sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Boi-XP: mesmo com oferta apertada, preços apresentam queda na BM&F

Mercado parado com poucas novidades. A oferta continua mais restrita em relação à semana retrasada, mas o aumento pontual ocorrido trouxe consequências que ainda são fortemente sentidas. Em São Paulo, o preço oferecido pela arroba abrange ofertas de R$98,00 a R$103,00 à vista, sendo que nos preços menores o volume de negócios também é menor. Há uma importante barreira psicológica desenhada nos R$100,00/@, que deverá ser mais difícil de transpor, pensando em negócios (não preços de balcão).
De toda forma, dada a proximidade com a safra, é bastante provável que o pico dos preços já tenha ocorrido no patamar de R$117,00/@. As exportações brasileiras de carne bovina sofreram
forte retração em novembro. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a receita caiu 22% e o volume 28%, resultado da desvalorização do dólar, principalmente.

Com o excedente da oferta concentrado internamente e com o aumento dos abates registrado na penúltima semana, os preços da carne no atacado perderam sustentação e o boi casado recuou 11% em relação ao início de novembro. Hoje houve nova queda de R$0,10/kg. Na BM&F, mesmo rompendo a LTB para cima, o mercado continuou de lado, mostrando que ela foi apenas redesenhada.

Confira a análise completa: boi

Fonte: XP Agro

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Gobierno suspende venta de ganado en pie a Turquía

Espera respuesta para habilitar el ingreso de la carne a ese mercado



El Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP) elevó a las autoridades sanitarias de Turquía una propuesta para que no se exija el examen de “vaca loca” para habilitar la importación de carne uruguaya. Hasta que no se reciba respuesta, se suspende la exportación de ganado en pie a ese país.


El director de los Servicios Ganaderos del MGAP, Francisco Muzio, dijo que Uruguay tiene una habilitación de Turquía para exportar menudencias, pero para la carne existen dificultades.


“Ahora tenemos una solicitud para exportar carne e hicimos una propuesta a las autoridades sanitarias de ese país. Ellos están exigiendo un análisis individual de “vaca loca” para cada animal que va a faena. Uruguay tiene una categoría de riesgo insignificante y el pedido no corresponde. Todavía no hemos recibido una respuesta oficial de Turquía. De acuerdo a las directrices de OIE no corresponde hacer ese análisis, que tampoco lo piden para el ganado en pie que están llevando”, dijo Muzio.


El Ministerio de Ganadería resolvió suspender las exportaciones de ganado en pie hacia ese país hasta tanto reciba una respuesta favorable de sus autoridades para el ingreso de carne uruguaya. No obstante, se aclaró que los negocios ya pactados se cumplirán.
“Si estamos exportando animales en pie también queremos tener habilitada la exportación de carne, por una razón de equivalencia comercial. Sabemos que Turquía está importando carnes bovinas”, dijo. Consideró que la respuesta de Turquía debería llegar a la breve

FONTE: OBSERVA

Boi Gordo: Mercado praticamente não encontra referência

Os frigoríficos pressionam os preços da arroba, mas o mercado praticamente não encontra referência. A oferta não é abundante e muitas empresas se posicionam fora das compras.
Em São Paulo os negócios ocorrem entre R$100,00/@ e R$103,00/@, à vista, livre de funrural.
Existem ofertas de compra abaixo destes valores, mas o mercado trava.
As escalas de abate no estado atendem, em média, 5 a 6 dias, o que permite aos frigoríficos ofertarem menos, tendo em vista que a venda de carne não evolui.
No Mato Grosso do Sul é onde os frigoríficos paulistas têm encontrado um pouco mais de facilidade para comprar, e isso permitiu a evolução das escalas nos últimos dias.
No estado, embora o preço referência se mantenha em R$95,00/@, à vista, existem relatos de compra por até R$1,00/@ a amenos.
Atualmente somente São Paulo e Oeste da Bahia mantêm os preços acima dos R$100,00/@.
No mercado atacadista de carne bovina houve queda de preços para todas as peças, exceto traseiro avulso e dianteiro avulso. A dificuldade no escoamento continua grande.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Medidas contra Capin Anonni

La maleza es una plaga en el norte y noreste del país

Preocupa al gobierno la propagación en el norte y noreste del país de “Capin Anonni”, una gramínea que procede de Brasil que afecta la capacidad productiva de las tierras. Desde el Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP) se han tomado medidas para combatir el avance de la plata que es considerada un peligro porque compite con especies nativas por agua, nutrientes y luz, ocasionando graves perjuicios en la capacidad productiva de las tierras. Posee un gran poder de sobrevivencia y una considerable producción de semillas que permanecen viables por 10 años.
El decreto 68/008 otorga un marco normativo para el control y erradicación de la maleza. Se procura que las gremiales de productores, en coordinación con el MGAP, encaren acciones más sistemáticas de control. En este sentido, la Dirección General de Sanidad Animal, a través de la División Operaciones, realiza el contralor en rutas nacionales con georeferenciamiento de la maleza y del tratamiento efectuado.
El MGAP estableció una estrategia de corte en la Ruta 26, al sur, para tratar con químicos los focos donde se detectó el Capin Anonni.
El Capin Anonni es un pasto maleza que ingresó a Brasil en forma accidental, procedente de África, en la década de 1950. A partir del estado de Río Grande del Sur éste penetró en el país y su presencia fue detectada en los departamentos fronterizos. Además de Artigas, Rivera y Cerro Largo son los más afectados, en particular, en los primeros kilómetros de las rutas nacionales por el ingreso de camiones procedentes del país limítrofe.
Está calificada como una especie rústica, con alta capacidad de sobrevivir en condiciones adversas. Fuertemente enraizada y difícil de arrancar, habita suelos compactados y degradados y sobrevive a temperaturas extremas. Forma maciegas de aproximadamente 50 centímetros de altura, con alta densidad de renuevos y hojas finas.

FONTE: OBSERVA

Pagamento do 13º influencia mais o consumo de cortes bovinos mais baratos

A influência do pagamento do 13º salário no consumo de carne bovina é um fenômeno que merece atenção, pois acaba por se refletir nos preços recebidos por todos os elos da cadeia produtiva e até mesmo em outras cadeias de produção de alimentos.
Na terça-feira, as empresas pagaram a primeira parcela do 13º; no dia 20 deste mês, pagarão a segunda.
É senso comum que o aumento da massa salarial leva ao aumento do consumo, mas persistem várias dúvidas a respeito de como esse aumento se distribui.
Isso ocorreria também sobre itens de consumo essenciais, como alimentos e especificamente no caso das carnes, por exemplo?
Entre os diversos cortes disponíveis, quais seriam os mais influenciados?
O consumo de carnes alternativas típicas do período natalino e de final de ano tem alguma influência no consumo e nos preços de cortes bovinos mais nobres, normalmente substituídos pelo consumo das mesmas?
Embora não se possam obter respostas definitivas às questões acima propostas, uma análise das margens brutas praticadas pelo varejo (supermercados) para diversos cortes bovinos na cidade de São Paulo pode ser esclarecedora.
Observa-se que os cortes bovinos comercializados no varejo pelos menores valores absolutos (e, portanto, mais consumidos pelos estratos de menor renda), como lagarto (média de cinco anos de R$ 11,03 por quilo), acém (média de R$ 7,53) e músculo (média de R$ 7,59), registram exatamente no mês de dezembro as maiores margens de lucratividade para os varejistas.
Em oposição, a picanha (preço médio de cinco anos de R$ 21,14 por quilo) registra a menor margem no mesmo mês de dezembro.
Deve-se ressaltar que, para um estabelecimento varejista, muitas vezes é mais lucrativo comercializar um corte bovino mais caro com margem menor do que um mais barato com margem maior.
Isso ocorre, por exemplo, com o filé-mignon, que, na média dos meses de outubro dos últimos cinco anos, comercializado na sua menor margem, rendeu um lucro bruto por quilo, para o estabelecimento varejista, cerca de 220% maior do que o do acém comercializado na média do mês de maior margem (dezembro).
Essas estatísticas parecem indicar que os estabelecimentos varejistas se aproveitam do ganho de renda representado pelo recebimento do 13º salário para ampliar as suas margens de lucro na comercialização dos cortes bovinos mais populares.
Ao mesmo tempo, estreitam seus ganhos relativos para os cortes bovinos de maior valor, pois os consumidores típicos desses cortes são menos estimulados pelo acréscimo de renda representado pelo 13º salário e, muito possivelmente, mais propensos ao consumo de carnes alternativas mais sofisticadas.

Fonte: Folha de São Paulo

Debate técnico e jurídico a respeito do conceito da venda a rendimento de carcaça

O peso da pecuária na economia nacional, envolvendo milhões de produtores e meia dúzia de empresas frigoríficas, necessita de instrumentos de proteção aos pecuaristas que isoladamente não possuem poder de barganha e tampouco conhecimento técnico para lutarem pelo real valor da sua mercadoria.
Somente com a intervenção de nossas entidades representativas mobilizando parlamentares ligados ao agronegócio é que se poderá conseguir a regulamentação desta modalidade de compra, há anos praticada, somente pelo interesse do comprador, que estipula conceitos e condições, definições de pontos de pesagem.
Não conheço muito bem a história, mas pelo pouco que estudei, sei que no tempo das charqueadas, o pagamento do gado era feito pelo número de unidades da tropa e empiricamente conforme seu peso. As tropas eram adquiridas vivas e pagas no ato com moedas de ouro ou promissórias de poucos dias para serem descontadas nas principais casas comerciais onde situavam as charqueadas. Com a frigorificação, os americanos e ingleses (Swift, Armour, Anglo, Wilson) passaram a utilizar balanças instaladas em estações de trem e algumas propriedades privadas. Se chamavam balanças credenciadas. Igualmente o gado era pago pelo seu peso vivo.
Não sei a partir de quando começou a venda "a rendimento", mas com toda a certeza foi imposta unilateralmente pelos frigoríficos, que nesta modalidade tiraram do produtor o controle do valor da sua mercadoria.
Antes a forma de comercialização era objetiva. Pesa tanto. Vale tanto. Depois, cada frigorífico impôs seus critérios de classificação, descontos, pontos de pesagem, etc. Estes critérios nem sempre são éticos ou juridicamente justificáveis e pela brutal concentração, o produtor rural tornou-se o elo mais fraco da cadeia. O hiposuficiente econômico. E por questão de sobrevivência obrigado, a sujeitar-se as condições de pagamento, preços e classificações depois do gado morto. Depois da rês abatida não há como desistir do negócio.
Abaixo exemplifico algumas práticas realizadas pelos frigoríficos e que na minha visão jurídica, salvo melhor juízo, são ilegais, antiéticas e abusivas, e por isto invoco um estudo e debate técnico e jurídico, a nível nacional como é a abrangência do BeefPoint.
- HEMATOMAS: Antes da pesagem da carcaça são retirados fartamente os hematomas ocorridos durante o transporte dos animais.
O artigo 496 do Código Civil/2002 assim preconiza:
Art. 492. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preço por conta do comprador.
Como a tradição (entrega) é feita na fazenda, então a partir do embarque do gado os riscos são do frigorífico. O produtor não tem de responder por qualquer fato ocorrido depois, sejam hematomas acidentes ou qualquer outro evento. Dispõe também a lei comercial que a responsabilidade por fatos ocorrido durante o transporte é objetiva do transportador. Quer dizer, a culpa sempre é do transportador, salvo os casos fortuitos ou da força maior.
- CISTICERCOSE: Hoje o MARFRIG, desconta 20% do valor da carcaça que apresentar cisticercose viva, por necessitar de tratamento de frio por 6 dias. Questiono? De onde surgiu este número? Pelo que sei, o congelamento da carcaça não acarreta quebra de 20%, e o aproveitamento econômico pelo frigorífico é quase igual ao da carne resfriada.
- TUBERCULOSE: Aqui no sul, como no Uruguai e Argentina, a venda se realiza por intermédio de corretores/consignatários credenciados pelos frigoríficos. Estes corretores sempre revisam o gado antes do carregamento e na maioria das vezes descartam os animais que não interessam ao frigorífico. Assim a escolha é feita pelo comprador. Não raras vezes o produtor em uma tropa de gado completamente gordo é surpreendido pelo desconto de uma rês que apresentava tuberculose. É claro que existem casos onde o frigorífico envia o atestado fornecido pelo SIF, mas existem situações onde o vendedor nunca vê tal atestado, mas aí já é caso de Polícia. Mesmo assim com o fornecimento do atestado, a bibliografia veterinária assinala que pela variabilidade de sintomas e lesões, bem como o caráter crônico da tuberculose, fazem com que o diagnóstico clínico tenha um valor relativo, proporcionando apenas um diagnóstico presuntivo. Entendi pela leitura do material ofertado pela internet, que os sinais clínicos habituais são cansaço, perda de apetite, perda de peso, febre flutuante, tosse seca intermitente, diarréia e gânglios linfáticos grandes e proeminentes. Bom, acredito que um boi ou vaca gorda, naturalmente, não possa ser portador de tuberculose, mas deixo esta indagação para os técnicos, e ressalto minha dúvida em certas avaliações porque a única prova certa para atestar tuberculose é pela prova da tuberculina. O diagnóstico definitivo é efetuado através de cultura de bactérias em laboratório, um processo que exige pelo menos oito semanas.
Neste tema, certa vez, impetrei uma ação de um produtor contra um frigorífico, alegando que a escolha do gado foi feita pelo comprador, e que mesmo condenada a carcaça, havia aproveitamento econômico pela graxaria, e que tal risco era parte da atividade negocial do frigorífico. Ganhei a ação e o produtor recebeu o dinheiro.
- MÍUDOS E SUBPRODUTOS: Aqui vem o ponto que considero mais polêmico sob o ponto de vista jurídico. Abatido o boi, feita a toalete, é pesada a carcaça. Sobre este peso é que vai ser estipulado o valor da rês. Esta sistemática é feita por ser considerada a carne o ÚNICO bem comercial obtido. Tanto que na venda ao varejo, o preço é determinado em razão do preço pago ao produtor.
Vou tentar simplificar meu raciocínio. Se vendi a carne, não deveria o frigorífico me devolver os miúdos subprodutos, cálculos bilhares, cabeça, língua etc..? Quanto isto representa no valor da rês? Porque a cabeça não é pesada junto com a carcaça, se dela sai a língua e carne indústria? O que é literalmente a carcaça? Porque os rins e o sebo, também não são pesados junto com a carcaça?
Penso as vezes entabular uma ação judicial, chamada Prestação de Contas, para obrigar um frigorífico a me informar a destinação dos miúdos e subprodutos que a meu ver ele se apropria indevidamente, já que o que vendo e recebo é somente pela carne e sua quantidade. Não recebi pela língua, rim, fígados, entranhas, mondongo, couro sebo etc.
Poderão contestar dizendo que miúdos e subprodutos pagam o custo de abate, mas eu revidarei dizendo que frigoríficos não são prestadores de serviços, e se fossem não comprariam o gado, e o custo para abater e encargo da atividade comercial deles e não minha.
Também poderão contestar também dizendo que o preço fixado pela carne corresponde a remuneração do animal inteiro e que o rendimento seria só um parâmetro. E ai eu revidarei também questionando, a razão de terem fixado 2% de quebra pelo resfriamento, se o boi no momento que entrou no caminhão não é mais meu e sim do frigorífico.
Vale a pena a título de informação pensar nestes dois artigos do Código Civil, que regulam a compra e venda que abaixo transcrevo:
Art.487 É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros, desde que suscetíveis de objetiva determinação.
Art. 489 Nulo é o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço.
É muito interessante e esclarecedor a segunda parte do artigo 487, que determina a licitude da fixação do preço em momento posterior, desde que suscetíveis de objetiva determinação. Poderia dizer que na venda a rendimento não existe uma objetiva determinação. Não há nenhum acordo anterior a venda que permita toalete de certo tecidos e também porque os parâmetros variam consideravelmente.
O artigo 489, prevê a nulidade do negócio quando ao fixação do preço é ao arbítrio de uma só das partes, mas neste caso também é impossível ressuscitar o boi e devolvê-lo ao pecuarista.
Estes são só alguns exemplos do que ocorre. Existem muito mais argumentos jurídicos, mas entendo que o caminho não é de litígios individuais, mas a regulamentação legislativa pela pressão social e política, onde se busque dentro de vários itens, a proibição de desconto por quebra de frio; a obrigação do fornecimento de Nota Promissória Rural na venda a prazo, visto que garante ao produtor crédito privilégio na hipótese de quebra da empresa, ou quem sabe, até mesmo proibindo a aquisição de matéria prima na modalidade de "rendimento".
E ainda, olhando mais profundamente a situação entendo também que cabe hoje a intervenção do Ministério Publico, tutor dos interesses difusos, para agir em defesa da enorme coletividade de produtores rurais, que sofrem os abusos econômicos e que também podem ser acionados pelos nossos sindicatos, para obrigar as indústrias a termos de conduta como firmamos quando somos fiscalizados por órgãos ambientais e trabalhistas, quando nos encontram na mínima irregularidade.
Desta maneira, devido ao conceito e penetração deste prestigiado site, sugiro, que incentive um debate, no mais alto nível, destas questões que afetam um conjunto enorme de produtores pecuários, hoje hiposuficientes, diante do poderio econômico e monopólio dos frigoríficos, chamando ao debate pecuaristas que possuem formação jurídica, que posso dizer que são milhares neste país.

Saudações,
Eduardo Piccoli Machado.

Fonte: BeefPoint

Argentina de mal a pior em 2010

Os dados de diversas fontes de informação refletem uma situação desfavorável para a cadeia produtiva da carne da Argentina em 2010.
Segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da Argentina (CICCRA), a produção de carne no país caiu 21,8% de janeiro a setembro deste ano, em comparação com 2009, totalizando 1,98 milhão de toneladas.
Da mesma forma, o abate de bovinos caiu 24,5%, com 9 milhões de cabeças abatidas.
As exportações apresentam a maior queda, atingindo quase 50%, ao totalizarem 154,6 mil toneladas exportadas nos primeiros três trimestres de 2010.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Carne: Criadores lucram com cooperativa

Criadores de bois e de ovelhas do Paraná descobriram uma forma de ganhar mais dinheiro. Eles criaram uma cooperativa e passaram a fazer o abate e a venda da carne para o varejo.

Veja o vídeo: http://www.sitedacarne.com.br/MercadoNoticia.aspx?codigoNot=ZYWVabVOVhE=

Fonte: Globo Rural

Boi: Carne recua e pressiona arroba

Mesmo com a oferta ainda baixa, os preços da arroba do boi gordo caíram nos últimos sete dias, conforme dados do Cepea. A pressão veio do mercado atacadista. Agentes de muitos frigoríficos consultados pelo Cepea comentam que têm tido forte dificuldade de venda da carne no atacado, devido à resistência de consumidores frente aos preços elevados. Entre 24 de novembro e 1º de dezembro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa teve queda de 5,9%, fechando em R$ 103,95 nessa quarta. No mesmo período, a carcaça casada de boi desvalorizou 7,14% no atacado da Grande São Paulo, fechando a R$ 6,37/kg na quarta-feira.

Fonte: Cepea

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A melhor carne do mundo

O governo eleito já declarou que quer tornar a carne bovina gaúcha a melhor do mundo. Exagero? Não. Com algum investimento em pastagens, controle sanitário e marketing, é possível agregar esse valor ao produto. O principal, o Rio Grande do Sul já tem. As raças europeias criadas por aqui são as que produzem a carne preferida pelos mercados mais exigentes. Os animais são criados a campo, com sal e capim. Esse gado de clima frio se adaptou perfeitamente ao ecossistema Pampa. O decano dos ecologistas brasileiros, José Lutzenberger, reconhecia essa relação harmônica entre boi e ambiente. Dizia que os pecuaristas da Campanha eram “os guardiões do Pampa”.
O Estado tem campos, clima, mão de obra, genética e tradição para produzir animais saudáveis, com peso e tamanho padronizados, como exige a indústria frigorífica moderna. Para ter a melhor carne, falta pouco. E esse pouco tem nome: vacina. Por mais que o rebanho gaúcho seja comprovadamente sadio, não será fácil ingressar em certos mercados mundiais, como o dos Estados Unidos e o do Japão, com carne de animais vacinados contra febre aftosa. A suspensão da vacina - com o vírus ativo nas redondezas - é sempre um grande risco. Mas é uma barreira que um dia a pecuária gaúcha terá de transpor se quiser ter realmente a melhor carne do mundo.

FONTE: Olhar do Campo, Zero Hora

Mercado do boi gordo segue em queda e com ligeiro aumento de ofertaE

Mercado em queda e com ligeiro aumento de oferta.
Em São Paulo o preço de referência está em R$104,00/@, a prazo e R$103,00/@, à vista, ambos livres de funrural.
Embora a oferta não seja grande, a redução nas vendas de carne diminuiu a necessidade de compra dos frigoríficos, e isto ajuda a pressionar os preços da arroba.
Existem ofertas de compra até R$5,00/@ abaixo da referência em São Paulo. Nos preços menores os negócios travam.
No Mato Grosso do Sul, a maioria das empresas, tanto as paulistas que ali atuam, quanto os frigoríficos do estado, ofertam, na maioria das vezes, R$95,00/@, à vista, livre de funrural. Somente na região de Dourados a maioria dos negócios ocorre por R$96,00/@, nas mesmas condições.
No entanto, o mercado, de forma geral, continua sem referência definida. À medida que as compras acontecem, as empresas tentam preços menores.
A única praça onde os preços subiram foi em Pelotas – RS. A oferta na região é bastante reduzida.
No mercado atacadista de carne bovina houve queda de preços para o dianteiro avulso e vaca casada.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Pressão de baixa no boi… mas cadê o boi?

O mercado físico do boi gordo, depois da euforia registrada em outubro (alta de 20,4% entre dia 1 e 29) e agito registrado em novembro (volatilidade acima de 25%), agora perdeu rumo. Frente aos preços mais altos, a oferta de gado para abate melhorou no último mês, com a saída do final dos confinamentos e pecuaristas aproveitando a melhora das pastagens e o ganho compensatório em função da seca para acelerar a engorda e, consequentemente, o abate.
Dessa forma, a indústria conseguiu reduzir a ociosidade e iniciou pressão de baixa, o que há um bom tempo não se observava no mercado. A oferta, entretanto, não é abundante e os animais provenientes do pasto estão mais leves, escorridos, o que poderá ter impacto na oferta dos próximos meses pela antecipação do abate, além de afetar a qualidade da carne. Atacadistas relataram piora na homogeneidade dos carregamentos de carne justamente pela presença de cortes de animais mais leves.
Nos últimos dias foi possível observar que a oferta de animais retraiu. A estratégia dos frigoríficos é alongar as escalas através da redução do abate diário e remanejamento dos lotes. Ou seja, o volume de compras voltou a cair, mas a indústria não retomou as compras como esperado.
Diante da demanda enfraquecida da 2ª quinzena de novembro, somada à redução no processamento de embutidos e perspectiva de aumento na concorrência com carne suína, de frango e até de peru devido às festividades, os estoques de carne bovina permaneceram altos. Sem sustentação da demanda, os preços recuaram em novembro apesar de a média mensal ter fechado acima de outubro. Atualmente a carne com osso está cotada em R$6,20/kg, ou R$93,00/@, o que tira o fôlego dos frigoríficos pequenos em pagaram acima de R$100,00/@ no boi gordo e até favorece a compra de carcaça no lugar do boi.
As indústrias também estão realocando carne para o mercado interno, em função da lentidão nas exportações registrada em novembro. A firmeza do dólar nos últimos dias pode reverter esse movimento, mas o aumento na oferta de carne foi suficiente pra forçar negócios até R$6,00/kg no mercado atacadista de São Paulo.
A dúvida fica por conta da previsão de demanda para dezembro, uma vez que o pagamento dos salários somado ao 13º favorece o consumo de carne bovina, sobretudo dos cortes nobres. Historicamente a oferta de boi gordo cai na 2ª quinzena de dezembro e pode ser outro fator de sustentação do mercado.
Deixando os fundamentos do mercado de lado, ao analisar de um ponto de vista técnico, houve uma queda nos preços do boi gordo com aumento no volume de negócios, o que confirma esse movimento. Atualmente, entretanto, os preços estão caindo com volume cada vez menor, indicando que não é um movimento consistente ou que será de curta duração. Agora é esperar pra ver de que lado a corda estoura!

FONTE: www.agroblog.com.br
autor LEONARDO ALENCAR

BOI GORDO/SCOT CONSULTORIA

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Frigoríficos seguem pressionando e indicador recua

O mercado do boi gordo segue pressionado e o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 105,39/@, nesta terça-feira, com desvalorização de R$ 1,00. O indicador a prazo registrou queda de R$ 2,32, sendo cotado a R$ 106,18/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio


Na BM&FBovespa, os contratos de boi gordo também recuaram. Novembro/10 fechou a R$ 107,98/@, com retração de R$ 0,55 no último dia de negociação deste contrato. Os contratos que vencem em dezembro/10 registrou variação negativa de R$ 1,25, fechando a R$ 96,70/@. Este valor está R$ 8,69 abaixo do valor atual do indicador à vista levantado pelo Cepea nesta terça-feira, será que a pressão imposta pelos frigoríficos irá se consolidar fazendo os preços da arroba recuarem a esses patamares até o final do mês?
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 30/11/10


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dezembro/10


No atacado os preços seguem em baixa, o traseiro foi cotado a R$ 8,50 (-R$ 0,10), o dianteiro a R$ 4,50 (estável) e a ponta de agulha a R$ 4,60 (-R$ 0,10). Assim o equivalente físico registrou retração de 0,94%, sendo calculado em R$ 96,50/@. O spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 8,90/@, mesmo assim ainda está bem acima da média dos últimos 12 meses que é de R$ 3,45/@.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 727,57/cabeça, com valorização de R$ 2,83. A relação de troca está valendo 1:2,39.

FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

RS: Mapa confirma que vacinação vai até dia 10

O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura (Mapa), Jamil Gomes de Souza, afirmou que se equivocou ao informar que a segunda etapa da campanha de vacinação contra a aftosa no Estado terminaria em 15 de dezembro. "A informação que eu tinha era esta, mas, o RS está numa situação diferente dos demais Estados."
Souza corrigiu a informação, afirmando que a campanha termina dia 10.

FONTE: Correio do Povo/RS, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Carne bovina em queda, mas preços continuam altos

Os preços no atacado de carne bovina com osso de São Paulo continuam em queda.
Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, na última terça-feira, dia 30, o mercado trabalhou em baixa pelo quarto dia consecutivo, para todas as peças com osso.
O traseiro 1x1, por exemplo, depois de atingir o preço recorde, R$9,00/kg, caiu 8% em novembro.
As recentes altas nos preços da carne bovina afetaram o consumo.
Já a carne de frango está em alta. Em São Paulo, o frango abatido voltou ao patamar recorde de R$2,00/kg, registrado no final de outubro.
O consumo de carne de frango tem crescido. A alta de preços da carne bovina estimula a demanda por proteínas alternativas.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Mercado pressionado

A pressão de baixa continua, apesar de não haver oferta abundante.
Mesmo sem excesso de animais disponíveis, os preços menores, aos poucos, têm se consolidado. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço referência em São Paulo está em R$105,00/@, a prazo, livre de imposto.
Vários frigoríficos estão fora das compras. As escalas atendem entre quatro e cinco dias.
Na segunda-feira o mercado estava especulado, com tentativas de recuo de preços por parte dos frigoríficos na maior parte das regiões. Em algumas houve realmente queda, em outras os negócios travaram.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, os preços caíram nas três regiões, Dourados, Três Lagoas e Campo Grande. Nas três regiões os negócios ocorrem por R$97,00/@, a prazo, livre de imposto.
No Norte do Tocantins e Sudeste do Mato Grosso a pressão de baixa travou o mercado e a referência se manteve. Nestas praças os negócios com o boi gordo ocorrem em 94,00/@ e 95,00/@, respectivamente, a prazo, livres de imposto.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Recuperação do rebanho nacional reflete a retenção de fêmeas

De acordo com Imea, tamanho do rebanho nacional divulgado pelo IBGE é o terceiro maior da história
Imea - Dados do rebanho nacional referentes ao ano de 2009 divulgados pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, mostram que o rebanho do Brasil ficou em 205,29 milhões de cabeças, alta de 1,49%.
Segundo o Imea, Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária, este número para o rebanho é o terceiro maior da história do país, perdendo apenas para os números vistos em 2005 e 2006. Quando comparado ao rebanho nacional de 20 anos, o crescimento é de 42% e, nos últimos 10 anos o, plantel brasileiro teve uma evolução de 25%. Esta volta do rebanho brasileiro para o patamar dos 205,29 milhões pode ser explicada pela retenção de fêmeas iniciada em 2008.
Com exceção dos estados da Roraima, Piauí, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e Mato Grosso do Sul, todas as unidades da federação registram incremento em seus rebanhos.
O ranking nacional tem Mato Grosso como o 1º, seguido por Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. Mato Grosso, confirmando os números da vacinação de novembro/09, registrou 27,36 milhões de cabeças, alta de 5,15%, ficando acima em 2,15 pontos percentuais do crescimento médio nacional no mesmo período.
Com base em estatísticas sobre população do IBGE (2007), no Brasil se têm 1,12 bovinos por pessoa; quando se observa apenas o estado de Mato Grosso, o número é de 9,58 bovinos por habitante.

FONTE: DBO - Editores Associados

Faturamento das exportações de carne bovina para o Oriente Médio quase dobrou

As exportações brasileiras de carne bovina para o Oriente Médio estão crescendo.
Nos primeiros dez meses de 2010, o faturamento das exportações para o Oriente Médio quase dobrou em comparação ao mesmo período do ano anterior e o volume cresceu mais de 60%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O faturamento passou de US$561,7 milhões entre janeiro e outubro de 2009 para US$1,1 bilhão no mesmo período de 2010. Já o volume saiu de 221,2 mil toneladas equivalente carcaça (tec) em 2009 para 356,1 mil tec em 2010.
Um aumento expressivo, fruto de esforços brasileiros, recuperação da economia e crescimento da demanda nesses países.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Boi Gordo: Pressão de baixa continua

A pressão de baixa continua, apesar de não haver oferta abundante.
Mesmo sem excesso de animais disponíveis, os preços menores, aos poucos, têm se consolidado. Hoje o preço referência em São Paulo está em R$105,00/@, a prazo, livre de imposto.
Vários frigoríficos estão fora das compras. As escalas atendem entre quatro e cinco dias.
Ontem o mercado estava especulado, com tentativas de recuo de preços por parte dos frigoríficos na maior parte das regiões. Em algumas houve realmente queda, em outras os negócios travaram.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, os preços caíram nas três regiões, Dourados, Três Lagoas e Campo Grande. Nas três regiões os negócios ocorrem por R$97,00/@, a prazo, livre de imposto.
No Norte do Tocantins e Sudeste do Mato Grosso a pressão de baixa travou o mercado e a referência se manteve. Nestas praças os negócios com o boi gordo ocorrem em 94,00/@ e 95,00/@, respectivamente, a prazo, livres de imposto.
No mercado atacadista houve queda de preços para todas as peças, exceto para a ponta de agulha (charque).

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Cobrança do FUNRURAL é considerada ilegal

Decisão do STF e do Tribunal Regional da 4ª Região beneficia produtores rurais
A legalidade da cobrança do FUNRURAL, tributo com alíquota de 2,1% sobre a comercialização da produção, está há anos em discussão na justiça.
O advogado e colunista do Agrolink, Fábio Lamônica Pereira, em sua mais recente coluna, esclarece que o Supremo Tribunal Federal declarou que “o imposto estava baseado em lei inconstitucional e, portanto, não poderia ser exigido dos produtores”.
No início deste mês, o Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre (RS) e que abrange todos os estados da região sul, também considerou a cobrança ilegal e inconstitucional. “Dessa forma, os produtores passam a contar com mais segurança jurídica, no âmbito do TRF4, no sentido de que os pedidos de ressarcimento dos valores recolhidos indevidamente serão tratados de acordo com o posicionamento do STF”, destaca Lamônica.
Para saber mais sobre a cobrança do FUNRURAL, leia a coluna “FUNRURAL: nova vitória dos produtores”, de Fábio Lamônica Pereira.

FONTE: Agrolink
Autor: Marianna Rebelatto

ENTREVISTA - MERCADO DO BOI GORDO



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Novembro seco reduz nível do rio Uruguai

O déficit de chuvas em novembro prenuncia dificuldades para a agropecuária de Uruguaiana e região. Segundo o sargento meteorologista do Aeroporto Internacional Rubem Berta, Anderson Biassus da Silva, houve precipitação apenas em quatro dias deste mês (9, 23, 24 e 28), somando 15,5 milímetros, quando a média histórica do período, de acordo com a Emater, é de 105 milímetros. Um contraste com as chuvas registradas em novembro de 2009, que totalizaram 698,4 mm.
Na área rural, o volume oscilou entre 10 mm e 35 mm. O índice amenizou, sem solucionar, o quadro da lavoura de arroz, que utiliza prematuramente reservas hídricas. Campos nativos queimados provocam a perda de peso dos bovinos. A baixa umidade relativa do ar ocasiona processos alérgicos e bronco-respiratórios. De acordo com João Carlos Battassini, agrônomo da Emater, a partir de hoje até 31 de março não se pode pensar em produzir hortaliças a céu aberto.
Ontem à tarde, o rio Uruguai media 2,14 metros, o nível mais baixo do triênio nesta época, conforme a Delegacia Fluvial. No ano passado a marca foi de 8,86 m e, em 2008, de 3,20 m. As margens estão crestadas, revelando milhares de conchas esparramas pela costa. O ambientalista Juraci Luques Jacques, presidente da Comissão Binacional dos Recursos Naturais Renováveis, atribuiu a mortandade ao binômio desequilíbrio e poluição.

FONTE: Correio do Povo

Margem Bruta e Taxa de Reposição

Correria, caro leitor, correria... Estou mexendo com gado, andando nos pastos, verificando saldos, estoques, enfim, finalizando o ano de 2010 e já definindo o que vamos fazer em investimentos e manutenções para 2011. Estou no Tocantins esses dias.
De qualquer forma, paralelo a isso esses últimos dias surgiu uma discussão no site do BeefPoint e eu quis contribuir com minha análise. No meio dos argumentos que fiz, um gráfico chamou a atenção do Miguel Calvalcanti. Se chamou a atenção do Miguel pensei que talvez chamaria a atenção de vocês.
Obviamente, antes de mais nada, não estou tentando ensinar ninguém a mexer com boi aqui. Cada um sabe onde aperta o calo. A idéia é só esclarecer uns conceitos que se fragmentam em um jogo de espelhos e o pessoal perde um pouco a referência do caminho e das proporções.
O gráfico que estou me referindo é o gráfico da margem bruta e da taxa de reposição. Conceitualmente, em mercado, a margem bruta é adiferença pura e simples entre o valor de um boi gordo e um bezerro. A taxa de reposiçõ é a divisão entre o valor de um boi gordo e um bezerro.
Os resultados, como você pode ver, são completamente diferentes. Enquanto a margem bruta só subiu, praticamente, entre 1999 até hoje, a taxa de reposição oscilou fortemente dentro desses 11 anos.



Mas qual a razão de resultados tão diferentes? Não são formados pelos mesmos valores? Deveria resultar em coisas parecidas, não é?
Na realidade, não.
Quando se compara dois mercados diferentes, o que você faz é uma arbitragem, que é uma forma diferente de spread. O boi e o bezerro sãode fato dois mercados diferentes -- respondem a estímulos diferentes no dia-a-dia. Não dá para compará-los simplesmente diminuindo um pelo outro. O resultado dessa conta pode levar a uma conclusão que ela é uma informação à primeira vista aparentemente boa. Está melhorando a margem ao longo dos anos, não está?
Porém, quando se leva em consideração o valor de compra de um boi gordo, que nada mais seria, em outras palavras, a taxa de reposição, a coisa se complica. Você vê dessa outra forma que o valor de compra de um boi oscila muito e drasticamente durante os anos. Isso acaba gerando uma informação mais precisa, mais verídica, sobre o comportamento do mercado e calibra melhor as tomadas de decisão no dia-a-dia.
Pegue meados de 2010, por exemplo, onde a margem bruta estava ao redor de R$ 700 reais e a taxa de reposição ao redor de 1,90. Foi uma das piores taxas de reposição da história, que destruiu a lucratividade de muitos invernistas, mas você não saberia disso olhando somente pela margem, a não senhor, pois, hei!, a margem de meados de 2010 estava 700 reais... bem melhor que os 400 reais de 2000, não é mesmo?
Porém o ano de 2000, com seus 400 reais de margem foi um ano muito melhor em lucro para o invernista que os 700 reais de margem de 2010. Você saberia disso olhando para a taxa de reposição. Sei disso também baseado nos nossos próprios resultados financeiros de engorda.
Então, verifique suas premissas, por dois motivos.
1) Em dois mercados diferentes você faz é a divisão entre eles, a arbitragem, e não a subtração, que é o tal conhecido spread.
2) No Brasil é que pouquíssimos pecuaristas calculam de verdade seus custos de produção.

FONTE: CARTA PECUÁRIA

Governo prorroga vacinação até dia 15

A campanha de imunização contra a febre aftosa, prevista para terminar hoje, será prorrogada até 15 de dezembro. O pedido da Secretaria da Agricultura (Seappa) e da Superintendência do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS) foi aprovado ontem pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura (Mapa). O período concedido segue o exemplo de estados como Mato Grosso, Amazonas e Acre, que também tiveram a extensão concedida. De acordo com o chefe do Serviço de Sanidade Agropecuária do Mapa/RS, Bernardo Todeschini, a medida será válida para todos os municípios do Estado, que havia pedido dez dias corridos, "Desta forma, é mais fácil e homogêneo para trabalhar", afirma.
A solicitação foi encaminhada por conta de um atraso na entrega das doses aos produtores beneficiados pelo Pronaf e em algumas agropecuárias. Porém, criadores que encontraram dificuldades para adquirir o medicamento ou estiverem atrasados poderão aproveitar o período para também imunizar o rebanho. "A quantidade de doses que faltou não compromete a campanha", destaca o chefe do Serviço de Doenças Vesiculares da Seappa, Fernando Gröff. De acordo com o diretor do DSA, Jamil Gomes de Souza, a prorrogação não interfere no controle da circulação do vírus, apenas dos animais. "Os bovinos de até 24 meses devem esperar 15 dias após a vacinação para serem movimentados. Já os de mais idade, sete dias", explica.
O assessor de Política Agrícola da Fetag, Airton Hochscheid, comemora a decisão. "É fundamental porque os criadores estavam sem a vacina", frisa. A federação havia levado o tema para debata na Seappa há 15 dias. Conforme Hochscheid, a preocupação é com os municípios que não fazem fronteira, colocados em segundo plano na distribuição da primeira leva das doses. O diretor da Farsul, Fernando Adauto, afirma que a maioria dos pecuaristas empresariais já imunizou o rebanho e que a medida não tem grande efeito nestes casos.

FONTE: CORREIO DO POVO

Preço da carne bovina in natura exportada para União Européia justifica esforços

O preço médio da carne bovina in natura exportada para a União Européia sempre registra valores mais altos que a média de carne in natura exportada pelo Brasil. A Europa exige mais, compra cortes mais nobres e paga mais por isso.
Veja na figura 1 os preços médios da carne bovina brasileira in natura exportada para a União Européia e no geral.

Atualmente, a carne in natura exportada para a União Européia está 80% acima do valor da média do mesmo tipo de carne exportado total. A carne bovina in natura exportada para a União Européia valia US$6,0mil/ tec, enquanto que no geral o Brasil exportou o mesmo produto por US$3,5 mil/tec.
Tal diferença justifica todos os esforços para atender as exigências daqueles países, em termos de qualidade, controle de processo, Sisbov, e assim por diante.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Rússia irá manter cotas de importação de carne bovina

A substituição da importação de carnes pela Rússia está se acelerando mais do que previsto, devendo afetar vendas do Brasil para aquele mercado no próximo ano. O governo russo anunciou que vai cortar em 50% a cota de importação de frango, ao invés de um terço previsto inicialmente, mas não vai alterar as cotas para carnes suína e bovina.
De maneira geral, a Rússia aumentou sua produção de carne em 12% este ano e reduziu as importações em 20%. A tendência é de continuar diminuindo as compras de frango e de suíno, mas não de carne bovina.
O vice-primeiro-ministro, Viktor Zubkov, anunciou em Moscou que a importação de carne de frango, que chegou a 700 mil toneladas no ano passado, será limitada a 350 mil em 2011. A cota para importação de carne suína será de 472.100 toneladas, incluindo a cota de 57.500 toneladas para os EUA. A cota para carne bovina será de 530.000 toneladas.
Os russos podem fazer o que quiserem, unilateralmente, porque continuam fora da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil negocia com Moscou a situação para quando o país aderir à entidade global de comércio. "Na prática, não muda quase nada para o Brasil entre 2010 e 2011, mas vamos ver para depois", diz um negociador brasileiro.
Atualmente, o Brasil não tem cota específica, ao contrário dos EUA e da União Europeia. Mas no caso da carne bovina, grande parte da cota, atribuída aos europeus, é na prática preenchida pelo Brasil, que exportou US$ 1 bilhão no ano passado.
Já a parte brasileira de carne suína não está sendo preenchida por causa do preço salgado do produto brasileiro.
O processo de entrada da Rússia na OMC está acelerado. Moscou assinou recentemente acordo bilateral com a UE. Mas ainda falta rever as condições para o Brasil dar seu apoio à entrada no clube multilateral.

FONTE: Assis Moreira, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Boi gordo em 2010

Este ano o mercado do boi gordo retomou a tendência de alta interrompida pela crise mundial do final de 2008. Em 2009 os preços patinaram.
A queda de preços entre o fim de 2008 e início de 2009 ocorreu devido à menor demanda. Não foi ocasionada por sobreoferta de animais. Com isto, as valorizações do boi gordo voltaram a ocorrer assim que o consumo retomou patamares melhores.
Veja na figura 1 as variações dos preços do boi gordo entre o início e o final de novembro de cada ano.



Em 2010 os preços subiram até maio, quando os pastos perderam capacidade de suporte devido à diminuição das chuvas e os pecuaristas entregaram os animais. O preço do boi gordo caiu 3,7% entre meados de abril e maio.
Entre 14/5 e 11/11 o mercado não registrou recuos e acumulou valorização de 45,6%, até o pico de preços, com a referência em São Paulo em R$115,00/@, a prazo, livre de imposto. Esse preço era 50,9% maior que o do início de janeiro.
Os patamares maiores de preços atraíram pecuaristas que passaram a vender animais, mesmo relativamente leves, para aproveitar a alta. Com isto, os frigoríficos conseguiram melhorar as programações e impor pressão negativa sobre os preços.
Desde o início do mês o preço referência caiu 7,8% e a pressão de baixa continua. A tendência é de aumento gradual na oferta, embora não se espere nenhuma bolha de vendas, uma vez que não há retenção. O que ocorre é que os animais estão “chegando”.
O preço atual ainda é 39,1% superior ao do início do ano.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Consumidor não aceita pagar mais pela arroba e derruba o mercado do boi gordo

FONTE: Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi e Juliana Ibanhes

Banco do Brasil informa prazo

Termina hoje (30) o prazo para agricultores, inscritos na dívida ativa da União, negociarem seus débitos. O Banco do Brasil já fez mais de 12 mil acordos, no valor R$ 1,72 bilhão. Os produtores rurais que estiverem inscritos na dívida ativa da União devem procurar a central de atendimento do BB. Para capitais e regiões metropolitanas, o telefone é 4003-0494; e para as demais localidades, 0800 88 00494. O contribuinte deverá informar à central o número de CPF ou número de CNPJ vinculado a dívida ativa da União, em que está inscrito.

Fonte: Diário de Cuiabá

Frigorífico Frialto lança linha de produtos de carne bovina em parceria com o Corinthians


Divulgação

LEIA MAIS: http://www.lr1.com.br/index.php?pagina=noticia&categoria=mundo&noticia=12719

FONTE: www.lr1.com.br

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Boi Gordo: Mercado especulado e com poucos negócios

Cerceada por duras barreiras sanitárias da China continental, a carne bovina brasileira encontrou em Hong Kong um caminho mais livre -e ilegal - para chegar aos pratos da segunda maior economia mundial.
Com uma população de 7 milhões de habitantes, Hong Kong é o quarto maior comprador de carne bovina brasileira. Neste ano, foram 77,5 mil toneladas nos primeiros dez meses, um negócio de US$ 206,6 milhões.
Mercado especulado e com poucos negócios.
Embora o patamar de oferta atual esteja melhor que nas últimas semanas, na manhã desta segunda-feira foram poucos os negócios fechados.
Além da menor movimentação, típica de início de semana, boa parte dos frigoríficos começou o dia fora das compras. Os que estavam comprando testavam preços menores, mas o mercado trava em tais valores.
A maioria dos frigoríficos está comprando para o início da próxima semana e a pressão de baixa continua.
No mercado atacadista com osso houve recuo em todas as peças, exceto para a ponta de agulha (consumo), que se manteve estável.
Os preços atuais no mercado atacadista estão, em uma média das peças, 17,6% menores que os picos de preços atingidos no início do mês. O maior recuo foi da ponta de agulha para charque, que caiu 26,3% desde o começo de novembro.
Em relação ao mesmo período do ano passado, no entanto, os valores atuais estão 36,7% maiores. A maior valorização ocorreu para o dianteiro casado, 40,6%.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Hong Kong vira porta de entrada de carne brasileira para China

O próximo país do ranking com uma população equivalente é Israel: 28,8 mil toneladas (9º lugar), vendidas a US$ 90,9 milhões.
Já a China, que autoriza importações de apenas quatro frigoríficos brasileiros (outros 14 estão em análise), importou apenas 1.279 toneladas (US$ 3,38 milhões) até outubro deste ano, apesar da sua população de 1,4 bilhão.
Os números foram compilados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Mercados Distintos
Embora Hong Kong pertença à China, a região tem um regime administrativo diferenciado, resultado do acordo com o Reino Unido para a sua transferência, realizada em 1997. Na prática, portanto, são dois mercados distintos, com regras próprias.
Representantes do setor ouvidos pela Folha admitem que a carne é repassada pela China, mas que o contrabando não tem participação direta de empresas brasileiras. O ideal, afirmam, é a maior abertura do mercado chinês.
Parte dessa carne acaba apreendida pelo país. Em 10 de setembro, autoridades alfandegárias de Guangzhou, a 170 km de Hong Kong, recolheram "milhares" de toneladas de carne vindas do Brasil, da Polônia e dos EUA, informou o site de notícias "China News".
A reportagem da Folha telefonou para o Escritório Anticontrabando da província de Guangdong, onde está Guangzhou, entretanto, a resposta foi a de que o caso estava "sob investigação" e que eles não podiam dar informações adicionais.
Em Pequim, a Administração-Geral de Supervisão de Qualidade, Supervisão e Quarentena, órgão máximo da China para o controle de importação de carnes, ignorou pedidos de entrevista feitos por telefone e fax sobre o contrabando de carne brasileira na Ásia.
Há anos que o Brasil tenta ampliar as vendas de carne bovina, suína e de aves para a China, mas o processo tem sido bastante lento.
Uma missão chinesa esteve no Brasil na semana passada para avaliar a liberação das exportações de carne suína brasileira para a China.
Os chineses, que estão visitando 13 frigoríficos, devem aprovar exportações por 25 unidades brasileiras. As condições de saúde animal já foram avaliadas e aprovadas, restando agora a habilitação das unidades frigoríficas. Atualmente, o país não pode exportar esse tipo de carne para a China.
No caso de aves, o Brasil tem 25 frigoríficos habilitados e 41 sob análise, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

FONTE: Folha de São Paulo

ANÁLISE DO MERCADO DO BOI GORDO

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 29.11.2010
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,70 A R$ 2,90
TERNEIRAS R$ 2,40 A R$ 2,60
NOVILHOS R$ 2,70 A R$ 2,80
BOI MAGRO R$ 2,60 A R$ 2,70
VACA DE INVERNAR R$ 2,10 A R$ 2,20

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO

REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 29.11.2010

BOI: R$ 6,00 a R$ 6,20
VACA: R$ 5,70 a R$ 5,90

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 29.11.2010
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,00 A R$ 3,05
VACA GORDA: R$ 2,60 A R$ 2,70

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

ATENÇÃO - COMPRA DE TERNEIROS


COTAÇÕES

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 29/11/2010
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 26/11/2010 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,10R$ 6,03
KG VivoR$ 3,05R$ 3,02
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,83R$ 5,74
KG VivoR$ 2,77R$ 2,73
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA


FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

COTAÇÕES



FONTE: CORREIO DO POVO

Maior preço da carne bovina para a União Européia

Conforme demonstrado recentemente nesta mesma seção, o faturamento com as exportações de carne bovina para a União Européia cresceu 13% no acumulado de 2010, comparando com o mesmo período de 2009, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), analisados pela Scot Consultoria.
Isso ocorreu em função do aumento do preço da carne exportada para o bloco, já que o volume permaneceu praticamente o mesmo.
Aliás, outubro deste ano registrou o maior preço médio de carne bovina exportada para a União Européia desde outubro de 2007. Em seguida houve a paralisação das exportações por problemas no Sisbov, por isso a queda brusca das cotações, já que o Brasil parou de exportar carne in natura e passou a exportar mais carne industrializada.



De qualquer forma, pelo menos em dólares, os preços médios da carne brasileira na União Européia estão aumentando. Agora só faltava o câmbio ajudar um pouquinho.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

RS: preço da arroba não acompanha alta do varejo

Os pecuaristas gaúchos questionam o aumento de até 50% no preço dos cortes nobres de carne bovina praticado pelo varejo nos últimos 40 dias. A principal argumentação é que o mesmo repasse não chega dentro da porteira. Conforme o consultor de pecuária de corte da Farsul, Fernando Adauto, o reajuste ao produtor não passou de 10% no mesmo período. "Para nós, não houve este aumento que o varejo está praticando. O preço não está ruim, mas é mais ou menos o mesmo do ano passado. Isso não se justifica", critica. Conforme o último levantamento conjuntural da Emater, entre 28 de outubro e 25 de novembro, a média do quilo vivo passou de R$ 2,75 para R$ 2,96, representando uma alta de 7%. "Não posso concordar que a carne subiu tanto. O varejo está especulando", afirma Adauto.
O presidente da Agas, Antonio Cesa Longo, afirma que o preço médio dos cortes ao consumidor aumentou entre 8% e 10% no período, e que apenas a picanha e o filé mignon subiram na casa dos 50%. "O produto gaúcho não abastece a demanda do Rio Grande do Sul e também é mais caro por ser de raças europeias enquanto no centro do país predominam as zebuínas", afirma. O dirigente destaca que o incremento é o mesmo do frigorífico, de 10%. Mas que cortes com preços menores acabam se diluindo no aumento das peças nobres. "A comparação entre os preços ao produtor e os praticados no varejo é ''um cálculo burro''. Não compramos o boi vivo."
O presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, admite que o preço dos cortes nobres repassado ao varejo cresceu entre 20% e 25% no período. Mas que, em contrapartida, outros obtiveram recuo como a paleta, corte de segunda, que caiu 15%. "A oferta diminuiu porque estamos saindo da safra e há uma pressão muito forte dos preços do centro do país, que estão vindo muito caros para cá. Repassamos ao produtor exatamente o mesmo percentual de aumento", garante.
A coordenadora de projetos da consultoria Boviplan, Andreia Brasil Vieira José, ressalta que o problema está sendo a estiagem, que gera falta de pasto para os animais. O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, reconhece que a oferta de gado é menor do que há alguns meses devido à seca e à dificuldade com as pastagens de inverno. No entanto, acredita que o incremento praticado pelo varejo não se justifica.

FONTE: Correio do Povo, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint

Expectativas para a relação de troca com o bezerro

As relações de troca com a reposição se recuperaram desde junho em São Paulo. A maior alta ocorreu para o bezerro.
Em parte porque esta categoria atingiu o ponto mais baixo das últimas décadas em meados do ano, mas também pela estabilidade nas cotações da categoria nos últimos meses, aliada à forte alta para o boi gordo.
Porém acredita-se que a troca com esta categoria poderá cair nos próximos meses, reflexo do aumento da demanda pelo bezerro para este período.
A atual troca, considerando o boi gordo de 16,5@ e o bezerro de 7@, é de 2,17 bezerros por boi.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: indicador fecha a semana valendo R$ 109,35/@

Nesta sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 108,78/@, com variação negativa de R$ 0,10. O indicador a prazo registrou alta de R$ 0,32, sendo cotado a R$ 109,35/@. Mesmo com a forte pressão por parte dos frigoríficos, na semana a variação foi positiva (+0,29%).
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Na BM&FBovespa, o primeiro vencimento, novembro/10, que será liquidado amanhã, fechou a R$ 108,04/@, com valorização de R$ 0,33. Já os contratos que vencem em dezembro/10 apresentaram movimento inverso, caindo para R$ 97,65/@, com retração de R$ 0,59.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 26/11/10


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dezembro/10

No Rio Grande do Sul, pecuaristas questionam o aumento de até 50% no preço dos cortes nobres de carne bovina praticado pelo varejo nos últimos 40 dias. A principal argumentação é que o mesmo repasse não chega dentro da porteira.
Conforme o consultor de pecuária de corte da Farsul, Fernando Adauto, o reajuste ao produtor não passou de 10% no mesmo período. "Para nós, não houve este aumento que o varejo está praticando. O preço não está ruim, mas é mais ou menos o mesmo do ano passado. Isso não se justifica", critica. Conforme o último levantamento conjuntural da Emater, entre 28 de outubro e 25 de novembro, a média do quilo vivo passou de R$ 2,75 para R$ 2,96, representando uma alta de 7%. "Não posso concordar que a carne subiu tanto. O varejo está especulando", afirma Adauto.
O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, reconhece que a oferta de gado é menor do que há alguns meses devido à seca e à dificuldade com as pastagens de inverno. No entanto, acredita que o incremento praticado pelo varejo não se justifica.
No atacado paulista, o traseiro foi cotado a R$ 8,70 (-R$ 0,10), o dianteiro a R$ 4,50 (-R4 0,30) e a ponta de agulha a R$ 5,30 (-R$ 0,10). Diante desses recuos, o equivalente físico foi calculado em R$ 99,30/@, com desvalorização de 2,62%, na semana o recuo chegou a 5,81%. O spread (diferença) entre indicador e equivalente voltou a subir, ficando em R$ 9,48/@.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 722,79/cabeça, com valorização de R$ 3,85. A relação de troca recuou para 1:2,48.

FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

Carnes especiais são tendência no mercado

Até chegar ao consumidor final há um grande processo, desde a cria e engorda dos animais até o preparo nos restaurantes
Em busca de alternativas de mercado e fidelização de público, a indústria da carne investe em produtos diferenciados para clientes exigentes e dispostos a pagar mais pela qualidade extra. A iniciativa acaba tendo reflexos em toda cadeia produtiva da carne, dos produtores aos restaurantes, e a consolidação dos produtos ocorre em alta velocidade no Estado e em todo o país. Dos pequenos aos grandes, o objetivo é diversificar mercadorias e ainda oferecer qualidade certificada, desde a origem dos animais.
Com sua pequena produção de ovinos, o produtor rural e empresário Marco Túlio Duarte Soares identificou que o espaço ocioso em seu frigorífico (em decorrência da falta de animais para abater) poderia ser ocupado por bovinos. "Minha ideia era iniciar os abates bovinos no início de 2011, mas como havia esta capacidade, que não era ocupada, antecipei o projeto, que é todo diferenciado".

E o trabalho do frigorífico Celeiro começa no relacionamento com o pecuarista. Prezando pela qualidade, a empresa paga entre 3% e 5% a mais pela arroba dos animais das raças inglesas Angus e Hereford, que possuem um fina camada de gordura entre as fibras musculares que lhes concedem o marmoreio, ou seja, maciez e mais sabor. "Além de exemplares das raças europeias ou de cruzamentos dessas raças, os animais têm no máximo 24 meses e no caso de machos, são capões", conta referindo-se ao animais castrados.

A atuação do Celeiro no mercado surgiu da necessidade de diferenciar o produto e o modo de produção para se tornar competitivo. "Minha produção é em pequena escala, não teria como competir com grandes grupos que abatem em grandes escalas e vendem para o mundo inteiro. Percebi a demanda que havia e investi neste nicho", afirma ao comentar que grandes empresas até fazem este trabalho diferenciado, mas geralmente é voltado para o mercado internacional.
Na mesma direção, o grupo Frialto também inicia parceria para entrar neste mercado de cortes selecionados e de pecuária selecionada. O diretor do grupo, Paulo Bellincanta explica que o frigorífico precisa abrir uma outra marca para apresentar um novo produto com preços também diferenciados. Para isso, em uma ação inédita no país, o Frialto fechou uma parceria com o Esporte Clube Corinthias Paulista para que pudesse agregar às carnes, a marca do time. "Primeiramente serão dois projetos. O Timão, com exclusividade de picanhas selecionadas e em um ano o Corinthians Premiun, que serão cortes de animais de raça europeia, com pouca idade e criados em propriedades que respeitem a legislação ambiental e trabalhista". Bellincanta ressalta que o grupo fará parcerias com produtores para incentivar a pecuária diferenciada.

Para o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, este sistema de cria e de abate é uma tendência de mercado. "Existe um grande nicho de consumidores exigentes que estão dispostos a pagar a mais para ter uma carne de qualidade, acima do padrão", afirma ao comentar que em geral a carne brasileira já é de considerada muito boa. Segundo Vacari, a Associação estimula este tipo de produção por entender que Mato Grosso tem capacidade para atender qualquer demanda e criar todos os tipos de raças e realizar cruzamentos. "Estamos abertos para aproximar os pecuaristas e os empresários em busca de investimento em tecnologia".

O frigorífico Marfrig iniciou este ano a ampliação do programa Qualidade Nelore Natural, que acompanha, por meio de uma equipe técnica, o sistema de criação e características como peso mínimo, acabamento de gordura e idade, que quando dentro do padrão, são selecionados e os cortes recebem o selo Nelore Natural. Além disso, o programa também aproxima a indústria do produtor e permite um acompanhamento sobre o sistema de produção, se se enquadra ou não às exigências socioambientais. Em Mato Grosso, o município de Tangará da Serra irá participar do programa e até 2011, o acompanhamento terá iniciado.

O pecuarista Jorge Pires é um dos que investem na criação de raças e cruzamentos para atender a um mercado específico. Segundo ele, a inseminação e o manejo incrementam o custo de produção, mas que o retorno é garantido porque há quem queira pagar pelo diferencial. O Marfrig afirma que os produtores que participam do programa Qualidade Nelore Natural recebem até 4% a mais sobre o preço de mercado e ainda garantem a qualidade dos animais.
Aliás, pagar a mais não parece um problema. Nos supermercados que revendem essas marcas, os clientes não reclamam o alto valor porque sabem o que vão levar. O gerente de uma das lojas do supermercado Comper, que oferece carnes em cortes nobres e de novilho precoce, Edilson da Silva, diz que a linha tem tido crescimento constante e desde que chegou ao supermercado é comum ver clientes procurando pelo produto. Quanto ao preço, Silva diz que os consumidores estão cientes da qualidade do produto e não questionam o custo elevado. "Os clientes até reclamam quando a carne tradicional sofre aumento de preço, mas com relação aos cortes nobres isso não acontece".

Nos restaurantes que também elaboram pratos a partir dos cortes especiais, o produto fideliza o cliente. No Mahalo, a subchef, Claudineia Portela, diz que os clientes chegam a ligar um dia antes para pedir o preparo, principalmente do "flinstone", um pedaço que vem com osso e carne extremamente macia. "Este corte é preparado às quartas-feiras, mas nos outros dias os clientes ligam e pedem para deixar preparado porque querem exclusivamente aquele corte. Sem falar no "chorizo", que também tem ótima aceitação".

Luciano Vacari diz que grandes redes de supermercados, como Pão-de-Açúcar e Carrefour buscam fidelizar o cliente com o oferecimento de produtos exclusivos. Segundo Vacari, eles buscam uma raça em todo o mundo que se adapte no Brasil com qualidade extra e faz parcerias para que produtores e frigoríficos iniciem os trabalhos de cria e abate.

FONTE:Gazeta Digital
Autor: Laís Costa Marques

Governo do RS monitora efeitos dos fenômenos climáticos no meio rural

O Governo do Estado acompanha atentamente os acontecimentos climáticos neste período de plantio e florescimento das lavouras da safra de verão. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa), apurou que o clima seco, provocado pelo fenômeno La Nina, tem aumentado a atenção dos produtores do Rio Grande do Sul, apesar de ainda não haver estimativas consolidadas de quebra de safra.
De acordo com o secretário da Agricultura do RS, Gilmar Tietböhl, não se pode dizer, ainda, que haverá perdas nas lavouras. "As previsões de poucas chuvas neste mês de dezembro, mas de chuvas regulares (se comparadas com anos anteriores) em janeiro, de acordo com os prognósticos do Conselho de Agrometeorologia do Estado, indicam que podemos esperar para dizer se efetivamente vamos ter perdas. Estamos atentos, mas ainda é cedo para previsões", afirmou. O secretário lembrou os programas de irrigação que o Governo do Estado vem desenvolvendo para auxiliar os produtores em períodos de estiagem, como a construção de mais de 5 mil microaçudes no Interior gaúcho e a perfuração de 390 poços artesianos.
Até a semana passada, segundo a Emater/RS, o volume de chuva acumulado no mês estava 72% abaixo da média histórica no Estado, e a situação ameaçava ampliar a quebra prevista inicialmente pela instituição em relação ao ciclo 2009/10, quando o clima favorável ajudou na safra recorde do RS, totalizada em 24,3 milhões de toneladas de grãos. O boletim climático do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Seappa, indica precipitações abaixo do padrão climatológico para o próximo trimestre. Para dezembro, estão confirmadas chuvas abaixo do padrão, especialmente na Metade Sul e Oeste do Estado.
Para janeiro, a escassez de chuvas persistirá apenas na região Sudoeste, aproximando-se mais de média normal nas demais regiões. Novos prognósticos para os próximos meses serão discutidos na reunião do Copaaergs, que ocorre na próxima quinta-feira (2), na sede da Seappa.

FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Mercado e considerações sobre a IATF

A maior parte das vendas de hormônios e materiais para inseminação já foi feita.
Acompanhando os demais setores do mercado reprodutivo, como tourinhos e sêmen, as vendas foram boas.
A IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) ganha adeptos a cada ano. A tecnologia tem se popularizado.
Um dos fatores que deixa o pecuarista com “um pé atrás” em relação à IATF são as taxas relativamente baixas de prenhez.
O que se deve levar em conta ao analisar a taxa de prenhez é que essas fêmeas que emprenham, o fazem nos primeiros dez dias da estação.
Com isso, o tempo para que se faça outra inseminação ou o repasse com tourinhos é maior.
A tecnologia tem um custo maior, que precisa ser considerado, mas a julgar pelo avanço do seu uso, o pecuarista tem acreditado que é uma boa opção.
Além da própria tecnificação da produção, necessária, tem-se este ano as valorizações do boi gordo e reposição até as vésperas da estação de monta, que animaram os criadores a investir na atividade.
Fica a expectativa de quando as fêmeas retidas nos últimos anos produzirão bezerros a ponto de afrouxar o mercado e quão fortemente isto impactará no avanço do uso de tecnologia na cria.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Comissão restringe compra de terras rurais por estrangeiro

Proposta impõe limites para o tamanho da propriedade a ser comprada ou arrendada. Projeto de exploração apresentado por pessoa estrangeira, inclusive ONG, será submetido a aprovação do Executivo

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou, nesta quarta-feira, proposta que limita a compra de terras rurais por estrangeiros. O texto aprovado é o substitutivo do deputado Claudio Cajado (DEM-BA) ao Projeto de Lei 2289/07, do deputado Beto Faro (PT-PA).
Cajado manteve os principais pontos do projeto original. Pelo texto, pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras, inclusive organizações não-governamentais, não poderão comprar ou arrendar mais de 35 módulos fiscaisÉ a unidade de medida em hectares definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para cada município, para cobrança do Imposto Territorial Rural. As variações levam em conta qualidade do solo, relevo, acesso e capacidade produtiva. Na região Norte, um módulo fiscal varia de 50 a 100 hectares; no Nordeste, de 15 a 90 hectares; no Centro-Oeste, de 5 a 110 hectares; na região Sul, de 5 a 40 hectares; e na Sudeste, de 5 a 70 hectares., em área contínua ou descontínua, observado o limite de até 2,5 mil hectares.

Além disso, a soma das áreas rurais pertencentes a pessoas estrangeiras será de no máximo ¼ dos municípios em que se situem, e pessoas de mesma nacionalidade não poderão comprar ou arrendar mais de 40% desse limite, a não ser que sejam casados com brasileiros em comunhão de bens. O objetivo, segundo Cajado, é evitar eventuais fraudes contra os limites estabelecidos na norma.

O Congresso, com o aval do Executivo, poderá autorizar a compra por estrangeiros de imóveis que ultrapassem esses limites, desde que os projetos implantados sejam considerados prioritários para o desenvolvimento do País. A venda ou doação de terras públicas ficará proibida a qualquer título.

Meio ambiente
O projeto define que pessoas ou instituições estrangeiras só poderão arrendar ou comprar terras se os projetos agropecuários, florestais e agroindustriais forem ambientalmente sustentáveis e aprovados pelo Executivo. Se o imóvel estiver na Amazônia LegalA Amazônia Legal é compreendida pela totalidade dos estados do Acre, do Amapá, de Amazonas, do Pará, de Rondônia e de Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, de Tocantins e do Maranhão. A região engloba uma superfície de aproximadamente 5.217.423 km² e correspondente a cerca de 61% do território brasileiro. Foi instituída com o objetivo de definir a delimitação geográfica da região política captadora de incentivos fiscais com o propósito de promoção do seu desenvolvimento regional. A região é povoada por 24 milhões de pessoas., será necessário ainda o consentimento do Conselho de Defesa Nacional. Ficará dispensada a licença para a compra de até quatro módulos fiscais e o arrendamento de até dez módulos.

Outro limite imposto determina que metade da área total dos loteamentos rurais seja ocupada por brasileiros. O relator argumenta que a restrição atende aos movimentos sociais por reforma agrária. “A garantia de um percentual de área de loteamento obrigatoriamente ocupada por brasileiros reduz focos de tensão que poderiam ter reflexos negativos sobre a ordem interna e a paz social”, defende.

Alterações
O substitutivo de Cajado compatibiliza o projeto com outras propostas sobre o tema (PLs 2376/07, 3483/08 e 4240/08), com o objetivo principal de tornar a redação da proposta mais clara. Por exemplo, é alterado o termo “organização não governamental estabelecida no Brasil” para “com atuação no território brasileiro”. A última definição permite limitar uma ONG que atue no País, mas não esteja estabelecida no nosso território.

Norma atual
A lei atual limita a compra de propriedade rural com base em outra unidade de medida, o módulo ruralÉ a propriedade familiar ou o imóvel rural que, pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, absorva toda sua força de trabalho. É a quantidade de terra necessária para um trabalhador e sua família (de quatro pessoas) se sustentar, podendo, eventualmente, ser trabalhada com a ajuda de terceiros. A propriedade deve garantir à família a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração. Assim, o módulo rural é variável de acordo com fatores naturais e socioeconômicos.. A Lei 5.709/71 limita em 50 módulos rurais, em área contínua ou descontínua, a compra por estrangeiros. Ligado ao conceito de propriedade familiar, o módulo rural é a área mínima para que um trabalhador rural possa se sustentar com a sua família.

O módulo fiscal, por outro lado, é calculado para o município e leva em consideração o tipo de exploração dominante, a renda dessa atividade e outras explorações no município. É a unidade usada para caracterizar uma área como minifúndio, pequena ou média propriedade. Em Hidrolândia (GO), por exemplo, um módulo rural mede 3 hectares, ao passo que o módulo fiscal tem 12 hectares.

Tramitação
O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

FONTE: Agência Câmara
Autor: Carol Siqueira

RS pode prorrogar vacinação do rebanho

O atraso na entrega de vacinas poderá motivar a prorrogação da segunda etapa de imunização contra a aftosa no Rio Grande do Sul, que abrange bovinos e bubalinos de até 24 meses. Segundo o chefe do Serviço de Doenças Vesiculares da Secretaria da Agricultura (Seappa), Fernando Gröff, houve problemas de logística tanto na entrega das doses destinadas a agricultores do Pronaf como nas vendidas nas agropecuárias, o que impactou na chegada do medicamento ao campo. A medida será avaliada pela Seappa hoje, que definirá se encaminha ou não o pedido ao Ministério da Agricultura. "Isso não ocorreu em todo o Estado e não é a maioria dos municípios que está nesta situação", explica Gröff.
Nas doses distribuídas gratuitamente, o atraso está relacionado à mudança na embalagem dos frascos que passou a contar com dez unidades, e não mais com 50 como era até então. "Pedimos às indústrias que fosse assim porque é mais fácil de entregar e manter as doses em condições de uso, já que algumas propriedades têm poucos animais." A ampliação na compra das doses aos enquadrados do Pronaf também influenciou, já que foram necessárias mais 600 mil. "Houve aumento no rebanho jovem. Chegaremos a 14,3 milhões de animais este ano." Normalmente, o RS destina 5 milhões de doses ao Pronaf, sendo 4 milhões na primeira etapa e o restante, na segunda. Neste ano, foram 4,5 milhões de doses na primeira e 1,1 milhão na segunda.
Nas agropecuárias, a dificuldade ocorreu naquelas que estavam sem estoque. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) afirma desconhecer problemas na entrega do medicamento.

Fonte: Correio do Povo

MT: Mapa prorroga campanha de vacinação contra aftosa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) acatou o pedido de prorrogação ao período de vacinação contra a febre aftosa em todo Mato Grosso. Com o deferimento, a Diretoria Técnica do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT) foi informada de que ao invés do término da campanha na próxima terça-feira, dia 30, as doses contra a doença, assim como a comunicação da vacinação, poderão ser realizadas até o dia 15 de dezembro. O pleito da Famato era de uma dilatação até 31 de dezembro.
Os pecuaristas do Estado, por meio da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), protocolaram um documento no início deste mês junto ao Indea/MT, reivindicando um prazo maior para a vacinação. O pedido demandava aval do Mapa, pois a instituição é a responsável pela vacinação em todo país. Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do Brasil, com 27,35 milhões de cabeças, volume confirmado nesta semana pelo IBGE.
As confirmações da vacina deverão ser comunicadas em qualquer uma das 138 Unidades de Locais de Execução do Indea/MT, espalhadas pelo Estado. Para os pecuaristas da região de fronteira e no Pantanal Mato-Grossense o prazo final de comunicação continua até o dia 17 do próximo mês.
O diretor de relações institucionais da Famato, Rogério Romanini, informa que a medida tomada atende ao pedido dos produtores rurais que entraram em contato com a entidade. Os pecuaristas relataram que o longo período de seca dificultou a vacinação. A chuva ainda não foi suficiente para recompor as pastagens. Além disso, com as águas, o manejo do gado ficou mais difícil e acarretou estresse nos animais.
Se a vacinação não for confirmada dentro do prazo previsto, o pecuarista fica sujeito às sanções administrativas e pecuniárias, como por exemplo, proibição de transitar animais pelo dobro do tempo que ficou sem comunicar, pagar multa de R$ 74,25 por animal não-vacinado e não ter acesso à Guia de Trânsito Animal (GTA).
O presidente do Indea/MT, Valney Sousa Corrêa, observa que a prorrogação do prazo da vacinação é fundamental para os produtores, que estavam preocupados com o bem estar dos seus animais, "que em função de um longo período de seca estavam muito sofridos. Assim, esse prazo um pouco mais estendido vai beneficiar tanto os produtores como o Estado, pois certamente o índice de 100% de cobertura vacinal será atingido".
A etapa de novembro é a mais importante entre as três que são executadas no Estado, porque abrange animais de todas as idades, como é popular no campo, "animais de mamando a caducando". A campanha teve início no dia 1º.

FONTE: Diário de Cuiabá, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.