quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mercado trabalha em cenário mais firme e arroba registra alta de 2,2% na semana

Nesta semana o mercado do boi gordo trabalhou em ritmo lento, apesar do mercado da carne ter reagido os frigoríficos evitam reajustar os preços ofertados comprando apenas o necessário. Não foi difícil encontrar compradores que após completar escalas para alguns dias saíram do mercado causando grande oscilação nos preços do boi gordo. Por outro lado, alguns agentes lembram que já estamos bem próximos das festas de final de ano e muitos pecuaristas já estão pensando em férias e viagens, deixando de negociar seus animais e tornando a oferta mais enxuta.
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou valorização de 1,03% na semana, sendo cotado a R$ 105,12/@ na última quarta-feira. O indicador a prazo foi cotado a R$ 106,46/@. com variação positiva de 2,20% no período de 8 a 15 de dezembro.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio


Nesta semana, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, afirmou que espera que a oferta de boi gordo se normalize no ano que vem.
"Depois do pico de abate de matrizes em 2006 estamos caminhando para uma constante no abate de fêmeas, que culminará na recomposição do rebanho. Em 2010, como foi um ano muito seco que acabou atrapalhando a engorda dos animais, ainda não vimos uma oferta e demanda equilibrada. Mas em 2011 teremos uma oferta melhor de animais", afirmou o executivo.
O presidente do Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, pensa da mesma maneira. Para ele o cenário atual de oferta restrita de boi gordo no Brasil deverá se alterar somente a partir de fevereiro de 2011 e, consequentemente, haverá, a partir desse período, uma queda de preços nas cotações da arroba. Segundo Queiroz, já está ocorrendo no país uma retenção de matrizes, com a diminuição do abate de fêmeas e o aumento da produção de bezerros.

"Aliás, se compararmos com a situação dos outros países, o Brasil é o único que está nesse momento de recomposição de rebanho. Por exemplo, a Argentina está numa situação complicada e já estão surgindo rumores de que o país começará a importar gado. Na Europa, cada vez mais estão cortando os subsídios ao agronegócio", afirmou o executivo.
"O Brasil estará sem concorrente nas exportações. Veremos em 2011 uma grande oportunidade nas exportações, embora com um mercado ainda muito volátil, já que praticamente todos os mercados estão com preços altos e estoques muito baixos", disse.
Porém alguns leitores do BeefPoint não concordam com estas avaliações. Para Rodrigo Freitas, de Goiânia/GO, "a oferta de boi em 2011 vai ser menor que em 2010, esse ciclo só terminará em 2012".

Willian Gouveia Piloni, de Alta Floresta/MT, avalia que "com vacas valendo R$ 90,00/@, é muito raro alguém segurar fêmeas para matriz, elas foram todas para abate. O gado vai ficando cada vez mais raro, e o preço cada vez melhor para o pecuarista".
Segundo José Manuel de Mesquita, de Monte Alto/SP, "não se estabiliza um rebanho nos níveis necessários a atender a todas as plantas existentes em 1 ou 2 anos. Muitas fêmeas ainda terão que nascer, para então produzir bezerros, que passarão por recria e engorda até estarem disponíveis e em número suficiente para que se cumpram as profecias de queda acentuada no valor da arroba".

"As áreas de pecuária do sul, sudeste e centro-oeste são a cada ano menores, por conta da perda de área para soja, cana, laranja , eucalipto, etc. A falta de novas áreas de pecuária no norte, que até 5 anos atrás integravam de 8 a 10 milhões de novas matrizes a cada ano está influenciando o mercado. Desse modo, como que 2011 vai ter aumento de oferta de boi?", ressaltou Jucelino dos Reis, de Cascavel/PR.
Vigilato da Silva Fernandes, de Manhuaçu/MG não acredita em normalização da oferta, nem em recomposição de rebanho a curto prazo. "Acredito sim que o mercado vai continuar ávido por carne e o produto vai continuar escasso por um bom tempo nos dois mercados interno e externo", completou Fernandes.

Segundo o Cepea, o mercado está mais firme e as cotações do boi gordo no mercado brasileiro subiram nos últimos dias, influenciadas pelo aquecimento das vendas de carne no atacado da Grande São Paulo. "A oferta de animais para abate segue baixa e muitos frigoríficos ainda comentam que têm dificuldades para realizar novas aquisições".
O leitor do BeefPoint, Fabio Millani, de Machado, no sul de Minas Gerais, informou através do formulário de cotações do BeefPoint que a arroba do boi gordo é cotada a R$ 96,00/@, à vista.
Thales Loureiro, de Confresa/MT, informou que na sua região preço da arroba é de R$ 80,00 e só existe um frigorifico ativo em Barra do Garças/MT. "Para o mês de janeiro não vai ter boi e vaca gorda para atender a demanda" avalia.

De acordo com Germano Romao Borges de Queiroz, no Triângulo Mineiro a arroba do boi gordo está sendo negociada a R$97,00/@, para pagamento à vista. "Quase todos os frigoríficos estão com vagas para abate nos próximos 5 dias. Alguns oferecem menos, mas não conseguem comprar", completa Queiroz.
Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

No mercado futuro, os contratos com vencimento mais próximo (dezembro e janeiro) apresentaram um movimento de valorização, ao contrário do que aconteceu nos vencimentos mais distantes que recuaram, apesar do baixo volume de negócios.
O primeiro vencimento, dezembro/10, fechou o pregão da última quarta-feira (15/12) valendo R$ 103,49/@, com variação positiva de R$ 2,63 na semana. Os contratos que vencem em janeiro/11 tiveram alta de R$ 0,41 no período analisado, fechando a R$ 96,42/@ no último pregão.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 08/11/10 e 15/12/10

Para o leitor do BeefPoint João Luiz Mella, de Nova Andradina/MS, o baixo volume de negócios nos vencimentos mais distantes reflete que ninguém está com coragem de especular.
"Isto é um claro sinal da incerteza que o mercado de boi gordo está demonstrando. Nós, que não somos especialistas em mercados futuros, o que podemos esperar?
É só tentar entender o próprio presente!
1- Sabemos da falta de pasto que existe em nossas regiões. Ou por diminuição para outras culturas, e o mais grave, onde todos não querem enxergar, pela degradação das pastagens.
2- A forte concentração dos frigoríficos, fortalecendo a concorrência com os pecuaristas, provocando falsas baixas de preço no mercado físico, e especulando fortemente no mercado futuro.
3- A demanda mundial por carne, principalmente pela carne bovina, que não é todos que podem produzir em escalas maiores.
Por estas considerações é que devemos refletir e valorizar nosso produto. Somos uma classe tão forte e tão poderosa, mas infelizmente ,estamos sem leme. Mas mesmo sem uma política comercial de nossa classe, podemos sim, cada um de nós, sermos conscientes, em nossas ofertas de animais para abate".

Segundo o Boletim Intercarnes, a demanda ainda pode ser considerada fraca e irregular por parte dos distribuidores, porém não são observados excedentes expressivos de oferta de carne com osso e o mercado da carne bovina se mostrou mais firme durante essa semana. As vendas do final de semana é que deverão definir mercado para a semana que antecede natal, e ano novo.
No atacado os três cortes primários apresentaram valorização durante a semana, o traseiro foi cotado a R$ 8,60, o dianteiro a R$ 4,80 e a ponta de agulha a R$ 4,90. O equivalente físico registrou alta de 2,34% na semana, sendo calculado a R$ 99,56/@ na última quarta-feira. Assim o spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente recuou para R$ 5,57/@.
Tabela 2. Atacado da carne bovina


Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



FONTE: ANDRÉ CAMARGO / BEEFPOINT

Minerva aposta em aumento da oferta no início de 2011

O cenário atual de oferta restrita de boi gordo no Brasil deverá se alterar somente a partir de fevereiro de 2011 e, consequentemente, haverá, a partir desse período, uma queda de preços nas cotações da arroba. A expectativa é do presidente do frigorífico Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. Segundo ele, já está ocorrendo no país uma retenção de matrizes, com a diminuição do abate de fêmeas e o aumento da produção de bezerros.
"Aliás, se compararmos com a situação dos outros países, o Brasil é o único que está nesse momento de recomposição de rebanho. Por exemplo, a Argentina está numa situação complicada e já estão surgindo rumores de que o país começará a importar gado. Na Europa, cada vez mais estão cortando os subsídios ao agronegócio", afirmou o executivo.
"O Brasil estará sem concorrente nas exportações. Veremos em 2011 uma grande oportunidade nas exportações, embora com um mercado ainda muito volátil, já que praticamente todos os mercados estão com preços altos e estoques muito baixos", disse.
O presidente do frigorífico Minerva afirmou que o recente apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às empresas do setor de carne é muito importante, mas que as empresas ajudadas precisam ter responsabilidade em suas estratégias. "O papel do BNDES em apoiar setores vencedores é extremamente relevante para o desenvolvimento da indústria. Mas isso não pode desviar a empresa da estratégia que ela tem. As companhias precisam ter responsabilidade e trabalhar com planos bem claros", disse.
"Nós tivemos disciplina para manter o foco e estamos bastante otimistas sobre o futuro", afirmou.
Questionado sobre o câmbio, Queiroz não concorda que seja preciso haver medidas para depreciar o real ante o dólar. "Sou totalmente contra mexer em câmbio. Somos nós que temos que nos adaptar ao novo patamar da moeda", disse em reunião da Apimec-SP (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de São Paulo).

FONTE: BEEFPOINT

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um ano para ser lembrado

A arroba do boi gordo iniciou 2010 valendo R$ 76,79/@ de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Olhando para os patamares atuais parece distante, não é?
Bom, vamos voltar um pouco e observar o que levou a arroba a tal patamar. Em 2008, após uma forte crise mundial, seguida por uma verdadeira quebradeira de frigoríficos, fato desencadeado pela escassez de crédito, a arroba sofreu acentuada queda (31%) se comparada ao movimento efetuado no início daquele ano, que foi de forte valorização (30% de alta desde o início de 2008 até o pico do movimento, ocorrido em junho).
Com a crise no caminho, a trajetória altista iniciada em 2008 foi interrompida. Entretanto, dezembro de 2009, quando chegou a valer R$ 72,03/@, o reaquecimento da economia brasileira, e consequentemente do consumo de carne bovina, deram novo ânimo ao mercado pecuário. A escassez de animais terminados, reflexo do abate forçado de matrizes no ciclo pecuário anterior, também atuou como suporte e, trocando em miúdos, esses importantes fatores (oferta e demanda) colocaram o boi gordo novamente na trajetória de alta que havia sido interrompida. Além disso, houve atraso das chuvas nesta entressafra e queda de 20% (estimativa) para o volume de animais confinados, resultado de margens negativas nos anos anteriores e os altos preços do boi magro.
Impulsionado pelos fatores descritos, ele continuou em ascensão durante praticamente todo 2010, reagindo fortemente aos estresses de oferta ocorridos no ano, principalmente durante a entressafra. Atingiu o seu pico em R$117,18/@, ocorrido na primeira quinzena de novembro. Foram incríveis 53% de valorização em menos de um ano, situação realmente rara. Após um forte ajuste, é possível observar que a valorização ainda se encontra entre as mais altas historicamente, 40% sobre o início do ano. Na verdade, nos últimos 10 anos esta foi a primeira reação observada com esta magnitude.
O consumo, como já comentado, não deixou a desejar em 2010. Ao observarmos alguns indicadores econômicos, percebe-se que a economia esteve bastante aquecida. Resultado disso, inclusive, é a inflação em patamares elevadíssimos. De acordo com o Departamento Americano de Agricultura (USDA), o consumo brasileiro de carne bovina per capita aumentou 8% na última década, e espera-se um acréscimo de mais 1% até 2011. A migração de boa parte dos brasileiros das classes D e E para a classe C (e aqui vale uma observação: a grande maioria dos brasileiros hoje – 50,5% – pertence à classe C, ou seja, possui uma renda domiciliar entre R$ 1.064,00 e R$ 4.591,00) fez aumentar o consumo de carne bovina, que possui uma elasticidade-renda em torno de 0,5 (isso significa que para cada 10% a mais de renda, o consumo de carne bovina aumenta em 5%).
As exportações voltaram aos níveis pré-crise, apesar do recuo observado nos últimos dois meses, reflexo de um câmbio desfavorável, abates reduzidos e demanda interna fortalecida. O volume total exportado de janeiro a novembro de 2010 foi 7% superior ao mesmo período de 2009 e o faturamento foi 13% superior, comparando-se o mesmo período.
Já os custos de produção, de acordo com a Bigma Consultoria, subiram 10,16% entre janeiro e novembro deste ano frente a 50,5% para a arroba no mesmo período. A relação de troca do boi gordo com o bezerro, que chegou a 1,88 em julho, acabou se recuperando, e hoje está no patamar de 2,42, ou seja, também voltou a favorecer o produtor no fim da entressafra, apesar de ter se mostrado bastante desfavorável em alguns momentos.
De toda forma, 2010 foi um ano memorável e bom em termos de preço, mesmo quando comparamos os custos de produção. Se a demanda se mantiver aquecida em 2011 e as exportações encontrarem espaço para uma recuperação (ainda depende muito do câmbio), é possível que os preços alcancem patamares acima dos R$100,00/@ à vista novamente em São Paulo, mas olhando para a relação de troca que melhorou, fica mais difícil imaginar novos recordes de preços nominais na entressafra. De toda forma, é esperar para ver!
Bom fim de ano a todos. Vejo-os em janeiro!

FONTE: www.agroblog.com.br
AUTOR: Lygia Pimentel

Boi Gordo: frigoríficos estão um pouco mais agressivos nas compras

Com as escalas não muito confortáveis e os feriados de final de ano se aproximando (quando geralmente o volume de negócios cai), os frigoríficos estão um pouco mais agressivos nas compras.
Em São Paulo os negócios com o boi gordo saem por R$102,00/@ a R$103,00/@, à vista, livre do funrural, com escalas para cerca de 4 dias.
No Triângulo Mineiro, assim como na região de Belo Horizonte-MG, o boi gordo é negociado por R$96,00/@, a prazo, livre do imposto, com oferta pequena e dificuldade no preenchimento das escalas.
Aliás, a dificuldade nas compras fez o preço do boi gordo subir no Mato Grosso, nas quatro praças pesquisadas pela Scot Consultoria.
Em Goiânia-GO o valor do boi gordo subiu para R$94,00/@, a prazo, livre do funrural e no Sul do estado as cotações variam de R$95,00/@ a R$96,00/@, nas mesmas condições.
No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis, com exceção da vaca casada, que subiu R$0,10/kg.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Vendas de carne começam a se recuperar

O mercado atacadista de carne bovina com osso de São Paulo vem se recuperando.
Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, os preços de todas as peças subiram ontem, terça-feira (14/12). Veja tabela 1.


Esse comportamento é sinal de recuperação do consumo, depois de um período em que a demanda patinou em função dos altos preços alcançados pela carne bovina, fruto da pequena oferta de boi gordo.
O final de ano é um período típico de crescimento nas vendas de carne.
A sustentação que o mercado do boi gordo ganhou nos últimos dias é, em grande parte, resultado da recuperação nas vendas de carne.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Mercado&Cia 15/12/10 - Entrevista com Caio Junqueira

FONTE: MERCADO & CIA
NOTICIAS AGRICOLAS

Preço ajuda a estimular exportação de carne bovina para o Chile

As exportações brasileiras de carne bovina para o Chile atingiram, em novembro, o maior volume desde setembro de 2005, segundo análise da Scot Consultoria realizada com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Foram exportadas 4,85 mil toneladas equivalente carcaça (tec) de carne bovina para aquele país, totalizando quase 26 mil tec nos primeiros onze meses de 2010. No acumulado do ano, o aumento das exportações passa de 230%, de 7,8 mil tec em 2009 para cerca de 26 mil tec em 2010.
Veja na figura 1 as exportações de carne bovina para o Chile.


O Brasil exportava cerca de 9,5 mil tec ao mês em 2005, até a ocorrência de febre aftosa em território nacional e paralisação destas exportações.
Aos poucos o mercado se recuperou, mas o preço relativamente baixo pago pelo Chile, na comparação com as altas exigências, fez as exportações patinarem.
Em 2010, os preços da carne exportada para o Chile subiram, estimulando as vendas. Enquanto nos primeiros onze meses de 2009 o preço médio da carne bovina brasileira exportada para o Chile ficou em US$2,05 mil/tec, em 2010 ficou em US$3,2 mil/tec, sendo que em novembro atingiu o maior valor desde 2005, de US$4,2 mil/tec.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Los precios de la hacienda en Uruguay se estabilizan por las lluvias y la apertura del mercado turco

Los mejores novillos resisten en US$ 3 por kilo de carcasa (con una dispersión creciente en los valores). Por las vacas se paga US$ 2,80 por kilo.
Las lluvias y la reapertura de Turquía determinan un cambio de escenario para la ganadería en Uruguay. Esto no significa que se pase a una situación eufórica pero sí que se salga de una actitud netamente vendedora que se reflejó en una muy alta faena la semana pasada, la mayor de más de dos años.
Los mejores novillos resisten en US$ 3 por kilo de carcasa, con una dispersión creciente en los valores y entradas que se habían alargado. Los efectos fueron muy marcados sobre el mercado de reposición la semana pasada. Sin embargo, pueden tener un vuelco en esta con el cambio en la situación hídrica y la apertura del mercado turco.
En consecuencia los US$ 3 por kilo se mantienen para los mejores novillos y los US$ 2,80 por las vacas.
La semana de faena que terminó el 11 de diciembre mostró un incremento semanal del 18% las 61.580 cabezas de ganado bovino, la mayor desde mayo del 2008 y 7 % superior a la misma semana del 2009.
La actividad por establecimiento de la faena fue liderada por: Tacuarembó con 5.515 vacunos, en segundo lugar Las Piedras con 4.768 y en tercero Colonia con 4.411. Seguidos por: Pulsa 4.386, San Jacinto 4.287, Carrasco 3.986, Canelones 3.960, Cledinor 3.848, Ontilcor 3.571 e Inaler 2.895.
El frigorífico Tacuarembó fue el que faenó más vacas -3.041- mientras que Las Piedras fue el que faenó más novillos: 3.707.
Por el lado de los ovinos se dio una caída en la faena semana del 7,9%. Se llegó a 33.420 animales faenados, lo que significó un 49% menos que la misma semana del año pasado.
Los establecimientos que lideraron la faena de ovinos fueron San Jacinto con 5.465 cabezas, seguido de Frigocerro con 4.361 y Chiadel 3.988.
Algunas categorías que se están comprando son la de terneros diente de leche hasta 300 kilos y vaquillonas preñadas de razas lecheras. Algunos de los barcos tuvieron que posponer su arribo a enero.
Las ventas de reposición de la pasada semana reflejaron nítidamente las dificultades de una situación de casi sequía y sin exportaciones en pie en el horizonte. Por eso será especialmente interesante seguir las ventas de esta semana.
En las referencias del ganado gordo, el promedio de INAC muestra que el ajuste de precios sigue siendo gradual y el promedio de los novillos de más de 380 kilos persiste por encima de los US$ 3 por kilo en los datos al 4 de diciembre.
Según las cifras de INAC, los precios de exportación en la última semana reportada, la finalizada el 4 de diciembre marcó un nuevo máximo desde 2008, al promediar US$ 4.315 por tonelada carcasa. Aunque el dato semanal no es representativo de la situación de mercados, el promedio de las últimas cuatro semanas se ubica en US$ 3.988 también un precio muy alto que permite a los frigoríficos empezar a recuperar márgenes que no tuvieron durante la primavera. Sin embargo, hay más cautela en los mercados regionales e internacionales respecto a la demanda de carne. Chile y Rusia son dos mercados que se reportan más calmos, al igual que Brasil para la carne ovina.

Fuente: Blasina y Asociados

Indústria aponta crescimento de 24% nos abates no Estado

O tão esperado ano da recuperação do número de abates com a redução da ociosidade nos frigoríficos finalmente chegou: a indústria de carnes do Rio Grande do Sul deve fechar o ano de 2010 com um incremento de 24% no total de animais abatidos, alcançando 1,8 milhão de cabeças, 350 mil a mais do que o registrado em 2009.
"Vamos superar todas as expectativas que apontavam incremento de 15% neste ano, nos aproximando do abate recorde de 2006, quando chegamos a 2,05 milhões de cabeças", disse o presidente do Sindicato da Indústria de Carne e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, durante análise do setor realizada ontem.
Mesmo frente ao cenário positivo, o dirigente afirma que não foi possível recuperar na totalidade os abates de fêmeas ocorridos em 2005.
No que diz respeito às exportações, a tendência também é de crescimento de 31% nos volumes negociados pelo Estado, passando de 80 mil toneladas para 105 mil toneladas. A Rússia ainda é o principal mercado da carne gaúcha, assim como a União Europeia e do total enviado 60 mil foi de carne processada e 45 mil in natura.
"Mesmo assim temos um foco muito grande no mercado interno, que está aquecido pelo aumento do número de consumidores de carne bovina", disse o dirigente. Entre os entraves para o setor, o presidente destacou o problema do câmbio, que permanece desfavorável.
A expectativa para 2011 é de que haja um crescimento de 7% a 10% nos abates, com a possibilidade de chegar próximo dos 2 milhões de cabeças. "Tivemos um número recorde em 2006 que pode se repetir", disse o dirigente, lembrando que a façanha não será fácil, pois depende da disponibilidade de matéria-prima.
A capacidade instalada da indústria de carnes para abates no Estado chega hoje a 3 milhões de cabeças, das quais 2,4 milhões estão em operação. Em relação aos preços para o próximo ano, Lauxen prevê uma situação de estabilidade ou até mesmo de pequena queda, em torno de 5% nos meses de fevereiro e março. Lauxen disse que é grande a expectativa do setor em relação ao governo Dilma Rousseff, especialmente no que diz respeito à liberação de linhas de financiamento que permitam aos produtores continuarem investindo. "O governo passado teve essa vantagem, liberando recursos para custeio com boas taxas de juros. Esperamos que isso continue."

FONTE: JORNAL DO COMÉRCIO

ABATES NO RIO GRANDE DO SUL


FONTE: ZERO HORA

Abate cresce e indica retomada da pecuária

Recuperação de postos de trabalho, redução da ociosidade e maior oferta de matéria-prima são alguns dos fatores positivos apresentados ontem pelo Sindicato da Indústria da Carne e Derivados no RS (Sicadergs), que prevê a superação do crescimento projetado de 15% para este ano.
O abate deve fechar o ano com crescimento de 24%, o que representa um adicional de 350 mil cabeças e um total de 1,8 milhão de animais no ano. Mesmo com a recuperação, a indústria ainda registra ociosidade em relação à capacidade instalada de 2,4 milhões de bovinos. “Foi um ano de recuperação”, destacou o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen. Para 2011, a projeção é de novo crescimento de até 7%, hipótese embasada na tendência de maior produção de gado.
Para os consumidores, a boa notícia é que, a partir de fevereiro ou março, o preço da carne bovina pode cair até 5%. “Existe um limite, o mercado vai se ajustar, até porque o consumo tende a se estabilizar nesta época e tem havido migração para outras carnes como suíno e frango.”

Fonte: Correio do Povo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Boi-XP: forte demanda segue sustentando o mercado

A expectativa de que os preços andassem em movimento lateral se confirmou. A volatilidade do mercado físico parece ter se reduzido bastante nos últimos dias. Tem sido difícil continuar com a pressão baixista uma vez que a oferta não é abundante e o consumo voltou a mostrar sinais de reação.
Com novos fatores de suporte, o mercado firmou acima dos R$100,00/@ à vista em São Paulo. Para os frigoríficos pequenos, as escalas não completam a presente semana e atendem entre 2 e 3 dias de duração. Já para as indústrias de grande porte, a média é de 5 dias, já para o meio da próxima semana. A tendência é que o volume comercializado reduza a partir da segunda quinzena do mês. Historicamente, entretanto, a segunda quinzena não é marcada por preços em alta. De toda forma, como a queda das últimas semanas parece ter precificado bem a arroba do boi gordo para esta entressafra, é bem possível que o mercado se mostre firme até o fim do ano.
O consumo continua dando suporte às cotações neste fim de ano. A liquidez do mercado atacadista de São Paulo está recuperada e as vendas têm fluído bem. Historicamente, a valorização do traseiro em dezembro é de 5,9%, enquanto o dianteiro fica com modestos 1,7%, reflexo do aumento do volume de vendas de cortes nobres, impulsionado pelas festas de fim de ano. É, os gráficos não mentem. Após ter segurado fortemente nos 96,60, o BGIZ10 adentrou um canal de alta e respeitou-o à risca, rompendo importantes resistências e segurando firme em importantes suportes ao longo do caminho. Um desses suportes foi o patamar de 103,20.
Apesar de diversas e intensas tentivas, chegando a bater 102,25, o mercado voltou em três oportunidades, mostrando que o suporte configurava um importante ponto de compra para quem não deu muita bola para o cruzamento das médias, tanto rápidas como lentas. Hoje voltou a romper um topo anterior e busca a casa dos 107,25.

Confira a análise completa: boi

Fonte: XP Agro

Mercado do boi gordo volta a trabalhar em ambiente firme

Aos poucos o mercado do boi gordo volta a trabalhar em ambiente firme.
O preço de referência em São Paulo está estável em R$102,00/@, a prazo, livre de funrural, com alguns compradores ofertando até R$3,00 a mais pela arroba.
A oferta não é grande e as escalas em São Paulo atendem, em média, 4 dias, sedo que alguns frigoríficos ainda não conseguiram fechar as programações de abate desta semana.
A dificuldade nas compras e o crescimento na demanda fez os frigoríficos intensificarem as compras e isto gerou reajuste em seis praças pecuárias.
No Sudeste do Mato Grosso, houve alta de R$2,00/@ e a referência está em R$88,00/@, à vista, livre de funrural. No entanto, existem negócios ocorrendo por até R$90,00/@, nas mesmas condições.
No Paraná, com o reajuste o boi gordo voltou a ser negociado na casa dos R$100,00/@.
No mercado atacadista de carne bovina com osso de São Paulo houve alta de R$0,10/kg para todas as peças, devido à melhora de consumo dos últimos dias.
Este comportamento tem dado sustentação ao mercado do boi gordo.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Exportação de carnes deve faturar US$ 5 bilhões

A expectativa das indústrias exportadoras de carne bovina é de fechar o ano com faturamento próximo dosUS$ 5 bilhões, cerca de US$ 900 milhões acima dosUS$ 4,1 bilhões apurados em 2009. Os números foram divulgados pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, nesta segunda-feira (13/12), em São Paulo.
A quantidade de carne embarcada deverá cair. A previsão da Abiec é de exportar 1,64 milhão de toneladas, 15% abaixo de 2009. De janeiro a novembro deste ano as vendas externas foram de 1,593 milhão de toneladas contra 1,618 milhão de toneladas em 2009. O presidente da Abiec deixou claro, no entanto, que o importante é a receita, e não o volume de carne exportada. “Houve aumento na carne vendida ao exterior, o que compensou a queda no volume.”
Mesmo fazendo críticas ao câmbio – “tira a competitividade do setor” -, Camardelli acredita que o faturamento nos 12 meses de 2011 deve atingir de US$ 5,3 bilhões a US$ 5,5 bilhões, superando em no mínimo US$ 300 milhões o valor de 2010.
O recorde de preços nas exportações aconteceu em 2008, antes da crise econômica mundial, quando o Brasil fechou os 12 meses com um faturamento de US$ 5,3 bilhões.
Sebastião Nascimento

FONTE: GLOBO RURAL

ENTREVISTA: Confira a entrevista com Lygia Pimentel - Consultora - XP Investimentos

Mercado do Boi Gordo



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

MERCADOS FUTUROS 13/12/2010

Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados
Dez/10104,381,376.1372.636
Jan/1198,200,822.013720
Fev/1194,680,51310
Mar/1193,150,53780
Abr/1191,740,56130
Mai/1191,070,072681
Jun/1191,310,0800
Jul/1193,090,0900






Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F - Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F - Estado de MS
DataA vista R$/@A prazo R$/@DataA vista R$/cabeçaA prazo R$/cabeça
03/12/10102,87103,7203/12/10708,52708,74
06/12/10104,41106,3706/12/10697,42698,79
07/12/10103,82104,9407/12/10700,66700,08
08/12/10104,05104,1708/12/10699,79699,30
09/12/10105,32106,7409/12/10702,26703,37
10/12/10105,17106,9010/12/10702,18703,84
13/12/10105,59107,3613/12/10706,36709,18

FONTE: BEEFPOINT

Oferta de boi gordo se normalizará em 2011, diz Abiec

Para o presidente da associação, mercado interno compensou parte da queda nas exportações deste ano
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, espera que a oferta de boi gordo se normalize no ano que vem.
– Depois do pico de abate de matrizes em 2006 estamos caminhando para uma constante no abate de fêmeas, que culminará na recomposição do rebanho. Em 2010, como foi um ano muito seco que acabou atrapalhando a engorda dos animais, ainda não vimos uma oferta e demanda equilibrada. Mas em 2011 teremos uma oferta melhor de animais – afirmou o executivo, em almoço com jornalistas.
Camardelli também disse que o mercado interno compensou parte da queda nas exportações deste ano.
– O objetivo é tratar igualmente os mercados e não abandonar um em função do outro. Mas se estão pagando mais pela carne aqui, se eu tenho mais facilidade de rentabilidade no mercado interno, eu não vou exportar. O mercado é soberano – afirmou.
– O grande objetivo da Abiec, com um trabalho com o governo, é trazer competitividade à carne brasileira, neste momento atual de harmonização de preços, com o binômio de comparação: preço e pacote tecnológico e de autogestão – completou.
Sobre o câmbio, o presidente da Abiec foi enfático
– O governo tem que adotar um 'remédio mais amargo' para sustentar dólar num patamar mais alto. O dólar é a competitividade de qualquer setor.

Fonte: AGÊNCIA ESTADO

Exportações de carne bovina para árabes crescem 94% e geram receita de US$ 1,1 bi

São Paulo – As exportações de carne bovina brasileira ao Oriente Médio avançaram 94% em receita entre janeiro e novembro deste ano sobre o mesmo período do ano passado. O mercado da região foi o que mais aumentou as compras no período, seguido do Norte da África, onde também estão nações árabes. O Norte da África aumentou as importações em 75%, para um faturamento de US$ 573,7 milhões. O Oriente Médio comprou US$ 1,19 bilhão.
“São países produtores de petróleo, onde houve um aumento do poder aquisitivo e melhora da receita. A melhora do poder aquisitivo leva as pessoas a aumentarem o consumo. Também houve aumento da população (nestas regiões)”, disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli. No Oriente Médio estão países árabes, mas também há outras nações compradoras de carne, como Israel e Irã.
No total, o Brasil exportou, entre janeiro e novembro, US$ 4,4 bilhões em carnes, o que significou envios de 1,59 milhão de toneladas. Houve aumento de 19% em valores e recuo de 2% no volume. Para o ano, a Abiec reviu sua projeção de exportações de US$ 5 bilhões para baixo e elas devem ficar, segundo Camaradelli, por volta dos US$ 4,9 bilhões. O volume exportado deve chegar a 1,64 milhão de toneladas no ano. Em 2009, a receita com mercado externo foi US$ 4,1 bilhão e os embarques somaram 1,924 milhão de toneladas.
O aumento que deverá ser visto na receita, neste ano, ocorrerá apesar dos percalços enfrentados pelo segmento, como real valorizado, restrição de vendas para os Estados Unidos e União Europeia. Para o ano que vem, a previsão é que a receita de exportação fique entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,5 bilhões. A Abiec, em conjunto com o governo federal, elegeu quatro mercados potenciais para os quais tentará vender mais: China, Angola, Cuba e Marrocos. Também há outros, como Japão e Indonésia, a serem abertos.
Os marroquinos, por exemplo, importam 10,8 mil toneladas de carne ao ano. O Brasil forneceu para o país, que é árabe, 25 toneladas entre janeiro e novembro deste ano. Angola importa 72 mil toneladas ao ano do mundo, sendo que o Brasil forneceu 4,9 mil toneladas até o mês passado para o país. Cuba compra 34,5 mil toneladas do mundo ao ano, das quais 1,9 mil de carne brasileira, e a China importa 398 mil toneladas, sendo que o Brasil vendeu para o país só 1,5 mil toneladas de janeiro a novembro.
O Brasil busca outros mercados, enquanto mantém conversas com Estados Unidos e União Europeia sobre as exportações de carne. Os Estados Unidos restringiram compras de carne do Brasil em função de terem encontrado doses maiores do que o permitido do vermífugo Ivermectina em alguns lotes exportados. As conversas entre os dois países sobre o tema estão andando, mas ainda não foram concluídas. Na tarde desta segunda-feira, deve haver uma conference call entre governos do Brasil e EUA sobre o tema.
Com a União Europeia o Brasil vem tentando se entender a respeito da Cota Hilton. A cota é de cortes especiais do quarto traseiro de novilhos precoces e tem preço que chega a quatro vezes mais do que o da carne comum. O Brasil tem acordo para vender 10 mil toneladas desta carne por ano, com taxa de 20%, em vez de maior, para União Europeia. Mas conseguiu vender, no período de um ano que terminou em junho, nem 10% disto, em função das exigências da UE.
O bloco pede para estas importações só carne de boi no pasto, só que, ao mesmo tempo, faz exigências a respeito de carcaças impossíveis de cumprir alimentando o boi apenas com pasto. Isso vem sendo considerada barreira pelo Brasil, que cogita entrar com um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC)contra a União Européia. As vendas, em receita, para UE, aumentaram em 14% entre janeiro e novembro deste ano para US$ 634 milhões. Para Estados Unidos caíram 81% para US$ 84 milhões.

Fonte: ANBA

EXPORTAÇÕES DE GADO EM PÉ

Dados apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior, órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC referentes às exportações de gado em pé,revelam que no mês de novembro foram embarcadas 48.623 cabeças, patamar inferior ao registrado no mês de outubro, de 54.655 cabeças.
Os maiores países compradores continuam sendo Venezuela, que responde por mais de 92% das compras, Líbano, Egito e Turquia.

Fonte: Carlos Orácio - Capital News RESUMIDA POR WWW.LUNDNEGOCIOS.COM.BR

Argentina: carne sobe 43% em 2010

O ano de 2010 fechará com uma alta média de pelo menos 43% no preço da carne paga no mercado interno da Argentina, apesar de os frigoríficos terem reduzido suas exportações e aumentado suas vendas ao mercado doméstico.
Segundo a evolução de preços realizada com base nos dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) e do Instituto Nacional de Promoção da Carne Bovina (IPCVA) da Argentina, um corte emblemático como o assado registrou um aumento de 30% nos primeiros dez meses de 2010. Esse corte passou de um valor de 17,4 pesos (US$ 4,36) por quilo nos açougues em dezembro de 2009 para um valor de mais de 22,6 pesos (US$ 5,67) em outubro passado.
Entre os maiores aumentos registrados durante 2010 no segmento de carne bovina está a alta de 40% nos cortes de cuadril, que não está sendo vendido a um valor inferior aos 29 pesos (US$ 7,28) por quilo.
Assim, 2010 foi marcado por uma contínua remarcação dos preços da carne no varejo e os efeitos da crise pecuária, a seca, a queda abrupta do rebanho bovino e a falta de incentivos para os investimentos. A isso, se soma uma forte pressão pelo contínuo aumento que o preço internacional da carne apresentou, motivo que levou o Governo argentino a optar por barrar as vendas ao exterior para evitar que esses afetassem os valores domésticos.
Em 13/12/10:
1 Peso Argentino = US$ 0,25109
3,97592 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE: Eltribuno.info, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Brasil contestará na OMC regra da União Europeia para carne bovina

O Brasil deve encaminhar uma reclamação à Organização Mundial do Comércio contra a União Europeia no setor de carnes bovinas.
Governo e setor privado estão de acordo de que esse é o único caminho para eliminar exigências dos europeus tidas como técnicas, mas que não passariam de barreiras comerciais.
O principal motivo dessa representação, que deve ocorrer no próximo ano, deve-se a um descumprimento, na compra de carnes, da cota Hilton -um produto de melhor qualidade e que remunera bem mais.

Quando Bulgária e Romênia entraram para o bloco europeu, o Brasil deixou de exportar 120 mil toneladas de carne bovina para aqueles países. Em troca, os europeus deram 5.000 toneladas de cotas Hilton para o país, elevando para 10 mil o total.
"O problema é que os europeus estão fazendo uma blindagem que não permite ao Brasil cumprir essa cota", diz Antonio Camardelli, presidente da Abiec (entidade do setor). O resultado foi que o setor brasileiro de carne bovina exporta menos do que 10% da cota estipulada pelos europeus por ano.

Na avaliação do Camardelli, os europeus exigem um boi que o Brasil não consegue produzir, uma exigência que não é feita a outros países produtores.
O gado brasileiro deve ser alimentado apenas em pasto, sem suplementação alimentar, o que dificulta chegar ao padrão de carcaça exigido pelos europeus. Nos demais países, essa complementação não é proibida.
Segundo, os europeus exigem dos brasileiros uma rastreabilidade do gado desde a desmama. Para os demais países, a exigência se limita a 90 dias antes do abate.
Fernando Sampaio, coordenador de sustentabilidade da Abiec, diz que "as exigências para o Brasil são muito mais restritivas".

Camardelli diz que o conselho da Abiec já decidiu pela reclamação à OMC. Resta, agora, uma aprovação da assembleia, que inclui as empresas do setor de carnes.

OBJETIVOS
Após a reabertura de todos os países que tinham fechado as portas para Brasil em 2005, na ocorrência da febre aftosa, os exportadores querem uma retomada sustentável desses mercados. Querem, também, uma revitalização de mercados afetados pela recente crise.
Para o próximo ano, Camardelli diz que o país atuará em duas frentes. Uma é buscar os mercados que ainda não compram carne brasileira, e que pagam mais, como Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá, Japão e México.

A outra é agir com mais dinamismo nos mercados já abertos e que têm bom potencial de compra, como China, Marrocos, Cuba, Angola e outros. "Precisamos fazer um trabalho cirúrgico."
O Brasil vai terminar o ano vendendo menos carne para o exterior, mas com receitas maiores, devido à valorização do produto.
Em volume, as exportações devem recuar de 1,92 milhão de toneladas em 2009 para 1,64 milhão de toneladas, mas as receitas sobem de US$ 4,1 bilhões para US$ 4,9 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Modernização do Ministério da Agricultura será prioridade

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, confirmado no cargo pela presidente eleita, Dilma Roussef, anunciou, nesta segunda-feira (13-12), as principais linhas de sua gestão para os próximos quatro anos. O projeto inclui a modernização da estrutura do ministério, um novo modelo de financiamento do crédito rural, a ampliação do seguro rural e a abertura de novos mercados para a carne brasileira. O ministro ainda apresentou os números mais atualizados das exportações do agronegócio, que atingiram US$ 70,3 bilhões de janeiro a novembro, e um superávit de US$ 58 bilhões.

Modernização
“Precisamos modernizar o Ministério da Agricultura para que possa acompanhar o grande avanço do setor produtivo rural. Há um descompasso entre um setor que avançou muito nos últimos anos, sobretudo na última década, e uma estrutura que permanece basicamente a mesma de 30 anos atrás”, avaliou o ministro. De acordo com Rossi, a partir de 2011 será realizado um grande diagnóstico envolvendo toda a equipe da pasta para definir como o ministério pode responder de forma mais eficiente às demandas da sociedade e, principalmente, dos produtores rurais. Ele mencionou, por exemplo, que é necessário reduzir o tempo de conclusão de processos como os registros de produtos e de certificação de origem. “Hoje, o agronegócio representa 26% do PIB e 42% das exportações e a resposta a sociedade tem sido dada por um ministério que foi montado numa época em que não chegávamos à metade desses números”, afirmou.

Apoio ao setor rural
O ministro afirmou que haverá uma integração entre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Seguro Rural. “Vamos estudar se mais recursos forem aplicados para ampliar o seguro rural será possível dar a segurança de renda que o país precisa para seus produtores”, disse. Segundo Rossi, a intenção não é substituir a PGPM, mas investir o orçamento de forma mais eficiente para que o Brasil possa ter um seguro rural mais abrangente, capaz de cobrir os riscos climáticos e também os riscos mercadológicos. Ele lembrou que o Fundo de Catástrofe, sancionado em agosto, foi um passo importante para promover a expansão do seguro no Brasil. Explicou ainda que o setor precisa de um apoio mais efetivo para assegurar a renda do produtor. “A garantia do preço mínimo tem sido eficiente, mas a política é centrada nos custos de produção variáveis, que consideram apenas os desembolsos que o produtor faz a cada ano para determinada cultura”, informou o ministro. Esse é um projeto de longo prazo e não apenas para o primeiro ano de governo e que responde a uma demanda de todo setor produtivo”, completou.

Abertura de mercados
“Há um esforço grande para que possamos aumentar o nosso comércio com Extremo Oriente, principalmente para a carne suína”, informou o ministro. Os mercados prioritários para o Brasil são China, Japão e Coreia. Rossi reforçou que o Ministério da Agricultura está enfrentando todas as barreiras impostas aos produtos nacionais. “Uma delas é a própria abertura de mercados com o Extremo Oriente. Com sucessivas aproximações, estamos prestes a estabelecer um acordo comercial”, disse. O ministro comentou também o sistema de cotas da Rússia para as carnes. Conforme Rossi, um encontro que ocorrerá no início do próximo ano, em Berlim (Alemanha), deve fechar as negociações entre as autoridades russas e brasileiras sobre o assunto. “Nossa bandeira é que se cotas forem mantidas, que não sejam demarcadas geograficamente porque o Brasil entra e ganha espaço”, relata o ministro. Isso ocorreu, lembra Wagner Rossi, com a carne bovina, que tem um sistema de cotas mais aberto, e o Brasil forneceu, em 2009, 50% do produto consumido na Rússia. Há uma terceira limitação mencionada pelo ministro, que é a mercadológica sob alegação sanitária. “Alguns países não podem evitar que o Brasil ganhe mercado, então, fazem alegações sanitárias, na maior parte delas, absurda. Por exemplo, o Brasil não tem nenhum caso de febre aftosa há mais de quatro anos”, enfatiza. Para enfrentar essa situação, o Ministério da Agricultura, em conjunto com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, está preparando uma campanha de esclarecimento sobre as condições produtivas no Brasil, envolvendo sanidade, qualidade e condições de preço. “Percebi, principalmente quando estive na Europa, que o nível de informação da população é muito baixo sobre a produção brasileira. Quando o projeto estiver pronto vamos chamar a iniciativa privada a participar dessa campanha”, concluiu.

Novo modelo de financiamento
Wagner Rossi anunciou um projeto para combater o desenvolvimento desigual dentro da agropecuária. “Há uma diferença entre a situação do produtor agrícola e do pecuarista em relação à organização dos setores, especialmente no que diz respeito ao acesso a financiamento”, ponderou. Segundo o ministro, é necessário criar uma linha de crédito mais específica para a pecuária, que seja capaz de enfrentar questões de médio prazo, como o sacrifício das matrizes que aconteceu alguns anos atrás e está repercutindo hoje com a diminuição da oferta de boi. Rossi ainda citou linhas especiais para a fruticultura. “O setor tem um potencial enorme em áreas irrigadas e no Nordeste e precisa ter um apoio similar ao que outras culturas já têm”, reforçou. Rossi ressaltou a importância de ações de médio e longo prazo para o trigo. “Precisamos sair de uma ação pontual para uma política estruturante. O objetivo não é a autossuficiência, pois temos uma parceria forte com Argentina, Paraguai e Uruguai. Temos que melhorar a qualidade do trigo, que tem muita relação com o preço pago ao produtor”, explicou.

Exportações
“Estamos batendo recordes de exportação com o dólar da forma como ele está. Exportamos de janeiro a novembro US$ 70,3 bilhões em produtos da agropecuária, o que nos aproxima do recorde de todos os tempos, que foi em 2008, quando chegamos a US$ 71,8 bilhões”, anunciou Rossi. “É quase certo que tenhamos a maior exportação agrícola e pecuária da história do país, com o maior superávit nessa área. Devemos superar os US$ 60 bilhões”, afirmou.

Código Florestal
Wagner Rossi defendeu que qualquer aperfeiçoamento do Código Florestal deve ser feito pelo Congresso Nacional, especialmente no Senado, após a votação no plenário da Câmara prevista para ocorrer esta semana. “A sinalização para o setor rural de que haverá regras mais justas e mais adequadas já seria um grande avanço. O trabalho do deputado Aldo Rebelo foi extremamente equilibrado. Ele não abriu nenhuma possibilidade de aumento do desmatamento, não diminuiu qualquer defesa dos biomas”, disse, se referindo ao relatório do deputado do PCdoB de São Paulo sobre o Código. Rossi citou também a iniciativa do Ministério da Agricultura, pioneira no mundo, de estabelecer ações para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, como é o caso do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

Qualidade do Café
“Temos colocado várias cadeias produtivas juntas para conversar e isso foi muito positivo no café”, classificou o ministro. Ele informou que o governo, em conjunto com a iniciativa privada, está iniciando o plano de melhoria da qualidade do café no mercado interno, prevista na Instrução Normativa nº 16, que entrar em vigor em fevereiro de 2011. “Conseguimos estabelecer 100% de controle na pureza, 100% de controle na umidade. Para o aspecto sensorial, que é mais subjetivo, vamos fazer, numa primeira fase, o apoio do governo treinando provadores de café”, relatou. Segundo Rossi, a formação de degustadores começa em janeiro e esses profissionais percorrerão as indústrias para orientá-los sobre como melhorar a qualidade sensorial do produto (aroma e sabor). O ministro comemorou também a autorização para que o Brasil negocie o café na bolsa de Nova York. Ele avalia que o país pode ainda ganhar mercado já que o produto nacional tem ótima qualidade em grande quantidade. “Temos, indiscutivelmente, o melhor café do mundo”, reforçou.
Índice de produtividade

“Tenho resistência à ideia de impor um índice de produtividade a uma propriedade determinada. Na verdade, quem deve definir o que, como e quando o produtor vai produzir é o mercado, a visão que ele tem da oportunidade de negócios, de perspectiva de preço e demanda interna e externa”, opinou o ministro. “Quem quer definir os índices está pensando em um Brasil de 30 anos atrás, quando havia necessidade de um mecanismo como esse, pois não existiam terras disponíveis para a reforma agrária. Hoje, há muitas terras disponíveis e a possibilidade se adquirir terras no mercado”, concluiu Rossi.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Laila Muniz

Mercado do boi gordo segue com pouca movimentação

Pouca movimentação no mercado do boi gordo nesta manhã.
O preço referência está estável em São Paulo, com alguns frigoríficos tendo que ofertar mais para comprar.
As escalas atendem cerca de 4 dias, na maioria dos casos. Ainda cabem animais para esta semana na maior parte das programações.
Apesar de a época já ser de aumento na oferta, os pecuaristas seguraram os animais devido às quedas de preços das últimas semanas.
A resistência dos pecuaristas em vender a preços menores e a própria disponibilidade de gado, que não é grande, fizeram com que o preço do boi gordo subisse em cinco praças. Houve reajuste no Sul de Goiás, Rio de Janeiro, Sudeste de Rondônia, Cuiabá-MT e Sul da Bahia.
No mercado atacadista com osso os preços estão estáveis. O traseiro avulso está cotado em R$8,20/kg, 8,9% menor que o pico de preços de novembro, mas 27,1% superior à mesma época de 2009.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Agropecuária terá mais crédito no próximo governo, afirma ministro

A reestruturação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deverá envolver medidas de médio e longo prazos, incluindo "mais oferta de crédito para a agropecuária", como ocorre na área agrícola. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (13-12) pelo ministro Wagner Rossi, confirmado na pasta pela presidenta eleita, Dilma Rousseff.
Segundo Rossi, a escassez de crédito foi responsável pelo abate de matrizes do gado bovino em 2005, cujos efeitos estão sendo sentidos agora, com o aumento do preço da carne.
Em entrevista, ele disse que o Ministério da Agricultura deve também compatibilizar a política de importação de produtos agrícolas com a produção interna, só comprando do exterior quando tiver necessidade na entressafra. Inicialmente, é o que será feito com o trigo.
Rossi garantiu que, nesse processo de modernização da pasta, haverá resposta para "uma reclamação permanente" dos produtores sobre o tempo que leva para o registro de produtos, e a redução de problemas na área da certificação, com a diminuição da burocracia. "Um tema atualíssimo, que agrega valor", afirmou.
O ministro ressaltou que a agricultura convive, em diversas áreas, com situações que levam de oito a dez anos para ser resolvidas. Ao anunciar a realização de um diagnóstico global para revisão de normas, processos, fluxos, ele disse que a imprensa poderá ajudar muito com sugestões.
Rossi citou a criação do Fundo Catástrofe, por decreto presidencial, entre as medidas que deram mais segurança aos produtores. "Foi uma iniciativa paralela à politica em vigor de garantia de preço mínimo e ao seguro agrícola, que barateou o custo do seguro para os produtores, pois as seguradoras não precisam cobrir prejuízos nessas situações".
As estatais ligadas à pasta, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), poderão ser afetadas pela política de reformulação do ministério. No entanto, disse Rossi, "elas têm capacidade de resposta e de adaptação mais rápida para conciliar problemas na sua área" e não estão "tão defasadas" quanto o ministério.
Na entrevista, o ministro comentou também o texto do novo Código Florestal, que está em tramitação na Câmara. Rossi dá "nota 10" ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mas ressalta que o texto ainda pode sofrer alterações. Para ele, o código não será votado neste ano, devendo entrar, em regime de urgência, no início dos trabalhos legislativos em 2011.
De acordo com o ministro, o texto não favorece aumento do desmatamento, nem a redução da área dos biomas, e dá segurança jurídica ao produtor, com mudanças compatíveis com a realidade, para aumento da produção de alimentos com a preservação do meio ambiente.

FONTE: Agência Brasil
Autor: Lourenço Melo

“Turquía permitirá fijar un piso de precio para el ganado de reposición”

En los próximos meses la ecuación de precios mejorará y los productores tendrán que encerrar ganado nuevamente
El director ejecutivo de la Asociación Uruguaya de Productores de Carne Intensiva Natural, Álvaro Ferrés, dijo que la noticia de la rehabilitación de los embarques con ganado vivo a Turquía fue recibida con gran satisfacción, ya que, cuando el mercado se cerró, los precios de los ganados de cría y recría bajaron sensiblemente.

“En los corrales de engorde también nos afectó porque los productores optamos por encerrar ganado para alguna exportación en pie y cuando teníamos todo armado hubo que desarmarlo porque el negocio se paró. Creo que esto servirá para ponerle un piso al precio o incluso subirlo para la reposición”, indicó.
Destacó que las lluvias caídas en las últimas horas asegurarán la producción de granos para el futuro, un insumo fundamental para la producción de feed lot.

“Creemos que el precio del ganado gordo tiene hoy un precio vinculado al fenómeno climático, mientras que en el mundo está ganando mucho. Apenas esto se regularice vamos a tener precios de ganado gordo muy superiores a los actuales”, opinó.
No obstante, por los valores de la comida y la tendencia a la baja del ganado gordo, los productores han optado por no encerrar ganado.

“En los próximos meses, cuando esto cambie, la ecuación de precios mejorará y los corrales de engorde tendrán que encerrar ganado nuevamente”, sostuvo.
Agregó que el ganado gordo para los corrales de engorde debería salir más de 3,50 dólares el kilo para que la rentabilidad cierre.

Fonte: Por Martín Olaverry, especial para Observa

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO

REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 13.12.2010


BOI: R$ 6,00 a R$ 6,30
VACA: R$ 5,70 a R$ 5,90


PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 13.12.2010
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,00 A R$ 3,10
VACA GORDA: R$ 2,60 A R$ 2,75

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

ATENÇÃO - COMPRA DE TERNEIROS


PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 13.12.2010
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,75 A R$ 2,95
TERNEIRAS R$ 2,40 A R$ 2,60
NOVILHOS R$ 2,65 A R$ 2,85
BOI MAGRO R$ 2,65 A R$ 2,80
VACA DE INVERNAR R$ 2,15 A R$ 2,25

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE:PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 13/12/2010

INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 10/12/2010 - PRAÇA RS

Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,20R$ 6,11
KG VivoR$ 3,10R$ 3,06
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,85R$ 5,83
KG VivoR$ 2,78R$ 2,77
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

COTAÇÕES

COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

Uruguay reabre exportación de ganado en pie a Turquía

El gobierno uruguayo anunció el lunes que abrió nuevamente la exportación de ganado en pie a Turquía, después de que ese país admitió la inexistencia de Encefalopatía Espongiforme Bovina (EEB), que provoca el llamado "mal de vaca loca" en su ganado.
Así lo anunciaron el ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca, Tabaré Aguerre y el canciller Luis Almagro en rueda de prensa, quienes informaron que Turquía ha admitido el estatus sanitario de la Organización Internacional de Salud Animal que califica a Uruguay como país sin riesgo de EEB.
Uruguay había suspendido temporalmente la exportación a ese país, que en lo que va del año ha adquirido al menos 200.000 cabezas de ganado en pie. Turquía, sin embargo, rehusa comprar carne faenada aduciendo razones sanitarias.
El presidente José Mujica ha criticado el doble criterio que aplica Turquía al admitir ganado en pie y rechazar carne faenada.
La carne es el principal rubro de exportación de Uruguay con más de 1.000 millones de dólares anuales y que en la actualidad se destina a unos 130 mercados internacionales.

FONTE: noticias.terra.com.pe

Esta semana se comercializaron 25.000 cabezas en Liniers

ARGENTINA
Se trata de una cifra superior a la registrada la semana pasada cuando se vendieron 22.700 animales en la plaza porteña. El ternero se negoció a un promedio de 8,55 $/kg y un máximo de 9,38 $/kg. La vaca buena recibió un valor de 6,24 $/kg.

  • Esta semana se comercializaron 25.000 cabezas en Liniers
En la jornada de hoy viernes se comercializaron 5764 cabezas en el Mercado de Liniers, una cifra superior a la registrada el mismo día de la semana pasada cuando se vendieron 5077 animales.
En tanto, en el transcurso de la presente semana (que contó con el feriado del miércoles 8 de diciembre) se registró un total de ventas por 25.018 animales en la plaza porteña, mientras que la semana anterior se vendieron 22.700 ejemplares.
La categoría con mayor volumen de operaciones hoy fue el ternero con 1935 ejemplares comercializados registrando un precio promedio de 8,55 $/kg (8,68 $/kg ayer jueves) y un máximo de 9,38 $/kg (9,44 $/kg).
La vaca conserva buena (111 cabezas) registró un valor medio de 4,86 $/kg (5,20 $/kg), mientras que la vaca conserva inferior (94 cabezas) se negoció a 4,61 $/kg (4,23 $/kg).
En lo que respecta a la hacienda liviana, los novillitos buenos de 351/390 kilos (484 cabezas) registraron un precio promedio de 8,38 $/kg (8,61 $/kg) y un tope de 9,12 $/kg (9,13 $/kg). Mientras que los novillitos buenos de 391/430 kilos (268 cabezas) recibieron un valor medio de 8,21 $/kg (8,40 $/kg) con un máximo de 8,86 $/kg (8,66 $/kg).
Por su parte, la vaca buena (1210 cabezas) recibió un precio promedio de 6,24 $/kg (6,53 $/kg) alcanzando un tope de 7,30 $/kg (7,70 $/kg).
R$ 1,00 (REAL) = $ 2,328 (PESOS ARGENTINO)

FONTE: INFOCAMPO

Boi gordo fecha a semana com valorização de 3,07%

Na última sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 105,17/@, com retração de R$ 0,15. O indicador a prazo registrou alta de R$ 0,16, sendo cotado a R$ 106,90/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Na BM&FBovespa, apenas os contratos que vencem em dezembro/10 fecharam em alta, a R$ 103,01/@. Janeiro/11, apresentou variação negativa de R$ 0,48, fechando a R$ 97,38/@.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 10/12/10


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dezembro/10


Claudecir Mathias Scarmagnani, de Cuiabá/MT, acredita que "não existe boi gordo em abundância em lugar nenhum. Esta semana no MT as escalas encurtaram e já recebi ligações de frigoríficos querendo escalar bois para os próximos dias, inclusive pedindo boiada para período de 20/12 a 05/01, é esperar para ver. Segurem seus bois por mais 15 ou 20 dias".
Segundo Délcio Grando, de Cerquilho/SP, em sua região a arroba do boi gordo é cotada a R$98,00.
"Boi gordo em R$ 100,00 no noroeste do Paraná. A escala é para o dia, embraque imediato. O frigorifico que sai na frente com o preço melhor compra os melhores lotes e dai para frente a briga fica grande", comentou Marcelo G. Boskovitz.
De acordo com Ancelmo Pires Brandao, na região de Ruy Barbosa/BA, o boi gordo é cotado a R$ 102,00/@.
Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 8,60, o dianteiro a R$ 4,80 e a ponta de agulha a R$ 4,80. Assim o equivalente físico foi calculado a R$ 99,36/@ e o spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 5,81/@.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa foi cotado a R$ 702,18/cabeça, com desvalorização de R$ 0,08. A relação de troca está em 1:2,47.

FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

MS dá incentivo para produção de novilho precoce

O governo do Mato Grosso do Sul publicou no último dia 10, no Diário Oficial, uma resolução conjunta das secretarias de Fazenda (Sefaz) e de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur) que estabelece normas para operacionalização do Programa de Avanços na Pecuária de Mato Grosso do Sul (Proape) referente ao novilho precoce.
Conforme a resolução 61, os produtores cadastrados no subprograma terão incentivo fiscal para as operações internas com novilho precoce considerando a maturidade do sexo, conformação, acabamento e peso. O incentivo financeiro ou fiscal deve ser calculado sobre o valor do ICMS incidente, calculado com base no Valor Real Pesquisado ou no valor efetivo da operação no percentual de 67% para animais com apenas dentes de leite, sem nenhuma queda; 50% para animais com no máximo dois dentes permanentes, sem a queda dos primeiros médios e 33% para fêmeas e machos castrados com no máximo quatro dentes permanentes, sem a queda dos segundos médios.
O incentivo será concedido quando houver, em cada lote de bovinos do mesmo sexo, no mínimo 50% de animais classificados como precoces. O produtor deve destinar 10% do incentivo recebido às ações de apoio à coordenação do subprograma, que deverá ser recolhido pelo abatedouro em conta específica da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).
As empresas e profissionais autônomos habilitados para realizarem assistência técnica à criação de novilho precoce, dentro das regras do subprograma, devem ser cadastrados na Seprotur. A mesma secretaria ficará responsável pelo credenciamento dos estabelecimentos abatedores, considerando as exigências da Sefaz e os órgãos responsáveis pelo serviço de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal (SIF, SIE ou SIM).
Um dos requisitos é que o abatedouro possua linha de tipificação de carcaça e sala de desossa. O abate com Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou Municipal (SIM) deve ser feito por uma equipe de profissionais treinados pela Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Mato Grosso do Sul (SFA).
A resolução 61, de 24 de novembro de 2010, altera a resolução 33, de 16 de junho de 2003, que normatiza o Proape e inclui o Subprograma de Apoio à Criação de Bovinos de Qualidade e Conformidade com o objetivo de estimular os pecuaristas do Estado à criação e ao desenvolvimento de animais que possam ser abatidos precocemente.

FONTE: MS Notícias, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Mercado do boi gordo está mais firme

O mercado do boi gordo terminou a semana trabalhando em ambiente mais firme e em alta em diversas praças pecuárias.
Em São Paulo, embora a referência permaneça em R$101,00/@ à vista, existem frigoríficos pagando até R$2,00 a mais pela arroba do boi gordo no estado. As vendas de carne melhoraram nos últimos dias, o que fez os frigoríficos intensificarem as compras.
No Mato Grosso do Sul, a procura por gado cresceu, principalmente em função dos compradores paulistas, e, abaixo dos R$95,00/@, à vista, livre do imposto, poucos negócios ocorrem.
Em Cuiabá - MT, Oeste do Maranhão e Triângulo Mineiro, o mercado também voltou a trabalhar em alta, depois da pressão de baixa as últimas semanas.
Novos reajustes podem ocorrer ao longo dessa semana.

FONTE: SCOT CONSULTORIA