando muito mais do que a retenção por parte dos pecuaristas.
Vai uma sugestão aqui, leiam a revista VEJA que saiu ontem, a capa é uma picanha!! A
matéria fala sobre o preço da carne.
Vamos ver como que comporta o mercado esta semana. Conforme for chegando as noticia
vamos colocando no TWITTER gustavo_eccon
Bom dia e boa semana a todos.

FONTE: ECCon investimentos

Chuva demais para uns e falta para outros. Surpresa?

O Jornal Nacional, da Rede Globo, exibiu reportagem na edição de ontem à noite para todo o país mostrando como o Rio Grande do Sul está divido em termos de padrão de chuva neste verão com o Sul e o Sudoeste (em grande parte do Sudoeste não se pode falar mais em estiagem neste momento) enfrentando escassez de precipitações e o Norte e o Nordeste do Estado sob transtornos por chuva excessiva.



FONTE: metsulBLOG

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Incentivo suspenso em 18 frigoríficos

A primeira reunião de 2011 do Conselho Administrativo do Agregar decidiu não renovar o benefício fiscal de 18 dos 96 frigoríficos que recebiam desconto de ICMS. A decisão, que atinge quase 19% dos estabelecimentos habilitados em 2010, deve-se a pendências de taxas na Receita e de licenciamento junto à Fepam. Com isso, as empresas voltam a pagar 7% de ICMS. Segundo o técnico da Seapa, Paulo Spannenberg, essas indústrias poderão restabelecer o convênio e voltar a recolher apenas 2,5%, referente a fevereiro, no próximo encontro agendado para dia 28, desde que regularizem a situação. O conselho ainda incluiu duas empresas no Agregar, a Alexandre Cambruzzi (Rolante/RS) e a Comercial Carneiro Sul (Sapiranga/RS).
No encontro, o diretor do Departamento de Produção Animal, Eraldo Marques, disse que fará levantamento do Agregar para adequá-lo ao programa "Melhor Carne do Mundo". No entanto, ainda não foram apresentadas propostas e o alinhamento já é alvo de questionamentos. Segundo o diretor-executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, o setor não sabe nada sobre o "Melhor Carne do Mundo". "Esperamos que, nos próximos encontros, o governo apresente as alternativas", reivindicou o dirigente. A Seapa informa que o "Melhor Carne do Mundo" está sendo estruturado e que terá ações de médio e longo prazo para acompanhar a qualidade do rebanho desde a produção até o produto final. Marques avalia que o Agregar cresceu nos últimos anos, mas tem regras que podem ser atualizadas. Em 2010, do total de 1.878.131 cabeças (bovinos e bubalinos) abatidas no Estado, 1.396.440 foram com os benefícios do Agregar Carnes.

FONTE: Correio do Povo

Quanto valerá a arroba na entressafra?

Como já comentamos há algumas semanas, os contratos futuros com vencimento em outubro estão com valores muito semelhantes aos que tem vencimento mais próximos e ao preço negociado no mercado físico.
Na última semana este spread abriu um pouco, mas a BM&FBovespa ainda está precificando a arroba da entressafra nos mesmo patamares dos atuais. Ou seja, hoje o mercado futuro está nos mostrando que até o pico da entressafra (outubro) a arroba do boi gordo deve acumular uma valorização de apenas 1,62%.
Na sua opinião é isso mesmo que deve acontecer ou a arroba tem fôlego para subir ainda mais?. Utilize o espaço para cartas do leitor abaixo para nos enviar seus comentários.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros de boi gordo com vencimento em outubro/11


FONTE: BEEFPOINT

Mercado de reposição aquecido

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo na semana

O mercado do boi gordo está enxuto.
Em São Paulo o preço referência para o boi gordo é de R$102,50/@, a prazo, livre de imposto. Existem negócios em preços mais altos e a oferta não é abundante.
Na média das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação do boi gordo caiu 0,5%.
A maior queda ocorreu no Tocantins, uma depressão de 6,5% no sul do estado e 5,4% no norte.
As maiores altas ocorreram em Alagoas e Pelotas-RS, 10,0% e 9,7%, respectivamente.
A melhora na oferta, característica de safra, ainda não ocorreu.
Os pastos, com boa condição de suporte na maior parte das regiões, permitem que os pecuaristas segurem os animais.
A pressão para derrubar os preços, exercida pelos frigoríficos, deu em nada. O consumo melhorou e a demanda por animais também.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Supermercados alertam sobre taxas que encarecem carne

Para Abras, PIS e Cofins oneram preço ao consumidor
Para o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, as novas regras tributárias impostas à cadeia da carne impactaram negativamente o setor.
– Reduziram a margem de comercialização do varejo, promoveram a desigualdade comercial entre empresas supermercadistas e os concorrentes que não se submetem ao sistema de tributação não-cumulativo, mas principalmente contribuíram para o aumento do preço do produto ao consumidor – afirmou.
Honda reclama das leis 12.058/09 e 12.350/10, que determinaram a suspensão da cobrança do PIS e Cofins devido pelos frigoríficos nas operações com carnes bovina e de aves e suínos, respectivamente.
Segundo Honda, desde outubro de 2009, período em que foi determinada a suspensão, o varejo vem arcando sozinho com um aumento no custo tributário de 6,12% sobre a comercialização da carne bovina. Antes, os supermercados tinham direito a um crédito de 9,25%. Depois da lei, passaram a contar apenas com um crédito presumido de 3,7% para abater do valor de compra.
Ele salienta que, diferente do que pretendia o governo, não se verificou a redução nos preços praticados pelos frigoríficos em função da suspensão das contribuições. Ao contrário, alegando a redução da área de pasto e do rebanho com o abate de matrizes provocado pela crise, e o aumento do custo de produção do gado de corte pela elevação do preço de fertilizantes, rações e suplementos, o setor produtivo vem praticando preços cada vez mais altos.
Não houve repasse
Ainda assim, de acordo com Honda, os supermercados não repassaram os aumentos praticados pelo setor produtivo, que chegou a 48%. O Indice Nacional de Vendas apresentado no dia 31 de janeiro apurou que o preço da carne oferecido ao consumidor no varejo teve alta acumulada de 34,9% em 2010.

Fonte: AGÊNCIA SAFRAS

Ano deve ser bom para setor de carne bovina, avalia CNA

Apesar do aumento dos custos de produção durante o ano passado, preço da arroba do boi sofreu valorização de 40%
O ano de 2011 tem tudo para ser muito bom para o setor de carne bovina do país, de acordo com informações apresentadas nesta quinta, dia 10, pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A previsão do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da instituição é de que as exportações de carne bovina somem dois milhões de toneladas neste ano, um aumento de 25% em relação a 2010, quando foi embarcado 1,6 milhão de toneladas. Além disso, a arroba do boi gordo está em seu patamar mais elevado, com as cotações da BM&F BOVESPA indicando preços acima de R$ 100 até o segundo semestre.
A União Europeia vem retomando lentamente as compras de carne bovina in natura brasileira, produto que sofreu embargo, no início de 2008, por inadequações no sistema nacional de rastreabilidade do gado. A diminuição drástica das exportações para o bloco econômico, no entanto, está sendo compensada pelo crescimento de mercados que importam carnes menos nobres, a um preço menor, como Rússia, Hong Kong e países do Oriente Médio. Assim, o Brasil conseguiu, no ano passado, vender US$ 3,86 bilhões em carne bovina in natura, aumento de 27% sobre 2009.
Embora os custos de produção tenham aumentado cerca de 21% durante 2010, o preço da arroba do boi sofreu valorização de 40%, recuperando a margem de lucro do produtor. Na comparação entre o mês de janeiro dos últimos anos, o valor da arroba passou de R$ 74,24 no início de 2008 para R$ 80,81 em 2009, R$ 75,09 no ano passado e R$ 101,85 em 2011.
Para melhorar a imagem ainda desgastada do sistema produtivo brasileiro no mundo, principalmente em mercados como Oceania e Ásia - fechados para a carne bovina in natura brasileira por conta de o país ter áreas não reconhecidas internacionalmente como livres de febre aftosa com vacinação -, os representantes do setor estão apostando no Congresso Internacional da Carne, marcado para os dias 8 e 9 de junho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
O estado, o segundo maior produtor nacional de gado, obteve, na semana passada, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o status de livre de aftosa com vacinação para a área na fronteira com o Paraguai e a Bolívia, a única de seu território que ainda não tinha o reconhecimento. Durante o congresso internacional, os participantes devem visitar propriedades pecuárias e conhecer melhor o sistema de criação de gado no país.
– Queremos mostrar a realidade brasileira indo às propriedades, mostrando que estamos cumprindo a parte social e também ambiental – afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.
– Precisamos fazer esse resgate e mostrar que fizemos o nosso dever de casa – complementou o vice-presidente de finanças da CNA, Ademar Silva Júnior. Segundo eles, para ajudar nesse objetivo, foram chamados para o evento representantes de países com experiência em marketing para a carne, como Austrália, Estados Unidos e Argentina.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Conselho do Agregar-RS reúne-se para definir mudanças no programa

Criado pelo Decreto 41.620, de 20 de maio de 2002, o Programa Agregar-RS Carnes prevê estímulo ao abate de bovinos, bubalinos e ovinos sob inspeção oficial em frigoríficos credenciados, oportunizado por créditos fiscais presumidos. No final da manhã desta quinta-feira (10), o Conselho de Administração do Programa esteve reunido com o novo diretor do Departamento de Produção Animal (DPA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Eraldo Marques, para deliberar sobre a renovação de habilitação de estabelecimentos credenciados e dar início à discussão de sua adequação ao Programa Melhor Carne do Mundo.
Segundo Marques, uma das metas do Governo Tarso Genro é a implantação do Programa Melhor Carne do Mundo, e o Agregar será inserido nesta proposta. "Assim estamos levantando sua situação, precisamos avançar", observou. Outro ponto levantado por ele é que o Rio Grande do Sul pretende aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), "também neste tema precisamos nos adequar, sendo necessário que todas as questões, como a sanidade animal e o georreferenciamento, por exemplo, avancem juntas, e aí está incluído, por certo, o Agregar-RS Carnes."
Embora o programa tenha crescido desde sua implantação, permanece com as mesmas regras de quase nove anos atrás, "é preciso avançar mais", assegurou Marques. Em 2010, o total de cabeças abatidas no Estado, somente de bovinos e bubalinos, de acordo com levantamento feito pelo Sicadergs, foi de 1.878.131, contra 1.396.440 de reses abatidas com os benefícios do Agregar-RS Carnes.
Além da Secretaria da Agricultura, que gerencia o programa, participaram da reunião desta quinta-feira representantes do Mapa, da Secretaria da Fazenda (Sefaz), da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIARS), Farsul, Fiergs, Sicadergs e Sindicato do Comércio Atacadista de Carnes Frescas e Congeladas do RS (Sindicarnes). Tais instituições, junto com a Secretaria da Saúde, Famurs, Fetag e Febrac formam o Conselho de Administração do Agregar-RS.

FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Iranianos investem R$ 15 milhões em antigo frigorífico do interior de São Paulo

Unidade do antigo Mozaquatro, de Fernandópolis, foi rebatizado para Boifrig
Agência Estado
Gustavo Porto
Após enfrentar várias crises desde 2006, ser arrendado e enfrentar uma recuperação judicial, o antigo frigorífico Mozaquatro, em Fernandópolis (SP), agora rebatizado de Boifrig, foi salvo por um grupo de investidores iranianos. Eles injetaram R$ 15 milhões no arrendamento e na retomada da produção do frigorífico e têm planos para saltar de um abate diário de 200 cabeças para 750 cabeças de bovinos ainda este ano.
Metade dos animais segue o preceito halal para o abate, um ritual do islamismo, para que a carne possa ser enviada ao Irã. A demanda iraniana estimada pelo sócio do Boifrig, Mohammad Ahmadi, é de 200 mil toneladas de carne por ano.
Além de ser acompanhado por delegados iranianos, o animal abatido pela técnica halal tem de ser degolado por uma faca bem afiada, tem de ter todo o sangue retirado e não pode ter sofrimento.
— O responsável pelo abate tem de pedir licença para Deus (Alá) e a cabeça do animal estar direcionada para Meca — explicou Ahmadi.
De acordo com o empresário, o animal abatido precisa ainda ser macho e ter, no máximo, 36 meses de idade.
Além da carne exportada, parte da oferta abatida pelo preceito halal é destinada a clientes muçulmanos no Brasil. O restante, abatido pelo sistema tradicional, isolado do halal, é escoado no mercado interno.
Ahmadi só reclama da burocracia brasileira, pois foi preciso mais de um ano para que o frigorífico pudesse ser regularizado. Com 250 empregados, o frigorífico deve chegar a 600 com a ampliação do abate.
Pela série de problemas no passado, como a falta de pagamento de pecuaristas, a maioria dos animais é comprada à vista, a um custo diário de R$ 400 mil. O valor deve saltar para R$ 1,5 milhão por dia com o aumento da produção, de acordo com o empresário.

AGÊNCIA ESTADO

Chuvas e preços na Austrália

O segundo exportador mundial de carne bovina passa por uma série de desastres naturais. Chuvas, enchentes e ciclones afetaram o estado australiano de Queensland nesse início do ano.
Quais os efeitos para a pecuária australiana e mundial?
As chuvas prejudicaram os embarques, o que, com demanda firme, poderia causar elevação dos preços. Em janeiro os preços subiram 3,5% entre o dia 10 e 18 de janeiro, segundo o EYCI (Indicador de Preços de Gado Jovem, que inclui animais para reposição).
Em um segundo momento, houve a desova dos animais das regiões alagadas, o que causou queda de preços (figura 1).


Na figura 1 encontra-se a evolução do EYCI, indicador elaborado pelo MLA (Meat and Livestock Australia), com base nos preços dos estados do leste australiano.
O volume médio diário de animais comercializados em janeiro foi de 18,19 mil cabeças, 90,1% superior à média em janeiro de 2010. O nível de comercialização em janeiro foi inédito na região.
Na figura 2 estão as médias de comercialização diária em janeiro de cada ano.


Em relação à média do período analisado, a comercialização em janeiro de 2011 foi 52,8% maior.
Em termos de abates, segundo dados do MLA, os de janeiro caíram 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ficando 11% abaixo da média de abates de janeiro dos últimos cinco anos.
Nas regiões mais afetadas pelas chuvas, a queda dos abates de bovinos chegou a 30% em relação aos níveis de 2010.
Brasil e Austrália atendem mercados diferentes, o que diminui o impacto, da menor produção desse país.
No ciclo 2009/2010, segundo o Departamento de Relações Internacionais e Comércio (Department of Foreign Affairs and Trade) 75% da receita com exportações de carnes in natura da Austrália foi obtida das vendas para os Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, mercados não atendidos pelo Brasil devido ao status sanitário em relação à febre aftosa.
Adicionando aos destinos Indonésia e Taiwan, que também não importam carne brasileira, a representatividade chega a 83,2% da receita com exportações de carne in natura australiana.
A Austrália exporta carne para mais de 100 países, segundo o MLA. Em alguns mercados, concorrem com o Brasil, como no Oriente Médio, para onde se destina boa parte dos embarques brasileiros. Mas este mercado representou apenas 2,3% das exportações australianas, em receita, em 2009/2010.
A pecuária australiana deve sofrer com os danos em infraestrutura que ocorreram, embora seja cedo para dizer se isso acontecerá. A diminuição na produção australiana tende a ser benéfica para o Brasil, embora os mercados atendidos sejam potencialmente diferentes.

FONTE: SCOT CONSULTORIA
AUTOR HYBERVILLE NETO

LISTA ERAS TRACE - UE

- Lista das propriedades ERAS/SISBOV aptas a fornecer gado para produção de carne bovina in natura.
Lista ERAS TRACES.
ES 21 fazendas,
GO 501 fazendas
MG 573 fazendas
MS 331 fazendas
MT 436 fazendas
PR 43 fazendas
RS 141 fazendas
SP 180 fazendas

FONTE: MEATCONSULTING

ENTREVISTA: Confira a entrevista com Alcides Torres - Scot Consultoria

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Mercado da carne melhora e garante semana de alta

Nesta semana o mercado do boi gordo se mostrou mais firme, com a arroba registrando valorização. Melhora no atacado de carnes e a dificuldade em adquirir matéria-prima por parte dos frigoríficos foram os fatores que ditaram o ritmo do mercado na última semana.
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 104,41/@ na última quarta-feira, acumulando valorização de 2,21%. O indicador a prazo teve alta de 3,23% no período analisado, sendo cotado a R$ 106,32/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio


Com escalas curtas e o mercado da carne mais demandado, nos últimos dias os compradores se viram obrigados a melhorar suas ofertas e o mercado passou a trabalhar em ambiente mais firme.
As chuvas mais regulares e melhora da qualidade das pastagens é outro fator que aumenta o poder de barganha dos pecuaristas e dá um certo fôlego para negociar a preços mais altos. Segundo Eduardo Lund, de Pelotas/RS, chove em praticamente todo o Rio Grande do Sul. "Se já estava difícil para frigoríficos, como ficará agora que dá para segurar o gado mais um pouco?", avaliou.
Segundo as análises do Cepea, a carne bovina negociada na Grande São Paulo continua em patamares bastante elevados. Neste início de fevereiro, o preço médio da carcaça casada de boi é de R$ 6,45/kg. Esse valor é 120% superior à média da carne de frango no mesmo período (R$ 2,94/kg) e 63,3% maior que a suína (R$ 3,95/kg).
Comentando sobre a firmeza do mercado da carne, Caio Junqueira Neto, sócio diretor da Cross Investimentos, comentou no Twitter: "frigorífico que dormiu com estoque alto de carne ontem, hoje amanheceu zerado".
Segundo o Boletim Intercarnes, as ofertas seguem em níveis apenas regulares e a procura se mostra mais ativa para alguns cortes, principalmente dianteiros. A tendência para os próximos dias é de estabilidade. No atacado paulista o equivalente físico foi calculado em R$ 96,80/@, acumulando alta de 0,61% na semana. O spread (diferença) entre indicador e equivalente está em R$ 7,62/@, acima da média dos últimos 12 meses que é de R$ 4,53/@.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


O leitor do BeefPoint, Frederico Medeiros de Souza comentou via formulário de cotações do BeefPoint, que em Redenção/PA a arroba do boi gordo é negociada a R$ 87,00, com prazo de 30 dias para pagamento e a vaca está valendo R$ 81,00. Ele completa dizendo que na reposição é difícil achar animais de qualidade na região.
Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
A semana também foi de alta no mercado futuro, com os contratos de boi gordo na BM&FBovespa acompanhando o movimento do indicador. O primeiro vencimento, fevereiro/11, fechou a R$ 102,91/@, acumulando alta de R$ 0,54 na semana. Os contratos que vencem em outubro/11 terminaram o pregão da última quarta-feira valendo R$ 105,29/@, com variação positiva de R$ 1,39.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 02/02/11 e 09/02/11


Como já comentamos há algumas semanas, os contratos futuros com vencimento em outubro estão com valores muito semelhantes aos que tem vencimento mais próximos. Na última semana este spread abriu um pouco, mas a BM&FBovespa ainda está precificando a arroba da entressafra nos mesmo patamares dos atuais. Ou seja, hoje o mercado futuro está nos mostrando que até o pico da entressafra (outubro) a arroba do boi gordo deve acumular uma valorização de apenas 0,84%. Na sua opinião é isso mesmo que deve acontecer ou a arroba tem fôlego para subir ainda mais?
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros de boi gordo com vencimento em outubro/11


Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 710,07/cabeça, com valorização de 0,39% na semana. Mesmo com essa variação positiva, a relação de troca melhorou subindo para 1:2,43.
Gráfico 4. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)


Ontem publicamos uma enquete José Guedes, fez a seguinte pergunta no Twitter: Quem explica boi magro de R$100,00/@ em GO?.
Gustavo Figueiredo, acredita que isto está acontecendo porque confinadores e invernistas paulistas estão indo fazer sua compras no Centro-Oeste e trazendo os animais para São Paulo.
Na opinião de José Ricardo Skowronek Rezende, "o preço dos animais de reposição é mais relacionado com as expectativas de preços futuros do carne do boi gordo que com o preço do boi gordo vigente. Em outras palavras depende mais das perspectivas futuras, que podem elevar ou reduzir a demanda por animais de reposição. No momento o cenário é otimista e muitos confinadores e invernistas começam a se antecipar". Clique aqui para ver mais opiniões e nos envie seu comentário.

FONTE: BEEFPOINT

BOI/CEPEA: Preço da carne segue em patamar elevado

Cepea 10 – Dados do Cepea mostram que a carne bovina negociada na Grande São Paulo continua em patamares bastante elevados. Neste início de fevereiro, o preço médio da carcaça casada de boi é de R$ 6,45/kg. Esse valor é 120% superior à média da carne de frango no mesmo período (R$ 2,94/kg) e 63,3% maior que a suína (R$ 3,95/kg) – levantamentos do Cepea. Quanto ao mercado de boi gordo, o ritmo de negócios segue lento devido à oferta limitada de animais para abate. Entre 2 e 9 de fevereiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa acumulou alta de 2,2%, fechando a R$ 104,41 nessa quarta-feira, 9.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Boas práticas valorizam carne bovina brasileira no exterior

Cresce pelo país o número de projetos voltados para agregar valor a carne bovina brasileira. Iniciativas como o projeto Carne Bovina de Qualidade, financiado pela Finep, poderão, a longo prazo, não só melhorar o produto, como também ampliar a participação do Brasil no mercado internacional.
Para esta ação, a financiadora disponibilizou R$ 5 milhões com o intuito de promover, por meio de práticas adequadas e georeferenciamento, garantias de origem do produto ao consumidor, e também o seu correto manejo desde o campo até a mesa do brasileiro.
Vale citar também a certificação promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Trata-se do Selo de Inspeção Federal (SIF), que permite que a carne brasileira seja exportada para mais de 140 países, inclusive para mercados exigentes, como os Estados Unidos, a Rússia e a União Europeia.
Mesmo ainda desvalorizadas, as exportações de carne bovina do Brasil cresceram cerca de 2% em volume e 23% em receita no primeiro semestre de 2010, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e mostram também que as vendas no primeiro semestre do ano passado geraram divisas de US$ 2,35 bilhões.

(Com informações da Finep)
FONTE: www.redetec.org.br

Demanda mundial de carne bovina confirma potencial exportador do Brasil

O aumento da demanda mundial consolidará o Brasil como o maior fornecedor de carne bovina do mundo. A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de crescimento de 2,1% no comércio mundial de carne bovina, com destaque para a projeção de aumento de 8,1% nas vendas externas brasileiras. Com mais de 200 milhões de cabeças, o País garante a produção de quase 10 milhões de toneladas de carne por ano, destinadas principalmente a Rússia, União Européia e Irã, entre outros.

Estimativas do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que, neste ano, o Brasil deverá voltar a expandir suas vendas externas de carne bovina, embarques que devem somar aproximadamente 2 milhões de toneladas em equivalente carcaça.

O assunto será tema de entrevista coletiva, nesta quinta-feira (10), às 9h, em café da manhã na sede da CNA, em Brasília, durante o lançamento oficial do Congresso Internacional da Carne, que se realizará em junho, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Além da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, participam da entrevista o vice-presidente da entidade, Ademar Silva Júlior e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel.

Fonte: Assessoria de Comunicação da CNA
(61) 2109-1419
Cna.Comunicacao@cna.org.br