quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Preço do boi deve seguir sustentado

Analistas de mercado apostam em um cenário altista para a arroba do boi gordo em 2011. A pressão vem da retomada da demanda nos mercados externos e do aumento dos custos de produção ? com a possível quebra da safra argentina e a manutenção dos subsídios ao milho norte-americano para a produção de etanol.
Nesta semana, consultoria argentina reviu para baixo sua estimativa para a safra de soja em 7,5 milhões de toneladas.
Além disso, a demanda interna pela carne bovina segue firme, mesmo com a disparada nos preços no varejo no fim do ano. Na última semana do ano, a demanda aquecida pela carne bovina no atacado dava sustentação aos preços de todos os cortes.
Já os frigoríficos aproveitaram a menor atividade no período de festas para pressionar os preços da arroba. Como conseguiram ampliar as escalas de abate até esta semana, esperam um aumento da oferta e preços mais fracos nos primeiros dias de 2011.
“Tudo indica que haverá aumento da oferta, com o gado mais gordo e um maior volume de negócios em janeiro, mas isso não significa que os preços irão despencar”, disse a analista Maria Gabriela Tonini, da Scot Consultoria.
O indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou dezembro em R$ 104,60 a arroba no preço à vista. O valor a prazo ficou em R$ 105,58 a arroba. Na BM&F, o contrato dezembro encerrou a R$ 105,01.
Gustavo Porto

Fonte: O Estado de São Paulo

Boi gordo: indicador reage e é cotado a R$ 105,08/@

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 104,02/@, com valorização de R$ 0,52. O indicador a prazo registrou alta de R$ 0,86, sendo cotado a R$ 105,08/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 04/01/11


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para janeiro/11


O leitor do BeefPoint, Ubiratm Brito de Mello Junior, de Rio Branco/AC, informou através do formulário de cotações do BeefPoint que na sua região a arroba do boi gordo está sendo negociada a R$ 85,00, com 30 dias de prazo. "O mercado está estável, prevendo leve alta", completou.
Frederico Medeiros de Souza, informou que em Rio Maria/PA, o boi gordo está sendo negociado a R$ 90,00/@ e a arroba da vaca gorda vale R$ 80,00, ambos com prazo de 30 dias. Souza comenta que na região o bezerro Nelore desmamado está valendo R$ 720,00. "Mesmo com os preços altos está difícil comprar lotes grandes e achar animais de qualidade", ressalta.
Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
Tabela 3. Atacado da carne bovina


Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)



FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

Retrospectiva Cepea -Boi: Valores recordes surpreendem mercado em 2010

O ano de 2010 surpreendeu todos os agentes do setor pecuário, com preços recordes. Dados divulgados pelo IBGE no final do ano mostram que o volume de abate mensal nos primeiros nove meses de 2010 foi maior que em igual período de 2009. Em março, a diferença chegou a 13%, em abril, a 12%, em maio, esteve a 10% e, em setembro, o aumento sobre o mesmo mês de 2009 foi de apenas 1,16%.

O peso médio das carcaças subiu cerca de 2% no primeiro semestre, em julho, estabilizou, e, em agosto e setembro, as carcaças pesaram, em média, 0,5% menos que em igual período do ano anterior. A queda de peso das carcaças no início do segundo semestre indica que o mercado estava absorvendo animais mais leves e isso teria impacto no curto prazo.
Apesar do aumento do volume abatido, a percepção de agentes de mercado era de oferta enxuta ao longo de todo o ano, especialmente no segundo semestre – agravada pela estiagem severa no Centro-Sul do País. Essa percepção, de fato, era corroborada pelos fortes reajustes dos preços da arroba e da carne.

Agora, com dados de abate em nove meses em mãos, constata-se que a força motriz do mercado foi mesmo a demanda, sobretudo a do brasileiro. Quanto às exportações, o volume embarcado de janeiro a novembro de 2010 foi 2,72% maior que o do mesmo período de 2009. A oferta, portanto, foi coadjuvante. Ainda que crescente, aparentava ser pequena dado o comparativo com o ritmo de vendas.

Com sucessivas altas de meados de maio a meados de novembro (por volta do dia 10), o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (São Paulo, à vista – CDI e para descontar 2,3% de Funrural) acumulou alta de 47,2%, avançando de R$ 79,56 para R$ 117,18, sendo este o maior valor da série do Cepea, iniciada em julho de 1997, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI).

Praticamente no mesmo período (de 20/maio a 10/nov), a carne com osso negociada no atacado da Grande São Paulo valorizou 51,4%, considerando-se a carcaça casada de boi. O preço médio do quilo a prazo passou de R$ 4,86 para R$ 7,36, também recorde real da série do Cepea iniciada em 2001. Para o traseiro, o ganho foi de 49%, para o dianteiro, de 53% e, para a ponta de agulha, de 60%.

Após os picos em 10-11 de novembro, tanto a carne quanto a arroba perderam sustentação, voltando a ter alguns reajustes positivos apenas no final da segunda semana de dezembro. Assim como no primeiro semestre de 2010, o consumidor brasileiro foi o fiel da balança que desencadeou o aumento dos preços no final de dezembro.

Resistentes aos patamares que os preços atingiram, especialmente dos cortes “menos nobres”, consumidores passaram a buscar alternativas, o que acabou motivando, inclusive, forte valorização também das carnes de frango e suína. O frango resfriado e a carcaça comum suína valorizaram 43,8% e 18,8%, respectivamente, no segundo semestre (de 30 de junho a 27 de dezembro).

Nesse contexto, a cautela dos operadores das duas pontas esteve acentuada. Em grande parte do ano, as cotações da arroba oscilaram conforme a entrada e saída de compradores do mercado. Muitos negócios ocorreram basicamente quando havia urgência do comprador ou do vendedor.
A compra de animais de outros estados para abate em SP bem como a escala de animais de confinamentos próprios e contratados seguiram a tendência já observada em anos anteriores. No entanto, esse volume, acrescido dos arremates no spot, acabou não sendo suficiente para preencher as escalas de abate – dada a demanda –, o que resultou nas sucessivas altas ao longo de meses. Vale destacar ainda que, em muitas regiões, as negociações à vista se sobrepuseram largamente às vendas a prazo. A estiagem nas principais áreas pecuárias também agravou dificuldade de negociação de frigoríficos, ficando marcada na história de 2010.

As condições desfavoráveis das pastagens também interferiram nas negociações de reposição. Em meados do ano, a procura por esses animais desaqueceu, principalmente por bezerros. O maior valor do Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa (animal nelore de 8 a 12 meses, à vista, Mato Grosso do Sul) neste ano foi no dia 30 de novembro, de R$ 727,57, alta de 20% se comparada ao mesmo dia de 2009.

Fonte: Cepea

ABRAFRIGO participa de seminário em Berlim para debater importações russas

A convite do Governo Russo e da Associação Nacional da Carne (ANC) , entidade que representa as empresas importadoras russas, em função de um Acordo de Cooperação assinado em setembro passado em Moscou com a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), o Presidente-Executivo da entidade Péricles Pessoa Salazar, juntamente com o Diretor do Departamento Internacional Thomas Kim, participarão no próximo dia 19, em Berlim, na Alemanha, de seminário técnico organizado pelo governo russo para debater e informar as condições de comercialização de carne para aquele mercado. “É mais uma grande oportunidade para que o setor da carne bovina brasileira discuta com as autoridades russas sobre as suas exigências sanitárias com o objetivo de elevar o nível dos negócios com o Brasil”, afirma o presidente–executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar. Os russos, atualmente, são os maiores importadores da carne bovina brasileira. A ABIEC, presidida pelo Dr. Antonio Jorge Camardelli, entidade parceira da ABRAFRIGO, também foi convidada e participará do evento.
O seminário contará com a participação de exportadores de carne e associações industriais da Rússia, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Lituânia, Holanda, Espanha, EUA, Brasil, Canadá e Austrália, além dos serviços veterinários e associações do Kazaquistão e Belarus que também irão apresentar suas exigências sanitárias para importação de carne bovina.
Pelo lado da Rússia, o vice-diretor do Departamento de Vigilância Sanitária do Serviço Federal de Vigilância Fitossanitária da Rússia, Alexander Ponomarev irá explicar os controles veterinários na importação de carne pela Federação Russa, levando em conta os regulamentos da União Alfandegária; Yevgeniya Ivchina, Chefe do Departamento de Vigilância da Segurança de Produtos Animais irá informar sobre o controle de segurança de produtos de acordo com requisitos veterinários e sanitários da Rússia; já Dimitri Pozdnyakov, diretor–executivo da NWMA irá explicar sobre as práticas e interação dos importadores e exportadores de gado dentro dos limites da realização de um conceito de mecanismo de cooperação, harmonizada no campo dos requisitos veterinários. Também o Sr. Sergey Yuschin, Diretor da Associação Nacional da Carne da Rússia falará sobre os impactos das importações de carnes da Rússia no mercado mundial.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO).
FONTE: Agrolink

Câmbio afeta exportação

A mudança cambial na Venezuela preocupa os exportadores de alimentos do Brasil, que vinham se beneficiando da taxa favorável que era aplicada às importações de itens básicos. Como primeiro impacto, importadores venezuelanos já suspenderam o fechamento de novos negócios para compra de gado vivo. Entretanto, exportadores brasileiros ainda esperam que os efeitos sobre as vendas para a Venezuela não sejam grandes, já que o país vizinho depende dos itens importados, pois a produção local não supre a demanda.
Na semana passada, o governo venezuelano anunciou a "unificação" das taxas de câmbio do país em 4,3 bolívares por dólar. A Venezuela convivia com duas taxas oficiais: 2,6 bolívares por dólar para a importação de alimentos, remédios e outros itens essenciais e 4,3 bolívares por dólar para todo o resto. Para analistas, a "unificação" não passa de uma desvalorização da moeda para um setor importante do país.
O Brasil é um importante fornecedor de gado, açúcar e frango congelado para a Venezuela. Esses três itens representam quase 40% das exportações brasileiras para o vizinho. No ano passado, a exportação desses ítens rendeu ao Brasil perto de US$ 1,5 bilhão.
No caso do gado bovino em pé para abate, o principal item na pauta das exportações do Brasil para a Venezuela, a expectativa é de efeitos no curto prazo. A Venezuela é hoje o principal destino do gado vivo exportado pelo país. Entre janeiro e novembro do ano passado, o Brasil vendeu 580 mil animais ao exterior. Desse total, 532,7 mil cabeças foram para a Venezuela, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento. As vendas equivalem a US$ 547,5 milhões.
Como primeiro impacto do fim da taxa preferencial para importação de alimentos, os venezuelanos suspenderam o fechamento de novos negócios de compra de gado vivo, segundo Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, especializada em pecuária de corte. A razão é que, com a desvalorização, o produto importado ficou mais caro. "De imediato, as vendas devem cair, mas depois se ajeitam", afirmou.
Um exportador do setor, que pediu para não ser identificado, disse que é natural que haja uma suspensão temporária de novos negócios enquanto ocorre um realinhamento dos preços por conta da desvalorização. Ele não acredita, porém, em recuo nas vendas, já que a Venezuela depende das importações, já que não tem produção local. "Não há outro país de onde possam importar [gado vivo]."
Com a maior dificuldade de vender gado vivo ao país de Hugo Chávez, o Brasil terá de buscar outros mercados para os animais em pé. Já vende para Líbano e Egito, mas perdeu algum espaço no primeiro para a Colômbia, por conta da alta da arroba do boi no Brasil e do real valorizado em relação ao dólar, disse Torres.
Um exportador admitiu que o câmbio venezuelano valorizado vinha estimulando as vendas de boi em pé para o país. Ele afirmou que agora deve haver mais embarques para outros países importadores, como Líbano.
Uma fonte de setor frigorífico no Brasil acredita que as exportações brasileiras de carne bovina à Venezuela devem ser mais afetadas do que as de animais vivos. O motivo é o apelo "social" do gado em pé, uma vez que o animal vivo é exportado para abate em frigoríficos na Venezuela, ou seja, gera empregos naquele país.
No setor de açúcar, a expectativa também é que o Brasil não vá deixar de exportar para o vizinho. "A dependência da Venezuela [em relação ao açúcar brasileiro] é bastante grande. Estamos acompanhando a situação de perto, mas não esperamos impacto grande no curto prazo", disse Eduardo Leão de Souza, diretor executivo da Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar).
Leão de Souza lembra que o consumo de açúcar na Venezuela chega a 1,2 milhão de toneladas por ano. O país produz 500 mil toneladas e importa 700 mil toneladas. Só do Brasil, comprou no ano passado 350 mil toneladas.
Para a União Brasileira de Avicultura (Ubabef), "o maior impacto será para o consumidor venezuelano, que poderá reduzir o consumo e exigir novas formas de subsídio do governo para poder continuar comprando a proteína mais consumida, mais barata e mais popular". "Pelas experiências já vividas com a economia venezuelana, não se espera reflexo com relação às exportações brasileiras."
O analista venezuelano Luis Vicente León, diretor do instituto Datanálisis, diz que o impacto da desvalorização "sem dúvida deve ser muito grande na parcela mais pobre da população" do país. "O orçamento das famílias de classe C e D chega a ser comprometido em 65% para a compra de alimentos e remédios." Segundo o Datanálisis, as classes A, B e C comprometem até 43% de seus orçamentos com a compra desses ítens.
Para León, o governo deve anunciar em breve medidas para garantir a oferta de produtos no mercado e a manutenção artificial dos preços em patamares parecidos com os de hoje. E isso, segundo ele, deverá criar ainda mais distorções na economia do país. "O governo dá indícios de que vai apertar a política de controle de preços. Espera assim corrigir uma distorção ao aumentar outra. Se decidirem controlar os preços, ficará impossível sustentar a produção local."

FONTE: Valor Econômico

Grupo Big Frango investe em bovinos

Com aposta no setor de novilhos precoces, Grupo Big Frango espera fechar o ano de 2011 com um faturamento de R$ 1,5 bilhão. Na produção de frangos, acompanhando o ritmo de crescimento do setor registrado em 2010, a empresa apresentou um crescimento de 70% nos últimos 12 meses. O Paraná, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), terá alta de 6% nas exportações de frango em comparação a 2009,
De acordo com o presidente do Grupo Big Frango, Evaldo Ulinski, a estimativa para 2011 é dobrar a produção na unidade avícola de Santa Fé. Também está prevista, para o final do ano, a inauguração da unidade de Ubiratã, com abate inicial de 80 mil aves/dia. Segundo ele, a chave para o sucesso do Grupo foi a diversificação das atividades. Até 2009 só trabalhamos com frango, mas a partir de 2010 resolvemos investir em suínos, ovinos e fomos os primeiros do Brasil a lançar no mercado o novilho precoce, salienta.
Segundo Ulinski, em abril deste ano, o Grupo Big Frango irá lançar 50 novos produtos de novilho precoce, abatidos com, no máximo, 24 meses. Iremos revolucionar o mercado de bovinos. Vamos colocar na gôndola produtos sortidos de qualidade. Queremos que os consumidores comprem carne bovina pela marca, assim como fazem hoje com o frango, ressalta.
A empresa inicia 2011 com um faturamento de R$ 1,2 bilhão e, segundo o presidente do Grupo, a expectativa é de fechar o ano faturando R$ 1,5 bilhão. Em dezembro de 2009 faturamos R$ 56 milhões e em dezembro de 2010 o faturamento foi de R$ 97 milhões, ressalta. Ao longo do ano passado, foram inauguradas cinco novas unidades: em Maringá, com a produção diária de 200 toneladas de embutidos; em Palmas, com abate de 1,5 mil suínos/dia; duas unidades em Santa Fé, uma com abate de 40 mil aves/dia e outra com processo de 300 cabeças de novilhos precoces/dia, e uma unidade em Nova Andradina-MS, também com abate de 300 cabeças de novilho precoce/dia.

Mariana Fabre
Fonte: Folha de Londrina
Agromundo

Do pasto à mesa

Cadeia produtiva de carne bovina requer atenção especial do nascimento do bezerro à conservação pós-abate

Muitas pessoas não fazem ideia das etapas envolvidas por trás de um filé mignon ao ponto, quando estão degustando uma refeição. Certamente esta carne passou por um processo que se iniciou com o nascimento do bezerro e estava sob observação momentos antes daquele corte. Para manter a confiança que os consumidores têm na qualidade desta carne, os produtores brasileiros mantêm uma atenção especial com a sanidade de seu gado, que forma hoje o maior rebanho bovino mundial.
Nos primeiros meses de vida dos bovinos de corte, os grandes cuidados costumam ser com problemas umbilicais e verminoses. “Estudos de campo indicam que cerca de 30% dos bezerros apresentam doenças ligadas à cicatrização do umbigo e mais de 5% destes acabam morrendo. Porém a maior causa de morte destes animais são as verminoses, a partir do 3º mês de vida”, explica o professor e vice-diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Dr. Enrico Ortolani.
A limpeza do local do nascimento dos bezerros, que preferencialmente deve ser gramado, é importante para evitar infecções. É indicado o uso de produtos detergentes antimicrobianos nesta assepsia, como por exemplo, Biocid, desinfetante bactericida e viricida da Pfizer Saúde Animal. As verminoses devem ser combatidas por meio de vermifugações até o segundo ano de vida. “O ideal é que os animais recebam vermífugos em ciclos nos meses de maio, julho e setembro. Este controle deve ser orientado pelo médico veterinário”, esclarece o professor. O programa Controle Estratégico de Verminoses 5-7-9 é um dispositivo que pode ajudar o produtor a evitar estes problemas, por meio de assessoria de técnicos de campo.
A vacinação é um outro ponto fundamental para a sanidade de qualquer rebanho. Uma das vacinas mais importantes é contra a febre aftosa, que deve ser aplicada duas vezes ao ano, segundo calendário organizado pelo MAPA. As vacinas contra aftosa têm indicação para aplicação aos quatro meses de idade e a partir daí, reaplicadas semestralmente. “Outra vacina que merece atenção especial é a contra manqueira ou carbúnculo sintomático. Muitos bovinos costumam morrer desse problema até os quatro anos de idade e para prevení-lo alguns pecuaristas associam esta vacina a outras, para o combate de gangrena gasosa e enterotoxemia”, explica Ortolani. A Pfizer possui as vacinas Fortress 7 e 8 contra manqueira, gangrena e enterotoxemia, num único produto. A vacinação contra a raiva é recomendada apenas em áreas onde esta doença ocorre de forma endêmica, indicadas pelo MAPA.
Os medicamentos veterinários também são muito utilizados no campo. O professor Ortolani destaca que não há problemas nesse uso, desde que sejam respeitados alguns procedimentos. “É fundamental criadores e veterinários estarem atentos às instruções da bula. Certos vermífugos de ação prolongada e residual, não devem ser aplicados em bovinos prestes a irem ao abate e que entram em sistema de confinamento com duração inferior a 100 dias. Estudos realizados nos principais confinamentos brasileiros identificaram que o tempo médio de permanência neste sistema é de 90 dias”. Em 2009, a Pfizer lançou Treo ACE, um endectocida de alta concentração e ação prolongada que possui apenas 63 dias de carência para o abate.
Na fase adulta dos animais, o período mais apropriado para o abate depende da estratégia de cada criador e do preço da arroba vigente. “Um ponto chave para envio dos animais para abate é a idade e o peso. Geralmente frigoríficos compram machos e vacas de descarte entre 16 a 20 @ e novilhas entre 11 e 13 @. Quanto mais jovem for o macho ou mesmo a novilha a ser enviada para abate, maior será o pagamento pela @, dependendo do frigorífico comprador e das negociações anteriores. Machos muito velhos, com mais de quatro anos de idade, e touros são pagos com desconto pelos frigoríficos”, explica o professor.
No manejo, antes do abate, alguns cuidados devem ser observados, para a garantia de melhor aproveitamento da carcaça. Neste período pré-frigorífico, o importante é garantir peso. “Tratamentos e revacinações devem ser evitados para não provocar qualquer risco de emagrecimento. No momento do transporte os animais devem ser manejados de forma tranquila para evitar o estresse e a consequente perda de peso”, explica o professor. A lei obriga que antes do abate, os animais permaneçam 24 sem alimentação. É importante que esse seja o tempo máximo em jejum porque se o bovino passar tempo maior que este, o pecuarista terá prejuízos devido à perda de massa gorda e possíveis descontos do frigorífico. Após o abate é fundamental a conservação da carne dentro dos padrões de temperatura adequados até a distribuição para venda ao consumidor final.
As informações são da assessoria de imprensa da Pfizer Saúde Animal.

FONTE: Agrolink

EXPORTAÇÃO : Exportações de carne bovina in natura em dezembro

Em dezembro o Brasil exportou 58,6 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados preliminares do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Volume 6,2% maior que no mês anterior.
A receita com os embarques foi de US$285,3 milhões, aumento de 6,1% em relação a novembro. O preço médio praticamente se manteve estável, ficando em US$4,87 mil por tonelada.
Comparando aos resultados de dezembro de 2009 (US$283,6 milhões e 78,0 mil toneladas), a receita foi 0,6% maior e a quantidade 24,8% inferior.
O preço médio em dezembro foi 34% superior ao do mesmo período de 2009.

Fonte: Scot Consultoria

COMENTÁRIO

NA REGIÃO DE PELOTAS O BOI GORDO E VACA GORDA ESTÃO COM PREÇOS EM ALTA , DEVENDO MANTER-SE ESTA TENDÊNCIA NO DECORRER DO MÊS DE JANEIRO DE 2011. MUITA DIFICULDADE POR PARTE DOS FRIGORÍFICOS EM PREENCHER SUAS ESCALAS DE ABATE DEVIDO À POUCA OFERTA DE GADO NESTA PRIMEIRA SEMANA, COM UM NÚMERO MUITO BAIXO DE NEGÓCIOS!!!

EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DE BOI E VACA GORDA NOS PRIMEIROS DIAS DE 2011


PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA


JANEIRO
2011
MACHOSFÊMEAS
ProgramaH & BProgramaH & B
CarcaçaKG VivoCarcaçaKG VivoCarcaçaKG VivoCarcaçaKG Vivo
01 - SAB



6.303.156.253.136.002.855.982.84
02 - DOM



6.303.156.253.136.002.855.982.84
03 - SEG



6.303.156.253.136.002.855.982.84
04 - TER



6.503.256.413.216.202.956.052.87



FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Boi Gordo: Aos poucos os negócios voltam a acontecer

No mercado do boi gordo aos poucos os negócios voltam a acontecer.
Em São Paulo os frigoríficos voltaram às compras nesta terça-feira. Os compradores do estado tentam preços de até R$98,00/@, à vista, livre de funrural, porém, nesses valores os negócios travam. Aliás, abaixo dos R$100,00/@, à vista, praticamente não ocorrem negociações.
Embora normalmente o consumo caia nessa época do ano, o que força a pressão de baixa, a oferta de animais ainda é pequena, segurando, de certa forma, a queda nas cotações.
As escalas atendem entre 3 e 4 dias, em média, no estado.
No Mato Grosso do Sul, cresce o número de negócios ocorrendo por R$94,00/@, à vista, livre do imposto.
No Paraná, Sul de Goiás, Oeste do Maranhão e em Marabá – PA, os compradores abriram as compras ofertando R$1,00 a menos pela arroba e negócios ocorreram, derrubando a referência nessas praças.
Por outro lado, no Sul da Bahia, em Erechim – RS e no Sudoeste do Mato Grosso, a oferta restrita forçou reajuste nos preços.
No mercado atacadista de carne bovina com osso houve alta na cotação para a vaca casada. O mercado segue enxuto.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Embrapa desenvolve inseticida anticarrapato


Os pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste desenvolveram uma forma de neutralizar o perigo da água do banho do gado, que é um inseticida contra carrapatos, bom para o gado e ruim para o meio ambiente, porque tem alta concentração de agrotóxicos.

O protótipo, com encanamento, caixa d'água e motor elétrico custou em torno de R$ 500. Os resíduos chegam por gravidade ao local reservado para o tratamento e recebem os reagentes.

De acordo com o pesquisador Caio Gromboni, para fazer o tratamento de 150 litros do líquido são usadas quatro palhas de aço, que são dissolvidas em 100 mililitros do ácido muriático e em seguida é adicionado um litro de água oxigenada. Três horas depois já está pronto, os resíduos podem ser descartados. "O intuito desse projeto não é patentear, e sim difundir a tecnologia para que possa ser utilizada e diminuir a contaminação do meio ambiente", explica Grombini.

Na mesma unidade da Embrapa mais uma nova tecnologia - os pesquisadores buscam mais produtividade do rebanho e características como a maciez da carne.

FONTE: DCI - Diário do Comércio & Indústria

Milho/CEPEA: Indicador acumula alta de mais de 40% em 2010

Segundo o Cepea, o primeiro semestre de 2010 foi marcado pelo excedente de oferta nos mercados interno e externo de milho, o que pressionou as cotações do cereal no período. Já no segundo semestre, houve forte recuperação dos preços, impulsionados pelo aquecimento nas demandas brasileira e mundial. Entre 30 de dezembro de 2009 e 30 de dezembro de 2010, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) teve forte alta de 40,42%, fechando a R$ 28,28/sc de 60 kg. De modo geral, desde o início de 2010, as atenções de agentes estiveram voltadas ao clima e às atividades de campo, conforme pesquisas do Cepea.

FONTE: Cepea/Esalq

A erva da Coca-Cola


Imagem retrata Campanha do produto, lançado na Argentina, numa nova tentativa da Coca-Cola de ingressar no disputado mercado local da erva

De olho no lucrativo mercado argentino de erva-mate, a Coca-Cola lançou na semana passada na Argentina o La Vuelta (A volta). É a segunda vez, em menos de uma década, que a companhia tenta ingressar no disputado mercado local.

A infusão é consumida diariamente por 75% dos argentinos e está presente em 90% dos lares. Cada argentino consome anualmente sete quilos de erva-mate, enquanto compra somente um quilo de café no mesmo período.

Se dessa vez o ingresso da companhia no segmento será definitiva, só o tempo poderá responder. No momento já existe no país mais de 60 marcas do produto, responsáveis por quase 60% da produção de toda a erva-mate consumida anualmente no mundo.

Teste no Uruguai

Como forma de testar a aceitação do produto, o La Vuelta foi lançado em 2009 no mercado uruguaio e hoje em dia - mais de uma ano após o seu lançamento - é responsável por 2% do mercado. O objetivo da companhia é atingir, rapidamente, os 5%.

No vizinho Uruguai, o consumo chega a ser até mais elevado que na Argentina, já que atinge os 2,2 quilos de erva per capita mensal - , volume que coloca os uruguaios no topo do ranking mundial de tomadores de chimarrão. O mate, por sinal, está presente em 98% dos lares uruguaios.

FONTE: Gazeta do Povo

SECA NO SUL


Três municípios já decretaram situação de emergência no Rio Grande do Sul devido à estiagem. Bagé, Candiota e Pedras Altas sofrem prejuízos junto com cerca de 50 municípios do estado por causa da falta de chuvas, de acordo com a defesa civil. A estiagem é resultado do La Niña, que resfria as águas do oceano e atrasa a formação de nuvens no continente. A previsão é de seca para todo o verão.

Na cidade de Bagé, o volume de chuvas está abaixo da média desde julho de 2010, mas nos meses de novembro e dezembro a situação se agravou. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) da cidade, como ação preventiva, iniciou um sistema de racionamento de água. Bagé foi dividida em dois setores, sendo que cada um deles recebe água por um período de 12 horas.

De acordo com o diretor de Captação e Tratamento de Água do DAE, Sérgio Gonçalves, a ação continuará até que a situação das chuvas se normalizem na região, o que só deve só deve ocorrer com a chegada do inverno. “Estamos no início do verão e os níveis das barragens da cidade já estão diminuindo. Queremos estender a distribuição de água por um longo período”, disse.

No município de Candiota, a estiagem começou em dezembro. O secretário de Agricultura da cidade, Fabiano Oswald, relata que algumas ações já estão sendo tomadas, como a distribuição de água potável em locais do interior, que estão sofrendo mais com a seca.

“Nossa preocupação é que em 2010 a estiagem começou bem mais cedo, em novembro. Existem localidades onde não chove há mais de 60 dias. A produção de leite e sementes já está reduzida. Por isso estamos orientando as pessoas a racionarem água.”

Pedras Altas também decretou estado de emergência. Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Fábio Tunes, a cidade não enfrenta problemas com o abastecimento de água, mas principalmente com problemas na produção rural, como a secagem dos pastos e o emagrecimento dos animais.

“Agora estamos esperando a visita da Defesa Civil (DC) para homologação do decreto. Porque só assim os recursos, que estão previstos em R$ 5 milhões, serão liberados para amenizar os problemas”, afirma Tunes.


FONTE: Agência Brasil

Mercosul é o principal fornecedor de carne bovina para a UE

De acordo com o Departamento de Agricultura da Comissão Européia, a União Européia importou 320 mil toneladas equivalente carcaça (tec) de carne bovina durante os primeiros dez meses de 2010.
O volume é 10,6% inferior ao do mesmo período de 2009, mas o valor total, de €1,34 bilhão, aumentou 4,2%, em resposta a um incremento de 16,6% sobre o valor médio de importação.
O principal fornecedor foi o Mercosul, que enviou 78% do total de carne bovina comprada pela UE.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo inicia o ano parado

O mercado do boi gordo iniciou o ano parado.
Poucos negócios ocorreram na abertura do mercado em 2011 e os preços de referência se mantiveram estáveis em todas as praças pecuárias do Brasil.
Muitas empresas esperavam o resultado da venda de carne do final de ano e o comportamento da oferta, que deve ser maior em janeiro, para então voltarem às compras.
Além disso, ao mesmo tempo em que os frigoríficos se mantinham fora das compras, os pecuaristas não ofertavam suas boiadas. A volta do período de férias acaba retardando as negociações.
De forma geral, as escalas de abate atendem no máximo até o início da próxima semana, o que deve forçar uma maior movimentação no mercado nos próximos dias.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mercado do boi na região de Pelotas.

O mercado do boi e vaca gorda na região de Pelotas apresenta poucos negócios devido a baixa oferta de gado gordo por parte dos pecuaristas.Há pouco gado gordo ofertado,fazendo com que as escalas dos frigoríficos venham sendo encurtadas para no máximo 2 a 3 dias.Alguns frigoríficos estão querendo gado gordo para embarque imediato à compra.Os preços na semana apresentam tendência de alta.

FONTE: LUND NEGÓCIOS

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO

REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 03.01.2011


BOI: R$ 6,10 a R$ 6,40
VACA: R$ 5,90 a R$ 6,10



PRAZO: 30 DIAS



FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

ATENÇÃO


PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 03.01.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,05 A R$ 3,20
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,85

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

ATENÇÃO


PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 03.01.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,75 A R$ 2,95
TERNEIRAS R$ 2,40 A R$ 2,60
NOVILHOS R$ 2,65 A R$ 2,85
BOI MAGRO R$ 2,65 A R$ 2,80
VACA DE INVERNAR R$ 2,10 A R$ 2,20

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

COTAÇÕES



FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 03/01/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 31/12/2010 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,30R$ 6,25
KG VivoR$ 3,15R$ 3,13
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,00R$ 5,98
KG VivoR$ 2,85R$ 2,84
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Mercado do boi gordo segue parado

Mercado parado.
Praticamente não foram negociados animais neste primeiro dia útil de 2011. A pouca movimentação típica de segunda-feira foi ainda menor com os frigoríficos fora das compras, analisando as vendas do fim de semana, e um número mínimo de pecuaristas ofertando animais.
As escalas em São Paulo atendem entre 3 e 4 dias, com frigoríficos escalando animais para sexta-feira, na maioria dos casos.
As vendas no mercado atacadista com osso foram boas no fim de semana.
Embora os frigoríficos devam entrar no mercado pressionando, devido à expectativa de menor consumo e escalas razoáveis, a oferta de animais não deve ser expressiva nos próximos dias, devido ao período de férias.
Para janeiro fica a expectativa de como o abate de animais abaixo do peso, em novembro e dezembro, afetará a oferta.
Em um ano típico, o esperado seria um aumento gradual da oferta nos próximos meses. Este deve ocorrer, talvez com menor intensidade devido aos abates citados.
Quanto à demanda, em janeiro é comum o recuo no consumo, causado pelas contas acumuladas com o fim de ano e a incidência de diversos impostos.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Fechamento do boi gordo em 2010

Após 15 dias de estabilidade no final de dezembro, o boi gordo terminou o ano cotado em R$103,00/@, a prazo, livre de imposto.
Este valor é 35,1% maior que no início do ano.
Em relação ao pico de preços de meados de novembro, o valor atual é 10,4% inferior. Observe na figura 1 a escalada de pecos ocorrida no último ano.


Houve dois momentos de mercado frouxo, em maio devido à perda da qualidade das pastagens, com a venda dos animais pela falta de capacidade de suporte dos pastos.
O outro momento de instabilidade foi em novembro, após o pico de preços, com os pecuaristas vendendo para aproveitar as cotações, o que, somado a um mercado bem esticado, ocasionou os recuos no fim do ano.
A oferta melhor não se manteve e as cotações retomaram a firmeza nas últimas semanas do ano.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Más vale novillo en mano…

El director del área de Información y Análisis Económico del INAC, Pablo Caputi, abordó las grandes tendencias que hoy se visualizan en el mercado mundial de carnes. Se basó en los intercambios de un intenso encuentro con economistas de todo el mundo especializados en estos temas, que desembarcaron en nuestro país antes del Congreso de la OPIC (Oficina Permanente Internacional de la Carne), realizado en Buenos Aires en octubre pasado.

Comentando la aseveración "marketinera" de Steinfeld Henning, de la FAO, sobre que la carne será como el caviar del futuro, por el alto valor que irá adquiriendo, Caputi recordó que el mercado de caviar son 70 toneladas al año y el de carne vacuna son 700 millones. El caviar vale U$S 1.200 o 2.400 el kilo –según la clase que sea– y la carne vacuna vale U$S 3 o 4 el kilo.
La comparación es un chiste, aunque un esturión pueda medir cuatro o cinco metros y pesar tanto como un novillo (dato sorprendente, realmente).

"Otro chiste de mal gusto", dijo: "Producir carne con animales a pasto era más sano. En los encierres se contaminan con E. coli u otros dramas similares. Los pastoriles no damos hormonas, los vacunos uruguayos tienen mucho espacio, como dos canchas de fútbol para cada uno. El pasto, la biodiversidad, los pájaros, es la mejor condición en cuanto al bienestar animal. De un día para otro, nos enteramos de que el 18% de los Gases de Efecto Invernadero (GEI) vienen por los vacunos. Los animales, en realidad, pero particularmente los rumiantes, que generan metano. ¡Contaminan más que los autos!".
En el mundo crece la producción de carne de monogástricos (pollos y cerdos, sobre todo), porque son más eficientes.

"El pollo es una bolsa de maíz concentrado, es muy versátil y conveniente". Richard Brown, gurú de la Consultora Girá, formuló algunas proyecciones a 10 años, en las que establece que crece la producción de carne de aves y supera a la de cerdo. Estas dos especies, sumadas, llegarán a 240 millones de toneladas/año y triplicarán a la suma de carne de vacas y ovejas (publicamos estas gráficas de consumo y comercio de carnes en el Nº 188, de octubre pasado).

Brasil creó corporaciones transnacionales de multiproteínas, como Marfrig, JBS (que recientemente adquirió a Bertin) y Brasil Foods (resultante de la fusión de Sadia y Perdigao), que operan a nivel global en todo tipo de carnes, lácteos, colágenos, harinas y otros productos, como cueros. Las dos primeras empresas están presentes en Uruguay, con cinco de las principales plantas frigoríficas. En la gestación de estas megaempresas y en su desarrollo tuvo activa participación el Estado brasileño a través del banco público de inversión, el BNDES (ver páginas 48 a 50).

La producción de alimentos empezó finalmente a recibir buenos precios y, por esta razón y por otros factores financieros, la tierra de nuestro país se valorizó fuertemente en
los últimos años. "Hoy vale U$S 3.000 la hec-tárea, pero va a valer U$S 30.000 –afirmó Caputi provocativamente–. Hay que esperarla, nada más".
Los precios de los alimentos que exportamos continuarán firmes. Las carnes, pero sobre todo los granos para los animales de los superpoblados gigantes asiáticos, China e India, que constituyen una porción creciente de la dieta de estas sociedades.

Hizo referencia a los vecinos, destacando el papel de Brasil como potencia regional en ascenso. Brasil tiene una estrategia global, un sueño de constituirse en potencia mundial: ser en pocos años la quinta potencia económica (detrás de EEUU, China, Japón y Rusia), desplazando a Alemania. Argentina desaprovechó oportunidades y hace años que se despegó para abajo.
¿Y Uruguay?, se preguntó Caputi: "Vamos a crecer cerca de un 9%, contra nuestra voluntad. Hacemos todo para impedirlo".

El continente crece, los alimentos son el ariete de esa lucha mundial. No vamos a pe-lear por la supremacía nuclear, ni por las armas: van a ser los alimentos, con el Mercosur como la región del mundo con mayor potencial de crecimiento en esta área.
El ipod y el novillo virtual: Caputi definió al aparatito de Apple como la última palabra de la tecnología actual, capaz de resolver todos los problemas de la vida (incluso los conyugales y los deportivos, ironizó), y vale U$S 829. El novillo virtual, indicador del INAC que impulsó el propio Caputi en 2006, informa que un novillo carnicero tipo vale lo mismo: U$S 832 al productor, y genera otros U$S 152 para la industria, el Estado y otros agentes de la actividad. Valor que hoy ya está superando los U$S 1.000 y apunta a seguir aumentando. Los precios relativos han variado definitivamente.

Descalificó también la falsa oposición de producción vs servicios, tan en boga en el pensamiento corriente en Uruguay, aun en esferas decisorias gubernamentales. Y, en esa línea, se preguntó –y se respondió– si pensábamos ser la "Suiza bancaria de América":
"Es notorio –así lo señalan sus actores principales– que en nuestro país hay un grado muy bajo de bancarización y no tenemos una Bolsa de Valores de importancia. Sin embargo, estamos creciendo al 9%.

En cambio, en EEUU, la banca gigantesca y la Bolsa de Valores se hundieron y precipitaron al país a la enorme crisis de los últimos años. Es el riesgo de los sistemas financieros demasiado profundos y complejos. Es mejor producir esos novillos, que dejan mil dólares a los distintos actores de la producción. Se remunera la trazabilidad, la genética de animales y pastos, la tecnología de producción. Hay mucho trabajo, mucha innovación, mucha inteligencia en esos novillos. Muchos productos: carne, cuero, menudencias, y también subproductos –grasa, harinas–. Es mejor que andar ensayando desvaríos especulativos financieros, con derivados que cotizan en Singapur."

Pilares
Caputi señaló tres pilares de nuestra producción cárnica:
1) El mercado interno, que todavía va a crecer más, incluso incorporando más turistas a la mesa. Si 10 de los 60 kilos de carne vacuna que hoy consumimos se sustituyen con cerdo o con pollo, mejor, pero hay que ser competitivo en esos otros rubros.
2) El segundo pilar es la diversificación de las exportaciones: Uruguay tiene 100 mercados abiertos, no depende de lo que ocurra en Europa, por más relevante que sea. Remarcó la importancia de abrir los mercados de Corea y Japón ("nos va la vida", dijo). En igual sentido, en una conferencia realizada a mediados de mes, el presidente del INAC, Luis A. Fratti, anunció la visita en enero del presidente de Corea.
3) El tercer pilar es la competencia y la cooperación. Competencia que se da entre productores e industriales, y entre los distintos países, por los mercados. Competimos hasta definir el negocio, después se estabiliza la situación y es el momento de cooperar: "Tenemos un déficit de identidad, nos falta instalar una marca-país, lo que no es fácil, ya que puede interferir con las marcas empresariales o locales".

Consumidor uruguayo, primero en el mundo
El tema del mercado interno de la carne tuvo una gran importancia en el Congreso. Se le dedicó un panel, con comerciantes y técnicos, fundado en una presentación de la Cra. Valentina Herrera (INAC), que proporcionó los datos básicos. Veamos algunos puntos sintéticamente.
El consumo de carne en Uruguay aumenta sostenidamente, atado a la recuperación de los ingresos populares, luego de superada la crisis de los primeros años de la década (ver páginas 42 a 44).
La mayor parte del consumo es de carne vacuna, seguida de la de pollo, la de cerdo y, lejos, la ovina, que alcanzó un valor prohibitivo para el bolsillo popular.
Este año creció el consumo de carne vacuna, superando a Argentina y ubicando a nuestro país como el mayor consumidor del mundo por persona, y también creció el consumo de pollo y de cerdo, y bajó el de carne ovina.

Si se consideran todas las carnes, sumando el pescado y otras especies de menor volumen (p.e. el conejo, los animales de caza y otras carnes exóticas, que algún kilo adicional representan), el consumo anual ronda los 100 kilos por persona/año.
La expositora presentó un cuadro con los principales cortes que integran el set preferido del consumo (ver en esta página). Puede apreciarse la evolución de los últimos cinco años. Hoy aparece en los primeros puestos un corte de pulpa del trasero (nalga), de relativo alto valor, lo que sugiere un consumidor con mayor poder adquisitivo.
Desde un ángulo cuantitativo global, el mercado interno absorbe actualmente cerca de 210 mil toneladas anuales de carne con hueso equivalente, lo que lo confirma en su posición de principal destino individual. Para que se tenga una idea de la dimensión comparada: este año, el segundo lugar lo ocupará Rusia, con unas 120 mil toneladas.

En un volumen de 575 mil toneladas producidas el año pasado, el mercado interno representó casi un tercio del total; los restantes dos tercios corresponden a las exportaciones. Según los últimos datos presentados por el INAC a mediados de diciembre y proyectados a fin de año, en 2010 la exportación llegará a las 375 mil toneladas, un poco menos que el año previo, al igual que la producción industrial, mientras que el consumo subirá.

Otro dato que Herrera destacó fue la consolidación de la demanda de carne de cerdo fresca, en cortes, un producto que no se consumía en nuestro medio, y que adquiere creciente importancia como rubro alternativo y complementario a la carne vacuna. La producción industrial interna se dirigía fundamentalmente a la industria: en 2004, apenas 16% iba destinada al consumo fresco, para pasar a casi 60% en 2009. Ésta no es toda la oferta, porque la industria importa buena parte de la carne y la grasa requeridas para la elaboración de sus productos.
Vale suponer que el país está en condiciones de aumentar su producción de carne de cerdo sustantivamente, a partir de las interacciones de esta cadena con la ascendente agricultura, que provee de los insumos alimenticios para los animales a un costo cada vez más competitivo. La presencia de una demanda interna, que se ha ido afirmando en estos últimos años, le otorga a este rubro una base para su desarrollo.

Pero, sin duda, la gran novedad de los tiempos recientes es el fuerte crecimiento del consumo de carne de pollo, que avanzó desde los 12 kilos por persona/año en 2004 hasta un estimado por el INAC de 20 kilos para este año, en una tendencia ascendente que no ha finalizado ni mucho menos. Cabe señalar que OPYPA estima un volumen algo inferior, en el orden de 18,5 kilos, pero también subiendo respecto a los años previos. Nuestros vecinos regionales consumen más de 30 kilos anuales y nosotros vamos en esa dirección.

FONTE: EL PAIS

Estímulo à criação de Devon

Com objetivo de estimular os jovens a criarem a raça devon (ABC) a Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD) lança na próxima edição da Expointer, a 1ª prova destinada a exemplares de criadores de até 30 anos estreantes em competições. De acordo com Adelar Santarém, presidente da ABCD, os grandes campeões das categorias fêmea e macho receberão prêmio em dinheiro de R$ 10 mil cada. O objetivo é estimular os jovens a dar continuidade ao trabalho de evolução do devon, não só os filhos de tradicionais criadores, mas todas as pessoas interessadas.
No balanço do ano, a associação contabiliza a criação do Selo de Carne Devon, a realização do concurso de carcaças e o recorde de preço obtido no Top Devon. A estratégia da ABCD foi atuar em todos os segmentos da cadeia: criadores, frigoríficos e consumidores,além de ações específicas que resultaram na conscientização dos interessados no valor do produto. A carne certificada devon, vendida com exclusividade pela Casa de Carnes Moacir em Porto Alegre (RS), segue padrões rigorosos que garantem cortes de extrema qualidade. A identificação da carne é feita a partir de um selo com o logo da raça, com informações como origem, sexo e idade do animal. O Frigorífico Coqueiro também é parceiro do projeto.

A 1ª edição do concurso de carcaça avaliou a capacidade de conversão em carne e o acabamento dos animais em pé. Os exemplares foram avaliados em lotes e individualmente, através de julgamento morfológico, bem como através de exames de ultra-sonografia para avaliação da área de olho de lombo e espessura de gordura subcutânea e depois, avaliação das carcaças no gancho. O objetivo do concurso foi fomentar a produção de exemplares de gado de corte com manejo adequado, visando à obtenção de acabamento dos animais para atender aos mercados mais exigentes de carne. "Esta iniciativa é concomitante com a evolução do mercado nacional como um todo, onde atualmente existem frigoríficos e consumidores finais valorizando e remunerando estes produtos diferenciados", afirma Elizabeth Cirne Lima, atual vice-presidente da entidade.

Em busca de prosseguir no caminho do aprimoramento da raça, em 2010, durante o Tour Devon, oito criadores brasileiros formaram um consórcio para importar sêmen de quatro touros. O sêmen importado deverá ser utilizado no 2º semestre de 2011. "Pretendemos ampliar o acesso ao material genético devon nas centrais de inseminação e permitir o maior acesso para aqueles que vêem na raça uma ótima oportunidade de negócio", planeja Santarém.


FONTE: Gazeta Digital
Autor: Wisley Tomaz

Atacado de carne bovina: preços subiram na última semana

O atacado de carne bovina com osso conseguiu se recuperar nos últimos dias de 2010.
O ano foi de intenso aumento de preços para a carne bovina até novembro, quando as cotações recordes no atacado, o traseiro 1x1 chegou a ser cotado em R$9,00/kg, acabaram sendo repassadas ao consumidor depreciando o consumo.
A migração para proteínas alternativas, principalmente para o frango, fez o mercado de carne bovina recuar em dezembro.
Dessa forma, o último mês do ano, quando geralmente a demanda por carne bovina cresce, foi marcado pro comportamentos atípico, as vendas desse esse tipo de produto foram devagar.
Os preços voltaram a subir somente na última semana do mês, graças a uma ligeira melhora no consumo, e, mesmo assim, terminou o ano em preços nunca vistos em anos anteriores. Tabela 1.


FONTE: SCOT CONSULTORIA

Setor de carnes terá produção e consumo maiores em 2011

Com as óbvias e consideráveis limitações, parece nesta oportunidade interessante desenvolver projeções para o setor de carnes em 2011, tanto em nível interno como externo.
No âmbito internacional, embora ainda persistam muitas dúvidas quanto ao desempenho de importantes economias, tende-se a apostar numa recuperação, ainda que modesta.
Nesse contexto, acredita-se que o consumo mundial de carnes possa se expandir cerca de 1,5%, com destaque para as carnes de aves, cujo consumo deve crescer cerca de 2,5%.
A produção mundial de carnes deve se expandir também aproximadamente 1,5%, o que deve conferir equilíbrio entre oferta e demanda, sem maiores pressões sobre os preços.
A carne bovina deve ter comportamento distinto, com a produção recuando ligeiramente, o que certamente continuará a pressionar os preços no mercado externo.
Quando o foco da análise se volta para o Brasil, o cenário também parece otimista em termos de ampliação da produção e do consumo, embora também seja bastante provável que tenhamos mais um ano de preços relativamente altos para os consumidores.
O crescimento projetado para a economia brasileira em 2011, a continuidade da redução do desemprego (segundo o IBGE, a taxa no país atingiu o menor nível desde 2002) e a continuidade da expansão da renda, notadamente nas camadas de menor poder aquisitivo, tendem a sustentar um consumo em crescimento.
No caso da carne bovina, as estimativas são de que ocorra crescimento da produção entre 1,5% e 2%.
Essa maior produção ainda não deverá ser suficiente para provocar baixa acentuada dos preços, pois se espera que tanto os pagos pelos consumidores como os recebidos pelos produtores sejam apenas ligeiramente inferiores aos praticados em 2010, mantendo-os, portanto, em níveis historicamente elevados.
As projeções para a carne de frango são também otimistas. O crescimento da produção deve superar 3%, com a barreira de 12 milhões de toneladas sendo largamente superada.
Com as exportações sendo prejudicadas pela apreciação cambial e, eventualmente, pela suspensão das importações por parte da Rússia, a disponibilidade interna pode se elevar substancialmente, garantindo bons preços para os consumidores e um provável novo recorde de consumo per capita no país.
No caso da carne suína, espera-se que o consumo, a produção e as exportações evoluam positivamente, garantindo a expansão do setor em 2011.
Tanto para a carne de frango como para a de porco, uma forte elevação nos preços dos grãos pode influir muito negativamente sobre os custos de produção e, consequentemente, comprometer o desempenho desses setores.
Em síntese, pode-se afirmar que, na ausência de grandes conturbações econômicas ou climáticas, 2011 tende a ser um ano de crescimento do consumo e da produção de carnes.
JOSÉ VICENTE FERRAZ é engenheiro-agrônomo e diretor técnico da AgraFNP

Fonte: Folha de S.Paulo

La carne, el Uruguay y el planeta

Informe elaborado por Jorge Chouy, Nicolás Lussich y Pablo Jiménez de Aréchaga
Está cerrando un año en el que el sector cárnico de nuestro país ha transcurrido por claroscuros de acentuados contrastes, pero que finaliza con un balance bastante auspicioso.
En este número abordamos temas ganaderos desde varios ángulos, pero estribamos en el Congreso Del Campo al Plato, recientemente realizado.
En noviembre pasado tuvo lugar en las funcionales instalaciones del LATU la 6ª edición de dicho Congreso, organizado por el INAC, el INIA y el LATU, que se cumple puntualmente cada dos años, y se ha constituido en un hito insoslayable para la actualización y prospección de los temas cárnicos de nuestro país y del mundo.
Veremos los puntos salientes de esa instancia, que tuvo un énfasis en los aspectos de sustentabilidad y preservación del ambiente en un entorno mundial que cambia aceleradamente.
En cuanto a la actividad productiva local, el año finaliza a gran tren, con una faena abultada y valores altos en términos históricos para la carne y para el ganado.
La amenaza de la sequía, que ya muestra sus dientes amarillos, exprime los campos y genera distorsiones en la producción y el mercado.
No obstante, la situación no es la misma que hace dos años, cuando una sequía generalizada, aguda y extremadamente prolongada dejó tambaleante a todo el sector agropecuario, no sólo al ganadero, con secuelas que todavía se sufren.
Ahora las empresas están más fuertes, los valores internacionales están en niveles superiores, y hay más experiencia y musculatu-ra para enfrentar los problemas que se presenten.
Hay razones para el optimismo, pero no hay que descuidar los serios desafíos de la coyuntura. En este informe, no obstante, los temas elegidos apuntan más allá de los obstáculos inmediatos.

FONTE: EL PAIS

Semana crucial para a pecuária

A próxima semana será crucial para os pecuaristas da Campanha e da região Sul do Rio Grande do Sul. Se a situação iminente de estiagem continuar, poderá haver prejuízos na produção de gado de corte, que tem como alimentação principal o pasto. Segundo o diretor da Farsul Carlos Simm, a escassez de oferta de ambas regiões, que respondem por 80% da produção de gado de corte do RS, já está fazendo com que indústrias busquem abastecimento no lado Norte do RS. "Alguns caminhões já são vistos carregando gado nos municípios dos Campos de Cima da Serra, devido a dificuldade de a Metade Sul fornecer boi gordo." Simm não descarta que o produtor precise engordar os terneiros, diminuindo, assim, a fase de recria para garantir a oferta.
Segundo o assistente técnico da Emater, Fábio Schlik, a situação do pasto na Metade Sul do Estado é preocupante. Além do gado para abate, as vacas também estão sentindo os efeitos da alimentação deficiente, pois ficam fracas e não entram no cio. "Isso vai reduzir a oferta de terneiros na próxima temporada e deve elevar os preços."

O diretor-executivo do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados no RS (Sicadergs), Zilmar Moussalle, afirma que a maioria das indústrias ainda não foi afetada pela situação. "Temos escalas prontas e encomendas atendidas. Damos preferência para o gado dessa região, mas, se faltar, vamos procurar em outra."

FONTE: Correio do Povo

Tierra de gigantes

SITUACIÓN DE LAS MULTINACIONALES FRIGORÍFICAS BRASILEÑAS
La llegada de los grandes frigoríficos brasileños al mercado uruguayo implicó un fuerte cambio para la industria cárnica de nuestro país.
Hoy, Marfrig representa 22,5% de la faena, mientras que JBS Friboi, a través de la compra del Frigorífico Canelones, abarca 6,5%. Este casi 30% conjunto hace de la industria frigorífica brasileña una presencia clave en el negocio cárnico uruguayo.
Estas empresas, además de su tamaño y proyección global, agregan otro elemento que es novedoso para el Uruguay: son firmas de capital abierto, con acciones que cotizan en Bolsa.
Más aún: su proyección en los mercados de capitales ha sido uno de los elementos que explican su vertiginoso crecimiento, particularmente en el caso de Marfrig, que a través de la captación de fondos en el mercado de capitales ha podido costear una sostenida expansión en los últimos años.
Por cotizar en un mercado de capitales abierto –donde diariamente los inversores compran y venden sus acciones–, estas firmas deben cumplir con fuertes exigencias en su gestión de información, que implican la presentación de balances trimestrales e informar los hechos relevantes de su negocio al mercado de capitales donde cotizan, en este caso la Bolsa de San Pablo.

Esos informes incluyen datos de interés para todos los que directa o indirectamente están involucrados en el negocio cárnico. En el caso de Marfrig, a partir de esos datos puede conocerse que su facturación anual en Uruguay sumó 1.085 millones de reales, unos 600 millones de dólares, lo que la constituye en la principal empresa privada (incluyendo frigoríficos y curtiembre, y tomando el año móvil octubre-setiembre).
En el último informe (correspondiente al tercer trimestre de 2010) Marfrig Group informó una pérdida global de 30 millones de reales en el trimestre, luego de ganancias por 127 millones en el trimestre anterior. Esta pérdida fue consecuencia, principalmente, de mayores costos financieros y costos por coberturas cambiarias, que derivan de los seguros que debió tomar para realizar sus operaciones de adquisición.

Marfrig compró este año la firma Keystone Foods, por 1.260 millones de dólares, un paso estratégico clave que le permite constituirse como proveedor principal de McDonald’s y otras importantes marcas, en el dinámico segmento del food service. Además, logra proyectarse con vigor en el mercado asiático, en especial en China.
Para esta adquisición emitió debentures por 2.500 millones de reales (la compra se hizo en dólares), los cuales pueden ser convertibles en acciones. La deuda total de Marfrig al cierre del tercer trimestre fue de 8.074 millones de reales, de lo cual 74% es a largo plazo.
Con estos datos, el precio de las acciones de Marfrig tuvo un retroceso este año, después de haber subido fuerte en 2009. La caída responde, en cierta medida, a su propio proceso de expansión: una apuesta ambiciosa que aún debe mostrar los resultados efectivos a los inversores. Es frecuente que las acciones de una firma que se lanza a un ciclo de adquisiciones de empresas bajen su cotización a corto plazo.

Según expresó el presidente y jefe ejecutivo de Marfrig, Marcos Molina, en el citado informe, "nuestro desafío es continuar integrando las empresas adquiridas y buscar todas las sinergias en las operaciones. Más allá de esto, la recuperación económica aún lenta en algunos países, las dificultades por la volatilidad cambiaria y las condiciones sectoriales adversas de algunos mercados, siguen generando desafíos, con la expectativa de una mejora gradual en 2011".

Cortes con marca
Uno de los hechos más significativos en la evolución reciente de Marfrig fue la compra en 2009 de Seara, una de las industrias de alimentos elaborados más importantes de Brasil, por unos 900 millones de dólares.
Seara será la marca principal de Marfrig en todo el mundo (también se plantea promoverla en Uruguay). De tal manera que durante el Mundial de Sudáfrica 2010 se pudo ver la marca en la publicidad estática de los estadios. Seara fue uno de los auspiciantes de la Copa del Mundo de Fútbol a través de un contrato con la FIFA que también implica auspiciar el Mundial de Brasil 2014.
La compra de Seara permitió al Grupo Marfrig avanzar en la incorporación de industrias de alimentos elaborados, lo cual ya comenzó a dar réditos en el mercado brasileño, según se lee en el último informe trimestral:
"Compensando el aumento en los costos (léase ganado), el aumento en el poder de compra de la población y la favorable situación económica del país continúan impulsando el crecimiento en el consumo de proteína bovina en el mercado doméstico. En ese escenario, las ventas en el mercado interno sumaron 720 millones de reales en el tercer trimestre, una suba de 48% respecto al trimestre anterior. El lanzamiento de la línea de cortes bovinos de la marca Seara contribuyó con un aumento de 30% en el volumen de ventas, que llegó a un máximo histórico de 186 mil toneladas en el trimestre."
Como aludimos líneas arriba, cuando una compañía realiza una adquisición de esta envergadura, se realiza luego un seguimiento minucioso de las "sinergias" ganadas, esto es, la reducción de costos que se efectiviza en la nueva empresa al unificar tareas de diverso tipo.
En el caso de Marfrig con Seara, estas sinergias totalizaron 26,4 millones de reales en los nueve primeros meses de 2010, según el informe trimestral. Se espera que en los próximos trimestres también aparezcan las sinergias correspondientes a la adquisición de Keystone.
El resultado de todo este fuerte crecimiento es que hoy Marfrig Group posee 151 plantas industriales, centros de distribución u oficinas, en 22 países en los cinco continentes, con unas 90.000 personas integrando su plantilla.

Carne y cuero
Los informes trimestrales de Marfrig incluyen interesantes datos sobre las operaciones en Uruguay, que representa alrededor de 9% de la facturación total de la empresa, aunque dicho porcentaje cayó en el tercer trimestre, por la reducción de la faena en nuestro país.
Efectivamente, en el informe correspondiente al trimestre julio-setiembre, Marfrig señaló que su operación en Uruguay enfrentó un escenario adverso en cuanto a oferta de ganado: "La baja disponibilidad por la seca y el ciclo de ganado presionó los costos, retrayendo las ventas y comprimiendo los márgenes".
Se aclara que históricamente el tercer trimestre en Uruguay es de baja disponibilidad de ganado, y que Marfrig cerró temporalmente sus plantas de Colonia y Salto.
El escenario cambió notoriamente en estos meses de cierre anual, con un fuerte aumento en la faena. De todas formas, la provisión de materia prima y la evolución del uso de la capacidad instalada es una preocupación permanente. Marfrig no publicó cifras de este año, pero en 2009 el uso de capacidad instalada se ubicó en 55%, lo que muestra que hay margen para una mayor actividad (en Brasil llega hoy a 65%).

Las cifras de la operación frigorífica en Uruguay muestran otros datos interesantes (ver cuadro). En principio, se ve que –en kilos brutos– el mercado interno resulta más significativo que el externo. Sin embargo, esto responde a un criterio contable por el cual toda la producción de recuperos (sangre, huesos, grasa) se adjudica al mercado interno.
Esto implica unos 60 kilos por canal, cerca de 25% del peso total. En sus plantas del Sur, Marfrig coloca directamente los recuperos a fábricas que procesan y –en buena proporción- exportan su producción (harinas y expeller).

En sus plantas del Norte, por costos de flete y logística, Marfrig procesa en un digestor propio y produce harina de carne, que coloca principalmente en el mercado local.
Reconociendo esta particularidad, es interesante ver –de todas formas– la enorme diferencia entre la valorización de los kilos destinados al mercado interno respecto a los que se exportan.
Más aún: en la comparación de todas las operaciones frigoríficas de la firma (Argentina, Brasil, Uruguay, etc.), la filial uruguaya logra el mejor precio promedio de exportación (6.817 U$S/ton embarcada, contra 4.914 de Argentina y 3.754 de Brasil).

Es uno de los objetivos que Marfrig buscaba al instalarse en Uruguay: captar un mercado con una muy buena capacidad de venta en el exterior, con cuotas valiosas como la Hilton y un estatus sanitario excelente, que permite el acceso a múltiples destinos. El precio de exportación ilustra esta capacidad (ver cuadro). Europa se mantiene como el principal mercado de exportación de Marfrig Uruguay, con cerca de 35% del total.

Por otra parte, a partir de la compra de la curtiembre Branaa (Grupo Zenda), el negocio del cuero representa cerca de 30% de la facturación total de Marfrig en Uruguay.
Esta industria tiene entre sus clientes a las grandes industrias automotrices y a la aviación, y según Marfrig había sido afectada en el trimestre previo por no conseguir trasladar la suba del costo de los cueros al producto final, en función de contratos ya preestablecidos.
Eso aconteció finalmente en el tercer trimestre, lo que produjo un fuerte aumento en la facturación, a pesar de que el volumen vendido se retrajo.

El rol del BNDES
El BNDES (Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social) brasileño es un banco público que tiene un rol clave, al financiar buena parte de la expansión de las grandes empresas brasileñas, incluidos los frigoríficos. A través de BNDES Participaciones, la entidad posee 13,9% del capital de Marfrig.
Mucho mayor ha sido su rol en la expansión de JBS Friboi. En este caso, el BNDES ha invertido unos 10.000 millones de reales en la secuencia de compras de empresas que JBS realizó en los últimos años.

El caso más resonante –y que implicó al Uruguay– fue la fusión con Bertin. Según prestigiosos medios periodísticos brasileños, esta operación tuvo varias motivaciones. Una, sin dudas, fue la posibilidad de establecer complementaciones entre una empresa con una cartera de productos diferenciados de alto valor agregado (Bertin) y otra con gran capacidad de faena y producción, que se constituía (como ya lo es hoy JBS Friboi) en la principal empresa mundial de producción de carnes.
Pero, además, el alto endeudamiento que enfrentaba Bertin lo hacía sujeto de una adquisición tarde o temprano y en Brasil no se veía bien que la firma pudiera caer en manos extranjeras (hasta el propio Lula abogó para que quedara en manos brasileñas).
Así, BNDES facilitó la fusión con Bertin y hoy posee 17% de JBS Friboi. El propio presidente del comité de estrategia empresarial de JBS, el ex ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes, reconoció que "lo de Bertin fue más una oportunidad que propiamente una estrategia".

Proyecciones
En su última presentación institucional a inversores, Marfrig Group señaló las oportunidades y los desafíos principales en su estrategia futura.
Entre las oportunidades se mencionaron la integración de Seara y Keystone, la ganancia de eficiencia, el aumento de participación de mercado (market share), el crecimiento del PBI de Brasil y el crecimiento en el consumo mundial de proteínas animales, en particular en Brasil, Rusia, India y China (BRIC).

Como desafíos principales, se presentó una lista interesante de asuntos: obtener todas las potenciales sinergias de las recientes adquisiciones, la recuperación de la economía mundial, la volatilidad cambiaria, el aumento en los precios de los commodities (ganado y granos), las barreras comerciales y sanitarias, y la regulación del sector cárnico en Argentina. En este país, el gobierno restringe las exportaciones y –al mismo tiempo- la escasez de ganado ha provocado una fuerte suba en el precio de la materia prima.
Según señaló Marcos Molina en un reciente evento empresarial en Brasil, "nuestros clientes de Food Service (cadenas de comidas rápidas y restoranes) tienen operaciones en el mundo entero y quieren proveedores globales. Con nuestra plataforma mundial podemos atender clientes en China, Europa, EEUU y América del Sur". En especial, Molina destacó el gran crecimiento que prevé McDonald’s en China (ver El País Agropecuario Nº 185, páginas 14 a 20) y espera acompañarla como gran proveedor de ese mercado.

Además, dijo que Marfrig procura un acuerdo con Burger King, la gran competidora de McDonald’s. "Hicimos un acuerdo con Burger King para venderles pescado y también podemos venderle carne vacuna. Siendo una empresa casi brasileña, veremos si nos da preferencia", bromeó Molina, según reportó el Diario de Comercio e Industria.
Aludió a la reciente adquisición de Burger King por parte del grupo 3G Capital, que pagó 4.000 millones de dólares por la cadena. 3G nació en Brasil y también posee la mayoría de las acciones de la cervecera ABInbev. Su figura clave es el norteño Jorge Paulo Lemann.
Hoy Brasil es el mayor exportador de carne vacuna y pollo del mundo. JBS Friboi y Marfrig encabezan el ranking mundial de productores y exportadores de carne vacuna.

En aves y suinos, Brasil también tiene el "uno-dos": Brasil Foods (empresa creada de la fusión de Sadia y Perdigao) y Marfrig, que subió en este segmento con la adquisición de Seara. A los pentacampeones del fútbol mundial no les está yendo tan bien con la redonda, pero son líderes mundiales en alimentos.

FONTE: EL PAIS

COMUNICADO

Ao mesmo tempo que agradecemos as 16.398 visitas de 61 países por este mundo afora que recebemos este ano de 2010 em nosso blog, e em especial as 15.454 de 279 cidades brasileiras, comunicamos aos nossos amigos que voltaremos a partir do dia 03.01.2011 ,desejando um ótimo ano para 2011 com muita saúde e oportunidades.

São os votos de LUND NEGÓCIOS.

FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!

Mercado do boi

Há quase um mês a arroba do boi está com o preço estável em Mato Grosso. Os pecuaristas aproveitam o momento para vender o gado e fazer a reposição do rebanho.
Depois de cinco anos difíceis no campo, os pecuaristas de Mato Grossotêm bons motivos para comemorar. O preço da arroba está atraente para o produtor. A cotação que em julho era de R$ 77 no estado atingiu R$ 107 no final de novembro. De lá para cá houve uma pequena retração, mas nas últimas três semanas, se mantém na casa dos R$ 95. A federação que representa o setor atribui três motivos para a estabilização dos preços.
“O primeiro grande fator é justamente o poder aquisitivo do brasileiro. O segundo é a diversificação da matriz econômica do estado. Hoje o produtor não é só vendedor de boi, ele vende cana, ele vende floresta, ele vende soja, ou seja, ele não se submete mais a um preço vil. Por último, temos a diminuição do rebanho, dos 24 milhões, estamos reduzidos a 19 milhões, talvez 20”, explicou José Lemos Monteiro, Pres. Comissão Pecuária de Corte – Famasul.
Segundo a Federação de Pecuária do estado, os produtores não estão segurando boi no pasto, é que muitos precisam se capitalizar para fazer novos investimentos.
Com o preço da arroba estável, quem tinha boi gordo vendeu tudo e agora vai repor animais para a próxima entresafra. Muitos pecuaristas atrasaram a engorda em pelo menos dois meses por causa da estiagem prolongada e da alta do preço do bezerro.
Em uma propriedade no município de Terenos, a 30 km de Campo Grande, o dono vendeu o último lote de boi gordo há 20 dias. Ele disse que não se arrepende da decisão porque estava com receio de que o preço voltasse a cair. “A venda foi em momento bom, o preço estava bom e eu precisava fazer a reposição. Já tinha voltado o capim verde, as chuvas, e a gente tem que entrar em novo ciclo de engordas para o ano que vem para que permaneça a garantia de bons preços”, contou João Borges, criador.
Tudo o que o pecuarista lucrou com a venda de animais investiu na fazenda. Ele comprou quase 900 garrotes para engordar. Os animais devem ficar no pasto até maio do ano que vem e depois serão confinados.

FONTE: GLOBO RURAL