sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Boi Gordo: Oferta de animais terminados está pequena

A oferta de animais terminados está pequena.
Com o ligeiro aumento nas vendas de carne, muitas indústrias tiveram que pagar mais para manter as escalas, frente a um mercado um pouco mais demandado.
Em São Paulo as escalas atendem entre 3 e 4 dias na maior parte das vezes, sendo que para comprar gado do próprio estado, o preço é de R$101,00/@, à vista, livre do funrural, pelo menos. Para comprar lotes maiores, mais próximos e de melhor qualidade, os produtores pedem negócios diferenciados.
As ofertas de compra abaixo de R$100,00/@, nas mesmas condições, travam o mercado e quem mantém os preços neste patamar, busca oferta de outros estados, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.
Tanto que esta semana o preço do boi no Mato Grosso do Sul subiu e hoje houve aumento na cotação no Sul de Goiás. Existe pressão para aumento do preço em Goiânia e no Triângulo Mineiro, dada a forte concorrência.
O boi subiu em Alagoas e hoje é o mais caro do Brasil, cotado em R$105,00/@, a prazo, livre do funrural. A forte seca do estado diminuiu a oferta e forçou a alta.
No mercado atacadista de carne bovina os negócios estão fluindo melhor e o mercado está firme.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ANÁLISE BOVINOCULTURA

JOSÈ VICENTE FERRAZ ESPECIAL PARA A FOLHA
A bovinocultura de corte na Argentina passa por um momento crítico. Segundo a ONCCA (Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário), os abates de bovinos em 2010 recuaram em 11,8 milhões de cabeças, ou 26,6%, em relação a 2009. Em razão dessa forte redução dos abates e, por consequência, da produção -levemente compensada pelo aumento do peso médio das carcaças dos animais abatidos-, as exportações despencaram em mais de 50% e o consumo per capita caiu nada menos que 17%, registrando a menor marca dos últimos dez anos. é fato que parte desse verdadeiro desastre deriva de uma seca de proporções catastróficas que atingiu o país vizinho no segundo semestre de 2009 e que foi considerada a mais devastadora dos últimos 50 anos, ao causar uma elevação brutal nas taxas de mortalidade dos animais e também incentivar o abate prematuro de bovinos. Seguramente, entretanto, existe outro componente relevante desse quadro: uma política intervenci- onista que se mostra um grande equívoco. Já faz um bom tempo que o governo argentino, preocupado com as pressões inflacionárias decorrentes da alta dos preços dos alimentos (um fenômeno mundial), criou mecanismos explícitos ou disfarçados para limitar as exportações e, dessa forma, ampliar a oferta no mercado interno. A restrição aos embar- ques provocou um "des- colamento" dos preços internos das cotações no mer- cado internacional. O resultado dessa política foi muito negativo para toda a cadeia produtiva da carne bovina argentina. Os produtores perderam rentabilidade na pecuária, o que vem incentivando-os a procurar alternativas mais rentáveis, o que normal- mente acontece com a agricultura de grãos. Dessa forma, no país vizinho a pecuária bovina está sendo deslocada para ter- ras menos nobres, além de, em muitos casos, simplesmente encolher. A indústria frigorífica, inclusive com a participação importante de empresas brasileiras, foi duramente atingida pela redução de oferta de animais para abater, o que resultou em elevada capacidade ociosa. é evidente que os estragos diretamente causados pela seca serão recuperados, mas muitos analistas da pecuária na Argentina temem que, se a rentabilidade dos produtores argentinos não for retomada fortemente, a ponto de incentivar novos investimentos em regiões menos favoráveis à atividade, as perdas sejam permanentes na produção de bovinos. Para o mundo e, portanto, para o Brasil, as dificulda- des de um produtor importante como a Argentina no mercado mundial de carne bovina sinalizam, no curto prazo, manutenção de preços elevados. No médio e no longo prazo, talvez a ausência da Argentina signifique a oportunidade de ocupação de um novo espaço no mercado. JOSé VICENTE FERRAZ é engenheiro agrônomo e diretor técnico da Informa Economics FNP.

Fonte: Folha de S. Paulo

Informa Economics FNP - Meat and Livestock Austrália

Os preços de bovinos no Brasil continuem a ser elevadas em 2011
preços de bovinos no Brasil devem permanecer elevados ao longo de 2011 impulsionado pela continuação da produção constante e crescente demanda interna e exportação.
Apesar de o abate total de bovinos no Brasil foi estimado para ter aumento entre 1-2% em 2010, o aumento da demanda, tanto do mercado interno e os mercados de exportação empurraram os preços mais elevados. Para o ano passado, os preços de bovinos no Brasil foi 27% maior, em EUA ¢ 168.2/kg LWT - com preços chegando a EUA ¢ 230.2/kg LWT na primeira semana de novembro.
Desde a liquidação do rebanho de 2004 a 2006, a pecuária brasileira vem tentando reconstruir números, com a retenção de fêmeas bovinas subindo. Analistas locais esperam que o maior suprimento de gado, o resultado da produção de bezerros aumentou desde 2007, começará a chegar ao mercado no final de 2011 ou início de 2012. No entanto, a demanda relativamente forte irá limitar qualquer impacto sobre os preços do aumento do preço da oferta (Informa Economics FNP).
Processadores, que tem lutado com reduzida utilização de capacidade após um período de forte expansão desde meados da década de 2000, estão novamente espera-se ter um mercado rentável e crescente competição nacional para o produto de exportação ao longo de 2011. Concorrência da carne de aves e suínos não é esperado um aumento significativo no mercado interno em 2011, com os preços ea produção deve vir sob a pressão dos preços dos grãos subindo.

Fonte: Meat and Livestock Austrália

BOI GORDO – Lygia Pimentel

Tem gato escondido nesse mato?
Chove. Chove bem nas principais praças pecuárias brasileiras, ou seja, no Brasil Central. E os pastos estão verdes (com algumas exceções).
Já estamos em plena safra, ou seja, quando a terminação do gado na pastagem flui naturalmente, sem grandes custos com suplementação.
Historicamente, o boi alcança preços mais altos na entressafra, mesmo que na safra eles subam. É o que se observa no gráfico 1.


Olhando para o mercado futuro, percebe-se que o pessoal anda meio pessimista em relação à arroba, ou seja, a curva dos futuros quantifica uma queda para a entressafra, ou valores muito próximos em relação aos vigentes neste momento, período de safra. Observe o gráfico 2.






Mesmo com pastos melhores, não há melhora do quadro instalado e, com isso, a oferta de animais para o abate continua sistemicamente curta em grande parte das regiões pecuárias.
Isso poderia significar que os preços deveriam subir mais?
Bem, o consumidor já parece cansado dos altos preços registrados no varejo, o que acabou diminuindo um pouco o apetite pela carne bovina. Seu preço vinha contribuindo com os exageros nos índices de inflação.
Na verdade o consumo esfriou, mas não fez os preços caírem. Os motivos são a pequena oferta de animais e a alta ociosidade com que a indústria frigorífica trabalha hoje. A queda de preço das proteínas alternativas, como frango e suíno, também prejudica a competitividade da carne bovina.
Outro fato interessante é que existem boas notícias vindas do mercado internacional, especialmente da União Europeia. As vendas estão firmes e os preços em alta. Isso pode ajudar a enxugar um pouco a carne aqui dentro.
Pode-se dizer que há um delicado equilíbrio neste momento. Uma oferta maior ou uma demanda mais aquecida poderia fazer a balança pesar para um dos lados facilmente.
Mas voltando ao início do raciocínio, é período de safra e o boi está na casa dos R$102,00/@ à vista.
Olhando para os futuros, o boi para outubro de 2011 está na casa dos R$103,00/@. Se os futuros estiverem certos, a oferta de animais deverá se manter igual na entressafra ou o volume de animais confinados deverá suprir bem a demanda da indústria.
Será que as apostas para o mercado futuro estão certas? O preço do boi magro deverá cair de maneira considerável para estimular o confinador substancialmente? Além dos preços do boi, os custos das dietas estão atrativos para um substancial aumento no número de animais confinados? O consumo dá sinais de queda? As exportações deverão remunerar menos em 2011?
O desfecho do comportamento do mercado será conhecido apenas no decorrer do segundo semestre. No entanto, as decisões para contratos de hedge, planejamento da produção ou apostas no mercado futuro deverão, necessariamente, pesar todas as variáveis descritas anteriormente.
Analisando de acordo com o comportamento do produtor, cujas decisões se baseiam em parâmetros conhecidos, o preço de R$103,00 para outubro não parece lá muito animador.

FONTE: www.agroblog.com.br - Autor Lygia Pimentel

Análise de Mercado do Boi Gordo

Indicador Esalq continua resistindo acima dos cem reais
Mais uma vez o mercado do boi gordo reage com preços mais firmes em função da dificuldade de ofertas de animais e, um movimento maior de compras de carne por parte dos consumidores.
As pastagens foram muitos prejudicadas em 2010 e como nesta época do ano, os animais são provenientes basicamente de pastagem, a oferta se restringe.
Os lotes ofertados continuam sendo pequenos em Goiás, raros são os lotes mais numerosos. Isto se deve a vários motivos: um é que realmente a menor oferta de animais gordos, outra é que os produtores podem ter mudado a forma de comercializar, sendo mais precavidos, quando muitos se tornaram credores de frigoríficos que entraram em recuperação judicial e agora, negociando lotes menores e à vista.
As exportações de carne suína, ainda não deslancharam em Janeiro/11.
O Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&FBOVESPA - Estado de São Paulo ficou cotado a R$ 102,85/ arroba à vista e R$ 104,63 à prazo, 0,1% e -0,2% de variações comparando estes preços com os de há uma semana. A resistência dos preços acima dos cem reais continua e isso tem motivado pecuaristas.
Os preços futuros seguiram com oscilações positivas em todos os meses e tal comportamento pode favorecer positivamente nas decisões dos pecuaristas, em relação ao número de animais confinados.

MERCADO FUTURO BM&F/BOVESPA – 01/02/2011

Vencimentos

Preço de Fechamento (R$/@)

Variação (%)

Diária

Preços para Goiás*

Fevereiro/11

102,98

0,97

98,98

Março/11

100,35

0,98

96,35

Abril/11

98,75

1,30

94,75

Maio/11

97,10

1,42

93,10

Junho/11

97,40

1,43

93,40

Julho/11

99,39

1,45

95,39

Agosto/11

101,99

1,48

97,99

Setembro/11

103,11

1,51

99,11

Outubro/11

103,99

1,54

99,99

Novembro/11

103,70

1,54

99,70

Dezembro/11

101,15

1,54

97,15


* Considera-se os preços de Goiás a partir de uma diferença de preços histórica de R$ 4,00/@, com o preço médio de São Paulo. Esta diferença pode em alguns momentos variar a mais ou a menos e, não equivaler ao preço de mercado atual, que sofre várias influências.
A análise da arroba do boi é produzida pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Autor do artigo e responsável técnico: Christiane de Paula Rossi

FONTE: FAEG - Federação da Agricultura do Estado de Goiás

Boi: Carne recua menos de 1% de dezembro para janeiro

A oferta baixa em relação à demanda segue fundamentando o mercado de boi gordo, conforme pesquisadores do Cepea. A média do Indicador ESALQ/BM&FBovespa foi de R$ 103,07 no primeiro mês deste ano, apenas 1,74% abaixo dos R$ 104,90 de dezembro. Quanto à carne no atacado da Grande SP, a redução foi de 0,94%, com a média passando de R$ 6,40/kg para R$ 6,34/kg. Vale notar ainda que essa relativa sustentação ocorre em patamares altos para a série Cepea.

FONTE: CEPEA

Exportações de carne bovina recuam em janeiro

O primeiro mês de 2011 registrou saldo positivo de US$ 424 milhões na balança comercial brasileira, com média diária de US$ 20,2 milhões. Nos 21 dias úteis do período, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 30,006 bilhões, com média de US$ 1,428 bilhão por dia útil. Neste resultado, houve crescimento de 25,4% em relação à média de janeiro do ano passado (US$ 1,139 bilhão) e retração de 9,9% na comparação com dezembro último (média de US$ 1,585 bilhão).
As exportações em janeiro foram de US$ 15,215 bilhões, com média diária de US$ 724,5 milhões. Por este comparativo, o valor é 28,2% superior à média de US$ 565,3 milhões do mês de janeiro de 2010 e 20,3% menor que a de dezembro passado (US$ 909,5 milhões).
Carne bovina in natura
Segundo os dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no mês passado os exportadores brasileiros enviaram ao exterior 51.800 toneladas de carne bovina in natura. Estas operações foram responsáveis por uma receita de US$ 250,6 milhões.
Se compararmos os dados de janeiro com os valores apurados em dezembro passado temos que a receita registrou uma retração de 12,15% e o volume embarcado recuou 11,57%. o Preço médio da carne bovina in natura exportada também recuou, ficando em US$ 4.838/tonelada.
Tabela 1. Exportações brasileiras de carne bovina in natura


Gráfico 1. Exportações brasileiras de carne bovina in natura



Gráfico 2. Preço médio da carne bovina in natura,/i> exportada


FONTE: BEEFPOINT

Diferença entre o preço do boi e da vaca aumenta

O ágio do preço do boi sobre o da vaca está em 10,3% no Mato Grosso do Sul.
Isto está ocorrendo porque a disponibilidade de fêmeas na região é maior, o que segura as cotações das fêmeas. Veja a figura 1.


A valorização dos machos ocorrida esta semana não foi acompanhada por valorização das fêmeas.
Este diferencial tende a ser maior no início do ano, quando aumenta a oferta de fêmeas de descarte da estação de monta, o que desvaloriza a categoria.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Gado em pé: australianos buscam melhorar bem-estar

A indústria de exportação de gado em pé da Austrália pretende fazer melhorias na questão de bem-estar animal em seu maior mercado de exportação, a Indonésia. Esse anúncio foi feito após um estudo independente, feito pela Live Trade Animal Welfare Partnership com o Governo australiano, ter sido divulgado.
A equipe, liderada pelo professor emérito em Ciência Veterinária da Universidade Melbourne, Ivan Caple, conduziu um estudo independente sobre as condições de bem-estar animal para o gado na Indonésia do ponto de chegada da Austrália ao abate. Foram avaliadas 17 estabelecimentos da Indonésia para classificar a efetividade dos programas de bem-estar animal da indústria.
O bem-estar do gado australiano na Indonésia estava, de forma geral, bom, informou o estudo. No entanto, foram feitas recomendações para melhorias nesse ponto. A indústria já implementou ou vai implementar essas melhorias que incluem: melhora nos materiais de treinamento no local de abate e extensão da competência dos encarregados pelos animais através de programas de treinamento, revisão e suporte; estímulo à adoção do stunning (atordoamento do animal) no abate de bovinos australianos; estruturação de diretrizes de manejo para garantir que o longo período de transporte forneça tempo suficiente de descanso para os animais; mais programas de manejo dos estabelecimentos de engorda para expandir o suporte técnico fornecido pelos confinadores da Indonésia.
A indústria de exportação da Austrália está comprometida a fazer essas melhorias na Indonésia e apoia totalmente todas as recomendações feitas pela equipe de especialistas, disse o diretor executivo da LiveCorp., Cameron Hall.
"Estamos satisfeitos que o estudo reconheceu os bons padrões de bem estar animal na Indonésia para o gado australiano", disse Hall. "Muitas das áreas que requerem mais melhoras serão mais eficientemente resolvidas estendendo ou modificando programas que já são feitos pelo Meat and Livestock Australia (MLA) e pela LiveCorp., com o suporte dos governo da Indonésia e da Austrália".
"A indústria tem há muito tempo reconhecido a importância de melhorar o bem-estar dos bovinos australianos na Indonésia, particularmente no ponto de processamento, e isso é refletido claramente em nosso plano de ação e nossos investimentos anuais de mais de A$ 1 milhão (US$ 993,34 mil) em bem-estar animal na Indonésia. A Indonésia é o maior e mais importante mercado de exportação de gado em pé da Austrália e é o principal mercado para os produtores de bovinos do norte da Austrália. Garantir melhoras no bem-estar animal é crítico para a sustentabilidade de longo prazo do comércio e contínuas melhoras no bem-estar animal na Indonésia é a maior prioridade da indústria de exportação de gado".

Em 01/02/11:
1 Dólar Australiano = US$ 0,99334
1,00649 Dólar Australiano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE: MeatPoultry.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Boi: Arroba tem tendência de alta no mercado estadual

O preço da arroba do boi gordo deve subir no segundo trimestre deste ano em Mato Grosso. Ainda não há uma estimativa de quanto será a majoração, resultado do longo período de estiagem no ano passado, associado à proliferação de pragas nas pastagens, o que prejudicará a oferta de pasto para os animais entre os meses de maio e agosto.
"Sem estoque de pasto, pode faltar boi gordo no mercado", explica o diretor de Relações da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rogério Romanini. Segundo ele, com a demanda aquecida pela carne, os preços devem apresentar alta. "Este problema tem sido relatado por produtores de todas as regiões de Mato Grosso". Além disso, ele diz que a alternativa do pecuarista é investir em rações e outros tipos de alimentos para o gado.
De acordo com Romanini, atualmente o preço da arroba do boi disponível no mercado é de R$ 93 em Mato Grosso. A cotação para vaca chega a R$ 83/arroba. Ele ressalta que a escala para abate está em 10 dias. Conforme o representante da Famato, o Estado tem abatido mais fêmeas. "O boi demora mais para engordar em relação a fêmea", explica. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que em 2010 foram abatidos 2,852 milhões de animais, ante a 2,684 milhões registrado em 2009.

Fonte: A Gazeta

Escalas curtas indicam pouca oferta

Os frigoríficos em São Paulo têm trabalhado com uma programação de abate em torno de 3 ou 4 dias nas últimas semanas.
A oferta pequena de animais terminados, a resistência para o aumento das cotações e as incertezas com relação ao comportamento do mercado fizeram com que as escalas de abate no estado diminuíssem nos últimos meses.
Desde novembro, quando houve o aumento da oferta e os preços recuaram, as programações médias de abate vêm diminuindo, conforme pode ser observado na figura 1.


Observe que atualmente as escalas estão entre as mais curtas desde 2007, indicando que realmente existe pouca disponibilidade de animais para o abate.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Inflação na pecuária

Reprodução permitida desde que citada a fonte

Esta semana vamos falar de inflação. Melhor dizendo, vamos falar do impacto da inflação na atividade pecuária. Para isso vamos colocar três gráficos — a inflação propriamente dita, o valor da arroba comparado com a inflação e o que acontece quando a gente coloca os custos de produção em cima disso.
Qual a razão de olharmos a inflação na nossa atividade? Pelo mesmo motivo que qualquer um olha a inflação, caro leitor. Ela corrói o poder de compra da moeda. Uma atividade sem inflação é como um lago. Você consegue atravessar com facilidade a nado. Uma atividade onde a inflação é presente seria como navegar em um rio contra a correnteza.
Colocado de outra forma, pense no que você hoje compraria com mil reais. Pensou? Pois em 1994, você gastaria não mais que quatrocentos reais para comprar as mesmas coisas. Esses seiscentos reais, para onde foi? Evaporou. Isso é inflação.
Da mesma forma, ao longo do tempo a arroba do boi tem que subir para manter o poder de compra do produtor. Mas vamos ser justos aqui, isso não é exclusividade da pecuária. Essa eterna luta entre preço de venda e inflação ocorre em todas as atividades.
Mas existe uma diferença. A atividade agropecuária não tem o poder de colocar preço no seu produto, sendo sujeito às variações da oferta de todos os produtores tudo ao mesmo tempo. Ou você acha que só você produz boi gordo? Vaca gorda? Tem uma pá de gente que faz isso também, todos vendendo os mesmos tipos de animais mais ou menos nas mesmas épocas do ano. É por isso que nenhum produtor tem como botar o seu preço. O mercado é de um produto que não é diferenciado. Não tem marca. Soja, milho, cobre, alumínio, petróleo, possuem um comportamento parecido no sentido de todos serem commodities.
(Existem produtores que conseguem agregar valor ao seu animal e vendê-lo melhor, com ágio, para o frigorífico. Mas esse é um mercado proporcionalmente pequeno e permanecerá pequeno, sempre, para compensar os custos mais altos de produção. É só pensar na quantidade de motos que a BMW vende — 98 mil — em contrapartida da quantidade total de Hondas que são vendidas no Brasil — 1,4 milhão).
Então, a arroba tem que subir para acompanhar a inflação. Mas quando a gente fala de inflação, estamos falando do que, na realidade? Observe o gráfico abaixo.


Estamos falando de uma alta de 160% desde 1994. Isso deu uma inflação média de aproximadamente 0,81% ao mês desde então. Ou uma inflação de 9,72% ao ano. Entende a razão da arroba ter que subir? Se ela não subir a inflação toma conta.
Ah, mas a arroba sobe também e essa é uma das belezas da carne bovina. Ela é um excelente acompanhador da inflação. É só lembrar o período inflacionário da década de 80. Quer saber? É só olhar para o nosso período aqui na figura abaixo para ter o exemplo real e concreto perto de nós.


Observe a variação acumulada da arroba do boi, nessa linha vermelha sobreposta à inflação acumulada no mesmo período. Repare os períodos em que a arroba trabalhava abaixo da inflação e os períodos em que ela trabalhava próxima ou até acima, por breves momentos. Estes períodos em que a arroba trabalhava abaixo da inflação, todos eles foram momentos muito ruins para a pecuária, de baixo poder aquisitivo para o pecuarista. Os momentos em que a arroba ficava próxima da inflação foram, de um modo geral, momentos bons para a atividade. Repare que estamos passando por um desses momentos bons agora.
Tem hora que menos é mais, diz o ditado. Observe o terceiro gráfico. Esse é um desses gráficos que enquadram nesse tipo de raciocínio. Ele é o mesmo gráfico do meio, só que mostra a diferença entre a inflação e a arroba. De uma forma simples, direta a gente enxerga o estado atual da pecuária, pelo menos para um olhar amplo, contemplativo, como se estivesse enxergando lá de cima da montanha a atividade. Gosto demais deste aí. Não é à toa que é o meu principal gráfico.



Só que com o passar dos anos a gente vai aprendendo e acumulando um pouco mais de lembranças... Em 2008, no auge do preço da arroba eu olhava para esse gráfico e não gostava muito do que ele me dizia. Esqueça por um instante a alta de 2010 e lembre-se de 2008. Foi uma alta espetacular para a arroba, não foi? Foi tão boa que rompeu os picos (no 3º gráfico) anteriores de 1999 e 2002 por uma margem significativa. Impressionante!
Mas eu hesitava na comemoração... Não me sentia como se realmente o mercado estivesse em 2008 melhor que em 1999. Ou até mesmo 2002. É aí que entra um pouco das lembranças. Lembro-me da atividade em 1999 e em 2002. A sensação era que lá atrás a coisa estava melhor que em 2008, mas não sabia a razão de estar sentindo isso. O fato é que fiquei obcecado para conseguir uma forma de provar que 2008, com sua alta espetacular não estava sendo melhor para a engorda de boi do que foi 1999 e 2002.
Daí, consegui alguns os dados e cheguei ao gráfico abaixo. Esse gráfico é a paulada da inflação e dos custos de produção sobre a arroba do boi. Ele está mostrado em porcentagem, como nos anteriores, então o enxergue como a arroba tendo que brigar contra uma inflação anabolizada.


Aqui dá para ver que eu não estava louco ao sentir 2008 como um ano inferior a 1999 e 2002. De fato, foi assim mesmo, como a gente pode observar aqui. O que mudou? O que mudou caro leitor, ou melhor, o que mudaram foram os custos de produção. Subiram muito rápido logo após as altas de 1999 e 2002 e lá permaneceram. Então veja você como são as coisas no mundo das commodities.
Você até pode ter anos bons, em que você respira um pouco. Mas os custos de produção deixam essa janela aberta para você respirar por pouco tempo. Logo, logo os custos sobem e a janela se fecha.
É por isso que 2008 não foi um ano completo, mesmo com a alta que ocorreu. A arroba lá ainda não tinha conseguido “zerar” a inflação e os custos de produção. Como você pode ver isso só ocorreu de verdade agora em 2010.
Então quer dizer que estamos em um bom preço para a arroba? Sim.
Isso vai continuar?
Não seja tão malvado comigo... Como é que eu posso saber? Não tenho bola de cristal. Só consigo olhar para o que já aconteceu e tentar traçar paralelos.
Ah, mas você quer que eu fale mesmo assim? Hum... Vamos lá então.
Esses preços bons vão continuar? Não sei caro leitor. Mas aqui no texto de hoje você viu duas coisas. Inflação e custos. A inflação é importantíssima para a rentabilidade do produtor.


Atualmente a inflação está em trajetória de alta, como você pode ver no gráfico acima a somatória dos últimos 12 meses. Estamos ao redor de 10% agora. As últimas pesquisas entre os entendidos em inflação, dizem que ela deverá fechar 2011 entre 5% e 6%, ou seja, caindo desde os valores atuais. Vamos ver.
Os custos de produção seguem uma trajetória mais previsível. Não disse que depois de 1999 e 2002 os custos puxaram para cima? Você tem acompanhado recentemente as altas das matérias primas do setor de nutrição? Reparou no preço da vacina de aftosa? No vermífugo... Aliás, que sacanagem é essa de praticamente retirar do mercado os vermífugos a 1%? Só se acha 3,5%, e muito mais caro proporcionalmente.
Passamos em 2008 e em 2010 por dois momentos excelentes de preços para a arroba, fazendo a remuneração do produtor melhorar. Se lá atrás em 1999 e 2002 os custos subiram depois dessa melhora na renda, qual seria a razão dos custos não subirem agora?
Acho que você já sabe a resposta.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Brasil disputa espaço da carne argentina

Meta nacional é fazer exportações ultrapassarem novamente US$ 5 bilhões atendendo demanda que o país vizinho vem abandonando
Um dos setores do agronegócio brasileiro mais abatidos pela crise de 2008/09, a pecuária deu a volta por cima no ano passado e traça metas ambiciosas para 2011. A disparada dos preços da carne e o reaquecimento do consumo que marcaram 2010 anunciam um novo ciclo de expansão para o setor, que planeja retomar investimentos para continuar crescendo neste ano. Sem deixar de lado a demanda doméstica, os pecuaristas brasileiros miram o mercado externo e querem alcançar US$ 5 bilhões em exportação em 2011 – marca atingida em 2008, mas perdida no ano seguinte.
O momento é especialmente favorável para a retomada de mercados perdidos durante a crise, afirmam especialistas. Isso porque o Brasil seria o principal candidato a ocupar a lacuna deixada pela Argentina no mercado internacional. O país vizinho, que há seis anos era o terceiro maior fornecedor mundial de carne bovina, tem reduzido drasticamente os seus embarques nos últimos anos.

Desestimulados por políticas públicas que impõem fortes restrições às vendas externas, os argentinos viram suas exportações irem à lona no ano passado. Os dados oficiais mostram uma amarga queda de 53% no volume exportado pelo país em 2010. E o Brasil segue como maior exportador do mundo em volume, graças a um rebanho de mais de 200 milhões de cabeças, concentrado no Centro-Oeste. A expansão pode finalmente destravar as vendas externas de estados como o Paraná – que vem tentando recuperar embarques desde a crise da aftosa de 2005.

Antes da crise econômica internacional, os pecuaristas argentinos mantinham um rebanho de cerca de 50 milhões de animais. Mas a conjuntura política e uma das mais severas secas dos últimos anos – que devastou as pastagens e aumentou o abate de fêmeas – reduziram o plantel argentino de gado de corte em 10 milhões de cabeças no ano passado, conforme as entidades do setor. Como consequência, os abates caíram de 13,5 milhões em 2009 para 11 milhões em 2010. Um dos maiores consumidores de carne bovina do mundo, o país vizinho também vê a sua demanda interna minguar. O consumo per capita anual recuou de 70 quilos em 2009 para 55 quilos em 2010 e pode fechar 2011 próximo de 40 quilos. Cerca de 90% da produção de carne do país, que no ano passado somou 2,5 milhões de toneladas, são destinados ao mercado doméstico.
“O governo da Argentina deu um tiro no pé ao limitar as exportações. O país pode virar importador nos próximos anos. E o Brasil é o único país que pode ocupar esse gap. Uruguai, Paraguai, Austrália e Estados Unidos têm potencial limitado de crescimento, seja por já terem alcançado o limite de área ou de tecnologia ou por terem um mercado interno muito forte”, analisa Alex Lopes da Silva, da Scot Consultoria.

A avaliação de Silva é compartilhada, ainda que com ressalvas, pelo analista Carlos Cogo, da Cogo Consultoria Agroeco­nômica. Ele observa que o Brasil já abocanhou em 2010 parte do mercado aberto pela Argentina, mas afirma que havia espaço para um crescimento muito maior. “Se tivéssemos produzido meio milhão de toneladas a mais esse volume teria sido escoado facilmente”, declara.

As exportações brasileiras de carne bovina, que vinham crescendo desde 2004, quando ultrapassaram pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas, levaram um tombo em 2008/09. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que 1,23 milhão de toneladas de carne bovina in natura e processada deixaram os portos brasileiros no ano passado. Em 2006, chegou-se a 1,52 milhão de toneladas.
Os preços em alta no mercado internacional amparam o faturamento d
o setor. A receita das exportações somou US$ 4,8 bilhões no ano passado, acima dos US$ 4,1 de 2009, mas ainda atrás do recorde de US$ 5,3 milhões de 2008. A meta da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para 2011 é se aproximar do resultado de três anos atrás.

“Com a dissipação dos efeitos da crise econômica global, os resultados voltam a aparecer. Mas para crescer com segurança o setor precisa de incentivo do governo. As políticas públicas que temos hoje são incompatíveis com o status da pecuária brasileira no mercado internacional”, frisa Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne- PR).

FONTE: Gazeta do Povo
Autor: Luana Gomes

Variações nos preços do boi gordo em janeiro

O primeiro mês do ano não teve o aumento de oferta que se esperava.
Embora o consumo lento de carne bovina tenha mantido a pressão sobre os preços na maior parte das regiões, não foi em todas que houve recuos.
Em uma média das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve recuo de 1,2% nos preços do boi gordo.
O maior recuo ocorreu no Oeste do Maranhão, queda de 8,4%, seguido por Redenção-PA, onde o preço caiu 7,7%.
As cotações estão no mesmo patamar do início do ano em 7 regiões.
Também houve valorizações. As maiores foram no Rio Grande do Sul, onde a seca não permite a terminação dos animais. Em Erechim o preço do boi gordo subiu 5,4% e em Pelotas, 9,7%.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Alta na cotação do boi em pé devolve ânimo aos pecuaristas

O aumento no preço da arroba do boi de R$ 72,00 em 2008 para pouco mais de R$ 100,00 no ano passado devolveu o otimismo aos pecuaristas da região de Umuarama, uma das que mais criam gado de corte no Paraná. “Depois de passar três anos registrando prejuízos, enfim chegou a hora de lucrar um pouco”, diz Sidney Lujan, que trabalha com engorda de gado em confinamento.
Lujan recorda que a década passada foi de altos e baixos. E antes da reação do preço em 2010, foram três anos trabalhando no vermelho. Ele diz que investiu alto na estrutura para confinar a média de mil cabeças de gado ao ano e estava desanimado até o primeiro semestre do ano passado, quando teve de vender a arroba do boi a R$ 71,00. “Isso torna a atividade inviável e desestimula os investimentos.”
A situação do gado em confinamento é ainda mais delicada. No dia em que o animal atinge o peso esperado, os pecuaristas sentem-se pressionados a vender, e acabam tendo de aceitar as ofertas dos frigoríficos.
A expectativa de que o valor da arroba continue entre R$ 95,00 a R$ 100,00 reanima o setor. Muitos pecuaristas da região de Umuarama estavam migrando para o cultivo de cana-de-açúcar. “Agora ninguém mais quer saber de arrendar seus pastos”, afirma Lujan. “Mas quem trabalha com cria e recria na região está investindo em matrizes porque os preços voltaram a ser bons.”
O pecuarista João Augusto Toesca, que cria touros para reprodução, conta que o animal, antes vendido com 30 meses, agora está saindo 8 meses mais novo, um sinal de que o rebanho está em expansão. Em sua avaliação, por causa do aumento estimado em 30% nos custos, a pecuária ganha viabilidade só com a arroba de boi em pé acima de R$ 100,00.
Com rebanho no Paraná e em Mato Grosso – líder nacional na produção de bovinos, com 28 milhões de cabeças –, Toesca defende que o caminho é a profissionalização. Ele acompanha em tempo real as oscilações do mercado mundial quando tem boi para vender. “A gente demora três anos para deixar um boi pronto para o abate e não pode perder dinheiro na hora da venda.”

Fonte: Gazeta do Povo

Expectativas para o comércio internacional de carne bovina em 2011

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), a demanda internacional por carne bovina em 2011 deverá permanecer firme, talvez acima do observado em 2010.
No entanto, a expectativa do Departamento é que nos Estados Unidos haverá menos carne para exportação.
Diante da redução da oferta, a previsão de exportação para 2011 mantém-se inalterada desde o ano passado, em um milhão de toneladas equivalente carcaça (tec).
Ainda segundo o USDA, com relação aos clientes internacionais, a demanda por carne bovina entre os parceiros comerciais asiáticos deverá permanecer aquecida em 2011, com o dólar desvalorizado e a retomada do crescimento econômico global.
Um aumento da produção no México, entretanto, pode dificultar as exportações para este país, principal comprador da carne norte-americana.
Para o Brasil, o USDA prevê a exportação de 1,81 milhão de tec em 2011.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi inteiro ou castrado?

É interessante como a internet e principalmente as redes sociais podem aproximar pessoas com os mesmos interesses. Claro que é muito chato quando você está conversando com alguém e essa pessoa fica o tempo todo mexendo no celular, mas esta tecnologia é uma maneira moderna e dinâmica de se manter informado e também discutir sobre os mais diversos temas.
Na semana passada assistimos a um debate muito interessante no Twitter. Boi castrado ou boi inteiro: o que é melhor?
Roberto Barcellos postou na rede de microblogs: "Boi inteiro x boi castrado. Produtor x frigorifico. Cada vez mais o consumidor influenciará nesta briga. Pode demorar, mas já tem algo no ar (.), por outro lado é bom de demore, pois não temos qualidade. Salvo alguns projetos que somados dão menos de 1% [do volume comercializado].
Leonardo Alencar comentou que realmente "já tem algo no ar, mas ainda falta conscientização! O consumo é crescente nas classes onde o fator predominante é preço".
Falando sobre produtos diferenciados e carne de qualidade, Otávio Juliato levantou a questão do porque "muitas boutiques de carne, com produtos e preços premium, não conseguem decolar". Ele concorda com Leonardo Alencar que falta conscientização. "Quem paga um preço maior, prefere o "Bife de Tira" da "casa" da moda, do que levar o bifão pra casa", completou Juliato, fazendo referência de que ainda hoje as carnes especiais e com qualidade garantida não foram encorporadas ao dia a dia da população brasileira.
Deixando um pouco de lado a questão da percepção do consumidor sobre carne de qualidade e partindo para a discussão de castrado ou inteiro, Fabiano Tito Rosa http://twitter.com/#!/fabianortr, do Minerva, comentou que hoje o boi casado capão está valendo R$ 0,50 a R$ 0,70/kg a mais que o inteiro. Em arroba equivaleria de R$ 7,5 a R$ 10,5 de plus.
Rogério Goulart, editor da Carta Pecuária fez a seguinte avaliação: "com prêmio se compraria boi melhor acabado, compraria sim", e alfinetou Fabiano Tito Rosa, do Minerva, "repassa esse ágio pro boi que castro todos os meus animais".
Segundo Fábio Dias com R$10,00/@ de prêmio dá para voltar a conversar, pois o diferencial quase repõe a queda de 12% na produtividade entre inteiro e capão. "Seria necessário um prêmio de 12 a 15% para valer a pena castrar os bois confinados. Mas temos que considerar o enorme risco de mercado. Castramos 1 ano antes do abate e se o mercado mudar?"
"A questão é que a carcaça de capão vale R$ 93,00/@ (6,20/kg). Com este preço ainda não dá margem, como premiar?", rebateu Tito Rosa.
Gustavo Figueiredo, entrou na conversa e comentou que todos sabem da superioridade da carne do capão em relação ao inteiro há tempos. "Assim a arroba deve ser paga diferenciada também. Caso contrário ninguém fará este boi".
"O rendimento é muito diferente. Todos sabemos. E falo isto, pois durante anos tentamos implementar este sistema no Bertin, mas nem os proprietários do frigorífico incentivavam a castração, sendo que os confinamentos próprios eram de animais inteiros. Sinceramente acho que nenhum dono de frigorífico tem animal castrado, salvos alguns programas do Marfrig", completou Figueiredo.
Eduardo Lund, de Pelotas/RS, trouxe mais informações comentando: "aqui no sul boi inteiro para abate nem pensar, apesar do Marfrig estar começando projetos para abates de touros".
Vale a pena castrar ou não? Deixe suas opiniões através do espaço para cartas do leitor abaixo.

FONTE: BEEFPOINT

União Européia pagou melhor pela carne brasileira em 2010

Dentre os principais compradores de carne bovina in natura do Brasil em 2010, o maior preço médio conseguido pelos exportadores brasileiros foi para a venda para a União Européia.
Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o preço médio da carne bovina in natura brasileira para a União Européia foi de US$5,9 mil por tonelada equivalente carcaça (tec), seguido do Chile (US$3,57 mil/tec), Oriente Médio (US$3,3 mil/tec) e Rússia (US$2,77 mil /tec). Veja figura 1.


Na análise destes preços é necessário levar em consideração os produtos que cada um dos mercados compra: a União Européia compra mais cortes nobres (traseiro), ao ponto que a Rússia compra dianteiro, por exemplo.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Empresários da Colômbia e da Bolívia percorrem fazendas de Hereford e Braford

Jornalistas que integram Projeto Imagem também acompanham a comitiva do Projeto Brazilian Hereford & Braford
Empresários da Colômbia e da Bolívia interessados em genética Hereford e Braford percorrem, de 31 de janeiro a 04 de fevereiro, fazendas do Projeto Brazilian Hereford & Braford (BHB), parceria da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O tour técnico no Rio Grande do Sul conta ainda com a participação de jornalistas da Colômbia.
Nove empresas gaúchas que integram o BHB participam da rodada de visitas: Fazenda Pitangueira (Itaqui), Cabanha Touro Passo (Uruguaiana), Agropecuária Odair Gonzalez (Uruguaiana), Agropecuária Santa Ana (Uruguaiana), Cabanha Pedro Surreaux (Uruguaiana), Estância do Sossego (Uruguaiana), Agropecuária Nova Aurora e Anjo da Guarda (Uruguaiana), GAP Genética (Uruguaiana) e a CORT Genética do Brasil (Uruguaiana).
Além das visitas, o grupo colombiano e boliviano – formado por nove empresários e dois jornalistas – acompanha uma apresentação técnica sobre as raças Hereford e Braford no Brasil feita pelo inspetor técnico da ABHB Marcelo Louzada. O grupo também participa de encontro, no qual a Associação Brasileira de Hereford e Braford assinará um convênio de cooperação técnica com a Associação de Hereford e Braford da Colômbia (ASOHereford e Braford), e da rodada de negócios com as empresas do BHB. Na sexta-feira, a comitiva acompanhará um abate técnico no Frigorífico Silva, em Santa Maria, e conhecerá detalhes sobre os programas de qualidade da carneHereford e Braford aplicados pela equipe da ABHB, na indústria.

Mais informações para a Imprensa:
Luciana Bueno Escritório de Comunicação
Luciana Bueno - MTb/RS 8508
luciana.bueno@bhb.org.br – (51) 9181 7734

FONTE: APEX BRASIL

Prefeito de Xinguara se reúne em Brasília com autoridades do Irã

Para atender um chamado em Brasília, o prefeito de Xinguara, José Davi Passos se deslocou para a capital federal, nesta segunda-feira, a fim de participar de uma reunião com representantes do Governo do Irã sobre exportação de gado em pé para aquela Nação. Como um dos maiores exportadores de gado para países do Oriente Médio, o município de Xinguara vem sendo visto como tal pelas autoridades brasileiras e iranianas, por esta razão é que foi pedida a presença do prefeito e de alguns fazendeiros que detém propriedades rurais no município. A reunião acontecerá nesta terça-feira, no Ministério da Agricultura.

FONTE: BLOG DO EDMAR BRITO